Fórum de Discussão: o retorno a uma utopia realizável - a Universidade do Minho como projecto aberto, participado, ao serviço do engrandecimento dos seus agentes e do desenvolvimento da sua região

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quarta-feira, setembro 05, 2012

"E se em vez de se financiarem passes escolares se oferecesse aos alunos uma bicicleta?"

«Uma bicicleta é uma solução mais ecológica, mais saudável e mais económica, defende Beatriz Pereira, investigadora da Universidade do Minho (UM), que propõe que as autarquias ofereçam este meio de transporte aos alunos do 1º ao 9º anos, em vez de pagar passes escolares. A Associação Nacional dos Municípios Portugueses (ANMP) não vê vantagens nesta sugestão. “Penso que não é exequível. Os pais não aceitariam que os filhos fossem assim transportados. É perigoso e no Inverno, com a chuva, não é fácil”, avalia António Ganhão, vice-presidente da ANMP.



Beatriz Pereira defende que as autarquias gastariam menos dinheiro ao oferecer uma bicicleta, promovendo um estilo de vida mais saudável e incentivando a prática de actividade física.
Ana Pereira, proprietária da Cenas a Pedal, uma empresa dedicada à mobilidade em bicicleta, concorda com a ideia, sobretudo aplicada a crianças a partir dos dez anos, que “têm perfeitas condições físicas para praticar ciclismo”. Realça, porém, que o preço médio de uma bicicleta mais económica e mais funcional varia entre 100 e 200 euros. Mas alerta que, quando o objectivo é utilizar uma bicicleta como meio de transporte, esta tem de ter características essenciais como luzes, bagageiras para transportar as mochilas e pára-lamas, o que encarece. Além disso, um passe escolar permite que as crianças utilizem mais meios de transporte do que a bicicleta, acrescenta Ana Pereira.
Contudo, uma bicicleta, a médio prazo pode ficar mais barata do que o passe escolar que pode custar, no mínimo (com 50% de desconto), 26,25 euros para a cidade de Lisboa e 22,50 para o Porto. Ou seja, são necessários cerca de quatro meses para comprar uma bicicleta de 100 euros.
Do ponto de vista ambiental, Beatriz Pereira defende que o facto de os alunos passarem a utilizar uma bicicleta nas deslocações entre casa e escola reduziria os índices de poluição, uma vez que a maioria “chega mesmo à porta da instituição através do automóvel ou do autocarro”, lê-se em comunicado da UM.
Com base na experiência dos países nórdicos, a investigadora diz que esta solução é perfeitamente aplicável no contexto português. “Nos países nórdicos, onde há muito frio, vê-se de manhã pais e filhos a pedalar de casa até à escola e, ao fim do dia, regressam. Até os alunos e professores universitários o fazem”, realça, lembrando que a distância média do aluno português até à instituição de ensino é de três a cinco quilómetros, logo, trata-se de “uma distância perfeita para pedalar”.

Segurança
Quanto à criação de ciclovias – que existem em vários países europeus e permitem que os ciclistas circulem num trajecto exclusivo – a docente da UM é de opinião que uma “cultura de respeito pelo outro” é suficiente. “Onde circula um automóvel pode circular uma mota ou uma bicicleta, basta haver uma cultura de respeito pelo outro”, afirma em comunicado.
Ana Pereira concorda com a investigadora, dizendo que a prioridade não é a criação de ciclovias, mas “direccionar o tráfego para ruas mais calmas, em que os automóveis não circulem a velocidades tão elevadas”. Salienta, no entanto, que, junto às escolas, o tráfego costuma ser caótica justamente pelos pais que vão levar ou buscar os filhos.
Neste sentido, a investigadora salienta a necessidade de uma “educação para a segurança”, em que os cidadãos devem aprender a respeitar a circulação de bicicletas nas ruas e nos passeios. Defende ainda que os acessos junto às escolas devem ser preparados para a pratica de ciclismo e devem ser criadas infra-estruturas que permitam o parqueamento seguro das bicicletas.
 “Oferecer uma bicicleta é só parte do processo”, diz Ana Pereira, acrescentando que tanto a formação rodoviária como em relação à utilização de bicicletas é essencial. “Uma criança de seis ou sete pode saber andar de autocarro, mas não é necessariamente capaz de utilizar uma bicicleta sozinha”, defende.

