Fórum de Discussão: o retorno a uma utopia realizável - a Universidade do Minho como projecto aberto, participado, ao serviço do engrandecimento dos seus agentes e do desenvolvimento da sua região

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quarta-feira, junho 27, 2007

A propósito de eleições na UMInho

Tribunal Admistrativo e Fiscal - Braga
Proc. nº 622/07.9BEBRG-A
Processo cautelar
Data: 06/06/2007
"I - RELATÓRIO
[...]
Com efeito e por um lado, não vem invocada pelos Requerentes a lesão iminente de um direito, liberdade e garantia, pois que está em causa, apenas e em suma, a regularidade do acto eleitoral, e assim também, do acto suspendendo, e por outro lado, quanto à constituição de uma situação de facto consumado, em termos de só o decretamento provisório das providências requeridas poder evitar, julga o Tribunal que não existe uma situação de "especial urgência" que seja determinante do requerido decretamento provisório, pois que, caso venha a ser declarado que o acto eleitoral padece de qualquer dos invocados vícios, a consequência que daí deve ser retirada é que os mesmos não produzem [não são passíveis de produzir] quaisquer efeitos jurídicos, devendo, em consequência, ser reposta a situação pré existente, donde, na eventual procedência dos pedidos deduzidos na acção principal, não fica prejudicado qualquer efeito útil daí decorrente.
II - DECISÃO
De maneira que, pelo que se deixa supra enunciado, indefiro o requerido decretamento provisório das providências deduzidas pelos Requerentes.
[...]"

(reprodução de extractos do processo com a referência que se indica acima)
/...
Comentário: as providências cautelares também se abatem! Fico sempre impressionado com a magnificência barroca destas peças literárias.

segunda-feira, junho 11, 2007

Notícias da UMInho que me chegaram pela fresca

«A Eleição dos funcionários não docentes da Universidade do Minho anda numa roda-viva ou enguiçado!
OS PERDEDORES, se até aqui interpuseram um Processo de Contencioso Eleitoral vêm agora, com uma Providência Cautelar, evitar a posse dos funcionários democraticamente eleitos, mesmo sabendo que o acto eleitoral foi, como devia, homologado pelo Reitor.
Se, por um lado, os derrotados estavam ou estão muito próximos do Reitor, intentam agora uma Providência Cautelar contra a Universidade do Minho, cujo Presidente do órgão máximo, como se sabe, é o próprio Reitor.
Será que “eles” não se aperceberam que estão contra quem lhes está a amparar os ordenados chorudos bem como outras remunerações e privilégios?»
A mensagem que reproduzo acima chegou-me esta tarde, por correio electrónico, e serviu para me alertar para a publicação hoje, pelo Diário do Minho, de notícia que recebeu o título "Providência Cautelar quer evitar posse de funcionários eleitos na UM" e sub-título "Processo judicial aponta ´erros` da Comissão Eleitoral de Leandro Almeida".
Se bem que o jornal não me agradeça, aqui deixo a respectiva publicidade. Já agora, sempre acrescento que o artigo cuja leitura estou aqui a recomendar (se forem a tempo de comprar o jornal), termina com o enigmático parágrafo seguinte:
"Contactado pelo Diário do Minho, Fernando Parente, responsável do Departamento Desportivo, limitou-se a afirmar: «Não tenho nada a dizer sobre esse assunto». "
J. Cadima Ribeiro

sábado, junho 02, 2007

O RJIES e as rosas em Agosto

"Caro colega,
A minha leitura da situação diz-me que a partir do topo da Instituição nunca haverá discussão sobre o assunto.
Pelo que vou ouvindo, a maioria dos colegas, (embora muitos estejam naturalmente preocupados com o que da aprovação desta proposta pode resultar) não me parece muito disponível para perder demasiado tempo a analisar o documento de forma a compreender o alcance estratégico e táctico da aberração que o mesmo traduz.
Os sindicatos que juraram fazer do mês de Maio o mês de luta pela carreira e pelos direitos andam mais murchos que uma "rosa" em Agosto.
Além do mais, cada dia que passa, cada vez mais me convenço que o fantasma do pântano do ex-primeiro ministro António Guterres anda de novo à solta.
A atolar-se no dito está o ensino público com o apoio dos cordeirinhos que controlados pela alcateia dos donos correm desenfradamente para lá."
Carlos Veloso da Veiga
(comentário produzido a propósito da mensagem "RJIES - o contributo do senado da Univ. de Coimbra para a discussão")

quarta-feira, maio 30, 2007

Valeu a pena!

segunda-feira, maio 28, 2007

UMinho condenada pelo Tribunal Adminstrativo

contém o acórdão do Tribunal Central Administrativo Norte que condena a UMinho por violação do princípio da imparcialidade num concurso para o Chefe de Divisão do SAPIA.
A mesma sentença foi dada pelo Tribunal no concurso para Chefe de Divisão do Centro de Comunicações. E a mesma setença poderia ter sido dada em tantos outros concursos para "Chefes do Aparelho".
Assim se mostra como se monta um "aparelho" com os amigos!
Reproduz-se um extracto do acordão:
"Ora, é precisamente esta a situação que se verifica no anúncio lançado pela UM para seleccionar e escolher o chefe de divisão do SAPIA, anúncio no qual, sob uma aparência de rigorosa legalidade, se esconde a referida ilegalidade.
Não basta, de facto, para cumprir a lei, enunciar os requisitos de selecção exigidos pelo artigo 20º nº 1 da Lei nº 2/2004, entre os quais se encontra o requisito habilitacional formal da licenciatura, mas há também que respeitá-los agindo em conformidade com eles, nomeadamente quando se define o perfil do candidato pretendido para prosseguir as atribuições e objectivos do serviço em que a vaga se verifica. E ao limitar o perfil pretendido aos candidatos licenciados em engenharia electrónica industrial, a entidade recorrente acabou por lançar pela janela o requisito legal a que expressamente tinha aberto a porta.
Este procedimento, que acabou por contaminar decisivamente o despacho que nomeou o chefe de divisão do SAPIA, não só viola o artigo 20º nº 1 alínea a) da Lei nº 2/2004 [na sua primitiva redacção] como também desrespeita o princípio da imparcialidade [artigo 6º do CPA] enquanto limite interno imposto à sua discricionariedade, pelo que nos encontramos, obviamente, em plena área de possibilidade de controlo judicial.
Na medida em que assim decidiu, a sentença recorrida não errou no seu julgamento, e merece ser confirmada embora com os actuais fundamentos.
DECISÃO
Nos termos do exposto, e em conferência, os Juízes da Secção de Contencioso Administrativo acordam em negar provimento ao recurso jurisdicional, mantendo a sentença recorrida embora com os actuais fundamentos."

