Fórum de Discussão: o retorno a uma utopia realizável - a Universidade do Minho como projecto aberto, participado, ao serviço do engrandecimento dos seus agentes e do desenvolvimento da sua região

segunda-feira, outubro 02, 2006

Braga é uma das cidades menos competitivas entre todas as capitais de distrito de Portugal

«Braga é uma das cidades menos competitivas entre todas as capitais de distrito de Portugal continental, num “ranking” em que é acompanhada no fundo da tabela por cidades como Setúbal, Faro, Viana do Castelo e o Porto, considerada a menos competitiva, em contraponto com Évora, a mais competitiva, que é seguida por Lisboa, Coimbra, Beja e Leiria. No geral, Braga soma quatro pontos contra 7,29 de Évora, numa escala de 0 a 10.
O estudo foi elaborado em co-autoria por Paulo Mourão, professor do Departamento de Economia da Universidade do Minho, e pelo economista Júlio Miguel Barbosa, e aplicou às capitais de distrito portuguesas o mesmo método que o Fórum Económico Mundial utiliza para elaborar anualmente o ‘ranking’ da competitividade mundial.
Para compor o Índice de Competitividade das Cidades Capitais de Distrito (ICC), os autores utilizaram quatro sub-índices, que medem a competitividade laboral, empresarial, demográfica e de conforto e basearam os cálculos no Atlas das Cidades de Portugal, publicado pelo Instituto Nacional de Estatística em 2002.
O trabalho permitiu concluir que o desenvolvimento económico destas cidades em termos de Produto Interno Bruto (PIB) "não é premissa" para um ICC elevado, pois "o que está aqui em análise não é o nível de riqueza, mas as oportunidades de crescimento e de expansão de recursos", explicou ao DM Paulo Mourão, considerando que a cidade de Braga evidencia "pontos de saturação de crescimento", face a outras que apresentam ainda muitos recursos inexplorados. Porto (18.º), Faro (16.º) e Braga (15.º) contrastam, assim, com Évora (1.º), Beja (4.º) e Castelo Branco (6.º), o que, segundo o estudo, permite provar que as disparidades tradicionais ao nível do desenvolvimento económico podem ser esbatidas por melhorias actuais do nível de competitividade dos espaços historicamente menos reconhecidos, como é o caso do “interior” português.
Os autores notam os valores «extremamente modestos de cidades historicamente relevantes», como o Porto, Braga e Faro e explicam-nos com "perdas sucessivas de competitividade devidas sobretudo às variantes taxa de mortalidade infantil, esperança média de vida e alojamentos familiares vagos".»


(extracto de notícia, intitulada “Estudo da Universidade do Minho aponta Évora como a mais competitiva", publicada no Diário do Minho, em 2006-10-01)

"A entidade reguladora"

"Desde há muito que defendo a criação de uma Agência Reguladora da Educação Superior (ARES). Há actividades muito complexas que beneficiam de regulação por agências independentes, como é norma da Nova Administração Pública. Já as temos, em muitos sectores, como a saúde, a concorrência, as comunicações. São também uma forma de solidificar a confiança dos utentes, sem suspeitas de instrumentalização governamental."
João Vasconcelos Costa
(extracto de mensagem datada de hoje, intitulada "A entidade reguladora", disponível no blogue do seu autor (Reformar a Educação Superior)

domingo, outubro 01, 2006

“ICT Adoption and Productivity in Developing Countries: New Firm Level Evidence from Brazil and India”

“This paper uses a unique new data set on nearly a thousand manufacturing firms in Brazil and India to investigate the determinants of ICT adoption and its impact on performance in both countries. The descriptive evidence shows that Brazilian firms on average use ICT more intensively than their Indian counterparts but changes over time have been rather similar in both places. Within countries ICT intensity is strongly related to size, ownership structure, share of administrative workers and education. The econometric evidence documents a strong relationship between ICT capital and productivity in both countries, even after controlling for several other factors, including firm-specific fixed-effects. The rate of return of ICT investment seems to be much larger than usually found in more developed countries. Specific types of organisational changes matter for the return of ICT, but only for high adopters. Firms report several constraints to ICT investment in both countries and power disruption seems to significantly depress adoption and returns to ICT expenditures in India. This may be indicative of the impact of a cluster of poor institutions and/or infrastructure on performance.”

Rakesh Basant (Indian Institute of Management Ahmedabad)
Simon Commander (London Business School and IZA Bonn)
Rupert Harrison (Institute for Fiscal Studies, London)
Naercio Menezes-Filho (Universidade de São Paulo)
Keywords: ICT, productivity
Date: 2006-09
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:iza:izadps:dp2294&r=edu

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

sábado, setembro 30, 2006

O grande problema não é a entrada na universidade

"O grande problema não se prende com a entrada na Universidade, pois actualmente quase que só é preciso ter média positiva para entrar. O cerne da questão está na falta de aposta em cursos que realmente valham a pena e que sirvam as necessidades do país. E aí as Universidades têm que assumir um papel mais activo, facultando informação sobre as taxas de empregabilidade dos jovens licenciados, etc., por forma a que aqueles que se candidatam às universidades possam ter uma ideia mais concreta do que o país realmente precisa..."

Nuno Afonso

(extracto de comentário disponível no "fórum" da plataforma electrónica de apoio à unidade curricular Economia Portuguesa e Europeia, da EEG/UMinho; Set. 2006)

O secundário não prepara os jovens para o patamar seguinte

"O sistema de ensino não está organizado de forma homogénea. O ensino universitário é incomparavelmente mais exigente que o secundário: o método de ensino, o método de estudo, o método de avaliação. O ensino secundário não prepara os jovens para o patamar seguinte, e há estudantes que não se adaptam facilmente. Agora, com a introdução do processo de Bolonha, esta situação é ainda mais flagrante: como se pode exigir aos estudantes universitários que sigam um método de auto-aprendizagem quando estiveram pelo menos 12 anos num sistema de ensino em que tal nunca lhes foi exigido?"
Patrícia Fernandes
(extracto de comentário disponível no "fórum" da plataforma electrónica de apoio à unidade curricular Economia Portuguesa e Europeia, da EEG/UMinho; Set. de 2006)

sexta-feira, setembro 29, 2006

Um balanço positivo ?

"Quase 63% das escolas que encerraram em todo o país - 1420 - situam-se na região Norte. Em 86 municípios, fecharam 884 estabelecimentos do 1.º Ciclo, movimentando 6480 alunos. Em média, cada unidade encerrada tinha, portanto, pouco mais de sete alunos. Ontem, Margarida Moreira, responsável máxima pela Direcção Regional de Educação do Norte (DREN), fez um balanço positivo das duas primeiras semanas decorridas desde o início do ano lectivo."

(extracto de notícia, intitulada "Encerraram 884 escolas no Norte", publicada no Jornal de Notícias, em 2006-09-29)

quinta-feira, setembro 28, 2006

“Latin American universities and the third mission : trends, challenges, and policy options”

“Universities in Latin America are increasingly considered instruments of social and economic development and face rising expectations in regard to supplying relevant skills, undertaking applied research, and engaging in commercial activity. The paper discusses trends and challenges within Latin American universities, as well as policy options available for strengthening their contributions to social and economic development. The so-called third mission of universities is often equated with knowledge transfer narrowly defined as licensing and commercialization of research. The paper adopts a broader approach and explores how the new role of universities affects all aspects of academic practice in Latin America, including advanced education and research. It concludes that policymakers and university managers in Latin America face an important challenge of defining a legal framework, sound management procedures, and notably, incentive systems that stimulate outreach and entrepreneurship among students and staff while recognizing and preserving the distinct roles of universities.”

Thorn, Kristian;
Soo, Maarja.
Keywords: Tertiary Education, Agricultural Knowledge & Information Systems, Rural Development Knowledge & Information Systems, ICT Policy and Strategies, Secondary Education
Date: 2006-08-01
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:wbk:wbrwps:4002&r=edu

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

Retirar o dinheiro para alimentação

"Cortar no financiamento é como retirar a alguém o dinheiro para alimentação, com o argumento de que a dieta está errada. A solução tem que ser outra."

Pedro Lourtie

(extracto de artigo, intitulado "O novo ano lectivo", publicado no Diário Económico, em 06/09/26)

quarta-feira, setembro 27, 2006

"Chamadas de atenção"

Na entrada Apontamentos, do seu blogue, Reformar a Educação Superior, sob o título "Chamadas de atenção", João Vasconcelos Costa inseriu hoje uma mensagem de que retenho o extracto que deixo abaixo, e cuja leitura recomendo vivamente, no seu todo.

"Chamada de atenção também para um artigo de Pedro Lourtie, ontem, no Diário Económico: “O novo ano lectivo”. Também fala do orçamento, mas de mais coisas importantes, como a adequação burocrática a Bolonha e as incertezas quanto ao futuro de algumas instituições."

Como diria o "outro", assim vai o ensino superior!

J. Cadima Ribeiro

terça-feira, setembro 26, 2006

"A aprendizagem exige dedicação”

«“A aprendizagem exige dedicação”, avisou o reitor, acrescentando que a Universidade do Minho conta com a juventude e expectativas dos caloiros para se renovar a ela própria.»

(extracto de artigo, intitulado ‘Aprendam, divirtam-se, evoluam ... na melhor academia do país’, do Correio do Minho, de 2006-09-26 )

Comentário: proferidas no contexto da cerimónia de "recepção ao caloiro", não consideram serem as palavras do reitor despropositadas, isto é, não deveria aquele, antes, incitar os estudantes a fazerem da sua vida académica uma festa permanente? Adicionalmente, não será falta de gosto falar de trabalho no meio de uma festa? E que dizer da referência à renovação da Universidade? Não soa isso a heresia na boca de quem tão afanosamente tem combatido qualquer esboço de renovação da Instituição?

Investimentos em capital humano

“No que respeita à formação do 1º ciclo - vulgo, licenciaturas - , mais do que um problema de numerus clausus, temos um problema de apostas ou investimentos em capital humano mal direccionados, isto é, os jovens continuam a fazer muito curso que não responde às exigências de qualificação do nosso tecido produtivo. Esta é uma dimensão do problema. Outra é a falta de ousadia de parte do nosso empresariado. O estado também terá a sua quota de responsabilidade, umas vezes por acção, outras por falta dela.”

“Considero o problema central que coloca um do tipo «pescadinha de rabo na boca». Quero eu dizer que enquanto a economia portuguesa não apostar mais em sectores sofisticados e inovadores dificilmente arranjará lugar para activos mais qualificados (na dimensão actual da oferta). Por outro lado, quanto mais tempo levar a integrá-los, menos apta estará para explorar sectores e negócios mais exigentes em qualificações tecnológicas e organizacionais. É esse o círculo vicioso que urge superar.”