Exercício físico
Um dos principais argumentos para a aplicação desta sugestão prende-se com o aumento da actividade física que a utilização de bicicletas passaria a proporcionar. Segundo Beatriz Pereira, esta opção poderia originar desportistas nalgumas áreas e tornar os cidadãos mais resistentes, prevenindo, igualmente, doenças crónico-degenerativas e gastos com a saúde.
A investigadora realça que o período lectivo dedicado à prática de Educação física - 2h15 (90 minutos mais 45 minutos) – é bastante inferior à recomendação da Organização Mundial da Saúde de 1h diária. Deste modo, a docente da UM defende que a resposta para evitar a obesidade infantil e o sedentarismo deveria vir “de períodos informais”, como o desporto escolar e actividades extracurriculares como natação, ballet e judo. António Ganhão considera que é importante que as actividades extracurriculares se transformem em curriculares, para, nalguns casos, “poderem ser desempenhadas com mais qualidade”.O PÚBLICO tentou contactar a investigadora, mas, até ao momento, não obteve qualquer resposta.»

(reprodução de notícia PÚBLICO  online, de  05.09.2012 - Marta Portocarrero)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

terça-feira, setembro 04, 2012

" III FÓRUM EDUCAÇÃO E RESPONSABILIDADE SOCIAL"

(reprodução de mensagem/convite que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente da entidade identificada)

segunda-feira, setembro 03, 2012

"Agora é que os cortes vão ´doer`"

«Mário Nogueira diz que o próximo ano lectivo será "um dos piores de sempre" no pós-25 de Abril, marcado pelo "verdadeiro" impacto dos cortes na Educação.
"Até agora não houve uma perceção completa, como a que surgirá com o arranque do ano escolar, dos efeitos dos cortes orçamentais da Educação, maioritariamente aprovados este verão", sublinha Mário Nogueira, admitindo que o cenário se agrave ainda mais na segunda metade do período letivo, na sequência de novas medidas impostas em sede de Orçamento de Estado para 2013.
Em entrevista à agência Lusa, Mário Nogueira considera que o ano letivo vai ficar marcado por um desemprego sem precedentes na classe docente, pela degradação da qualidade de ensino, e por um maior abandono escolar, porque, numa altura em que a escolaridade obrigatória aumenta de nove para 12 anos, as famílias estão sem dinheiro e a Ação Social Escolar também.
Ao elencar as medidas que, na sua perspetiva, vão abalar negativamente os alicerces do sistema público de educação, Mário Nogueira destaca, desde logo, a constituição de 150 mega agrupamentos, criando, em alguns casos, espaços escolares com mais de 4.000 alunos.
"É a desumanização da escola, daquilo que é a relação do professor com o aluno. Do ponto de vista pedagógico, é um absurdo completo", critica.
A revisão curricular, "que veio empobrecer os currículos nos ensinos básico e secundário", é outro dos alvos do dirigente da Fenprof, já que "não correspondeu a qualquer reflexão, nem a qualquer conclusão de uma avaliação, mas, simplesmente, à necessidade de acabar com disciplinas para pôr gente [professores] na rua".
Para tornar o desemprego dos professores "enorme" e pôr as escolas "cheias de horários zero", concorre também o aumento do número de alunos por turma e o fim de projetos que muitos estabelecimentos de ensino mantinham no âmbito da promoção do sucesso educativo e do combate ao desemprego.
Para as famílias, "que estão muito fragilizadas do ponto de vista económico-financeiro", os problemas vão sentir-se de forma mais intensa, na medida em que uma Ação Social Escolar, "também ela debilitada", não lhes irá fornecer os apoios expectáveis, muito mais agora que a escolaridade obrigatória aumenta para 12 anos.
No caso do Ensino Superior, Mário Nogueira prevê que se repita, e até se agudize, um cenário de abandono de "milhares de alunos". As famílias estão sem dinheiro para pagarem propinas "com valores exorbitantes" e os custos de alojamento dos filhos nas imediações das universidades, diz.
Tudo somado, faz com que o líder da Fenprof preveja que 2012/2013 se torne "um dos piores anos letivos de sempre" desde 1974, ano em que foi reinstaurada a democracia em Portugal, com "piores condições de funcionamento e de aprendizagem e mais dificuldades para as famílias terem os filhos a estudar".
As aulas nos ensinos básico e secundário começam entre 10 e 14 de setembro.»

