Fórum de Discussão: o retorno a uma utopia realizável - a Universidade do Minho como projecto aberto, participado, ao serviço do engrandecimento dos seus agentes e do desenvolvimento da sua região

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sexta-feira, novembro 16, 2007

Manifestando-me

O que pode entender-se por autonomia orgânica das escolas? É de rejeitar a possibilidade do director da faculdade ser um professor de fora da universidade?
Eu responderia: com a reclamação da autonomia das Escolas que faço, quero deixar claro que, sem estruturas universitárias de base leves, com definição clara de missões e capacidade de decisão, suportadas por recursos financeiros e humanos próprios adequados, não será possível ter instituições competitivas e ágeis. Isto é o rigoroso contraponto de modelos, chamem-lhe matriciais ou outra coisa qualquer, mastodônticos e hipercentralizados, em que tudo fica dependente da clarividência de burocracias (e eventuais lideranças) centrais.
Por princípio, não recuso que o director da faculdade venha de fora. Não acho é que estejamos em condições de dar esse passo agora. Mesmo o que proponho já levantará muitas resistências dentro das academias. Veja-se o que se passou com a designação dos reitores, no contexto da aprovação da lei 62/2007. Como me dizia um colega há não muito tempo, esta lei vai necessitar de ser revista a curto-prazo, para ultrapassar inconsistências decorrentes da negociação a que, apesar de tudo, esteve sujeita e para se adequar à realidade (universitária e social) que é a nossa.
Repito a(s) pergunta(s) [deixada(s) por colega que teve a simpatia de ma(s) endereçar a título de comentária à minha mensagem precedente]: o que pode entender-se por autonomia orgânica das escolas? É de rejeitar a possibilidade do director da faculdade ser um professor de fora da universidade?
J. Cadima Ribeiro

quinta-feira, novembro 15, 2007

Um projecto de manifesto alternativo em tempo de reforma estatutária do Ensino Superior

Os tempos de mudança (económica, tecnológica, institucional) são tempos de desafio, e como tal devem ser percebidos por aqueles que, em cada caso, são mais directamente interpelados. Ser capaz de transformar ameaças em oportunidades é o que faz a diferença entre perdedores e ganhadores. É a esta luz que deve ser equacionada a reforma da Ensino Superior Português, precipitada pela implementação da Declaração de Bolonha e pelo novo enquadramento legal ditado pela Lei nº 62/2007 (Regime Jurídico das Instituições do Ensino Superior).
Tirar partido da Lei nº 62/2007 significa dotar cada instituição de Ensino Superior de um modelo de organização e de governo, com expressão em novo Estatuto, que a torne mais ágil, mais inovadora, mais eficaz na prossecução da sua missão, que importa também reequacionar. Reequacionar a missão, significa instituir novos mecanismos de inter-acção com o território e assumir a gestão estratégica como princípio basilar de acção, na oferta de ensino, no desenvolvimento da investigação, na prestação de serviços à sociedade.
Liderança estratégica, agilidade de decisão, responsabilização de decisores não têm que significar alheamento e desmobilização da comunidade académica, antes pelo contrário. O envolvimento, a mobilização da comunidade académica, por sua vez, reclamam a institucionalização de mecanismos lubrificados de diálogo e de concertação interna.
Sabido que as Universidade e os Institutos Politécnicos são muito mais e mesmo, sobretudo, as suas Escolas, Unidades de Investigação, e Unidades Culturais e de Serviço, a necessidade da redefinição estratégica e organizacional estende-se a estas, tal qual a exigência de culturas de diálogo e de responsabilidade.
Não há que pressupor que todos partilharão os mesmos conceitos e valores, nem isso seria saudável em termos de capacidade das instituições de se recriarem e afirmarem face às Escolas e Unidades de Investigação congéneres. A coesão das instituições tem que fazer-se através da assumpção de princípios comuns e da concertação e coordenação activamente promovidas, dentro de quadros referenciais que serão os das Escolas e Unidades Científicas singulares, dotadas de autonomia orgânica e de meios, humanos, físicos e financeiros adequados ao desenvolvimento das respectivas missões. Tendo-se caminhado muito pouco nesta dimensão nos derradeiros anos, o exercício afigura-se mais exigente e necessário.
A revisão estatutária que agora se avizinha não deve, assim, ser entendida apenas como um exercício de acomodação dos Estatutos à lei mas, antes, como uma oportunidade para realizar o debate sobre o Ensino Superior que queremos ter, com expressão na produção de conhecimento, na formação de técnicos e de cidadãos e na sua afirmação como espaço de liberdade e de invenção social. Dizendo de outro modo, o desafio que temos pela frente reside em trabalhar para que a nossa Universidade e o nosso Politécnico tenham futuro.
Avançando brevemente na explicitação dos princípios defendidos, como contributo para os manifestos que vão emergir ou para a revisão dos que foram produzidos, enumeram-se de seguida algumas linhas programáticas:
i) constituição de um Conselho Geral que se assuma como órgão estratégico da Instituição, em detrimento da sua configuração como pequeno parlamento;
ii) concessão de autonomia orgânica às Escolas;
iii) instituição do princípio da co-optação dos Presidentes das Escolas pelo Reitor/Presidente ou pelo Conselho Geral, de entre um número limitado de professores daquelas proposto pelo seu corpo de doutores;
iv) criação de um Senado Académico, como órgão consultivo, com representação paritária das Escolas;
v) lançamento de uma reflexão sobre a racionalidade da organização científica/departamental das Escolas, avaliando a oportunidade de promover a criação de estruturas orgânicas cientificamente mais consistentes e melhor dimensionadas;
vi) lançamento de uma reflexão sobre a adequação da oferta educativa da Instituição às necessidades sociais e aos recursos disponíveis nas Escolas/Departamentos;
vii) lançamento de uma reflexão sobre os canais/estruturas existentes de interacção com o meio e de prestação de serviços à comunidade, e respectiva eficácia.
São princípios que se me oferecem basilares na construção de um Ensino Superior nacional com futuro. Obviamente, carecem de ser interpretados à luz da realidade de cada instituição.
J. Cadima Ribeiro
(artigo de opinião publicado em 07/11/15 no Jornal de Leiria)