sexta-feira, maio 25, 2007

A vida na UMinho continua animada, se bem que já tenha sido mais - comentário a uma certa entrevista

"O triste e deplorável comentário de Fernando Parente ao Diário do Minho de “conseguir uma vitória na secretaria” é de um ridículo atroz!
Afinal, quem quer ganhar na secretaria, não aceitando a vontade expressa dos funcionários é quem se entretém com reclamações e acções judiciais.
Não contentes com duas derrotas sucessivas, pelos vistos querem ter uma terceira derrota, dando corpo ao mote “não há duas sem três”.
O recurso para o Tribunal é só “fogo de vista”, para fazer render, e para parecer que acham que têm alguma razão.
Com o compadrio de Leandro Almeida e demais membros da Comissão Eleitoral lá conseguiram arrastar a homologação durante um mês, para impedir a posse dos funcionários eleitos e ganhar tempo enquanto conspiravam e preparavam o processo para o Tribunal.
Habituados a viverem há mais de quatro anos na ilegalidade, no sistema do “quero, posso e mando”, quando confrontados com a realidade, entram em desvario.
Bem confortados com os chorudos ordenados que a Reitoria lhes paga, nem se importam de perder tempo e dinheiro em atitudes patéticas como esta que só deixam ficar mal quem os acalenta."
Anónimo

quinta-feira, maio 24, 2007

UMinho: a melhor a seguir às 60 primeiras

Na relatividade das coisas, aqui fica mais uma notícia que nos devia fazer refletir, e, especialmente, devia suscitar profunda reflexão nos actuais dirigentes da UMinho, que amiúde nos presenteiam com a canção do bandido.
Curioso o título do Diário do Minho. Não Acham?

"UM entre as melhores universidades ibero-americanas
A Universidade do Minho ocupa a 61.ª posição no Ranking Ibero-Americano de Instituições de Investigação, que avalia a produção científica de cerca de 750 universidades e instituições de investigação de dez países, foi ontem revelado.
O ranking, liderado pela CSIC Madrid, seguindo-se a Universidade de São Paulo e a Universidade Autónoma do México, classifica, porém, a Universidade do Porto em 11.º lugar, a Universidade Técnica de Lisboa na 19.ª posição, a Universidade de Aveiro no 31.ª lugar, a Universidade de Coimbra na 33.ª posição e a Universidade Nova de Lisboa no 39.º lugar.
Na produção científica por áreas, o melhor desempenho da Universidade do Porto foi obtido em Tecnologia Química (3.º lugar), seguindo-se Engenharia Mecânica, Naval e Aeronáutica (4.º lugar) e Ciências da Computação e Tecnologia Informática (7.º lugar). Relativamente à produção científica agregada entre 1990 e 2005, a Universidade do Porto também é a melhor instituição portuguesa deste ranking, mas desce para o 20.º lugar entre as instituições de investigação do espaço ibero-americano.
Esta classificação também é liderada pelo CSIC Madrid, seguindo-se a Universidade de São Paulo e a Universidade de Barcelona. Nesta lista, a Universidade Técnica de Lisboa ocupa a 21.ª posição, a Universidade de Lisboa é a 28.ª e a Universidade de Coimbra surge no 34.º lugar.
O Ranking Ibero-americano de Instituições de Investigação avalia a produção científica de cerca de 750 instituições em Portugal, Espanha, Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Cuba, México, Peru e Venezuela.

Diário do Minho
2007-05-23"

Agora que estamos no bom caminho, já só falta fazer o essencial, a começar pela profunda renovação da organização, da estratégia e da liderança (desde há um tempo inexistente) da UMinho.

J. Cadima Ribeiro

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Ps:

"Caros colegas,

na sequência da recente publicitação nos meios de comunicação social do ranking de instituições de ensino superior, elaborado pela Fundação Universia, com base na produção científica, a Direcção do Departamento de Economia tem o prazer de informar que, em 2005, este se posiciona entre os 20 primeiros, dos 236 departamentos de economia do espaço Ibero-Americano.

Para mais informações pode consultar a página web http://investigacion.universia.net/html_inv/ri3/ri3/jsp/params/pais/baa/clase/bj.html

Cumprimentos,

Fernando Alexandre

Director do Departamento de Economia da Universidade do Minho"

(reprodução integral de mensagem de correio electrónico entretanto recebida, com a autoria identificada)

quarta-feira, maio 23, 2007

A vida na UMinho continua animada, se bem que já tenha sido mais - V

Para que conste, informa-se que a “lista” perdedora na 1ª volta da eleição - depois votada nominalmente e também derrotada –, apresentou um “Processo de Contencioso Eleitoral” no Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga, tentando a declaração de nulidade das deliberações homologatórias (do reitor) dos resultados eleitorais dos representantes dos funcionários não-docentes para a Assembleia da Universidade e Senado Universitário e, ainda, a repetição de todo o processo eleitoral.
Sabendo-se que a dita "lista" era composta por gente afecta à nomenclatura, este gesto só confirma o desvario que vai por aquelas hostes.
E esta!?

domingo, maio 13, 2007

Do correio electrónico nos limites à difusão da informação na Escola de Engenharia

i) Momento n+1
“Assunto: Re: SERVIÇO DE CORREIO NOS LIMITES”
«Concordo com a vergonha que é o serviço de email que presentemente temos (15MB é de rir), eu da minha parte há muito que utilizo basicamente o Gmail (+ de 2,5 GB e sem spam), só tendo ainda o email da UM pois é o que aparece institucionalmente. Vergonha também começa a ser a lentidão no serviço da Net, a partir das 10:00 até ás 18:00; ainda + quando nos compelem (e bem) a uma maior utilização da Net na nossa docência. Mais 1 vez é quererem ter a "omolete sem dar os ovos".
Alberto Dias
Dep. Biologia,
UM Campus de Gualtar,»

(mensagem que me caiu na caixa de correio electrónico em 07/05/09, com a origem identificada)
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ii) Momento n+2
“Assunto: Re: SERVIÇO DE CORREIO NOS LIMITES"