(reprodução de notícia Económico online,  de  03/09/12)
[cortesia de Nuno Soares da Silva]

segunda-feira, agosto 27, 2012

Reflexões: o exótico e o seu oposto

"A surpresa e o exótico, são, a mais das vezes, o que mais leva gente a certas paragens. Sabia-o, embora não tivesse sido esse o motivo principal que me trouxe a este destino. Confesso entretanto que, tanto quanto o exótico, o que me atrai em muitos lugares é o seu oposto, isto é, o que é comum, uma rotina que não seja penosa, a familiaridade com as coisas e as gentes."

J. Cadima Ribeiro

quinta-feira, agosto 16, 2012

"Universidades da Beira Interior afixa lista de alunos devedores, associação académica contesta"

«Universidade da Beira Interior (UBI) tornou pública uma lista de alunos devedores, com propinas em atraso, afixando-a à entrada dos serviços académicos da instituição, uma decisão criticada pela associação académica, que exige a sua remoção imediata.
Ao longo de 15 páginas estão os números e nomes dos alunos de licenciatura, mestrado e doutoramento que se encontram "em incumprimento e na situação de suspensão de matrícula e inscrição", refere o documento.
A lista termina com a indicação de procedimentos legais com vista à justificação ou regularização das situações.
Pedro Bernardo, presidente da Associação Académica da UBI (AAUBI), considera que a listagem "deve ser de imediato retirada para que os estudantes não sejam expostos de forma desnecessária e abusiva".
Aquele responsável alerta para o facto de muitos atrasos estarem relacionados "com dificuldades socioeconómicas" e com o facto de muitas famílias "estarem privadas do subsídio de férias" devido às medidas de austeridade no país.
O presidente da AAUBI considera que "existem outras formas para alertar os estudantes, sem uma exposição pública depreciativa. Não achamos que este seja um bom caminho para tratar estudantes ou qualquer outra pessoa".
Pedro Bernardo pretende discutir o assunto com os responsáveis da instituição "na segunda-feira", após os períodos de férias em curso.
Segundo refere, a publicação da lista "não é compreensível, depois de todo o trabalho meritório de apoio social prestado aos alunos por esta universidade".
Sublinha mesmo que o prazo de pagamento de propinas "foi inclusivamente alargado até 7 de Setembro, pelo que não se percebe esta atitude, a meio do verão".
Só faz lembrar "a atitude das mercearias de antigamente, em que punham a lista de devedores na vitrina", concluiu.
A agência Lusa tentou contactar o reitor da UBI e o serviço de relações públicas da instituição, mas tal não foi possível até ao momento.»

(reprodução de notícia PÚBLICO online, de 16.08.2012)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

Publicação de artigos em revistas com elevado IF

«Ora aqui está um forte incentivo para a publicação de artigos em revistas internacionais com um elevado factor de impacto.
Quem sabe se agora que os Chineses já entraram na EDP e na REN, conseguem ilucidar o Governo Português sobre a forma como na China se incentiva a publicação de artigos em revistas com elevado IF.»

