Fórum de Discussão: o retorno a uma utopia realizável - a Universidade do Minho como projecto aberto, participado, ao serviço do engrandecimento dos seus agentes e do desenvolvimento da sua região

segunda-feira, junho 18, 2007

O RJIES, segundo o SNESup

"Colegas
Deu entrada na Assembleia da República, onde passou a ser a Proposta de Lei nº 148/X, a chamada versão final do RJIES, que juntamos em anexo.
Verificamos que
- lamentávelmente, o MCTES, sem que disso tivesse sequer informado as associações sindicais, veio sujeitar a aplicação do Código do Trabalho a um regime especial, circunstância que irá alimentar a resistência das entidades patronais à regularização da situação do seu pessoal docente (cfr. nova redacção do actual artigo 53º ) ;
- foram tidas em conta, embora nem sempre a redacção seja a mais feliz do ponto de vista formal, algumas das observações que lhe foram dirigidas pelo SNESup e pela FENPROF, reiteradas na reunião realizada em 5 de Junho último, sobre a inconveniência de, através do RJIES, consagrar formulações que restrinjam directa ou indirectamente o âmbito da negociação da revisão dos estatutos de carreira (cfr. nova redacção dos actuais artigos 48º a 50 º, Artigo 102º nº 3, Artigo 120º );
- muito embora na reunião de 5 de Junho o Ministro Mariano Gago tenha reafirmado a sua ideia de que os conselhos científicos deveriam ter um papel puramente consultivo, a redacção adoptada acabou por salvaguardar, conforme o SNESup defendeu então, aspectos importantes da competência deliberativa dos conselhos científicos (artigos 100º d) e 103 º - 1).
No restante, o texto divulgado consagra algumas soluções cuja justificação se afigura duvidosa e acolhe algumas formulações marcadamente inconstitucionais, aguardando o SNESup o pedido formal de parecer da Assembleia da República para apresentar as propostas que tem em preparação.
Saudações académicas e sindicais"
A Direcção do SNESup
(reprodução integral de comunicado do SNESup, datado de 2007/06/18, recebido por via electrónica)

domingo, junho 17, 2007

Este mundo está perigoso!

Mesmo sem Sol ou sobretudo por isso mesmo, considero imprescindível a leitura da mensagem datada de Sábado, 16 de Junho de 2007, disponível em Campo Lavrado, intitulada:
O caso Charrua e os bufos à solta
Não há margem para dúvidas: este mundo (da Educação em Portugal, digo) está perigoso!
J. Cadima Ribeiro

Notícias do SOL, enquanto a chuva vai caíndo

Autor do blogue Do Portugal Profundo ouvido na Procuradoria como arguido
"O professor universitário António Balbino Caldeira, autor do blogue Do Portugal Profundo, afirma ter sido convocado para prestar declarações como arguido num dos inquéritos judiciais em curso sobre o percurso académico do primeiro-ministro, José Sócrates":
(cortesia de Nuno Silva)

sexta-feira, junho 15, 2007

O ramalhete legislativo aprovado pelo governo ontem, um dia que foi muito triste

"RJIES à vista ...
... nas suas "gloriosas" 99 páginas e 184 artigos:
Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior: Proposta de Lei aprovada no Conselho de Ministros de 14 de Junho para submeter à Assembleia da República"

(mensagem, datada de hoje, disponível em Que Universidade ?)

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E, à vista, também:
Regime de Vínculos, Carreiras e Remunerações dos trabalhadores da Administração Pública:
http://www.ste.pt/actualidade/2007/06/ProjectoVCR_14Jun2007_Final.pdf

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Comentário: o comentário que aqui vos quero deixar é o que podem ler em Polikê ?, na entrada igualmente datada de hoje ("Era já muito poucochinho, mas agora acabou..."); notem que o comentário de Regina Nabais tem uma parte subterrânea, a cores, que é a mais interessante.
Ps: então não é que, quando cheguei hoje, tarde, ao meu gabinete de trabalho, tinha na minha caixa de correio electrónico várias mensagens de chamada de atenção para a aprovação ontem, pelo governo, do RJIES nº 6, algumas delas contendo o documento em anexo ou o "link" respectivo, incluindo uma do reitor da UMinho e outra da presidente da EEG/UMinho.
Senão tivesse ficado tão sensibilizado com a honra, seria caso para exprimir um hahahahaha de admiração por tão distintas personagens terem já descoberto essa coisa que, carinhosamente, todos, agora, conhecemos por RJIES.

Bolonha à portuguesa

A escola universitária onde trabalho arrancou no início do ano lectivo que agora se apresta para terminar com o formato dito de “Bolonha” dos seus cursos de 1º ciclo. Esta mudança gerou receios e expectativas, entre alunos e professores, pelo que supunha de mudança na estrutura dos cursos e, sobretudo, nos modelos de trabalho e de relação entre uns e outros. Fora desta equação ficava o acolhimento das “novas” formações pelo mercado de trabalho, alheado da reforma em curso, embora uma melhor adequação das formações oferecidas às necessidades das empresas e da sociedade, em geral, fosse o grande argumento invocado pelo decisor político para precipitar a mudança.
As expectativas e receios gerados são bem ilustrados nas frases que retenho adiante, da autoria de alguns dos meus alunos, disponíveis em artigos de opinião que os incitei a produzir no quadro de uma unidade curricular (u.c.) de que fui responsável.
Passemos à invocação das opiniões expressas:
i) “Se a nova estrutura do curso estiver bem organizada, será de esperar que estes jovens estejam devidamente preparados […]. No entanto, existirão algumas funções mais complexas tecnicamente que exigirão um grau de conhecimento mais especializado e aprofundado, que só poderá ser adquirido com o 2º ciclo.”
ii) “A certeza que há é a de que estamos perante um processo dinâmico e que implica mudança.”
iii) “Não é de um dia para o outro que o ensino passa da transmissão de conhecimentos para a aquisição de competências. Este é um processo gradual e, neste caso, penso que o Ministério […] não lidou da melhor forma com este processo.”
iv) “O processo de Bolonha é bastante complexo […] os possíveis retornos esperados […] só são obtidos a longo prazo […] existe uma grande incerteza quanto aos benefícios que este processo pode trazer….”
v) “Não percebo como se projecta um determinado projecto […], de forma a tentar melhorá-lo em muitos sentidos …e depois houve-se rumores que o Estado poderá fazer ainda mais cortes no financiamento do Ensino Superior…”.
Tendo dado mostras de ser avesso ao planeamento e revelado muito pouco discernimento na gestão corrente do processo, só o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES) se tem revelado inabalável no seu convencimento de que tudo corre sobre rodas e que o êxito da reforma está mesmo ali, ao virar da esquina. Para tal, escudam-se o MCTES e o seu titular em números que dizem que 895 cursos já foram adaptados, mais 282 estão a caminho do ser, o que quererá dizer que, até 2008, 88% cumprirão os requisitos de Bolonha. Cumprirão?
Porquê a interrogação? Simplesmente, porque o DL 74/2006 estabelece como critério de adequação a Bolonha: a “passagem de um ensino baseado na transmissão de conhecimentos para um ensino baseado no desenvolvimento de competências”; e fala, consequentemente, em “empregabilidade”. Assim sendo, será que os 88% referidos são mesmo adequação a Bolonha? Ou, posto de outro modo, secundando o que vem escrevendo João Vasconcelos Costa no seu sítio “Reformar a Educação Superior”, não serão os sucessos conseguidos meramente administrativos?
Curiosamente, enquanto o “nosso” ministro parece assobiar de contente, numa reunião europeia de balanço, realizada em Londres há poucos dias, o sentimento que emergiu foi de desencanto, quer dizer, a avaliação que se fez foi que “Bolonha 1” não cumpriu e, por isso, é precisa outra, uma “Bolonha 2” ou uma “Bolonha pós-2010”. É precisa, sublinho, porque terá ficado por cumprir a dimensão social de Bolonha.
Isto dizendo, parecem-me de grande lucidez as dúvidas expressas pelos meus alunos, mesmo que ninguém ponha em causa a necessidade da reforma. E talvez mais preocupação devesse gerar quanto está hoje confirmado que, dizendo-se que se desencadeia uma reforma do ensino superior destinada a acrescentar-lhe eficácia social, opera-se simultaneamente uma redução drástica do financiamento, como se se pudesse fazer omoletes sem ovos.
J. Cadima Ribeiro
(artigo de opinião publicado em Jornal de Leiria, em 07/06/14)

quinta-feira, junho 14, 2007

Notícias do RJIES num dia triste para o país e para a UMinho, em particular

Portal do Governo [http://www.portugal.gov.pt/],
Comunicado do Conselho de Ministros de 14 de Junho de 2007

(Comunicado do Conselho de Ministros de 14 de Junho de 2007)


(cortesia de Nuno Silva - UMinho)

RJIES & Cia

Notícia Díário de Notícias: DN_ONLINE

Governo espera ter tudo aprovado antes das férias

(http://dn.sapo.pt/2007/06/14/nacional/governo_espera_tudo_aprovado_antes_f.html)

(cortesia de Nuno Silva - UMinho)
Comentário: não importa para o governo saber se o que vai aprovar é ou não benéfico para o ensino superior e para o país. Importante, sim, é despachar!
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Ps: também de hoje e de leitura obrigatória é o "Discordando de Vital Moreira", de JVC, disponível em Reformar a Educação Superior - http://jvcosta.planetaclix.pt/res-140607.html
Comentário: assim se mostra como as questões de princípios podem não valer mais que uma batata.
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Ps2: em dia rico em notícias, que nem sempre vêm por bem, deixo mais uma referência, embora, neste caso, seja de um jornal (SOL) de cujo director também não gosto:

Ensino Superior - Conselho de Ministros debate regime jurídico das instituições

(http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=39581)


quarta-feira, junho 13, 2007

Frases soltas, em dia de Stº. António

"Isto, na verdade, está a tornar-se INSUPORTÁVEL, inclusive (e não só!) por razões de planeamento, organizacão e POUPANÇA de ESCASSOS RECURSOS!! INSUPORTÁVEL MESMO!!!!
NÃO HAVERÁ UM REITOR QUE TENHA A CORAGEM DE IMPEDIR ESTE TIPO DE COISAS???? CUJAS VARIANTES (HABILIDADES) SÃO DE NATUREZA VÁRIA!!!"
Manual Rocha Armada
(Mon, 11 Jun 2007)
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"Obrigado pela sua mensagem e esclarecimentos. Apenas não respondeu à observação que fiz de que o que comunicava era uma completa novidade para mim. Da sua mensagem inicial, deduzia-se que não devia sê-lo."
J. Cadima Ribeiro
(quarta-feira, 6 de Junho de 2007)
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"É a primeira vez que "oiço" falar neste assunto. Já agora, se o que nos estão a pedir é, mais uma vez, trabalho administrativo, a minha resposta é: já chega!
Ainda não há muito tempo tive que gastar bastante tempo a actualizar (parcialmente) o meu CV disponível no sítio da FCT.
Para alguma coisa deviam servir as páginas pessoais que alguns de nós possuimos, que nos dão muito trabalho a manter actaulizadas (pelo menos, a mim)."
J. Cadima Ribeiro
(quarta-feira, 6 de Junho de 2007)
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(extractos de mensagens constantes do meu arquivo de correio electrónico)

terça-feira, junho 12, 2007

Notícias de Coimbra e de outras coisas

Tempos não são fáceis

"Avelãs Nunes, vice-reitor da Universidade de Coimbra, interrogou-se ontem se um estatuto fundacional será o mais adequado para gerir as Universidades públicas num país como o nosso.
A propósito do projecto lei do Ministério da Ciência sobre o regime jurídico das instituições de Ensino Superior, que deverá ser submetido ao Conselho de Ministros e à Assembleia da República, o vice-reitor da Universidade de Coimbra, Avelãs Nunes, disse ontem que se trata do próprio modelo de enquadramento das Universidades públicas que abrirá a possibilidade destas serem geridas por fundações.
«Esse é um dos pontos que se coloca. Saber se um estatuto fundacional será o mais adequado para gerir Universidades públicas num país como o nosso», comentou. Depois, segundo Avelãs Nunes, é preciso saber qual vai ser o regime dessas fundações e quais as competências em poderes sobre as universidades de que passam a ser proprietárias e gestoras.
O vice-reitor manifestou preocupação por os orgãos de gestão das universidades passarem a ser nomeados pelo Governo. «Se for assim estão em causa todo os aspectos da autonomia universitária», observou Avelãs Nunes. A questão fundamental, frisou aquele responsável, é saber se o regime que aí vem salvaguarda ou não a autonomia das Universidades.
Ao intervir na sessão que antecedeu a realização de dois debates sobre o Processo de Bolonha, no âmbito das comemorações dos 30 anos da Licenciatura em Psicologia da Universidade de Coimbra, Avelãs Nunes disse que «o Estado português não tem que se queixar das universidades, porque têm gerido bem o dinheiro». «Queremos do Governo financiamentos plurianuais que nunca concedeu, mas que está previsto para as fundações», argumentou.
Avelãs Nunes disse ainda que «quem for para as fundações é um menino bonito. Quem não for é um menino feio e pagará por isso». «São linhas deste tipo que levam a que estejamos numa encruzilhada complicada. Os tempos não fáceis pelas questões equacionadas. As perspectivas não são animadoras», salientou.

Escola da vida
Afrimou, por outro lado, que a Universidade deve assumir-se como ´Universidade-cidadã`. «A Universidade de Coimbra enquanto instituição não faz manifestações. Faz parte do Estado, tem que colaborar com o Estado. Esta Universidade-instituição está a fazer o que pode. Mas devemos esperar mais da outra Universidade», referiu, exemplificando que a moção do Senado é uma «moção de cidadania, faz crítica política».
Já Sebastião Feyo de Azevedo, do Departamento de Engenharia Química da Universidade do Porto, disse, a propósito do Processo de Bolonha, que «o espaço europeu do conhecimento assenta na educação e na visão de que o Ensino Superior tem de ser perspectivado e projectado no plano da formação ao longo da vida».
Para aquele docente, a melhoria do potencial de empregabilidade dos futuros diplomados está directamente ligada à colaboração com os parceiros da escola (empresas e serviços) pela colaboração na redefinição de cursos e pela colaboração na formação.
Sebastião de Azevedo, ao falar de estratégia de desenvolvimento e Processo de Bolonha, acrescentou que «temos que lutar contra o orgulhosamente sós» e que não há dois caminhos para Portugal. «O único que há é o da qualidade com critérios europeus», concretizou. «Portugal tem que estar internamente preparado para este paradigma de desenvolvimento», concluiu.
Ainda durante a manhã de ontem, Cassiano Reimão, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, falou do papel do estudante no Processo de Bolonha. Defendeu que a Universidade tem que se reorganizar e tornar numa ´Escola da vida` e que «cabe ao aluno, numa Universidade de excelência, assumir que a cultura é uma dimensão nuclear da sua formação»."

José João Ribeiro
(reprodução integral de artigo, datado de hoje, publicado em Diário de Coimbra)

segunda-feira, junho 11, 2007

RJIES - mais um contributo para o debate

Mais um contributo para o debate:
"Comentário à proposta do governo de Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior",
por José Ferreira Gomes
(http://jvcosta.planetaclix.pt/artigos/jfg10.html)

(entrada datada de 07/05/11, disponivel em Reformar a Educação Superior)

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Comentário: c.f. http://queuniversidade.weblog.com.pt/arquivo/394332.html#comments

Notícias da UMInho que me chegaram pela fresca

«A Eleição dos funcionários não docentes da Universidade do Minho anda numa roda-viva ou enguiçado!
OS PERDEDORES, se até aqui interpuseram um Processo de Contencioso Eleitoral vêm agora, com uma Providência Cautelar, evitar a posse dos funcionários democraticamente eleitos, mesmo sabendo que o acto eleitoral foi, como devia, homologado pelo Reitor.
Se, por um lado, os derrotados estavam ou estão muito próximos do Reitor, intentam agora uma Providência Cautelar contra a Universidade do Minho, cujo Presidente do órgão máximo, como se sabe, é o próprio Reitor.
Será que “eles” não se aperceberam que estão contra quem lhes está a amparar os ordenados chorudos bem como outras remunerações e privilégios?»
A mensagem que reproduzo acima chegou-me esta tarde, por correio electrónico, e serviu para me alertar para a publicação hoje, pelo Diário do Minho, de notícia que recebeu o título "Providência Cautelar quer evitar posse de funcionários eleitos na UM" e sub-título "Processo judicial aponta ´erros` da Comissão Eleitoral de Leandro Almeida".
Se bem que o jornal não me agradeça, aqui deixo a respectiva publicidade. Já agora, sempre acrescento que o artigo cuja leitura estou aqui a recomendar (se forem a tempo de comprar o jornal), termina com o enigmático parágrafo seguinte:
"Contactado pelo Diário do Minho, Fernando Parente, responsável do Departamento Desportivo, limitou-se a afirmar: «Não tenho nada a dizer sobre esse assunto». "
J. Cadima Ribeiro

Comentários, a iniciar a semana: uma recensão não-aleatória - II

"J. Cadima Ribeiro said...
Cara Regina Nabais,
Se der asas aos propósitos que enuncia é certo e seguro que dará passos firmes no sentido de conquistar o céu, "lá de cima", e o inferno, aqui na terra. Saberá avaliar se o céu vale a pena.
Um abraço solidário.
Dom Jun 10, 01:24:00 PM 2007"
/
"Regina Nabais said...
Olá j. cadima ribeiro,
em resumo é assim:
- a responsabilidade destes meus, mas não só meus, como verá, passeios pelo inferno, é TODA do Virgílio Machado, ele teve a ideia. É boa e, tal como disse vou participar numa concretização, pouco criativa, mas segura.
- O céu é só para gente boazinha.
- Nunca passeei no inferno sozinha, e não vou começar agora; e estava a contar com a companhia dos bloggers do ES, isto é, vou fazer o trabalho de sapa, mas também conto consigo e com todos, para revermos/corrigirmos o texto final e dar palpites, e pôr a circular. E esta? hem? Como vê, estou a metê-lo também a si, numa das minhas embrulhadas
- nisto, é que sou grande especialista.
Abraço agradecido pela solidariedade e AJUDA.. eh!eh!eh!
Dom Jun 10, 07:36:00 PM 2007"
/
"J. Cadima Ribeiro said...
Cara Regina Nabais,
Obrigado pela atenção. A resposta ao desafio lançado pelo Virgílio Machado tinha-a pensado sobre a forma de uma declaração de princípios a que deveria obedecer uma boa proposta de reforma da lei de autonomia e de gestão das ES.
A sua proposta vai mais longe e dá mais trabalho mas, se é assim, não fujo a ele, se bem que espero que a parte que me caiba seja pequenina.
Força!
Seg Jun 11, 10:48:00 AM 2007"
/...

sábado, junho 09, 2007

Reunião dos sindicatos com o ministro Mariano Gago

Reunião com o Ministro Mariano Gago
"A FENPROF e o SNESup estiveram [...] reunidos com o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES) com vista a procurar encontrar uma metodologia e um calendário para a revisão dos Estatutos de Carreira."
(extracto de mensagem, com o título referido na abertura da notícia, disponível no sítio do SNESUp - http://www.snesup.pt)

sexta-feira, junho 08, 2007

Pequena (muito pequena) revista de imprensa

As universidades privadas e o culto da mediocridade,
por Rui Baptista
(http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=9bf31c7ff062936a96d3c8bd1f8f2ff3&subsec=&id=09978f4749bc1fce0196ff93181d0880)

(cortesia de Nuno Silva - UMinho)
/...
Comentário: repararam no pudor do nosso colega aposentado? É digno de nota o esforço que fez para evitar reportar-se ao RJIES, à acção do MCTES e do seu titular, e à acção de outros ministros e secretários de estado, responsáveis por múltiplas desgraças que atingiram e continuam a atingir o nosso ensino superior. Assim se mostra quanto vale uma longa experiência de vida!

quinta-feira, junho 07, 2007

Olhó RJIES! Olhó ... projecto de lei 271/X!