Mandaria o bom senso e alguma elegância que...

"Mandaria o bom senso e alguma elegância que, nestas circunstâncias, o reitor se mantivesse apenas como o garante da regularidade e eficácia do processo de revisão estatutária. Não é o que se está a ver em algumas universidades, em que as listas para a tal assembleia estatutária aparecem claramente promovidas por reitores."
João Vasconcelos Costa
(extracto de mensagem, datada de 07/11/15 e intitulada "As listas dos reitores", disponível em Bloco de Notas)
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Comentário: sem comentários adicionais (A lista do reitor)!!!

quarta-feira, novembro 14, 2007

Pergunta chata de se fazer à 4ª feira de manhã

«Conseguirão os defensores do "status quo" abortar a reforma em curso em nome de concepções discutíveis mas populares de democracia?»
Miguel B. Araujo
(extracto de mensagem, datada de 14 Novembro de 2007 e intitulada " A impossível reforma das universidades Portuguesas?", disponível em Bloco de Notas)
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Comentário: pensando na situação da UMinho, uma formulação alternativa para a questão enunciada será: conseguirão os defensores do "status quo" abortar a reforma em curso em nome da preservação da "tradição" e das supostas boas práticas de governação instituídas na Organização, aproveitando as inconsistências e mal-entendidos de uma lei que deveria, desde logo, apeá-los do poder?
É curioso como aproximações aparentemente muito antagónicas podem resultar no mesmo.

terça-feira, novembro 13, 2007

Poder sem autoridade

"O poder sem autoridade não é poder que convém à universidade. Aproveitemos a ocasião para uma espécie de epigénese, aproveitando os ventos da mudança para abrirmos as portas e as janelas, deixando que as correntes de ar livre acabem com as viroses da endogamia e as bactérias do mandarinato."
José Adelino Maltez
(extracto de mensagem, datada de 07/11/13 e intitulada "Contra as sucessivas brigadas do reumático mandarinal que endogamizam a universidade!", disponível em Sobre o tempo que passa)
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Comentário: é incrível como um professor do ISCSP/UTL fala com tanta propriedade do que vai pela UMinho; mais surpreendente será, apenas, haver na UMinho tanta gente que parece ignorar as tais teias que tecem o poder vigente a que Adelino Maltez se refere.