«Caros colegas,
Nunca me dei ao trabalho de contabilizar quantas mensagens de SPAM recebo por dia, mas são certamente muitas. Quando o endereço de origem me é desconhecido e aparentemente o assunto não diz nada de especial carrego numa tecla que tem escrito "delete". Outra possibilidade era a de fazer "delete" a todas e depois fazer "undelete" das que interessam. É certamente uma questão de estilo.
Subscrevo também a uma série de listas de correio electrónico da minha área de investigação. Neste caso apago também algumas sem sequer as abrir, uma vez que o assunto indica claramente que não têm interesse.
Parece-me estranho que no meio de tantas mensagens sem sentido se tente silenciar aqueles que pretendem trazer alguma informação aos colegas. Se não estamos interessados em ler simplesmente fazemos delete. Cada um decidirá se quer ou não ler. Os fóruns só seriam uma solução se fossemos alertados sempre que fosse colocada uma nova submissão, mas isso geraria quase o mesmo número de mensagens.
No entanto defendo que as listas todos@... deveriam ser moderadas, mas apenas para que o moderador verificasse que a mensagem teve origem numa pessoa (e só isso). Isto teria evitado a série de email de 10MB que recebemos. O moderador teria percebido que foi um erro do sistema e provavelmente teria recomendado que o ficheiro anexo de 7MB deveria estar numa página web.
Lembro que se algum dia um de nós apanhar um vírus informático que se propague por email vai ser também uma chatice...
Certamente todos devemos ter bom senso no uso destas listas gerais.
Já sabem, da próxima vez que virem uma mensagem com o meu email... Delete e depois "Purge Deleted Messages".
Bem hajam...
Ismael Vaz
DPS – EENG»

(mensagem que me caiu na caixa de correio electrónico em 07/05/10, com a origem identificada)
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iii) Momento n+3
“Assunto: Re: Difusão da informação interna na EEng”
”Nos últimos dias tem-se assistido a uma crescente utilização abusiva do endereço de carácter institucional todos@[..].pt. De facto, a utilização deste endereço está regulamentada pelo despacho Reitoral RT-10/2007, em anexo, o qual define claramente no ponto 1 o enquadramento da divulgação da informação. A Escola de Engenharia, face a estes últimos desenvolvimentos, irá tomar uma posição, em sede de Conselho de Gestão que se realizará na próxima terça-feira, quanto à eventual necessidade de moderar a referida lista. Até à referida reunião este endereço estará suspenso. Com os melhores cumprimentos.
Escola de Engenharia
Eduardo C Ferreira – Secretário de Escola
Campus de Azurém”

(mensagem que me caiu na caixa de correio electrónico em 07/05/11, com a origem identificada)
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iv) Momento n+4
“Assunto: Re: Difusão da informação interna na EEng"

"Caro Sr. Eduardo Ferreira,
Acho muito bem! Já era transparência e liberdade de expressão a mais.
Confesso-lhe que tinha estranhado nada ter sido feito nesse sentido, ainda.
Cordiais cumprimentos,
J. Cadima Ribeiro
Ps: não se surpreenda se eu der destes desenvolvimentos notícia, no meu blogue."

(mensagem de correio electrónico emitida em 07/05/11, com a origem identificada)

sábado, maio 12, 2007

A vida na UMinho continua animada, se bem que já tenha sido mais - IV

E não é que, por culpa da ventania que se tem feito sentir no Minho por estas dias, me acabou de aterrar na caixa de correio mais uma peça literária interessante!
Reproduz-se de seguida o texto integral de mais um episódio do folhetim "Eleições para representantes no Senado e Assembleia da Universidade do Minho, por corpos".

"Exmº Senhor
Reitor da Universidade do Minho

Os funcionários não docentes, eleitos no dia 28 de Março de 2007, em representação do respectivo corpo, para o Senado Universitário e Assembleia da Universidade do Minho, vêm apresentar a V. Exª “Exposição” sobre todo o processo eleitoral e, designadamente, sobre a actuação da Comissão Eleitoral, conforme a seguir enunciado:

PONTO I

1. O “Regulamento Eleitoral dos representantes dos professores, dos docentes e investigadores não doutorados e dos funcionários não docentes”, anexo à Circular RT-21/92, determina, no artº 3º, nº 1 que “a Mesa do Plenário da Assembleia da Universidade [...] diligenciará para que, até trinta dias antes do termo do mandato dos membros ...”, sejam desencadeados os procedimento tendentes à realização de novo acto eleitoral.

2. E o Regimento do Senado Universitário, publicado no Diário da República, II Série, de 17 de Junho de 2000, dispõe que o mandato dos membros do Senado é de dois anos para os representantes dos funcionários (artº 17º, nº 1, al. a); cfr, al. a) do nº 5 do artº 21º do Estatutos da Universidade do Minho).

3. Ora, tendo os Representantes dos Funcionários iniciado funções em Janeiro de 2005, com a tomada de posse na primeira Reunião Ordinária do Senado Universitário, no cumprimento da deliberação da Assembleia da Universidade, deveriam ter sido desencadeados os competentes mecanismos eleitorais, para assegurar os novos mandatos, “até 30 dias antes”, ou seja, em Dezembro de 2006.

4. Porque assim, foram violados o artº 3º, nº 1, do “Regulamento Eleitoral”, aprovado pela Assembleia da Universidade e o artº 17º, nº 1, al. a), bem como o artº 21º dos Estatutos da Universidade do Minho.

PONTO II

5. Os funcionários apresentaram requerimento ao Presidente da Comissão Eleitoral, em 2 de Abril nos termos do nº 2 do artº 45º do Código do Procedimento Administrativo, suscitando o impedimento de Victor Manuel Soares e Ana Sirage na participação “em todo e qualquer acto relativo ao processo eleitoral para os representantes dos funcionários não docentes para a Assembleia e para o Senado Universitário da Universidade do Minho, designadamente no que se refere à sua intervenção nas reuniões da Comissão Eleitoral”.

5.1. O Presidente da Comissão Eleitoral, infringindo o disposto no nº 3 do artº 45º, o artº 47º e no artº 9º do Código do Procedimento Administrativo, não decidiu o incidente de impedimento.

Fez público ainda, através de divulgação das actas das reuniões posteriores que havia voltado a convocar os impedidos para as reuniões.

5.2.Os impedidos não suspenderam a sua participação no procedimento, até decisão do incidente, violando assim o artº 46º do Código do Procedimento Administrativo.

6. Os funcionários não docentes, reclamantes, não foram até à data notificados da decisão do Presidente da Comissão Eleitoral sobre a Reclamação apresentada em 2 de Abril de 2007,relativa à retenção dos resultados das votações das Mesas de Azurém e de Gualtar, visto não ter sido apresentado por qualquer eleitor reclamação ou protesto fundamentado, nos termos estipulados no Regulamento Eleitoral.

