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terça-feira, maio 29, 2012

"Conheça os melhores créditos para estudar"

«As universidades mostram-se atentas às dificuldades financeiras dos alunos e há sempre a hipótese do financiamento bancário.
Estudar é um investimento para o futuro. Disso ninguém duvida. Mas também pode ser uma grande dor de cabeça para muitos pais, que querem ver os seus filhos tirar um curso superior, mas que se confrontam com o dilema de não terem posses suficientes para os pagar. Se numa universidade pública, o investimento maior é feito no início do ano, com o pagamento de uma propina, que ronda, em média, os mil euros, nas universidades privadas, as mensalidades podem ultrapassar os 300 euros.
De facto, os valores assustam. No entanto, as universidades mostram-se atentas às dificuldades financeiras dos alunos, apresentando soluções de pagamento mais flexíveis. Por outro lado, há sempre a possibilidade de se poder recorrer ao financiamento bancário para pagar as licenciaturas. A maioria dos bancos disponibiliza o crédito bancário com garantia mútua, um programa que consiste num crédito - com o Estado como fiador - e as suas próprias linhas de financiamento, que são vantajosas pelas condições que oferecem, como taxas de juro baixas, ‘spreads' que baixam de acordo com as médias finais obtidas pelos estudantes, entre outros. Além disso, o crédito pode ser concedido faseadamente, se isso for o que mais convier a quem o solicitar.
Há características comuns a todos os bancos, mas também algumas diferenças que podem ser dicisivas na altura de escolher. Passemos a apresentar caso a caso: No BES, o crédito com garantia mútua oferece um spread de 1%, 0,65% e 0,2%, consoante a média. O empréstimo, que vai dos mil aos 25 mil euros, é utilizado ao longo do curso e entregue em parcelas mensais. O prazo varia entre os 30 e os 204 meses, ou os 21 e os 48 meses para programas internacionais. Já a Linha BESUp Futuro financia até 30 mil euros, até 120 meses, com taxa de juro fixa. O aluno que vier de instituições com protocolo com o BES beneficiam de uma bonificação de 2%.
Já o Santander Totta, e no que se refere ao crédito ensino superior com garantia mútua, oferece um ‘spread' que varia entre 0,2% e 1%, consoante a média. As tranches são mensais de igual valor, num máximo de cinco mil euros por ano. O prazo de carência é de um ano e o de reembolso de dez.
Já o "crédito universitário plus" financia até 30 mil euros em Portugal e 75 mil euros no estrangeiro. O ‘spread' é de 3% e a taxa de juro variável indexada à Euribor a seis meses. O prazo máximo é de 60 meses, podendo ir até aos 24 meses.
Também a Caixa Geral de Depósitos (CGD) e o BPI disponibilizam soluções de financiamento com condições vantajosas. Na CGD, o crediformação financia licenciaturas em Portugal até 30 mil euros, ou no estrangeiro até 50 mil euros, num prazo máximo de 14 anos, com taxa de juro indexada à Euribor a três meses, e um ‘spread' que diminui quanto mais alta for a média. Para escolas com protocolos com a CGD, há desconto de 25%. Já quem optar pelo crédito com garantia mútua, o financiamento vai até aos cinco mil euros, por ano, num máximo de 25 mil euros, até 16 anos, com ‘spread' de 1%.
No caso do BPI, o crédito formação permite solicitar montantes de mil até 75 mil euros, a pagar de 24 a 120 meses. São possíveis amortizações totais ou parciais, sem penalizações. A taxa de juro é indexada à Euribor a três meses e o ‘spread' de 3,5%. A utilização do crédito pode ser faseada, se optar por carência, com mobilização de tranches mínimas de 1.250 euros. Pode optar por um período de carência de capital de 12 meses ou múltiplo de 12 meses, num máximo até 60 meses.
Pode ainda recorrer ao Millenniumbcp que, através do crédito universitário financia até 15 mil euros em Portugal e 30 mil euros no estrangeiro, com reembolso até 60 meses e utilização até 36 meses. A taxa de juro é indexada à Euribor a três meses e o ‘spread' de 4%. As tranches podem ser mensais, trimestrais, semestrais ou anuais. O crédito com garantia mútua financia até 25 mil euros, em tranches mensais, com o ‘spread' a variar entre 1% e 0,2%, em função da classificação. Na página ao lado, pode consultar simulações que permitem antever o que poderá ficar a pagar.
