Fórum de Discussão: o retorno a uma utopia realizável - a Universidade do Minho como projecto aberto, participado, ao serviço do engrandecimento dos seus agentes e do desenvolvimento da sua região

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

“Boosting Innovation Performance in Brazil”

“Brazil's main challenge in innovation policy is to encourage the business sector to engage in productivity-enhancing innovative activities. At 1% of GDP, R&D spending (both public and private) is comparatively low by OECD standards and is carried out predominantly by the government. Most scientists work in public universities and research institutions, rather than in the business sector. Output indicators, such as the number of patents held abroad, suggest that there is much scope for improvement. Academic patenting effort is being stepped up and should be facilitated by the easing of restrictions on the transfer and sharing of proceeds of intellectual property rights between businesses and public universities and research institutions. Innovation policy is beginning to focus on the potential synergies among science and technology promotion, R&D support and trade competitiveness. To be successful in boosting business innovation, these policies will need to be complemented by measures aimed at tackling the shortage of skills in the labour force; this shortage is among the most important deterrents to innovation in Brazil, particularly against the backdrop of a widening gap in tertiary educational attainment with respect to the OECD area.”

Carlos H. de Brito Cruz
Luiz de Mello
Keywords: human capital, productivity, innovation
Date: 2006-12-06
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:oec:ecoaaa:532-en&r=edu

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

Recomendação de leitura

Com um imenso sublinhado, aqui estou a fazer a recomendação de leitura do texto «O “horror lusitanorum” da FCT», de António Fidalgo, disponível no blogue de JVC (Reformar a Educação Superior), em entrada de hoje, intitulada "Novo Artigo".
O que aí se diz retrata a realidade da gestão actual do MCTES, mas poderia reportar-se a muitas outras situações da governação pública nacional, presentes e passadas. Escuso-me, nesta altura, a comentar o provincianismo dos lisboetas que cultivam a política científica (e a "boa" gestão de recursos) a que António Figalgo se refere.

J. Cadima Ribeiro

Entrepreneurship as survival

"Nobody talks of entrepreneurship as survival, but that's exactly what it is and what nurtures creative thinking."

Anita Roddick

(citação extraída de SBANC Newsletter, February 13, Issue 457-2007, http://www.sbaer.uca.edu )

terça-feira, fevereiro 20, 2007

“Which Factors Determine the Grades of Undergraduate Students in Economics? Some Evidence from Spain”

"This paper analyses the determinants of grades achieved in three core subjects by first-year Economics undergraduate students at Universidad Carlos III de Madrid, over the period 2001-2005. Gender, nationality, type of school, specialization track at high school and the grades at the university entry exam are the key factors we examine. Our main findings are that those students who did a technical track at high school tend to do better in mathematics than those who followed a social sciences degree and, that the latter do not perform significantly better than the former in subjects with less degree of formalism and more economic content. Moreover, students from public schools are predominant in the lower (with social sciences or humanities tracks) and upper (with a technical track) parts of the grade distribution, and females tend to perform better than males."

Juan J. Dolado (Universidad Carlos III de Madrid, CEPR and IZA Bonn)
Eduardo Morales (Harvard University)
Keywords: grade achievement, school type, gender, multinomial logit, quantile regressions
Date: 2006-12
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:iza:izadps:dp2491&r=edu

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

O balanço foi pobre

"Mariano Gago discursou há dias no Conselho Nacional de Educação. [...].
O balanço foi pobre, nem podia ser outro: a alteração cosmética da lei de bases, o decreto dos CET, o do acesso de adultos, o de Bolonha. Claro que não podia faltar o exercício de estudo estrangeiro, da OCDE e da ENQA, como se fossem actividades do MCTES, durante todo este tempo. [...].
Sobre Bolonha, era melhor nem falar. Processo atabalhoado, com prazos curtíssimos, apreciação formalista, ausência de quadros de referência de qualificações, o delírio dos mestrados integrados, o atraso na apreciação dos novos mestrados politécnicos, muito mais."

João Vasconcelos Costa

(extractos de mensagem datada de hoje, intitulada "Discurso de um ministro a meio do caminho", disponível no blogue do autor - Reformar a Educação Superior)

"As desigualdades sociais e a desvalorização dos diplomas"

"Durante muito tempo o acesso a um diploma universitário permitiu, no nosso país, aceder com relativa facilidade a um emprego qualificado, com o correspondente estatuto social, e, além disso, o próprio diploma universitário constituía em si mesmo um importante símbolo de status. Isto, porém, ocorreu sobretudo enquanto o acesso à universidade era exclusivo das elites. Nas últimas décadas tal cenário alterou-se substancialmente. O que quer dizer que o processo de mobilidade ascendente pode tornar-se uma mera ilusão, visto que, enquanto subimos a escada ela própria desliza para baixo. Ilusão que, actualmente se desfaz quando, com o diploma na mão, o recém licenciado esbarra na porta do desemprego ou apenas consegue um «semi-emprego». Hoje, os jovens que saem da universidade entram no mercado de trabalho, na sua maioria, através de empregos precários e desqualificados, empregam-se nas lojas dos Soppings, nos MacJobs, nos Call Centers, etc., e os que têm sorte ou «boas relações» conseguem, a custo, abrir mais tarde uma porta para uma profissão mais promissora."

Elísio Estanque

(extracto de mensagem, datada de 07/02/08, intitulada "As desigualdades sociais e a desvalorização dos diplomas", disponível no blogue do autor - BoaSociedade)

domingo, fevereiro 18, 2007

Que autoridade moral tem para criticar o Ministério?

«O senhor reitor Guimarães Rodrigues parece criticar as "políticas de nivelamento por baixo" do Ministério, ao tratar de igual forma as instituições que apresentam padrões de qualidade elevada e as outras, e não reflectindo em termos orçamentais essas diferenças. Tem toda a razão. Mas pergunta-se: não é exactamente o que a Universidade do Minho faz internamente? Os orçamentos das escolas e departamentos valorizam a qualidade? Os cursos a quem o mercado reconhece mérito são valorizados pela instituição? Os académicos cujo mérito é reconhecido pelas suas publicações internacionais são mais bem acolhidos pela instituição do que aqueles cujo mérito se resume a "apoias as pessoas certas no mento certo"? Então, qual a autoridade moral para criticar o Ministério...?»
(comentário de autor anónimo à mensagem intitulada "É dificil explicar à academia", datada de 07/02/16)

sábado, fevereiro 17, 2007

A frase do dia

Há uma frase que invoco de quando em quando para explicitar um dos princípios que me têm orientado na vida, e que é:

"quando tenho razão, não preciso de sentir-me acompanhado!"

O contraponto desta filosofia é algo que me rodeia quotidianamente e que me provoca o maior desconforto, embora procure não o exprimir na relação pessoal. Esse contraponto é:

"quanto mais mediocre alguém se reconhece, mais necessidade tem de fazer vingar a sua afirmação pesssoal (e profissional) numa rede alargada de cumplicidades".

Dessa forma, os medíocres protegem-se e promovem-se uns aos outros. A frase que cito abaixo e o contexto que é invocado - "The Higher Education I know is in a mess" - são bem disso ilustração.

J. Cadima Ribeiro

sexta-feira, fevereiro 16, 2007

É dificil explicar à academia

«UM: Padrões de elevada qualidade não contam nos financiamentos


As universidades portuguesas avaliadas por entidades nacionais e estrangeiras como tendo padrões de elevada qualidade andam a financiar as outras com menor qualidade.
Esta revelação foi feita pelo reitor da Universidade do Minho, no dia em que apresentou o relatório de actividades do ano transacto. Para Guimarães Rodrigues esta é a principal justificação para que as transferências de verbas para a academia minhota se tenham ficado pelos 2,5% em vez dos 9% reais. "O princípio de coesão determina que as universidades com parâmetros de elevada qualidade não possam ter financiamentos superiores a 3% e as outras não possam ter financiamentos inferiores a 3%, penalizando assim as universidades com melhores desempenhos".
O reitor reconhece que é difícil "explicar à academia que apesar de terem sucesso reconhecido têm menos dinheiro ao seu dispor", sendo da opinião de que "a coesão não deveria ser um ónus suportado pelas universidades e sendo uma questão política deveria ser tomada a montante".
A Universidade do Minho recebeu do Orçamento do Estado em 2006 cerca de 60 milhões de euros, menos um milhão do que no ano anterior, e gerou em termos de receitas próprias 110 milhões de euros, vindos, sobretudo, das propinas e de projectos desenvolvidos pelos investigadores da academia minhota. "Tivemos menos financiamento do que no ano anterior, mas mesmo assim conseguimos manter o plano estratégico que foi sufragado precisamente no ano passado".
Para Guimarães Rodrigues, "houve um salto quantitativo e qualitativo apesar dos constrangimentos financeiros", dando como exemplo a construção da Escola de Direito e outras obras em curso e a mudança do Instituto de Ciências Sociais para instalações definitivas "Criámos melhores condições em situações que seriam, à partida, inimagináveis e de difícil resolução". Universidade que perdeu 2,6% dos alunos inscritos (cerca de 300), abandono que "o aumento do valor das propinas pode justificar". Ainda assim, ocupou 92% das vagas oferecidas, o que a coloca em terceiro lugar a nível nacional. "Em Engenharia, ocupamos mesmo o 2.º lugar". O processo de Bolonha foi o principal desafio do ano transacto: "Com todas as indefinições, conseguimos adaptar 60% dos nossos cursos.»
Pedro Antunes Pereira

(notícia publicada no Jornal de Notícias, em 2007-02-16)


Comentário: sendo eu, escreveria a notícia do JN nos termos seguintes - "pese o que dizem as más linguas, somos (reitoria e conexos) mesmo muito bons, embora seja dificil explicar à academia quão bons nós somos"; "em todo o caso, o ´plano estratégico` que informa a nossa acção foi sufragado por mais de 60 membros da UMinho, o que nos confere legitimidade mesmo para tomar medidas que nem bom-senso deixam transparecer, quanto mais competência".
Obviamente, cada um tem o seu estílo de escrita e de comunicação, por isso se aceita o que foi preservado na notícia.
A mensagem da reitor da UMinho merece-me, todavia, um reparo, e só um: esqueceu-se de mencionar que, na mesma ocasião em que o Instituto de Ciências Sociais ganhou um edifício novo, outro tanto sucedeu com a Escola de Engenharia. Percebendo-se que não queira sublinhar as melhorias em matéria de instalações de que beneficiou a sua própria Escola, imperativos de justiça ditam-me que não deixe passar esta omissão. A obra em primeiro lugar, sobretudo em dia de balanço!