Naquela Reclamação, foi também argumentado que mesmo contabilizados todos os votos no funcionário a que corresponderia o nº 825 nos cadernos eleitorais (face à “justificação” constante da Acta da reunião da Comissão Eleitoral de 3 de Abril (4/07) na eleição para a Assembleia da Universidade, tal contagem não afectaria os resultados registados, pelo que inexistiria razão para a Comissão Eleitoral não submeter o resultado eleitoral final ao Reitor. E em todo o caso, motivo algum justificava a normal tramitação do processo eleitoral dos representantes dos funcionários no Senado Universitário.

PONTO III

7. A Acta nº 6/07, relativa à reunião realizada no dia 2 de Maio, contém em todos os seus parágrafos, um somatório de incorrecções de natureza factual e legal.

Desde logo, no “ponto prévio”, reiterando o desrespeito pelo incidente de impedimento suscitado pelos funcionários em 2 de Abril vem mencionado que o Presidente da Comissão Eleitoral afirmou que “em virtude de já não existirem listas” havia decidido convocar apenas os elementos presentes. Ora, para além do “interesse” dos dois funcionários visados, Victor Soares e Ana Sirage, o Requerimento dizia expressamente que em virtude de a Circular 3/07, de 22 de Março, ter difundido que a eleição dos funcionários seria nominal, tinham perdido aqueles elementos o direito conferido pelo nº 3 do artº 5º do Regulamento Eleitoral, de integração em representação de “listas”, na Comissão Eleitoral.

8. A tudo acresce o facto da participação do Representante dos Professores ser de natureza substantiva diferente da dos funcionários / candidatos visto que, a entender-se não dever esse membro integrar a Comissão Eleitoral a partir da eleição, a sua presença constituiria, sempre mera irregularidade. Ao invés, a participação dos impedidos, constitui(ía) causa de invalidade das decisões tomadas com a sua participação.

9. Na mesma Acta vem mencionado que, a solicitação do Presidente, a Comissão Eleitoral “convalidou” as decisões tomadas em reuniões anteriores. Ocorre, porém, que um dos efeitos da declaração de impedimento de acordo com o artº 47º do C.P.A., é precisamente a não convalidação dos actos do procedimento em que tenham intervido os impedidos.

10. Seguidamente, diz aquela Acta que os membros da Comissão Eleitoral “decidiram explicitar” “que a sua dificuldade inicial” se deveu a “discrepâncias formalmente suscitadas pelas Mesas de voto e por alguns eleitores”.

Esta afirmação é desmentida pelos documentos integrantes do processo eleitoral, visto que a Mesa de Voto de Azurém nada referiu sobre o assunto, a de Gualtar se limitou a constatar um considerável número de votos em número inexistente nos Cadernos Eleitorais e eleitor algum suscitou “formalmente” qualquer Reclamação.

Isto mesmo foi claramente evidenciado pelos funcionários que registaram o maior número de votos, na sua Reclamação, e consta ainda do parecer da Assessoria Jurídica a que a Acta da Reunião faz alusão.

11. No ponto seguinte da Acta vem referido que os presentes passaram “à análise e decisão sobre exposições e requerimento”, sem acrescentar, como devido, o conteúdo da decisão tomada e seus fundamentos, o que afronta o disposto no nº 1 do artº 27º do C.P.A., relativo às actas dos órgãos colegiais que determina serem tais menções obrigatórias.

12. A acta da última reunião da Comissão Eleitoral é omissa ainda quanto às diligências que a própria Comissão havia deliberado incumbir o Presidente, na reunião de 29 de Março (Acta nº. 3/07), junto da Direcção de Recursos Humanos sobre eventual “inclusão de pessoas sem vínculo de funcionário”, o que se afigura grave.

13. Por último, num exercício auto-avaliativo do seu desempenho, a Comissão Eleitoral fez lavrar em Acta que “todos os actos e deliberações por si tomados foram única e exclusivamente determinados por preocupação de transparência, igualdade e defesa dos legítimos interesses de todos...”

Porém, ao invés, resulta à evidência de todo o processo que a Comissão Eleitoral actuou de forma parcial e desigual, no que ao corpo de funcionários da Universidade do Minho diz respeito.

14. No que se refere ao “Relatório” apresentado a V. Exa., para homologação, nos termos do art. 12º do Regulamento Eleitoral, vem indicado, incorrectamente, que a segunda volta das Eleições que se realizou no dia 28 do “corrente mês”, sendo o mês em curso o de Maio e tendo as eleições ocorrido no mês de Março.

15. Os funcionários eleitos, cientes de que o Colégio Eleitoral e toda a Academia têm uma clara percepção do modo como um processo eleitoral se desenrolou, bem como da gravidade do sucedido, deixam aqui registado o seu repúdio por todas as ocorrências e irregularidades atràs descritas, esperando que em eleições futuras sejam devidamente respeitados os princípios eleitorais consignados no Regulamento Eleitoral, aprovado pela Assembleia da Universidade do Minho, em Reunião Plenária de 11 de Novembro de 1992.

Braga, 8 de Maio de 2007.
[...]"

sexta-feira, maio 11, 2007

A vida na UMinho continua animada, se bem que já tenha sido mais - III

Trazida pelo vento, aos tropeções, aterrou-me na caixa de correio a carta que encontram reproduzida abaixo.
É uma leitura que me parece valer a pena, pelo que diz e pelo que deixa implícito.
Do muito que se pode comentar, permito-me chamar-vos a atenção para o milagre da multiplicação de funcionários e de votos que se anota em 5., a fazer lembrar outros tempos, e que também diz muito sobre o esforço de contenção orçamental afanosamente prosseguido pela reitoria em funções.
/...
"Guimarães, 4 de Maio de 2007
Ex. mo Senhor Presidente da Comissão Eleitoral,
Prof. Leandro Almeida,

Venho responder-lhe à mensagem que me dirigiu, onde afirma que o processo eleitoral tem sido conduzido com o “máximo de isenção e de rigor”. No entanto, não é essa a minha opinião e, creio, de grande parte da academia. Essa afirmação só poderá ser entendida como uma nova versão do “newspeak” orwelliano, onde o que se diz é o contrário do que se faz.