J. Cadima Ribeiro

(comentários extraídos do “fórum” da plataforma electrónica de apoio à unidade curricular Economia Portuguesa e Europeia, da EEG/UMinho; Setembro de 2006)

segunda-feira, setembro 25, 2006

“Fields of study and graduates` occupational outcomes in Italy during the 90s. Who won and who lost?”

«Research on the transition from school to work is increasingly focusing on the horizontal stratification of educational systems, that is on how different educational tracks have an effect on students` occupational chances. In the case of tertiary education, this means analyzing how different fields of study (faculties) make a difference in this transition, and how this difference varies in time. This paper studies how recent economic and social changes affected the role of undergraduate field of study in Italy. Two contrasting hypotheses are considered. The first one comes from the economic literature on “skill-biased technological change” and suggests that contemporary societies should give a premium to scientific and technical degrees, because of increasing competition in technological innovation. The second one, based on sociological theories of the “information economy”, suggests that contemporary societies should give a premium to academic degrees because of the increasing economic role of general, social and relational skills. Data come from four surveys of university graduates` occupational careers that the Italian National Statistical Institute (Istat) has conducted from 1995 to 2004. By means of multivariate analyses of the quality of the occupational transitions, the paper will state how the effect of different fields of study on the transition has changed, and which one of the two contrasting hypotheses is better suited to account for this change.»

Gabriele BALLARINO
Massimiliano BRATTI

Keywords: Employment; Field of Study; Graduates; Graduates; Italy
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:mil:wpdepa:2006-17&r=edu

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

domingo, setembro 24, 2006

“U.S. Universities' Net Returns from Patenting and Licensing: A Quantile Regression Analysis”

"In line with the rights and incentives provided by the Bayh-Dole Act of 1980, U.S. universities have increased their involvement in patenting and licensing activities through their own technology transfer offices. Only a few U.S. universities are obtaining large returns, however, whereas others are continuing with these activities despite negligible or negative returns. We assess the U.S. universities' potential to generate returns from licensing activities by modeling and estimating quantiles of the distribution of net licensing returns conditional on some of their structural characteristics. We find limited prospects for public universities without a medical school everywhere in their distribution. Other groups of universities (private, and public with a medical school) can expect significant but still fairly modest returns only beyond the 0.9th quantile. These findings call into question the appropriateness of the revenue-generating motive for the aggressive rate of patenting and licensing by U.S. universities."

Harun Bulut;
GianCarlo Moschini
(Center for Agricultural and Rural Development - CARD)
Keywords: Bayh-Dole Act, quantile regression, returns to innovation, skewed distributions, technology transfer, university patents.
Date: 2006-09
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:ias:cpaper:06-wp432&r=edu

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

sábado, setembro 23, 2006

Extinguir o CRUP. Ter reitores nomeados

Em mensagem datada de hoje e intitulada "Sem papas na língua", João Vasconcelos Costa invoca no seu blogue - Reformar a Educação Superior - notícia da TSF, de 20.9.2006, que se reporta a declarações de Marçal Grilo; concretamente:

“Marçal Grilo defendeu, esta quarta-feira, uma maior concorrência entre as universidades, sugerindo, nesse, sentido a extinção do Conselho de Reitores. À margem de um debate promovido pelo Conselho Nacional de Educação, o ex-ministro da Educação disse que este conselho não passa de um órgão de «lobby» que vai contra a autonomia dos estabelecimentos do ensino superior. Na sua intervenção, Marçal Grilo sugeriu também que os reitores das universidades deixassem de ser eleitos e passassem a ser nomeados de forma a reforçar as lideranças. «Isto só se consegue se, quem lidera a universidade, tiver uma designação por um órgão interno da universidade, mas composto fundamentalmente por pessoas vindas de fora do estabelecimento», defendeu. O antigo ministro apelou ainda ao reforço da formação dos professores, acusando os novos docentes de «falta de maturidade».”

Concordando com muito do que diz e do que subscreve das declarações do ex-Ministro da Educação e do Ensino Superior, atrevo-me, não obstante, a formular as duas questões seguintes:
i) questionando-se o papel de "grupo de pressão" do CRUP, será que, neste papel, esta estrutura foi eficiente, pelo menos?
ii) sendo Marçal Grilo dotado de tanta clarividência estratégica, porque não a evidenciou na sua passagem por funções governamentais (não considerando já as múltiplas outras atribuições que teve em matéria de gestão do ensino superior)?

Devo confessar que continuo a surpreender-me como pessoas inteligentes, que julgo bem preparadas em termos técnicos e científicos, em funções de gestão pública ou à frente dos orgãos de gestão das universidades e outros organismos, não conseguem ir além de desempenhos medíocres.

J. Cadima Ribeiro

sexta-feira, setembro 22, 2006

A praxe deve repudiar qualquer forma de violência física ou simbólica - 2ª via

«Significa que há uma consciencialização, que nos parece ser crescente, por parte dos estudantes de Coimbra de que há qualquer coisa a alterar relativamente aos rituais da praxe académica. Não estou a dizer que seja maioritária mas parece-me haver uma percepção nesse sentido. Quando 67% das pessoas respondem que "a praxe deve repudiar qualquer forma de violência física ou simbólica" eu penso que têm presente que existem contornos na praxe actual que encerram esse tipo de elementos. E parecem mostrar aqui que são renitentes relativamente a isso. Depois, 51% dos inquiridos dizem que "a praxe deve ser revista de forma a receber melhor os novos alunos". Também aqui me parece haver uma percepção de que há uma necessidade de que os mais velhos ponham em prática, na recepção aos mais novos, aspectos mais informativos e pedagógicos que os ajudem a integrar-se.
[…]
Houve alterações muito profundas, a Universidade massificou-se, os cursos têm muito mais gente, o contacto com o professor é muito mais complicado, há insucesso e o estudante está preocupado com isso. E como perante a família, mesmo que seja ele o culpado, não quer assumir o insucesso, como há tanto chumbo e tanto abandono é porque os professores são maus. E pode ser até que tenha alguma razão, mas também se caiu numa certa onda de facilitismo. E eu falo por experiência própria.»

Elísio Estanque

(extracto de entrevista, intitulada “Estudantes são pressionados para acabarem curso rapidamente” e conduzida por Paula Alexandra Almeida, concedida por Elísio Estanque ao jornal Campeão das Províncias - 2006/09/07; disponível no blogue BoaSociedade - ligação activa ao lado)

Comentário: como se anuncia que o circo está a chegar à cidade, recupero aqui o destaque de há alguns dias. A ver vamos se se justificará dar notícia de foguetes e estrelas coloridas a cortarem os céus e, também, das vivas ao magnífico.

Marketing institucional

IPCA preencheu 85 por cento das vagas
O Instituto Politécnico do Cávado e do Ave – IPCA preencheu 85 por cento das vagas disponíveis para o ano lectivo 2006/2007, o que representa uma subida de 11 por cento em relação ao ano transacto. Desta forma, a instituição de ensino superior conseguiu alcançar o primeiro lugar no ranking dos politécnicos, nesta primeira fase de candidatura de acesso ao Ensino Superior, tendo ficado em terceiro lugar no que respeita à taxa de ocupação das universidades e politécnicos, atrás da Universidade do Porto com 94 por cento e, imediatamente, a seguir ao Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa com 92 por cento.
O IPCA afirma que ficou acima da média da taxa de ocupação no Ensino Superior público universitário em cinco por cento (80 por cento) e 16 por cento acima da média da taxa de ocupação no ensino Superior Público Politécnico (69 por cento).
A instituição de ensino superior realça que os candidatos ao ensino superior, principalmente os da região norte, têm demonstrado um interesse crescente pelos cursos do IPCA. A prova disso, é que a Escola Superior de Gestão preencheu todas as suas vagas nesta primeira fase, o que representa uma taxa de ocupação de cem por cento em todos os seus cursos superiores, facto que se repete há vários anos consecutivos.
A Escola Superior de Tecnologia também apresenta valores animadores com dois dos seus cursos superiores a preencherem cem por cento das vagas, o que representa no geral 70 por cento de ocupação total. De acordo com a instituição, para 326 vagas apresentaram-se, na primeira fase 1431 candidatos, contra 958 candidatos em 2005.”
(notícia extraída do Diário do Minho, de 2006-09-22)

Comentário: isto é o que eu chamo bom marketing; a UMinho devia ser capaz de aprender alguma coisa com o que o IPCA vem fazendo em matéria de auto-promoção!

quinta-feira, setembro 21, 2006

"Licença para pensar"

Num ´dia` rico de contributos, recomendo também a visita ao blogue "A destreza das dúvidas", de Luis Aguiar Conraria e Cristóvão de Aguiar; em concreto, não deixem de ler o destaque que assinalo adiante e o debate que se lhe sucedeu.

"Licença para pensar
Tiago Mendes, no Diário Económico, aponta-nos o que pode ser um ensino rigoroso, autónomo e exigente. Deixa um sabor amargo na boca. Estaremos nós, docentes e alunos, preparados para este ensino?"

Universidades de classe mundial

"»Humor negro
Portugal tem que ter universidades de classe mundial (Jornal de Negócios online)
Ah! Deve ser por isso que vai haver uma redução da ordem dos 6% nos orçamentos das IES no próximo ano!"

(mensagem de MJMatos, no seu blogue, "Que Universidade ? ", com data de hoje; ligação activa ao lado)

“Emerging Institutions: Pyramids or Anthills?”

“In the present text, an institution is understood to be an (observable) pattern of collective action, justified by a corresponding social norm. By this definition, an institution emerges slowly, although it may be helped or hindered by various specific acts. From this perspective, an institutional entrepreneur is an oxymoron, at least in principle. In practice, however, there are and always have been people trying to create institutions. This paper describes the emergence of London School of Economics and Political Science as an institution and analyzes its founders and its supporters during crises as institutional entrepreneurs. A tentative theory of the phenomenon of institutional entrepreneurship inspired by an actor-network theory is then tested on two other cases described in brief.”

Czarniawska, Barbara (Gothenburg Research Institute)
Keywords: higher education; institutions; entrepreneurs; actor- network theory
Date: 2006-08-22
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:hhb:gungri:2006_007&r=edu

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

quarta-feira, setembro 20, 2006

Personal computers

"I think it's fair to say that personal computers have become the most empowering tool we've ever created. They're tools of communication, they're tools of creativity, and they can be shaped by their user."

