Fórum de Discussão: o retorno a uma utopia realizável - a Universidade do Minho como projecto aberto, participado, ao serviço do engrandecimento dos seus agentes e do desenvolvimento da sua região

segunda-feira, setembro 04, 2006

"Este Minho é uma festa"

“1. Só quem alguma vez viveu no Minho pode entender quanto a gente se diverte: são as festas; são as romarias, são as excursões ao S. Bentinho e ao Corte Inglês, em Vigo; são, enfim, as declarações dos nossos políticos a respeito da construção da ponte do Prado, anunciada para ocorrer a curto prazo. […].
2. Este espírito que refiro é tão intrínseco e tão contagioso que atinge mesmo os estudantes de passagem pela Universidade do Minho, oriundos das mais distintas partes do território nacional. É vê-los, daí, na semana de recepção ao caloiro ou por ocasião do enterro da gata – e, tirando estas datas, todo o restante ano – a trautear os últimos êxitos do Quim Barreiros ou a canção do bandido, em versão livre.
Deste estilo musical, retenho como expressão suprema uma canção que usa no refrão uma frase que reclama a melhoria da qualidade do ensino ministrado, e uma outra, entoada ao jeito de palavra de ordem, que exige o alongamento da época de exames a um total de três meses. Desta forma, deduz-se, do semestre lectivo ficaria ainda uma semana, período mais que suficiente para a apresentação das matérias que é importante que os estudantes aprendam.
3. Como nota dissonante deste culto oferece-se o esfriamento que atravessa a «noite bracarense» que, como é bem conhecido, chegou a ser a mais badalada do país. Ficaram, deste modo, os estudantes com um problema mais a tolher-lhes as vidas (o preenchimento das noites), já que, por obstinação do reitor da U.M., não são viabilizadas actividades nocturnas nos complexos pedagógicos existentes. Reduz-se assim, consideravelmente, a possibilidade de multiplicar as chamadas dos exames de fim de época e, portanto, o sucesso escolar.
4. Posto que, mesmo sem querer, acabei por desembocar na questão da política educativa, deixem que exprima o meu apreço pelo Secretário de Estado do Ensino Superior, visto que será o único ser na Terra capaz de viver uma paixão a frio, conforme o exprimiu recentemente a propósito da sua (e do governo, no seu conjunto) paixão pela educação. Num tempo em que a inovação tem importância tão estratégica, nunca é demais sublinhar esta singularidade. Será caso para dizer, doravante, que as grandes paixões servem-se frias.”

J.C.

(reprodução parcial de artigo publicado no extinto Notícias do Minho, em 1996/10/11)

sábado, setembro 02, 2006

"O financiamento de base da investigação"

“[...] as universidades não estão preparadas para gerir este financiamento com base numa política científica coerente. É verdade, mas é isto que tem de ser corrigido com uma nova organização departamental, coisa consagradíssima em toda a parte, é só estudarmos. Departamentos e centros, já ouviram esta discussão?”

João Vasconcelos Costa

(extracto de artigo disponível no blogue do autor, Reformar a Educação Superior - ligação ao lado)

sexta-feira, setembro 01, 2006

"The impact of royalty sharing incentives on technology licensing in universities"

“Using data on U.S. universities, we show that universities that give higher royalty shares to faculty scientists generate greater license income, controlling for other factors including university size, quality, research funding, and local demand conditions. We use pre-sample data on university patenting to control for the endogeneity of royalty shares. The incentive effects are larger in private universities than in public ones, and we provide survey evidence on performance-based pay, government constraints and objectives of Technology License Offices that helps explain this finding. Royalty incentives work through two channels - raising faculty effort and sorting scientists across universities. The effect of incentives is mainly to increase the quality rather than the quantity of inventions.”

Saul Lach; and
Mark Schankerman.
Keywords: royalty incentives, invention, technology licensing
Date: 2006-06
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:cep:cepdps:dp0729&r=edu

(resumo de “paper” disponível no sítio referenciado)

quarta-feira, agosto 30, 2006

O financiamento do Ensino Superior

A quem se interessa pelo tema do financiamento do ensino superior, recomendo a leitura dos textos recentemente produzidos a esse respeito por João Vasconcelos Costa, disponiveis em "blogue" ali ao lado (Reformar a Educação Superior).
Outras leituras interessantes sobre a Universidade existem ai.

J. Cadima Ribeiro

segunda-feira, agosto 28, 2006

"Apprenticeship in Europe: fading or flourishing"

“This paper sets out the extent and defining characteristics of apprenticeship in Europe. Apprenticeship is then situated within the wider context of European provision for education and training of 16-19 year olds and a simple typology is proposed and explained. The German-speaking dual system countries are characterized as high employer commitment countries with minimal integration of apprenticeship into full-time 16-19 provision and weak links with tertiary education. The UK, the Netherlands and France are characterized as having relatively low levels of employer commitment but greater integration of apprenticeship into full-time provision and stronger links between apprenticeship and tertiary level provision. Recent evidence on the extent to which both apprenticeship models improve employment probabilities is reviewed and pressures on the two apprenticeship models resulting from increasingly competitive global markets and consequent changing skill needs are examined. A final section discusses whether apprenticeship in Europe can adapt to and survive these pressures.”

Hilary Steedman
Keywords: apprenticeship, dual system, school to work transition
Date: 2005-12
(resumo de “paper” disponível no sítio referenciado)

domingo, agosto 27, 2006

Familiaridades

Já numa ocasião tive oportunidade de comentar a “familiaridade” que este fórum propicia, sobretudo a coberto do anonimato. Comentando este aspecto com amigos, recebi deles a recomendação inequívoca de desincentivar, radicalmente, esse tipo de mensagens.
Não fui tão longe, ainda, i) por conhecer o condicionamento à expressão livre do pensamento que vinga, no momento, na UMinho – e não só – e, ii) por achar importante captar os sinais da comunidade humana que somos, com os seus espíritos brilhantes – que os há – e com as suas afirmações de pobreza de espírito e de má formação. Esta última faceta é, aliás, algo que me impressiona particularmente dada a natureza da Instituição e o farol de cultura cívica que deveria ser. Nesta postura, serei porventura informado pela inviesamento que me resulta da condição de cientista social, que procuro ser.
Contínuo, não obstante, a surpreender-me com certas mensagens que, ocasionalmente, recebo (e não são provenientes de estudantes, diga-se). Impressiona-me, particularmente, a familiaridade com que se me dirigem, parecendo ser que o anonimato nos torna a todos colegas de jardim-de-infância ou, talvez mais apropriadamente dito, bichos-do-mato. Este desconforto que sinto resulta-me maior de saber que, “à luz do dia”, são os mesmos que me tratam com as maiores deferências, que não reclamo, alias; reclamar, reclamo só correcção e cortesia pessoal, quanto baste.
Admito, obviamente, discordâncias de pontos de vistas. O enunciado de princípios deste jornal de parede expressa-o abertamente. Onde estão entretanto os argumentos próprios do contraditório que é possível e legítimo? As discordâncias de leitura de situação e de paradigma técnico-científico não têm espaço para manifestar-se, isto é, não deveriam reservar-lhes um cantinho nos vossos espíritos?
Por mim, fico com a máxima de Andrew Carnegie (SBANC Newsletter, August 22, 2006, Issue 435-2006, http://www.sbaer.uca.edu) de que "The men who have succeeded are men who have chosen one line and stuck to it."

J. Cadima Ribeiro

sábado, agosto 26, 2006

Only those...

“Only those who believe in themselves will achieve their goals. That calls for optimism and trust in the future. Founders must take on challenges and confront constant changes and should not be afraid of making mistakes.”

J.D. Ryan; and
Gail P. Hiduke.
Small Business - An Entrepreneurs Business Plan. Thompson Southwestern. 2006. Pages 15-16.

(citação extraída de SBANC Newsletter, August 22, 2006, Issue 435-2006, http://www.sbaer.uca.edu )

sexta-feira, agosto 25, 2006

"University-local industry linkages: the case of Tohoku University in the Sendai area of Japan"

“This paper focuses on Tohoku University in Sendai in the non metropolitan area of Japan. Both a long historical and comparative perspective and a spatial perspective are essential to discuss the relevance of university-local industry linkages to local regional economic development. The conjunction of these linkages and economic development has been affected by two evolutionary processes: institutional configurations and territorial dynamics in the national innovation system. In addition, university-local industry linkages have been complicated by top-down regionalization and bottom-up regionalism.”

Jiang, Juan;
Harayama, Yuko;
Abe, Shiro.
Keywords: Tertiary Education, ICT Policy and Strategies, Agricultural Knowledge & Information Systems, Technology Industry, Rural Development Knowledge & Information Systems
Date: 2006-08-01
(resumo de “paper” disponível no sítio referenciado)

quinta-feira, agosto 24, 2006

Bolonha na periferia

“Noto dois problemas na recepção (tipicamente periférica) de Bolonha em Portugal: um é que a universidade não parece estar a tratar a questão da investigação avançada e dos correspondentes programas de doutoramento com a concentração estratégica que o assunto exige; o outro (o problema principal) é que, em matéria de primeiros ciclos, o que devia ser simples tornou-se opaco.”


José Reis

(extracto de artigo intitulado “Bolonha na periferia”, publicado no Diário Económico, em 23 de Agosto de 2006, e disponível na integra em http://www.ces.uc.pt )

Clear company structures

"A successful company has a clear structure. The employees are motivated and know exactly what their responsibilities are. The customers know who to contact.”

J.D. Ryan; and
Gail P. Hiduke.
Small Business - An Entrepreneurs Business Plan. Thompson Southwestern. 2006. Pages 15-16.

(citação extraída de SBANC Newsletter, August 22, 2006, Issue 435-2006, http://www.sbaer.uca.edu )

quarta-feira, agosto 23, 2006

Modelo matricial: o que é isso?