Numa altura em que tanto se fala do RJIES, ou melhor, como me (nos) dizia Virgílio Machado em mensagem de correio electrónico, em que "o rjies do MCTES anda para aí a apanhar pontapés de todo o lado" - que, diga-se em abono da verdade e em desabono do nosso colega Gago, são bem merecidos - talvez valha a pena dedicar algum tempo - não muito, claro - à leitura do projecto de lei n.º 271/X
(http://www.gppsd.pt/actividades_detalhe.asp?s=11595&ctd=2906)
Pelo menos, tem a virtude de ser bem mais económico no número de artigos e de páginas de retórica barata do que o seu congénere do PS/MCTES!

J. Cadima Ribeiro

quarta-feira, junho 06, 2007

Perderam-se dois anos à espera dos “juízes de fora”

«6. Nota final
Foi adquirido em Portugal um grande capital de experiência no domínio da avaliação. O modelo contratualizante, mau grado a demissão sistemática de responsabilidade por parte de sucessivos governos, potenciou esse acumular de saber e experiência, para o qual muito contribuíram também as múltiplas e participadas reflexões públicas promovidas pelo CNAVES [6].
Perderam-se dois anos à espera que outros (os “juízes de fora”) nos viessem dizer aquilo que já sabíamos, e com isso muito se perdeu já na dinâmica de um processo de interiorização de uma cultura de qualidade que estava em curso.
É fundamental capitalizar esse saber adquirido e evitar cair na velha pecha portuguesa de continuamente tudo se destruir, para fazer de novo. É que, como se diz no parágrafo final do relatório de auto-avaliação do sistema de avaliação [7], “seria um erro político e científico trágico se tudo isso se perdesse em resultado de um qualquer acto infundado de voluntarismo”.»
Sérgio Machado dos Santos
(extracto de texto (comunicação), divulgado em 07/06/06 e originalmente datado de 07/04/17, intitulado "Avaliação e acreditação", disponível em Reformar a Educação Superior -

RJIES - tomada de posição

"Caro Colega,
Vimos convidá-lo a subscrever o documento "Tomada de Posição", disponível em http://www.uc.pt/tomadadeposicao
Esta iniciativa pretende dar corpo às preocupações de docentes do ensino superior relativamente ao projecto legislativo sobre o Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior recentemente tornado público pelo MCTES.
Os promotores,
__________________
rjures mailing list rjures@ci.uc.pt"
/...
(reprodução de mensagem de correio electrónico hoje recebida, proveniente de SNESup-Coimbra)

terça-feira, junho 05, 2007

RJIES - carta aos deputados do grupo parlamentar do PS

Carta aos deputados do grupo parlamentar do PS

http://snesup.terradasideias.net/htmls/_dlds/Ab_ass_RJIES_CS.doc

(documento disponível no sítio do SNESup, na entrada "Movimentos - Info doc: informação docente")

A frase do dia

"As bolonhesas não passam de fraudes educativas, ao serviço de um programa oculto de diminuição do défice que decidiu cortar os dedos para poderem ficar com os anéis."
José Adelino Maltês
(extracto de mensagem datada de hoje, intitulada "A nova maria da fonte, sem temer e sem cavalo, contra o programa de cortar os dedos para que se confisquem os anéis ... ", disponível em Sobre o tempo que passa)

segunda-feira, junho 04, 2007

Proposta de lei AAAAAAAGQES - última hora

Boa noite,
Reparei hoje (4-Jun-2007) que a Proposta de Lei N.º 126/X ("Aprova o Regime Jurídico da Avaliação do Ensino Superior") que o Prof. Cadima Ribeiro aqui refere está disponível para consulta pública - e recepção de comentários - até amanhã (!), dia 5-Jun-2007, também no site do Parlamento. A página específica é:
http://www.parlamento.pt/forum/pub/IntervencoesDebate.aspx?ID=45
Se o Prof. Cadima Ribeiro (ou outro leitor do seu Blog) desejar enviar algum comentário à Proposta de Lei, poderá fazê-lo clicando no link [enviar um contributo] nessa página, escrevendo então o seu contributo e enviando-o.
Para os leitores mais interessados, posso indicar que a página referida está disponível da seguinte forma:
1 - Ir à homepage do site do Parlamento
- http://www.parlamento.pt/
2 - Clicar no link que diz "fórum" (4º link da navegação vertical do lado esquerdo)
3 - Na nova página que aparecer, clicar logo no primeiro link, que diz DEBATE "REGIME JURÍDICO DA AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DO ENSINO SUPERIOR"
4 - Clicar no link [enviar um contributo]
Espero que esta informação possa ser útil a (mais) algum leitor.

Ricardo Dias Marques

(comentário produzido a propósito da mensagem "Cavalgando a onda", de 7 de Maio pp.)

Custa a acreditar mas ...

Custa a acreditar mas, abrindo hoje a página electrónica da FRENPROF (http://www.fenprof.pt/Index.aspx), dá-se de caras com a notícia arrepiante que se reproduz de seguida:

"Escândalo na 5 de Outubro!
Ministério da Educação trata dirigentes sindicais como criminosos

Na sequência da conferência de imprensa realizada esta manhã em Lisboa, os dirigentes das organizações que integram a Plataforma Sindical dos Professores dirigiram-se ao Ministério da Educação para entregar o Abaixo-Assinado, que recolheu mais de 30 mil assinaturas contra a fractura da carreira docente imposta pelo ME. Os responsáveis políticos do Ministério não só recusaram inicialmente o pedido de entrega do documento por uma delegação sindical (só mais tarde acabou por ser recebida pelo chefe de gabinete da Ministra), como chamaram a polícia para identificação dos dirigentes sindicais presentes.
Um verdadeiro escândalo! Inconcebível no Portugal de Abril".

Mais palavras para quê?!
(cortesia de Nuno Silva - UMinho)
/...
Ps:
"Cadima,
No comentário das 11:43 ao seu «post»
o anónimo não estará a confundir os dois irmãos Páscoa Machado? A qual deles é que se estará a referir quando escreve que «O Professor Páscoa Machado tem razão.»? É que, mais à frente fala na «nossa U.M.»
Estará relacionado com alguma coisa que o meu irmão Carlos Alberto escreveu? Relacionado com o que o Cadima publicou aqui
http://universidadealternativa.blogspot.com/2007/05/os-poderes-instalados-no-esto.html? (Não tenho acesso ao fórum da UM). Se me puder ajudar posso escrever lá um esclarecimento, caso o Cadima não o prefira fazer.
Esta porcaria do rjies só serve é para distrair e entreter o pessoal.
Abrçs,
Prof. Virgilio A. P. Machado
Engenharia Industrial
Fax: 351-21-294-8546 or 21-294-8531 2829-516 Caparica
or 351-21-295-4461 PORTUGAL
Tel.: 351-21-294-8542 or 21-294-8567
or 351-21-294-8300 or 21 294-8500
Ext.112-32 Faculdade de Ciencias e Tecnologia (FCT), Universidade Nova de Lisboa (UNL)
(Dr. Machado is Associate Professor of Industrial Engineering at the School of Sciences and Engineering of the New University of Lisbon)"

Comentários, a iniciar a semana: uma recensão não-aleatória

"J. Cadima Ribeiro said...
Cara colega,
Tem aí clara demonstração dos custos que tem que suportar quem porfía na crítica ao MCTES, desde que as suas políticas passaram a ter indesmentível inspiração divina.
Que lhe sirva de lição! Nunca é tarde demais para retomar o bom caminho.
Receba um abraço solidário de
J. Cadima Ribeiro
Seg Jun 04, 09:35:00 AM 2007"

"Regina Nabais said...
Cadima,
obrigadíssima pelo apoio e solidariedade.
Neste particular, ainda não incluí o MCTES na minha lista dos potenciais culpados porque, como sabemos, as pragas de aves de rapina não pegam em colibris.
Por favor, não me pergunte o que estou a pensar fazer ao nosso ex-empreiteiro...
Seg Jun 04, 10:33:00 AM 2007"
/...
"Comment by Virgílio A. P. Machado
Posted on June 3rd, 2007
Com que então não conseguiu resistir à tentação de «dar uma voltinha» com o rjies?
Quanto à letra «k» é vê-la por aí a passear-se de carro com o beneplácito da DGV, mesmo não fazendo parte do alfabeto português.
Quem melhor que o Estado para dar o exemplo e pagar os vencimentos dos responsáveis por estas «habilidades»?
Outro exemplo de uma «habilidade»? O rjies, pois claro."

"Comment by Alexandre Sousa
Posted on June 4th, 2007
RJIES é demasiada gramática, muita escolástica, pouca aritmética e zero inovação.
Parece-me um documento bom para calçar as Capelas Imperfeitas, fazendo jus aquela ideia idiota de que Portugal podia vir a ser o Senhor do Mundo.
Eu já cansei, para esse tipo de peditórios só posso contribuir com algum gozo judaico-cristão, mais nada!"
(in Co-Labor)

domingo, junho 03, 2007

Hão-de vir tempos melhores!