Bill Gates

(citação extraída de SBANC Newsletter, September 19, 2006, Issue 439-2006, http://www.sbaer.uca.edu)

terça-feira, setembro 19, 2006

Há jovens licenciados no desemprego

“É verdade que há jovens licenciados no desemprego. Mas todos os estudos mostram que quanto maior é a qualificação e a escolarização e quanto mais ela é adaptada às realidades das regiões, menor é o tempo de desemprego e menor é a probabilidade de se ficar no desemprego”

Vieira da Silva
(Ministro da Solidariedade e do Trabalho)

(Declarações à comunicação social a 06/09/15, na EEG/UMinho, Braga; retidas em artigo do Diário do Minho, assinado por Francisco de Assis, publicado em 06/09/18; artigo disponível na integra em http://www.plataformaminho.pt/index.php?id_categoria=5&id_item=1239)

segunda-feira, setembro 18, 2006

“Socioeconomic status or noise? Tradeoffs in the generation of school quality information”

“This paper calculates a time series of simple, standard measures of schools` relative performance. These are drawn from a 1997-2004 panel of Chilean schools, using individual-level information on test scores and student characteristics for each year. The results suggest there is a stark tradeoff in the extent to which rankings generated using these measures: i) can be shown to be very similar to rankings based purely on students` socioeconomic status, and ii) are very volatile from year to year. At least in Chile, therefore, producing a meaningful ranking of schools that may inform parents and policymakers may be harder than is commonly assumed.”

Alejandra Mizala;
Pilar Romaguera;
Miguel Urquiola.
Date: 2006
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:edj:ceauch:225&r=edu

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

domingo, setembro 17, 2006

Passagem à clandestinidade

Recebida nesta data, via um-net - [Assunto: Despachos/Circulares] Divulgação Institucional (25/2006) -, a informação da publicação da "Circular PRT-LA-01/2006 - Define como Plataforma de e-learning, na Universidade do Minho, a BlackBoard Learning System. ", só me resta mesmo passar à clandestinidade.
Agora entendo bem o dito: "professor foi feito para sofrer !".

J. Cadima Ribeiro

sábado, setembro 16, 2006

Acesso ao ensino superior 2006/07

«A DGES está mesmo de PARABÉNS!
- Publicou o ficheiro "online"como disseram à hora exacta (8:00 horas), neste endereço:
http://www.acessoensinosuperior.pt/coloc2006/index.asp.
- O Ficheiro é "MESMO AMIGÃO DO PEITO".
- E ainda fizeram um pré-tratamento, muito interessante, aos resultados.»


(extracto de mensagem publicada por Regina Nabais no seu blogue, "Polikê?", em 06/09/16 - ligação activa ao lado)

“Opportunities of University Business Incubation in the Less Favoured Regions of Transition Countries”

“The idea of setting up university business incubators (UBIs) has recently gained attention in the less favoured regions of the new entrants of the European Union. But the foreign best practices almost always derive from highly developed regions, which make them difficult to adapt. In the lagging behind regions universities are unable to accomplish such a project without local government support and EU subsidies. Thus university business incubation can and must be interpreted as a local economic development tool.
The main objective of present paper is to answer the question whether a UBI programme can be successful in a less favoured region of a transition country or not, and which are the main peculiarities that have to be considered when adapting the patterns of more developed regions. Raising the question is underlain by the observation that the international literature of business incubation pays little attention to the problem of the necessity and feasibility of incubation. First we review the most important findings of literature on UBI's contribution to the enhancement of local university-industry relations with a special emphasis on the service providing function and the spin-off process. Second we interpret the results of an empirical analysis carried out in the Szeged sub-region, Hungary. We examined the expectations of local SMEs towards university-related incubation on a sample of 170. We supplemented this by analysing the entrepreneurial motivations of the students and, as a new feature, PhD students of the University of Szeged on samples of 286 and 134. Moreover we examined the sparse process of spin-off formation with interviews.
The attitudes of local SMEs towards incubation are rather heterogeneous but some characteristic patterns can be identified. The analysis of students and PhD students and the interviews reinforced the hypothesis that incubation can only be the second step in enhancing the local knowledge commercialization, a well-developed pre-incubation strategy must be implemented prior to that.
In the concluding part on the basis of the literature review and the empirical analysis we point out the factors which are necessary to consider in our opinion when planning and managing a UBI project in a less favoured region.”

Zoltan Bajmocy
Theme: Young scientist session - Location
http://www.prd.uth.gr/ersa2006/

[resumo de “paper (190)”, apresentado no 46th Congress of the Regional Science Association, Volos, Grécia, 2006, disponível no sítio referenciado]

sexta-feira, setembro 15, 2006

Novo presidente do IPCA

"O professor de nomeação definitiva da Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho João Baptista da Costa Carvalho é empossado hoje, às 12h00, no Ministério da Ciência e Tecnologia, em Lisboa, como novo presidente do Instituto Politécnico do Cávado e Ave (IPCA).
João Carvalho é doutorado em Finanças e Contabilidade pela Universidade de Saragoça. A sua grande especialidade é a contabilidade pública, sendo autor de diversas publicações nesta área.
O académico já tinha estado ligado ao IPCA, tendo sido director da Escola de Gestão daquele estabelecimento de 1997 a 2000 e presidente do Conselho Científico da mesma Escola."


(extracto de notícia, intitulada "João Carvalho preside ao IPCA", pubicada no Diário do Minho, em 2006-09-15)

"Smoke signals: adolescent smoking and school continuation"

“This paper presents an exploratory analysis using NLSY97 data of the relationship between the likelihood of school continuation and the choices of whether to smoke or drink. We demonstrate that in the United States as of the late 1990s, smoking in 11th grade was a uniquely powerful predictor of whether the student finished high school, and if so whether the student matriculated in a four- year college. For economists the likely explanation for this empirical link would be based on interpersonal differences in time preference, but that account is called in question by our second finding - that drinking does not predict school continuation. We speculate that the demand for tobacco by high school students is influenced by the signal conveyed by smoking (of being off track in school), one that is especially powerful for high-aptitude students. To further develop this view, we present estimates of the likelihood of smoking as a function of school commitment and other, more traditional variables. There are no direct implications from this analysis for whether smoking is in some sense a cause of school dropout. We offer some speculations on this matter in the conclusion.”

Philip J. Cook;
Rebecca Hutchinson.

Date: 2006-08
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:nbr:nberwo:12472&r=edu

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

quinta-feira, setembro 14, 2006

Ethics

"If ethics are poor at the top, that behavior is copied down through the organization."

Robert Noyce

(citação extraída de SBANC Newsletter, September 12, 2006, Issue 438-2006, http://www.sbaer.uca.edu )

quarta-feira, setembro 13, 2006

Em Portugal, cerca de 20% das pessoas...

«De acordo com o relatório "Panorama da Educação de 2006", da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), Portugal surge no fim da lista sobre o tempo que a população entre os 25 e os 64 anos passou em estabelecimentos de ensino.
No topo da escala surge a Noruega, onde a população permanece em média quase 14 anos no sistema educativo, seguida da Alemanha, Dinamarca e Estados Unidos, todos acima dos 13 anos.
[…]
Quanto ao Ensino Superior, o relatório indica que em Portugal cerca de 20% das pessoas entre os 25 e os 34 anos possuem um diploma universitário, mas que aquele valor cai para 10% quando analisada a faixa etária entre os 45 e os 54 anos.»

(extractos de artigo, intitulado “Portugal é o país com menos tempo no ensino”, publicado no Jornal de Notícias, em 2006-09-13)

Os mestrados integrados

“Volto às engenharias, em geral, e aos seus mestrados integrados. Como é sempre bonito apresentar números, aqui vão. Foram já registados, em todas as universidades, 57 cursos de engenharia adequados a Bolonha. Destes, 33 (58 %) são mestrados integrados. Para o ano, Portugal vai ter de fazer o seu relatório para a reunião de Londres dos ministros de Bolonha. Como é que vai justificar esta anomalia? Vai confessar que é, principalmente, uma cedência aos interesses de financiamento do lóbi das engenharias (os outros ministros sabem qual é o peso governamental das engenharias) e uma cedência à Ordem dos Engenheiros, cedência estranha porque a Ordem até admite os dois ciclos?

Nota – Estou à espera do que se vai passar com outro lóbi universitário e corporativo poderosíssimo, o do direito. Até agora, só foram registados um curso público (Minho) e cinco privados. Com excepção de um caso, são licenciaturas de oito semestres, perfeitamente admissíveis em termos dos padrões bolonheses. Mas palpita-me que as faculdades públicas tradicionais vão propor mestrados integrados.”

João Vasconcelos Costa

[extracto de mensagem intitulada “Os mestrados integrados (IV)”, datada de 06/09/13, disponível no blogue do autor (Reformar a Educação Superior) – ligação activa ao lado]

Um espaço de liberdade

Recebi há poucos dias uma mensagem de correio electrónico de alguém cujo trabalho realizado muito aprecio. Tinha tido acesso a um texto que eu tinha divulgado neste “jornal de parede” e manifestava-me o seu desconforto pelo seu teor. Diga-se que o texto, a dado passo, o invocava. Agradeci o contacto e procurei esclarecer as dúvidas que me colocava. Até aí, tudo normal.
O que é interessante notar é que o texto lhe tinha chegado “por mão amiga” (o qualificativo é meu), tendo-se - o mensageiro, digo - esquecido de imprimir a fonte, a data e outros “detalhes” que permitiriam enquadrar no tempo e no respectivo contexto o artigo citado. Era de uma citação que se tratava. É daqui que resulta o meu desconforto.
Perante tal circunstância, não pude deixar de lhe dizer que não havia inocência no gesto, que isso não era fortuito e que só me ficava a dúvida se o tinha recebido de forma anónima, como eu recebo tantos.
Disse-lhe também que, ao editar este blogue, não era minha intenção veicular exclusivamente a minha opinião ou, se se quiser, forma alternativa de “pensamento único”. Daí a publicitação de materiais de diversos autores e visões das coisas da Universidade e de tudo aquilo que com ela se relaciona.Dizendo de outro modo, este”jornal de parede” é um espaço de liberdade que, como tal, é para continuar.
Nestas dimensões, a “conversa” perdia a vertente pessoal e, por isso, a invoco aqui.

J. Cadima Ribeiro

terça-feira, setembro 12, 2006

"Knowledge acessibility and regional economic growth"

“This paper analyzes the role of knowledge accessibility in regional economic growth. The research question is the following: can the variation in knowledge accessibility between regions in a given period explain the variation in their growth performance in subsequent periods? As knowledge measures, we use company R&D, university R&D and patents. A main assumption in the paper is that knowledge accessibilities as a measure of knowledge potentials transform into potential knowledge flows. Our regression results indicate that the intra-municipal and intra-regional knowledge accessibilities of municipalities are significant and capable of explaining a significant share of the variation in growth of value added per employee between Swedish municipalities. However, the inter-regional knowledge accessibility of municipalities turned out to be insignificant. This is interpreted as a clear indication of spatial dependence in the sense that the knowledge resources in a given municipality tend to have a positive effect on the growth of another municipality, conditional on that the municipalities belongs to the same functional region. Thus, the results of the analysis indicate that knowledge flows transcend municipal borders, but that they tend to be bounded within functional regions. Also, the analysis shows that there is no remaining spatial correlation among the residuals of the spatial units (municipalities) when using accessibility measures in the model, which confirms that the spatial dependence is captured by the accessibility variables.”