"The Higher Education I know is in a mess"

"The Higher Education I know is in a mess. There's no room for imagination, creativity, innovation, or intellectual thought. The more mediocre and bureaucratically inclined you can be, the more you are likely to survive. Oh - and did I mention the size of your elbows and family connections?"
Beverly Trayner
[extracto de mensagem(citação), datada de 07/02/16, intulada "Bye, Bev!", disponível em Reformar a Educação Superior]

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

"É para estar à frente do seu tempo que a Universidade existe"

"Porque é que as minhas propostas têm que adormecer na gaveta, vinte anos ou mais, por se considerar que não são oportunas, que estão à frente do seu tempo? É para estar à frente do seu tempo que a Universidade existe. É por essa razão que estou na Universidade."

Virgílio A. P. Machado

(extracto de mensagem, datada de "07/02/26", intitulada "Universidade do Futuro: as propostas", disponível no blogue Por Educar)
/...
Comentário: tenho a convicção que a cúpula dirigente da universidade onde trabalho subscreverá o título que resolvi reter para o extracto de mensagem que reproduzo, embora por razões diferentes das enunciadas por Virgílio Machado - a ideia parece-me ser a de colocar a instituição tão à frente do tempo presente que, por altura que cessem o respectivo mandato, já só se vislumbrem cácos daquilo que ela foi.
Ps: de imprescindível leitura é também "O Japão que me desculpe, mas esta patente é NOSSA!", de Regina Nabais (Polikê?), sem esquecer o seu sublinhado "aqui"; com este ministro e estes reitores, o futuro da universidade portuguesa é já ali, ao virar da esquina.

quarta-feira, fevereiro 14, 2007

The most important CEO task

"I think the most important CEO task is defining the course that the business will take over the next five or so years. You have to have the ability to see what the business environment might be like a long way out, not just over the coming months. You need to be able to both set a broad direction, and also to take particular decisions along the way that make that broad direction unfold correctly."
Chris Corrigan

(citação extraída de SBANC Newsletter, February 6, Issue 456-2007, http://www.sbaer.uca.edu )

Uma ameaça de desqualificação das instituições

"Os docentes do ensino superior e investigadores vão enfrentar em breve uma ameaça de desqualificação das instituições em que trabalham e da sua própria actividade profissional muito mais grave do que aquela que há dezoito anos deu origem à criação do SNESup."
Direcção do SNESup
(extracto de mensagem do SNEPSup, sob a epígrafe "Ensino_Superior: Existimos porque somos necessários", recebida via correio electrónico, em 07/02/13)

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

UMinho: exposição pública pelas piores razões - III

«[...]
Com a informação que adianto acima, vou, também, ao encontro de José Reis quando, há algumas semanas, escreveu "que as universidades vivem uma crise institucional fortíssima” por, no seu dizer, o seu modelo de governo estar “aprisionado por lógicas conservadoras” e por “as burocracias dirigentes” não assegurarem futuro, ou de José Adelino Maltez, quando, há algum tempo mais (em 06/10/12), falava das “oligarquias de interesses estabelecidas pelo não mérito” subjacentes à eleição dos reitores. Não secundando José Reis em muito do que defende e defendeu – nomeadamente aquando da sua passagem pela Secretaria de Estado do Ensino Superior - em relação ao governo das universidades e ao tipo de relação destas com a tutela política, é a minha vivência quotidiana que me obriga a concordar com ele, e sobretudo com José Adelino Maltez, neste diagnóstico. Digo-o com pesar e revolta já que a Universidade com que me identifico é uma em que não há espaço para os “climas de pânico” vividos entre os docentes da UMinho, a que se reportava a FENPROF em comunicado publicitado pelo Diário de Notícias, em 13/01/2007, ou em que alguém se sinta “completamente destroçado” (“Estão a destruir tudo …”), como alguém me confessava, via correio electrónico, ainda mais recentemente. Fico a desejar, no entanto, que o quadro negro que aqui sai traçado não seja extensivo ao universo das instituições de ensino superior público existentes em Portugal. Nunca me alegrou o infortúnio dos outros!
Dizendo o que fica dito, quero eu deixar claro que o momento que se vive na UMinho é triste, muito triste (noutra sede, chamei-lhe “uma apagada e vil tristeza”), e é-o tanto mais quanto é incontornável que todos – docentes, pessoal administrativo e alunos, menos estes que os demais – somos responsáveis pela situação que a Instituição atravessa. Na verdade, o que se passa a nível da estrutura de cúpula só é interpretável à luz da cultura que instalou na universidade, dominada por individualismos tacanhos, capelinhas, acomodação generalizada e um profundo alheamento de valores outrora tão caros e sensíveis na sociedade portuguesa e na Universidade, particularmente, como a transparência, a democracia e as liberdade de opinião e de expressão do pensamento. Não fora isso e não haveria lugar para “burocracias dirigentes”, como lhes chama José Reis, para “oligarquias de interesses, como as designa Adelino Maltez, ou para nomenclaturas, como eu prefiro chamar-lhes, atentando na realidade cujo retrato esboço.
Infelizmente, como assinalava Elísio Estanque, em artigo datado de 06/11/22, “há mentalidades anacrónicas e comportamentos anti-democráticos por todo o lado”, se bem que aqueles que nos atingem mais directamente nos custem mais. Perdoar-me-ão, por isso, que aqui reclame dos “défices de democracia e cidadania” e do “recrudescer de práticas de cariz autoritário, controleirista ou caciquista” a que assisto na instituição onde trabalho.»
J. Cadima Ribeiro
(extracto de artigo sobre a situação recente vivida na Universidade do Minho)

domingo, fevereiro 11, 2007

“The Role of the University in Attracting High Tech Entrepreneurship: A Silicon Valley Tale”

“Among the many sorting functions provided by institutions of higher education, there is a geographic dimension. During the years spent as students and residents of local communities, students develop specific networks and contacts, and perhaps their tastes change as well. After graduation, these students may be more likely to reside in the locality or region in which they have been educated.
This paper presents evidence which suggests that the university is important in attracting human capital to the local area and in stimulating entrepreneurial talent in the region. We also measure the strength of the impact of the university on geographical location in one specific instance. For post-graduate professional business and engineering students at Berkeley, we compare the spatial distribution of residences before attending the university and again after graduation.
The results are suggestive of the importance of academic institutions in the geographic pattern of agglomerations of footloose scientific firms, such as those in the Silicon Valley just south of San Francisco. The results also reinforce the self-interested reasons for government investment in high-quality educational institutions, as measured by the return on the augmented human capital stock in the region.”

David Huffman (University of California, Berkeley)
John Quigley (University of California, Berkeley)
Date: 2006-06-27
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:cdl:bphupl:1044&r=edu

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

sábado, fevereiro 10, 2007

Avaliação de desempenho do governo

"Foi divulgado hoje, pela Assembleia da República (AR), o resultado da avaliação do grau de execução das leis pelo actual governo. Note-se que o relatório abrange exclusivamente a actividade legislativa deste executivo (de 10 de Março de 2005 a 31 de Dezembro de 2006).
O resultado é vergonhoso: apenas 11 das 30 leis que carecem de regulamentação foram efectivamente regulamentadas.
[...]
[...] espero ver as pessoas responsáveis, mediante os resultados desta avaliação, ser penalizadas na sua avaliação de desempenho, com consequências adequadas na sua remuneração e progressão na carreira, para não falar na eventual necessidade de os... despedir."
(extracto de mensagem, datada de 07/02/09, intitulada "Avaliar o governo", disponível em J. P. Cravino`s Blog)

O nosso magnífico reitor é um iluminado!

«O nosso magnifico Reitor é mesmo um iluminado, mas não a carburante derivado do petróleo ou do carvão. Ele está na vanguarda do uso da energia nuclear por fusão. Vai irradiando tanta energia à sua volta que acabará por fundir a própria UM, não tarda nada.
Acreditem, ele tem um pacto com o demoníaco engº Sócrates e o seu choque tecnológico pós-moderno que há-de colocar Portugal na Idade da Pedra lascada.
Esta aliança com a Vodafone do Carrapatoso do grupo "Comprometer Portugal" para enviar SMS (sem valor económico) em troca de informação privilegiada (de alto valor económico) é um gesto de puro "canibalismo", coisa em que o Magnífico Reitor se está a tornar expert.»
(comentário produzido por autor anónimo à mensagem datada de 07/01/08, intitulada "Querem pasmar?")

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

UMinho: exposição pública pelas piores razões - II

«Nos últimos meses, a Universidade do Minho (UMinho) tem tido um nível de exposição pública pouco comum, infelizmente pelas piores razões. Na origem da situação estiveram: primeiro, o anúncio pelo reitor, em assembleia da universidade, a 11 de Dezembro de 2006, de que estava a equacionar a redução, no futuro próximo, do pessoal docente e não docente da instituição em 20 %, por via da constituição de excedentes e da não-renovação de contratos; e, em segundo lugar, os diversos incidentes que se sucederam à convocação pelos sindicatos (SNESup e FENPROF/SPN) de uma reunião de docentes e investigadores da universidade para discutir o assunto e esclarecer os termos em que poderia haver lugar à transferência de pessoal para outras instituições públicas.
Os incidentes a que aludo prenderam-se não só com as dificuldades colocadas na difusão nos circuitos de informação internos da UMinho da convocatória como com a divulgação da tomada de posição resultante da reunião realizada, que se saldou por um inusitado sucesso de adesão - participaram no evento cerca de 160 docentes, número nunca visto na “casa” em evento semelhante, salvaguardada uma situação passada, ocorrida vai para mais de 10 anos -, tudo culminando no plano destacado que a partir de certo momento tomou “O Moderador” da um-net, a saber, o sistema de comunicação electrónica, de abrangência geral, existente na Universidade do Minho.
A peça produzida pelo citado “Moderador”, justificando a recusa da difusão do comunicado dos sindicatos, na sua significação profunda, é, a meu ver, digna do destaque que o SNESup lhe tem dado nas derradeiras semanas na página de abertura do seu sítio electrónico e justifica que a reproduza aqui:

“Exmo. Senhor
A sua mensagem não seguiu para a UM-Net visto não se enquadrar nas respectivas regras, nomeadamente no facto de a UM-Net ter como objectivos difundir informação sobre:
- a actividade da Universidade do Minho nas suas várias vertentes: académica, social, cultural e recreativa;
- eventos promovidos e/ou organizados pela Universidade do Minho;
- o ensino em geral.
Sugere-se que a divulgação da informação em causa seja efectuada directamente junto dos elementos da UMinho associados ao SNESup e do SPN.
Cumprimentos,
O Moderador”

Vale a pena acrescentar que a justificação dada pelo “Moderador” aos sindicatos foi, substantivamente, a mesma que recebeu um colega de uma das Escolas da Universidade quando, na mesma sede, em 07/01/05, procurou difundir um texto de Mário Bettencourt Resendes, saído num jornal nacional, em que se anunciavam «boas notícias, vindas do outro lado do Atlântico, para quem consagrou os seus anos universitários ao estudo e aprofundamento de disciplinas hoje consideradas como de "difícil saída profissional"». O texto em questão reportava-se, depois, ao caso de algumas empresas norte-americanas, que decidiram recrutar, para os seus conselhos de administração, quadros com formação superior em Filosofia, e admitiam alargar o processo a historiadores e a sociólogos. A grande diferença entre as respostas provindas da figura “eminente” e parda de “O Moderador” esteve no sublinhado que feito por aquele de que

´A UM-NET é uma lista de difusão de informação, não se podendo constituir nem como um "Forum de Opinião" nem como um "Forum de Discussão".`.