Em entrada datada de ontem, intitulada "Contra os professores, marchar...marchar..." (Campo Lavrado), José Manuel Silva, a dado passo, escreve o seguinte:
"Mesmo que a política esteja correcta (coisa que agora aqui não discuto) como se justifica que os que a têm de executar a não compreendam, primeira contradição, só se sintam prejudicados com as medidas que vão sendo adoptadas, segunda contradição, não aparentem ponta de motivação nem entusiasmo na execução do que lhes é determinado, terceira contradição, e só não abandonem a profissão porque não podem, contradição máxima?"
Invoco aqui esta passagem, e podia reproduzir o texto na sua totalidade, porque tudo o que o autor citado escreve podia referir-se ao ensino superior. Bastaria, para tanto, substituir ministra/Ministério da Educação por ministro/MCTES. Coincidência? Infelizmente, não. Apenas ignorância generalizada do que é gestão (política) de uma organização (que o estado também é) e queda para a asneira.
A gestão do dossiê RJIES é, desse ponto de vista, paradigmática.
Hão-de vir tempos melhores!
J. Cadima Ribeiro

sábado, junho 02, 2007

O RJIES e as rosas em Agosto

"Caro colega,
A minha leitura da situação diz-me que a partir do topo da Instituição nunca haverá discussão sobre o assunto.
Pelo que vou ouvindo, a maioria dos colegas, (embora muitos estejam naturalmente preocupados com o que da aprovação desta proposta pode resultar) não me parece muito disponível para perder demasiado tempo a analisar o documento de forma a compreender o alcance estratégico e táctico da aberração que o mesmo traduz.
Os sindicatos que juraram fazer do mês de Maio o mês de luta pela carreira e pelos direitos andam mais murchos que uma "rosa" em Agosto.
Além do mais, cada dia que passa, cada vez mais me convenço que o fantasma do pântano do ex-primeiro ministro António Guterres anda de novo à solta.
A atolar-se no dito está o ensino público com o apoio dos cordeirinhos que controlados pela alcateia dos donos correm desenfradamente para lá."
Carlos Veloso da Veiga
(comentário produzido a propósito da mensagem "RJIES - o contributo do senado da Univ. de Coimbra para a discussão")

sexta-feira, junho 01, 2007

RJIES – o contributo do senado da Univ. de Coimbra para a discussão

Com a devida vénia à Universidade de Coimbra, no quadro da discussão da proposta de RJIES divulgado pelo MCTES reproduzo de seguida 3 passagens da ”Moção do Senado da Universidade de Coimbra sobre o Projecto de Proposta de Lei do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior”, aprovada por aquele órgão da dita universidade em 23 de Maio pp:
«[…]
5. O projecto em análise parte de uma visão muito limitada da nossa realidade, ignorando a diversidade institucional que a caracteriza e deixando às universidades uma estreita margem de escolha, que não permite ter em conta a história e a ´cultura` de cada uma das instituições universitárias.
[…]
9. O Senado da Universidade de Coimbra aceita que o Conselho Geral previsto no projecto/MCTES tenha um papel importante nas decisões estratégicas e no controlo dos órgãos de governo das universidades.
Mas entende que o direito de participar na gestão democrática das universidades implica a existência de órgãos colegiais próprios de cada instituição, com elementos saídos dela e representativos dos corpos que integram a comunidade universitária e das unidades orgânicas constituídas de cada universidade. […]
[…]
14. […]
Como explicar que sempre se tenha recusado às universidades públicas a garantia de financiamentos plurianuais em função de objectivos acordados, e se venha agora prometer às fundações financiamentos plurianuais de duração não inferior a três anos?. Não sendo de admitir que o governo se proponha ´congelar` parte do orçamento das fundações ou decidir sobre a utilização dos seus saldos de gerência, o Senado da Universidade de Coimbra só pretende idêntico procedimento para com as universidades públicas!
[…]»

Comentário: Quando é que a comunidade académica sedeada na UMinho vai discutir o documento em epígrafe? O Senado ou a Assembleia da UMinho ainda servem para alguma coisa com relevância estratégica?
/...
Ps: Notícia JN: Privatização de universidades
http://jn.sapo.pt/2007/05/31/pais/privatizacao_universidades.html
(cortesia de Nuno Silva - UMinho)

RJIES - o fórum possível

Dando expressão à ideia de fórum, convido-vos hoje à leitura do texto publicado por Regina Nabais em Polikê ? (Autonomia universitária - Desterritorialização e reterritorialização), reagindo ao artigo de opinião de Jorge Miranda que ontem anunciei.
O assunto continua a ser o RJIES (continuo a não gostar das siglas escolhidas por Mariano Gago e seus associdos), merecendo-me particular sublinhado a chamada de atenção de RN para o conceito de "autonomia" das instituições, que também eu gostava de saber o que quererá dizer no pensamento elevado do ministro Gago e do outro nosso colega ministro das finanças.
Do artigo de Jorge Miranda (Público 07/05/31), por seu turno, retenho uma ideia que me é cara, neste ou em qualquer outro contexto, que é a de que "Não há condições nem políticas, nem económicas, nem culturais para transplantar para aqui certas formas organizativas anglo-saxónicas", como o "nosso" ministro parece crer. Esta ideia leva-me a outra, de Friedrich Nietzsche, que vi recentemente invocada na "newsletter" de uma universidade americana
(SBANC Newsletter, May 29, Issue 472-2007, http://www.sbaer.uca.edu/), que afirma que "The future influences the present just as much as the past", com a qual não posso estar mais de acordo.
Imagino o desapontamento do "nosso" ministro se lhe chega ao conhecimento que os americanos andam a invocar tais pensamentos, ainda por cima de autores europeus!
Mantendo-me no contexto de fórum sobre o RJIES, mas fugindo ao contexto introduzido por Jorge Miranda, valerá a pena ler, igualmente, o novo contributo de JVC, intitulado "Ainda a proposta de RJIES – as vagas", disponível em Reformar a Educação Superior.
J. Cadima Ribeiro

quinta-feira, maio 31, 2007

RJIES - mais um comentário a valer a pena ser lido

Embora não goste do director do jornal, tenho que fazer aqui uma chamada de atenção para um artigo de opinião, assinado por Jorge Miranda, sobre o RJIES, hoje saído no Público (p. 47), com o sugestivo título:
"UNIVERSIDADES: Um projecto inconstitucional e perigoso".
Se puderem, não deixem de ler, e comentar. Podem até fazê-lo aqui, o comentário, digo.
Tentarei voltar ao tema.

J. Cadima Ribeiro

Humor (negro? laranja? rosa?)

«Em Nairobi, Quénia, depois de um criterioso processo de recrutamento com entrevistas, testes e dinâmicas de grupo, uma grande empresa contratou um grupo de canibais para fazerem parte da sua equipa.
"Agora fazem parte de uma grande equipa" - disse o Director de RH durante a cerimónia de boas vindas.
"Vocês vão desfrutar de todos os benefícios da empresa. Por exemplo, podem ir à cantina da empresa quando quiserem para comer alguma coisa. Só peço que não comam os outros empregados, por favor!"
Quatro semanas mais tarde, o chefe chamou-os:
"Vocês estão a trabalhar bastante e eu estou satisfeito. Mas a mulher que serve o café desapareceu. Algum de vocês sabe o que pode ter acontecido?"
Todos os canibais negaram com a cabeça. Depois do chefe ir embora, o líder canibal pergunta-lhes:
"Quem foi o idiota que comeu a mulher que servia o café?"
Um deles, timidamente, ergueu a mão. O líder respondeu:
"Mas tu és mesmo uma besta! Nós estamos aqui, com esta tremenda oportunidade nas mãos. Já comemos 3 directores, 2 subdirectores, 5 assessores, 2 coordenadores, e uns 3 administradores, durante estas quatro semanas, sem ninguém perceber nada. E poderíamos continuar ainda por um bom tempo. Mas não... Tu tinhas de estragar tudo e comer uma pessoa que faz falta!"»
(texto que me chegou por correio electrónico, de autor não identificado)

quarta-feira, maio 30, 2007

Valeu a pena!

terça-feira, maio 29, 2007

Serviço público - a CNPD declara que considera ilegítimos ...