Charlie Karlsson ;
Martin Andersson ;
Urban Grasjo .

Theme: Regional economic growth and development
http://www.prd.uth.gr/ersa2006/

[resumo de “paper (93)”, apresentado no 46th Congress of the European Regional Science Association, Volos, Grécia, 2006, disponível no sítio referenciado]

Mensagens subversivas na um-net

Sinal dos tempos, a um-net passou a divulgar mensagens subversivas do tipo da que reproduzimos de seguida, recebida hoje. É caso para perguntar: onde é que isto vai parar?
"Bom dia
O Núcleo de Estudantes de Biologia Aplicada da Universidade do Minho, com o apoio do Departamento de Biologia, está a organizar um curso de mergulho amador dirigido principalmente aos estudantes mas aberto a toda a comunidade académica. Seria possível a divulgação deste evento, cujo flyer segue em anexo?
cumprimentos
Pedro Gomes"

segunda-feira, setembro 11, 2006

Oportunidade para acelerar a adopção das plataformas de "e-learning"

“As profundas alterações nas estruturas curriculares e a adopção de novos modelos de funcionamento dos cursos a que o processo de Bolonha obriga, vai fazer com que este ano lectivo, que agora se inicia, seja uma excelente oportunidade para acelerar a adopção das plataformas de e-learning no suporte dos processos de ensino-aprendizagem e da informação administrativa que lhes está associada, prevendo-se um aumento considerável dos interessados na utilização destas ferramentas.
Procurando-se criar condições para aproveitar esta oportunidade de uma forma plena, decidiu-se adoptar a plataforma de e-learning comercial de maior divulgação mundial, a BlackBoard. A disponibilização desta plataforma, bem como de um programa de formação e de um serviço de apoio à sua utilização pretende reforçar de uma forma rápida e sólida a qualidade de serviço prestado neste domínio do e-learning na UM.”

(extracto de mensagem de correio electrónico, via um-net, recebida em 11 de Setembro de 2006, assinada por Luis Amaral – pró-reitor da UMinho)

Comentário: esta parece-me mais uma boa ilustração da qualidade do planeamento subsistente na Instituição.
Entretanto, fica-me atravessada uma singela pergunta: o que se andou a fazer nos últimos 2 anos e meio? Não havia por aí plataformas de “e-learning” magníficas?

Governo assina acordo com o MIT (II)

Sobre o assunto em causa, ler também artigo do Jornal de Notícias, de 06/09/11, sob o título “Parceria com o MIT em Outubro”, embora não acrescente grande coisa ao que enuncia Regina Nabais no seu comentário, para que remetemos na inserção anterior, sob o mesmo epígrafe.
O artigo pode ser acedido através do endereço que deixo de seguida:
http://www.observatorios.plataformaminho.pt/index.php?id_categoria=6&id_item=3991

J. Cadima Ribeiro

domingo, setembro 10, 2006

Governo assina acordo com o MIT

«É assim:
Fatal, como o fado e o destino, na comunicação social, entre ontem e hoje veio à liça a notícia: "Governo assina acordo com o MIT a 11 de Outubro. 09.09.2006 - 00h39 Lusa, PUBLICO.PT".
À primeira vista, seria caso para todos ficarmos muito contentes, porque a verdade é que Portugal está mesmo de parabéns!
Mas... para mim.... há "uns senãos", assim, para já, não vou aplaudir coisíssima nenhuma!»

Regina Nabais

(extracto de artigo de opinião divulgado pela autora no seu blogue [Polikê ?], datado de 06/09/09, intitulado "Genes de Bigorna? .... Tenho sim, senhores!" - ligação ao lado)

“Rationalizing the E-Rate: The Effects of Subsidizing IT in Education”

“Starting in 1998, the E-Rate program has provided $2.25 billion to subsidize Internet access in schools and libraries serving low income populations in the US. I analyze the effect of E-Rate subsidies on educational outcomes for Texas high schools over the 1994-2003 time period. Consistent with previous economic analyses, I find few, if any, improvements in student achievements. I do find evidence that experienced teachers are reallocated within districts toward schools receiving E-Rate grants. I also find evidence that the pool of college entrance exam takers is affected by E-Rate grants such that relying on average scores could lead to incorrect conclusions.”

Michael R. Ward (University of Texas at Arlington)
Keywords: Education, Internet, Subsidy
Date: 2005-10
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:net:wpaper:0525&r=edu

(resumo de “paper” disponível no sítio referenciado)

sexta-feira, setembro 08, 2006

A praxe deve repudiar qualquer forma de violência física ou simbólica

«Significa que há uma consciencialização, que nos parece ser crescente, por parte dos estudantes de Coimbra de que há qualquer coisa a alterar relativamente aos rituais da praxe académica. Não estou a dizer que seja maioritária mas parece-me haver uma percepção nesse sentido. Quando 67% das pessoas respondem que "a praxe deve repudiar qualquer forma de violência física ou simbólica" eu penso que têm presente que existem contornos na praxe actual que encerram esse tipo de elementos. E parecem mostrar aqui que são renitentes relativamente a isso. Depois, 51% dos inquiridos dizem que "a praxe deve ser revista de forma a receber melhor os novos alunos". Também aqui me parece haver uma percepção de que há uma necessidade de que os mais velhos ponham em prática, na recepção aos mais novos, aspectos mais informativos e pedagógicos que os ajudem a integrar-se.
[…]
Houve alterações muito profundas, a Universidade massificou-se, os cursos têm muito mais gente, o contacto com o professor é muito mais complicado, há insucesso e o estudante está preocupado com isso. E como perante a família, mesmo que seja ele o culpado, não quer assumir o insucesso, como há tanto chumbo e tanto abandono é porque os professores são maus. E pode ser até que tenha alguma razão, mas também se caiu numa certa onda de facilitismo. E eu falo por experiência própria.»

Elísio Estanque

(extracto de entrevista, intitulada “Estudantes são pressionados para acabarem curso rapidamente” e conduzida por Paula Alexandra Almeida, concedida por Elísio Estanque ao jornal Campeão das Províncias - 2006/09/07; disponível em http://www.ces.uc.pt)

You can`t overestimate the need to plan

"You can't overestimate the need to plan and prepare. In most of the mistakes I've made, there has been this common theme of inadequate planning beforehand. You really can't over-prepare in business!"

Chris Corrigan

(citação extraída de SBANC Newsletter, August 29, 2006, Issue 436-2006, http://www.sbaer.uca.edu/ )


Comentário: garanto que esta citação não foi inspirada no facto do calendário escolar da UMinho indicar a próxima 2ª feira como data de início do ano lectivo e na hora em que divulgo esta mensagem ainda não ter sido publicitado o horário das aulas a que estou obrigado.

quinta-feira, setembro 07, 2006

"Creating 21st century learning environments"

“What is involved in creating learning environments for the 21st century? How can school facilities serve as tools for teaching and meet the needs of students in the future? What components are required to design effective schools, and how does architecture relate to the purposes of schooling? These are some of the questions addressed at the seminar on organized by the United Kingdom’s Department for Education and Skills and the OECD Programme on Educational Building (PEB). The answers provided by four people with first-hand experience in building schools are summarized here. A development and management professional explains how the school building can serve as a three-dimensional learning tool. A school principal describes how his recently-built public school in New Zealand was designed to meet the learning needs of 21st century students. A building planner presents what he considers the essential components for developing effective facilities for tomorrow, supported by his own experience in planning schools. Finally, the director of an architectural firm defines the common purposes of secondary schooling and their relation to design.”

Phan Pit Li;
John Locke;
Prakash Nair; and
Andrew Bunting.
Keywords: environment, Australia, United States, New Zealand, design, planning, management, Singapore
Date: 2005-06
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:oec:eduaaa:2005/10-en&r=edu

(resumo de “paper” disponível no sítio referenciado)

quarta-feira, setembro 06, 2006

Estou pasmado!

Caros(as) colegas,
Pasmem como eu pasmei ao ler a notícia do Jornal de Notícias, de 06/09/05, que vos apresento de seguida, na íntegra.
É caso para questionar se a reitoria deixou de acreditar na eficácia, “comprovada”, da semana de recepção ao caloiro que tão zelosamente tem cultivado e estimulado. Correremos agora o risco de ter os alunos nas aulas antes de passados um mês ou mais sobre o início oficialmente estabelecido? Vamos – os docentes e, particularmente, os estudantes recém-chegados – ser privados de tão alegres cantorias e desinibidas palavras-de-ordem como tem sido habitual? E onde vão os estudantes recém-chegados obter a cartilha de palavrões e gestos obscenos que os seus colegas mais maduros têm feito questão de lhes ensinar - a eles e a todos os que frequentam o campus? E que dizer da atitude “colaboracionista” da associação de estudantes da UMinho? Irá abandonar a sua vocação consolidada para ser uma comissão de festas?
Estou pasmado!

UM forma alunos para receber colegas
Está a decorrer na Universidade do Minho, em Braga, um projecto de intervenção cujo objectivo geral é contribuir para a diminuição do abandono e o insucesso escolar. Este projecto baseia-se no entendimento de que uma integração bem sucedida do estudante na Universidade, à luz dos desafios colocados pelo Processo de Bolonha, encontra-se correlacionada com o desenvolvimento de competências transversais no quadro de uma educação não formal.
Assim, a Associação Académica, em parceria com o Gabinete de Avaliação e Qualidade do Ensino da UM, levou a cabo durante dois dias, em regime residencial, uma acção de formação de mais de duas dezenas de alunos.
Os alunos agora formados são considerados multiplicadores em termos de utilização de metodologias que permitirão atingir uma melhor qualidade do acolhimento dos 2000 novos alunos que chegarão brevemente à Universidade do Minho.
A equipa de formadores integrou dois elementos externos que têm uma vasta experiência de formação em Educação Não Formal e dois elementos membros da Associação Académica que recentemente concluíram o 1.º curso de formação de formadores em educação não formal realizado pelo Conselho Nacional de Juventude.
Estão previstas várias outras iniciativas de carácter formativo e sobre temáticas orientadas para o desenvolvimento de competências transversais dos estudantes, visando não só contribuir para o desenvolvimento de experiências de educação não formal na UM, como sobretudo para alcançar o objectivo de diminuir o abandono e o insucesso escolar.” (Jornal de Notícias, de 06/09/05)

One secret of sucess

"If there is any one secret of success, it lies in the ability to get the other person's point of view and see things from that person's angle as well as from your own."