Num dos manifestos eleitorais divulgados por altura das últimas eleições para a reitoria da Universidade do Minho, a alturas tantas, podia ler-se o seguinte: “O modelo de organização claramente assumido pela presente candidatura é o modelo matricial”.
Confesso-vos que se trata de uma afirmação que me sugere pensamentos desencontrados, se bem que, tudo somado, me obrigue a questionar-me sobre o que pode levar alguém a produzir tal dito: se ignorância do significado do conceito, na sua leitura em termos de estruturação e de gestão de organizações; se falta de pudor, por perceber aí espaço para o exercício de um poder unipessoal e para o arbítrio; se, pura e simplesmente, incapacidade de perceber o que se passa à sua volta e retirar daí as necessárias consequências.
Sejamos claros, das poucas coisas em torno das quais é relativamente fácil constatar algum consenso na UMinho, quando se trata de considerar o seu momento actual, é a da ausência de um modelo de organização e funcionamento ou, se quiserem – o que vai dar ao mesmo – o convívio de múltiplos modelos. Esta ideia é partilhada mesmo por antigos reitores da Instituição, um pelo menos, a quem já ouvi por mais de uma vez, à mesa com outros colegas, admitir a necessidade de repensar a organização de uma Universidade que entretanto cresceu e se complexificou, para acomodar novas Escolas e funções e para procurar responder aos desafios dos tempos que correm.
Estas seriam razões bastantes para que o passo de repensar o funcionamento e organização da Instituição (o modelo) tivesse já sido dado, tanto mais que os estatutos que a enformam não são verdadeiramente revistos desde a sua criação, por força de lei, na segunda metade dos idos anos oitenta. Mas, pegando nas coisas pela raiz, é bom que se perceba o absurdo de continuar a pregar em favor de um modelo, dito matricial, que contraria princípios básicos de gestão, com expressão, entre outras coisas, nas ideias de clareza ou transparência da estrutura hierárquica e dos níveis de estruturação da organização, de delegação de competências ou subsidiariedade de poderes, e de responsabilidade.
Pegando exactamente por este último aspecto, diga-se que o que está em causa é visar e promover a eficiência e eficácia da organização, definindo competências e atribuindo responsabilidades na prossecução de metas estabelecidas, a cada nível. Daqui deriva que só se pode exigir responsabilidade por resultados (sobretudo, se insatisfatórios) se, previamente se conferiu competências (responsabilidades) claras e atribuiu recursos. De outro modo, ficamos no domínio do ilusionismo, do faz de conta, em que responsabilidades partilhadas resultam em responsabilidade de ninguém por fracassos óbvios da organização.
Isto dizendo, fica por outro lado claro que o poder numa organização deve ser delegado e exercido àquele nível que melhor se adeqúe à concretização bem sucedida dos resultados procurados. Na explicitação desta ideia faz, por isso, sentido invocar o conceito de subsidiariedade de poderes, querendo este dizer que o poder deve ser exercido àquele nível que, pela proximidade ao objecto da acção ou pela via da identificação com a natureza do problema, garante a melhor resposta, na perspectiva do interesse da organização.
Na medida em que a eficiência e eficácia sejam distintas para diferentes níveis de estruturação da organização, por razões de escala ou exigência de qualificação de recursos, nomeadamente, a instituição apresentar-se-á estruturada em diferentes níveis hierárquicos ou instâncias, importando assegurar que a cadeia de poder seja clara e as competências hierárquicas de cada nível estejam bem estabelecidas. Doutro modo, aparte o espaço para o surgimento de eventuais conflitos de poder, quebra-se a exigência de biunivicidade entre resultados e responsabilidades.
Por outras palavras, quer-se com o que se disse antes deixar claro que numa organização em que, supostamente, todos são responsáveis em nível idêntico pelos produtos e serviços oferecidos, por um lado, os seus insucessos correm o risco de permanecerem órfãos e, por outro lado, emerge como nível único de poder o da cúpula, seja ela unipessoal ou colectiva, criando espaço para o autoritarismo, o arbítrio e, muito provavelmente, a incompetência da gestão. Noutra dimensão, resulta evidente que o que se pretendia que emergisse como um modelo de organização e funcionamento moderno – diria mesmo, pós-moderno – acabe por não passar de um anacronismo medieval, ao recuperar para elemento informador do funcionamento de uma Universidade a distinção entre senhores (feudais ou dos paços) e servos.

J. Cadima Ribeiro

segunda-feira, agosto 21, 2006

"New technology in schools: is there a payoff?"

“Despite its high relevance to current policy debates, estimating the causal effect of Information Communication Technology (ICT) investment on educational standards remains fraught with difficulties. In this paper, we exploit a change in the rules governing ICT funding across different school districts of England to devise an instrumental variable strategy to identify the causal impact of ICT expenditure on pupil outcomes. The approach identifies the effect of being a ´winner` or a ´loser` in the new system of ICT funding allocation to schools. Our findings suggest a positive impact on primary school performance in English and Science, though not for Mathematics.
We reconcile our positive results with others in the literature by arguing that it is the joint effect of large increases in ICT funding coupled with a fertile background for making an efficient use of it that led to positive effects of ICT expenditure on educational performance in English primary schools.”

Stephen Machin (University College London, CEE, CEP, London School of Economics and IZA Bonn)
Sandra McNally (CEE, CEP, London School of Economics and IZA Bonn)
Olmo Silva (CEE, CEP, London School of Economics, European University Institute and IZA Bonn)

Keywords: Information and Communication Technology (ICT), pupil achievement
Date: 2006-07
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:iza:izadps:dp2234&r=edu

(resumo de “paper” disponível no sítio referenciado)

sábado, agosto 19, 2006

When you innovate ...

"When you innovate, you’ve got to be prepared for everyone telling you you’re nuts."

Larry Allison

(citação extraída de SBANC Newsletter, September 20, 2005, Issue 390-2005, http://www.sbaer.uca.edu )

sexta-feira, agosto 18, 2006

"Enhancing Portugal`s Human Capital"

“The lack of human capital in Portugal has become a key obstacle to higher growth. This paper discusses the performance of education and training services in Portugal and shows that improvements are needed to narrow the significant human capital gap with other OECD countries. Despite progress in the past decades, Portuguese children spend comparatively few years in formal education, and they do not perform as well as children from other OECD countries. Adults, especially the least educated, do not participate enough in lifelong learning and training programs. This situation does not stem from a lack of resources devoted to education and training but from inefficiencies and misallocation of spending, and weaknesses in the quality of the services that compound the low starting point of Portugal regarding education.
Modernizing the Portuguese economy therefore requires a broad reform which increases human capital at all levels. The ongoing efforts of the authorities in the three areas - basic and upper secondary education, tertiary education and adult training - go in the right direction but implementation remains a challenge.”

Stéphanie Guichard
Bénédicte Larre
Keywords: human capital, education, Portugal, adult training.
Date: 2006-07-28
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:oec:ecoaaa:505-en&r=edu

(resumo de “paper” disponível no sítio referenciado)

quarta-feira, agosto 16, 2006

"The Bologna process in France. Origin, objectives and implementation"

“In this paper, we will try to show why the evolution of the French higher education system has led to a deadlock and a deteriorating ranking on the world scene, how the new scheme has been effectively and rapidly adopted, but, unfortunately, why this adoption has failed to achieve the initial objectives of transforming the French system into a more competitive one.”

François Orivel
(IREDU - Institut de recherche sur l'éducation : Sociologie et Economie de l'Education - [CNRS : FRE5211] - [Université de Bourgogne])
Keywords: Bologna Process; Higher education
Date: 2006-07-19
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:hal:papers:halshs-00086796_v1&r=edu

(resumo de “paper” disponível no sítio referenciado)

segunda-feira, agosto 14, 2006

Elites fortes: algo inexistente em Portugal

“O sociólogo Manuel Villaverde Cabral considera que a sociedade portuguesa, como colectivo, tem dificuldades em responder a desafios porque estes exigem elites fortes, algo inexistente em Portugal. «A este êxito ´individual/familiar` corresponde o fracasso perante a maioria dos desafios colectivos. Estes exigem liderança, isto é, elites simultaneamente competentes e capazes de interpretar/interagir com as ´massas`, e é isto – elites dignas desse nome e capacidade de liderança – que falta em Portugal».
O investigador do Instituto de Ciências Sociais explica a ausência de elites competentes com a estratificação social muito acentuada, um centralismo administrativo virtualmente totalitário e um enorme distanciamento em relação ao poder simbólico, entre os quais o político e o cultural.”

(extracto de artigo intitulado “Uma questão de atitude”, publicado no Anuário da Revista Fórum Estudante, ano III, 2006, p.8.

sábado, agosto 12, 2006

"knowledge economy, learning society and lifelong learning: a review of the French literature"

“In this article, we propose the hypothesis that «the Learning society» is more a political slogan and prospect than a social reality (In France, as in most OECD countries, public investment in formal education and training has actually decreased since the OECD started talking about lifelong learning). And there is no agreement as to what a future «learning society» should be. Firstly, the framework of knowledge economy has not yet been defined and analysts remain divided on the issue: is it (or will be) an extension of a deregulated, market economy and society, or a more regulated capitalist economy? Should knowledge be considered as a public good or as a marketable one (section 1). Secondly, the consequences of the resulting economic changes for workers and for citizens are unclear.
Although most studies acknowledge the development of new (net)work organizations, of new skill requirements and of new opportunities for learning, some studies also emphasize new risks of economic and social exclusion (section 2). And the French specificities are particularly marked in terms of education and lifelong learning strategies. (section 3). Although lifelong learning strategies are sometimes explicitly (but more often implicitly) related to the prospect of a Knowledge Economy, part of the debate is purely endogenous to the educational sphere and initial education and further education remain separated.”

Philippe Méhaut
(LEST - Laboratoire d'économie et de sociologie du travail - [CNRS : UMR6123] - [Université de Provence - Aix-Marseille I] [Université de la Méditerranée - Aix-Marseille II])

Keywords: FPC - Formation professionnelle continue; Projet de formation; Politique de l'éducation; Accréditation; Formation tout au long de la vie; Economie de connaissance; France; Revue de la littérature
Date: 2006-07-17
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:hal:papers:halshs-00085893_v1&r=edu

(resumo de "paper" disponível no sítio referenciado)

sexta-feira, agosto 11, 2006

Coisas simples e pequenas

Sou dos que mantém o ponto de vista que a qualidade de uma gestão também se revela nos pormenores. A ilustrar isso aí está o matagal em que se constituiu o espaço, até há pouco de pomar de laranjeiras e outras árvores de fruto, existente entre a vivenda Sameiro e o novo edifício dos Institutos de Educação e Psicologia e de Estudos da Criança (para não mencionar o espaço a norte, contíguo). Denuncia-se aí desleixo, falta de gosto e, mesmo, ausência de bom-senso, dado o tempo (de operação criminosa) que corre.
Dir-me-ão que se aguarda a disponibilização de recursos para proceder ao arranjo paisagístico da zona. Francamente, não aceito o argumento. O que se pede, neste caso, é só uma acção de limpeza e, para este efeito, não é necessário assegurar nenhum financiamento Comunitário mas, tão só, repito, alguma atenção às coisas simples e pequenas, e bom-senso.
Não seria necessário invocar este pormenor para denunciar a desqualificação da gestão universitária, a nível de topo, que temos. Aliás, desta leitura parece discordarem, por esta altura, quase só sessenta e tal membros desta academia; infelizmente, com assento na assembleia. As coisas mudam, entretanto.

J. Cadima Ribeiro

quinta-feira, agosto 10, 2006

"Getting education right for long-term growth in the Czech Republic"

“The Czech education system is performing reasonably well. Secondary-school participation and completion rates have traditionally been high, and continue to be so. PISA results are above average, with Czech students performing among the best in the OECD in problem-solving abilities, particularly for mathematics and science.
Though tertiary attainment is low in the population as a whole, the enrolment rate is increasing rapidly. At just a little below 5% of GDP, total education spending is low compared with other OECD countries."

Alessandro Goglio
Date: 2006-07-17
(resumo de "paper" disponível no sítio identificado)

quarta-feira, agosto 09, 2006

Young Economist Essay Awards 2006

Young Economist Essay Awards 2006
Amesterdam, 25-27/08/2006

Rosa Branca Esteves, professora do Departamento de Economia da Escola de Economia e Gestão, Universidade do Minho, e investigadora do NIPE, foi uma das vencedoras do Young Economist Essay Awards 2006, atribuído pela European Association For Research in Industrial Economics.

