Fórum de Discussão: o retorno a uma utopia realizável - a Universidade do Minho como projecto aberto, participado, ao serviço do engrandecimento dos seus agentes e do desenvolvimento da sua região

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quarta-feira, julho 02, 2008

quarta-feira, março 19, 2008

"IPVC apresenta hoje Gabinete de Saúde"

Notícia CienciaPT - Educação, Ciência, Tecnologia e Inovação
IPVC apresenta hoje Gabinete de Saúde:
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(cortesia de Nuno Soares da Silva)

quarta-feira, janeiro 16, 2008

As universidades de Aveiro, Porto e Minho assinam quarta-feira um protocolo de cooperação

Notícia Diário Digital
Portugal e Galiza vão formar doutorados em Nanomedicina:
http://www.diariodigital.pt/news.asp?section_id=61&id_news=313839

(cortesia de Nuno Soares da Silva)

terça-feira, outubro 23, 2007

A norte: o desastre em matéria de estratégia de desenvolvimento e de ordenamento do território

A Comissão Europeia divulgou há alguns meses um relatório sobre a situação nas regiões da União Europeia de onde resultava que o norte de Portugal (NUT II norte) emergia como a área do território nacional mais pobre, isto é, com o PIB per capita mais baixo. Há pouco mais de um par de semanas, o INE divulgou, por sua vez, um “Estudo sobre o Poder de Compra Concelhio - 2005”, de onde ressaltava que não era óbvia a convergência da NUT II norte com a média nacional e, sobretudo, que a dispersão de níveis de poder de compra nesta unidade estatística persistia muito elevada, ao contrário do evidenciado pela generalidade do país.
Quem rejeite a ideia de fatalidade na evolução dos fenómenos económicos não pode deixar de questionar porque é que isso acontece e a consistência das políticas públicas que ditaram tal resultado, muitas delas suportadas por fundos comunitários e nacionais vultuosos, aparte a equidade da distribuição destes pelas diferentes regiões. Na minha condição de observador da evolução da realidade desta parcela do território nacional e de técnico interveniente nalgumas operações de planeamento, não posso deixar de pensar que os resultados a que se chegou são, em grande medida, fruto de estratégias de desenvolvimento e de políticas de ordenamento do território erradas.
Avançando esta posição agora, mais não faço do que repetir o que venho afirmando desde há 25 anos, com o “conforto” que me dão nesta altura os números a que me reporto. Quero eu dizer: quem se atreve agora a classificar de bom o desempenho económico das últimas décadas do norte de Portugal e de acertadas as orientações de política prosseguidas?
Para não me ficar pelo enunciado de ordem geral, retenho do “Estudo sobre o Poder de Compra Concelhio - 2005” alguns números. A esta recensão de números acrescentarei, a concluir, duas ou três orientações de estratégia, alternativas às que vêm sendo prosseguidas pela CC(D)R-N e pelos Governos, desde os anos 80 do século XX. Essas notas parecem-me ter particular pertinência na ocasião em que está em preparação o chamado Plano Regional de Ordenamento do Território e um estudo de impacte da construção de uma linha férrea de um comboio de velocidade alta entre Porto e Vigo.
Passemos aos números sobre o poder de compra concelhio, isto é, ao índice de poder de compra, como medida da posição relativa dos municípios em termos de capacidade aquisitiva média. Os dados sobre os municípios minhotos invocados são comparados com os das respectivas NUT III e NUT II e os de Porto e Lisboa. São eles os seguintes:
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Portugal (território base) – 100
NUT II Norte – 85,45
NUT III Minho-Lima - 70,72
-Arcos de Valdevez – 52,49
-Valença – 74,11
-Viana do Castelo – 87,45
NUT III Cavado – 82,47
-Barcelos – 67,05
-Braga – 105,83
-Terras de Bouro – 47,36
NUT III Ave - 74,57
-Guimarães – 77,50
-Póvoa de Lanhoso – 59,38
-Vila Nova de Famalicão – 81,55
NUT III Tâmega - 61,57
-Cabeceiras de Basto – 52,88
-Celorico de Basto – 48,50
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Lisboa – 216,04
Porto – 164,26
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O contraste dos números diz bem das assimetrias de desenvolvimento que se configuram no território em análise.
Respostas consequentes à situação da NUT II norte têm que assumir as fragilidades de partida, e ser ousadas. Nessas respostas, tem que tomar papel estruturador a rede urbana, caracterizada na actualidade pelos seguintes tipos de áreas: i) a Área Metropolitana do Porto (AMP), que constitui um espaço maioritariamente urbano, com fortes relações de interdependência funcional interna; ii) uma mancha urbano-industrial descontinua, envolvente da AMP, integrada por cidades de pequena e média dimensão e por contínuos rururbanos; iii) uma área de consolidação urbana, que se consubstancia no quadrilátero constituído pelas cidades de Braga, Guimarães, Famalicão e Barcelos, que se vem progressivamente reforçando pela via da atracção que exerce sobre as áreas envolventes; iv) áreas de intermediação, onde prevalecem conflitos no uso dos solos, escassa dotação de infra-estruturas e espaços urbanos fragmentados; e, v) áreas rurais, caracterizadas por uma estrutura económica frágil e por baixos níveis de prestação de serviços.
A consolidação de espaços urbanos funcionalmente mais autónomos tem implicações para a área metropolitana do Porto, o que não deve inibir a sua potenciação, assumindo a polinucleação que o território já evidencia, o que implica a partilha da sua centralidade competencial com outras centralidades tendencialmente mais dinâmicas, com destaque para o quadrilátero urbano acima nomeado, mas, igualmente, com Viana do Castelo, que tem vindo a consolidar a sua especialização a nível turístico, ambiental e de lazer.
Neste quadro de superação de fragilidades do tecido produtivo, assume particular importância o investimento na qualificação das redes de transportes e comunicações, incluindo as de âmbito transfronteiriço, fazendo particular sentido explorar a capacidade de um equipamento como o comboio de altas prestações como instrumento de consolidação de uma estrutura urbana mais equilibrada e de abertura de novas vias para o desenvolvimento. Esclareça-se entretanto que o uso do conceito de rede quer significar, em simultâneo, inter-operacionalidade de canais e multi-modalidade, dimensões estas onde subsistem particulares estrangulamentos quer na operação interna quer na relação com o exterior.
Na falta de espaço para aprofundamento das ideias de política esboçadas, fica a promessa de um regresso ao tema.
J. Cadima Ribeiro
(artigo de opinião publicado na edição de hoje do Diário do Minho - Suplemento de Economia)