Como tive oportunidade de escrever na ocasião em blogue pessoal, este esclarecimento afigura-se-me assaz interessante dado que ´resultava daqui absolutamente claro porque é que merecem difusão na um-net a realização de sessões de formação sobre "massagens relaxantes" e outras iniciativas de elevado interesse didáctico, informativo e recreativo e não “lixo” do tipo daquele que o colega em referência (e outros, antes dele) queria(m) fazer passar.`
Aparte situar no seu contexto o papel de “O Moderador”, a invocação que agora faço serve para deixar claro que o “instituto” da censura não foi inventado nesta altura ou usado singularmente no quadro de uma luta sindical, se assim se lhe pode chamar, entretanto declarada na UMinho. Pelo contrário, é instrumento de um certo exercício do poder e um indicador não-ambiguo da visão que esse poder mantém do que seja o debate de ideias e a transparência na organização e da visão de universidade que o informa.»
J. Cadima Ribeiro

(extracto de artigo sobre a situação recente vivida na Universidade do Minho)

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Querem pasmar?

Querem pasmar? Então leiam o extracto da "Notícia" de hoje do Diário do Minho que reproduzo adiante. Se conseguirem lê-la sem se rirem, habilitam-se a ganhar um doce.

"Mensagens via SMS informam alunos e docentes da UM
A Universidade do Minho (UM) e a Fundação Vodafone Portugal assinaram ontem um protocolo de cooperação que prevê a implementação de um sistema de comunicação via SMS (mensagens escritas) entre a universidade, os seus alunos, professores e colaboradores.
A plataforma SMS estará ao serviço dos docentes que vão poder difundir de forma rápida informações diversas aos alunos que, por sua vez, terão a possibilidade de enviar SMS’s e saber, por exemplo, a classificação obtida a uma determinada disciplina.
No âmbito do acordo ontem estabelecido, a Fundação Vodafone Portugal doou um milhão de mensagens escritas à UM. A par das mensagens via telemóvel, o protocolo prevê ainda a troca de informações entre as duas instituições relativamente a investigações na área das novas tecnologias da informação.
Para o reitor da UM, o serviço de informação através de SMS «representa um avanço inovador no sistema de informação». Na cerimónia em que participou também o presidente da Fundação Vodafone Portugal, Guimarães Rodrigues sublinhou que o sistema vai «traduzir-se numa melhor qualidade de serviço e na simplificação de procedimentos, com rapidez e fiabilidade de comunicação».
Referindo que a UM quer afirmar-se como «uma universidade do seu tempo e do futuro», o reitor disse que este projecto vai também contribuir para a consolidação da instituição como ´A Universidade Sem Muros`." (Marta Encarnação, Diário do Minho, 2007-02-08)

Gente pouco inteligente versus espertalhões

«Os lugares de Ministro encarregado das relações com o Parlamento e de Presidente do Grupo Parlamentar que apoia o Governo deveriam, tais os malabarismos a que obrigam, ser unicamente ocupados por gente pouco inteligente e dotada de genuína insensibilidade social.
Não é manifestamente o vosso caso, e lamentamos vê-los no papel que se têm imposto a propósito do subsídio de desemprego para os trabalhadores da Administração Pública.
[...]
Deste modo, ao justificarem a rejeição do Projecto de Lei nº 159 / X (PCP) com a vossa preferência por "soluções gerais" em vez de "soluções parciais", estão não só a tentar iludir os mal informados e a adiar qualquer solução, mas também a saltar da frigideira para o lume: é que as "soluções gerais" que vos temos apresentado também têm sido rejeitadas, mas se insistem tanto em "soluções gerais", ignorando que neste momento o problema afecta sobretudo os docentes do ensino superior, voltaremos a confrontar-vos com elas.»

Paulo Peixoto
Presidente da Direcção do SNESup

(extractos de "Carta aberta a Augusto Santos Silva e a Alberto Martins" produzida pelo SNESup - conforme assinatura reproduzida acima - e recebida por correio electrónico em 07/02/07)
/...
Comentário: é a nossa classe política, no seu melhor!
Adenda ao comentário: aquando da sua pasagem pelo ministério da "educação" (?), o nosso colega Augusto Santos Silva participou, em certa ocasião, numa cerimónia do "dia da universidade", na UMinho; tenho que vos confessar a forte impressão que o ministro me deixou - nunca tinha visto alguém discursar cerca de uma hora, senão mais, discorrendo brilhantemente sobre as mais diversas temáticas, dizendo rigorosamente nada.

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

“University Decentralization as Regional Policy: The Swedish Experiment”

“During the past fifteen years, Swedish higher education policy has emphasized the spatial decentralization of post-secondary education. We analyze this policy as a natural experiment, and we investigate the economic effects of this decentralization on productivity and output. We rely upon a twelve-year panel of output, employment and investment for Sweden's 285 municipalities, together with data on the location of university researchers and students, to estimate the effects of exogenous changes in educational policy upon regional development. We find important and significant effects of this policy upon output and productivity, suggesting that the economic effects of the decentralization on regional development are economically important.”

Roland Andersson (Royal Institute of Technology, Stockholm)
John Quigley (University of California at Berkeley)
Mats Wilhelmsson (Royal Institute of Technology, Stockholm)
Date: 2006-06-27
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:cdl:bphupl:1022&r=edu

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

Que negociações terá havido?

"[...] só antecipo duas leis, a agora apresentada da avaliação, relativamente pacífica e a da autonomia, longe de ser pacífica mas em que o governo não pode recuar, porque já há muito deu entrada um projecto de lei do PSD. Curiosamente, não se tem ouvido falar dele. Que negociações terá havido para o PSD o manter em lume brando, apesar de ser sempre, para o governo, uma espada de Damocles?"
(extracto de mensagem datada de 07/02/07, intitulada "O calendário do MCTES", disponível em Reformar a Educação Superior)

terça-feira, fevereiro 06, 2007

UMinho: exposição pública pelas piores razões - I

«Nunca é de mais assinalar que, nas universidades como as empresas comuns, aparte a qualificação dos recursos humanos e a sofisticação das tecnologias que as servem, a motivação dos seus agentes (trabalhadores) é um aspecto crucial do seu desempenho. Isto sabe-o qualquer estudante recém-ingressado num curso de economia ou de gestão. Não o parece saber o reitor da Universidade do Minho e os que o assessoram, e deduzo-o não apenas pela situação chocante a que aludo no parágrafo precedente. Do que percebo do seu modelo de “gestão”, o reitor da UMinho convenceu-se que gerir a organização era informatizar serviços (o que, manifestamente, já tardava), criar e incrementar rotinas burocráticas, e criar e controlar um sistema de informação que, pelo que se deixou ilustrado nos primeiros parágrafos deste texto, se sugere mais um "SIS" que um sistema de apoio à gestão. Enganou-se. Gerir uma Universidade é muito mais que isso.
Quem me leia e esteja alheado do quotidiano da UMinho, questionar-se-á, porventura, se a situação que retrato é novidade; se estamos perante titulares em início de primeiro mandato. Tenho que esclarecer que não é o caso e, por isso, é mais penosa a situação e sai melhor ilustrado o quadro de afirmação de um cenário de “oligarquia de interesses estabelecida pelo não mérito” – como se pode dizer, adaptando as palavras escritas de José Adelino Maltez - subjacente à eleição do reitor da Universidade do Minho e à sua manutenção no poder após 4 anos de gestão danosa da imagem da Instituição e do interesse social que esta é suposto prosseguir. Obviamente, em sede de 2º mandato, o dislate ganha outro espaço de afirmação e os erros de gestão deixam de poder ser encobertos sob o “manto diáfono” da herança da gestão precedente. Pregando no deserto, a isso me referia em texto que produzi pouco após a recondução eleitoral da equipa reitoral em funções.»
J. Cadima Ribeiro
(extracto de artigo sobre a situação recente vivida na Universidade do Minho)

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

Sem haver pessoas, não há universidade

"Discutir em abstracto uma organização, seja ela uma Escola, Hospital ou Serviço de Televisão, sem olhar para as pessoas que fazem parte desse todo, é o quê? Sem haver pessoas, não há universidade, politécnico, escola básica, que valha. Esta questão é aquilo que em tecniquês, chamamos: um requisito prévio absoluto."

(extracto de mensagem disponível em Co-Labor, datada de 07/02/02, e intitulada "Ensino Superior ´organizações & pessoas`")

sábado, fevereiro 03, 2007

A Agência de Acreditação e Avaliação do Ensino Superior

O projecto de decreto-lei relativo à criação da Agência de Avaliação e Acreditação para a Garantia da Qualidade do Ensino Superior já está disponível. Os interessados podem aceder ao documento em Polikê?, que o anúncia sob o título, de hoje, "Projecto de decreto-lei para consulta pública".
A esse propósito, podem também ler uma entrevista de Mariano Gago ao Diário de Notícias, edição de hoje, reproduzida em Higher Education - Univercity.
Os comentários deixo-os para outra ocasião: primeiro a informação; depois a discussão. É bem verdade que há "sedes" em que não temos direito nem a uma coisa nem a outra, mas isso é outra história.

“Starting Well or Losing their Way?: The Position of Youth in the Labour Market in OECD Countries”

”Despite the fact that today’s young cohorts are smaller in number and better educated than their older counterparts, high youth unemployment remains a serious problem in many OECD countries. This reflects a variety of factors, including the relatively high proportion of young people leaving school without a basic educational qualification, the fact that skills acquired in initial education are not always well adapted to labour market requirements, as well as general labour market conditions and problems in the functioning of labour markets. The paper highlights the trends in youth labour market performance over the past decade using a wide range of indicators. It also presents new evidence on i) the length of transitions from school to work; ii) the wages, working conditions and stability of jobs performed by youth; and iii) the degree of so-called “over-education”, i.e. the gap between the skills of young people and the jobs they get.”

