Fórum de Discussão: o retorno a uma utopia realizável - a Universidade do Minho como projecto aberto, participado, ao serviço do engrandecimento dos seus agentes e do desenvolvimento da sua região

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quarta-feira, março 10, 2010

"Processo de Bolonha: 58 por cento das universidades europeias consideram que a reforma foi ´muito positiva`"

Artigo Visão
Ensino Superior: 58% das universidades europeias dá nota "muito positiva" a Bolonha - relatório:
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(cortesia de Nuno Soares da Silva)

sexta-feira, fevereiro 19, 2010

"Os cursos de Bolonha têm os seus quês"

"Os cursos de Bolonha têm os seus quês. Há alunos de mestrado e há alunos de licenciatura. E não há jantar nem vinho à discrição que disfarcem preocupações latentes."
MJMatos
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(excerto de mensagem, datada de 18 de Fevereiro de 2010 e intitulada Dia especial, disponível em Que Universidade ?)

quinta-feira, janeiro 07, 2010

Pobreza e desigualdades em Portugal

1. Nos últimos anos, tenho sido responsável pela docência de uma unidade curricular (u.c.) intitulada Economia Portuguesa e Europeia. O objectivo essencial dessa u.c. não é tanto apresentar novos conceitos ou teorias mas conduzir os estudantes a usar a formação adquirida previamente no seu curso (de Economia) na análise das realidades socioeconómicas nacional e da U.E.. De certo modo, trata-se de levá-los a mergulhar na realidade das economias, depois de lhes terem sido explicados os princípios básicos do funcionamento das estruturas económicas. Como segundo objectivo, visa-se dar-lhes competências em matéria de estruturação e elaboração de documentos técnicos e respectiva apresentação pública e de produção de textos técnicos para difusão junto de públicos não especializados.
2. Dentro do espírito da u.c., as matérias a versar vão evoluindo de acordo com as conjunturas económico-sociais vividas, para que os alunos sintam o espírito da cadeira e tendam a torná-la parte do debate do “momento”. Daí resultou a preferência que os estudantes deram ao tratamento de temas como a regulação dos mercados e o funcionamento nos mercados financeiros no ano lectivo precedente. No presente ano, notei com curiosidade que tenham trazido para debate as problemáticas das energias renováveis e, muito especialmente, as da pobreza e da desigualdade de rendimentos. Sendo um sinal dos tempos que vivemos, não esperava que os últimos temas referidos emergissem de forma tão destacada. Não quero com isso dizer que não abundassem as justificações para o fazer. Não julgava era que existisse suficiente sensibilidade para esta matéria entre estudantes de economia.
3. Na realidade, apesar da evolução económica verificada nas últimas décadas, no mundo e também em Portugal, um dos maiores desafios que continua a subsistir é o da superação da pobreza. O conceito pobreza é complexo e multidimensional. Em termos gerais, seguindo a definição proposta em 2001 pela Comissão das Nações Unidas para os Direitos Sociais, Económicos e Culturais, a pobreza “pode ser definida como uma condição humana caracterizada pela privação sustentável e crónica de recursos, capacidades, escolhas, segurança e poder necessários para o aproveitamento de um padrão adequado de vida e de outros direitos civis, culturais, económicos, políticos e sociais”. A União Europeia, por sua vez, identifica a pobreza em termos de "distância económica" relativamente a 60% do rendimento mediano da sociedade.
4. Nas sociedades actuais existe uma grande dificuldade em caracterizar devidamente o fenómeno pobreza. Isso acontece porque não há uma avaliação aprofundada das suas características, dos seus determinantes e um adequado seguimento da sua evolução ao longo do tempo, até pelos “embaraços” que tal situação gera nos poderes políticos.
5. Segundo dados do INE referentes ao ano 2007, eram cerca de 18% os portugueses (1,9 milhões de pessoas) que viviam ou estavam em risco de viver em situação de pobreza. Caso as transferências sociais e as pensões não existissem, a taxa de pobreza em Portugal chegaria aos 31% da população. Quer isto dizer que as transferências sociais (incluindo o rendimento social de inserção) afastaram cerca de 13% dos indivíduos residentes em Portugal do limiar da pobreza. Já agora, vale a pena assinalar que, entre 1997 e 2007, a taxa de pobreza em Portugal se reduziu cerca de quatro pontos percentuais, passando de 22% para 18%. Infelizmente, mesmo não havendo dados fiáveis, tudo indica que outro tanto não sucedeu no período mais recente.
6. A assimetria na distribuição dos rendimentos e as situações de desemprego estão entre os principais factores explicativos das situações de pobreza. Em Portugal, a assimetria de rendimentos entre as famílias é chocante: de acordo com o Inquérito às Condições de Vida e Rendimento, do INE, em 2007, o rendimento monetário líquido dos 20% da população com maiores recursos correspondia a 6,1 vezes o rendimento dos 20% da população com mais baixos recursos. Se comparado com o que se passa entre os demais membros da União Europeia, Portugal é o país em que a distribuição de riqueza tem o segundo maior diferencial. Maior diferencial apenas se verifica na Roménia.
7. Os dados apresentados, ainda que constituindo um “primeiro olhar” sobre a realidade da pobreza em Portugal, não podem deixar de ser vistos com preocupação e ser um elemento essencial na definição das medidas de política social. De acordo com a Comissão Europeia, as medidas para combater a pobreza passam pela introdução (ou manutenção) de um regime de rendimento mínimo e de acções vocacionadas para a promoção do emprego. A esta luz, perceber-se-á que o sucesso das políticas de relançamento da economia, no curto/médio prazo, é peça-chave do combate à pobreza em Portugal.
J. Cadima Ribeiro
(artigo de opinião publicado na edição de hoje do Jornal de Leiria)