Este prémio distingue artigos de "qualidade excepcionalmente elevada" na área da Economia Industrial, produzidos por jovens investigadores, e será entregue no jantar de gala da conferência da EARIE 2006, que decorrerá em Amesterdão, entre 25 e 27 de Agosto pf.

(Fonte: http://www.earie2006.org/essayaward.php)

terça-feira, agosto 08, 2006

Eu, aluno trabalhador-estudante ...

Se é professor, saiba que, mesmo estando oficialmente de férias, não se liberta de receber mensagens do tipo da que reproduzo abaixo, parcialmente, e, ainda por cima, sob forma, mais ou menos, de carta aberta.
Não sei se ajuda a dar inteligibilidade à mensagem, mas talvez valha a pena acrescentar que foi escrita por um aluno do 1º ano de Direito, da Escola de Direito da UMinho, com o estatuto formal de trabalhador-estudante, ao que informa.

“ […]
- Eu, enquanto aluno trabalhador-estudante, acima identificado tenho que, para além das dificuldades inerentes á condição de estudante, gerir de forma muito pragmática e racional todas as condicionantes que envolvem a minha prestação profissional uma que o estatuto de trabalhador-estudante e a sua vigência por si só plasmada no Código do Trabalho não é garante do que aí se encontra estatuído, o que naturalmente acrescenta um esforço extra às pessoas, neste caso a mim, que se encontram nessa situação;
- Acontece que, não bastando as dificuldades inerentes à condição de trabalhador, que tem que desempenhar a tarefa com se de um estudante-trabalhador não se tratasse, como ainda por cima tem que responder da mesma forma que de um estudante a tempo inteiro de tratasse;
- Obviamente que esta situação acarreta duas facetas, qual delas a mais nefasta, para a pessoa em causa:
- a 1ª situação prende-se com a pressão, que sobre o trabalhador é exercida, no sentido de mesmo que não esteja a cumprir o horário por completo de ter um desempenho profissional como se cumprisse o horário normal;
- a 2ª situação, de igual modo, exige que o trabalhador que estude tenha, enquanto estudante, um desempenho nas mesmas circunstâncias e em igualdade com os outros estudantes;
- Claro está que, numa situação de equidade, isto até seria exequível, o que neste momento nesta instituição de ensino superior não acontece […]”

(extracto de mensagem de correio electrónico recebida em 06/08/07)

segunda-feira, agosto 07, 2006

Satisfação Docente

1. Olho para a mensagem que reproduzo abaixo, parcialmente, proveniente do Gabinete de Avaliação e Qualidade do Ensino, e não percebo. Faltaria alegria no trabalho na UMinho? Estariam os docentes de férias, já? Falharia o espírito de colaboração esperado?

«Convite à participação
Tendo recebido até ao momento um número ainda pouco significativo de respostas ao Questionário de Satisfação Docente (QSD) face ao universo de docentes da UMinho, e para que seja possível retirar conclusões mais fundamentadas acerca dos níveis de satisfação/insatisfação, solicitamos mais uma vez, a colaboração dos docentes para o preenchimento do referido questionário, disponível na Intranet […] até ao próximo dia 4 de Agosto, através do item "questionário de satisfação docente".» {Gabinete de Avaliação e Qualidade do Ensino (GAQE) - extracto de mensagem electrónica recebida via um-net@uminho.pt, em 06/07/26}.

Mais: perante tamanha desfaçatez, tratando-se de um caso ou de outro, perguntava-me se não seria de tomar, desde logo, medidas drásticas. E mais me perguntava porque não se tornara o questionário de resposta obrigatória. De que estaria o Sr. reitor à espera?

2. Olho para a mensagem reproduzida abaixo, parcialmente, acabada de receber (06/08/07), da mesma proveniência e usando a mesma via, e fico um pouco mais descansado: afinal a situação não era tão preocupante quanto se insinuava a 26 de Julho, pp.; ainda há boas almas entre os docentes da UMinho.

«Informamos que embora já exista uma amostragem significativa de respostas ao Questionário de Satisfação Docente (QSD) foi decidido alargar o prazo do seu preenchimento até ao próximo dia 15 de Setembro. O questionário encontra-se disponível na Intranet, no endereço: http://intranet.uminho.pt/ <http://intranet.uminho.pt/> , através do item "questionário de satisfação docente".»
Não nos libertámos do sobressalto, no entanto.

J. Cadima Ribeiro

To make corporate philanthropy effective

"I've always said that the better off you are, the more responsibility you have for helping others. Just as I think it's important to run companies well, with a close eye to the bottom line, I think you have to use your entrepreneurial experience to make corporate philanthropy effective."

Carlos Slim Helu

(citação extraída de SBANC Newsletter, August 1, 2006, Issue 432-2006, http://www.sbaer.uca.edu )

sábado, agosto 05, 2006

Em Portugal, as empresas pouco investem em I&D

“Para gerar inovação e criação de riqueza empresarial tem de haver uma forte componente de Investigação Aplicada (e desenvo0lvimento experimental), vocacionada para resultados práticos a curto prazo. Ora, em Portugal, as empresas pouco investem em I&D. É o Estado quem maioritariamente financia a Investigação, através do Ensino Superior e dos Laboratórios Públicos. Estes, por vocação académica, dedicam-se por norma à Investigação Fundamental, buscando respostas a longo prazo. Produzem publicações (papers) de inquestionável mérito, mas com um interesse muito circunscrito à Comunidade Científica – a mesma filosofia orienta os projectos financiados pelas Fundações privadas.
O cenário só mudará quando as empresas se mentalizarem que (para inovar e competir), têm de investir em I&D e quando as Universidades se flexibilizarem e aproximarem do País real, adoptando uma política de acordo com a urgente necessidade de criação de riqueza no sector empresarial e na economia Portuguesa.
«Numa análise geral, comparada com a média da União Europeia, o que se verifica é que o sector privado/empresarial em Portugal não tem o mesmo papel de estimulador e de executor da actividade de Investigação, relativamente ao que acontece lá fora. Na Europa e, sobretudo, nos EUA, dois terços da Investigação é feita nas empresas, apenas um terço é público – cá ainda estamos no inverso, embora se espere que no futuro o caminho seja outro», comenta o professor João Caraça (director do Serviço de Ciência da Fundação Gulbenkian e assessor do ex-presidente Jorge Sampaio para os assuntos científicos).”

(extracto de artigo intitulado “Investigar a Investigação”, publicado no Anuário da Revista Fórum Estudante, ano III, 2006, p.56.)

sexta-feira, agosto 04, 2006

"Norberto Cunha demite-se da presidência do IPCA"

“O presidente do Instituto Politécnico do Cávado e Ave (IPCA) manifestou o desejo de se demitir do cargo de presidente da instituição. Segundo a edição de ontem do jornal “Público”, Norberto Cunha explica a decisão com o facto do ministro da Ciência e Ensino Superior não prolongar a sua comissão de serviço até Dezembro de 2007. «Não levo nenhuma mágoa ou revolta, mas apenas uma nostalgia por o senhor ministro não ter permitido terminar um trabalho de consolidação de um projecto que iniciei em 2003, que está em curso e que precisava de alguém que o conhecesse muito bem», disse ao “Público” o presidente demissionário.
Norberto Cunha adiantou que a demissão surge depois do ministro Mariano Gago não ter considerado de «interesse público» a sua continuidade. «Depois dessa posição e dos boatos da minha substituição anunciada pela não renovação da comissão, ficou criado um clima de inquietação e instabilidade que urge clarificar, quer para respeito para com as pessoas que trabalham no IPCA, quer para com a opinião pública», acrescentou.
De acordo com a notícia do “Público”, a demissão de Norberto Cunha é fundamentada por Mariano Gago com a necessidade de acabar com a acumulação de cargos na Função Pública.”

(extracto de notícia do Diário do Minho, de 2006-08-04)

Vale do Ave: tudo depende da ousadia e capacidade de gestão

“Fazendo um balanço do trabalho realizado, a principal ilacção a retirar é que a materialização e sucesso das oportunidades de investimento identificadas dependem da capacidade empreendedora e de inovação da região, já que esta possui potencialidades que lhe permitem assumir investimentos empresariais em áreas de actividade diversas.
Estas potencialidades resultam, em boa medida, do facto de haver uma qualificação de base e capacidade científica capaz de suportar a renovação do tecido produtivo, apostando em produtos e processos com uma forte componente tecnológica, e por isso mesmo geradores de maior valor acrescentado.
Por fim, refira-se que se constatou a existência de unidades produtivas de excelência que, mesmo quando enquadradas em grupos internacionais, se posicionam em lugares cimeiros na cadeia de valor dos grupos que integram. Tal revela que o Vale do Ave tem plenas condições para competir num contexto global, tudo dependendo da ousadia e capacidade de gestão, independentemente de outros factores (por exemplo, de ordem legal) por vezes apontados como limitadores da iniciativa empresarial.”

J. Cadima Ribeiro; e
Pedro Gomes

(extracto da “Conclusão” de relatório e brochura intitulados Potencialidades de Investimento no Vale do Ave / Potencialidades de Inversión en el Vale do Ave, ADRAVE - Agência de Desenvolvimento Regional do Vale do Ave S.A., Vila Nova de Famalicão, Junho de 2005, 2x55 págs.)

quinta-feira, agosto 03, 2006

"Braga vai ter centro da IBM"

«Braga vai ter um Centro de Serviços Partilhados da IBM, tornando-se assim o segundo centro do género em Portugal. O anúncio foi feito ontem pela empresa e o presidente da IBM em Portugal falou da mais-valia que o País representa na prestação de serviços multi-lingue.
A IBM anunciou ontem a expansão da sua capacidade nos serviços de transformação do negócio na Europa com o lançamento de um novo Centro de Serviços Partilhados em Braga integrado no seu modelo global de Business Transformation Outsourcing – BTO. O Centro de Braga, que vem contribuir para o desenvolvimento da rede global da IBM, com mais de três dezenas de centros de BTO, irá prestar serviços de transformação e de gestão de processos da área financeira e contabilística para clientes na Europa.
O centro, criado de raiz em Braga e lançado em Julho deste ano, pretende ajudar a dar resposta à grande procura de serviços multi-língua de apoio ao negócio e às tecnologias. A título de exemplo, a equipa de Braga irá fornecer serviços à Unilever com o objectivo de optimizar o desempenho de processos e de reduzir custos à multinacional, no âmbito de um acordo assinado com a IBM no final de 2005.
Este é o segundo centro da IBM em Portugal. O Centro de Serviços Partilhados de Lisboa suporta a operação e a gestão dos processos financeiros e administrativos da BP para quatro países: Portugal, Espanha, França e Reino Unido.
Gestão da relação com clientes
Enquadrado na estratégia da IBM, enquanto empresa globalmente integrada, o novo centro irá trabalhar de forma muito próxima com os centros de serviços da IBM em Cracóvia, na Polónia, e em Bangalore, na Índia. Os centros Europeus, de Braga e de Cracóvia, ficam responsáveis pela gestão da relação com os clientes e fornecedores da Unilever, ao passo que os serviços transaccionais serão geridos, sobretudo, pelo centro da IBM na Índia.
“A capacidade da IBM Portugal em proporcionar aos clientes, em toda a Europa, serviços multi-língua e de valor acrescentado ao nível do outsourcing de processos e de transformação do negócio, tem sido um elemento-chave para a nossa contínua expansão no país”, afirmou José Joaquim de Oliveira, Presidente da IBM Portugal. “Globalmente, a IBM procura reunir a experiência e as competências certas onde elas existem para oferecer os melhores serviços aos seus clientes.”
A IBM está a aplicar, no Centro de BTO de Braga, soluções inovadoras e melhores práticas para aumentar a eficiência dos processos e melhorar a produtividade.
Investimento
Mercados emergentes
O investimento em Portugal surge após outros recentes investimentos globais estratégicos da IBM focados na expansão de competências e de capacidades, sobretudo em mercados emergentes. Nos últimos meses, a IBM anunciou a abertura de diversas novas instalações internacionalmente. Entre elas incluem-se um laboratório de Tecnologia na Rússia, um Centro de Prestação de Serviços Integrados na África do Sul, um Centro para Gestão Remota de Infra-estruturas na República Checa e um Centro de Incubação de Negócios na Irlanda.»