Procura crescente por financiamento
Apesar do clima económico que se vive não ser muito favorável a grandes investimentos, os bancos têm registado uma procura constante pelos vários produtos e serviços relacionados com o crédito a estudantes. No BPI, por exemplo, em 2011, "o crédito formação registou um crescimento de 45% face a 2010", diz fonte oficial do banco. Já no BES, "a procura tem sido constante", garante fonte do banco, que frisa que a oferta "vai-se ajustando à evolução do mercado e às necessidades dos clientes". Também no Santander Totta, apesar da crise, verifica-se, no presente ano lectivo, "um aumento da procura do crédito ao ensino superior, face ao período homólogo do ano anterior", informa fonte oficial, sublinhando a grande vantagem associada à possibilidade de se pagar apenas depois de terminado o curso: "o facto do pagamento da dívida se iniciar apenas um ano após o final do curso, o que dá aos alunos a possibilidade de entrarem no mercado de trabalho já formados". O Santander Totta acredita, por isso, que estes financiamentos são o "apoio necessário para se iniciar a vida activa".
Santander Totta
Um aluno que opte pelo Crédito Ensino Superior do Santander Totta ficará a pagar 57,54 euros mensais, após o período de carência de 12 meses, para financiar a sua licenciatura, e tendo em conta um pedido de financiamento de seis mil euros, num prazo total de 168 meses, com período de reembolso de 120 meses. O período de libertação da bolsa é de 36 meses, sendo que, por ano, o aluno recebe um total de dois mil euros.
A taxa anual é de 2,7% e o TAEG de 3,6%, sendo importante referir que o pedido de financiamento terá associado um imposto de selo, com um custo total de 36 euros, a que se somam encargos no mesmo valor, bem como comissão de gestão de 1,65 euros por mês.
Já quem optar por um financiamento de 15 mil euros, também por 168 meses e no mesmo período de carência e reembolso, ficará com uma prestação mensal de 153,85 euros, com taxa de juro de 2,7% e TAEG de 9,232. Por ano, o crédito será de cinco mil euros no total, tendo o pedido de crédito um encargo de 90 euros, o mesmo valor do Imposto de Selo pela sua utilização. O ‘spread' varia entre 0,2% e 1% consoante a média final.
Millenniumbcp 
Quem recorrer ao Crédito Universitário Millenniumbcp para um financiamento de seis mil euros, com entrega de três tranches anuais de dois mil euros, a pagar a 60 meses, durante os três anos de duração do curso, apenas paga juros, no valor de 11,37 euros por mês, no primeiro ano, 22,73 euros, no segundo, e 34,10 euros, no terceiro, começando a amortizar o empréstimo no ano seguinte, numa prestação de 118,30 euros, durante 96 meses. O ‘spread' é de 5,7%, o valor indexante de 0,858% e a taxa nominal de 6.558%, com TAEG de 7,3%. Com as mesmas características, mas num financiamento de 15 mil euros, com tranches anuais de cinco mil euros, a pagar em 60 meses, durante três anos, o cliente apenas paga juros, no valor de 28,42 euros, no primeiro ano, 56,84 euros, no segundo, e 85,22 euros no terceiro ano. No período de amortização a prestação é de 295,75 euros.
Se o crédito de seis mil euros for através de garantia mútua, com entrega de 36 tranches mensais de 166.67 euros, durante esse período, o cliente apenas paga 16,73 euros de juros. No período de amortização, que é de 72 meses, a prestação fica em 92,30 euros, pressupondo um ‘spread' de 1%, uma taxa de juro de 3,217 e um TAEG de 3,266%.
Optando pelo crédito Universitário com Garantia Mútua do Millenniumbcp, para um financiamento de 15 mil euros, o cliente receberá durante 36 meses, tranches mensais de 416.67 euros, a pagar em 72 meses. Durante esse período, é debitado apenas o valor dos juros, que é de 41,82 euros.
De seguida existe um período de carência de 12 meses. Chegado ao período de amortização, a prestação fica em 230,97 euros, tendo em conta a mesma taxa de juro, indexante e TAEG, bem como o ‘spread' de 1%.»