Glenda Quintini
Sébastien Martin

Date: 2006-12-01
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:oec:elsaab:39-en&r=edu

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

Qualquer dia somos o IST do Minho

"E também foram votados os critérios que levarão à abertura dos mestrados, quanto ao número mínimo de alunos?
A ser verdade o que circula, só os mestrados integrados continuam a funcionar. Perfeito. Qualquer dia somos o IST do Minho.
Muitos ainda estão convencidos que 1º + 2º ciclo = licencitura pré-Bolonha. Como se Bolonha fosse apenas uma questão de duração dos ciclos! Por isso julgam que 1º ciclo deve ter o seu 2º ciclo único."

(texto de autor anónimo recebido em 07/02/02, a título de comentário aos comentários anexos à mensagem divulgada em 07/01/31, intitulada "A verdade incomoda muito!").

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Fundação para a Qualidade?

Comunicado do Conselho de Ministros, de 1 de Fevereiro de 2007, anuncia a produção de Decreto-Lei que institui a Agência para a Qualidade do Ensino Superior, com a natureza de fundação, aprovando os respectivos estatutos.
Os interessados podem ler algo mais sobre este assunto em Polikê?, em mensagem com data de hoje, intitulada "Fundação para a Qualidade".
Sobre a temática da certificação da qualidade, vale também a pena ler uma série de "artigos" sobre "Certificação do Sistema de Garantia da Qualidade do Governo", publicados por Virgílio A. P. Machado no seu blogue - Por Educar.

The entrepreneur in us

"The entrepreneur in us sees opportunities everywhere we look, but many people see only problems everywhere they look. The entrepreneur in us is more concerned with discriminating between opportunities than he or she is with failing to see the opportunities.”

Michael Gerber

(citação extraída de SBANC Newsletter, January 23, 2007, Issue 454-2007, http://www.sbaer.uca.edu )

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

É o grau zero da gestão e da previsão

"Pois é, a grande questão é saber o que nos reserva o futuro. Com este tipo de gestão, na reitoria e no ministério, certamente não será grande coisa."
/...
"É o grau zero da gestão e da previsão. E esta é a visão mais lisongeira para a capacidade de gestão dele."
/...
"Podemos sempre falar sobre o assunto mas, se [...] não sabe avaliar as consequências da decisão do reitor de confiscar todo o dinheiro disponível para cobrir as asneiras que andou a fazer, eu muito menos lhe sei dizer alguma coisa. Aliás, só tomei conhecimento do assunto através [...] das mensagens que têm chegado ao meu blogue. [...] A situação pode piorar? Por incrível que pareça, tenho que admitir que sim.[...]
Como digo: podemos voltar ao assunto quando percebermos a dimensão do desastre da gestão em curso na UMinho."


(extractos de mensagens electrónicas trocadas a propósito do desastre do momento da gestão da reitoria da UMinho e das respectivas consequências em matéria de funcionamento corrente de unidades básicas da Instituição)

quarta-feira, janeiro 31, 2007

A verdade incomoda muito!

A verdade incomoda muito quando o "instituto" da censura é a regra. Se, apesar de tudo, a informação circula, há que fazer mão de todas as estratégias para evitar que isso continue a suceder ou para limitar os estragos, a bem da asneira, a bem da incompetência, a bem do arbítrio, a bem da prepotência.
Viva a nomenclatura! O precipício é já ali.

J. Cadima Ribeiro

terça-feira, janeiro 30, 2007

Será que a Academia se vai calar ?

"Será que a Academia vai calar perante esta acção de apropriação cega por parte da Reitoria do esforço que tem sido feito para tornar esta uma instituição reputada?
As medidas anunciadas na passada sexta-feira vão, no mínimo, interferir drásticamente com o funcionamento de iniciativas já assumidas pelas diversas Escolas e Departamentos desta Universidade. Aquilo a que assistimos é, por um lado, à destruição do sistema de incentivos dentro desta comunidade - quem mais vai querer investir em projectos que apenas servirão para financiar uma caixa negra gerida pela Reitoria? -, e, por outro, a incapacidade de identificar e anunciar os objectivos que deverão nortear a nossa Universidade nos próximos anos.
A nossa vizinha Universidade do Porto diz querer fazer parte das 100 melhores da Europa até 2011. Onde é que a nossa Universidade quer estar daqui a 5 anos? Que parte das receitas próprias alvo da acção da Reitoria será canalizada para acções de promoção do valor acrescentado da nossa instituição? Quais os critérios subjacentes à recolha das verbas e à sua subjavcente aplicação? Será que o objectivo é apenas fazer face a um problema de de tesouraria de curto prazo? Se sim, não restam dúvidas que, face à inevitável quebra das receitas próprias nos próximos exerxícios, o próximo passo é despedir uma grande parte de nós. Ou seja, a ameaça velada que justifica a aceitação tácita destas medidas já está cumprida à partida."

(texto de autor anónimo recebido em 07/01/30, a título de comentário à mensagem divulgada em 07/01/28, intitulada "Eles pensam que nunca serão responsabilizados pelos erros de gestão que cometem").

segunda-feira, janeiro 29, 2007

Uma boa notícia, para variar.

"Finalmente, se venceu uma longa batalha e se deu um passo positivo com a aprovação da possibilidade das teses de doutoramento serem redigidas em inglês...E apesar de todas as manobras e golpadas que se fizeram neste processo (incluindo a ocultação de pareceres da Acessoria Jurídica), na hora da votação a questão foi mais consensual e simples do que se poderia pensar...O que só vem provar, aliás, que as decisões que a Coordenadora tomou a esse respeito foram apenas de natureza política, com o objectivo de atingir pessoalmente determinadas pessoas da escola...(o que conseguiram, na verdade...)."
(extracto de comentário(desabafo), recebido há dias, por via electrónica).

domingo, janeiro 28, 2007

Eles pensam que nunca serão responsabilizados pelos erros de gestão que cometem

"Esta nomenclatura continua a produzir disparates em série. Eles sabem ou pensam que nunca serão responsabilizados pelos erros de gestão que cometem. Aliás, confundem-nos com obras primas e produtos de uma sacrossanta missão divina. São os iluminados intocáveis, bem instalados no poleiro, cada dia que passa com o peito mais inchado perante a plebe desarmada e confusa. Na 6ª feira rapinaram os frutos do esforço abegnado de muitos. A próxima etapa será a de fazerem a lista dos infelizes descartáveis. No final reinarão ainda mais felizes e contentes. Terão chegado à Glória!"
/...
(texto de autor anónimo recebido em 07/01/27, a título de comentário à mensagem divulgada na mesma data, intitulada "Os erros de gestão de uns e os encargos de outros").

sábado, janeiro 27, 2007

Os erros de gestão de uns e os encargos de outros

Há uma frase commumente usada para comentar o desempenho das organizações que diz que "os erros de gestão pagam-se". Na Universidade do Minho desenvolveu-se nos últimos anos uma variante que se traduz no seguinte: os erros de gestão de uns (a nomenclatura) pagam-os outros (aqueles que têm capacidade de gerar recursos e de fazer uma gestão rigorosa dos respectivos orçamentos).

J. Cadima Ribeiro

sexta-feira, janeiro 26, 2007

"Os milhões da Investigação Científica"

"Os milhões da Investigação Científica
O desfasamento entre a retórica do investimento estatal na investigação científica e a situação real que enfrentam neste momento as unidades de investigação e os investigadores que nelas trabalham assume contornos crescentemente preocupantes.
Conhecido o aumento das verbas do Orçamento de Estado de 2007 para o Ministério da Ciência e Tecnologia, agitados os milhões dos protocolos assinados com as Universidades americanas, as Unidades de investigação científica atravessam um momento de todo inusitado. Entre a quimera de um futuro risonho de data incerta, prometido pelos milhões que o QREN consagra à ciência, e o quotidiano da investigação e das obrigações inerentes à gestão corrente, o momento é de ruptura financeira e de angústia a muito curto prazo.
Na transição entre Quadros Comunitários de Financiamento, é evidente a inoperância governamental em termos do cumprimento necessário das obrigações assumidas com as unidades de investigação científica. Os atrasos no pagamento de transferências contratualizadas, muito para além do aceitável, o congelamento de programas de bolsas e de avaliação de projectos de investigação, o adiamento injustificado de iniciativas há muito previstas, colocam as unidades de investigação numa situação insustentável.
O SNESup tem vindo a receber relatos variados da angústia progressiva que toma conta das unidades de investigação, de quem as gere e de quem nelas trabalha. Mesmo em unidades de investigação com estruturas sólidas e habituadas ao incumprimento recorrente das obrigações de financiamento assumidas pelos organismos estatais, a situação começa a ganhar contornos dramáticos.
Para além dos prejuízos líquidos causados às actividades de investigação e dos efeitos em termos de incumprimento das obrigações salariais em relação aos investigadores, em larga maioria precários, é de todo inaceitável a postura de mau pagador em que o Estado se coloca.
A preocupação obsessiva com as questões orçamentais das actividades de investigação científica, as caricatas exigências e pedidos de explicações de cariz financeiro, mais do que responder às exigências burocratizantes da utilização de fundos europeus, está a tornar-se um perfeito álibi para quem sistemática e impunemente incumpre nas suas obrigações.
Diríamos que aqui, como em França, é cada vez mais necessário salvar a Investigação científica."

SNESup

(mensagem recebida por via electrónica, em 26-1-2007 , com a autoria assinalada)

Bolonha! E agora? - IX

«Não me parece que a redução de duração de licenciatura venha enfraquecer a mesma. Todos sabemos que existiam cadeiras no plano antigo que poucas mais-valias nos traziam em termos de conhecimento. No plano novo o leque de cadeiras opcionais permite uma especialização superior nas áreas de maior interesse de cada um, garantido apesar disso um grau de conhecimento económico no seu sentido mais abrangente bastante significativo. Se existem prejudicados na mudança para o Plano de Bolonha, serão os alunos incluídos nos planos de transição (i.e. 2º e 3º ano), que acabarão a licenciatura com um curriculum híbrido capaz de assustar ou deixar de pé atrás alguns empregadores. Para não falar dos conteúdos dos mesmo planos que são bastante questionáveis.
No entanto está na hora de dar um pontapé para a frente e abandonar esta passividade insatisfeita tão portuguesa. Cabe a nós mostrar aos empregadores que não somos afinal inferiores a qualquer outro licenciado. Não vai ser fácil. Mas também que piada teria se fosse? Boa sorte para todos os que, como eu, vão tentar entrar no mercado de trabalho para o ano!
PS: "It is not titles that honor men, but men that honor titles." - Niccolo Machiavelli»


Carlos Nogueira

/...