segunda-feira, novembro 12, 2007

Saudação a um reaparecido

"A toda a comunidade académica

http://universidadeplural.blogspot.com/ Recomecei neste espaço o debate sobre a vida universitária e a condição académica.
Com as minhas melhores saudaçoes,
Moisés de Lemos Martins"


(reprodução integral de mensagem, distribuída universalmente na rede da UMinho, que me caiu na caixa de correio electrónico no início desta tarde)
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Comentário: em nome do debate sobre as vias de construção do futuro da UMinho e da liberdade de expressão, que defendo, saudo o regresso à vida, depois de longa ausência (travessia do deserto?), do colega Moisés Martins. Esperemos que o entusiasmo lhe assista para além das semanas que se avizinham.

Perguntas chatas para ler à 2ª feira

«Será esta a única universidade e o único reitor com razões de queixa sobre a forma como tem sido governado o sector? Não haverá outros reitores e presidentes de politécnicos com razões de queixa pelo menos idênticas às de Nóvoa? O que é feito deles? Será que se satisfazem com "contrapartidas reduzidas"? Ou, neste momento que têm que ajustar-se a uma nova lei, será que as suas preocupações não passam do claustro?»
Vasco Eiriz
(extracto de mensagem, datada de 07/11/10 e intitulada "Nóvoa bate na nódoa", disponível em Empreender)
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Comentário: caro Vasco Eiriz,
mas que raio de perguntas chatas estas de que se lembrou. Imagine que, por qualquer razão que nos escapa, o reitor da UMinho ou os seus pupilos tropeçam nas ditas questões. Que irão pensar? Eles que, dando expressão de imbatível altruismo, tudo têm feito em nome do progresso da UMinho, incluindo a constituição desta "enorme" lista que se apresenta às eleições para a Asssembleia Estatutária. Não acha que já lhes basta estarem confrontados com a ingratidão configurada pela existência de uma lista de oposição, por mais que o respectivo ideário se aproxime daquele que (não) enunciam? É chato, caro colega!

quarta-feira, novembro 07, 2007

Ouvir a comunidade académica?

"[...] desafio esses elementos [...] a ouvir os docentes durante a sua campanha e adaptar as suas linhas programáticas aos anseios da generalidade dos docentes. A Democracia só ganha porque afinal os estatutos não são só para servir os 12 docentes que vão ser eleitos mas pelo contrário esses 12 docentes devem [...] servir a Comunidade no seu todo."

Jaime Rocha Gomes

(extracto de mensagem, datada de 07/11/05 e intitulada "A Responsabilidade duma lista", disponível em Prálem D`Azurém)
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Comentário: ouvir a comunidade académica? Mas isso significaria que as listas apresentadas seriam porta-vozes da comunidade académica e não de certos "donos", e os projectos que enunciavam (se os anunciassem) seriam expressão das aspirações dessa mesma comunidade. Ainda haverá espaço para utopias no tempo (académico) presente?