(reprodução de notícia ECONÓMICO online, de  29/05/12 -  Raquel Carvalho)   


[cortesia de Nuno Soares da Silva]

domingo, maio 27, 2012

"Portugal foi o país que mais cortou no superior"

«Estudo da Associação Europeia das Universidades mostra Portugal no grupo de países que cortou 20% no financiamento público do superior.

Portugal está no grupo de países que mais cortou no financiamento do ensino superior na sequência da crise económica. A conclusão foi apresentada por Thomas Estermann, responsável pela Unidade de Governo, Autonomia e Financiamento da Associação Europeia das Universidades (EUA) no seminário a "Autonomia Universitária na Europa", que decorreu na Fundação Calouste Gulbenkian segunda-feira passada. Um corte de 20% no financiamento das instituições que afectou também Grécia, Hungria, Itália, Letónia e Espanha.
O estudo revela que Inglaterra, Estónia, Islândia, Irlanda e Holanda aplicaram reduções de 15% nas verbas para as universidades. A maioria dos países europeus cortou cerca de 10% no financiamento. Áustria, Bélgica e França, por exemplo, cancelaram o reforço dos investimentos que estavam previstos. Apenas a Noruega e a Alemanha continuam a aumentar as verbas que colocam nas instituições de ensino superior.
Com maior ou menor impacto, os cortes que estão a afectar a maioria das universidades europeias poderão ter consequências graves.
"A Europa está a criar cicatrizes irrecuperáveis. Os efeitos de subfinanciamento podem demorar anos a recuperar" afirmou António Barreto, presidente da Fundação Francisco Manuel dos Santos, durante a sessão.
Mas como compensaram as instituições estes cortes? Algumas conseguiram "substituir os cortes com receitas próprias", mas em quase todas, esse dinheiro não foi substituído, afirmou Thomas Estermann.
O drama é que está a ser pedido às universidades que respondem a três desafios que são incompatíveis, afirmou Howard Newby, vice-chaceller da Universidade de Liverpool. Que assegurem a" massificação" de frequência do ensino superior recebendo mais alunos, que mantenham a "garantia de qualidade" e que "custem menos dinheiro aos contribuintes".
Mas a redução de fundos públicos teve um maior impacto em Portugal se contarmos com os cortes salariais. Nos últimos seis anos as instituições tiveram uma redução de quase 45% no financiamento público, afirmou durante o encontro Cruz Serra, reitor da Universidade Técnica de Lisboa. O mais grave é que " sem utilizar os saldos de gerência as universidades não "conseguem continuar abertas", acrescentou. Para António Cruz Serra a crise "está a afectar catastroficamente a autonomia universitária".
Durante a sessão Thomas Estermann da EUA referiu casos de países em que uma das soluções utilizadas foi permitir às instituições que "contraíssem dívidas à banca". Uma medida que, no entender do reitor da UTL não serve para as universidades portuguesas. "Em Espanha já há uma instituição que deve quase cem milhões de euros à banca" e não sabe como vai pagar.
Para o responsável pela unidade de financiamento da EUA "há países em que os empréstimos são uma forma de financiar projectos, mas nunca poderão ser utilizados para substituir financiamento público".
As tendências do financiamento
Para este especialista da Associação Europeia de universidades está assistir-se em toda a Europa a "mudanças do modelo de financiamento". Uma das tendências é a criação de fundos competitivos, que exigem co-financiamento e em que a taxa de sucesso é um dos critérios na fórmula ", sublinhou. Depois há cada vez mais fundos que são atribuídos com um determinado objectivo. Nos critérios de atribuição de verbas pesam cada vez mais a performance e os ‘outputs' das instituições de ensino superior.
No final do encontro Helena Nazaré, presidente da EUA, afirmou que está a ser pedido cada vez mais às instituições. "Se no passado as universidades eram consideradas torres de marfim, hoje são vistas como poços de petróleo. Os governos pensam que podem encontrar nas universidades o remédio para todos os seus problemas". Para Marçal Grilo a solução passa por criar um modelo em que as instituições tenham dois orçamentos: o que provêm do OE, sobre o qual prestaram contas ao Ministério das Finanças; um outro orçamento em que as verbas são arrecadadas pelas instituições e não podem ser cativadas pelas Finanças. No encerramento, o administrador da Fundação Calouste Gulbenkian alertou que "temos que nos preparar para tempos mais difíceis".»
(reprodução de notícia Económico online de 27 de Maio de 2012)
[cortesia de Nuno Soares da Silva]

terça-feira, maio 22, 2012

"Há demasiados cursos sem saídas profissionais"

«A acreditação dos cursos superiores já levou ao encerramento de mais de mil formações e permitiu por fim a casos como um doutoramento de Física que não tinha nenhum professor doutorado.

O caso foi referido pelo presidente da Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior(A3ES) para exemplificar o que considera ser "uma falta de exigência" que existem em alguns casos. Alberto Amaral denunciou ainda a existência de um número excessivo de cursos sem saídas profissionais.»

(reprodução de notícia Diário de Notícias online, de 21 de maio de 2012)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

sábado, maio 19, 2012

"LIVROS EM PDF - GRÁTIS"

«LIVROS EM PDF - GRÁTIS - (URGENTE VER E DIVULGAR)
Uma bela biblioteca digital, desenvolvida em software livre, mas que está prestes a ser desactivada por falta de acessos. Imaginem um lugar onde você pode gratuitamente:
·Ver as grandes pinturas de Leonardo Da Vinci ;
·Escutar músicas em MP3 de alta qualidade;
·Ler poesia de Fernando Pessoa
·Ler obras de Machado de Assis ou a Divina Comédia;
·Ter acesso às melhores historias infantis e vídeos da TV ESCOLA
·E muito mais...
Esse lugar existe!
O Ministério da Educação disponibiliza tudo isso, bastando acessar o sitewww.dominiopublico.gov.br
Só de literatura portuguesa são 732 obras!
Estamos em vias de perder tudo isso, pois vão desactivar o projecto por desuso, já que o número de acesso é muito pequeno. Vamos tentar reverter esta situação, divulgando e incentivando amigos, parentes e conhecidos, a utilizarem essa fantástica ferramenta de disseminação da cultura e do gosto pela leitura.
Divulgue para o máximo de pessoas!»
(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente de Antonio Cardoso - amfc2008@gmail.com)

quinta-feira, maio 17, 2012

"APESPE distingue melhor trabalho académico"

«Estão abertas as candidaturas à 2ª edição do prémio APESPE para Melhor Trabalho Académico, o qual se destina a premiar trabalhos desenvolvidos por alunos do ensino superior, nomeadamente trabalhos de investigação, teses de mestrado ou de doutoramento, cujo objecto de estudo no âmbito do Trabalho Temporário se enquadre em áreas como Economia, Direito, Gestão de Recursos Humanos, Psicologia do Trabalho, Qualidade de Serviço, Organização e Gestão ou Gestão da Marca.
A candidatura deverá ser formalizada em ficha própria, a enviar à APESPE, conjuntamente com o trabalho efectuado, até 31 de Agosto de 2012. O vencedor receberá um prémio de € 750,00 com data prevista de entrega em Novembro de 2012. Consulta do regulamento no site da APESPE em http://www.apespe.pt/»
(reprodução de notícia sobre a matéria em epígrafe, disponível no sítio identificado)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

quarta-feira, maio 16, 2012

"Reitores prevêem que fatia orçamental do Estado não suba até 2022"

«António Rendas disse que em contexto de crise e de contenção orçamental as universidades não podem “perder as suas capacidades de gerar receitas”.
Este ano, a dotação orçamental para as universidades sofreu um corte de 8,5%.
O presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), António Rendas, prevê que a fatia do Orçamento do Estado para as universidades não vai subir nos próximos dez anos, ou seja, até 2022. Um cenário que não é animador para as instituições de ensino superior que sofreram, este ano, um corte de 8,5% na sua dotação orçamental.
Por isso mesmo, a "grande exigência orçamental" que a actual crise financeira e económica trouxe implica que as universidades não possam perder as suas capacidades de gerar receitas", sublinha António Rendas. O também reitor da Universidade Nova falou durante o encerramento do seminário sobre a autonomia universitária portuguesa no contexto europeu, organizado pelo CRUP e pela Associação de Universidades Europeias (EUA), que decorreu ontem em Lisboa.