Henry Ford

(citação extraída de SBANC Newsletter, September 5, 2006, Issue 437-2006, http://www.sbaer.uca.edu )

Thousands of students unprepared for college-level work

“As the new school year begins, the nation’s 1,200 community colleges are being deluged with hundreds of thousands of students unprepared for college-level work.
Though higher education is now a near-universal aspiration, researchers suggest that close to half the students who enter college need remedial courses.
The shortfalls persist despite high-profile efforts by public universities to crack down on ill-prepared students.
[…]
Michael W. Kirst, a Stanford professor who was a co-author of a report on the gap between aspirations and college attainment, said that 73 percent of students entering community colleges hoped to earn four-year degrees, but that only 22 percent had done so after six years.
[…]
Nearly half the 14.7 million undergraduates at two- and four-year institutions never receive degrees. The deficiencies turn up not just in math, science and engineering, areas in which a growing chorus warns of difficulties in the face of global competition, but also in the basics of reading and writing.”

Diana Jean Schemo

http://www.nytimes.com/2006/09/02/education/02college.html?_r=1&th=&adxnnl=1&oref=login&emc=th&adxnnlx=1157192077-G+yk/k+dY3we4tD

(extractos de artigo intitulado “At 2-Year Colleges, Students Eager but Unready”, publicado em The New York Times, em 2 de Setembro de 2006, consultável na integra no endereço indicado)

Comentário: apresentasse-se o texto acima em português, retirados os nomes, poder-se-ia pensar que se referiria à realidade portuguesa. Reporta-se, contudo, aos EUA. Não nos traz conforto algum essa circunstância. Poderemos, talvez, procurar aí possíveis orientações para procedimentos de combate ao problema, a implementar. Importará, entretanto, irmo-nos fazendo ao caminho.
A este propósito, será também interessante a leitura sugerida pelo blogue «Que Universidade?» sobre a Escola Russa em Lisboa (Setembro 04) - ligação activa ao lado.

terça-feira, setembro 05, 2006

Um sistema que penaliza os docentes pelas falhas dos alunos

“Neste começo de novo ano lectivo, a leitura do artigo do New York Times que lhe envio em anexo (c.f. referência e URL abaixo) deu-me vontade de, a seu propósito, escrever alguma coisa. [...].
Devo desde já dizer que nunca tive problemas de relacionamento com alunos, e penso ser um docente de que, habitualmente, gostam, embora considerem demasiado «exigente». Mas o facto é que me custa imenso ter de alinhar em toda uma onda de facilitismo em que os docentes parecem dever sentir-se e ser responsabilizados pelas más prestações dos alunos. Até parece que devemos ser responsabilizados pelas inoperâncias de 12 anos de ensino que trazem consigo quando entram na Universidade. A lógica, agora (desde há bastantes anos...), é passar o aluno, a não ser que se trate de um caso clamoroso. Pelo menos, é o que verifico nas áreas que me são mais próximas.
Tenho tido alunos que mal sabem escrever português e obtêm 16 noutras disciplinas. E julgam-se os «maiores», com muito jeito para o português. Obviamente, num sistema que penaliza os docentes pelas falhas dos alunos, os docentes inflacionam as notas para não terem chatices. Os alunos aparecem-nos com poucos conhecimentos e sobretudo motivados para o lazer (praxes, etc., etc.). Depois, temos de ser nós, docentes, a fazer cursos para os «animar», incentivar e «acompanhar» no estudo, quando precisávamos nós de frequentar cursos que aumentassem a nossa auto-estima como docentes da Universidade do Minho.
Teremos nós de resgatar as inoperâncias de 12 anos de escolaridade?... De um modo mais directo: teremos nós de pagar pelos erros de outros ou de um sistema de ensino que funciona mal? Temos de passar os alunos só por causa das estatísticas? E temos de «acompanhá-los» como se fossem criancinhas desprotegidas no mundo? Muitas vezes, quando dou aulas suplementares de esclarecimento de dúvidas com vista aos exames, não me colocam grandes dúvidas, querem simplesmente uma revisão da matéria toda em duas horas para não terem de estudar em casa...“

Daniel Castro

Anexo:
“At 2-Year Colleges, Students Eager but Unready”,
By DIANA JEAN SCHEMO,
The New York Times,
September 2, 2006.
http://www.nytimes.com/2006/09/02/education/02college.html?_r=1&th=&adxnnl=1&oref=login&emc=th&adxnnlx=1157192077-G+yk/k+dY3we4tD

(reprodução parcial de mensagem electrónica recebida em 06/09/02)

segunda-feira, setembro 04, 2006

"Este Minho é uma festa"

“1. Só quem alguma vez viveu no Minho pode entender quanto a gente se diverte: são as festas; são as romarias, são as excursões ao S. Bentinho e ao Corte Inglês, em Vigo; são, enfim, as declarações dos nossos políticos a respeito da construção da ponte do Prado, anunciada para ocorrer a curto prazo. […].
2. Este espírito que refiro é tão intrínseco e tão contagioso que atinge mesmo os estudantes de passagem pela Universidade do Minho, oriundos das mais distintas partes do território nacional. É vê-los, daí, na semana de recepção ao caloiro ou por ocasião do enterro da gata – e, tirando estas datas, todo o restante ano – a trautear os últimos êxitos do Quim Barreiros ou a canção do bandido, em versão livre.
Deste estilo musical, retenho como expressão suprema uma canção que usa no refrão uma frase que reclama a melhoria da qualidade do ensino ministrado, e uma outra, entoada ao jeito de palavra de ordem, que exige o alongamento da época de exames a um total de três meses. Desta forma, deduz-se, do semestre lectivo ficaria ainda uma semana, período mais que suficiente para a apresentação das matérias que é importante que os estudantes aprendam.
3. Como nota dissonante deste culto oferece-se o esfriamento que atravessa a «noite bracarense» que, como é bem conhecido, chegou a ser a mais badalada do país. Ficaram, deste modo, os estudantes com um problema mais a tolher-lhes as vidas (o preenchimento das noites), já que, por obstinação do reitor da U.M., não são viabilizadas actividades nocturnas nos complexos pedagógicos existentes. Reduz-se assim, consideravelmente, a possibilidade de multiplicar as chamadas dos exames de fim de época e, portanto, o sucesso escolar.
4. Posto que, mesmo sem querer, acabei por desembocar na questão da política educativa, deixem que exprima o meu apreço pelo Secretário de Estado do Ensino Superior, visto que será o único ser na Terra capaz de viver uma paixão a frio, conforme o exprimiu recentemente a propósito da sua (e do governo, no seu conjunto) paixão pela educação. Num tempo em que a inovação tem importância tão estratégica, nunca é demais sublinhar esta singularidade. Será caso para dizer, doravante, que as grandes paixões servem-se frias.”

J.C.

(reprodução parcial de artigo publicado no extinto Notícias do Minho, em 1996/10/11)

sábado, setembro 02, 2006

"O financiamento de base da investigação"

“[...] as universidades não estão preparadas para gerir este financiamento com base numa política científica coerente. É verdade, mas é isto que tem de ser corrigido com uma nova organização departamental, coisa consagradíssima em toda a parte, é só estudarmos. Departamentos e centros, já ouviram esta discussão?”

João Vasconcelos Costa

(extracto de artigo disponível no blogue do autor, Reformar a Educação Superior - ligação ao lado)

sexta-feira, setembro 01, 2006

"The impact of royalty sharing incentives on technology licensing in universities"

“Using data on U.S. universities, we show that universities that give higher royalty shares to faculty scientists generate greater license income, controlling for other factors including university size, quality, research funding, and local demand conditions. We use pre-sample data on university patenting to control for the endogeneity of royalty shares. The incentive effects are larger in private universities than in public ones, and we provide survey evidence on performance-based pay, government constraints and objectives of Technology License Offices that helps explain this finding. Royalty incentives work through two channels - raising faculty effort and sorting scientists across universities. The effect of incentives is mainly to increase the quality rather than the quantity of inventions.”

Saul Lach; and
Mark Schankerman.
Keywords: royalty incentives, invention, technology licensing
Date: 2006-06
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:cep:cepdps:dp0729&r=edu

(resumo de “paper” disponível no sítio referenciado)

quarta-feira, agosto 30, 2006

O financiamento do Ensino Superior

A quem se interessa pelo tema do financiamento do ensino superior, recomendo a leitura dos textos recentemente produzidos a esse respeito por João Vasconcelos Costa, disponiveis em "blogue" ali ao lado (Reformar a Educação Superior).
Outras leituras interessantes sobre a Universidade existem ai.

J. Cadima Ribeiro

segunda-feira, agosto 28, 2006

"Apprenticeship in Europe: fading or flourishing"

“This paper sets out the extent and defining characteristics of apprenticeship in Europe. Apprenticeship is then situated within the wider context of European provision for education and training of 16-19 year olds and a simple typology is proposed and explained. The German-speaking dual system countries are characterized as high employer commitment countries with minimal integration of apprenticeship into full-time 16-19 provision and weak links with tertiary education. The UK, the Netherlands and France are characterized as having relatively low levels of employer commitment but greater integration of apprenticeship into full-time provision and stronger links between apprenticeship and tertiary level provision. Recent evidence on the extent to which both apprenticeship models improve employment probabilities is reviewed and pressures on the two apprenticeship models resulting from increasingly competitive global markets and consequent changing skill needs are examined. A final section discusses whether apprenticeship in Europe can adapt to and survive these pressures.”

Hilary Steedman
Keywords: apprenticeship, dual system, school to work transition
Date: 2005-12
(resumo de “paper” disponível no sítio referenciado)

domingo, agosto 27, 2006

Familiaridades

Já numa ocasião tive oportunidade de comentar a “familiaridade” que este fórum propicia, sobretudo a coberto do anonimato. Comentando este aspecto com amigos, recebi deles a recomendação inequívoca de desincentivar, radicalmente, esse tipo de mensagens.
Não fui tão longe, ainda, i) por conhecer o condicionamento à expressão livre do pensamento que vinga, no momento, na UMinho – e não só – e, ii) por achar importante captar os sinais da comunidade humana que somos, com os seus espíritos brilhantes – que os há – e com as suas afirmações de pobreza de espírito e de má formação. Esta última faceta é, aliás, algo que me impressiona particularmente dada a natureza da Instituição e o farol de cultura cívica que deveria ser. Nesta postura, serei porventura informado pela inviesamento que me resulta da condição de cientista social, que procuro ser.
Contínuo, não obstante, a surpreender-me com certas mensagens que, ocasionalmente, recebo (e não são provenientes de estudantes, diga-se). Impressiona-me, particularmente, a familiaridade com que se me dirigem, parecendo ser que o anonimato nos torna a todos colegas de jardim-de-infância ou, talvez mais apropriadamente dito, bichos-do-mato. Este desconforto que sinto resulta-me maior de saber que, “à luz do dia”, são os mesmos que me tratam com as maiores deferências, que não reclamo, alias; reclamar, reclamo só correcção e cortesia pessoal, quanto baste.
Admito, obviamente, discordâncias de pontos de vistas. O enunciado de princípios deste jornal de parede expressa-o abertamente. Onde estão entretanto os argumentos próprios do contraditório que é possível e legítimo? As discordâncias de leitura de situação e de paradigma técnico-científico não têm espaço para manifestar-se, isto é, não deveriam reservar-lhes um cantinho nos vossos espíritos?
Por mim, fico com a máxima de Andrew Carnegie (SBANC Newsletter, August 22, 2006, Issue 435-2006, http://www.sbaer.uca.edu) de que "The men who have succeeded are men who have chosen one line and stuck to it."