Comissão Nacional de Protecção de Dados
Deliberação N.º 225 /2007

«I. O pedido
1. O Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) apresentou à Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD) reclamação “ contra a intenção do Governo” de levar a cabo um tratamento de dados pessoais dos trabalhadores que aderirem à greve decretada para o próximo dia 30 de Maio de 2007 e a todas as greves que, de futuro, forem decretadas.
2. O requerente juntou cópias do despacho do Ministro de Estado e das Finanças, de 15 de Maio de 2007, e do despacho do Director do Serviço de Gestão de Recursos Humanos da Direcção-Geral dos Impostos, de 22 de Maio de 2007, proferido na sequência de despacho do Director-Geral dos Impostos, de 16 de Maio de 2007, exarado em nota da mesma data, distribuída aos serviços daquela Direcção-Geral e relativa ao “ Procedimento de apuramento de dados de adesão às greves na Função Pública”.
3. A instâncias da CNPD, o Ministro de Estado e das Finanças juntou cópia do formulário electrónico mencionado no seu despacho de 15 de Maio de 2007, o qual foi, entretanto, disponibilizado no site da Direcção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP).
4. Notificado para o efeito, o Director-Geral dos Impostos veio responder aos esclarecimentos solicitados pela CNPD no âmbito da participação do STE e juntar cópia do seu despacho de 16 de Maio de 2007, exarado na supracitada nota da mesma data.
[...]
IV. Conclusão
Em razão do exposto, a CNPD delibera o seguinte:
1. O despacho do Ministro de Estado e das Finanças, de 15 de Maio de 2007, na medida em que não impõe aos serviços e organismos públicos a identificação dos trabalhadores ausentes por motivos de greve, não constitui um tratamento de dados pessoais.
2. Do mesmo modo, o formulário electrónico disponível no site da DGAEP e elaborado para dar cumprimento ao despacho ministerial também não constitui um tratamento de dados pessoais, apenas contendo dados referentes ao número global de trabalhadores.
3. O despacho do Director-Geral dos Impostos, de 16 de Maio de 2007, que impõe a comunicação, de forma autonomizada e no prazo de 48 horas, de dados de identificação dos trabalhadores que aderirem à greve viola a proibição de tratamento de dados sensíveis constante do n.º 3 do artigo 35º da CRP e dos n. os 1 e 2 do artigo 7º da Lei n.º 67/98, de 26 de Outubro.
4. O mesmo sucede com o despacho do Director do Serviço de Gestão de Recursos Humanos do Ministério das Finanças, de 22 de Maio de 2007, que impõe a comunicação, através de tratamento autonomizado no Mapa II, do número mecanográfico e do número de identificação fiscal dos trabalhadores que aderirem à greve.
5. Proibir, ao abrigo da alínea b) do n.º 3 do artigo 22º da Lei n.º 67/98, de 26 de Outubro, qualquer tratamento autónomo de dados relativos à adesão à greve por constituir violação do disposto no artigo 13º e no n.º 3 do artigo 35º, ambos da CRP, e nos n. os 1 e 2 do artigo 7º da Lei de Protecção de Dados Pessoais.
6. A CNPD declara que considera ilegítimos quaisquer outros eventuais tratamentos similares porventura previstos noutros organismos ou serviços da Administração Pública.
Notifique-se o STE, o Ministro de Estado e das Finanças e o Director-Geral dos Impostos.»
/...
[extractos da "Deliberação N.º 225 /2007" da Comissão Nacional de Protecção de Dados, de 07/05/28, relativa à reclamação do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) “contra a intenção do Governo” de levar a cabo um tratamento de dados pessoais dos trabalhadores que aderirem à greve decretada para o próximo dia 30 de Maio de 2007 e a todas as greves que, de futuro, forem decretadas]

Nem a universidade escapa

"Continua obsidiante esta minha vontade de quebrar as algemas que me ligam ao decretino e à escravatura dos pretensos reformistas que nos cavalgam e que transformaram os aparelhos de Estado que ocuparam, em esgoto para as respectivas frustrações, eliminando espaços da sagrada autonomia das pessoas e dos grupos não estatizados que nos davam o bem comum. Até a própria universidade não escapa aos pretensos manipuladores da engenharia social, justificando-se, mais uma vez, a resistência da urgente federação dos homens livres, de todos esses pequenos proprietários dos respectivos saberes e carreiras, conquistadas a pulso e que não podem ceder aos pequenos tiranetes e ressaibados que se preparam para esmagar as autonomias daqueles indivíduos e grupos, donde se fez pátria."
José Adelino Maltês
(extracto de mensagem, datada de hoje, intitulada "Neste ambiente inquisitorial, onde a história pode voltar a ser o género literário mais próximo da ficção", disponível em Sobre o tempo que passa)

segunda-feira, maio 28, 2007

RJIES - um comentário qualificado

Secundando MJMatos (Que Universidade?) e Regina Nabais (Polikê?), aqui deixo a chamada de atenção e a ligação para o comentário de JVC à proposta de RJIES:
A proposta de lei do regime jurídico das instituições de ensino superior.
A dúvida que me assiste é se o comentário de JVC não foi entretanto ultrapassado pela disponibilização por parte do MCTES de uma outra versão da proposta de lei, dado o ritmo a que o vem fazendo.
Louve-se a iniciativa e o espírito de cidadania de João Vasconcelos Costa.
J. Cadima Ribeiro

UMinho condenada pelo Tribunal Adminstrativo

contém o acórdão do Tribunal Central Administrativo Norte que condena a UMinho por violação do princípio da imparcialidade num concurso para o Chefe de Divisão do SAPIA.
A mesma sentença foi dada pelo Tribunal no concurso para Chefe de Divisão do Centro de Comunicações. E a mesma setença poderia ter sido dada em tantos outros concursos para "Chefes do Aparelho".
Assim se mostra como se monta um "aparelho" com os amigos!
Reproduz-se um extracto do acordão:
"Ora, é precisamente esta a situação que se verifica no anúncio lançado pela UM para seleccionar e escolher o chefe de divisão do SAPIA, anúncio no qual, sob uma aparência de rigorosa legalidade, se esconde a referida ilegalidade.
Não basta, de facto, para cumprir a lei, enunciar os requisitos de selecção exigidos pelo artigo 20º nº 1 da Lei nº 2/2004, entre os quais se encontra o requisito habilitacional formal da licenciatura, mas há também que respeitá-los agindo em conformidade com eles, nomeadamente quando se define o perfil do candidato pretendido para prosseguir as atribuições e objectivos do serviço em que a vaga se verifica. E ao limitar o perfil pretendido aos candidatos licenciados em engenharia electrónica industrial, a entidade recorrente acabou por lançar pela janela o requisito legal a que expressamente tinha aberto a porta.
Este procedimento, que acabou por contaminar decisivamente o despacho que nomeou o chefe de divisão do SAPIA, não só viola o artigo 20º nº 1 alínea a) da Lei nº 2/2004 [na sua primitiva redacção] como também desrespeita o princípio da imparcialidade [artigo 6º do CPA] enquanto limite interno imposto à sua discricionariedade, pelo que nos encontramos, obviamente, em plena área de possibilidade de controlo judicial.
Na medida em que assim decidiu, a sentença recorrida não errou no seu julgamento, e merece ser confirmada embora com os actuais fundamentos.
DECISÃO
Nos termos do exposto, e em conferência, os Juízes da Secção de Contencioso Administrativo acordam em negar provimento ao recurso jurisdicional, mantendo a sentença recorrida embora com os actuais fundamentos."

domingo, maio 27, 2007

“On the Edge: Securing a Sustainable Future for Higher Education”

“As higher education has grown and state funding has been constrained, the financial sustainability of institutions of higher education has become an issue for policy makers and for those who govern and manage these institutions. The challenge for governments is to ensure that increasingly autonomous institutions respond to public interest agendas while taking a greater responsibility for their own financial sustainability. The challenge for institutions is to manage an increasingly complex portfolio of aims and funding. This report examines the conditions needed to secure financial sustainability for the future from the national (policy) and institutional (management) perspectives.”

OECD

Date: 2007-03-26
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:oec:eduaab:7-en&r=edu

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

sábado, maio 26, 2007

Don't be trapped by dogma

"Your time is limited, so don't waste it living someone else's life. Don't be trapped by dogma — which is living with the results of other people's thinking. Don't let the noise of others' opinions drown out your own inner voice. And most important, have the courage to follow your heart and intuition. They somehow already know what you truly want to become. Everything else is secondary. "

Steve Jobs

(citação extraída de SBANC Newsletter, May 1, Issue 468-2007, http://www.sbaer.uca.edu )

De vez em quando, uma boa notícia

De vez em quando, uma boa notícia, cada vez mais raras:

Portal do Governo [http://www.portugal.gov.pt/]:
Reconhecimento público da Universidade Internacional de Lisboa e Figueira da Foz

sexta-feira, maio 25, 2007

"O novo modelo de poder"

«É de crer que os actuais reitores, presidentes de politécnicos e directores com um mínimo sentido da sua dignidade pessoal e institucional não se queiram submeter a uma "avaliação curricular" ou apresentar "cartas de recomendação" para permanecer em funções. Àqueles que tiverem menos escrúpulos, que não serão propriamente os de mais apurado perfil democrático e ético, o Ministério abriu a possibilidade de manipularem a formação dos conselhos gerais que irão redigir os novos Estatutos das instituições, e admite mesmo que exerçam o cargo por mais oito anos, desde que encontrem alguém que aceite exercer funções a título intercalar. E os que já dominam as suas instituições à custa da distribuição de benesses e do apoio dos clientes dos "concursos com fotografia" de que foram padrinhos, poderão continuar a fazê-lo, agora livres de qualquer controlo.
Cessa a eleição dos órgãos executivos, mas inicia-se a dos conselhos científicos, a que são retirados poderes, por exemplo o de atribuir serviço docente. Mais do que a alteração da forma de designação dos reitores, presidentes e directores, a eleição dos conselhos científicos é a alteração mais radical decorrente da transformação do modelo, na medida em que pode significar que a grande maioria dos actuais membros de conselhos científicos perderão informação e capacidade de decisão, afinal, espaço de participação.»
A Direcção do SNESup
(extracto de comunicado do SNESup, intitulado " O novo modelo de poder", recebido por via electrónica em 07/05/24)

A vida na UMinho continua animada, se bem que já tenha sido mais - comentário a uma certa entrevista

"O triste e deplorável comentário de Fernando Parente ao Diário do Minho de “conseguir uma vitória na secretaria” é de um ridículo atroz!
Afinal, quem quer ganhar na secretaria, não aceitando a vontade expressa dos funcionários é quem se entretém com reclamações e acções judiciais.
Não contentes com duas derrotas sucessivas, pelos vistos querem ter uma terceira derrota, dando corpo ao mote “não há duas sem três”.
O recurso para o Tribunal é só “fogo de vista”, para fazer render, e para parecer que acham que têm alguma razão.
Com o compadrio de Leandro Almeida e demais membros da Comissão Eleitoral lá conseguiram arrastar a homologação durante um mês, para impedir a posse dos funcionários eleitos e ganhar tempo enquanto conspiravam e preparavam o processo para o Tribunal.
Habituados a viverem há mais de quatro anos na ilegalidade, no sistema do “quero, posso e mando”, quando confrontados com a realidade, entram em desvario.
Bem confortados com os chorudos ordenados que a Reitoria lhes paga, nem se importam de perder tempo e dinheiro em atitudes patéticas como esta que só deixam ficar mal quem os acalenta."
Anónimo

quinta-feira, maio 24, 2007

UMinho: a melhor a seguir às 60 primeiras

Na relatividade das coisas, aqui fica mais uma notícia que nos devia fazer refletir, e, especialmente, devia suscitar profunda reflexão nos actuais dirigentes da UMinho, que amiúde nos presenteiam com a canção do bandido.
Curioso o título do Diário do Minho. Não Acham?