F. Pacheco Torgal

sábado, agosto 11, 2012

"Universidade castiga alunos"

«Dois estudantes da Universidade de Coimbra trocaram de identidade para fazer um exame na última época de Junho. Só não conseguiram concretizar o plano porque o cartão apresentado pelo aluno que ia responder à prova no lugar de outro levantou suspeitas e foram detectados.
Se na altura já estivesse em vigor o Regulamento Disciplinar dos Estudantes, aprovado no final de Julho, os dois seriam penalizados com uma sanção que, no limite, podia chegar à interdição da frequência da universidade até cinco anos. "É preciso impor sanções graves a quem faz isto", sublinha o reitor João Gabriel Silva.
Em curso está um processo disciplinar, mas a aplicação de sanções é complicada, segundo o reitor: "Queremos ser mais drásticos no tratamento destas situações". O regulamento disciplinar visa, precisamente, impedir a repetição destes comportamentos, assim como travar os casos, cada vez mais frequentes, de plágio e de cópia. As sanções vão desde a simples advertência até à suspensão de actividades, de avaliação ou interdição da frequência. "É preciso ter medidas dissuasoras", frisa o reitor ao prometer "muito empenho em sancionar" tentativas de fraude nos exames e em todo o processo de avaliação.»

(reprodução de notícia CORREIO DA MANHÃ online, de 10 de Agosto de 2012)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

quinta-feira, agosto 02, 2012

"Mais de metade das universidades não vai aumentar propinas dos alunos"

«Mais de metade das instituições de ensino superior que já definiram as propinas para o próximo ano lectivo não vão mexer no valor que cada aluno tem que pagar. Das 20 universidades ouvidas pelo PÚBLICO, 12 decidiram não aumentar aquela prestação, ou seja, apenas oito vão seguir a recomendação feita em Abril pelo Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), no sentido de o valor arrecadado com a propina máxima poder ser encaminhado para um fundo social que permita apoiar os estudantes com dificuldades financeiras.
O receio de haver perda de estudantes num contexto de crise social e económica é o motivo apresentado para que o preço não seja alterado. Ainda assim, há cinco universidades e um instituto politécnico que vão cobrar o máximo permitido: 1037,20 euros.
A propina mais barata do ensino superior público é de 780 euros e é paga nos institutos politécnicos do Cávado e Ave (IPCA) e de Bragança. Em ambos os casos, a verba vai manter-se inalterada. "Pretendemos evitar o aumento das desistências por parte dos estudantes ou os pedidos de adiamento do pagamento de prestações de propinas", explica João Carvalho, presidente do IPCA.
A mesma justificação é apontada pelo presidente do Instituto Politécnico de Leiria, Nuno Mangas, onde a propina de licenciatura se vai manter nos 999 euros, para garantir que "nenhum estudante do IPL deixe de continuar estudos por falta de condições económicas". A instituição aplicou o mesmo princípio aos segundos ciclos, mantendo o valor das propinas nos mestrados cuja propina era igual à das licenciaturas, mas reduzindo os restantes, o que na maioria dos casos resulta num decréscimo de 25% do preço.
A manutenção dos preços das propinas foi decidida sobretudo por politécnicos (nove), mas foi seguida igualmente por três universidades: a dos Açores (940 euros), Trás-os-Montes e Alto Douro e Porto. Estas últimas mantêm os 999 euros do ano passado. "O conselho geral deliberou não aumentar a propina para o novo valor máximo permitido por lei com a intenção de não sobrecarregar os estudantes com custos nesta altura de grave crise económica", avalia a reitoria da Universidade do Porto.
A decisão de não aumentar as propinas pode ainda ser seguida por outras universidades e politécnicos. Do universo total de 29 instituições, há seis que ainda não decidiram o valor a cobrar aos estudantes no próximo ano lectivo, às quais se juntam os institutos de Viana do Castelo, Coimbra e Beja que não responderam às perguntas do PÚBLICO.