J. Cadima Ribeiro

sábado, agosto 26, 2006

Only those...

“Only those who believe in themselves will achieve their goals. That calls for optimism and trust in the future. Founders must take on challenges and confront constant changes and should not be afraid of making mistakes.”

J.D. Ryan; and
Gail P. Hiduke.
Small Business - An Entrepreneurs Business Plan. Thompson Southwestern. 2006. Pages 15-16.

(citação extraída de SBANC Newsletter, August 22, 2006, Issue 435-2006, http://www.sbaer.uca.edu )

sexta-feira, agosto 25, 2006

"University-local industry linkages: the case of Tohoku University in the Sendai area of Japan"

“This paper focuses on Tohoku University in Sendai in the non metropolitan area of Japan. Both a long historical and comparative perspective and a spatial perspective are essential to discuss the relevance of university-local industry linkages to local regional economic development. The conjunction of these linkages and economic development has been affected by two evolutionary processes: institutional configurations and territorial dynamics in the national innovation system. In addition, university-local industry linkages have been complicated by top-down regionalization and bottom-up regionalism.”

Jiang, Juan;
Harayama, Yuko;
Abe, Shiro.
Keywords: Tertiary Education, ICT Policy and Strategies, Agricultural Knowledge & Information Systems, Technology Industry, Rural Development Knowledge & Information Systems
Date: 2006-08-01
(resumo de “paper” disponível no sítio referenciado)

quinta-feira, agosto 24, 2006

Bolonha na periferia

“Noto dois problemas na recepção (tipicamente periférica) de Bolonha em Portugal: um é que a universidade não parece estar a tratar a questão da investigação avançada e dos correspondentes programas de doutoramento com a concentração estratégica que o assunto exige; o outro (o problema principal) é que, em matéria de primeiros ciclos, o que devia ser simples tornou-se opaco.”


José Reis

(extracto de artigo intitulado “Bolonha na periferia”, publicado no Diário Económico, em 23 de Agosto de 2006, e disponível na integra em http://www.ces.uc.pt )

Clear company structures

"A successful company has a clear structure. The employees are motivated and know exactly what their responsibilities are. The customers know who to contact.”

J.D. Ryan; and
Gail P. Hiduke.
Small Business - An Entrepreneurs Business Plan. Thompson Southwestern. 2006. Pages 15-16.

(citação extraída de SBANC Newsletter, August 22, 2006, Issue 435-2006, http://www.sbaer.uca.edu )

quarta-feira, agosto 23, 2006

Modelo matricial: o que é isso?

Num dos manifestos eleitorais divulgados por altura das últimas eleições para a reitoria da Universidade do Minho, a alturas tantas, podia ler-se o seguinte: “O modelo de organização claramente assumido pela presente candidatura é o modelo matricial”.
Confesso-vos que se trata de uma afirmação que me sugere pensamentos desencontrados, se bem que, tudo somado, me obrigue a questionar-me sobre o que pode levar alguém a produzir tal dito: se ignorância do significado do conceito, na sua leitura em termos de estruturação e de gestão de organizações; se falta de pudor, por perceber aí espaço para o exercício de um poder unipessoal e para o arbítrio; se, pura e simplesmente, incapacidade de perceber o que se passa à sua volta e retirar daí as necessárias consequências.
Sejamos claros, das poucas coisas em torno das quais é relativamente fácil constatar algum consenso na UMinho, quando se trata de considerar o seu momento actual, é a da ausência de um modelo de organização e funcionamento ou, se quiserem – o que vai dar ao mesmo – o convívio de múltiplos modelos. Esta ideia é partilhada mesmo por antigos reitores da Instituição, um pelo menos, a quem já ouvi por mais de uma vez, à mesa com outros colegas, admitir a necessidade de repensar a organização de uma Universidade que entretanto cresceu e se complexificou, para acomodar novas Escolas e funções e para procurar responder aos desafios dos tempos que correm.
Estas seriam razões bastantes para que o passo de repensar o funcionamento e organização da Instituição (o modelo) tivesse já sido dado, tanto mais que os estatutos que a enformam não são verdadeiramente revistos desde a sua criação, por força de lei, na segunda metade dos idos anos oitenta. Mas, pegando nas coisas pela raiz, é bom que se perceba o absurdo de continuar a pregar em favor de um modelo, dito matricial, que contraria princípios básicos de gestão, com expressão, entre outras coisas, nas ideias de clareza ou transparência da estrutura hierárquica e dos níveis de estruturação da organização, de delegação de competências ou subsidiariedade de poderes, e de responsabilidade.
Pegando exactamente por este último aspecto, diga-se que o que está em causa é visar e promover a eficiência e eficácia da organização, definindo competências e atribuindo responsabilidades na prossecução de metas estabelecidas, a cada nível. Daqui deriva que só se pode exigir responsabilidade por resultados (sobretudo, se insatisfatórios) se, previamente se conferiu competências (responsabilidades) claras e atribuiu recursos. De outro modo, ficamos no domínio do ilusionismo, do faz de conta, em que responsabilidades partilhadas resultam em responsabilidade de ninguém por fracassos óbvios da organização.
Isto dizendo, fica por outro lado claro que o poder numa organização deve ser delegado e exercido àquele nível que melhor se adeqúe à concretização bem sucedida dos resultados procurados. Na explicitação desta ideia faz, por isso, sentido invocar o conceito de subsidiariedade de poderes, querendo este dizer que o poder deve ser exercido àquele nível que, pela proximidade ao objecto da acção ou pela via da identificação com a natureza do problema, garante a melhor resposta, na perspectiva do interesse da organização.
Na medida em que a eficiência e eficácia sejam distintas para diferentes níveis de estruturação da organização, por razões de escala ou exigência de qualificação de recursos, nomeadamente, a instituição apresentar-se-á estruturada em diferentes níveis hierárquicos ou instâncias, importando assegurar que a cadeia de poder seja clara e as competências hierárquicas de cada nível estejam bem estabelecidas. Doutro modo, aparte o espaço para o surgimento de eventuais conflitos de poder, quebra-se a exigência de biunivicidade entre resultados e responsabilidades.
Por outras palavras, quer-se com o que se disse antes deixar claro que numa organização em que, supostamente, todos são responsáveis em nível idêntico pelos produtos e serviços oferecidos, por um lado, os seus insucessos correm o risco de permanecerem órfãos e, por outro lado, emerge como nível único de poder o da cúpula, seja ela unipessoal ou colectiva, criando espaço para o autoritarismo, o arbítrio e, muito provavelmente, a incompetência da gestão. Noutra dimensão, resulta evidente que o que se pretendia que emergisse como um modelo de organização e funcionamento moderno – diria mesmo, pós-moderno – acabe por não passar de um anacronismo medieval, ao recuperar para elemento informador do funcionamento de uma Universidade a distinção entre senhores (feudais ou dos paços) e servos.

J. Cadima Ribeiro

segunda-feira, agosto 21, 2006

"New technology in schools: is there a payoff?"

“Despite its high relevance to current policy debates, estimating the causal effect of Information Communication Technology (ICT) investment on educational standards remains fraught with difficulties. In this paper, we exploit a change in the rules governing ICT funding across different school districts of England to devise an instrumental variable strategy to identify the causal impact of ICT expenditure on pupil outcomes. The approach identifies the effect of being a ´winner` or a ´loser` in the new system of ICT funding allocation to schools. Our findings suggest a positive impact on primary school performance in English and Science, though not for Mathematics.
We reconcile our positive results with others in the literature by arguing that it is the joint effect of large increases in ICT funding coupled with a fertile background for making an efficient use of it that led to positive effects of ICT expenditure on educational performance in English primary schools.”

Stephen Machin (University College London, CEE, CEP, London School of Economics and IZA Bonn)
Sandra McNally (CEE, CEP, London School of Economics and IZA Bonn)
Olmo Silva (CEE, CEP, London School of Economics, European University Institute and IZA Bonn)

Keywords: Information and Communication Technology (ICT), pupil achievement
Date: 2006-07
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:iza:izadps:dp2234&r=edu

(resumo de “paper” disponível no sítio referenciado)

sábado, agosto 19, 2006

When you innovate ...

"When you innovate, you’ve got to be prepared for everyone telling you you’re nuts."

Larry Allison

(citação extraída de SBANC Newsletter, September 20, 2005, Issue 390-2005, http://www.sbaer.uca.edu )

sexta-feira, agosto 18, 2006

"Enhancing Portugal`s Human Capital"

“The lack of human capital in Portugal has become a key obstacle to higher growth. This paper discusses the performance of education and training services in Portugal and shows that improvements are needed to narrow the significant human capital gap with other OECD countries. Despite progress in the past decades, Portuguese children spend comparatively few years in formal education, and they do not perform as well as children from other OECD countries. Adults, especially the least educated, do not participate enough in lifelong learning and training programs. This situation does not stem from a lack of resources devoted to education and training but from inefficiencies and misallocation of spending, and weaknesses in the quality of the services that compound the low starting point of Portugal regarding education.
Modernizing the Portuguese economy therefore requires a broad reform which increases human capital at all levels. The ongoing efforts of the authorities in the three areas - basic and upper secondary education, tertiary education and adult training - go in the right direction but implementation remains a challenge.”

Stéphanie Guichard
Bénédicte Larre
Keywords: human capital, education, Portugal, adult training.
Date: 2006-07-28
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:oec:ecoaaa:505-en&r=edu

(resumo de “paper” disponível no sítio referenciado)

quarta-feira, agosto 16, 2006

"The Bologna process in France. Origin, objectives and implementation"

“In this paper, we will try to show why the evolution of the French higher education system has led to a deadlock and a deteriorating ranking on the world scene, how the new scheme has been effectively and rapidly adopted, but, unfortunately, why this adoption has failed to achieve the initial objectives of transforming the French system into a more competitive one.”