quarta-feira, setembro 19, 2007

Notícias de um debate por fazer, intra-muros

São novas de um debate por fazer intra-muros aquelas de que as notícias que deixo adiante falam, um debate que, à vezes com alguma ingenuidade e falta de informação, outros vão fazendo. Ainda bem que o fazem. Ainda bem que têm oportunidade do fazer!
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i) Notícia JN
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ii) Barcelos Popular
ENSINO SUPERIOR Vontades esbarram
Lei impede fusão IPCA/UM
Autor: Rui Pedro Faria
Sexta-feira, 14 de Setembro de 2007
«O novo Regime Jurídico do Ensino Superior, publicado esta semana, deve impedir a fusão ou integração do Instituto Politécnico do Cavado e do Ave (IPCA) na Universidade do Minho (UM).
A lei n.º 62/2007, de 10 de Setembro, é bem clara no seu artigo 13.º quando frisa que não são permitidas fusões de institutos politécnicos com universidades. Quanto a uma possível integração, o IPCA, de acordo com a nova lei, teria de manter a natureza politécnica, o que, diga-se, não traria qualquer acréscimo de valor ao actual cenário de independência da instituição sedeada em Barcelos.
A visão contrária à integração de politécnicos em universidades tem sido manifestada por reputados juristas. Vital Moreira defendeu, em artigo no jornal Público, que “o que não é normal é as escolas politécnicas estarem integradas nas universidades”. Também a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) se assume contra as fusões de politécnicos nas universidades e dá como maus exemplos de integrações os casos do Algarve e Aveiro.
Será de notar que os conflitos de uma integração do IPCA na UM são previsíveis: ao nível do corpo docente, a UM prepara-se para dispensar os serviços de cerca de uma centena de docentes e a esmagadora maioria dos professores do IPCA tem vínculo precário. Também é pública na UM a vontade de dispensar sessenta funcionários, sendo que 90 por cento que pertencem ao IPCA tem vínculo precário. Em matéria de propinas, os alunos pagam 675 euros no IPCA e 920 euros na UM. No tocante às instalações, o “campus” do IPCA está em fase de desenvolvimento, mas a UM tem outras prioridades estabelecidas, uma vez que nem Braga nem Guimarães têm os “campus” concluídos.
A vontade de integração/fusão manifestada agora pela UM surge numa altura em que o IPCA se assume como uma instituição com resultados promissores, tudo apontando para que rapidamente supere a única crítica constante no relatório da AEU (Associação Europeia de Universidades), que se prende com o reduzido número de alunos, atingindo uma população estudantil de 3000 alunos.»
Rui Pedro Faria
(reprodução integral de notícia/artigo publicada/o no jornal referenciado em 07/09/14)
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[cortesia de Nuno Silva]