(reprodução de notícia DIÁRIO ECONÓMICO online, de 15/05/2012-Ana Petronilho)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

segunda-feira, maio 14, 2012

"Escolas portuguesas sobem no ‘ranking’ do FT"

«Universidades Católica, Nova e do Porto mantêm-se no ‘ranking’ da formação de executivos do jornal britânico.
Já o ano passado tinha acontecido e o feito repetiu-se em 2012: três escolas portuguesas aparecem nos ‘rankings' da formação de executivos do Financial Times que o jornal britânico publica hoje. Universidades Católica, Nova e do Porto firmam, assim, posições entre as melhores escolas de negócios de todo o mundo, fazendo a marca Portugal marcar pontos internacionalmente na área do ensino.
Enquanto a Católica-Lisbon School of Business and Economics surge na confortável posição de se ver no ‘ranking' pelo sexto ano consecutivo - tendo sido a primeira portuguesa a chegar lá -, no 46º lugar, a Nova School of Business and Economics , que entrou o ano passado, sobe 11 lugares, para a 47ª posição. Já a EGP-University of Porto Business School repete, igualmente, este ano o feito, depois da estreia, em 2011, no ‘ranking' dos cursos à medida das empresas (64º lugar).
Para Fátima Barros, directora da Católica-Lisbon SBE, estar no ‘ranking' do FT, pelo sexto ano consecutivo, prova "a consistência" do trabalho da escola. A responsável destaca a boa classificação da escola - que comemora, em 2012, 40 anos de existência e 20 anos de formação de executivos - nas parcerias internacionais
anos de formação de executivos - nas parcerias internacionais. E não tem dúvidas que é o reconhecimento de um trabalho que tem vindo a ser feito de parcerias na Europa, África, Ásia e Estados Unidos "para os portugueses terem contacto com outros mercados ". "O nosso objectivo é que Lisboa seja um centro de formação para executivos em todo o mundo, em particular europeus e de países lusófonos, como Angola", sublinha.
A Nova Business School of Business and Economics estreou-se, o ano passado, no ‘ranking' da formação de executivos do FT e, de 2011 para 2012, subiu 11 lugares, chegando à 53ª posição. Nadim Habib, responsável pela formação de executivos desta escola, destaca a boa classificação obtida pela Nova no critério de localização internacional. "Foi reconhecida a capacidade da Nova de estar em várias localizações internacionais. A nossa âncora é a Angola Business School, mas tivemos programas relevantes no Brasil, em Itália e Bruxelas. Esta postura mais global dá-nos uma grande vantagem competitiva", diz.
Embora estando já no ‘ranking' do FT, o ano passado, a Nova SBE não estava na lista dos melhores nos cursos à medida das empresas. Eeste ano entrou directamente para a 48ª posição. "Mudámos a lógica dos cursos customizados. Procurámos alinhar os programas com as necessidades das organizações", frisa o responsável, acrescentando que o seu objectivo é estar nas 25 primeiras escolas do FT"nos próximos três anos".
No caso da EGP-UPBS, a escola está, pelo segundo ano consecutivo, nos cursos à medida e isso, para Nuno Sousa Pereira, o director, deve-se a "uma estratégia de especialização da escola neste tipo de formação". O responsável explica que a EGP se posiciona numa postura de "muita flexibilidade" perante as necessidades das empresas, com uma formação à medida "muito direccionada para as suas necessidades estratégicas". Eadianta que cerca de um terço da facturação da EGP-UPBS já vem destes cursos à medida. Garante que as empresas continuam a procurar a escola, embora estejam a reduzir o montante que afectam à formação.
As melhores escolas do mundo
A melhor escola do mundo para formação de executivos, segundo o FT, é a espanhola IESE ( Associada da AESE em Portugal) que subiu da 3ª posição, o ano passado, destronando do primeiro lugar a HECParis, que foi relegada para 2º lugar. Na terceira posição surge a suíça IMD, que estava em 4º, em 2011. Oterceiro lugar, do ano passado, pertencia à norte-americana Harvard Business School, que desceu para o 4º.
Assim, a Europa consegue, em 2012, dominar os três primeiros lugares do ‘ranking' do FT . Aliás, nas dez primeiras posições, seis escolas são europeias (duas espanholas, duas francesas, uma suíça e uma britânica), três são norte-americanas, e uma é brasileira, a Fundação Dom Cabral, em 8º, que tem vindo a ganhar terreno nos últimos anos.
Algumas destas escolas de topo têm vindo a alargar a sua actuação à Ásia, mais concretamente a Singapura, fazendo com que este mercado ganhe peso. É o caso da francesa INSEAD (10º lugar), da norte-americana Center for Creative Leadership (6º), da Universidade de Chicago e da francesa Essec, que abriram portas neste país. Odestaque que a Ásia está a ganhar na economia, está a reflectir-se na área do ensino, concretamente na formação dos executivos.
[...]»
(reprodução parcial de notícia Económico online, de 2012/05/14)
[cortesia de Nuno Soares da Silva]

quarta-feira, maio 09, 2012

"Estudantes universitários contraem 1437 empréstimos desde janeiro"