«É sem dúvida um tema actual e de interesse comum a todos nós. Na minha opinião “Bolonha” pode ser visto por duas perspectivas, por uma vertente positiva e outra negativa. Por um lado, sem dúvida que este novo método de ensino é benéfico, pois se alguns países tais como Itália e Inglaterra formam pessoas em apenas três anos e é de lá que têm saído as melhores pessoas da ciência, porquê sermos diferentes? Por outra perspectiva, discordo deste processo. Como é possível que os alunos que acabam este ano o curso, uns com o curso de 3 anos e outros com o curso de 4 anos saem da universidade com os mesmos conhecimentos? Acho que Bolonha devia ser aplicado apenas aos alunos que tivessem a iniciar o curso, e não a alunos que já tivessem iniciado o curso pelo plano antigo.»

Marta Vilela

(extractos de mensagens disponíveis na entrada "fóruns" da plataforma electrónica de apoio à unidade curricular Economia Portuguesa e Europeia, da EEG/UMinho; Janeiro de 2007)

quinta-feira, janeiro 25, 2007

Viva a festa!

«Antes de mais deixa-me dizer-te que se calhar faço parte destas pessoas "borgueiras", como tu lhe chamas! (um pouco de festa nunca fez mal a ninguém).
Não deixas de ter razão quando dizes que os universitários são vistos como individuos de cerveja na mão ou cigarro na boca a jogar bilhar, aliás quando acabei o 12º ano tinha essa ideia da universidade - festa todos os dias (o que não é verdade, meu caro amigo). No entanto penso que a "borguice" e o consequente "chumbo" (penso que seja este aspecto a que te referes) além de depender da consciência de cada um em tentar acabar o curso mais rapidamente possível, uma vez que são os nossos pais que estão a financiar os nossos estudos, depende também da forma como os alunos conseguem fazer a gestão do seu tempo e conseguem conciliar os estudos com o seu tempo livre. Não penso que esta imposição de limites terá algum efeito, aliás tocando no ponto em que a minha colega Patrícia Palha referiu, acho que esta imposição em nada irá aumentar as vagas de ingressão no ensino superior.
Agora tocando no último ponto deste artigo, tenho muitos colegas que recebem bolsa e não tendo tanto sucesso nos estudos, prolongam a sua estadia na universidade. Penso que em parte, uma vez que é o Estado que financia os seus estudos e não os pais, isso leva a que eles não levem tão a sério o seu estudo.
Saudações Académicas e muitas "Borgas" para todos.»
André Wang Zhou
(extracto de mensagem disponível na entrada "fóruns" da plataforma electrónica de apoio à unidade curricular Economia Portuguesa e Europeia, da EEG/UMinho; Janeiro de 2007)

quarta-feira, janeiro 24, 2007

Por uma verdadeira aposta na Ciência e na Tecnologia

"O recorrente atraso dos prazos estipulados nos concursos geridos pela FCT – somam-se também os atrasos nos concursos a projectos de investigação - não dignifica a Ciência e Tecnologia (C+T) em Portugal e coloca sérios problemas logísticos e financeiros, particularmente aos jovens investigadores. A falta de recursos humanos na FCT não serve de consolação. Uma verdadeira aposta na C+T passa pela dignificação e valorização dos recursos humanos que nela trabalham, incluindo os que efectuam a importante tarefa de gestão financeira, i.e., os próprios trabalhadores da FCT.
A redução, em 74.4%, do orçamento para o funcionamento interno da FCT prevista no orçamento de estado para 2007, não augura melhorias neste campo."
(extracto de comunicado da Associação dos Bolseiros de Investigação Científica (ABIC) divulgado ontem, via correio electrónico, pela Direcção do SNESup)
/...
Comentário: mais palavras para quê? É um artista português, mesmo sendo Gago!
Ps: mal tinha acabado de redigir esta nota e eis que me chega, pelo correio postal, uma carta da FCT anunciando prazos para apresentação de relatório e contas de 2006 da minha unidade de investigação e, destaque-se, a realização de uma auditoria ao exercício financeiro de 2006, a partir de 15 de Março pf.. Nada haveria a dizer, não fora o seguinte:
i) tratar-se da 4ª auditoria realizada pela FCT no horizonte de um ano, a exercícios anuais consecutivos;
ii) o zelo revelado nesta vertente não ter qualquer paralelo na libertação dos meios financeiros que se comprometeu a disponibilizar, permanecendo de 2006 uma "dívida" seguramente irrisória à luz do orçamento da FCT mas largamente penalizadora do desempenho de uma pequena unidade de investigação como a que dirijo;
iii) parecer ser legítimo assumir que a situação da minha unidade de investigação não é singular em nenhuma das dimensões sinalizadas.
Considerando a origem do comunicado que se reproduz parcialmente acima e as declarações que a esse respeito entretanto produziu publicamente o Presidente da FCT (conferir Público on line, de 23/01/2007), poder-se-ia pensar que a situação relatada no comunicado era circunscrita. Infelizmente, essa ilacção não é verdadeira.

terça-feira, janeiro 23, 2007

"Blogues" e liberdade de expressão

"- Acredita que a blogosfera é uma forma de expressão editorialmente livre?

Acredito. É livre em dois sentidos. Em primeiro lugar cada um escreve o que quer sobre o que quer. Em segundo lugar é um meio que promove a rápida reacção dos seus pares. Seja em comentários, seja em outros blogues. Isso cria um escrutínio que é o melhor garante contra abusos e falsidades. É como se houvesse um processo de refereeing permanente. [...]"
(extracto de entrevista de Luis Aguiar-Conraria ao blogue de Luís Carmelo, datada de hoje; também disponível no seu blogue - A destreza das dúvidas -, sob o título "Mini-entrevistas/Série II - 106")

Ave Park: para que te quero?

«Ave Park vai criar 4000 postos de trabalho até 2020

O AvePark (Parque de Ciência e Tecnologia instalado em Guimarães) vai criar 4000 postos de trabalho até 2022. Os números foram avançados pelo administrador-delegado daquela estrutura. Remísio de Castro revelou, ainda, que vai ser criada uma comissão encarregue de preparar a inauguração. Que não tem data marcada.
O responsável do AvePark foi parco em revelações. As "cerca de dez empresas" que estão confirmadas para o AvePark não podem ser reveladas. Sabe-se, apenas, da decisão do Governo de ali instalar o Instituto de Nanotecnologias (I3N). "Decorridos 15 anos do início da sua actividade, o AvePark tem como objectivo a criação de 4000 postos de trabalho", adiantou.
O administrador do AvePark não concorda que o sucesso deste centro esteja comprometido com a ida do Instituto Ibérico de Investigação de Desenvolvimento para Braga. "São duas realidades completamente distintas. Foi uma má opção do ponto de vista do aproveitamento dos recursos, no entanto, Braga, Guimarães, Barcelos ou Famalicão seriam sempre bons locais para uma infra-estrutura que se quer de carácter regional", afirmou. Por isso, concluiu, não constitui o "assassinato" do AvePark, como defende o PSD local. "O AvePark tem como objectivo a localização de empresas de base tecnológica que produzam riqueza com base no conhecimento. O Instituto Ibérico dedica-se à actividade científica e não à localização e formação de empresas".
Um dos problemas do AvePark prende-se com as acessibilidades. Remisio de Castro lembra que está projectada uma ligação ao nó de Silvares da auto-estrada, através da via do Ave que interliga Guimarães, Póvoa de Lanhoso e Vieira do Minho", mas esta via continua encalhada.
Fases do projecto
O projecto reparte-se em duas fases a construção do núcleo central, incubadora de base tecnológica, o Instituto Europeu da Engenharia dos Tecidos e Medicina Regenerativa e a urbanização do terreno.
Inauguração
A inauguração deverá ser até Junho. "O dia 24 de Junho (dia de Guimarães) seria uma óptima data", disse Castro.»
Joaquim Fonte
(notícia do Jornal de Notícias, de 2007-01-22)
/...
Comentário: com a dinâmica que o projecto vem mostrando - formalmente, foi só criado há 15 anos - não tarda muito vai ser necessário facilitar a imigração de leste e do Brasil para atender às necessidades de recursos humanos geradas pelos projectos sedeados no empreendimento.

segunda-feira, janeiro 22, 2007

Coisas que nos chegam pelo corrreio electrónico

"Nem sequer quero imaginar que TODA a informação relativa ao próximo Plenário do Cientifico NÃO SEJA distribuída CLARA, CORRECTA E ATEMPADAMENTE a TODOS os respectivos membros. Estou certo que isso NÃO IRÁ ACONTECER!"
M. Rocha Armada

(extracto de mensagem electrónica, de difusão genérica, entretanto recebida)
Comentário: como se não fosse bastante "estarem a destruir tudo" (cf. mensagem a este respeito recebida no sábado pp.), parece que na EEG/UMinho agora é problema a própria disponibilização atempada da informação de apoio à agenda do conselho científico; é a democracia e a transparência no seu melhor!

Investir em capital humano e na motivação do trabalhador

"Penso que devemos ter em conta que uma força de trabalho bem formada desempenha um papel fundamental no crescimento da economia e da produtividade. Sendo assim, é importante investir no capital humano e na sua formação na medida em que o mercado de trabalho exige cada vez mais especialização e mais conhecimentos ligados com as novas tecnologias. A formação de pessoas capazes de gerirem eficazmente as nossas empresas parece ser também condição indispensável. Devemos ainda considerar a importância que a intensidade de I&D tem na produtividade. Em Portugal investe-se pouco na investigação e este facto está usualmente associado à baixa produtividade.
Portanto, se Portugal quer alcançar elevados níveis de produtividade terá de investir no campo da inovação seja ela, tecnológica, organização de trabalho, canais de distribuição, qualidade, etc.
Por último, considero importante não esquecer, também, que o aumento da produtividade depende do desempenho do trabalhador o que depende, por sua vez, não só das suas capacidades mas também da sua motivação."


Celina Leal dos Santos

(extracto de mensagem disponível na entrada "fóruns" da plataforma electrónica de apoio à unidade curricular Economia Portuguesa e Europeia, da EEG/UMinho; Dezembro de 2006)

domingo, janeiro 21, 2007

Não há coisa que ...

Não há coisa que o Censor mais tema que a circulação da informação!