(artigo publicado em O Primeiro de Janeiro, em 2006-08-01)

terça-feira, agosto 01, 2006

Cá fico a aguardar para ver concretizada a promessa

Quem entra nesta ocasião na intranet UMinho depara-se, logo na página de abertura, com a frase seguinte:

acerca deste site…
É intuito desta reitoria dedicar atenção especial ao desenvolvimento do Sistema de Informação (SI) da Universidade do Minho, em todas as suas vertentes.
O desenvolvimento do Sistema de Informação (e a inerente integração de informação) constitui vector estratégico para a nossa Universidade. Reduzir a burocracia, permitir uma maior transparência no acesso à informação e aumentar a eficácia dos processos. Em suma, permitir melhorar a qualidade dos serviços de apoio à comunidade.”

É uma frase curiosa – diga-se – de quem, nos últimos 4 anos, suportado nas tecnologias de informação e comunicação, multiplicou burocracias, gerou mecanismos de controle de informação e, com a ajuda de um certo numero de “boys”, abriu espaço para que se gerasse a suspeição sobre a existência de quebra de reserva de acesso ao correio electrónico pessoal de algumas pessoas menos bem-queridas do poder instalado (cf. abaixo mensagem intitulada “Recuso-me a acreditar que seja verdade!”). A meu ver, tratava-se de algo expectável em quem confunde gestão com rotinas administrativas, convive dificilmente com a crítica e o debate aberto sobre as vias de futuro para a Universidade, e prima pela falta de transparência da sua gestão.
Em todo caso, regozijo-mo de ver agora expressa tal intenção e cá fico a aguardar para ver concretizada a promessa. Este enunciado de intenções acaba, além disso, por ser um reconhecimento implícito de erros passados, o que também me apraz registar e só abona a favor de quem é capaz do fazer.

J. Cadima Ribeiro

Centro de Estudos Têxteis encerra

“O CENESTAP – Centro de Estudos Têxteis Aplicados, com sede em Famalicão, vai cessar as suas actividades. A decisão foi tomada pelos associados, em Assembleia Geral, com base em supostas «dificuldades em encontrar soluções de equilíbrio económico para a sua viabilização».
Constituído em 1993 (faria 13 anos no 11 de Outubro de 2006), o CENESTAP desempenhava um papel reconhecido no sector do têxtil e vestuário, ao nível da divulgação de dados, estatística, informação, estudos e recomendações.
O deputado do PCP Agostinho Lopes lamentou ontem o anúncio da dissolução do organismo, adiantando que já entregou na Assembleia da República um requerimento a fim de inquirir o Ministério da Economia sobre as razões que levam ao encerramento do Centro. Criticou o Governo por «deixar cair» este projecto, […]. «O fim deste organismo é incompreensível, é uma facada no sector do têxtil e vestuário», realçou, defendendo a constituição rapidamente de uma estrutura semelhante com a designação de Observatório Têxtil de Portugal
A dissolução do CENESTAP vem anunciada no sítio da instituição, através de um comunicado datado de 26 de Julho. O Centro é participado pelo CITEVE – Centro Tecnológico das Indústrias Têxteis e do Vestuário de Portugal, Idite-Minho – Instituto de Desenvolvimento e Inovação Tecnológica do Minho, Universidade da Beira Interior, Universidade do Minho, IAPMEI – Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e ao Investimento, ICEP – Investimento, Comércio e Turismo de Portugal, Associação Industrial do Minho, ATP – Associação Têxtil e de Vestuário de Portugal, ANIL – Associação Nacional das Indústrias de Lanifícios, ANIT-LAR – Associação Nacional das Indústrias Têxteis Lar, ANIVEC/APIV – Associação Nacional das Indústrias de Vestuário e Confecção e AICR – Associação dos Indústrias de Cordoaria e Redes.
Tinha por missão difundir informação relacionada com a evolução da conjuntura, estrutura industrial, mercados e posicionamento competitivo das indústrias têxtil e do vestuário (ITV), a nível doméstico e internacional, funcionando como uma unidade, por excelência, da inteligência estratégica do sector, orientando, dinamizando e integrando acções de promoção da competitividade internacional do mesmo. Contava com um observatório têxtil, um jornal de publicação mensal e um portal dedicado à indústria têxtil e do vestuário (Portugaltextil. com.).
O observatório tinha por objectivo recolher e analisar informação económica, estratégica e estatística de interesse para a ITV portuguesa, sendo frequentemente solicitado para fornecer dados e estudos (publicou cerca de 150 documentos), por parte, não só da Administração Pública, como também de universidades, organismos internacionais, além de empresas da indústria têxtil e do vestuário português e de empresas de consultoria.
[…].”

(extracto de notícia publicada no Diário do Minho, em 2006-07-31)

domingo, julho 30, 2006

"On the Economic and Fiscal Effects of Investment in Road Infrastructure in Portugal"

"The objective of this paper is to investigate the economic and fiscal impact of road infrastructure investment in Portugal, focusing on the effects for each region of both local investments and investments in other regions. We estimate VAR models for the national economy as well as for each of the five administrative regions in the country.
Empirical results suggest that investment in road infrastructures has been a powerful instrument to increase private investment, new permanent jobs and to promote long-term growth in all regions. More importantly, investment in road infrastructure, both at the aggregate level and for each one of the five administrative regions, generates fiscal effects that largely exceed the initial investment itself. Accordingly, there is no trade off in the long-term between the potentially positive economic effects and the potentially negative budgetary effects of such investments, i.e., both economic and budgetary effects are positive.
As a corollary, policies that would reduce current road investment as a response to the current budgetary concerns will result in lower long-term growth as well as worse future budgetary conditions."

Alfredo M. Pereira (Department of Economics, College of William and Mary);
Jorge M. Andraz (Faculdade de Economia, Universidade do Algarve) .

Keywords: public investment, road transportation infrastructure, regional spillovers, Portugal
JEL: C32 H54 R53; Date: 2006-07-13
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:cwm:wpaper:33&r=pbe

(resumo de “working paper”; nep-edu, 2006)

Ps: podendo parecer descabida a inserção neste “jornal de parede” desta referência, esclarece-se que a intenção foi trazer para aqui resultados de investigação científica relativos a um tema que se vem discutindo muito na praça pública, a mais das vezes, de forma bastante desqualificada, mesmo quando os intervenientes (universitários) deveriam fazer prova de seriedade na abordagem do assunto; isto é, tem-se dito e escrito muitas “blasfémias”.

Para uma situação de crise...

“Para uma situação de crise, são necessárias medidas excepcionais.”

(citação extraída de mensagem de correio electrónico proveniente de organização@snesup.pt, datada de 06/07/28, assinada por FENPROF e SNESup)

sexta-feira, julho 28, 2006

Nomeações definitivas: parte II

Sob a epígrafe “Nomeações definitivas: tudo seria muito mais simples se…”, trouxe-vos há dias uma experiência pessoal que disse considerar pouco gratificante para mim e, sobretudo, pouco edificante para a Instituição Universitária, lida no singular e no plural. Sublinhei, também, que a invocação se justificava porque o que retratava não era, infelizmente, caso isolado na UMinho (e, obviamente, na universidade portuguesa, no seu todo).
Na resposta, recebi algumas mensagens que confirmavam esta ideia de não se tratar de caso único e outras que sublinhavam que os elementos informadores do que estava em causa nesta situação não eram um exclusivo dos processos de nomeação definitiva. Em substância, estariam igualmente presentes em concursos para professores associados e catedráticos. Não seria de presumir, de facto, que fosse diferente nestes casos. Alguns, questionavam(-se), ainda, se o(s) reitor(es) não teriam um papel a desempenhar em tais circunstâncias (anormais).
Das mensagens que recebi, retenho algumas frases isoladas, onde se sublinham méritos de candidatos e a “anormalidade” do que se configurava numa ou mais situações, que, aliás, na substância, reproduzem o que eu destacava no relato que fiz então. Em concreto:

“É reconhecido(a) pela comunidade científica”;
“Publicou livros e artigos e interveio com comunicações em vários congressos nacionais e internacionais”;
“Todos os de boa fé o(a) reconhecem como figura de referência. na sua área”;
“É alguém que se move pelo compromisso com a promoção da qualidade da instituição universitária”;
“É possuidor de grande profissionalismo”;

“Situação insólita, de continuada violação de direitos legalmente protegidos”;
“Situação indigna e desprestigiante para a Universidade, sendo previsível uma repercussão pública desfavorável para a sua imagem”.

E mais frases e adjectivos poderia ter retido para dar expressão do desconforto e indignação que ia na alma dos que entenderam por bem dar-me notícia dos “seus” casos.
Partilhando esse desconforto, não sou capaz, no entanto, de pôr esperança alguma na intervenção do(s) reitor(es) nem, algumas vezes, dos presidentes dos Conselhos Científicos. Não é que não lhes cumpra verificar o cumprimento e/ou fazer cumprir a lei. É que, amiúde, são parte do problema. É, também, por isso que, há algum tempo atrás, neste mesmo jornal de parede, eu concluía que “a culpa era (é) de todos nós”.

J. Cadima Ribeiro

quinta-feira, julho 27, 2006

Recuso-me a acreditar que seja verdade!

Caros (as) colegas,
Estarão conscientes que, nos últimos tempos, tem-se vindo a generalizar o recurso a endereços de correio electrónico alternativos, para encaminhar assuntos de serviço, por manifesta insuficiência de capacidade das caixas de correio disponibilizadas pela UMinho para os seus agentes e estruturas. Esse é um factor adicional de crítica à gestão da Organização que se entende dado o papel que tomam as tecnologias de informação e de comunicação no nosso trabalho quotidiano e o “peso” crescente dos documentos manuseados. Aliás, é bom que se tenha presente que há multiplicados anos que essa capacidade das caixas de correio se mantém.
Este motivo de insatisfação profissional não é, entretanto, nada comparável com os que resultam de muitas outras dimensões do funcionamento da Organização. Não me deterei sobre isso nesta ocasião, até porque, infelizmente, podemos ter um horizonte de dois pares de anos para comentar isso.
Sabendo tudo o que acabo de referir, não estava, todavia, preparado (provavelmente, nunca virei a estar) para ser confrontado com mensagem do teor da que passo a apresentar, tal e qual como recebida de fonte bem identificada.