sábado, outubro 17, 2009

"O processo de Bolonha..."

"O Processo de Bolonha levado a sério implica um ensino mais caro"

Carlos Reis
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(Entrevista à Revista Homem Magazine, 2008, nº 227, p. 33; cf. mensagem intitulada "Coisas que devem ser repetidas", datada de 14 de Outubro de 2009, disponível em Que Universidade ?)

terça-feira, setembro 22, 2009

Revista de imprensa: curiosidades várias

Artigo DN
Famílias em dificuldades com custos da universidade:
http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1367542
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Artigo JN
Ensino Superior: Jorge Sampaio elege aprendizagem ao longo da vida como desafio do Processo de Bolonha:
http://jn.sapo.pt/paginainicial/interior.aspx?content_id=1367946
-
Artigo Correio da Manhã
Formação generalizada para Superior
http://www.correiodamanha.pt/noticia.aspx?channelid=ED40E6C1-FF04-4FB3-A203-5B4BE438007E&contentid=2D16033E-825B-4BD1-841A-CF6BB192EC1A

(cortesia de Nuno Soares da Silva)

segunda-feira, setembro 21, 2009

Bolonha: ser “bom aluno” nas formalidades burocráticas

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(título de mensagem, datada de Domingo, 20 de Setembro de 2009, disponível em UMinho: Novos Desafios, Novos Rumos)

"Declaração que visou harmonizar ciclos de formação na Europa faz dez anos"

«Ainda é cedo para compreender se o Processo de Bolonha está a ser bem aplicado porque os dados fornecidos pelas instituições de ensino superior são ainda escassos. No entanto, “há clara consciência da necessidade de mudança e do sentido genérico dessas mudanças”, revela o relatório sobre as alterações introduzidas na formação superior pelo Processo de Bolonha, da responsabilidade da Associação para o Desenvolvimento do Instituto Superior Técnico e financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian.
Hoje e amanhã, "O Futuro de Bolonha, dez anos depois" é discutido numa conferência internacional, na Gulbenkian, em Lisboa.
Actualmente, todos os cursos de ensino superior estão já adaptados a Bolonha, nascida há dez anos para harmonizar os ciclos de formação superior na Europa. No entanto, não basta alterar a estrutura dos cursos — o processo exige que se façam outras alterações e as instituições sentem “difi culdades fi nanceiras para encontrar os meios necessários para levar a cabo mudanças nas infra-estruturas”, constata o relatório elaborado por Pedro Lourtie — ex-secretário de Estado do Ensino Superior e um dos responsáveis pela Declaração de Bolonha, em 1999 —, Paulo Fontes e Paulo Afonso.»
(excerto de Notícia PÚBLICO - Última Hora, datada de hoje, intitulada "Declaração que visou harmonizar ciclos de formação na Europa faz dez anos - Escolas precisam de dinheiro para melhor aplicar Bolonha ")
[cortesia de Nuno Soares da Silva]

sábado, setembro 19, 2009

Revista de imprensa: (incidentes) vários

Artigo Expresso
Universidades devem reforçar autonomia dos estudantes:
http://aeiou.expresso.pt//universidades-devem-reforcar-autonomia-dos-estudantes=f536597
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Artigo DN
MEP apresenta queixa contra Faculdade de Engenharia da Universidade de Porto: http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1365941