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Ps: "Entre o bluff e o equívoco" (título de mensagem, datada de 07/09/19, disponível em Higher education - univercity)

sábado, julho 28, 2007

Do Arquivo Distrital de Braga

"NOTÍCIA
O 90º ANIVERSÁRIO DA CRIAÇÃO DO ARQUIVO DISTRITAL DE BRAGA

O Arquivo Distrital de Braga vai comemorar 90 anos de existência, dado que foi criado em 11 de Agosto de 1907, através do decreto-lei nº 3286, que o anexou à Biblioteca Pública de Braga, na sequência da Lei da Separação de 1911, a qual ordenara a transferência para a posse do Estado dos Cartórios Eclesiásticos. O Arquivo Distrital recolheu ainda outros fundos documentais de grande importância para a história local e do próprio país, como os documentos de extintos mosteiros, da antiga provedoria e da antiga prefeitura do Minho, cartórios de hospitais, confrarias e misericórdias, cartórios paroquiais e notariais do distrito, processos crimes, cíveis e orfanológicos, arquivos privados, etc.
Em Dezembro de 1975 foi formalmente integrado na Universidade do Minho, sendo uma das suas Unidades Culturais.
O Arquivo Distrital de Braga é um dos principais arquivos do país, detentor do mais rico e importante de todos os cartórios eclesiásticos portugueses: o cartório do Cabido Bracarense.
Para assinalar a efeméride, pelo menos para já o Arquivo apresenta um site renovado (http://www.adb.uminho.pt/), que a partir de Outubro será enriquecido com novos conteúdos, tornando acessível aos investigadores, por ex., parte apreciável da base de dados relativa ao Arquivo do Conde da Barca, de grande importância para o estudo das Invasões Francesas e de permanência da Corte Portuguesa no Brasil.
Outras iniciativas serão em devido tempo anunciadas."

Henrique Barreto Nunes
(Director do Arquivo Distrital de Braga / Universidade do Minho)

[reprodução integral de mensagem que me caiu na caixa de correio electrónico em 07/07/27, com a proveniência e o título identificados acima]

terça-feira, janeiro 23, 2007

Ave Park: para que te quero?

«Ave Park vai criar 4000 postos de trabalho até 2020

O AvePark (Parque de Ciência e Tecnologia instalado em Guimarães) vai criar 4000 postos de trabalho até 2022. Os números foram avançados pelo administrador-delegado daquela estrutura. Remísio de Castro revelou, ainda, que vai ser criada uma comissão encarregue de preparar a inauguração. Que não tem data marcada.
O responsável do AvePark foi parco em revelações. As "cerca de dez empresas" que estão confirmadas para o AvePark não podem ser reveladas. Sabe-se, apenas, da decisão do Governo de ali instalar o Instituto de Nanotecnologias (I3N). "Decorridos 15 anos do início da sua actividade, o AvePark tem como objectivo a criação de 4000 postos de trabalho", adiantou.
O administrador do AvePark não concorda que o sucesso deste centro esteja comprometido com a ida do Instituto Ibérico de Investigação de Desenvolvimento para Braga. "São duas realidades completamente distintas. Foi uma má opção do ponto de vista do aproveitamento dos recursos, no entanto, Braga, Guimarães, Barcelos ou Famalicão seriam sempre bons locais para uma infra-estrutura que se quer de carácter regional", afirmou. Por isso, concluiu, não constitui o "assassinato" do AvePark, como defende o PSD local. "O AvePark tem como objectivo a localização de empresas de base tecnológica que produzam riqueza com base no conhecimento. O Instituto Ibérico dedica-se à actividade científica e não à localização e formação de empresas".
Um dos problemas do AvePark prende-se com as acessibilidades. Remisio de Castro lembra que está projectada uma ligação ao nó de Silvares da auto-estrada, através da via do Ave que interliga Guimarães, Póvoa de Lanhoso e Vieira do Minho", mas esta via continua encalhada.
Fases do projecto
O projecto reparte-se em duas fases a construção do núcleo central, incubadora de base tecnológica, o Instituto Europeu da Engenharia dos Tecidos e Medicina Regenerativa e a urbanização do terreno.
Inauguração
A inauguração deverá ser até Junho. "O dia 24 de Junho (dia de Guimarães) seria uma óptima data", disse Castro.»
Joaquim Fonte
(notícia do Jornal de Notícias, de 2007-01-22)
/...
Comentário: com a dinâmica que o projecto vem mostrando - formalmente, foi só criado há 15 anos - não tarda muito vai ser necessário facilitar a imigração de leste e do Brasil para atender às necessidades de recursos humanos geradas pelos projectos sedeados no empreendimento.