"UM entre as melhores universidades ibero-americanas
A Universidade do Minho ocupa a 61.ª posição no Ranking Ibero-Americano de Instituições de Investigação, que avalia a produção científica de cerca de 750 universidades e instituições de investigação de dez países, foi ontem revelado.
O ranking, liderado pela CSIC Madrid, seguindo-se a Universidade de São Paulo e a Universidade Autónoma do México, classifica, porém, a Universidade do Porto em 11.º lugar, a Universidade Técnica de Lisboa na 19.ª posição, a Universidade de Aveiro no 31.ª lugar, a Universidade de Coimbra na 33.ª posição e a Universidade Nova de Lisboa no 39.º lugar.
Na produção científica por áreas, o melhor desempenho da Universidade do Porto foi obtido em Tecnologia Química (3.º lugar), seguindo-se Engenharia Mecânica, Naval e Aeronáutica (4.º lugar) e Ciências da Computação e Tecnologia Informática (7.º lugar). Relativamente à produção científica agregada entre 1990 e 2005, a Universidade do Porto também é a melhor instituição portuguesa deste ranking, mas desce para o 20.º lugar entre as instituições de investigação do espaço ibero-americano.
Esta classificação também é liderada pelo CSIC Madrid, seguindo-se a Universidade de São Paulo e a Universidade de Barcelona. Nesta lista, a Universidade Técnica de Lisboa ocupa a 21.ª posição, a Universidade de Lisboa é a 28.ª e a Universidade de Coimbra surge no 34.º lugar.
O Ranking Ibero-americano de Instituições de Investigação avalia a produção científica de cerca de 750 instituições em Portugal, Espanha, Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Cuba, México, Peru e Venezuela.

Diário do Minho
2007-05-23"

Agora que estamos no bom caminho, já só falta fazer o essencial, a começar pela profunda renovação da organização, da estratégia e da liderança (desde há um tempo inexistente) da UMinho.

J. Cadima Ribeiro

/...

Ps:

"Caros colegas,

na sequência da recente publicitação nos meios de comunicação social do ranking de instituições de ensino superior, elaborado pela Fundação Universia, com base na produção científica, a Direcção do Departamento de Economia tem o prazer de informar que, em 2005, este se posiciona entre os 20 primeiros, dos 236 departamentos de economia do espaço Ibero-Americano.

Para mais informações pode consultar a página web http://investigacion.universia.net/html_inv/ri3/ri3/jsp/params/pais/baa/clase/bj.html

Cumprimentos,

Fernando Alexandre

Director do Departamento de Economia da Universidade do Minho"

(reprodução integral de mensagem de correio electrónico entretanto recebida, com a autoria identificada)

quarta-feira, maio 23, 2007

A vida na UMinho continua animada, se bem que já tenha sido mais - V

Para que conste, informa-se que a “lista” perdedora na 1ª volta da eleição - depois votada nominalmente e também derrotada –, apresentou um “Processo de Contencioso Eleitoral” no Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga, tentando a declaração de nulidade das deliberações homologatórias (do reitor) dos resultados eleitorais dos representantes dos funcionários não-docentes para a Assembleia da Universidade e Senado Universitário e, ainda, a repetição de todo o processo eleitoral.
Sabendo-se que a dita "lista" era composta por gente afecta à nomenclatura, este gesto só confirma o desvario que vai por aquelas hostes.
E esta!?

Memórias da festa

"Votação das 7 maravilhas
[...]
Ficaram de fora da votação:
1- [...].
2- [...].
3- O Processo de Bolonha, porque nem o reitor sabe o que isso é!

[...]

Vários perigos corre a UM,
Charles tropa a administrar
Adolfo vidal nos sassum,
Só faltava o Patente, uma casa de putas montar.
[...]
Aos futuros candidatos Mota e Cunha
A Gata lhes vai oferecer
Um livro de marketing político
Para não fazerem figuras tristes
Iguais às do Moisés perdedor
[...]
Ao Cunha do MIT
Embaixador o vou nomear
As visitas aos Estados Unidos
A Universidade anda a custear
[...]
Ao Pró Luis Lobão
Uma viagem para o Iraque lhe deixo
grande fã do anormal Bush
Talvez ele resolva a situação
[...]
Desses candidatos ao Paço
Nenhum me parece bem
De engenheiros estou farto
Não há por aí mais ninguém???
[...]"

(extractos do Testamento da Gata 2007, 69ª edição, UMinho)

terça-feira, maio 22, 2007

Reequacionar Bolonha?

"O comunicado dos ministros, Londres 2007, causa-me alguma estranheza. Em todos os anteriores encontrei alguma coisa de novo, a valer a pena. Este nada adianta, parece coisa ritual. Será que o processo de Bolonha entrou na rotina?
[...]
Mas porquê as minhas reticências no ponto 3? Creio que é o dedo na ferida, que vale bem a pena baixar as bandeiras dos entusiasmos e reflectir. O que é definido como prioridade parece-me coisa imensa, a reequacionar todo o processo, sem o dizer explicitamente."
(extractos de mensagem intitulada "Bolonha, Londres 2007", datada de 07/05/22, disponível em Bloco de Notas - JVC)
/...
"A verdade é que a leitura destes mostra à saciedade que os fóruns europeus dedicados ao assunto fazem o trabalho de casa. E justificam as escolhas feitas racionalmente, se bem que algumas vezes a escolha resulte dos compromissos inevitáveis numa organização em que se tem que dar espaço à consensualidade.
Tem que ser assim por cá? Haverá espaço para um espírito construtivo neste país à beira mar plantado?
Continuarei à procura de mais moinhos de vento."
(extracto de mensagem intitulada "´Bologna blues` 2", datada de 07/05/22, disponível em Que Universidade? - MJM)

domingo, maio 20, 2007

“CSR and Social Marketing: What is the desired role for Universities in fostering Public Policies?”

”The paper aims to identify the role of Universities in fostering public policies, through the promotion of social responsibility, and the implementation of social marketing initiatives. This innovative approach is particularly interesting since the literature does not cover, until now, the importance of adopting a social responsibility strategy within Universities, in order to foster public policies for development. First, Corporate Social Responsibility should be developed at Universities. For this purpose, an integrative approach that embraces marketing, economic, ecological, and social aspects is proposed, through the design of a strategic action plan, which includes three operational levels: analysis, implementation and assessment. Second, in order to foster the impact of public policies for development, social marketing initiatives should be implemented among institutional and social networks where Universities assume an increasing strategic role."

Leitão, João
Silva, Maria José
Keywords: Corporate Social Responsibility; Government Policy; Social Marketing.
Date: 2007-04-25
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:pra:mprapa:2954&r=edu

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

sábado, maio 19, 2007

Doutoramentos conjuntos

Porque não fará mal que se saiba - antes pelo contrário - aqui fica a notícia:
"Universidades apresentam doutoramentos conjuntos
Os reitores das universidades de Aveiro, Minho e Porto, Maria Helena Nazaré, António Guimarães Rodrigues e José Marques dos Santos, apresentaram na passada quinta-feira, 07/05/16, os primeiros programas conjuntos de doutoramento, uma parceria inédita em Portugal, numa cerimónia pública na Biblioteca Almeida Garrett, no Palácio de Cristal, no Porto."
O texto integral da notícia está disponível em: http://www.oln.pt/noticias.asp?id=12711&secc=1
(cortesia de Nuno Silva - UMinho)
/...
Comentário: agora que vê aproximar-se o fim do seu reinado, ter-se-á o reitor da UMinho em funções convertido ao modelo de trabalho das parcerias? E será esse modelo de operação extensível a outras áreas para além das Engenharias?