(cortesia de Nuno Soares da Silva)

terça-feira, setembro 15, 2009

Revista de imprensa: das universidades das ilhas

Noticia Económico
Universidade da Madeira quer atrair investigadores internacionais:
http://economico.sapo.pt/noticias/universidade-da-madeira-quer-atrair-investigadores-internacionais_69548.html
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Artigo AO Online
CDU quer ensino superior fora do Processo Bolonha:
http://www.acorianooriental.pt/noticias/view/192846/

(cortesia de Nuno Soares da Silva)

domingo, abril 12, 2009

"EUA Prague Declaration"

€UA - 10 key $ucc€$$ factors

(título de mensagem, datada de Sexta-feira, 10 de Abril 10 de 2009, disponível em Polikê?)

segunda-feira, março 30, 2009

"Universidades falham processo de Bolonha"

Artigo DN
Universidades falham processo de Bolonha:
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(cortesia de Nuno Soares da Silva)

quinta-feira, dezembro 18, 2008

Abaixo-assinado que visa pôr «fim ao processo de Bolonha e das propinas»,

Notícia IOL Diário
Estudantes lançam abaixo-assinado contra Bolonha:
http://diario.iol.pt/noticia.html?id=1024299&div_id=4071

(cortesia de Nuno Soares da Silva)

domingo, dezembro 14, 2008

Mal-entendidos

Artigo IOL Diário
«Isto mata a universidade»:
http://diario.iol.pt/noticia.html?id=1023133&div_id=4071
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Artigo JN
Processo de Bolonha nas universidades portuguesas quase a 100%:
http://jn.sapo.pt/paginainicial/sociedade/interior.aspx?content_id=1058432
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Artigo TSF
Presidente do Instituto Superior Técnico quer esclarecimento do Governo:
http://tsf.sapo.pt/paginainicial/portugal/interior.aspx?content_id=1058584

(cortesia de Nuno Soares da Silva)