«Os estudantes do Ensino Superior contraíram 1.437 empréstimos com recurso a garantia mútua entre janeiro e março, num valor médio 2,6% acima do ano letivo anterior, indica esta terça-feira, uma sociedade de investimento.
Segundo um comunicado da sociedade de investimento SPGM, uma 'holding' do sistema de garantia mútua nacional, o valor total dos novos contratos firmados desde 12 de janeiro até 31 de março ascende a 16,9 milhões de euros, tendo sido utilizados 2,24 milhões.
O valor médio dos empréstimos passou de 11,4 para 11,7 mil euros este ano.
"Em menos de cinco anos letivos, o sistema nacional de garantia mútua viabilizou a concessão de crédito a 17.236 estudantes portugueses do ensino superior. Em valor, o montante global dos contratos firmados por estudantes de licenciaturas, mestrados, pós-graduações ou de especialização tecnológica, ao abrigo deste tipo de empréstimos, chegava aos 196,8 milhões de euros no final de março", acrescenta a nota.
O recurso a este tipo de crédito por parte dos estudantes do ensino superior tem vindo a crescer, passando de 3.954 empréstimos concedidos no ano letivo de 2009/2010 para 4.466 no ano seguinte.
Os créditos em incumprimento situam-se nos 1,49%, o que equivale a pouco mais de dois milhões de euros, segundo o mesmo comunicado.
A questão do incumprimento é decisiva "para a banca e para o sistema de garantia mútua continuarem a trabalhar este produto", considera o presidente da SPGM, José Fernando Figueiredo, já que as margens trabalhadas "são negativas".
O crédito com garantia mútua para universitários regressou no começo de janeiro, depois de ter sido suspenso no começo do ano letivo.
As sociedades de garantia mútua são instituições de crédito privadas, mutualistas, detidas por mais de 55 mil Pequenas e Médias Empresas (PME) nacionais, e que emitem garantias aos bancos e outras entidades, em favor das empresas ou de pessoas individuais, como é o caso dos estudantes do ensino superior, no sentido de facilitar o seu acesso ao crédito.»
(reprodução de notícia JORNAL DE NOTICIAS online, de 8 de Maio de 2012)
[cortesia de Nuno Soares da Silva]

segunda-feira, maio 07, 2012

"Universidades apostam nas competências para o emprego"

«Várias faculdades introduziram nas licenciaturas cadeiras obrigatórias, com aulas mais práticas, de competências sociais e comportamentais.
Preparar os alunos para o mercado de trabalho passa por muito mais do que o que se aprende na sala de aula. Bagagem académica e notas excelentes já não são porta de entrada garantida num bom emprego. As chamadas ‘soft skills' -que passam por competências sociais e comportamentais - são cada vez mais importantes para os empregadores na hora de recrutar. Conscientes disso, várias faculdades começaram a introduzir cadeiras obrigatórias de ‘soft skills', de âmbito mais prático, e de línguas estrangeiras nas licenciaturas. Além disso, actividades extra-curriculares - como estágios, projectos de voluntariado, de empreendedorismo, etc - contam já créditos em algumas delas para a avaliação final do ano.
A importância que os empregadores dão a este tipo de competências é destacada pelos responsáveis das escolas contactadas pelo Diário Económico. As ‘soft skills' "são determinantes para a empregabilidade", resume Ana Canhoto, directora académica das licenciaturas da Católica-Lisbon School of Business & Economics. São "genericamente muito valorizadas pelos empregadores", corrobora Daniel Traça, subdirector da Nova School of Business & Economics. Permitem aos alunos ganhar ferramentas "que complementam a sua formação base" e são "diferenciadoras no mercado de trabalho", diz António Caetano,vice-reitor do ISCTE.
A Católica tem no plano de estudo das licenciaturas de Economia e Gestão o "Programa Learn in Action", que se divide em dois módulos obrigatórios: Comunicação Oral e Escrita e Desenvolvimento de Carreira. As empresas procuram evidências desse tipo de competências no currículo dos alunos,sublinha Ana Canhoto, "privilegiando aqueles que apresentam diferentes experiências profissionais, experiência internacional (Erasmus, Summer Schools, etc.), domínio de línguas estrangeiras, experiências de voluntariado/responsabilidade social, desportos de equipa e outras actividades extra-académicas ou experiências de vida relevantes".
A Nova está a lançar duas cadeiras obrigatórias: Desenvolvimento Pessoal e Competências Interpessoais, numa óptica de ‘experiencial learning'. "O mercado de trabalho actual exige profissionais "que sabem gerir as relações com as pessoas com quem se cruzam e têm estrutura mental para correr riscos, falhar, ultrapassar dificuldades, vencer", reforça Daniel Traça.
António Caetano justifica a criação, há três anos, do Laboratório de Línguas e Competências Transversais no ISCTE: é fundamental desenvolver nos alunos competências "que lhes permitam incrementar a sua capacidade de adaptação à mudança e a novas situações e aumentar o seu potencial de criação de valor no futuro posto de trabalho".
Reconhecida a sua forte formação técnica, os candidatos a engenheiros do Instituto Superior Técnico têm também já cadeiras obrigatórias de ‘soft skills' "para responder às exigências da sua vida profissional", diz Raquel Aires Barros, presidente do Conselho Pedagógico desta escola. Chama-se ‘portfolio pessoal' e passa pela realização de actividades extra-curriculares e de reflexão escrita sobre as mesmas, através de relatórios e projectos.
São competências que têm a ver com o percurso pessoal do aluno e dos seus gostos. Podem ser actividades de índole cultural ou social e é fundamental a colaboração entre os alunos.
FEP e ISEG lançam novas disciplinas no próximo ano lectivo
A Faculdade de Economia da Universidade do Porto ainda não tem, mas vai já lançar, no próximo ano lectivo, duas disciplinas de Competências Pessoais e Sociais, no 2º ano, e está a preparar o módulo extra-curricular ‘Working soft skills'. "Pretendemos, assim, responder às exigências dos principais empregadores de diplomados da FEP, ao nível das competências transversais", justifia o director, João Proença.
Também o ISEG está a equacionar a reformulação do actual plano de estudos no sentido de reforçar a presença das ‘soft skills', incluindo unidades curriculares específicas com carácter obrigatório. Esta escola tem já unidades curriculares, embora ainda não obrigatórias, "que têm verificado uma crescente adesão por parte dos jovens que procuram preparar-sede melhor forma para a vida profissional", diz Jorge Gomes, coordenador da licen ciatura de Gestão. No próximo ano, vai lançar o ‘Student Support Program', que dará grande destaque às ‘soft skills'.