François Orivel
(IREDU - Institut de recherche sur l'éducation : Sociologie et Economie de l'Education - [CNRS : FRE5211] - [Université de Bourgogne])
Keywords: Bologna Process; Higher education
Date: 2006-07-19
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:hal:papers:halshs-00086796_v1&r=edu

(resumo de “paper” disponível no sítio referenciado)

segunda-feira, agosto 14, 2006

Elites fortes: algo inexistente em Portugal

“O sociólogo Manuel Villaverde Cabral considera que a sociedade portuguesa, como colectivo, tem dificuldades em responder a desafios porque estes exigem elites fortes, algo inexistente em Portugal. «A este êxito ´individual/familiar` corresponde o fracasso perante a maioria dos desafios colectivos. Estes exigem liderança, isto é, elites simultaneamente competentes e capazes de interpretar/interagir com as ´massas`, e é isto – elites dignas desse nome e capacidade de liderança – que falta em Portugal».
O investigador do Instituto de Ciências Sociais explica a ausência de elites competentes com a estratificação social muito acentuada, um centralismo administrativo virtualmente totalitário e um enorme distanciamento em relação ao poder simbólico, entre os quais o político e o cultural.”

(extracto de artigo intitulado “Uma questão de atitude”, publicado no Anuário da Revista Fórum Estudante, ano III, 2006, p.8.

sábado, agosto 12, 2006

"knowledge economy, learning society and lifelong learning: a review of the French literature"

“In this article, we propose the hypothesis that «the Learning society» is more a political slogan and prospect than a social reality (In France, as in most OECD countries, public investment in formal education and training has actually decreased since the OECD started talking about lifelong learning). And there is no agreement as to what a future «learning society» should be. Firstly, the framework of knowledge economy has not yet been defined and analysts remain divided on the issue: is it (or will be) an extension of a deregulated, market economy and society, or a more regulated capitalist economy? Should knowledge be considered as a public good or as a marketable one (section 1). Secondly, the consequences of the resulting economic changes for workers and for citizens are unclear.
Although most studies acknowledge the development of new (net)work organizations, of new skill requirements and of new opportunities for learning, some studies also emphasize new risks of economic and social exclusion (section 2). And the French specificities are particularly marked in terms of education and lifelong learning strategies. (section 3). Although lifelong learning strategies are sometimes explicitly (but more often implicitly) related to the prospect of a Knowledge Economy, part of the debate is purely endogenous to the educational sphere and initial education and further education remain separated.”

Philippe Méhaut
(LEST - Laboratoire d'économie et de sociologie du travail - [CNRS : UMR6123] - [Université de Provence - Aix-Marseille I] [Université de la Méditerranée - Aix-Marseille II])

Keywords: FPC - Formation professionnelle continue; Projet de formation; Politique de l'éducation; Accréditation; Formation tout au long de la vie; Economie de connaissance; France; Revue de la littérature
Date: 2006-07-17
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:hal:papers:halshs-00085893_v1&r=edu

(resumo de "paper" disponível no sítio referenciado)

sexta-feira, agosto 11, 2006

Coisas simples e pequenas

Sou dos que mantém o ponto de vista que a qualidade de uma gestão também se revela nos pormenores. A ilustrar isso aí está o matagal em que se constituiu o espaço, até há pouco de pomar de laranjeiras e outras árvores de fruto, existente entre a vivenda Sameiro e o novo edifício dos Institutos de Educação e Psicologia e de Estudos da Criança (para não mencionar o espaço a norte, contíguo). Denuncia-se aí desleixo, falta de gosto e, mesmo, ausência de bom-senso, dado o tempo (de operação criminosa) que corre.
Dir-me-ão que se aguarda a disponibilização de recursos para proceder ao arranjo paisagístico da zona. Francamente, não aceito o argumento. O que se pede, neste caso, é só uma acção de limpeza e, para este efeito, não é necessário assegurar nenhum financiamento Comunitário mas, tão só, repito, alguma atenção às coisas simples e pequenas, e bom-senso.
Não seria necessário invocar este pormenor para denunciar a desqualificação da gestão universitária, a nível de topo, que temos. Aliás, desta leitura parece discordarem, por esta altura, quase só sessenta e tal membros desta academia; infelizmente, com assento na assembleia. As coisas mudam, entretanto.

J. Cadima Ribeiro

quinta-feira, agosto 10, 2006

"Getting education right for long-term growth in the Czech Republic"

“The Czech education system is performing reasonably well. Secondary-school participation and completion rates have traditionally been high, and continue to be so. PISA results are above average, with Czech students performing among the best in the OECD in problem-solving abilities, particularly for mathematics and science.
Though tertiary attainment is low in the population as a whole, the enrolment rate is increasing rapidly. At just a little below 5% of GDP, total education spending is low compared with other OECD countries."

Alessandro Goglio
Date: 2006-07-17
(resumo de "paper" disponível no sítio identificado)

quarta-feira, agosto 09, 2006

Young Economist Essay Awards 2006

Young Economist Essay Awards 2006
Amesterdam, 25-27/08/2006

Rosa Branca Esteves, professora do Departamento de Economia da Escola de Economia e Gestão, Universidade do Minho, e investigadora do NIPE, foi uma das vencedoras do Young Economist Essay Awards 2006, atribuído pela European Association For Research in Industrial Economics.

Este prémio distingue artigos de "qualidade excepcionalmente elevada" na área da Economia Industrial, produzidos por jovens investigadores, e será entregue no jantar de gala da conferência da EARIE 2006, que decorrerá em Amesterdão, entre 25 e 27 de Agosto pf.

(Fonte: http://www.earie2006.org/essayaward.php)

terça-feira, agosto 08, 2006

Eu, aluno trabalhador-estudante ...

Se é professor, saiba que, mesmo estando oficialmente de férias, não se liberta de receber mensagens do tipo da que reproduzo abaixo, parcialmente, e, ainda por cima, sob forma, mais ou menos, de carta aberta.
Não sei se ajuda a dar inteligibilidade à mensagem, mas talvez valha a pena acrescentar que foi escrita por um aluno do 1º ano de Direito, da Escola de Direito da UMinho, com o estatuto formal de trabalhador-estudante, ao que informa.

“ […]
- Eu, enquanto aluno trabalhador-estudante, acima identificado tenho que, para além das dificuldades inerentes á condição de estudante, gerir de forma muito pragmática e racional todas as condicionantes que envolvem a minha prestação profissional uma que o estatuto de trabalhador-estudante e a sua vigência por si só plasmada no Código do Trabalho não é garante do que aí se encontra estatuído, o que naturalmente acrescenta um esforço extra às pessoas, neste caso a mim, que se encontram nessa situação;
- Acontece que, não bastando as dificuldades inerentes à condição de trabalhador, que tem que desempenhar a tarefa com se de um estudante-trabalhador não se tratasse, como ainda por cima tem que responder da mesma forma que de um estudante a tempo inteiro de tratasse;
- Obviamente que esta situação acarreta duas facetas, qual delas a mais nefasta, para a pessoa em causa:
- a 1ª situação prende-se com a pressão, que sobre o trabalhador é exercida, no sentido de mesmo que não esteja a cumprir o horário por completo de ter um desempenho profissional como se cumprisse o horário normal;
- a 2ª situação, de igual modo, exige que o trabalhador que estude tenha, enquanto estudante, um desempenho nas mesmas circunstâncias e em igualdade com os outros estudantes;
- Claro está que, numa situação de equidade, isto até seria exequível, o que neste momento nesta instituição de ensino superior não acontece […]”

(extracto de mensagem de correio electrónico recebida em 06/08/07)

segunda-feira, agosto 07, 2006

Satisfação Docente

1. Olho para a mensagem que reproduzo abaixo, parcialmente, proveniente do Gabinete de Avaliação e Qualidade do Ensino, e não percebo. Faltaria alegria no trabalho na UMinho? Estariam os docentes de férias, já? Falharia o espírito de colaboração esperado?

«Convite à participação
Tendo recebido até ao momento um número ainda pouco significativo de respostas ao Questionário de Satisfação Docente (QSD) face ao universo de docentes da UMinho, e para que seja possível retirar conclusões mais fundamentadas acerca dos níveis de satisfação/insatisfação, solicitamos mais uma vez, a colaboração dos docentes para o preenchimento do referido questionário, disponível na Intranet […] até ao próximo dia 4 de Agosto, através do item "questionário de satisfação docente".» {Gabinete de Avaliação e Qualidade do Ensino (GAQE) - extracto de mensagem electrónica recebida via um-net@uminho.pt, em 06/07/26}.

Mais: perante tamanha desfaçatez, tratando-se de um caso ou de outro, perguntava-me se não seria de tomar, desde logo, medidas drásticas. E mais me perguntava porque não se tornara o questionário de resposta obrigatória. De que estaria o Sr. reitor à espera?

2. Olho para a mensagem reproduzida abaixo, parcialmente, acabada de receber (06/08/07), da mesma proveniência e usando a mesma via, e fico um pouco mais descansado: afinal a situação não era tão preocupante quanto se insinuava a 26 de Julho, pp.; ainda há boas almas entre os docentes da UMinho.

«Informamos que embora já exista uma amostragem significativa de respostas ao Questionário de Satisfação Docente (QSD) foi decidido alargar o prazo do seu preenchimento até ao próximo dia 15 de Setembro. O questionário encontra-se disponível na Intranet, no endereço: http://intranet.uminho.pt/ <http://intranet.uminho.pt/> , através do item "questionário de satisfação docente".»
Não nos libertámos do sobressalto, no entanto.

J. Cadima Ribeiro

To make corporate philanthropy effective

"I've always said that the better off you are, the more responsibility you have for helping others. Just as I think it's important to run companies well, with a close eye to the bottom line, I think you have to use your entrepreneurial experience to make corporate philanthropy effective."

Carlos Slim Helu

(citação extraída de SBANC Newsletter, August 1, 2006, Issue 432-2006, http://www.sbaer.uca.edu )

sábado, agosto 05, 2006

Em Portugal, as empresas pouco investem em I&D

“Para gerar inovação e criação de riqueza empresarial tem de haver uma forte componente de Investigação Aplicada (e desenvo0lvimento experimental), vocacionada para resultados práticos a curto prazo. Ora, em Portugal, as empresas pouco investem em I&D. É o Estado quem maioritariamente financia a Investigação, através do Ensino Superior e dos Laboratórios Públicos. Estes, por vocação académica, dedicam-se por norma à Investigação Fundamental, buscando respostas a longo prazo. Produzem publicações (papers) de inquestionável mérito, mas com um interesse muito circunscrito à Comunidade Científica – a mesma filosofia orienta os projectos financiados pelas Fundações privadas.
O cenário só mudará quando as empresas se mentalizarem que (para inovar e competir), têm de investir em I&D e quando as Universidades se flexibilizarem e aproximarem do País real, adoptando uma política de acordo com a urgente necessidade de criação de riqueza no sector empresarial e na economia Portuguesa.
«Numa análise geral, comparada com a média da União Europeia, o que se verifica é que o sector privado/empresarial em Portugal não tem o mesmo papel de estimulador e de executor da actividade de Investigação, relativamente ao que acontece lá fora. Na Europa e, sobretudo, nos EUA, dois terços da Investigação é feita nas empresas, apenas um terço é público – cá ainda estamos no inverso, embora se espere que no futuro o caminho seja outro», comenta o professor João Caraça (director do Serviço de Ciência da Fundação Gulbenkian e assessor do ex-presidente Jorge Sampaio para os assuntos científicos).”