Em sentido contrário, oito instituições vão aumentar as propinas. A Universidade do Algarve decidiu rever o valor em 35 euros, passando a cobrar 965 euros anuais. Também a Universidade da Madeira vai fazer crescer o custo da frequência aos seus alunos para os 1035 euros. As restantes instituições que vão aumentar as propinas fixaram o valor máximo previsto pela Direcção-Geral do Ensino Superior. Assim, os estudantes que frequentem as universidades do Minho, Aveiro, Coimbra, Beira Interior e Técnica de Lisboa terão que desembolsar 1037,20 euros anuais, mais 37,49 euros do que no ano anterior. O único politécnico a seguir esta opção foi o de Lisboa, que definiu a propina máxima na generalidade das suas escolas, com excepção da Escola Superior de Educação e do Instituto Superior de Contabilidade e Administração.
O valor da propina máxima corresponde a uma actualização de 3,75%, que foi fixada tendo por base a variação do índice de preços no consumidor fixado pelo Instituto Nacional de Estatística.»

(reprodução de notícia PÚBLICO online, de  30.07.2012 -  Samuel Silva)
[cortesia de Nuno Soares da Silva]

segunda-feira, julho 30, 2012

domingo, julho 29, 2012

"Estádio Universitário deve 200 mil euros a professores"

«O Estádio Universitário de Lisboa (EUL) deve aos professores entre 180 a 200 mil euros, correspondentes parte dos salários de maio, de junho e de julho, segundo o diretor técnico de uma das empresas...
Alguns professores concentraram-se hoje no complexo de piscinas do EUL para denunciarem a situação e esclarecerem os utentes das instalações.
Aos jornalistas, Paulo Matos, diretor técnico da empresa Fuga à Rotina disse que o contrato entre o EUL e a sua empresa terminou em maio por "défice de horas".
Segundo o responsável, as horas contratualizadas têm diminuído ao longo dos anos e esgotam-se antes do calendário das atividades terminar.
Paulo Matos indicou que entretanto foi contratada outra empresa para disponibilizar professores, através de um concurso público, cujo "único critério era o preço mais baixo".
"Há professores que não vão aceitar oito euros à hora", anteviu o responsável, indicando que atualmente o valor pago varia entre nove a 13,5 euros.
Citando o presidente do EUL, Paulo Matos referiu que a situação dos pagamentos poderá ainda "demorar meses".
Paulo Matos admitiu a diminuição de utentes, mas garantiu que as atividades no EUL são "autossustentáveis".»
(reprodução de notícia DIÁRIO DE NOTÍCIAS online, de  2012-07-28)
[cortesia de Nuno Soares da Silva]

quinta-feira, julho 26, 2012

"Menos 15 milhões de euros para universidades públicas no próximo ano lectivo"

«As transferências do Orçamento do Estado para as instituições de Ensino Superior devem baixar mais 2% no próximo ano. O número foi ontem avançado pelo presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) numa audição na Assembleia da República e pode pôr em causa a rede pública do sector, segundo António Rendas.
A proposta que o Ministério da Educação e Ciência (MEC) enviou nos últimos dias às universidades aponta para uma redução média de 2% na dotação para o próximo ano lectivo, mas em algumas instituições o corte das transferências poderá chegar a 5%, diz Rendas. Desde 2005, houve uma redução de 20% do financiamento ao ensino superior, pelo que o presidente do CRUP fala numa situação "muito difícil" para as universidades. O novo corte orçamental, que equivale a perto de 15 milhões de euros, pode mesmo vir a criar problemas de "sustentabilidade da rede" de ensino superior pública, defende António Rendas. A proposta do Governo aponta ainda para o corte total na dotação para a Fundação para a Computação Científica Nacional, que possibilita às universidades aceder a bases de dados bibliográficas internacionais, algo que as instituições de ensino contestam.
O CRUP esteve ontem na Comissão Parlamentar de Educação na sequência de uma carta enviada aos grupos parlamentares em que os reitores alertavam para o facto de ainda não saberem com que dinheiro vão contar no próximo ano, apesar de terem de entregar os seus orçamentos até 3 de Agosto.
O corte no financiamento do ensino superior motivou também uma tomada de posição do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) que, segundo aquele organismo, volta a penalizar o sector politécnico. O ensino politécnico teve este ano um corte orçamental de 3,2%, fazendo ascender a cerca de 30% a diminuição do financiamento público nos últimos seis anos. O CCISP defende que essa opção "não é congruente" com os números do financiamento por estudante, que mostram que um aluno do ensino superior politécnico custa ao erário público 2190 euros, cerca de metade do custo médio na Europa.