“Passei a usar um email alternativo ao da UM, para comunicar sobre este assunto, face aos insistentes rumores de que as caixas de correio de certas pessoas estão sujeitas a vigilância electrónica. Tenho ouvido coisas, que são verdadeiramente assustadoras. Parece haver uma realidade subterrânea e lamacenta, bem conhecida de certos funcionários, relativamente à qual os docentes têm um total alheamento e uma inocência angelical.”

É algo que vos deixo, sem comentários, a não ser o de que, na substância do que se enuncia, me recuso a acreditar que seja verdade.

J. Cadima Ribeiro

quarta-feira, julho 26, 2006

Revista de imprensa

“António Guimarães Rodrigues tomou ontem posse para um segundo e «difícil» mandato ao leme da Universidade do Minho, numa cerimónia sem a presença de representantes ministeriais, nem do governador civil – representado pelo chefe de Gabinete José Lopes […].
No início de um novo mandato, o reitor optou por um discurso ´magnânimo`, em que renovou a sua aposta nos vectores da «região do conhecimento, a cultura de uma universidade sem muros e a responsabilidade social», ao mesmo tempo que aproveitou para anunciar a criação de uma licenciatura em Ciências Musicais […].
«A oferta de formação na área da música irá provocar um maior número de manifestações culturais de elevada qualidade artística, estabelecendo ligações com instituições da região», notou num propósito que não deixaria de ser subscrito pela candidatura de Moisés Martins, que prometeu uma postura leal, mas crítica da anterior “postura tecnocrática”.
[…]
O responsável máximo da academia começou por salientar «o apoio expressivo» ao programa de acção para os próximos quatro anos, de uma reitoria que ao longo do último mandato procurou «acomodar as implicações de uma acelerada alteração da envolvente do ensino superior, amortecendo o seu impacto e preservando a coesão institucional ».”

José Carlos Lima
(extractos de notícia publicada em Diário do Minho, de 2006-07-24)

terça-feira, julho 25, 2006

Recursos e desempenho das instituições universitárias

Numa altura em que tanto se fala em Portugal do desempenho das Instituições Universitárias (ou da falta dele), referido quer à vertente qualificação de recursos humanos quer à vertente produção científica e tecnológica, e da necessidade deste evoluir para padrões internacionais, parece-me interessante tornar públicos alguns números que mão amiga me fez chegar.
Na maior parte, trata-se de dados publicados recentemente pelo Diário Económico, conforme se explicita na indicação de Fonte. Esses dados foram completados com outros, recolhidos dos relatórios oficiais das instituições, para que o retrato fosse mais representativo e expressivo. É a este último título que é interessante olhar para os rácios da UMinho.
Os comentários deixo-os para os eventuais leitores, assumindo que os números possam sugerir ou significar alguma coisa.
Aqui ficam os ditos dados:
----------------------------------------------------------------------------------------------
(0) Instituições;
(1) Alunos(Grad.+Pós-Grad.);
(2) Pes. Docente;
(3) Pes. Não-Docente;
(4)=(2)+(3) Pes.Total.
-----------------------------------------------------------------------------------------------
(0) Harvard (EUA)* ; (1) 19.789; (2) 2.000; (3) 9.000; (4) 11.000
(0) MIT (EUA)* ; (1) 10.206; (2) 1.620; (3) 8.380; (4) 10.000
(0) Oxford (RU)*; (1) 17.660; (2) 1.391 ; (3) 5.609; (4) 7.000
(0) Cambridge (RU)* ; (1) 18.133; (2) 1.542 ; (3) 8.570; (4) 10.112
(0) UTLisboa (Port.)*; (1) 22.206; (2) 1.912; (3) 1.184; (4) 3.096
(0) UMinho (Port.)** ; (1) 15.931; (2) 1.205 ; (3) 627; (4) 1.832
(0) UNLisboa (Port.)**; (1) 14.189; (2) 1.103; (3) 798; (4) 1.901
------------------------------------------------------------------------------------------------
------------------------------------------------------------------------------------------------
(0) Instituições;
(2)/(3) Pes.Doc./Pes.Não-Doc.;
(1)/(2) Alunos/Pes.Docente;
(1)/(4) Alunos/PesTotal.
-----------------------------------------------------------------------------------------------
(0) Harvard (EUA)*; (2)/(3) 0,22; (1)/(2) 9,89; (1)/(4) 1,79
(0) MIT (EUA)*; (2)/(3) 0,19; (1)/(2) 6,30; (1)/(4) 1,02
(0) Oxford (RU)*; (2)/(3) 0,24; (1)/(2) 12,69; (1)/(4) 2,52
(0) Cambridge (RU)*; (2)/(3) 0,17; (1)/(2) 11,75; (1)/(4) 1,79
(0) UTLisboa (Port.)*; (2)/(3)1,71; (1)/(2) 11,61; (1)/(4) 7,17
(0) UMinho (Port.)**; (2)/(3) 1,92; (1)/(2) 13,22; (1)/(4) 8,69
(0) UNLisboa (Port.)**; (2)/(3) 1,38; (1)/(2) 12,86; (1)/(4) 7,46
------------------------------------------------------------------------------------------------
Fonte: * Diário Económico, 06/06/06; ** Relatório da Universidade
Nota: a informação da UNLisboa é datada de 05/12/31

Como última nota, refira-se que o colega que me fez chegar esta informação continua interessado em aprofundar o assunto, pelo que não deu por encerrada a recolha de informação sobre outros casos. A essa luz, serão bem acolhidas eventuais colaborações de quem disponha de informação relevante.

J. Cadima Ribeiro

segunda-feira, julho 24, 2006

Nomeações definitivas: tudo seria muito mais simples se ...

Há um bom par de meses, por força do meu estatuto profissional e enquadramento orgânico, estive directamente envolvido na tomada de posição sobre um pedido de nomeação definitiva como professor do quadro de professores da UMinho. Cumpri o que legalmente estava estabelecido e fiquei a aguardar que outros o fizessem, igualmente, e que o processo seguisse a tramitação conveniente, sem percalços de maior. Havia todas as razões para presumir que assim viesse a suceder, por duas razões essenciais: primeiro, porque nunca na EEG havia sido recusada uma nomeação definitiva, independentemente da qualidade do CV. dos que passaram por esse processo; e, segundo, porque era inquestionável o mérito da requerente, atestado por dois pareceres que, fazendo embora leituras diferenciadas do relatório produzido pela candidata, concluíam ambos com a formulação de proposta de deferimento do requerimento de nomeação. De forma a ilustrar esse mérito, em breve invocação da conclusão do parecer que elaborei na ocasião, retenho as seguintes passagens:

“…no período a que reporta este documento, a docente/investigadora publicou ou viu aceites para publicação 5 artigos em revistas internacionais. Dada a qualidade das revistas, isso não pode ser visto senão como expressão da elevada qualidade da investigação produzida;
…a docente/investigadora tem em curso a orientação de duas teses de doutoramento […] e orientou no período três dissertações de mestrado, concluídas com sucesso;
…a Professora esteve associada à organização de diversas (os) Conferências e Seminários de natureza científica […]. Está também ligada a uma iniciativa […] a decorrer nos EUA, na qualidade de membro do comité científico, o que é, também, revelador do prestígio científico que entretanto granjeou.”

Pese o que digo antes, devo informar que o processo (que presumo formalmente concluído, nesta data) passou por diversas atribulações, que foram desde o arrastamento do agendamento do assunto para reunião do Conselho Científico até à produção de um parecer por parte da AJ da reitoria, na sequência de votação inválida naquele órgão, por não estar reunido o quórum necessário.
Todavia, o mais chocante foi constatar que as mais fortes objecções ao desfecho favorável do processo provieram de professores estranhos à área científica da candidata, que ignorando os pareceres científicos produzidos, tiveram a ousadia de questionar o mérito científico da candidata, equiparando-o a desempenhos banais de docentes da respectiva área, e chegaram mesmo a enunciar dúvida sobre a existência de contributo em matéria de orientação de teses e dissertações.
Conclui na ocasião, e afirmei-o em sede formal, que tudo seria muito mais simples se a colega se limitasse a ter o perfil e o desempenho académico/científico de muitos outros que conhecia, isto é, um desempenho científico medíocre e um perfil de “yes woman”.
As coisas tem o valor que têm e talvez não valesse a pena lembrar este assunto não fora a circunstância de se saber que este não é caso único na Universidade do Minho, e a situação relatada não ser uma idiossincrasia da minha Escola, infelizmente.

J. Cadima Ribeiro

sábado, julho 22, 2006

Prestação de serviços para assegurar funções docentes

“Num número significativo de Universidades e em alguns Politécnicos recorre-se à contratação em regime de prestação de serviços para assegurar o exercício de funções docentes. Não apenas sob a forma, já de si degradante, de "recibo verde", mas também, inacreditavelmente, de "acto isolado", isto é, com pagamento apenas no fim do semestre lectivo.
[…]
Uma parte destas situações decorre de um equívoco quanto ao carácter vinculativo dos "plafonds" de ETI, que, tanto nas Universidades como nos Politécnicos, apenas se aplicam às contratações com suporte em verbas transferidas do Orçamento do Estado. Mas as restantes resultam de uma vontade de precarizar, e de colocar sob absoluta dependência aqueles que, por razões de subsistência e falta de alternativas profissionais, se sujeitam a este regime. Não é apenas a situação destes colegas que nos preocupa, é também a circunstância de com este tipo de "admissões" se perder o rigor e a exigência na constituição de corpos docentes que constituem elemento fulcral nos sistemas de garantia de qualidade de ensino.
[…]
O SNESup fez recentemente a experiência de pedir à maioria das Universidades o envio destas listas. Algumas nem sequer as organizam, outras não as enviam, a maioria disponibiliza-as, mesmo com indicação de situações quanto à existência de pessoal técnico e administrativo que claramente infrigem a lei. Mas nenhuma admite a existência de docentes em regime de aquisição de serviços, que se encontram assim, não só em situação ilegal, mas na mais rigorosa clandestinidade. Quando inquirimos directamente as instituições, as respostas, quando existem, mostram animosidade e vontade de fuga às responsabilidades.”

A Direcção do SNESup
(extractos de mensagem de correio electrónico recebida em 06/07/21, proveniente de organizacao@sensup.pt)

sexta-feira, julho 21, 2006

There are two cardinal sins

"In life and business, there are two cardinal sins. The first is to act precipitously without thought and the second is to not act at all."