terça-feira, novembro 06, 2007

Manifestando-me

Há quem entenda que uma lista promovida pelo reitor, como acontece na UMinho, é uma lista ganhadora (ou de elevada probabilidade de vitória). Concorda com este ponto de vista? Mais: também subscreve o ponto de vista que a maior parte da comunidade universitária é avessa ao risco, pelo que é de esperar que as pessoas votem numa lista que lhes assegure que o status quo irá manter-se?
Eu responderia: são questões complexas as que são colocadas, com leituras que podem ser desencontradas. Brevemente, direi o seguinte:
i) [sobre a lista do reitor ser ganhadora] – Uma lista ser ganhadora ou não depende da alternativa que se lhe contrapõe, da postura dos eleitores e da composição da própria lista. Estas dimensões são elas próprias a chave da resposta para a segunda questão enunciada.
Adiantando algo mais em relação à primeira temática, sublinharia que a natureza desta eleição é completamente diferente da das precedentes, que levaram à eleição do reitor em funções, desde logo porque quem pode votar é o universo dos membros da Academia (no caso que nos interessa, o universo dos professores) e não um colégio eleitoral restrito, facilmente aliciável. Por esta razão, o argumento está truncado, mesmo que quem esteja no poder possa usá-lo para influenciar o resultado.
Este dado de partida pode, entretanto, ter uma leitura oposta, materializável na ideia que a má gestão e as malfeitorias praticadas durante o exercício de funções, que indirectamente estão em escrutínio, podem levar os eleitores a terem uma atitude de rejeição da lista que configura a continuidade. Há boas e fortes razões para que os professores da UMinho sigam este princípio. A inconsistência da lista, aparte o vazio de ideias que emergiu para a comunidade académica, compreensível em função da manta de retalhos que a composição configura, deveria ir no mesmo sentido de rejeição antes sublinhado.
Falando das personalidades da lista, não quero sequer pôr em destaque as deslealdades pessoais que a integração de alguns elementos representa, mesmo face a membros (e lutas passadas de elementos) da lista oponente, dando argumentos adicionais à ideia de que não estamos perante uma lista baseada em princípios.
Ora, é nestas duas dimensões, o ideário e a consistência do projecto da lista oponente, que o problema se põe, igualmente. No seu conservadorismo, na luta por protagonismos pessoais, na falta de dimensão técnica e estratégica das propostas em confronto, há pouco por onde escolher. Nestas dimensões, quem desafia o poder instalado deveria fazer a diferença, ser mais ousado.
ii) [sobre a comunidade universitária ser avessa ao risco] – Com tristeza, sou levado a admitir que os sinais que tenho vão nesse sentido, embora haja que juntar aversão ao risco com o sentido individualista e defensivo que se foi instalando. Doutra forma, as coisas não se deveriam ter passado nos derradeiros anos como se passaram. Doutra forma, deveríamos estar perante não duas listas concorrentes à Assembleia Estatutária mas três ou mais e, sobretudo, com projecto e estratégia, fazendo nisso a grande diferença. Talvez a dita comunidade precise de mais esta prova para despertar. Talvez!
Fico com esperança que daqui a alguns meses, quando esteja em causa a eleição do Conselho Geral, o ânimo já seja outro.
O meu desconforto resulta de a Universidade, sobretudo a Universidade do presente, estar confrontada com a necessidade de antecipar o futuro, enquanto vai dando resposta às exigências do presente, e de ser o grande alfobre de capital humano que a sociedade portuguesa dispõe. Para ser Universidade tem pois que ser criativa, de acolher e cultivar o espírito empreendedor, de acreditar que é capaz de construir o futuro, e fazê-lo.
Repito a pergunta: acha que a lista promovida pelo reitor da UMinho é uma lista ganhadora? Subscreve o ponto de vista que a maior parte da comunidade universitária é avessa ao risco, pelo que é de esperar que as pessoas votem numa lista que lhes assegure que o status quo irá manter-se?

J. Cadima Ribeiro

sábado, novembro 03, 2007

A lista do reitor: frases soltas de um debate mantido nos bastidores

i) «A minha posição em relação a essa lista está disponível no meu blogue, “clicando” na etiqueta lateral "Reforma do Ensino Superior; Situação na UMinho"»

ii) «O projecto é fraco e foi por isso e por algumas deslealdades pessoais que dele me demarquei há algum tempo»
*
iii) «Os grandes princípios orientadores da visão alternativa a que me reporto encontra-os no meu blogue, sob a epígrafe "Manifestando-me". São princípios abertos a discussão»
*
iv) «As circunstâncias em que a lista apareceu já não indiciavam nada de bom mas o discurso enunciado e as adesões que se seguiram só pioraram as coisas»
*
v) «esta campanha eleitoral é só o princípio de um processo muito mais longo»
*
vi) «a estrutura da lista do reitor era conhecida há várias semanas e um projecto sólido vive das respectivas ideias e consistência da equipa e não de golpes de rins de última hora»
*
vii) «estamos perante mais um episódio lamentável de desperdício de uma oportunidade de construir um projecto credível, participado, para a UMinho»
*
viii) «A prova de que a minha leitura da situação era correcta tive-a há uma hora e meia atrás»
*
ix) «Muitos não perceberam o que se estava a passar e reagiram tarde»
*
x) «As preocupações que enuncia já me tinham ocorrido, sendo que hesito sobre a estratégia mais defensável»
*
xi) «Trabalharei para que, pelo menos, haja debate durante o período que se aproxima»