(reprodução de notícia ECONÓMICO ONLINE, DE 06/05/12)
[cortesia de Nuno Soares da Silva]

domingo, maio 06, 2012

Curso de Verão: "Curso de Língua e Cultura Portuguesa para Galegos"

«Car@s colegas: 


Espero que esteja tudo bem! 
Venho por este meio solicitar-vos dar-lhe divulgação ao curso de verão "Em Chaves: Curso de Língua e Cultura Portuguesa para Galegos" (2-6 de Julho de 2012, Pólo da UTAD em Chaves). Envio em anexo o programa mais avançado e agradeço divulgação. Este programa já está em: 



Agora resta aguardar pelas inscrições dos alunos. 
Muito obrigado pela atenção e cumprimentos: 
Xerardo Pereiro
Antropólogo
UTAD- Pólo de Chaves»


(reprodução de mensagem que me caiu entetanto na caixa de correio electrónico, proveniente da entidade identificada)

sexta-feira, maio 04, 2012

Notícias da ULisboa/UTL: "Reitores recebidos hoje por Passos e Crato para discutir fusão"

«Os dois reitores da Universidade Técnica de Lisboa e da Universidade de Lisboa foram hoje recebidos por Passos Coelho, Nuno Crato e pelo secretário de Estado do Superior, João Queiró, para dar início à fase de diálogo sobre a fusão destas duas instituições de ensino superior.


António Cruz Serra, reitor da UTL, que espera que esta fase de negociação com o Governo seja concluída "dentro de três meses" disse ao Diário Económico que há um "clima bastante favorável" para que se discuta o estatuto da nova universidade e se crie "uma legislação própria que garanta a autonomia" da instituição.»

(reprodução de notícia Diário Económico, de 02/05/12 19:50 - Ana Petronilho)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]  

quinta-feira, maio 03, 2012

"Harvard e MIT terão cursos online na mesma plataforma"

«Duas das melhores universidades do mundo anunciaram uma parceria para oferecer educação à distância juntas. A Universidade Harvard e o MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) terão cursos online através de uma mesma plataforma na Internet, baptizada de edX (edxonline.org/). Alista de cursos será anunciada nos próximos meses. As aulas devem começar já no próximo semestre.
A ideia, de acordo com as duas instituições, é possibilitar que alunos de fora dos Estados Unidos possam «frequentar» alguns cursos das instituições pela Internet.
O MIT já sabe que a estratégia na Internet funciona. No começo do ano, o instituto lançou um curso online gratuito de «Introdução aos Circuitos e à Electrónica» e teve mais de 120 mil inscritos.
«O edX é uma oportunidade para melhorar a educação, criando um novo caminho para milhões de alunos em todo o mundo», afirmou em nota a reitora do MIT, Susan Hockfield.
Na mesma linha, o reitor de Harvard, Drew Faust, disse que a plataforma estende «dramaticamente» o alcance das instituições.
As universidades ressaltaram no lançamento da plataforma que a ideia não é substituir a educação presencial pelo ensino à distância, mas complementá-lo. Esse é um dos principais temores de quem é contra a modalidade de ensino virtual.
«O campus oferece oportunidades e experiências que não podem ser replicados online», disse Hockfield.
A ideia das universidades agora é agregar mais instituições de ponta à plataforma para alargar a iniciativa de oferta de cursos na Internet.»
(reprodução de notícia Diário Digital online, de 3 de  Maio de  2012)
[cortesia de Nuno Soares da Silva]

quarta-feira, maio 02, 2012

Notícias da UTL/ULisboa: “Espero que fusão seja um marco histórico"