Carl Icahn

(citação extraída de SBANC Newsletter, July 18, 2006, Issue 430-2006, http://www.sbaer.uca.edu )

quinta-feira, julho 20, 2006

Acolhimento dos alunos do 1º ano

Através do Despacho RT-29/2006, o reitor da UMinho homologa e divulga as “Directivas para o Acolhimento e o Acompanhamento dos Alunos do 1º Ano da Universidade do Minho (2006/2007)”. Nessas directivas, por seu turno, logo a abrir, pode ler-se que:
“A Universidade do Minho tem desenvolvido em anos transactos um Programa de Acolhimento e Acompanhamento dos alunos do 1º ano. Este Programa, fundado em análises e experiências desenvolvidas a vários níveis no interior da Universidade, tem-se revelado adequado enquanto estratégia de resposta a algumas das dificuldades que se colocam aos alunos que pela primeira vez ingressam no ensino superior.”
Mais adiante, na secção relativa ao ´Programa de Acolhimento`, pode, adicionalmente, ler-se:
“O primeiro ano é reconhecidamente um ano importante no desenvolvimento pessoal do aluno e na construção de competências e métodos de estudo que poderão determinar muito do seu sucesso académico. A definição e implementação das metodologias de acompanhamento dos novos alunos de cada Curso são, nesta medida, particularmente pertinentes.”
Atento ao que se tem passado em anos transactos e ao espírito que enforma o acolhimento, bem enunciado na frase que diz que “O primeiro ano é reconhecidamente um ano importante no desenvolvimento pessoal do aluno e na construção de competências e métodos de estudo”, confesso que fiquei baralhado. Em concreto, na boa tradição de “anos transactos”, questiono se não está este assunto de há muito convenientemente entregue e resolvido? Ter-se-ão o conselho académico e o reitor esquecido da “semana” de recepção ao caloiro há muito instituída pelos estudantes e respectivo cabido de cardeais? Mais: tendo, e muito bem, o Sr. reitor e o seu vice-reitor reafirmado ainda não vai para um ano, em sede formal de senado, que essa era matéria da estrita autonomia e responsabilidade dos estudantes e seus órgãos “representativos”, como se percebe que surja agora este despacho e esta surpreendente intrusão de órgãos da Universidade em assuntos da reserva dos estudantes?
Uma desatenção, seguramente, só compreensível em razão deste malfadado calor que se tem feito sentir e do adiantado do ano académico. Ainda bem que sobra tempo, ainda, para pôr as coisas no seu devido lugar.

J. Cadima Ribeiro

quarta-feira, julho 19, 2006

Cultural attributes of a successful company

“Cultural Attributes of a Successful Innovative Company:
Honesty - The degree to which each employee has total confidence in the integrity, ability, good character of others, and the organization, regardless of role.
Alignment - The degree to which the interests and actions of each employee support the clearly stated and communicated key goals of the organization.
Risk - The degree to which the organization, employees, and managers take risks.
Teams - The degree to which team performance is emphasized over individual performance. Empowerment - The degree to which each employee feels empowered by managers and the organization.
Freedom - The degree to which self-initiated and unofficial activities are tolerated and approved throughout the organization.
Support - The degree to which new ideas are welcomed from all sources and responded to promptly and appropriately.
Engagement - The degree to which all levels of the organization are engaged with the customer and the operations of the organization.
Stimuli - The degree to which it is understood that unrelated knowledge can impact product, service, and operations improvements.
Communication - The degree to which there is both planned and random interaction between functions and divisions at all levels of the organization.”

Jack M. Kaplan e Anthony C. Warren
Patterns of Entrepreneurship. 2nd Edition, Von Hoffman Press, Inc., 2007, Page 275.

(citação extraída de SBANC Newsletter, July 11, 2006, Issue 429-2006, http://www.sbaer.uca.edu/ )

A capacidade instalada não é demais

“Toda a capacidade instalada em recursos humanos no ensino superior público não é demais para as necessidades de qualificação de uma população activa tão carente dos níveis educativos indispensáveis ao desenvolvimento do nosso país. Visões estreitas de “poupança” de recursos financeiros no ensino superior, sector onde os gastos por aluno se encontram ainda abaixo de metade do dispendido pela média dos países da OCDE (ver em ´Education at a Glance`), sairão a prazo muito caras ao país.”

(extracto de mensagem de correio electrónico recebida em 06/07/19, proveniente de organizacao@sensup.pt e assinada por FENPROF e SNESup)

terça-feira, julho 18, 2006

Economia: investigação em destaque

“A página denominada Economics Research in Portugal: People and Institutions, contém informação sobre as publicações de economistas portugueses e de Universidades e Centros de Investigação portugueses em mais de 350 revistas científicas internacionais indexadas na EconLit. A partir desta informação, os autores desta página, Paulo Guimarães (Medical School of South Carolina), Miguel Portela (Universidade do Minho) e Pedro Cosme (Universidade do Porto), quantificam a produção científica internacional em Economia por economistas e instituições nacionais. Recorrendo a um conjunto de critérios acreditados internacionalmente é possível ao utilizador da página obter a seriação de autores ou instituições com base na sua produção científica.
A página é promovida pelo CEMPRE (Centro de Estudos Macroeconómicos e Previsão) e pelo NIPE (Núcleo de Investigação em Políticas Económicas), centros de investigação da Faculdade de Economia da Universidade do Porto e da Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho, respectivamente, ambos financiados pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).
Apesar de ser um dos mais jovens departamentos de Economia do país, os resultados do investimento da Universidade do Minho na formação dos nossos docentes são hoje notórios na posição que ocupa na generalidade das seriações. É de destacar o facto de na generalidade dos rankings a Universidade do Minho surgir entre as quatro universidades portuguesas com maior dinâmica de investigação em Economia.
Sugerimos a visita a esta página de forma a conhecer melhor a evolução da produção científica em Economia por autores e instituições portugueses.”

(notícia extraída da entrada Investigação em Destaque do sítio do Departamento de Economia da EEG/UMinho; http://www.eeg.uminho.pt/economia)

segunda-feira, julho 17, 2006

Quem é o candidato?

Em véspera de férias, para alguns felizardos - sobretudo alunos e pessoal não-docente - venho desafiá-lo para um pequeno exercício, difícil mas não insuperável; a saber:
i) situar o lugar, isto é, a Instituição deste país ou doutro, e o tempo a que se referem os extractos do “manifesto eleitoral” que retenho de seguida;
ii) identificar o “candidato” que se anuncia nos extractos retidos.

“O candidato possui a convicção de que a instituição universitária tem a capacidade de se reformar, de encontrar as formas de realizar as suas metas e de demonstrar a sua relevância. Considera que a instituição universitária não é uma ´organização-empresa`. Entende que a crítica e a interrogação permanentes são mais valias da Instituição, que lhe garantem a sua criatividade e a capacidade de se modernizar. Considera que, por definição, o docente universitário deve ser irreverente mas responsável, em toda a extensão e consequência desta definição.”
[…]
“No momento em que é colocado em causa o próprio modelo de gestão democrática intrínseca à Universidade, e em que é feito apelo a uma visão de Universidade autista, elitista e fechada sobre si mesma, o candidato considera que o que está em causa é mais profundo.”
[…]
“Como organização que se pretende por natureza inconformista, na acepção mais profunda do termo, a Universidade deve rejeitar actuações de mera preservação de equilíbrios locais, de grupo ou pessoais. O futuro da Universidade inscreve-se nas gerações mais jovens, que devem consciencializar-se do imperativo da sua participação na vida da Instituição.”

Se conseguiu superar as dificuldades iniciais e se a sua ousadia o tenta para ir mais longe, deixo-lhe as questões adicionais seguintes:
i) se o docente universitário irreverente mas responsável de que se fala é aquele que, discordando embora de quase tudo quanto se passa na gestão de cúpula organização, está sempre disponível para votar as propostas do reitor (antes, candidato) e, mesmo, referendá-lo em processo eleitoral formalmente democrático?
ii) Onde se terá inspirado o candidato para reter no seu manifesto eleitoral expressões como autista, elitista e fechada, e se não queria, antes, falar de pseudo-democrático, elitista e sulista?
iii) Em que sentido o candidato afirma que “a Universidade deve rejeitar actuações de mera preservação de equilíbrios locais, de grupo ou pessoais”? Exprimirá alguma frustração face à sua manifesta incapacidade de comunicar com a envolvente político-institucional? Ou quererá reafirmar a sua cultura de solidão do poder, em detrimento da lógica de núcleo duro dentro da equipa reitoral? E, finalmente,
iv) porque razão se referirá o candidato a instituição e universidade umas vezes fazendo uso de letra maiúscula e outras de minúscula? Será para distinguir a “sua” Instituição / Universidade da dos outros, porventura, os tais elitistas e sulistas a que faço alusão?

E basta, para esta altura. Férias, são férias! Não convém forçar.

J. Cadima Ribeiro

sábado, julho 15, 2006

Educação e Fecundidade em Portugal

“O aumento nos níveis de produto e de rendimento é uma condição fundamental para a promoção do desenvolvimento económico, nos países e nas regiões. Ceteris paribus, níveis de rendimento mais elevados permitem que as famílias possam usufruir de níveis de rendimento disponível também mais elevados e, consequentemente, melhorar o seu nível de bem-estar.
A teoria do capital humano mostra-nos, a nível territorial, a estreita relação entre o aumento da riqueza e os níveis de qualificação da população. Níveis elevados nestas variáveis - rendimento e habilitações escolares - traduzem-se, pelo menos nos países da Europa, em níveis também maiores de riqueza. Por outro lado, sabemos que os territórios não poderão promover processos sustentados de desenvolvimento económico e social, particularmente em termos inter-geracionais, se o número de filhos que cada família tem for insuficiente para garantir a substituição de gerações.
Portugal é um dos países europeus com mais baixos níveis de rendimento (apenas 68.7% do PIB per capita em 2003), baixos níveis de qualificação no mercado de trabalho (cerca de 40% da população activa, em 2002, não tinha qualquer nível de instrução ou tinha apenas o 1º ciclo do ensino básico) e, simultaneamente com reduzidos níveis de fecundidade (em média, 1.4 filhos por mulher, em 2004). Efectivamente, este cenário coloca sérios desafios a Portugal, no que respeita à melhoria do comportamento destas variáveis.
Assim, com esta comunicação propomo-nos, a partir de dados estatísticos para os concelhos de Portugal continental, analisar a existência de inter-relações entre as diferenças nos níveis de educação - particularmente das mulheres - e o número médio de filhos.”

Conceição Rego (Department of Economics, University of Évora)
Maria Filomena Mendes (Department of Sociology, University of Évora)
António Caleiro (Department of Economics, University of Évora)

Keywords: Desenvolvimento económico, Desigualdades de rendimento, Diferenças nos níveis de educação, Fecundidade, Portugal
Date: 2006
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:evo:wpecon:10_2006&r=edu

(resumo de “working paper” intitulado Educação e Fecundidade em Portugal: as diferenças nos níveis de educação influenciam as taxas de fecundidade?; nep-edu, 2006;
Edited by: João Carlos Correia Leitão http://ideas.repec.org/e/ple48.html
Universidade da Beira Interior Date: 2006-07-09)

sexta-feira, julho 14, 2006

Professores auxiliares convidados

“O SNESup tem vindo a denunciar como abusiva a contratação de doutores como professores auxiliares convidados em tempo integral. Um inquérito por questionário recentemente aplicado pelo Sindicato (ver anexo), confirma que:
- esta prática decorre de políticas adoptadas pelas instituições;
- está associada em muitos casos à celebração de contratos por períodos até um ano, que o ECDU permite quando as necessidades lectivas assim o recomendarem, e à sua subsequente renovação por períodos também até a um ano, quando o Estatuto estabelece que sejam renovados por cinco anos;
- está igualmente associada à atribuição de cargas horárias superiores às nove horas de aulas semanais que o ECDU estabelece como limite para os docentes em tempo integral, de carreira ou convidados;
- a quase totalidade dos docentes nesta situação pretende passar à carreira, onde aliás está previsto um período probatório de cinco anos antes da nomeação definitiva;
- a grande maioria pretende que o SNESup intervenha junto das instituições.
A regularização das situações dos professores auxiliares convidados em tempo integral com doutoramento, bem como da de outros doutores que tanto nas universidades como nos politécnicos continuam sem enquadramento contratual adequado, está reivindicada no documento "Seis medidas pela estabilidade profissional e pela protecção em caso de desemprego", subscrito pelo SNESup e pela FENPROF e entregue no MCTES em 8 de Junho último.
Não podemos deixar de nos congratular por o Reitor da Universidade de Évora ter anunciado recentemente a delegações sindicais que pretende resolver estas situações.
Trabalharemos para que outras Universidades adoptem orientação semelhante. Desde já apelamos aos interessados para que nos contactem. Saudações académicas e sindicais.”