Sobre a forma como este processo eleitoral tem sido conduzido, convém evidenciar alguns aspectos:
1. Os resultados relativos à eleição dos funcionários não foram enviados para homologação pelo facto de haver 159 votos num número não constante nos cadernos eleitorais. No entanto, as mesas de voto consideraram esses votos nulos, de acordo com as regras estabelecidas pela Comissão Eleitoral.
2. Acresce que a contabilização destes votos não alterava a ordem dos funcionários mais votados.
3. Contrariamente ao que é afirmado na Acta nº 6, não houve qualquer questão suscitada, relativamente aos cadernos eleitorais, quer pelas mesas de voto quer por qualquer eleitor, o que aliás foi apontado no ponto 3 da reclamação dos funcionários que obtiveram a maioria dos votos.
4. Só após esta reclamação é que foi apresentada, por alguns eleitores da lista derrotada de funcionários, um pedido de repetição das eleições, em 4 de Abril de 2007 (ver Acta nº 5) e, portanto, claramente fora de prazo. Este é também o entendimento reconhecido no parecer da Assessoria Jurídica (AJ) que, na página 6, afirma que “não foi apresentada qualquer reclamação ou protesto”.
5. Ficaram por esclarecer os critérios de constituição dos cadernos eleitorais dos funcionários, nomeadamente o crescimento do número de funcionários relativamente ao escrutínio de 2005 (624 inscritos), por comparação com o escrutínio de 2007 (824 inscritos). Na acta nº 3, a Comissão Eleitoral “decidiu incumbir o seu Presidente“ do esclarecimento desta questão junto da Direcção de Recursos Humanos.
6. Enquanto Presidente, V. Exa. não decidiu sobre os protestos que lhe foram dirigidos, nomeadamente sobre o incidente de impedimento relativo aos representantes das listas de funcionários derrotadas. Mais grave ainda, voltou a convocar estes representantes para reunião posterior.
7. Acresce ainda que V. Exa. protelou o envio do pedido de parecer à AJ.
8. O efeito prático desse protelamento foi a impossibilidade de os funcionários mais votados no acto eleitoral de 28 de Março terem os resultados homologados em tempo e não poderem participar na primeira reunião do Senado Universitário subsequente ao acto eleitoral, realizada no passado dia 30 de Abril.
9. Não é possível deixar de notar, ainda, que também os professores e docentes e investigadores não doutorados, não foram convocados para tomar posse na mesma primeira reunião. Alegou, a propósito, o secretariado do Senado Universitário que “os actuais representantes, no Senado, dos professores e dos investigadores não doutorados foram investidos na reunião plenária do Senado de 2 de Maio de 2005, pelo que o respectivo mandato só perfará o período de dois anos acima referido, no dia 2 de Maio de 2007”. Esta interpretação peculiar está, de resto, em completa contradição com a lei e com as práticas anteriores. Basta, de facto, atentar nas datas das anteriores tomadas de posse: 2001, 29 de Janeiro, todos os corpos; 2003, 27 de Janeiro, todos os corpos; 2005, 24 de Janeiro, corpo de funcionários, 2 de Maio, corpo de professores e corpo de docentes e investigadores não doutorados.
10. Não deve haver registo na UM de um processo eleitoral que se tenha arrastado por mais de um mês.

Por estas razões, não posso partilhar a sua opinião de normalidade, isenção, rigor e correcção de processos no que se refere a este acto eleitoral.

Mais ainda, como afirma o parecer da AJ (paginas 7 e 8), ao não proclamar eleitos os funcionários, a Comissão a que preside pôs “em causa o princípio da igualdade”.

De facto, parece haver alguma dificuldade em reconhecer a verdade eleitoral: uma lista de professores que ganha uma eleição e que não é chamada a tomar posse, um conjunto de docentes não doutorados eleitos a que também não é dada posse, um conjunto de funcionários legitimamente eleitos e cuja eleição tarda mais de um mês a ser homologada.

Em conclusão, foi criado, com esta situação, um grave mal-estar na Academia. Mais ainda, ao ser protelada a posse aos eleitos, prolongando, assim, inexplicavelmente e de forma indevida, os mandatos anteriores, a Academia não vê respeitada a sua vontade, democraticamente expressa nos actos eleitorais que agora, tão tardiamente, terminam.

Pedro Oliveira
(Membro da CE, enquanto mandatário da lista de professores)
"
/...
Digam lá se não valeu a pena a leitura!?
J. Cadima Ribeiro

quinta-feira, maio 10, 2007

Os poderes instalados não estão interessados em discussões livres e espontâneas

"Caros colegas:
Como podem confirmar através duma breve visita ao endereço referido abaixo pela colega Natália, a possibilidade de criação de foro de discussão, neste caso sobre as propostas do governo em matéria de reforma do ensino superior português, não são inéditas. Nomeadamente durante a mais recente campanha para a eleição do reitor eu solicitei a criação dum foro sobre esta temática, "eleição do reitor", que teve uma meia dúzia de intervenções, nenhuma delas de fundo, apesar de aparentemente ter tido um grande número de visitas.
Talvez tenha sido defeito meu: não ter sido suficientemente hábil para cativar um maior número de adesões. No entanto, não se pode imaginar um tema mais candente que aquele, e mesmo assim as adesões foram mínimas. De facto não sei qual ou quais os motivos de tão fraca adesão, mas não sejamos credulários: os poderes instalados não estão demasiado interessados em discussões livres e espontâneas. Preferem enterrá-las algures no ciberespaço, onde prevêem que haja escassa ou nula participação. Ainda me lembro de há anos haver discussões desenfreadas sobre o parqueamento na universidade na UM-Net, sem que isso tenha levantado muita celeuma e nenhuma oposição por parte dos poderes instalados.
De qualquer modo, e porque não gosto que a minha consciência me acuse de não ter feito o mínimo necessário, aqui fica mais este gesto quixotesco, na expectativa duma maior participação da comunidade universitária: solicitei há minutos a criação do foro "reforma do ensino superior" e brevemente poderão nele participar, penso eu.
Desfrutem.
Carlos A. Páscoa Machado"
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(reprodução integral de mensagem, com a autoria identificada, que me caiu na caixa de correio electrónico em 07/05/09)

terça-feira, maio 08, 2007

A vida na UMinho continua animada, se bem que já tenha sido mais - II

"CONTRIBUTO NECESSÁRIO (ainda a propósito da Eleição dos Representantes dos Corpos na Assembleia e Senado Universitário)