J. Cadima Ribeiro

sábado, janeiro 20, 2007

Estão a destruir tudo

"Sinto-me completamente destroçado(a). Estão a destruir tudo aquilo que [...] tinha construído.
[...]
Perdoe estes desabafos mas tudo isto está a ser muito difícil para mim. "

(extractos de mensagem electrónica entretanto recebida)

sexta-feira, janeiro 19, 2007

“Student Achievement and University Classes: Effects of Attendance, Size, Peers, and Teachers”

”We examine the empirical determinants of student achievement in higher education, focusing our attention on its small-group teaching component (classes or seminars) and on the role of attendance, number of students per class, peers, and tutors. The empirical analysis is based on longitudinal administrative data from a major undergraduate program where students are allocated to class groups in a systematic way, but one which is plausibly uncorrelated with ability. Although, in simple specifications, we find positive returns to attendance and sizeable differences in the effectiveness of teaching assistants, most effects are not significant in specifications that include student fixed effects. We conclude that unobserved heterogeneity amongst students, even in an institution that imposes rigorous admission criteria and so has little observable heterogeneity, is apparently much more important than observable variation in inputs in explaining student outcomes.”

Pedro Martins (Queen Mary, University of London, CEG-IST Lisbon and IZA Bonn)
Ian Walker (University of Warwick, Princeton University and IZA Bonn)
Keywords: education production functions, attendance, class size, peer effects
Date: 2006-12 URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:iza:izadps:dp2490&r=edu

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

Parece que, finalmente, vão sair duas leis

"Ainda não acabei a série de notas sobre o relatório da OCDE, mas já se justifica perguntar: e agora? Parece que, finalmente, vão sair duas leis, a da governação e a do ECDU. É pouco. [...]
[...]
Era bem bonito que a reforma da educação superior aparecesse como resultado, principalmente, da comunidade académica."

João Vasconcelos Costa

(extractos de mensagem, intitulada "E agora", datada de hoje, disponível no blogue do autor - Reformar a Educação Superior)

quinta-feira, janeiro 18, 2007

Emprego/desemprego

"Desemprego reflecte falta de emprego, que representa aquele trabalho com condições atractivas para as pessoas. No meu entender, falta de trabalho não há, mas faltam pessoas que o queiram fazer pois, normalmente, acabam por ter melhores condições quando se encontram desempregadas.
Quanto aos recém-licenciados, compreendo a sua opinião, mas discordo. São cerca de 15 anos que uma pessoa passa a estudar e em que é feito um grande investimento, por isso é normal que após esse esforço as pessoas não estejam dispostas a sujeitar-se a um emprego para o qual têm qualificações a mais e a salarios baixos."


Líliana Silva

(extracto de mensagem disponível na entrada "fóruns" da plataforma electrónica de apoio à unidade curricular Economia Portuguesa e Europeia, da EEG/UMinho; Janeiro de 2007)

quarta-feira, janeiro 17, 2007

Revista de imprensa

«Na UM, disse um docente", "O clima é de pânico, não se fala de outra coisa".»


(extracto de notícia disponível no sítio da FENPROF, remetendo para informação publicitada pelo DN, em 13/01/2007, intitulada "Desemprego ameaça dois mil docentes do Ensino Superior" - passível de ser lida na sua versão integral no sítio identificado)

We will be judged only by the result.

"Some of us will do our jobs well and some will not, but we will be judged by only one thing: the result."

Vince Lombardi

(citação extraída de SBANC Newsletter, January 16, 2007, Issue 453-2007, http://www.sbaer.uca.edu/ )

terça-feira, janeiro 16, 2007

Bolonha! E agora? - VIII

"Acredito, e já tenho comprovado, que neste momento os cursos estão mais práticos, os alunos são obrigados a participar mais activamente (quer nas aulas, quer na elaboração de trabalhos, etc.), não se limitando apenas a estar presentes nas aulas.
Outro ponto, que também já foi referido pelos meus colegas, será a motivaçao de cada um, o empenho, a força de vontade. Tudo isto será tão ou mais importante que propriamente aquilo que se aprende nas aulas."

Kellie Cerqueira

(extracto de mensagem disponível na entrada "fóruns" da plataforma electrónica de apoio à unidade curricular Economia Portuguesa e Europeia, da EEG/UMinho; Dezembro de 2006)

Os nossos responsáveis públicos querem "brincar de belmiro"

«[...] sugere-me que os nossos actuais responsáveis públicos não só querem "brincar de belmiro" (mas com recursos alheios dos outros portugueses todos, Risco 'pessoal' Zero e liberdade de movimentos da empresa privada), como ainda querem chamar "alguns" amigos, para a "reinação".»

Regina Nabais

(extracto de mensagem, intitulada ´"Vamo(s)" lá fazer de conta que ... somos empresários`, datada de 07/01/16, disponível no blogue da autora - Polikê?)

segunda-feira, janeiro 15, 2007

A imagem do estudante universitário

"A imagem do universitário português é a do individuo de copo de cerveja na mão ou então de cigarro na boca a jogar “uma bilharada” com os colegas, a ir constantemente a festas e jantares…"

Ricardo Rodrigues
(extracto de mensagem disponível na entrada "fóruns" da plataforma electrónica de apoio à unidade curricular Economia Portuguesa e Europeia, da EEG/UMinho; Dezembro de 2006)

domingo, janeiro 14, 2007

Uma parceria indústria-universidade bem sucedida

"Interiores funcionais

Uma parceria entre o Centro de Ciência e Tecnologia Têxtil da Universidade do Minho, a Tearfil e as Malhas Sonicarla deu origem a um inovador projecto de roupa interior(12Jan07)

Para desenvolver uma nova gama de roupa interior multifuncional, o grupo de Materiais Fibrosos do Centro de Ciência e Tecnologia Têxtil da Universidade do Minho contou com as parcerias estratégicas da Tearfil para o desenvolvimento dos fios e das Malhas Sonicarla para a concepção das peças seamless em malha jersey vanizado. «Embora já exista no mercado vestuário multifuncional, esses produtos não usam de forma racional as propriedades das fibras funcionais», afirma Raul Fangueiro. Deste modo, o grupo efectuou primeiramente um estudo antropométrico a fim de colocar as fibras na região do corpo onde as suas funções vão ser optimizadas e distribuídas de acordo com as necessidades. «Desenvolvemos uma técnica Patchwork, que tem como função colocar as fibras nos sítios mais indicados», explica.
As funcionalidades visadas foram a gestão da humidade, o controlo da temperatura e a bioactividade mediante a utilização de fios compostos por Dri-Release (gestor da humidade), Seacell Active (dermo-protector e anti-bacteriano), e/ou algodão. A gama inclui boxers, tangas, tops, t-shirts de Verão e de Inverno.
Para Raul Fangueiro tratou-se de um projecto «de parceria indústria-universidade que foi muito bem sucedido e abriu portas para outros novos projectos». Por seu lado, Carla Ferreira, administradora das Malhas Sonicarla, afirma peremptoriamente que «as universidades podem sempre contar com as Malhas Sonicarla como parceira em projectos inovadores como este»."

(notícia disponível em http://www.portugaltextil.com/index.php?option=com_content&task=view&id=78&Itemid=2, em 07/01/12)

“Public Education in an Integrated Europe: Studying to Migrate and Teaching to Stay?”

”This paper analyzes public provision of internationally applicable and country-specific education, when job opportunities available to those with internationally applicable education are uncertain. Migration provides a market insurance in case labor market opportunities in the home country are poor. An increasing international applicability of a given type of education encourages students to invest more effort when studying. Governments, on the other hand, face an incentive to divert the provision of public education away from internationally applicable education toward country-specific skills. This would mean educating too few engineers, economists and doctors, and too many lawyers.”

Panu Poutvaara (University of Helsinki and IZA Bonn)
Keywords: public education, migration, brain drain and brain gain, European Union, common labor market
Date: 2006-12
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:iza:izadps:dp2478&r=edu

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

sexta-feira, janeiro 12, 2007

“The patenting universities: Problems and perils”

”Starting from a review of more than 50 papers, this work will present a detailed overview of threats stemming from university patenting activity, then it will draw some policy implications and it will conclude with some suggestions for further research.”

Baldini, Nicola

Keywords: university patents; entrepreneurial university; open science; secrecy
Date: 2006-03-27
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:pra:mprapa:853&r=edu

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

A ideia era óptima

«De facto, a diferenciação dos produtos é uma porta para a atracção das empresas, mas para isso torna-se necessário formar mão-de-obra qualificada para pôr essa ideia em prática, e, mais do que isso, dar-lhes possibilidade para isso.
Há dias conversava com uma colega licenciada em Engenharia Ambiental, que fez uma proposta de investigação a um conhecido fabricante de automóveis. A ideia era óptima, a sua formação é superior, mas obteve uma resposta negativa, por "não ser do total interesse financeiro da empresa".
É necessário dizer mais?»


Cristela Mota

(extracto de mensagem disponível na entrada "fóruns" da plataforma electrónica de apoio à unidade curricular Economia Portuguesa e Europeia, da EEG/UMinho; Janeiro de 2007)

quinta-feira, janeiro 11, 2007

As burocracias dirigentes não asseguram futuro

"O debate sobre o relatório já tem caminho feito e conhece-se o trivial. É claro que as universidades vivem uma crise institucional fortíssima, que o seu modelo de governo está aprisionado por lógicas conservadoras, que as burocracias dirigentes não asseguram futuro, que a propensão para endossar responsabilidades em vez de as assumir é elevada, que a relação dos poderes autonómicos com o Estado é perversa. Também não é necessário repetir que o relatório tem qualidade e que trata de forma complexa um problema complexo, não sendo legítimo diminui-lo através da suspeição ou do anátema da parcialidade."
José Reis
(extracto de texto, intitulado "O Relatório - As universidades vivem uma crise institucional fortíssima e a relação dos poderes autonómicos com o Estado é perversa", disponível na integra em http://www.ces.uc.pt/opiniao/investigacoes_debates/048.php)

quarta-feira, janeiro 10, 2007

Serviços da Universidade do Minho querem destacar-se num "ranking" de censura

«Na era da "Sociedade da Informação", serviços da Universidade do Minho querem destacar-se num ranking de censura

A censura parece querer fazer escola na Universidade do Minho. Um designado moderador da UM-net, novamente vetou a circulação na rede interna de uma mensagem, agora subscrita pelo SPN e pelo SNESup.