A Direcção do SNESup
14-7-2006
SNESup – Sindicato Nacional do Ensino Superior
snesup@snesup.pt

LISBOA (sede nacional) - Av. 5 de Outubro, 104 - 4º - 1050-060 LISBOA
Tel. 217995660; Fax. 217995661

(reprodução de mensagem de correio electrónico recebida nesta data)

quinta-feira, julho 13, 2006

"Concurso nacional distingue ideias inovadoras de universitários"

«Identificar pessoas e ideias inovadoras com potencial e dar-lhes condições para o desenvolvimento das ideias numa perspectiva de valor e mercado. Estes são os objectivos do Prémio Innovation Point 2006 – Concurso Nacional de Inovação para Universitários, com periodicidade anual.
O projecto foi ontem dado a conhecer, no âmbito da apresentação pública da “Innovation Point S.A.”, uma sociedade anónima cujo capital é detido pela “holding” DST SGPS S.A. e por accionistas privados. A cerimónia foi presidida pelo secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, Fernando Serrasqueiro.
José Teixeira, vogal do Conselho de Administração da empresa, anunciou que o concurso se dirige a estudantes do ensino superior, universitário ou politécnico, público ou privado e a estudantes estrangeiros que frequentem o ensino em Portugal ao abrigo de programas de mobilidade. As candidaturas, que podem ser individuais ou apresentadas em equipas, “às quais se podem juntar docentes ou investigadores “, têm de ser apresentadas até 3 de Novembro. O período de análise das candidaturas decorre de 6 a 30 de Novembro e a sessão de entrega de prémios realiza-se entre 11 e 20 de Dezembro.
Podem ser apresentadas "a concurso ideias inovadoras em qualquer área, com elevado potencial de mercado, nos formatos de modelo de negócio, de produto (bem) e de produto (serviço)". Os projectos são avaliados por um júri que integra elementos da “Innovation Point”, do Plano Tecnológico, do IAPMEI, da Agência de Inovação, da Tec-Minho e da Associação Industrial do Minho.
Incubar ideias e gerar produtos.
O presidente do Conselho de Administração da “Innovation Point”, José Mendes (ex-vice-reitor da Universidade do Minho), explicou que a missão da empresa consiste em “incubar ideias e gerar produtos”. O respectivo modelo de actuação começa na geração de ideias, seguindo-se a identificação de oportunidades e avaliação da ideia, a incubação da ideia, o desenvolvimento e a comercialização.
A propósito do Processo de Bolonha, a “Innovation Point” lançou um programa de Investigação & Desenvolvimento + Inovação, tendo em vista o desenvolvimento de soluções de gestão da aprendizagem que endereçam esta nova realidade, com perspectiva de lançamento no mercado internacional. Para este ano, a empresa tem previsto o desenvolvimento de projectos no âmbito do ambiente, engenharia e construção, tecnologias da informação e conteúdos, administração pública, educação de nível superior e exploração vocacional, através de tecnologias móveis.
O primeiro produto, lançada esta semana, denomina-se “where-to-invest-inportugal.com”, uma solução global de marketing territorial dirigida aos municípios para a atracção de investimento directo, explicou o responsável.Trata-se de uma solução que permite aos municípios adquirir visibilidade no contexto dos processos de decisão das empresas investidoras, nomeadamente no que se refere à selecção de localizações vantajosas.»

Cláudia Pereira
in Diário do Minho de 2006-07-13

quarta-feira, julho 12, 2006

Universities as drivers of .../policies and recomendations

“The general context of socio-economic activity in any given locale shapes the actions and performances of the universities. But more than that, university leadership emerges as an important factor in determining whether universities adopt a proactive approach. Adjusting their strategies to very diverse contexts, university managers can deploy their talents and leadership skills to address economic needs.
[…]
As for factors hindering or supporting university-industry linkages, the institutional framework for urban development policies, and more specifically the incentive policies put in place by local governments, emerge as crucial. In those cities where local governments have more liberal and open policies – like Ho Chi Minh or Danang – universities tend to work more closely with firms.
[…]
There is a range of policies that need to be improved for facilitating linkages between Universities and local firms. Financial constraints and the shortage of a new generation of university staff merit especially focused attention. Incentives need to be extended to enable university research to become more market driven and thus to better serve the needs of firms and industry. It is only though long-term vision that universities will become key actors in the overall innovation system in the country.”

Tran Ngoc Ca
Date: 2006-06-01
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:wbk:wbrwps:3949&r=edu
(extractos da secção “Policies, institutional framework and recommendations” de “working paper” intitulado Universities as drivers of the urban economies in Asia : the case of Vietnam; nep-edu, 2006)

terça-feira, julho 11, 2006

"Talentos e Regiões"

"Na última década, países e, sobretudo, cidades europeias acordaram para a necessidade e de reter os seus talentos e atrair os provenientes de outros locais. Por exemplo, a Irlanda tem hoje programas como as Young Presidential Investigation Awards para apoiar os seus jovens cientistas mais talentosos. Dublin oferece até ateliês para os mais prometedores arquitectos internacionais.
Na vizinha Barcelona, criou-se uma iniciativa (http://www.bcn.es/22@bcn/) para transformar a cidade num magnete de talento mundial nas áreas dos novos media e biotecnologia. Essa iniciativa associa as principais universidades, empresas e entidades bancárias de Barcelona. Os impostos sobre rendimentos na região foram também reduzidos para atrair residentes estrangeiros baseando-se numa tarifa plana de 20% […]. A recente instalação do laboratório europeu de investigação da Yahoo demonstra a crescente atractividade da cidade.”


António Câmara
Prof. da FCT-UNL e Presidente da YDreams

(extracto de artigo intitulado “Talentos e Regiões”, publicado no EXPRESSO – Economia, de 06/07/08, p.19)

segunda-feira, julho 10, 2006

Instituto Ibérico de Investigação em Braga?

Em artigo com a assinatura de Francisco de Assis/Lusa e intitulado “Instituto Ibérico de Investigação vai ter sede em Braga”, podia ler-se no Diário do Minho de 20 de Novembro de 2005 o seguinte:

“A cidade de Braga foi honrada na XXI Cimeira Luso Espanhola, que decorreu em Évora, ao ser escolhida para acolher a sede do Instituto Ibérico de Investigação. Trata-se de um centro científico que vai permitir uma maior mobilidade e cooperação entre investigadores de Portugal e Espanha.
Os primeiros-ministros de Portugal, José Sócrates, e de Espanha, José Luís Zapatero, consideraram que esta cimeira representou um «salto qualitativo» na relação entre os dois países, «sendo a ciência a nova estrela da cooperação». O concelho e a região de Braga certamente vão recordar este encontro com satisfação por esta decisão, uma vez que ela representa um reconhecimento das potencialidades da região e das actuais infra-estruturas de ensino sedeadas no Minho. O reitor da Universidade do Minho, António Guimarães Rodrigues, manifestou o seu agrado, considerando que «o Centro de Investigação virá alavancar diversos clusters que se pretendem ver instalados e reforçados na região. É, portanto, de grande relevância para a região».
Guimarães Rodrigues disse ainda que as informações sobre o Centro e a sua configuração irão ainda ser detalhadas. Mas tem já conhecimento da importância do instituto, uma vez que lhe foi comunicado pessoalmente pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago. Uma informação recebida com «satisfação», considerando a sua importância para a Universidade. Guimarães Rodrigues recordou que a UM tem como sua prioridade estratégica a criação de uma Região do Conhecimento no Minho. A sua acção, em parceria com os demais agentes de desenvolvimento, tem sido desenvolvida no sentido de criar na Região do Minho as condições para o desenvolvimento sustentado. «O Pacto de Desenvolvimento Regional assinado em 2003 tem essa expressão, e os diferentes agentes envolvidos têm vindo a construir a malha que permite a sua implementação».
[…]
Sobre o futuro Instituto Ibérico de Investigação e Desenvolvimento, o ministro português da Ciência e Tecnologia, Mariano Gago, afirmou no final da conferência de imprensa dos dois chefes do Governo que o instituto de Braga será presidido pelo espanhol José Ribas, docente na Universidade de Santiago de Compostela.
De acordo com Mariano Gago, o instituto vai acolher cerca de 200 investigadores portugueses e espanhóis, mas também está aberto a especialistas de outros países e que entrará em funcionamento até 2007, com um investimento público português e espanhol, anual que rondará os 30 milhões de euros. Para o primeiro-ministro português José Sócrates, «esta cimeira esteve à altura destes tempos de exigência, de responsabilidade e de ambição», realçando os 12 acordos de cooperação assinados na área da ciência e tecnologia.
Por sua vez, o chefe do Governo de Madrid, disse na conferência de imprensa que encerrou a cimeira de Évora, a propósito da cooperação ibérica na área da ciência, que «Portugal e Espanha estão a viver um momento de excelência» nas suas relações bilaterais […]. «Para além das tradicionais áreas de cooperação da segurança e das relações económicas, alargámos agora o campo de actuação conjunta ao emprego, ao ambiente e à ciência, que foi a estrela desta cimeira», sustentou Zapatero.”

Depois de um longo período de silêncio, este assunto voltou a ser mencionado na comunicação social nos últimos dias (cf. artigo de La Voz de Galicia, de 06/07/04, inserto abaixo - El AVE Vigo-Oporto estará en funcionamiento el 2013), se bem que com saliência menor.
Dado o tempo entretanto decorrido e as datas anunciadas para o arranque do Instituto, não seria de esperar que se soubesse já algo mais sobre a configuração do projecto, a sua instalação física, a estrutura humana encarregue da sua implementação, entre outros aspectos? Significará este vazio de notícias e de acções que, afinal, se tratou apenas de mais uma acção de propaganda dos governos? E que dizer da irrelevância política que parece ter tido e continuar a ter a UMinho (leia-se: a sua reitoria) na configuração e eventual materialização deste projecto? Deverá essa realidade ser entendida como uma simples desatenção dos agentes políticos ou significará muito mais que isso?
Seria muito interessante ver estes aspectos esclarecidos, a breve prazo. Ao fim e ao cabo, estão em causa as enunciadas apostas do governo na Ciência e Tecnologia e no desenvolvimento da nossa região. Obviamente que, na falta de resposta, o tempo e os factos se encarregarão de fazer plena luz sobre a matéria.