J. Cadima Ribeiro

A lista do reitor: as primeiras reacções

i) «Caro […],
À luz de uma nossa conversa recente e da listagem que aparece abaixo, sou obrigado a felicitar-me por teres tido o bom-senso de não dar a cara pela lista do reitor. Embora seja um gesto já algo tardio, mais vale tarde que nunca.
Se tiveres curiosidade em ler uma minha primeira tomada de posição, podes encontrá-la em [...]. Haverá outras e noutras sedes.
Desejo-te um bom fim-de-semana.
Um abraço,»
*
ii) «...»
*
iii) «Caros(as) colegas,
No meu blogue, podem encontrar já uma primeira reacção à lista do reitor […].
Surpresa foi só ter sido anunciada tão cedo.
O manifesto, aparte as expressões de boa-vontade - nalguns casos, arredias das práticas dos seus proponentes - encontram generalidades e, sobretudo, a afirmação da vontade de não se comprometerem. Voltarei a isso durante o fim-de-semana.
[…].
Cordiais cumprimentos,

J. Cadima Ribeiro»
-
(reprodução parcial das primeiras mensagens trocadas na sequência da divulgação da lista em título)

sexta-feira, novembro 02, 2007

A lista do reitor

«Caras e Caros Colegas,

A Plataforma Eleitoral para a Assembleia Estatutária da Universidade do Minho candidatou-se formalmente às eleições do próximo dia 5 de Dezembro, submetendo hoje a respectiva lista à Comissão Eleitoral.

Essa lista engloba os elementos signatários desta mensagem. A sua apresentação à comunidade dos professores e investigadores da Universidade é efectuada através do documento anexo.

Oportunamente, e nos termos do estipulado no calendário eleitoral, divulgaremos outros documentos para explicitar em maior detalhe a nossa visão da Universidade e o seu modelo de governação, bem como propostas concretas que os nossos elementos defenderão em sede de elaboração dos Novos Estatutos da Universidade do Minho.


Saudações académicas,

António M. Cunha (Escola de Engenharia)
Graciete Dias (Escola de Ciências)
Rui Vieira de Castro (Instituto de Educação e Psicologia)
Margarida Proença (Escola de Economia e Gestão)
Maria Augusta Lima Cruz (Instituto de Ciências Sociais)
Acílio Rocha (Instituto de Letras e Ciências Humanas)
Luisa Alonso (Instituto de Estudos da Criança)
Cecília Leão (Escola de Ciências da Saúde)
Wladimir Brito (Escola de Direito)
Beatriz Araújo (Escola Superior de Enfermagem)
Paulo Cruz (Departamento Autónomo de Arquitectura)
Madalena Araújo (Escola de Engenharia)
Rui Ralha (Escola de Ciências)
José Keating (Instituto de Educação e Psicologia)
Pedro Camões (Escola de Economia e Gestão)
João Sarmento (Instituto de Ciências Sociais)
Sérgio Sousa (Instituto de Letras e Ciências Humanas)
Fernanda Leopoldina Viana (Instituto de Estudos da Criança)
Joana Palha (Escola de Ciências da Saúde)
Mário Monte (Escola de Direito)
Higino Correia (Escola de Engenharia)
Célia Pais (Escola de Ciências)
Maria Alfredo Moreira (Instituto de Educação e Psicologia)
Fernando Alexandre (Escola de Economia e Gestão)»
*
(reprodução integral de mensagem, distribuída universalmente na rede da UMinho, que me caiu na caixa de correio electrónico no final desta tarde)
-
Comentário (o primeiro, antes que a notícia arrefeça): não se pode dizer que a lista traga surpresas; nem surpresa é o cabeça de lista formal, se bem que pudessem ter sido um pouco mais ousados, deixando a sugestão que não eram os números de eleitores potenciais nem a afinidade pessoal com o cabeça de lista de facto a ditar a escolha; nas contas que fizeram, quais são as Escolas que não vão caber na Assembleia Estatutária? A arrumação avançada não deixa transparecer confiança. Aliás, esta divulgação tardia de uma lista cujos contornos já eram conhecidos há muitas semanas, podendo ser lida de outros modos, também pode ser interpretada como expressão do receio que assiste aos seus intérpretes, pese embora a fragilidade equivalente da lista oponente entretanto anunciada. Que última nota deixar (para já)?
- Que rico saco de gatos!