Inimaginável! A mensagem que tentaram censurar, mas que naturalmente não abdicamos de divulgar tem o seguinte texto:

"Colegas
Na reunião de 3 de Janeiro último, dinamizada pelo SNESup e pelo SPN, [...]
[...] "

Quanto ao dito moderador da UM-net, o SPN apenas espera que para futuro aplique todo o seu zelo e o seu pendor censório não à informação sindical, porque vivemos num país democrático, mas sim às muitas mensagens spam que na sua rede proliferam.
Mas é à Reitoria da Universidade do Minho que o SPN atribui integralmente a responsabilidade política por este acto de censura, que se julgava já varrido da vida de uma universidade pública, uma instituição que deve primar por ser um lugar de cidadania, uma casa de democracia.
A falta de liberdade de expressão é incompatível com uma vivência universitária plena.

O Departamento de Ensino Superior do SPN
9 de Janeiro de 2007»


(extractos de mensagem disponível no sítio electrónico da FENPROF/SPN; o sublinhado é meu, assim como o critério de edição)

Serviço Público - Comunicado do SNESup

«SNESup – Sindicato Nacional do Ensino Superior
----------
Colegas
1. Desde que, na sequência do anúncio dos valores atribuidos às instituições do ensino superior no Orçamento do Estado para 2007, o Senhor Presidente do CRUP admitiu a possibilidade de envio de professores universitários para os excedentes (actualmente, para "mobilidade especial"), em termos que aliás criticámos publicamente na ocasião, o SNESup tem estado atento à evolução da situação em diversas Universidades, encorajando os seus associados a reportarem quaisquer projectos de redução de pessoal por razões financeiras.
Assim sendo, quando nos chegou por várias vias a informação, de que, em reunião da Assembleia de Universidade realizada em 11 de Dezembro último, o Senhor Reitor da Universidade do Minho, Prof. Doutor António Guimarães Rodrigues Dias, havia equacionado a redução de pessoal docente e não docente em 20 %, por via de constituição de excedentes e da não-renovação de contratos, o nosso Sindicato
- marcou de imediato uma reunião para 3 de Janeiro;
- pediu para ser recebido pelo Senhor Reitor, com vista a uma breve troca de impressões, antes da reunião, no que não foi atendido.
Dado que os nossos colegas do SPN anunciaram também a intenção de convocar uma reunião, o SNESup propôs que ela fosse conduzida conjuntamente, o que foi aceite.
2. Conforme já foi difundido em comunicado anterior, a reunião contou com a presença de 160 docentes, número claramente acima, como todos sabemos, da participação usual em reuniões para discussão de problemas profissionais nas universidades portuguesas de hoje, e aprovou o conjunto de conclusões que já difundimos.
É de salientar que, tendo o SNESup feito apresentação de uma análise jurídica sobre a não aplicabilidade da Lei 53/2006 ao pessoal docente do ensino superior (por a própria lei ressalvar expressamente os normativos específicos dos corpos especiais em matéria de mobilidade) tivemos o grato prazer de ver um dos membros da equipa reitoral, presente na reunião, subscrever a nossa análise, dando a entender que o cenário da constituição de excedentes estaria afastado. De forma que, amplamente demonstrada a preocupação do corpo docente com a situação laboral na Universidade e constituída na própria reunião o núcleo inicial da Comissão de Docentes e Investigadores, entendemos estarem reunidas condições para um esforço de dinamização mais alargada e para o desejado, e imprescindivel, diálogo com a Reitoria.
3. No entanto, e desses factos entendemos necessário dar conhecimento a todos os docentes do ensino superior, vive-se na Universidade um condicionamento da circulação de mensagens, designadamente através da Um - Net, que não favorece o debate e o diálogo.
Ainda em Dezembro, os colegas do SPN viram retido na Um - Net o comunicado que enviaram com a sua tomada de posição, enquanto que foi difundido um comunicado de resposta da Reitoria sem que a Universidade ficasse a conhecer o texto a que se respondia. Já em Janeiro, as conclusões da reunião de dia 3, que já conheceis, foram retidas na Um - Net tendo a representação do SNESup recebido a seguinte resposta:
“Exmo. Senhor
A sua mensagem não seguiu para a UM-Net visto não se enquadrar nas respectivas regras, nomeadamente no facto de a UM-Net ter como objectivos difundir informação sobre:
- a actividade da Universidade do Minho nas suas várias vertentes: académica, social, cultural e recreativa;
- eventos promovidos e/ou organizados pela Universidade do Minho;
- o ensino em geral.
Sugere-se que a divulgação da informação em causa seja efectuada directamente junto dos elementos da UMinho associados ao SNESup e do SPN.
Cumprimentos,
O Moderador”
4. A mensagem em apreço diz respeito à Universidade do Minho e ao ensino superior, e certamente se integra nas regras da UM-Net. Aliás, como já escrevemos ao Senhor Reitor, nos termos do artigo 502 º do Código do Trabalho, as associações sindicais têm o direito de proceder à distribuição – não apenas junto dos seus associados - de “ textos, convocatórias, comunicações ou informações relativos à vida sindical e aos interesses sócio-profissionais dos trabalhadores”, autorizando também o artigo 32 º do Decreto-Lei , nº 84/99, de 19 de Março (Lei Sindical da Administração Pública) “a distribuição de comunicados e de quaisquer outros documentos subscritos pelas associações sindicais”.
Mas, em termos mais amplos, nesta época de discussão de "modelos de governação", parece-nos excluído um modelo que proíba informar / ser informado e, afinal, proíba pensar a Universidade em que se vive e se exerce funções.
Saudações académicas e sindicais
A Direcção do SNESup
em 10-1-2007»
(reprodução integral de mensagem de correio electrónico entretanto recebida, com a origem e assinatura identificadas)

terça-feira, janeiro 09, 2007

A imposição de limites às taxas de reprovação - II

«Do meu ponto de vista a melhor forma de incentivar os universitários a acabarem o seu curso não é impondo um limite ás taxas de reprovação, assim como tu referiste. Já são individuos maiores de idade e que têm que ter consciência que estão a ocupar um lugar que poderia ser de outra pessoa mas que não teve a mesma oportunidade. Talvez não seja a pessoa mais indicada para falar deste assunto pois já reprovei, mas não foi devido às borgas universitárias.
Acho, sim, que se deveria incentivar os alunos de outra forma, estimulando-os e tornando os cursos mais atractivos. Assim como implantar nos cursos, pelo menos o nosso, uma vertente mais práctica, pois a sensação que nós alunos temos é que quando acabamos o curso não estamos preperados para entrar no mercado de trabalho.
Em relação aos alunos borgueiros que tu referes acho que não são assim tantos e que infuenciam as mentalidades. Tenho também que referir as propinas que nós pagamos, e então uma pergunta se levanta, será que cada estudante de economia gasta cerca de 920€ por ano lectivo? E os alunos, como por exemplo, de medicina será que só gastam 920€?»
Catarina Neves
/...
«Começo por dizer que achei o artigo bastante interesssante, uma vez que convivemos com ele todos os dias.
Na minha opinião, um limite às taxas de reprovação não está mal pensado , desde que seja um limite razoável, claro! Porém, devo concordar que esse tal limite possivelmente não iria mudar a mentalidade da maioria dos universitários "borgueiros", pelo menos nos primeiros anos desta iniciativa; contudo, a médio/longo prazo, penso que teria sucesso !
Concluo, concordando com a minha colega, que diz não ser justo que aqueles que levam a Univrsidade a sério, não poderem usufruir dela por causa dos que cá andam a passear. De facto, quem vem para a universidade vem porque quer; ninguém obriga ninguém, por isso deviam levar as coisa um bocadinho mais a sério.»
Diana Machado

(extractos de mensagens disponíveis na entrada "fóruns" da plataforma electrónica de apoio à unidade curricular Economia Portuguesa e Europeia, da EEG/UMinho; Janeiro de 2007)

segunda-feira, janeiro 08, 2007

Ainda o comunicado do SNESup e do SPN

«SNESup – Sindicato Nacional do Ensino Superior
----------
Colegas
Na reunião de 3 de Janeiro último, dinamizada pelo SNESup e pelo SPN, em que participaram cerca de 160 docentes foram, após debate, aprovadas as seguintes conclusões:
"Os docentes da Universidade do Minho presentes na reunião de 3 de Janeiro de 2007,
1. Manifestam o seu apoio à acção desenvolvida pelo SNESup e pelo SPN [...].
2. Apoiar a constituição de uma Comissão de Docentes e Investigadores [...].
3. Reclamar a livre difusão na WebNet de mensagens [...].
O SNESup está a difundir este texto de conclusões ... que ainda não passou, ele também, na WebNet da Universidade do Minho ... a todos os docentes do ensino superior. Seguir-se-á um comunicado com explicações mais pormenorizadas.
Saudações académicas e sindicais
A Direcção
8-1-200»
(extractos de mensagem electrónica, proveniente do SNESup, entretanto recebida; por razões de economia de espaço, para não duplicar texto já disponível neste blogue, abaixo, não se reproduz a mensagem integral; o sublinhado é meu)

“Demand for Higher Education Programs: The Impact of the Bologna Process”

”The Bologna process aims at creating a European Higher Education Area where intercountry mobility of students and staff, as well as workers holding a degree, is facilitated. While several aspects of the process deserve wide public support, the reduction of the length of the first cycle of studies to three years, in several continental European countries where it used to last for four or five years, is less consensual. The paper checks the extent of public confidence in the restructuring of higher education currently underway, by looking at its implications on the demand for academic programs. It exploits the fact that some programs have restructured under the Bologna process and others have not, in Portugal. Precise quantification of the demand for each academic program is facilitated by the rules of access to higher education, in a nation-wide competition, where candidates must list up to six preferences of institution and program. We use regression analysis applied to count data, estimating negative binomial models. Results indicate that the programs that restructured to follow the Bologna principles were subject to higher demand than comparable programs that did not restructure, as if Bologna were understood as a quality stamp. This positive impact was reinforced if the institution was a leader, i.e. the single one in the country that restructured the program. Still an additional increase in demand was experienced by large programs that restructured to offer an integrated master degree, thus conforming to Bologna principles while not reducing the program duration.”