As Actas da Comissão Eleitoral são omissas. Não relatam com fidelidade o que nas reuniões foi discutido; não assentam numa probidade escrupulosa do conteúdo essencial e das razões que levaram à realização daquelas reuniões.
Por tudo isso:O EXCESSO DE TRANSPARÊNCIA do Senhor Presidente da Comissão Eleitoral pode provocar uma osteoporose, já que a descalcificação dessa transparência e diminuição de densidade (da mesma transparência), traduzidas por um aumento, também de transparência de massa vista através de exames radiológicos, e uma muito significativa aparente alteração da sua forma.
NO QUE À IGUALDADE DIZ RESPEITO, não me parece também estarmos de acordo, já que a isonomia do Presidente da Comissão Eleitoral devia estar num estado daqueles que são regidos pelas mesmas leis - o que não aconteceu com a igualdade de ânimo na prosperidade e na adversidade na prudência e na imparcialidade.
É QUE A LEGITIMIDADE é um cunho; um timbre que na qualidade distintiva de sons da mesma altura e intensidade resulta dos harmónicos coexistentes com o som principal - por isso mesmo, música. Ora, música é coisa de que não precisam os funcionários não docentes e todos os demais, por não sermos instrumentos de percussão.
Registe-se e lavre-se."

Anónimo
(em 07/05/08, 9:25 AM)

sexta-feira, maio 04, 2007

A vida na UMinho continua animada, se bem que já tenha sido mais

Atentem na magnifica peça informativa que me caiu na caixa de correio electrónico no dia de ontem:
«Assunto: Homologação dos resultados da eleição dos Representantes dos Funcionários Não Docentes para a Assembleia da Universidade e para o Senado Universitário.
Informa-se por este meio que, após verificação efectuada pela Assessoria Jurídica (AJ), foram homologados pelo Senhor Reitor os resultados da eleição dos Representantes dos Funcionários Não Docentes para a Assembleia da Universidade e para o Senado Universitário (anexos à acta nº 6/07, de 2 de Maio de 2007, da Comissão Eleitoral nomeada pelo Despacho RT-22/2007), hoje divulgados e colocados na Intranet.
Mais se informa que o despacho de homologação acima referido , exarado sobre a acta nº 6/07, da Comissão Eleitoral e a Nota Informativa/verificação da AJ (NI-43-2007, de 03.05.2007), se encontram, igualmente, disponíveis para consulta na Intranet, no item “Eleições para Órgãos”.
Senado Universitário, 3 de Maio de 2007»
Se acrescentar que ela encerra, supostamente, um processo épico de eleição de representantes, por corpos, do pessoal da UMinho para a Assembleia e Senado da Instituição, melhor se entenderá o teor extraordinário da dita peça.
Faz bem o nosso caro colega ministro da tutela em procurar preservar o essencial do modelo de governação das universidades actualmente em vigor. Fazendo diferente, perder-se-ia todo o pitoresco a que alude a peça informativa do senado da UMinho que se reproduz.
J. Cadima Ribeiro
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Ps: noutra ocasião, terei oportunidade de falar do exemplar trabalho técnico da assessoria jurídica da UMinho e da isenção e tempestividade com que o reitor vai produzindo os despachos de homologação dos pareceres jurídicos que vai solicitando, a propósito de tudo e de nada.

sexta-feira, abril 27, 2007

A obra avança e consolida-se!

Sob o título “Serviço público - a obra avança”, em 20 de Abril pp., dei aqui conta de um "Aviso" [Aviso (extracto) nº 6378/2007 ], dos Serviços de Acção Social da UMinho, recentemente publicado no Diário da República - 2ª Série, Nº 69, de 9 de Abril de 2007 -, onde se anunciava que havia sido adjudicada a “Construção de um campo de treinos para golfe em Azurém, Guimarães”.
Esse “Aviso” mereceu-me então o seguinte comentário:
“conforme se percebe da leitura do Aviso publicado no jornal oficial de que se dá conta acima, a situação financeira da UMinho não é, felizmente, tão má quanto a quiseram pintar as más linguas; estou seguro que nos regogijamos todos com isso, os membros da academia minhota, digo; porque as boas novas são para serem partilhadas, aqui deixo esta, convenientemente referenciada.”

Da mesma forma que eu não fui o único elemento da UMinho alertado para a “obra”, também não estive só a comentá-la. Curioso foi, entretanto, o enfoque adoptado pelos "comentadores", conforme se pode atestar na invocação que faço de seguida dos tópicos trazidos a lume nos comentários de que tomei conhecimento.
Uso uma linguagem coloquial para preservar a espontaneidade das mensagens produzidas. Vamos a elas:
i) que se gastassem 20 mil contos para a prática desportiva, vá lá... Mas gastar 80 mil contos (o valor de uma vivenda ou de vários apartamentos) numa sala de bar e numa sala de convívio para alunos, é esbanjar”;
ii) é quase obsceno gastar dinheiro num campo de treino de golfe quando ao mesmo tempo se fala em cortes de pessoal; simplesmente inqualificável;
iii) certamente por preconceito, associava golfistas a endinheirados na terceira idade. Pelos vistos estava enganado. Deve ser uma necessidade sentida pela Universidade, que só sensibilidades mais apuradas conseguiram pressentir...
iv) Os Serviços de Acção Social não deveriam estar juntos aos da UMinho e serem aprovados pela Assembleia ou Senado? Esse dinheiro dos contribuintes pode ser assim impunemente gasto, sem haver uma prestação de contas?
v) Falando dos problemas dos Campi, não deveriamos então levantar o da aridez do Campus de Gualtar? Não se compreende 1) que os diversos edifícios não estejam ligados por passagens cobertas que nos defendam da chuva e do sol e 2) que haja tão poucas árvores (parece que seguimos a triste máxima do nosso urbanismo nos termos do qual "urbanizar é desarborizar";
vi) esta troca de mensagens sugere-se-me um bocada subversiva!

Sabe-se lá porquê, tudo isto me veio à memória entretanto, lendo, algures, a notícia de que o reitor da UMinho tinha passado a integrar a comissão executiva do CRUP, ou coisa similar.

Lá vamos cantando e rindo!