«Discurso directo
António Cruz Serra, Reitor da Universidade Técnica de Lisboa, sobre fusão da Univ. de Lisboa e Univ. Técnica de Lisboa
Correio da Manhã – Quais os objectivos da fusão das universidades?
António Cruz Serra – Queremos criar uma grande universidade de referência em Lisboa, capaz de trabalhar e competir com as melhores instituições europeias e mundiais.
– Como é que os alunos podem beneficiar desta fusão?
– Os alunos vão sair beneficiados porque vai haver melhores condições para estudar e investigar. A criação de uma universidade com mais prestígio vai levar a que a formação seja mais reconhecida.
– Quais vão ser as condições para que a universidade se afirme no panorama europeu e mundial?
– Temos de ser capazes de produzir boa ciência, publicar nas melhores revistas e trabalhar nos projectos mais ambiciosos e nos grandes desafios dos nossos tempos.
– A fusão vai ser um marco histórico para o ensino superior?
– Espero que sim. Mas a reorganização do ensino superior não tem a ver com esta fusão.»

(reprodução de entrevista do Correio da Manhã online, de 1 de Maio de 2012)

[cortesia de Nuno soares da Silva]

sábado, abril 28, 2012

"Licenciados dos últimos três anos têm menos emprego"

«Os estudantes portugueses que concluíram uma licenciatura nos últimos três anos têm mais dificuldade em arranjar emprego. Esta é uma das conclusões do relatório sobre a aplicação do processo de Bolonha nos países europeus feito pelo Eurostat e pela rede de informação sobre educação da Comissão Europeia, a Eurydice.
Segundo o estudo, em metade dos 40 países europeus analisados, a taxa de desemprego é superior a 10 por cento entre os diplomados com idades entre os 20 e os 34 anos. Em Portugal, a média de diplomados desempregados entre os 20 e os 34 anos entre 2006 e 2010 foi de 10,6 por cento, a nona percentagem mais alta da tabela.
No que diz respeito ao investimento público no ensino superior português, os dados da Eurydice indicam que no ano lectivo de 2009/2010, em plena crise, o investimento aumentou 36,7 por cento. Um aumento que traduz um investimento público de 2,14 por cento nas universidades e institutos politécnicos e que posiciona Portugal no 27º lugar, na tabela de 30 países analisados, antes da Hungria, Reino Unido e Itália e ainda longe dos 51,4 por cento da Noruega, que lidera a tabela.
Este aumento do valor médio do investimento público nas universidades e politécnicos é uma tendência que contraria o cenário dos 24 países analisados, nos quais o investimento desceu 2,2 por cento entre 2008 e 2009. "No geral, o resultado da crise até agora é um declínio no investimento público no ensino superior", lê-se nas conclusões do relatório.
No entanto, a Eurydice frisa que isso não significa necessariamente que existam menos meios no sector, indicando que em vários países a descida do investimento público foi compensada por um aumento do ensino privado e que a flutuação do número de alunos também explica as mudanças em termos da percentagem do dinheiro público aplicado no ensino superior.
Em 32 países analisados quanto à percentagem do Produto Interno Bruto (PIB) aplicado no ensino superior no ano de 2008. Portugal está em 25º lugar, gastando 0,95 por cento do seu PIB. O país que lidera esta lista, a Dinamarca, usa 2,41 por cento do seu PIB a financiar o ensino universitário.
Com cerca de 373 mil alunos inscritos no ensino superior no ano lectivo de 2008/2009, Portugal é o 16º país em termos de número de alunos, numa tabela com 38 países recenseados que tem a Rússia no primeiro lugar (9,9 milhões) o Liechtenstein em último, com apenas 754 alunos universitários.
O estudo, que analisa a implementação do processo de Bolonha - que uniformizou cursos e sistemas de ensino superior - identifica "problemas relativos ao reconhecimento de qualificações" de país para país mas frisa que a expansão do ensino superior na Europa nos últimos dez anos foi "notável" mas que "ainda não beneficiou igualmente todos os grupos sociais".»

(reprodução de notícia Económico, de  2012/04/ 27, assinada por Ana Petronilho)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

sexta-feira, abril 27, 2012

2nd workshop on Bibliometric analysis of research performance

«Deadline: April 30, 2012
Subject: 2nd workshop on Bibliometric analysis of research performance (May 8, 2012, Porto)

Dear colleagues,

With the increasing relevance of bibliometric analyses in the assessment of researchers and institutional performances, we strongly feel the need to discuss and establish better criteria to perform evaluations. Moreover, multidisciplinary organizations, such as universities as well as cross-disciplinary institutions gathering researchers from several fields, often find major obstacles in defining indicators to measure research performance (both institutional and individual), and especially when comparison with monodisciplinar institutions is required.


For this event, we gathered national and international experts in the field in order to provide a wide discussion on the topic, thus helping to define better criteria to perform evaluations. The event is designed to be an informal one-day workshop, for the local and national scientific communities, in which discussions will be strongly stimulated.

Further information is available at
www.bibliometry2012.ineb.up.pt .

We look forward to seeing you !