quinta-feira, novembro 01, 2007

Manifestando-me

Se o questionassem sobre a necessidade do lançamento, no quadro da revisão estatutária que está em vias de ser desencadeada na UMinho, de uma reflexão sobre os canais/estruturas existentes de interacção com o meio e de prestação de serviços à comunidade, e respectiva eficácia, que diria?
Eu responderia: é algo que, a fazer-se, só peca por tardio e que seria válido em qualquer contexto estatutário. Na verdade, uma Universidade cujos dirigentes, no discurso público quotidiano, defendem uma mais estreita conjugação de esforços em matéria de produção de conhecimento e da sua potenciação económica entre a Instituição e as empresas e outras organizações sociais e políticas sedeadas no território envolvente, e não só, não pode manter canais de comunicação com esses agentes externos tão opacos como se oferecem os que mantém. E não pode, bem assim, alimentar sistemas internos de validação dos projectos de extensão universitária tão burocráticos e tão pouco lubrificados. Muitas vezes, a tramitação burocrática é de tal modo pesada e os “timings” de aprovação tão longos que desincentivam essa interacção, quando não a inviabilizam.
Situações ainda recentes de confiscação de receitas próprias das Escolas e Departamentos por parte da reitoria vão também no mesmo sentido de questionar o dito discurso da cúpula dirigente e, logo, de desincentivar posturas mais empreeendedoras dos investigadores e suas estruturas de enquadramento a nível de captação de receitas associadas ao desenvolvimento de projectos com valia social mais imediata e à prestação de serviços à comunidade, de um modo geral.
Repito a pergunta: concorda com a necessidade do lançamento de uma reflexão sobre os canais/estruturas existentes de interacção com o meio e de prestação de serviços à comunidade, e respectiva eficácia? (Adicionalmente, considera ou não essencial, também nesse domínio, a existência de regras enquadradoras internas estáveis e transparentes?)
J. Cadima Ribeiro

quarta-feira, outubro 31, 2007

Agora que a campanha eleitoral começou: a resposta

"RE: RJIES - Sabia que . (3) Órgãos das Escolas
Carlos Gil Correia Veloso Veiga"
[...]
"Caro colega,

Pode ser uma Lei da República, mas é uma fraca Lei. Note que foi aprovada apenas pelos deputados do PS. E o facto de ser uma Lei da República não lhe retira os deméritos e/ou méritos (poucos) que possa ter. É uma Lei que, no essenvial e na minha opinião, não serve o País, como se verá em breve na própria feitura dos estatutos com as entropias que vai criar. Eu sou dos poucos que, na UM, está à vontade para falar e criticar, pois interessei-me pelo assunto, ainda durante as suas fases iniciais. Elaborei um parecer para a Comissão de Educação e Cultura da AR e fui ao assistir ao debate promovido pela AR. Na verdade não se pode falar de debate na AR ou de intervenção dos deputados que desse no que quer que fosse. O resultado final, o texto da Lei, é mera aplicação do autismo político e da imposição da vontade do Ministro Mariano Gago. Aliás as emendas feitas pelo PS na AR ainda tornaram a Lei mais confusa em certos capítulos. Em todo o caso não concordo com o que parece ser uma corrente de opinião que está a formar-se na universidade portuguesa, a de que é possível "alterar o pior da Lei" por via dos "arranjos" estatutários...se esses "arranjos" visarem o pouco espírito de abertura que é dado à competência profissional.
Ainda assim, venha lá o forum de discussão, com ou sem listas!