J. Cadima Ribeiro

sábado, julho 08, 2006

FCT: candidaturas a financiamento de projectos de investigação

“Caro investigador(a),
O novo Regulamento de acesso a financiamento de projectos de investigação científica e desenvolvimento tecnológico, encontra-se disponível desde ontem dia 5 de Julho na página web da FCT em: http://www.fct.mctes.pt/projectos/concurso2006/regulamento/
Para que a adesão da comunidade científica às várias iniciativas que estão em curso, ou em vias de lançamento, seja o mais participada possível, a FCT decidiu alargar o prazo de submissão de candidaturas a financiamento de projectos de investigação científica e desenvolvimento tecnológico, até dia 31 de Agosto.
Com os meus cumprimentos,”

João Sentieiro
Presidente da FCT

(mensagem recebida de Presidência presidencia@fct.mctes.pt
Data: Fri, 07 Jul 2006 21:37:09 +0100
Reponder para: Presidência
Assunto: Regulamento de acesso a financiamento de projectos)

sexta-feira, julho 07, 2006

"Universities as drivers of the urban economies in Asia: the case of Vietnam"

”This study looks at the contribution of the university system in Vietnam to the socioeconomic development in general, and their relationship with firms, dynamic actors of the economy in particular.
The study uses different methods of research, from reliance on secondary data to interviews with universities and survey of firms. Several case studies of the key universities in four regions have been undertaken: Hanoi in the north, Danang in the center, and Ho Chi Minh City and Cantho in the south of Vietnam.
The findings show that the role of Vietnamese universities in research is much weaker than teaching, and that their contribution to the socioeconomic development of the country is limited to the production of an educated labor force rather than innovation. However, in selected universities, innovation did take place to a certain extent and brought benefits for both the universities and firms they served. This situation is explained by both the inherited university system in Vietnam and its shift in behavior in the context of economic renovation and globalization.”

Tran Ngoc Ca
Keywords: Tertiary Education, ICT Policy and Strategies, Agricultural Knowledge & Information Systems, Rural Development Knowledge & Information Systems, Access & Equity in Basic Education
Date: 2006-06-01
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:wbk:wbrwps:3949&r=edu

(Resumo de “working paper”; nep-edu, 2006)

quinta-feira, julho 06, 2006

As boas-vindas ao novo pró-reitor

Caros (as) colegas,
Já sabem que vamos ter um novo pró-reitor? E ainda por cima para as relações internacionais. Vai ser agora que vamos ter uma estratégia de internacionalização da UMinho!
Estranho, estranho é que o recém-candidato a reitor, Prof. António Guimarães Rodrigues, que se sabe ser pessoa que se distingue na sua acção directiva por pôr o planeamento antes de tudo o mais, se tenha esquecido de anunciar a inclusão deste novo elemento na sua “equipa” reitoral, para mais sendo o reforço que vão ver e tendo esta área a relevância estratégica para a Universidade que o reitor não se tem cansado de enunciar.
Se não sabiam do que anuncio, vão querer saber quem é a personalidade que vai protagonizar o lugar. Perdoar-me-ão que alimente o “suspense”. Confio que o vosso coração resista até à publicitação oficial.
De uma coisa podem estar seguros: é a pessoa certa, pelos seus atributos executivos, modéstia e discernimento estratégico, aliás, à imagem da equipa reitoral, no seu todo.

J. Cadima Ribeiro

quarta-feira, julho 05, 2006

Whatever can be done will be done

"A fundamental rule in technology says that whatever can be done will be done."

Andrew Grove
(citação extraída de SBANC Newsletter, July 4, 2006, Issue 428-2006, http://www.sbaer.uca.edu )

terça-feira, julho 04, 2006

El AVE Vigo-Oporto estará en funcionamiento el 2013

“El encuentro entre el presidente de la Xunta, Emilio Pérez Touriño, y el primer ministro portugués, José Sócrates, sirvió ayer al jefe del Ejecutivo gallego para rebajar en dos años las previsiones de entrada en funcionamiento del AVE Vigo-O Porto.
La secretaria lusa de Infraestructuras había anunciado en abril de este año que antes del 2015 no se podría hablar de esta conexión que, ayer, según Touriño, retoma los plazos iniciales y su consideración de proyecto estratégico.
«Retómase a referencia de prazos que existía anteriormente, agora si, se retoman as primeiras referenias temporais», manifestó Touriño en su comparecencia en San Bento, la residencia del primer ministro luso.
[…]
Touriño salió contento de su encuentro de 40 minutos con Sócrates, y repitió en varias ocasiones que el AVE Vigo-Oporto tiene carácter «estratéxico» para el Gobierno luso. «O Goberno portugués está plenamente decidido e involucrado en esta actuación», observó el presidente de la Xunta.
La línea de alta velocidad desde Oporto hasta Galicia se construiría en los mismos plazos que la Madrid-Lisboa, si se cumplen los pronósticos expresados ayer.
Universidades
Touriño anunció también que en octubre habrá un encuentro entre las tres universidades gallegas y las del norte de Portugal, para estudiar la opción de crear un distrito compartido, lo que otorgaría la opción de ofrecer másteres de postgrado conjuntos y mayor movilidad a los estudiantes de ambas demarcaciones, que suman seis millones y medio de habitantes.
El presidente gallego se entrevistó, previamente a su encuentro con Sócrates, con el ministro de Ciencia y Tecnología, Mariano Gago, acompañado por la conselleira Laura Sánchez Piñón, para dialogar sobre el Centro Internacional de Nanotecnología de Braga, que dirigirá el gallego José Rivas, catedrático de Física de la Universidad de Santiago.
[…]
Touriño cerró la jornada de ayer con una cena en la embajada de España en Lisboa, que dirige Enrique Panés.”

(extracto de notícia publicada em La Voz de Galicia de 06/07/04, http://www.lavozdegalicia.es/)

segunda-feira, julho 03, 2006

Somos todos culpados

De um colega docente bem identificado, através de um canal paralelo a este, recebi há dias uma mensagem que, reportando-se a um texto que inseri neste “jornal de parede”, comentava que não era o reitor, este ou outro, o responsável directo por todos os erros e desmandos a que as pessoas e a instituição têm estado sujeitas, um pouco por toda a UMinho, nestes anos mais recentes. Dizia, ainda, que um reitor poderia ser um agente de transformação desta cultura institucional, a começar pela coragem que mostrasse de agir disciplinarmente contra quem prevarica de forma grave face à legalidade e ao dever de se respeitarem os direitos legítimos das pessoas, sejam elas professores ou não.
Mais acrescentava que “o cancro da instituição”, a seu ver, residia na mentalidade de muitos professores catedráticos, que interpretam essa sua condição como garantia de impunidade ou inimputabilidade. Concluía com a afirmação de que isso é que destruía energias, a participação, a criatividade e a inovação e, afinal, o prazer e o entusiasmo de avançar com novos projectos.
A reprodução do enunciado de ideias que aqui trago é da minha lavra, não sendo seguro que tenha captado literalmente tudo o pretendeu transmitir-me.
Recupero aqui esta troca de mensagens porque ela me parece transcender a simples comunicação pessoal e me permite sublinhar algumas concordâncias com o que o colega enunciava e, também, algumas dissonâncias.
A primeira concordância vai para a afirmação de o reitor (e, sem ambiguidade, é deste que estamos a falar) não ser o culpado de tudo o que vai mal na UMinho. E vai muita coisa, como parece ser consensual. Não sendo responsável por tudo, é, todavia, o primeiro, mesmo por ser a cúpula formal da organização, e por não saber partilhar nem responsabilidades nem méritos e ninguém o ter obrigado a concorrer ao lugar.
Eu iria, entretanto, mais longe e diria que responsáveis somos todos, por acção ou, como é mais comum, por omissão. Pondo maior sentido cívico, mais empenho e mais exigência não haveria espaço para tantos jogos de poder, permissividade a conluios, nem lugar para que a obstinação persistente de medíocres vingasse. Culpados somos todos, os professores catedráticos, seguramente, mas igualmente os professores associados, os auxiliares, os assistentes (grupo em vias de extinção) e os funcionários não-docentes de todas as categorias profissionais e níveis. Aliás, permitimos até que deste grupo emergissem alguns pequenos senhores do paço ou equiparados, como se um não fosse já demais. Assim dizendo, fica, por outro lado, sublinhado um elemento de discordância sobre o que me transmitiu o colega em apreço e o que, porventura, pensarão outros.
Não partilhando o ponto de vista que se defende sobre a responsabilidade do reitor e dos catedráticos, concordo ainda menos com a eficácia de soluções do tipo disciplinar. Esses institutos jurídicos não servem como instrumento de gestão e não devem informar nenhum modelo de gestão, mesmo de deriva autoritária (até porque, nos dias que correm, não fica bem). O entusiasmo, a capacidade de motivar as gentes, a força do exemplo e a nobreza de atitude, serão, esses sim, poderosos instrumentos de gestão das organizações, capazes de minimizar contrariedades e levar à superação individual e colectiva. Entusiasmo, no entanto, não o tem quem quer. Têm-no, apenas, os que são capazes de perceber o trabalho e o lazer como partilha e possuem dose bastante de altruísmo.

J. Cadima Ribeiro

sábado, julho 01, 2006

"O método Scolari"

“O sofá e a televisão são a melhor escola que os aspirantes a uma carreira de sucesso como executivos de topo poderiam ter neste início de Verão. Precisam é de estar atentos a todos os gestos de Luiz Filipe Scolari . A cotação do seleccionador nacional não tem subido só no universo desportivo. Também os especialistas em liderança empresarial estão rendidos: o brasileiro parece ter um talento nato para a gestão de equipas, não ficando atrás nem de José Mourinho, o treinador mais bem pago do mundo, nem de muitos directores de multinacionais.
É verdade que está longe de exibir o «charme» de Mourinho mas, para a principal especialista da Heidrick & Struggles na área de «leadership services», Scolari possui uma qualidade mais interessante do que essa: «Tem perfume, uma atitude natural». Formada em medicina interna e com um doutoramento em psicologia relacionado com o comportamento dos executivos nas empresas, Isabel Rodrigues reconhece-lhe o atributo ideal para um gestor: «É um homem que está comprometido com a vida, para quem a vida não é um jogo. Para ele, é o percurso que conta e não o objectivo final. Sente-se que Scolari está bem e toda a gente quer estar perto de alguém que está bem, que acredita em si e nos outros. Isso faz com que os jogadores acreditem também em si próprios, de que são capazes de vencer».
Para Vítor Sevilhano Ribeiro, administrador do Laboratório da Formação, o seleccionador nacional cumpre os três «C» do triângulo da liderança empresarial: conceito, competência e compromisso: «Scolari sabe para onde quer ir e como fazer para lá chegar, além de comunicar bem e de conseguir construir um espírito de equipa. Essa é a parte do coração». O lado emocional é, claramente, um dos pontos fortes do brasileiro. “Reconheço nele o que diz Rob Goffee, um guru da liderança. Scolari usa as suas emoções para estimular as energias dos outros. Ele estuda e cria situações emocionais para gerar energia positiva».
Vítor sevilhano coloca-o lado a lado com o treinador do Chelsea. «Ambos têm uma empatia firme e sabem lidar bem com a comunicação para dentro e para fora do grupo. Profissionalmente, são parecidos. ”

in Expresso de 06/07/01, p. 6