Bolseiros mais protegidos
Os presidentes dos institutos politécnicos vão, por isso, pedir audiências ao ministro da Educação e ao secretário de Estado do Ensino Superior para lhes apresentar o que dizem ser "situações de verdadeira emergência" que este corte significa para algumas instituições.
A partir do próximo ano, as universidades e politécnicos terão maiores dificuldades em recorrer a bolseiros de investigação científica para assegurar aulas. O governo aprovou ontem um decreto-lei que altera o Estatuto do Bolseiro reforçando o regime de dedicação exclusiva. A partir de agora, a prestação do serviço docente apenas é possível para os bolseiros de pós-doutoramento e deixa de estar acessível aos estudantes de doutoramento.
Desta forma, a tutela responde a uma das críticas feitas pelos membros da Associação de Bolseiros de Investigação Científica (ABIC) na manifestação frente ao MEC no início do mês, em que acusaram algumas instituições de recorrerem abusivamente a bolseiros para assegurar aulas.
As alterações aprovadas passam também a garantir a manutenção da bolsa em caso de doença, tal como acontece nas situações de parentalidade. O Governo criou também a figura do Provedor do Bolseiro e estabeleceu a possibilidade de majoração do montante da bolsa pelas instituições de acolhimento.»

(reprodução de notícia PÚBLICO online, de  25.07.2012)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

"Secretário de Estado da Educação confirma corte médio de 2,5% no Ensino Superior em 2013"

«O Ensino Superior vai sofrer, em 2013, um corte médio no financiamento de 2,5 por cento, confirmou hoje o secretário de Estado, que reconheceu haver razão para as preocupações manifestadas pelos responsáveis de universidades e politécnicos.
João Filipe Queiró adiantou que a "redução média", prevista para 2013, da dotação do Orçamento do Estado para as instituições de Ensino Superior é de "2,5 por cento", sublinhando que "é muito inferior à do ano passado".
Ainda assim, o governante admitiu que "têm razão" os responsáveis pelas universidades e politécnicos que manifestaram, terça-feira, preocupação com os cortes para o próximo ano.
Questionado, em Bragança, à margem da inauguração de novos equipamentos para o ensino superior local, o secretário de Estado justificou os cortes no próximo ano com "as dificuldades que o país atravessa", frisando que "não tem qualquer comparação" com o corte "muito substancial" de 2012.
O governante espera que a redução no financiamento público "não ponha em causa a qualidade do ensino e a viabilidade de algumas instituições", afirmando que "vão sobreviver com dificuldades, como todo o país".
"Tal como disse no ano passado quando a situação era de anunciar números muito piores, a minha esperança continua a ser a de que se consiga preservar o essencial, preservar a qualidade, preservar no fundo o papel que o Ensino Superior tem no futuro do país, que é muito importante", acrescentou.
O secretário de Estado disse ainda que "as instituições públicas já têm de há muitos anos uma percentagem grande dos seus orçamentos, das suas receitas proveniente de fontes alternativas ao Orçamento do Estado (OE)".
Questionado sobre os valores concretos do financiamento estatal a estas instituições, o governante começou por considerar tratar-se "de uma pergunta ingrata".
"A resposta é fácil, mas requer alguma explicação: a dotação total compreende várias parcelas. O total é 924 milhões de euros de dotação estritamente do OE, compreende as bolsas de estudo, em que a verba aumenta, compreende os serviços de ação social, em que a verba [também] aumenta, e compreende a verba para as instituições de Ensino Superior, em que há uma descida média de cerca de 2,5 por cento", afirmou.
O Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCIPS) anunciou, terça-feira, que vai pedir reuniões à tutela para apresentar as "situações de emergência" em que estão algumas instituições depois dos cortes de 3,2 por cento nos seus orçamentos de 2011-2012.
Os politécnicos alegam ter sofrido uma redução no financiamento público de "30 por cento nos últimos seis anos".
Também o presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), António Rendas, fala em perdas de "20 por cento líquidas" de financiamento, desde 2005, e pediu, terça-feira, na Assembleia da República, clarificação sobre quanto exatamente as universidades vão ter a menos, no próximo ano.
António Rendas queixou-se da falta de diálogo com o governo, afirmando que, desta vez, a tutela nem ouviu os reitores, antes de lhes mandar as propostas de dotação orçamental.»
(reprodução de notícia jornal i, de 25 de Julho de 2012)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