J. Cadima Ribeiro

sexta-feira, abril 20, 2007

Serviço público - a obra avança

Serviços de Acção Social
Aviso (extracto) nº 6378/2007

Para efeitos do disposto no artigo 275º do Decreto-Lei nº 59/99, de 2 de Março, faz-se público que os Serviços de Acção Social da Universidade do Minho efectuaram, ao abrigo daquele diploma legal, no ano de 2006, as seguintes adjudicações de obras públicas:
Construção de um campo de treinos para golfe em Azurém, Guimarães – concurso limitado sem publicação de anúncio adjudicado à Firma Platanus, Lda, pelo valor de € 87 985,76 (IVA incluído) e prazo de execução de 45 dias.
20 de Março de 2007, - O Administrador para a Acção Social, […]”

(extracto do Diário da República, 2ª Série, Nº 69 – 9 de Abril de 2007)
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Comentário: conforme se percebe da leitura do Aviso publicado no jornal oficial de que se dá conta acima, a situação financeira da UMinho não é, felizmente, tão má quanto a quiseram pintar as más linguas; estou seguro que nos regogijamos todos com isso, os membros da academia minhota, digo; porque as boas novas são para serem partilhadas, aqui deixo esta, convenientemente referenciada.

segunda-feira, abril 09, 2007

Dimensão das caixas de correio electrónico

«Bom dia,
Acredito que o dito pelo Sr. Aguiar e Assis Azevedo seja uma boa ideia. E felicito a UM pela migração dos seus sistemas e a evolução que isso significa. Mas acredito que seja importante dizer que o problema não fica solucionado só por contar com uma caixa de correio de maior capacidade, mas sim, por implementar um sistema de boas práticas no que a gestão das nossas caixas de correio significa. 15 MB é naturalmente insuficiente, mas não acredito que dentro de um par de meses ou semanas não existam utilizadores com o seu GB de armazenamento perto dos 95%...
Apagar ficheiros desnecessários, criar cópias locais, verificar o tipo de attachments nos e-mails, e finalmente, mas não menos importante, perceber minimamente como o sistema funciona (IMAP, Exchange, Outlook, etc.) constitui uma ajuda preciosa para evitar transtornos em servidores, e-mails não entregues, etc. Acredito que o sucesso das ferramentas e dos sistemas é sempre responsabilidade de todas as partes envolvidas.
Votos de uma boa Páscoa,
Pablo Araya Kroff»
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«Bom dia,
Informação em relação ao novo serviço de email da UM:
Está a decorrer desde Setembro de 2006 a migração das contas de correio existentes no sistema gerido pelo SCOM para uma nova infra-estrutura de email gerida pelo SAPIA.
Todos os alunos e serviços da UM transitaram as suas contas de correio para o novo sistema até Dezembro de 2006.
Este ano já iniciamos a fase que culminará com a passagem do serviço de email de todos os departamentos e escolas do actual sistema do SCOM para o novo sistema, passando a ter, as caixas de email de docentes e funcionários, a capacidade de 1GB de espaço.
Porque sabemos que o email é uma ferramenta essencial de trabalho na UM, a migração está a ser feita gradualmente por departamento/escola de forma a causar o menor transtorno possível.
Uma vez que tecnicamente não é possível migrar entre sistemas caixas individuais mas sim todo o domínio de email (ex. ...@sapia.uminho.pt) de um departamento/escola de uma só vez, o SAPIA está a contactar gradualmente as várias unidades da UM para trocar com elas informação que garanta que o processo decorre sem qualquer problema.
Cumprimentos e boa Páscoa.
Filipe Clemente»
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«Parece-me que há já vários anos que as nossas contas não passam dos 15MB. Se este valor era razoável nos anos 90, nesta altura é verdadeiramente absurdo.
Se de facto é assim tão difícil à Universidade proporcionar aos seus docentes contas com uma capacidade minimamente decente (qualquer coisa na casa dos 1500 MB, ou seja cem vezes maior do que a capacidade actual) proponho que a Universidade tente chegar a acordo com a GMAIL, serviço gratuito de e-mail que disponibiliza cerca de 2500 MB.
De certeza que os gestores da GMAIL veriam aqui uma boa oportunidade e não nos desdenhariam. Por outro lado, a Universidade do Minho passaria a dar uma imagem fresca de modernidade com e-mails do tipo lfaguiar@gmail.uminho.pt, em vez de passar a imagem de anacronismo informático, que actualmente passa.
Fica a sugestão. Cumprimentos e Boa Páscoa
Luís Aguiar Conraria»
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«Boa tarde
Com uma frequência cada vez maior são enviados para as listas da universidade, mensagens com ficheiros muito grandes (word, pdf, etc) anunciando conferências e ou seminários.
Nos últimos dias então a situação tem piorado com ficheiros de 2 ou 3 Mb a serem enviados em duplicado e triplicado.
Isto tem levado a muitos problemas de espaço e a muitas contas bloqueadas pois muitos de nós só temos disponíveis 15MB. Ainda por cima todos (penso eu) os ficheiros que vêm em anexo estão disponíveis em paginas www (muitas vezes do próprio departamento ou ...).
Sugiro assim que, sempre que possível, em vez dos ficheiros enviem o endereço da página onde esses ficheiros podem ser encontrados.
Cumprimentos e bom fim de semana
Assis Azevedo»
/….
(reprodução integral de cadeia de mensagens recebida na caixa de correio electrónico entre 6 e 8 de Abril pp., pela ordem com que surgem na última)

Comentário: a nomenclatura está muito menos arrogante; porque será? Não era de supor que a resolução do problema identificado tivesse tido um nível elevado de prioridade? Porque não teve?

terça-feira, março 20, 2007

Regime de eleição do reitor - II

«Caros colegas
Tal como o colega Joaquim Sá, também já percebi há muito que os Forum on-line da intranet não funcionam. Por isso deixo aqui a sugestão que se faça o diálogo por via dos blogs. Penso que o colega Cadima foi pioneiro nesta modalidade aqui na UM. Espero que outros lhe sigam o exemplo. Em relação à sugestão do colega, concordo com a representação por escolas na Assembleia. Aliás o meu blog vai nesse sentido:
http://missaoecarreiraescolaengenharia.blogspot.com/
Saudações Académicas
Jaime Rocha Gomes
DET
Escola de Engenharia»
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(reprodução integral de mensagem que me caiu na caixa de correio electrónico em 07/03/20, com a autoria que aparece identificada)