Ana Rute Cardoso (IZA and University of Minho)
Miguel Portela (Tinbergen Institute, NIPE-University of Minho and IZA)
Carla Sá (Tinbergen Institute and NIPE-University of Minho)
Fernando Alexandre (NIPE-University of Minho)
Keywords: education policy, European Higher Education Area, economic, social and cultural integration, count data
Date: 2006-12
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:iza:izadps:dp2532&r=edu

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

Bolonha! E agora? - VII

«Na minha opnião o processo de Bolonha é favoravel para os alunos, no entanto, no final do nosso curso poucos alunos estão preparados para de imediato enfrentar qualquer emprego. Em todos os cursos deveria existir um estágio para os alunos, nem que fosse apenas uma passagem por uma empresa ou um outro lugar onde fosse possivel observar e ter consciência do que realmente nos espera no mercado de trabalho. Alguns cursos são muito teóricos, e eu pergunto porque nao apostar mais na prática?»
João Cunha
/...
«Para quem não sabe, eu tenho uma relação com uma estudante de economia do 4º ano, ou seja, está no plano antigo. E há uns dias atrás a minha mãe fez-me esta pergunta: “tu andas menos um ano que ela!!! No final do curso vais saber o mesmo???”… Bem, eu fiquei uns bons segundos a olhar para minha mãe mas depois disse: “ supostamente sim”… E fiquei uns bons minutos a pensar naquilo.
Será que vamos saber o mesmo??? Será que afinal a intenção nunca foi saber??? Mas afinal porque razão os outros tiveram mais um ano na universidade???
Tive um professor que um dia me disse: “Vocês o que aqui aprendem são só bases teóricas. Irão receber depois formação para aquilo que vão fazer. Daqui levam a teoria e o pensamento.” Bem, eu acho que o professor tem razão. Mas porque razão andaram os outros cá 4 anos? Como podemos nós ser equiparados a eles? Não quero dizer que somos inferiores mas somos iguais? Mas nós não recebemos a mesma formação??? Não sei, ainda não há dados para comparar, mas daqui a 10 anos podemos ver qual o efeito de Bolonha e a taxa de emprego.
Saio com menos um ano de formação, mas será que saio formado???»
Eurico Cunha

(extractos de mensagens disponíveis na entrada "fóruns" da plataforma electrónica de apoio à unidade curricular Economia Portuguesa e Europeia, da EEG/UMinho; Janeiro de 2007)

domingo, janeiro 07, 2007

A imposição de limites às taxas de reprovação

"Acho o artigo muito interessante, no entanto não sou da mesma opinião que tu quando defendes que não devem ser impostos limites às taxas de reprovação. Pensa na quantidade de alunos que após terminar o 12º ano quer ingressar na universidade mas depara-se com um número baixo de vagas...Não seria melhor para todos se aqueles que estão na universidade a "fazer nada" dessem lugar àqueles que realmente vêem um curso superior como um objectivo de vida? Eu penso que a imposição de limites às taxas de reprovação mudaria sim a mentalidade de alguns estudantes, uma vez que se não se esforçassem não terminariam o seu curso, o que automaticamente tornaria as pessoas mais competentes e mais competitivas. Isto reflectir-se-ia quando ingressassem no mercado de trabalho, tornando-os melhores profissionais."


Patrícia Palha

(extracto de mensagem disponível na entrada "fóruns" da plataforma electrónica de apoio à unidade curricular Economia Portuguesa e Europeia, da EEG/UMinho; Janeiro de 2007)

sábado, janeiro 06, 2007

“O Moderador”, essa figura mítica

«Citando João Mendes jcrmendes@ilch.uminho.pt:
Uma ideia refrescante no universo tecno-burocrático que nos asfixia.
[…]
[…]

Um filósofo na administração
Mário Bettencourt Resendes
Jornalista
<http://dn.sapo.pt/2007/01/04/853495.jpg> <http://imgs.sapo.pt/images/c2/dn.sapo.pt/layout/10px.gif>
Há boas notícias, vindas do outro lado do Atlântico, para quem consagrou os seus anos universitários ao estudo e aprofundamento de disciplinas hoje consideradas como de "difícil saída profissional". Trata-se, concretamente, do caso de algumas empresas norte-americanas, que decidiram recrutar, para os seus conselhos de administração, quadros com formação superior em Filosofia. E admitem também alargar o processo com o recurso a historiadores ou sociólogos. […]
Impressiona, portanto, a decisão do Ministério da Educação de acabar com o exame nacional na disciplina, […]
[…]
Não se percebe é como a desvalorização da Filosofia poderá contribuir para corrigir estes desequilíbrios. Ignorantes sobre a História da "sabedoria", mais mal treinados para pensar e para compreender um mundo com contornos cada vez mais complexos, os jovens do futuro estarão, obviamente, bem mais desarmados perante a vida.

<http://imgs.sapo.pt/images/c2/dn.sapo.pt/layout/10px.gif>
A sua mensagem não seguiu para a UM-Net visto não se enquadrar nas respectivas regras.
Regras da lista UM-Net:
1 - A UM-Net é uma lista moderada. Isto significa que todas as mensagens enviadas são validadas por um moderador em função dos objectivos da lista.
2 - A UM-Net tem como objectivos difundir informação sobre:
- a actividade da Universidade do Minho nas suas várias vertentes: académica, social, cultural e recreativa;
- eventos promovidos e/ou organizados pela Universidade do Minho;
- o ensino em geral.
3- A UM-NET é uma lista de difusão de informação, não se podendo constituir nem como um "Forum de Opinião" nem como um "Forum de Discussão".
4 - Podem fazer parte da lista docentes e funcionários. O utilizador que pretender integrar ou abandonar a lista basta enviar uma mensagem para a lista, um-net@uminho.pt, manifestando a sua intenção.
Cumprimentos,
O Moderador»

(extractos de mensagem electrónica recebida na caixa de correio electrónico da Escola - EEG/UMinho -, na tarde de 07/01/05 ; os sublinhados são meus)

Comentário: depois disto, quem teve acesso à resposta (e, seguramente, João Mendes), não se pode queixar que desconhece as regras de acesso, isto é, de difusão de mensagens na um-net; fica, também, claro o elevadíssimo critério que anima aquele “sistema de informação”, a saber, cito: “difundir informação sobre:
- a actividade da Universidade do Minho nas suas várias vertentes: académica, social, cultural e recreativa; […]”.
A meu ver, resulta daqui absolutamente claro porque é que merecem difusão da um-net a realização de sessões de formação sobre "massagens relaxantes" e outras iniciativas de elevado interesse didáctico, informativo e recreativo e não “lixo” do tipo daquele que o colega em referência (e outros, antes dele) queria(m) fazer passar. Já viram o caos e a desqualificação que a um-net seria sem a figura e o elevado critério selectivo de “O Moderador”.
Quando tudo é tão claro, o que se pode pedir mais?

sexta-feira, janeiro 05, 2007

Sugestão de leitura

Aproveitando uma chamada de atenção que acabou de me cair na caixa de correio, aqui deixo mais uma sugestão de leitura. Os meus agradecimentos ao involuntário (?) colaborador, que se identifica como jcrmendes@ilch.uminho.pt.

"Notícia DN: DN_ONLINE Um filósofo na administração http://dn.sapo.pt/2007/01/04/opiniao/um_filosofo_administracao.html
Comentário: Uma excelente ideia, totalmente a contrapelo do que se passa na Universidade do Minho."
/...
J. Cadima Ribeiro

Reunião Sindical na Universidade do Minho

«Reunião Universidade do Minho
Na reunião de 3 de Janeiro último, dinamizada pelo SNESup e pelo SPN, em que participaram cerca de 160 docentes foram, após debate, aprovadas as seguintes conclusões:
"Os docentes da Universidade do Minho presentes na reunião de 3 de Janeiro de 2007,
1. Manifestam o seu apoio à acção desenvolvida pelo SNESup e pelo SPN após as declarações do Senhor Reitor na Assembleia da Universidade de 11 de Dezembro de 2006.
2. Apoiar a constituição de uma Comissão de Docentes e Investigadores integradas pelos representantes sindicais nas várias escolas e por docentes não sindicalizados, com o objectivo de dinamizar o debate e de acompanhar a situação laboral, constituindo-se em entidade de diálogo e negociação com a Reitoria.
3. Reclamar a livre difusão na WebNet de mensagens sobre a situação do ensino superior e da Universidade do Minho."
4-1-2007»


(transcrição de mensagem disponível na entrada "Notícias" do sítio do SNESup)

Comentário:
i) também eu fiquei surpreendido com o nível de adesão que a iniciativa colheu; fica a experança de voltarmos a ter uma comunidade viva na nossa academia, a prazo, pelo menos;
ii) anotei a presença de representantes assumidos da "nomenclatura", a quem louvo o terem dado a cara; da próxima vez, têm é que aparecer mais bem preparados e revelar mais jeito;
iii) pese embora a alusão que é feita na tomada de posição aprovada e que se lê acima, não ficou claro para mim que tenha sido percebida a importância estratégica da criação/dinamização de um sistema de informação/comunicação alternativo, como instrumento de luta e como peça de afirmação da liberdade de informação e de opinião negadas pela "nomenclatura".

/...

PS:

«Colegas

Na reunião de 3 de Janeiro último, dinamizada pelo SNESup e pelo SPN, em que participaram cerca de 160 docentes foram, após debate, aprovadas as seguintes conclusões: "Os docentes da Universidade do Minho presentes na reunião de 3 de Janeiro de 2007,

1. Manifestam o seu apoio à acção ...

2. Apoiar a constituição de uma Comissão ...

3. Reclamar a livre difusão na WebNet de ..."

A Comissão ficou integrada desde logo por um conjunto de colegas que se ofereceram para o efeito. Solicitamos que quaisquer outras manifestações de disponibilidade, para as quais apelamos, sejam comunicadas aos colegas Maria Eduarda Coquet (IEC, SNESup) e Pedro Oliveira (E. Engenharia, SPN) .

O SNESup

Nuno Ivo Gonçalves

O SPN

Mário de Carvalho

PS - desculpem mandar através dos endereços das escolas mas a um-net já recebeu este texto há mais de 24 horas e ainda não o divulgou.

Eduarda Coquet

Pedro Oliveira»

(transcrição parcial - por razões de economia de espaço, e redundância do texto face ao que aparece acima - de mensagem entretanto recebida na caixa de correio electrónico da Escola)

quinta-feira, janeiro 04, 2007

"A OCDE no sapatinho das universidades"

Secundando JVC (Reformar a Educação Superior), em mensagem de hoje, intitulada "Chamada de atenção", aqui deixo uma recomendação de leitura:
http://dn.sapo.pt/2007/01/04/economia/a_ocde_sapatinho_universidades.html

Façam bom proveito da leitura do artigo de João Caraça, isto é, não deixem de se questionar e questionar as "razões insondáveis" porque estamos continuadamente a elaborar sobre "as mesmas coisas" ou, se quiserem, a repetir diagnósticos, e, em matéria de política - que, neste caso, quer dizer acção (planeamento - decisão/acção - monitorização da acção) - , fazemos nada, como parece ajustado dizer.

J. Cadima Ribeiro