Kind regards,

Ana Paula Filipe and Pedro L. Granja (INEB – Instituto de Engenharia Biomédica, Universidade do Porto)
João Claro and José Sarsfield Cabral (INESC TEC – INESC Tecnologia e Ciência, Universidade do Porto)

Chairpersons »

(reprodução do corpo principal de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente da entidade identificada)

quarta-feira, abril 25, 2012

"Politécnicos recusam fusões e preferem consórcios"

«O presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) recusa a possibilidade de fusões entre as instituições que representa, preconizando um modelo de consórcios para reorganizar a rede e a oferta formativa.
Sobrinho Teixeira adianta que a reorganização da rede de ensino superior vai ser analisada no congresso dos institutos politécnicos, que decorre na quinta-feira e na sexta-feira, no Porto, para debater o futuro deste sistema de ensino.
Os politécnicos concordam com uma reestruturação, mas “sem fusões”, que aposta no agrupamento dos institutos, mas em consórcios, mantendo a autonomia de cada instituição.
Sobrinho Teixeira acredita que, desta forma, será possível reorganizar a oferta formativa e maximizar os recursos existentes, de maneira a “potenciar mais oferta e sem aumentar os custos para o país”.
O presidente do CCISP entende que uma fusão idêntica à que está em curso nas universidades de Lisboa e Técnica de Lisboa aplicada aos politécnicos iria “determinar a diminuição e até desaparecimento de institutos ou pólos que se revelem mais periféricos relativamente à sede”.
 “Enquanto que uma fusão como a que está a acontecer em Lisboa é uma fusão dentro da mesma cidade e que tem um impacto, sobretudo, ao nível da capacidade de investigação e de ganho de dimensão, em termos de rankings, para a afirmação dessa própria universidade; uma fusão entre instituições que representem regiões diferentes não ganha qualquer objectivo em termos de eficácia”, considera.
Na opinião do presidente do CCISP, no caso dos politécnicos, a fusão poderia “representar uma concentração dos recursos onde ficar o ponto mais forte e, a prazo, o desaparecimento dos outros institutos e das outras escolas”.
As consequências, segundo defende, seriam que “o país iria perder essa capacidade imensa que tem de garantir uma democraticidade no acesso ao ensino superior, como hoje está a garantir”.
O presidente do CCISP cita ainda dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) para reclamar o contributo dos politécnicos na coesão nacional “por estar presente nas regiões, se envolver com elas e promover o desenvolvimento e também o aumento da massa crítica”.
 “O mais importante na coesão nacional é garantir a qualificação dos portugueses, quer sejam do Litoral, do Interior, do Centro ou do Sul”, vinca, acrescentando que com o desaparecimento dos politécnicos, desaparecia também essa capacidade.»
(reprodução de notícia Lusa/PÚBLICO, de 2012/04/24)
[cortesia de Nuno Soares da Silva]

terça-feira, abril 24, 2012

"Universidades obrigadas a divulgar empregabilidade dos cursos"

«Ensino superior vai ter de disponibilizar online o valor das propinas e informações sobre o número de alunos que conseguiu emprego
As universidades portuguesas, públicas ou privadas, vão ser obrigadas a disponibilizar num portal informações sobre a empregabilidade dos seus cursos, a remuneração média auferida pelos alunos um ano após terem concluído o curso ou ainda o valor das propinas que cobram.
O objetivo desta medida, que vem hoje publicada no Diário da República, é permitir aos alunos cruzar dados e fazer um ranking pessoal dos cursos e instituições, na hora de se candidatarem.
A concretização deste “contrato de transparência”, irá permitir aos alunos candidatos ao ensino superior ficar a par das características gerais de cada estabelecimento de ensino (como o número de vagas, procura, corpo docente, existência de departamentos de investigação), assim como dos critérios de empregabilidade e formação.
Em relação aos critérios da empregabilidade, os estabelecimentos do ensino superior terão de disponibilizar no portal informação sobre o número de alunos formados na instituição que estão empregados há seis meses, um ano e três anos após a conclusão da formação e qual a remuneração média que estão a auferir um ano e três anos após a conclusão do curso.
O "contrato de transparência" deve ainda permitir ais candidatos ao ensino superior ficar a saber quantos dos alunos saídos de determinado curso estão a trabalhar na sua área de formação e quantos conseguiram empregar-se através dos serviços de colocação das instituições de ensino.
Além disto, há toda uma série de dados sobre os cursos e a própria instituição que terão também de constar online, conforme estabelece a resolução da Assembleia da República, hoje publicada. O estabelecimento terá, assim, desde logo de referir se é público ou privado e qual o valor da propina cobrada. O número de vagas por curso é outra informação que fará parte deste “contrato de transparência”, sendo ainda de destacar se as vagas foram preenchidas nos dois ano letivos anteriores e qual a duração média dos alunos para completarem a formação.
A formação do corpo docente, o número de professores, o rácio de aluno por professor, a existência de centros de investigação e as parcerias institucionais e internacionais (como o Erasmus), são outros dos dados obrigatórios.
Neste portal, os candidatos ficarão ainda a saber quais os serviços de ação social da instituição, nomeadamente no que diz respeito a alojamento, bolsas, alimentação e outros apoios.
Esta resolução do Parlamento a recomendar ao Governo que crie as condições para a concretização do contrato da transparência não tem data para estar concluída, mas prevê-se que o plano de calendarização deve ser elaborado desde já para que o "contrato da transparência" fique operacional e disponível proximamente.
Caberá ao Governo garantir a fiabilidade dos dados provenientes das instituições de ensino superior
(reprodução de notícia DINHEIRO VIVO online, de 23 de Abril de 2012)
[cortesia de Nuno Soares da Silva]