Cordiais saudações

Carlos Veloso da Veiga"
-
(reprodução integral de mensagem, de distribuição universal na rede da UMinho, que me caiu na caixa de correio electrónico no início da noite de 07/10/30)

terça-feira, outubro 30, 2007

Agora que a campanha eleitoral começou...

"RE: RJIES - Sabia que . (3) Órgãos das Escolas
Rui Luís Gonçalves Reis"
[...]
"Meus caros,
Proponho que se constitua um fórum de discussão sobre o assunto ou então que só quando existirem listas e campanha eleitoral nos comecem a encher as caixas de correio.

E um assunto extremamente importante, mas como é óbvio todos sabemos ler, e o RJIES é uma lei aprovada da Républica! Quem está interessado na lei e nestas questões (como é o meu caso) sabe todos os pormenores e até participou em muitas discussões quando ainda havia algo a discutir sobre a redacção da lei. Agora só há que pensar em como usar a lei (que com diversos defeitos é na minha opinião um bom regime) para o benefício da U. Minho e claro como redigir os melhores estatutos possíveis. Isso é que é crítico e certamente muito importante para o nosso futuro colectivo.

Cumprimentos
Rui"
*
(mensagem, de distribuição universal na rede da UMinho, que me caiu esta tarde na caixa de correio electrónico)
-
Comentário: pró-fórum o que é do fórum! O problema é que, na UMinho (e julgo que noutras instituições, de igual modo), há quem não goste de fóruns e, muito menos, de ser questionado(a) sobre o modelo de Universidade que defende/prossegue; fico a aguardar os próximos capítulos.

segunda-feira, outubro 29, 2007

Manifestando-me

No âmbito da reformulação estatutária que está em vias de ser desencadeada na UMinho, concorda com a necessidade do lançamento de uma reflexão sobre a adequação da oferta educativa da Instituição às necessidades sociais e aos recursos disponíveis nas Escolas/Departamentos?
Eu responderia: sem dúvida! Tal reflexão já se justificava antes da reestruturação dos cursos suscitada pela aplicação da Declaração de Bolonha e mais se justifica agora porque: i) a questão da empregabilidade deveria ter sido um dos parâmetros que deveria ter informado essa adequação dos cursos e não foi, por razões externas à UMinho e por razões internas; e ii) porque, depois dessa reestruturação, a oferta se oferece ainda mais caótica, convivendo em algumas Escolas Universitárias projectos de ensino, a nível de 1º ciclo, de banda larga com outros de natureza politécnica. Há casos até, como acontece na EEG, em que os cursos se canibalizam.
Situações como esta que menciono têm muito que ver com a persistência de lógicas em que são os recursos disponíveis e as estratégias de poder dentro dos Departamentos que ditam a oferta educativa e não a existência claramente identificada de uma procura social, presente ou potencial. São apostas na preservação da inércia, mesmo que seja clara a sua insustentabilidade a médio-prazo.
Repito a pergunta: concorda com a necessidade do lançamento de uma reflexão sobre a adequação da oferta educativa da Instituição às necessidades sociais e aos recursos disponíveis nas Escolas/Departamentos?

J. Cadima Ribeiro

quarta-feira, outubro 24, 2007

Manifestando-me

No âmbito da reformulação estatutária que está em vias de ser desencadeada na UMinho, concorda com a necessidade do lançamento de uma reflexão sobre a racionalidade da organização científica/departamental das Escolas, avaliando a oportunidade de promover a criação de estruturas orgânicas cientificamente mais consistentes e melhor dimensionadas?
Eu responderia: estou inteiramente de acordo. Estou de acordo na medida em que: i) a organização departamental actual está longe de ser racional e, portanto, eficaz; ii) convivem na UMinho algumas macro-estruturas com Escolas que, pela sua dimensão e identidade científica, estão longe de poder ser projectos viáveis; e iii) a formação não está hoje mais a montante da investigação, mas insere-se no próprio processo de criação de conhecimento, e é necessário ter isso presente na organização da Universidade e na definição da sua missão, com expressão na organização em Escolas e na oferta de ensino.
Repito a pergunta: concorda com a necessidade do lançamento de uma reflexão sobre a racionalidade da organização científica/departamental das Escolas, avaliando a oportunidade de promover a criação de estruturas orgânicas cientificamente mais consistentes e melhor dimensionadas?