terça-feira, julho 24, 2012

sexta-feira, julho 20, 2012

Excellence

"Excellence is not a skill. It is an attitude."
Ralph Marston

(citação extraída de SBANC Newsletter, July 17, Issue 725 - 2012, http://www.sbaer.uca.edu)

quinta-feira, julho 19, 2012

Estudassem!


(reprodução de imagem retirada da página do Facebook de Cris Lima)

quarta-feira, julho 18, 2012

"Auditoria à Lusófona pronta no final do Verão"

«O ministro da Educação revelou hoje que a auditoria à Universidade Lusófona, envolvida na polémica da licenciatura do ministro Miguel Relvas, arrancou segunda-feira e deverá estar concluída no final do Verão.
Nuno Crato falava em Alcântara, à entrada do barco onde decorre o lançamento do programa 'Ciência Viva'.
No sábado, uma fonte governamental disse à agência Lusa que a auditoria da Inspecção-Geral da Educação e Ciência iria avançar «nos próximos dias».
As inspecções às universidades são regulares e esta será feita «rapidamente, nos próximos dias», acrescentou a mesma fonte.
Já na sexta-feira o Ministério da Educação tinha admitido a realização, «em breve», de uma auditoria à Universidade Lusófona.
O caso da licenciatura de Miguel Relvas começou a dar polémica há cerca de duas semanas por causa do número de equivalências que obteve na Universidade Lusófona.
De acordo com o processo do aluno que a Lusófona disponibilizou para consulta, foram atribuídos 160 créditos ao aluno Miguel Relvas no ano lectivo 2006/2007.
Com as equivalências atribuídas pela Universidade, Relvas apenas teve de fazer quatro disciplinas semestrais.
A Procuradoria-Geral da República revelou sexta-feira que está a analisar todas as notícias sobre a Universidade Lusófona, a propósito deste caso.»

(reprodução de notícia Lusa/SOL online, de 17 de Julho de 2012)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

sábado, julho 14, 2012

"Nuno Crato já admite auditar universidade de Relvas"

«O Ministério da Educação e Ciência (MEC) admitiu ao DN ser "natural que a Universidade Lusófona seja em breve novamente auditada", ainda que não assumindo uma relação entre essa auditoria e o caso da licenciatura de Miguel Relvas.
Em resposta enviada ao DN, o gabinete de Nuno Crato informou que "a Inspeção Geral do Ensino Superior realizou em 2009 uma auditoria à Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, no âmbito das Auditorias Sistemáticas ao Ensino Superior Particular e Cooperativo".
E adiantou que "um novo ciclo de auditorias sistemáticas iniciou-se em 2012. É natural que a Universidade Lusófona seja em breve novamente auditada".
O Ministério continua no entanto sem esclarecer se tenciona que a (agora designada por) Inspeção Geral da Educação e Ciência faça um inquérito específico à questão do reconhecimento de competências profissionais pela Lusófona ao ministro Miguel Relvas e outros 88 estudantes.
Questionado sobre uma possível investigação à Lusófona o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, disse hoje, em Paço de de Ferreira, que acha "muito bem" que isso aconteça para "aumentar a exigência", mas recusou-se também a abordar o caso concreto de Miguel Relvas.»

(reprodução de notícia Diário de Notícias online,  de 13  de julho de 2012)

[cortesia de Nuno Soasres da Silva]