quinta-feira, maio 17, 2007

Reforma do Ensino Superior e Espectáculo Mediático

Por estes dias, os jornais e a comunicação social, de uma forma geral, têm estado cheios de notícias sobre a reforma do ensino superior ou, pelo menos, sobre o projecto de "Novo regime jurídico das instituições do ensino superior", aprovado por Conselho de Ministros extraordinário realizado em Évora, no dia 5 de Maio pp.
Não questionando a pertinência de uma profunda reforma do ordenamento e do modelo de organização e de funcionamento das instituições de ensino superior, confesso que fico sempre desconfortável quando sou confrontado com tamanho espectáculo mediático e barreira propagandística, construídos em torno da aprovação pelo decisor político de um pacote legislativo ou de uma qualquer tomada de decisão que, supostamente, se pretende de maior alcance. O desconforto é tanto maior quanto, em comunicado produzido quatro dias depois por um dos sindicatos do sector, se podia ler que, “Contactado o Senhor Chefe do Gabinete do Ministro da Ciência, tecnologia e Ensino Superior, fomos informados que o texto que circula não corresponde à última versão, e que esta se não encontra fechada, havendo a intenção de a enviar aos parceiros educativos.”(SNESup, 07/05/08). Prosseguindo o texto com a afirmação, que subscrevo na integra, que “Andaria bem o Senhor Ministro em enviar o texto oficial aos parceiros educativos, inclusive aos Sindicatos, e dedicar algumas horas do seu tempo a discutir com eles este documento, […]”.
Tratando-se da reforma do ensino superior ou da reforma da Administração pública, de que também se tem falado muito nos últimos meses (e há-de continuar a falar-se), defendo que há princípios informadores que são iniludíveis e que farão a diferença entre o precário, o casuístico, e o duradouro. Entre esses princípios encontram-se:
i) a aposta na qualificação dos serviços prestados aos cidadãos e às empresas, ao invés da redução de custos como fim;
ii) um pensamento informador da reforma fundado nas necessidades sentidos e nas metas visadas, e não no efeito de curto-prazo que anúncios demagógicos possam provocar na opinião “publicada”;
iii) a assumpção das reformas como peças de aproximação da administração (das estruturas prestadoras de serviços, de ensino ou outras) dos cidadãos e de democraticidade, o que só será efectivo através da desconcentração e descentralização de poder e de competências nos níveis local e regional; e
iv) a interiorização clara no quadro institucional da reforma de que as pessoas e a sua motivação são os elementos centrais da eficiência do funcionamento das organizações, e sem elas não é possível construir qualquer projecto de qualificação dos serviços prestados à sociedade.
Por tudo isso, sublinho, não entendo porque a informação relevante sobre o processo de revisão legal respeitante ao ensino superior anunciada não ficou imediatamente acessível aos actores relevantes do sector e, até, ao cidadão comum. E entendo legitimo que aqueles se sintam desconsiderados, tanto mais quanto foram e continuam patentes densas barreiras de nevoeiro mediático em torno do projecto anunciado.
Este destacar das opacidade, manipulação da opinião pública e relativo autismo que vem caracterizando a acção do MCTES (Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior) e, por conseguinte, do respectivo ministro, teve expressão clara na forma como, no ano precedente, foi lançada a reestruturação dos cursos do ensino superior, para os adequar à chamada Declaração de Bolonha.
Nessa altura, o MCTES falhou sem apelo nem agravo, libertando tardiamente os enquadramentos legais e veiculando de forma atabalhoada as orientações de procedimento que importava transmitir às instituições de ensino superior.
Procedendo como o vem fazendo, o ministro, que é Gago, vem dando razão aos que nunca o acharam com perfil adequado (já não falo de isenção pessoal) para tutelar o ensino superior. Acresce que muito do que vem sendo feito aparenta ser mais ditado por imperativos de natureza orçamental que por óbvios desígnios de resposta às exigências de modernização da nossa economia e sociedade.
J. Cadima Ribeiro
(Artigo de Opinião publicado no Jornal de Leiria, em 07/05/17)

Para rir - uma pausa em dia de festa - II

Porque a notícia ontem divulgada, sob a epígrafe identificada, poderia sugerir-se ambigua, reproduz-se de seguida a mensagem a esse propósito disponível no sítio electrónico da C.M. de Monção desde 07/05/13, que explicita a substância do que estava em causa.
É ela a seguinte:
PROTOCOLO DE COLABORAÇÃO ENTRE AUTARQUIA MONÇANENSE E UNIVERSIDADE DO MINHO PARA PRESERVAÇÃO DO PATRIMÓNIO CONSTRUÍDO DA LOCALIDADE
(Cerimónia, marcada para segunda-feira, 14 de Maio, terá lugar no salão nobre da reitoria da Universidade do Minho)
A Câmara Municipal de Monção e a Universidade do Minho assinam esta segunda-feira, 14 de Maio, um protocolo de colaboração no domínio da salvaguarda e valorização do património construído de Monção. A cerimónia, marcada para as 15.30 horas, decorrerá no salão nobre da reitoria da Universidade do Minho.
A colaboração entre ambas as partes, além da cooperação na realização de estágios dos alunos daquela instituição de ensino superior, traduzir-se-á no intercâmbio de especialistas com o objectivo de fomentar actividades de estudo e investigação, bem como trabalhos arqueológicos e peritagens.
As parcerias serão objecto de propostas especificas, englobando acções concretas, unidades orgânicas intervenientes e os sistemas de financiamento previstos numa perspectiva de qualificação e promoção da património arqueológico e arquitectónico de Monção.
Tanto para a autarquia como para a Universidade do Minho, o presente protocolo cumpre um desejo comum patenteado, por parte da universidade, na componente de investigação e ensino do vasto património local e, por parte do município, na protecção, conservação e valorização do mesmo.
O município de Monção oferece um elevado potencial de exploração cientifica e turístico-cultural dos seus recursos patrimoniais, destacando-se, entre vários, os castros de S. Caetano, Longos Vales, Senhora da Assunção, Barbeita, e Senhora da Graça, Badim, bem como os mosteiros de Longos Vales e Merufe.”
Lendo a notícia, conclui-se aquilo que já se suspeitava: trata-se de mais uma piedosa declaração de intenções.
J. Cadima Ribeiro

quarta-feira, maio 16, 2007

Para rir - uma pausa em dia de festa

«Notícias
Universidade do Minho explora património de Monção

A Universidade do Minho (UMinho) e a Câmara Municipal de Monção, através dos seus responsáveis, estabeleceram ontem um protocolo de cooperação. A UMinho vai agora explorar as potencialidades da região fronteiriça.
A Universidade do Minho (UMinho) e a Câmara Municipal de Monção assinaram, ontem, um protocolo de cooperação rumo ao “desenvolvimento cultural”.
Na realidade, este é mais um exemplo concreto realizado no âmbito do Pacto de Desenvolvimento Regional promovido pela UMinho e pela maioria das autarquias do Baixo e do Alto Minho, pela Associação Industrial do Minho, e pelas Uniões de Sindicatos de Braga e de Viana do Castelo, assinado em 2003.
“Esta não é a primeira experiência de cooperação, mas este protocolo serve de reforço dos laços de cooperação com o objectivo de aprofundar e alargar esta colaboração entre as duas entidades a outros domínios”, assim explicou os objectivos do protocolo, José Emílio Moreira, presidente da autarquia de Monção.
O responsável autárquico frisou, por outro lado, que tudo fará em prol da preservação e divulgação do património do seu concelho, acentuando que “há ainda muito património para ser redescoberto e desvelado (retirar o véu) em terras de Monção”. Desta vez, os estudos e trabalhos a realizar pela UMinho naquele concelho incidirão sobre o património arqueológico.
Guimarães Rodrigues, reitor da UMinho, advertiu, por seu turno, que a universidade tem neste domínio “responsabilidade social”.»
Marta Caldeira

(reprodução integral de notícia publicada no jornal Correio do Minho em 07/05/15, com o título e autoria identificados - itálicos/sublinhados meus)

Momentos rosa às riscas - uma pausa em dia de festa

Momentos rosa,
pores-do-sol vermelhos
e arco-íris brancos…
Onde se escondem?

As abelhas nas flores os procuram,
as toupeiras no solo
e as borboletas em loucos desvarios no ar.
E o(a) estudante?
Esse(a) procura-os iludindo as aulas
e alimentando o sonho
de permanecer, para sempre, estudante.

J. Cadima Ribeiro
(adaptado de José Pedro Cadima, “Poemas 2006” - contributo para o livro de curso da Lic. em Economia, 2007)

terça-feira, maio 15, 2007

Não vi nenhuma utilidade no RJIES!

«Globalmente, não vi nenhuma utilidade no RJIES, antes pelo contrário, até "chumbei o teste de Job".»
(extracto de mensagem, datada de 07/05/15, intitulada "Antes e depois do teste de JOB", disponível em Polikê?)
/...
«O Instituto Superior Técnico (IST), escola que faz parte da Universidade Técnica de Lisboa (UTL), admite transformar-se em fundação de direito privado, desde que o Governo não fique responsável pela nomeação do conselho de curadores (que serão os responsáveis pela administração da fundação).»
(extracto de mensagem, datada de 07/05/14, intitulada "Instituto Superior Técnico admite dar o “grito do Ipiranga”, disponível em Blog de Campus).
/...
«E, por hoje, mais não digo. Não vou contar as pequenas histórias da degradação universitária, neste ambiente de crepúsculo, quando as escolas são transformadas ao ritmo da partidocracia e da direcção-geral dos adidos e excedentes, perdendo a autonomia institucional a partir do momento em que começam a destruir a autonomia das pessoas que lhes davam vida.»
(extracto de mensagem, datada de 07/05/15, intitulada "Tudo isto é kafkiano e o País parece estar a dormir, ou pior, a encolher-se de medo...", disponível em Sobre o tempo que passa).

segunda-feira, maio 14, 2007

Novo regime jurídico das instituções de ensino superior - um comentário

"A concentração de poderes no Sr. Ministro da tutela, e por consequência no primeiro Ministro é notória. Este tipo de concentração de poderes é perigozissima e em nada contribui para um ensino de qualidade e despolitizado...O Ensino Superior (e restantes) não pode andar ao sabor das politiquises.
Relativamente ao controle orçamental por parte do governo, é muito bem vindo, mas nada mais do que isso, porque a gestão académica deve pertencer aos académicos...Criem-se todos os mecanismos de controlo, para que se saiba para onde e como está a ser gasto o orçamento atribuido às universidade/fundações etc....
Esta proposta passa desde já um atestado de desconfiança aos Reitores e respectivas gestões...Com ou sem razão? Diria que depende..."
Anónimo
(comentário à mensagem "Novo regime jurídico das instituições de ensino superior", divulgada em 07/05/09)

domingo, maio 13, 2007

Do correio electrónico nos limites à difusão da informação na Escola de Engenharia

i) Momento n+1
“Assunto: Re: SERVIÇO DE CORREIO NOS LIMITES”
«Concordo com a vergonha que é o serviço de email que presentemente temos (15MB é de rir), eu da minha parte há muito que utilizo basicamente o Gmail (+ de 2,5 GB e sem spam), só tendo ainda o email da UM pois é o que aparece institucionalmente. Vergonha também começa a ser a lentidão no serviço da Net, a partir das 10:00 até ás 18:00; ainda + quando nos compelem (e bem) a uma maior utilização da Net na nossa docência. Mais 1 vez é quererem ter a "omolete sem dar os ovos".
Alberto Dias
Dep. Biologia,
UM Campus de Gualtar,»