(extracto de artigo intitulado “Investigar a Investigação”, publicado no Anuário da Revista Fórum Estudante, ano III, 2006, p.56.)

sexta-feira, agosto 04, 2006

"Norberto Cunha demite-se da presidência do IPCA"

“O presidente do Instituto Politécnico do Cávado e Ave (IPCA) manifestou o desejo de se demitir do cargo de presidente da instituição. Segundo a edição de ontem do jornal “Público”, Norberto Cunha explica a decisão com o facto do ministro da Ciência e Ensino Superior não prolongar a sua comissão de serviço até Dezembro de 2007. «Não levo nenhuma mágoa ou revolta, mas apenas uma nostalgia por o senhor ministro não ter permitido terminar um trabalho de consolidação de um projecto que iniciei em 2003, que está em curso e que precisava de alguém que o conhecesse muito bem», disse ao “Público” o presidente demissionário.
Norberto Cunha adiantou que a demissão surge depois do ministro Mariano Gago não ter considerado de «interesse público» a sua continuidade. «Depois dessa posição e dos boatos da minha substituição anunciada pela não renovação da comissão, ficou criado um clima de inquietação e instabilidade que urge clarificar, quer para respeito para com as pessoas que trabalham no IPCA, quer para com a opinião pública», acrescentou.
De acordo com a notícia do “Público”, a demissão de Norberto Cunha é fundamentada por Mariano Gago com a necessidade de acabar com a acumulação de cargos na Função Pública.”

(extracto de notícia do Diário do Minho, de 2006-08-04)

Vale do Ave: tudo depende da ousadia e capacidade de gestão

“Fazendo um balanço do trabalho realizado, a principal ilacção a retirar é que a materialização e sucesso das oportunidades de investimento identificadas dependem da capacidade empreendedora e de inovação da região, já que esta possui potencialidades que lhe permitem assumir investimentos empresariais em áreas de actividade diversas.
Estas potencialidades resultam, em boa medida, do facto de haver uma qualificação de base e capacidade científica capaz de suportar a renovação do tecido produtivo, apostando em produtos e processos com uma forte componente tecnológica, e por isso mesmo geradores de maior valor acrescentado.
Por fim, refira-se que se constatou a existência de unidades produtivas de excelência que, mesmo quando enquadradas em grupos internacionais, se posicionam em lugares cimeiros na cadeia de valor dos grupos que integram. Tal revela que o Vale do Ave tem plenas condições para competir num contexto global, tudo dependendo da ousadia e capacidade de gestão, independentemente de outros factores (por exemplo, de ordem legal) por vezes apontados como limitadores da iniciativa empresarial.”

J. Cadima Ribeiro; e
Pedro Gomes

(extracto da “Conclusão” de relatório e brochura intitulados Potencialidades de Investimento no Vale do Ave / Potencialidades de Inversión en el Vale do Ave, ADRAVE - Agência de Desenvolvimento Regional do Vale do Ave S.A., Vila Nova de Famalicão, Junho de 2005, 2x55 págs.)

quinta-feira, agosto 03, 2006

"Braga vai ter centro da IBM"

«Braga vai ter um Centro de Serviços Partilhados da IBM, tornando-se assim o segundo centro do género em Portugal. O anúncio foi feito ontem pela empresa e o presidente da IBM em Portugal falou da mais-valia que o País representa na prestação de serviços multi-lingue.
A IBM anunciou ontem a expansão da sua capacidade nos serviços de transformação do negócio na Europa com o lançamento de um novo Centro de Serviços Partilhados em Braga integrado no seu modelo global de Business Transformation Outsourcing – BTO. O Centro de Braga, que vem contribuir para o desenvolvimento da rede global da IBM, com mais de três dezenas de centros de BTO, irá prestar serviços de transformação e de gestão de processos da área financeira e contabilística para clientes na Europa.
O centro, criado de raiz em Braga e lançado em Julho deste ano, pretende ajudar a dar resposta à grande procura de serviços multi-língua de apoio ao negócio e às tecnologias. A título de exemplo, a equipa de Braga irá fornecer serviços à Unilever com o objectivo de optimizar o desempenho de processos e de reduzir custos à multinacional, no âmbito de um acordo assinado com a IBM no final de 2005.
Este é o segundo centro da IBM em Portugal. O Centro de Serviços Partilhados de Lisboa suporta a operação e a gestão dos processos financeiros e administrativos da BP para quatro países: Portugal, Espanha, França e Reino Unido.
Gestão da relação com clientes
Enquadrado na estratégia da IBM, enquanto empresa globalmente integrada, o novo centro irá trabalhar de forma muito próxima com os centros de serviços da IBM em Cracóvia, na Polónia, e em Bangalore, na Índia. Os centros Europeus, de Braga e de Cracóvia, ficam responsáveis pela gestão da relação com os clientes e fornecedores da Unilever, ao passo que os serviços transaccionais serão geridos, sobretudo, pelo centro da IBM na Índia.
“A capacidade da IBM Portugal em proporcionar aos clientes, em toda a Europa, serviços multi-língua e de valor acrescentado ao nível do outsourcing de processos e de transformação do negócio, tem sido um elemento-chave para a nossa contínua expansão no país”, afirmou José Joaquim de Oliveira, Presidente da IBM Portugal. “Globalmente, a IBM procura reunir a experiência e as competências certas onde elas existem para oferecer os melhores serviços aos seus clientes.”
A IBM está a aplicar, no Centro de BTO de Braga, soluções inovadoras e melhores práticas para aumentar a eficiência dos processos e melhorar a produtividade.
Investimento
Mercados emergentes
O investimento em Portugal surge após outros recentes investimentos globais estratégicos da IBM focados na expansão de competências e de capacidades, sobretudo em mercados emergentes. Nos últimos meses, a IBM anunciou a abertura de diversas novas instalações internacionalmente. Entre elas incluem-se um laboratório de Tecnologia na Rússia, um Centro de Prestação de Serviços Integrados na África do Sul, um Centro para Gestão Remota de Infra-estruturas na República Checa e um Centro de Incubação de Negócios na Irlanda.»

(artigo publicado em O Primeiro de Janeiro, em 2006-08-01)

terça-feira, agosto 01, 2006

Cá fico a aguardar para ver concretizada a promessa

Quem entra nesta ocasião na intranet UMinho depara-se, logo na página de abertura, com a frase seguinte:

acerca deste site…
É intuito desta reitoria dedicar atenção especial ao desenvolvimento do Sistema de Informação (SI) da Universidade do Minho, em todas as suas vertentes.
O desenvolvimento do Sistema de Informação (e a inerente integração de informação) constitui vector estratégico para a nossa Universidade. Reduzir a burocracia, permitir uma maior transparência no acesso à informação e aumentar a eficácia dos processos. Em suma, permitir melhorar a qualidade dos serviços de apoio à comunidade.”

É uma frase curiosa – diga-se – de quem, nos últimos 4 anos, suportado nas tecnologias de informação e comunicação, multiplicou burocracias, gerou mecanismos de controle de informação e, com a ajuda de um certo numero de “boys”, abriu espaço para que se gerasse a suspeição sobre a existência de quebra de reserva de acesso ao correio electrónico pessoal de algumas pessoas menos bem-queridas do poder instalado (cf. abaixo mensagem intitulada “Recuso-me a acreditar que seja verdade!”). A meu ver, tratava-se de algo expectável em quem confunde gestão com rotinas administrativas, convive dificilmente com a crítica e o debate aberto sobre as vias de futuro para a Universidade, e prima pela falta de transparência da sua gestão.
Em todo caso, regozijo-mo de ver agora expressa tal intenção e cá fico a aguardar para ver concretizada a promessa. Este enunciado de intenções acaba, além disso, por ser um reconhecimento implícito de erros passados, o que também me apraz registar e só abona a favor de quem é capaz do fazer.

J. Cadima Ribeiro

Centro de Estudos Têxteis encerra

“O CENESTAP – Centro de Estudos Têxteis Aplicados, com sede em Famalicão, vai cessar as suas actividades. A decisão foi tomada pelos associados, em Assembleia Geral, com base em supostas «dificuldades em encontrar soluções de equilíbrio económico para a sua viabilização».
Constituído em 1993 (faria 13 anos no 11 de Outubro de 2006), o CENESTAP desempenhava um papel reconhecido no sector do têxtil e vestuário, ao nível da divulgação de dados, estatística, informação, estudos e recomendações.
O deputado do PCP Agostinho Lopes lamentou ontem o anúncio da dissolução do organismo, adiantando que já entregou na Assembleia da República um requerimento a fim de inquirir o Ministério da Economia sobre as razões que levam ao encerramento do Centro. Criticou o Governo por «deixar cair» este projecto, […]. «O fim deste organismo é incompreensível, é uma facada no sector do têxtil e vestuário», realçou, defendendo a constituição rapidamente de uma estrutura semelhante com a designação de Observatório Têxtil de Portugal
A dissolução do CENESTAP vem anunciada no sítio da instituição, através de um comunicado datado de 26 de Julho. O Centro é participado pelo CITEVE – Centro Tecnológico das Indústrias Têxteis e do Vestuário de Portugal, Idite-Minho – Instituto de Desenvolvimento e Inovação Tecnológica do Minho, Universidade da Beira Interior, Universidade do Minho, IAPMEI – Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e ao Investimento, ICEP – Investimento, Comércio e Turismo de Portugal, Associação Industrial do Minho, ATP – Associação Têxtil e de Vestuário de Portugal, ANIL – Associação Nacional das Indústrias de Lanifícios, ANIT-LAR – Associação Nacional das Indústrias Têxteis Lar, ANIVEC/APIV – Associação Nacional das Indústrias de Vestuário e Confecção e AICR – Associação dos Indústrias de Cordoaria e Redes.
Tinha por missão difundir informação relacionada com a evolução da conjuntura, estrutura industrial, mercados e posicionamento competitivo das indústrias têxtil e do vestuário (ITV), a nível doméstico e internacional, funcionando como uma unidade, por excelência, da inteligência estratégica do sector, orientando, dinamizando e integrando acções de promoção da competitividade internacional do mesmo. Contava com um observatório têxtil, um jornal de publicação mensal e um portal dedicado à indústria têxtil e do vestuário (Portugaltextil. com.).
O observatório tinha por objectivo recolher e analisar informação económica, estratégica e estatística de interesse para a ITV portuguesa, sendo frequentemente solicitado para fornecer dados e estudos (publicou cerca de 150 documentos), por parte, não só da Administração Pública, como também de universidades, organismos internacionais, além de empresas da indústria têxtil e do vestuário português e de empresas de consultoria.
[…].”

(extracto de notícia publicada no Diário do Minho, em 2006-07-31)