quinta-feira, dezembro 11, 2008

A propósito de Bolonha e de outras vivências

1. Na minha condição de cidadão e de trabalhador do mundo, desloquei-me há poucos dias à Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais da Universidade de Vigo para assegurar uma aula a um mestrado no âmbito das políticas comunitárias e da cooperação territorial. Esse curso é oferecido, desde este ano lectivo, em parceria com três Escolas da Universidade do Minho. Já me havia deslocado variadas vezes ao magnífico campus da Universidade de Vigo, em Vigo, mas a experiência a que agora me reporto foi muito singular. A singularidade residiu na circunstância de encontrar todos os corredores da faculdade atapetados com pedaços de papel e folhas secas, o que, convenhamos, não terá sido tarefa simples de concretizar, pela quantidade de papel requerido e pela extensão dos espaços interiores comuns da instituição. Algures, li escrito num pedaço de papel colado numa porta que os estudantes se recusavam a ter aulas enquanto o edifício não fosse convenientemente limpo. Não me tendo cruzado com nenhum colega conhecido, não me atrevi a inquirir de quem tinha sido o trabalho e as razões daquela inusitada situação.
2. Pese embora o que se anota antes, a aula que me propunha leccionar teve mesmo lugar, porventura por se tratar de um curso de mestrado e por caber no conceito de serviços mínimos que a Faculdade estava a assegurar. Por me parecer oportuno e por conter matéria relevante, no essencial, estive a apresentar alguns dados disponíveis numa “revista” que me chegou às mãos não há muito tempo, intitulada “Estudos Territoriais da OCDE: Portugal”, formalmente produzida pela instituição que aparece referenciada no título da obra, e editada pelo Instituto Financeiro para o Desenvolvimento regional, IP., antiga Direcção-Geral de Desenvolvimento Regional. Surpreendentemente, tem bastante informação tratada a nível de unidades estatísticas de nível III (NUTs III), o que permite traçar um retrato bastante fidedigno da realidade do país, o que de maneira nenhuma se consegue usando NUTs II, quer dizer, os territórios de intervenção das chamadas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional. Pena é que nem todos os dados tenham a actualidade que seria recomendável.
3. Enquanto esperava a hora da aula, dei uma vista de olhos ao material de divulgação por lá existente, tendo encontrado um jornal de âmbito estudantil, com circulação em toda a Espanha (intitulado ECCUS), datado de 24 de Novembro pp., que, entre outras matérias, se referia a “Bolonha”, com o sugestivo título: “Contra Bolonia somos muchos protestando y no podrán ignorarnos eternamente”. Surpreendeu-me não tanto o título do artigo mas a circunstância de, ao que parece, o assunto aí, em Espanha, permanecer vivo, morto que está em Portugal. Digo morto, no sentido de que há muito que dele não ouço falar. Terá, talvez, tido o encaminhamento que se costuma dar àquelas reformas nascidas de “mentes brilhantes” que são incapazes de pôr os pés no terreno para aquilatar da necessidade e da viabilidade de reformar o que quer que seja que se ache que se deve reformar. O encurtamento da duração dos cursos e dos recursos financeiros votadas à educação superior, esse, tornou-se efectivo, sem dúvida.
4. Não havendo espaço neste texto para muito mais, extraio do mencionado artigo as passagens seguintes (com tradução minha):
i) «[…] A 13 Novembro, tal como sucedeu no passado dia 22 de Outubro, milhares de estudantes (mais de 100.000, segundo fontes da Associação de Estudantes) fizeram-se de novo às ruas de Espanha com um grito na boca: “Defender a Educação Pública”»;
ii) «Uma das chaves de todo este processo está na informação ou, melhor, na desinformação, como apontam os estudantes deste movimento contra Bolonha: “É vergonhoso que só depois de nos termos mobilizado é que os Centros tenham começado a informar ´bem` os alunos. Até agora éramos nós próprios quem explicava aos nossos companheiros o que era e o que traria Bolonha”.»
São, obviamente, formas de ver e fazer as coisas que têm que ser olhadas à luz dos respectivos contextos e motivações. Nalgumas dimensões, dizem-nos, talvez, que as limitações que nos tolhem não são, afinal, tão singulares quanto, por vezes, as julgamos.
5. Ser cidadão e trabalhador do mundo é uma coisa boa. Há ocasiões, todavia, que preferia ser cidadão longe do mundo, isto é, longe de todas as desgraças de que a comunicação social e os nossos olhos, eles próprios, nos vão dando notícia. Nalguns casos, os porta-vozes da desgraça são até aqueles que anunciam que nos vêm trazer “a boa nova”.

J. Cadima Ribeiro

(artigo de opinião publicado na edição de hoje do Jornal de Leiria)

segunda-feira, setembro 22, 2008

Revista de imprensa: de Bolonha à discriminação dos rapazes

Noticia Diário dos Açores
“Caldeirada” alla Bolognesa!
http://www.da.online.pt/news.php?id=155031
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Notícia RTP
Universidades: Rapazes discriminados por senhorios ficam com os piores quartos:
http://ww1.rtp.pt/noticias/?article=364264&visual=26&tm=Nacional

(cortesia de Nuno Soares da Silva

quarta-feira, agosto 20, 2008

Bolonha: um ponto de vista

Artigo "Esquerda.Net"
Mercado europeu de educação em debate no socialismo 2008:
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(cortesia de Nuno Soares da Silva)

domingo, abril 27, 2008

"Bolonha podia ter sido uma oportunidade para fazer uma excelente reforma do ensino"

Notícia JN
Três em cada dez universitários atrasam-se a completar o curso: http://jn.sapo.pt/2008/04/27/nacional/tres_cada_universitarios_atrasamse_a.html

(cortesia de Nuno Soares da Silva)

sábado, abril 26, 2008

"Falarei de um questão que preocupa toda a comunidade académica: Bolonha"

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(título de artigo de opinião, datado de 08/04/25 e assinado por Jorge Fernandes, disponível em ComUM)

quarta-feira, março 26, 2008

Notícias de Bolonha e de outros mal-entendidos

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(títulos de mensagens, datadas de 08/03/26, disponíveis em Bloco de Notas e em Polikê ?, respectivamente)

sábado, dezembro 29, 2007

Bolonha, ainda


(título de mensagem, datada de 07/12/28, disponível em Colina Sagrada)