J. Cadima Ribeiro

segunda-feira, outubro 22, 2007

Manifestando-me

Considera conciliável a autonomia orgânica das Escolas e a defesa do princípio da co-optação dos presidentes pelo reitor, de entre um número limitado de professores daquelas, proposto pelos respectivos corpos de doutores?
Eu responderia: sem dúvida! Se os princípios que defendemos em matéria de gestão das Escolas e da Universidade, como um todo, são afirmação de capacidade de decisão e responsabilização (quer dizer, definição clara de competências e de responsabilidades), agilidade e sentido estratégico, articulados com participação/envolvimento dos seus agentes, esta é uma boa forma de responder à actual realidade onde, amiúde, se assiste à configuração de concertações oportunísticas de votos, isto é, a vitórias eleitorais que resultam da prevalência da ideia de que o que importa é preservar a inércia, mesmo que esta se materialize na cultura da mediocridade. Esclareça-se, adicionalmente, que a Universidade em que estou a pensar é uma (como deviam ser todas) em que as Escolas (e os Centros de Investigação) são as unidades básicas de gestão de recursos e as entidades verdadeiramente operacionais, não sendo as Reitorias mais do que conselhos de administração das “holdings” que as universidades são.
Obviamente, esta solução não é feita a pensar no actual inquilino da Reitoria da UMinho. Se fosse, nunca apareceria.
Repito a pergunta: considera conciliável a autonomia orgânica das Escolas e a defesa do princípio da co-optação dos seus presidentes pelo reitor, de entre um número limitado de professores daquelas, proposto pelos respectivos corpos de doutores?

J. Cadima Ribeiro

sábado, outubro 20, 2007

Manifestando-me

Caro(a) colega,
Sabe que a reitoria da UMinho está a promover uma lista candidata à Assembleia Estatutária estruturalmente constituída pelos actuais presidentes das Escolas? Surpreende-o(a)? Isso não lhe causa repugnância?
Eu responderia: quando as lógicas são apenas de poder e não de projecto, tudo é possível. Aliás, o modelo de bloco central vem presidindo há gestão da coisa pública em Portugal quase desde a reposição da democracia formal, no pós 74, com os resultados, lamentáveis, que são conhecidos de todos em matéria de desenvolvimento, equidade e coesão social. Não sendo a Universidade uma ilha, não admira que esse modelo possa ser trazido para a sua governação. Surpreendente, sim, seria assistir-se a um movimento de revolta contra os baronatos e as alianças de conveniência.
Repito a pergunta: surpreende-o(a) o aparecimento na UMinho de uma lista candidata à Assembleia Estatutária promovida pelo reitor e estruturalmente constituída pelos actuais presidentes das Escolas?

J. Cadima Ribeiro

quinta-feira, outubro 18, 2007

Corra que se faz tarde!

Soube há poucos minutos, por via informal, que os prazos que foram definidos para o processo eleitoral conducente à constituição da Assembleia Estatutária na UMinho são os seguintes:
i) data limite para apresentação de candidaturas - 6 de Novembro pf. (informação rectificada);
ii) acto eleitoral - 5 de Dezembro (informação rectificada).
Note-se que se trata de uma decisão do Senado ontem reunido.
Daqui decorre que quem está no mercado não está para facilitar a vida a quem queira entrar e que quem queira estar naquele processo tem mesmo que correr.
Haverá na UMinho gente disposta a isso, isto é, a correr e a dar a cara?
Se sim, que dê agora um passo em frente, antes que seja tarde.
*
Por uma Universidade com futuro!

J. Cadima Ribeiro
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Ps: recebida que foi entretanto de mão amiga versão de trabalho do regulamento, cumpre-me corrigir as datas indicadas numa primeira versão do texto. A essa luz, também perde, parcialmente, pertinência o comentário que deixei a seguir às datas.
Comentário: esta coisa de receber e passar informação a meio de outras coisas presta-se a estes mal-entendidos ou mal-percebidos, mesmo que o povo seja sereno.