segunda-feira, março 19, 2007

Regime de eleição do reitor

«Caros colegas e funcionários,
A propósito das eleições dos representantes dos vários corpos da academia para o Senado e Assembleia da Universidade do Minho, agendadas para 21 de Março de 2007, gostaria de partilhar convosco algumas reflexões. Para quem esteja eventualmente interessado envio em anexo o texto intitulado POR UM REGIME DE ELEIÇÃO DO REITOR BASEADO NUM COLÉGIO DE REPRESENTANTES ELEITOS POR ESCOLAS.
Antes de decidir recorrer a este meio de comunicação, consultei os Forum on-line da Intranet e constatei que não existem por ali sinais de vida. Por isso recorro a este meio, esperando a vossa compreensão quanto ao facto de ter entrado nas vossas caixas de correio.
Cordiais saudações académicas.
Joaquim Sá
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POR UM REGIME DE ELEIÇÃO DO REITOR BASEADO NUM COLÉGIO DE REPRESENTANTES ELEITOS POR ESCOLAS
Caros colegas e funcionários
A propósito das eleições dos representantes dos vários corpos da academia para o Senado e Assembleia da Universidade do Minho, agendadas para 21 de Março de 2007, gostaria de partilhar convosco algumas reflexões.
Os representantes dos docentes e funcionários a serem eleitos têm um mandato de dois anos. Isso significa que em 2009, a um ano das eleição do Reitor em 2010, haverá novas eleições para os representantes na Assembleia. Assim sendo, se a Assembleia agora constituída não proceder à revisão dos Estatutos da UM em termos de alterar a composição da futura Assembleia e o regime de eleição do Reitor, nada poderá ocorrer de novo no processo eleitoral de 2010. Estas circunstâncias justificam uma séria ponderação.
Reza o artigo 14º, nº 1 dos Estatutos da UM o seguinte: A assembleia da Universidade é o órgão colegial máximo representativo da comunidade universitária. A meu ver, uma questão de fundamental importância que se coloca à nossa universidade nos próximos tempos é a de conferir conteúdo substantivo ao enunciado formal daquele artigo estatutário. A assembleia não é representativa da academia e é necessário que o seja. A assembleia não parece representativa e é necessário que o pareça.
Tornar a Assembleia verdadeiramente representativa da academia impõe, por inerência dessa representatividade, a criação de um quadro completamente renovado do actual regime de eleição do Reitor. É preciso alterar radicalmente um processo de eleição em que a academia não se revê e a que vimos assistindo frustrados e cada vez mais resignados.
A passividade e ausência de pensamento crítico resulta, entre outros factores, da inexistência mecanismos institucionais que façam as pessoas acreditar que a sua voz conta. Precisamos de sentir que a nossa voz conta num acto académico tão importante como a eleição da pessoa a quem incumbe presidir aos destinos da academia, a que pertencemos, por um período de 4 anos.
Para que um novo regime de eleição do Reitor esteja em vigor aquando das próximas eleições é necessário pugnar por isso desde já. Espera-se que o Sr. Reitor concretize agora a promessa eleitoral feita aquando da sua primeira candidatura, convergindo nesse propósito com o manifesto apresentado pela lista de candidatos a representantes dos Professores.
Numa academia com cerca de 17 000 membros, com 10 escolas e um departamento autónomo, um colégio eleitoral com menos de 250 membros não é digno desse nome. Num verdadeiro colégio eleitoral tem que ser muito mitigado o peso específico dos que são eleitores por inerência de funções. Por outro lado, é necessário que tenha uma dimensão mínima que o coloque a salvo de potenciais acções de manipulação por parte de grupos de interesses.
A figura do representante, eleito directamente, é fundamental num tal colégio eleitoral. O representante é alguém que se conhece e reconhece como merecedor da confiança dos representados. É nessa relação substantiva entre os representantes e os representados que ganha forma o sentimento de que o nosso pensamento e a nossa voz contam no acto de eleição do Reitor.
O actual modelo de eleição dos representantes, baseado em candidaturas de listas de elementos dos vários corpos da academia é muito deficiente. Porque cada eleitor não conhece a maioria dos candidatos, e quanto aos que conhece não teve qualquer participação no processo da sua inclusão na lista de candidatos. Assim, não é possível ter-se o sentimento de que os candidatos eleitos representam os docentes e funcionários de todo a academia na Assembleia e no Senado.
Dois aspectos têm evidenciado a grande fragilidade de tal processo de construção de representatividade:
a) a enorme dificuldade em constituir listas, o que torna muito difícil a organização de um processo que permita a real possibilidade de escolhas democráticas;
b) as insignificantes taxas de participação em tais actos eleitorais, o que revela desinteresse ou distracção da generalidade das pessoas sobre a importância do que está realmente em jogo.
Só nos últimos anos se vem tomando uma real consciência de que representantes eleitos por umas escassas dezenas de votos têm eleito sucessivos reitores. Trata-se de uma situação institucionalmente deplorável que é imperioso modificar!
Naturalmente não há neste momento outra alternativa que na seja proceder à eleição dos representantes aplicando os estatutos ainda em vigor. Mas é necessário ter em vista o futuro.
É nas escolas que conhecemos as pessoas e é aí que se pode construir uma relação frutuosa entre os representantes e os representados. É aí que podemos reconhecer os colegas disponíveis para repensar a instituição, cuja conduta académica seja a expressão viva de valores e princípios de participação, de democraticidade, de transparência e com elevado senso de justiça.
São pessoas destas que se deseja como representante. São esses representantes que no exercício da sua nobre função são capazes de contribuir para a necessária transformação da cultura institucional e promover um clima de convivência académica mais humanizado, gerador de maior motivação, maior satisfação profissional das pessoas e consequentemente maior produtividade.
Deixo, pois, para reflexão e à consideração dos colegas que agora venham a ser eleitos a ideia de que numa futura revisão dos Estatutos da UM, seja atribuída a cada escola uma quota de representantes, que no seu todo correspondam a cerca de 3/4 da composição da Assembleia da Universidade do Minho.
Impõe-se uma revisão estatutária nos próximos dois anos. Só desse modo se poderá assegurar que a próxima eleição do Reitor da UM se realizará num quadro diferente do actualmente em vigor.
Joaquim Sá
Professor Associado
Instituto de Estudos da Criança»
/...
(mensagem que me caiu na caixa de correio electrónico, hoje, com a autroria identificada, reproduzida integramente - texto de encaminhamento e anexo)

sábado, março 03, 2007

A semana da morte da UM-NET

Em vésperas da sua morte, via um-net, caiu-me na caixa de correio electrónico a mensagem de que reproduzo de seguida a parte de abertura, a saber:
«“POÉTICA DO MOVIMENTO” - Helena Santos
“Feita poeira suspensa na luz explorava o caos, descansando na textura das emoções, na cor do tempo, no espaço dum sorriso, no volume da ilusão…em volta o movimento dançava, sempre”.
-Helena Santos
A mensagem não me saiu da memória desde então, talvez pelo carácter promonitório que revestia. Assim sendo ou não, a verdade é não deixou de dar una tónica poética à morte da um-net.

J. Cadima Ribeiro