(mensagem que me caiu na caixa de correio electrónico em 07/05/09, com a origem identificada)
/...
ii) Momento n+2
“Assunto: Re: SERVIÇO DE CORREIO NOS LIMITES"

«Caros colegas,
Nunca me dei ao trabalho de contabilizar quantas mensagens de SPAM recebo por dia, mas são certamente muitas. Quando o endereço de origem me é desconhecido e aparentemente o assunto não diz nada de especial carrego numa tecla que tem escrito "delete". Outra possibilidade era a de fazer "delete" a todas e depois fazer "undelete" das que interessam. É certamente uma questão de estilo.
Subscrevo também a uma série de listas de correio electrónico da minha área de investigação. Neste caso apago também algumas sem sequer as abrir, uma vez que o assunto indica claramente que não têm interesse.
Parece-me estranho que no meio de tantas mensagens sem sentido se tente silenciar aqueles que pretendem trazer alguma informação aos colegas. Se não estamos interessados em ler simplesmente fazemos delete. Cada um decidirá se quer ou não ler. Os fóruns só seriam uma solução se fossemos alertados sempre que fosse colocada uma nova submissão, mas isso geraria quase o mesmo número de mensagens.
No entanto defendo que as listas todos@... deveriam ser moderadas, mas apenas para que o moderador verificasse que a mensagem teve origem numa pessoa (e só isso). Isto teria evitado a série de email de 10MB que recebemos. O moderador teria percebido que foi um erro do sistema e provavelmente teria recomendado que o ficheiro anexo de 7MB deveria estar numa página web.
Lembro que se algum dia um de nós apanhar um vírus informático que se propague por email vai ser também uma chatice...
Certamente todos devemos ter bom senso no uso destas listas gerais.
Já sabem, da próxima vez que virem uma mensagem com o meu email... Delete e depois "Purge Deleted Messages".
Bem hajam...
Ismael Vaz
DPS – EENG»

(mensagem que me caiu na caixa de correio electrónico em 07/05/10, com a origem identificada)
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iii) Momento n+3
“Assunto: Re: Difusão da informação interna na EEng”
”Nos últimos dias tem-se assistido a uma crescente utilização abusiva do endereço de carácter institucional todos@[..].pt. De facto, a utilização deste endereço está regulamentada pelo despacho Reitoral RT-10/2007, em anexo, o qual define claramente no ponto 1 o enquadramento da divulgação da informação. A Escola de Engenharia, face a estes últimos desenvolvimentos, irá tomar uma posição, em sede de Conselho de Gestão que se realizará na próxima terça-feira, quanto à eventual necessidade de moderar a referida lista. Até à referida reunião este endereço estará suspenso. Com os melhores cumprimentos.
Escola de Engenharia
Eduardo C Ferreira – Secretário de Escola
Campus de Azurém”

(mensagem que me caiu na caixa de correio electrónico em 07/05/11, com a origem identificada)
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iv) Momento n+4
“Assunto: Re: Difusão da informação interna na EEng"

"Caro Sr. Eduardo Ferreira,
Acho muito bem! Já era transparência e liberdade de expressão a mais.
Confesso-lhe que tinha estranhado nada ter sido feito nesse sentido, ainda.
Cordiais cumprimentos,
J. Cadima Ribeiro
Ps: não se surpreenda se eu der destes desenvolvimentos notícia, no meu blogue."

(mensagem de correio electrónico emitida em 07/05/11, com a origem identificada)

sábado, maio 12, 2007

A vida na UMinho continua animada, se bem que já tenha sido mais - IV

E não é que, por culpa da ventania que se tem feito sentir no Minho por estas dias, me acabou de aterrar na caixa de correio mais uma peça literária interessante!
Reproduz-se de seguida o texto integral de mais um episódio do folhetim "Eleições para representantes no Senado e Assembleia da Universidade do Minho, por corpos".

"Exmº Senhor
Reitor da Universidade do Minho

Os funcionários não docentes, eleitos no dia 28 de Março de 2007, em representação do respectivo corpo, para o Senado Universitário e Assembleia da Universidade do Minho, vêm apresentar a V. Exª “Exposição” sobre todo o processo eleitoral e, designadamente, sobre a actuação da Comissão Eleitoral, conforme a seguir enunciado:

PONTO I

1. O “Regulamento Eleitoral dos representantes dos professores, dos docentes e investigadores não doutorados e dos funcionários não docentes”, anexo à Circular RT-21/92, determina, no artº 3º, nº 1 que “a Mesa do Plenário da Assembleia da Universidade [...] diligenciará para que, até trinta dias antes do termo do mandato dos membros ...”, sejam desencadeados os procedimento tendentes à realização de novo acto eleitoral.

2. E o Regimento do Senado Universitário, publicado no Diário da República, II Série, de 17 de Junho de 2000, dispõe que o mandato dos membros do Senado é de dois anos para os representantes dos funcionários (artº 17º, nº 1, al. a); cfr, al. a) do nº 5 do artº 21º do Estatutos da Universidade do Minho).

3. Ora, tendo os Representantes dos Funcionários iniciado funções em Janeiro de 2005, com a tomada de posse na primeira Reunião Ordinária do Senado Universitário, no cumprimento da deliberação da Assembleia da Universidade, deveriam ter sido desencadeados os competentes mecanismos eleitorais, para assegurar os novos mandatos, “até 30 dias antes”, ou seja, em Dezembro de 2006.

4. Porque assim, foram violados o artº 3º, nº 1, do “Regulamento Eleitoral”, aprovado pela Assembleia da Universidade e o artº 17º, nº 1, al. a), bem como o artº 21º dos Estatutos da Universidade do Minho.

PONTO II

5. Os funcionários apresentaram requerimento ao Presidente da Comissão Eleitoral, em 2 de Abril nos termos do nº 2 do artº 45º do Código do Procedimento Administrativo, suscitando o impedimento de Victor Manuel Soares e Ana Sirage na participação “em todo e qualquer acto relativo ao processo eleitoral para os representantes dos funcionários não docentes para a Assembleia e para o Senado Universitário da Universidade do Minho, designadamente no que se refere à sua intervenção nas reuniões da Comissão Eleitoral”.

5.1. O Presidente da Comissão Eleitoral, infringindo o disposto no nº 3 do artº 45º, o artº 47º e no artº 9º do Código do Procedimento Administrativo, não decidiu o incidente de impedimento.

Fez público ainda, através de divulgação das actas das reuniões posteriores que havia voltado a convocar os impedidos para as reuniões.

5.2.Os impedidos não suspenderam a sua participação no procedimento, até decisão do incidente, violando assim o artº 46º do Código do Procedimento Administrativo.

6. Os funcionários não docentes, reclamantes, não foram até à data notificados da decisão do Presidente da Comissão Eleitoral sobre a Reclamação apresentada em 2 de Abril de 2007,relativa à retenção dos resultados das votações das Mesas de Azurém e de Gualtar, visto não ter sido apresentado por qualquer eleitor reclamação ou protesto fundamentado, nos termos estipulados no Regulamento Eleitoral.

Naquela Reclamação, foi também argumentado que mesmo contabilizados todos os votos no funcionário a que corresponderia o nº 825 nos cadernos eleitorais (face à “justificação” constante da Acta da reunião da Comissão Eleitoral de 3 de Abril (4/07) na eleição para a Assembleia da Universidade, tal contagem não afectaria os resultados registados, pelo que inexistiria razão para a Comissão Eleitoral não submeter o resultado eleitoral final ao Reitor. E em todo o caso, motivo algum justificava a normal tramitação do processo eleitoral dos representantes dos funcionários no Senado Universitário.

PONTO III

7. A Acta nº 6/07, relativa à reunião realizada no dia 2 de Maio, contém em todos os seus parágrafos, um somatório de incorrecções de natureza factual e legal.

Desde logo, no “ponto prévio”, reiterando o desrespeito pelo incidente de impedimento suscitado pelos funcionários em 2 de Abril vem mencionado que o Presidente da Comissão Eleitoral afirmou que “em virtude de já não existirem listas” havia decidido convocar apenas os elementos presentes. Ora, para além do “interesse” dos dois funcionários visados, Victor Soares e Ana Sirage, o Requerimento dizia expressamente que em virtude de a Circular 3/07, de 22 de Março, ter difundido que a eleição dos funcionários seria nominal, tinham perdido aqueles elementos o direito conferido pelo nº 3 do artº 5º do Regulamento Eleitoral, de integração em representação de “listas”, na Comissão Eleitoral.

8. A tudo acresce o facto da participação do Representante dos Professores ser de natureza substantiva diferente da dos funcionários / candidatos visto que, a entender-se não dever esse membro integrar a Comissão Eleitoral a partir da eleição, a sua presença constituiria, sempre mera irregularidade. Ao invés, a participação dos impedidos, constitui(ía) causa de invalidade das decisões tomadas com a sua participação.

9. Na mesma Acta vem mencionado que, a solicitação do Presidente, a Comissão Eleitoral “convalidou” as decisões tomadas em reuniões anteriores. Ocorre, porém, que um dos efeitos da declaração de impedimento de acordo com o artº 47º do C.P.A., é precisamente a não convalidação dos actos do procedimento em que tenham intervido os impedidos.

10. Seguidamente, diz aquela Acta que os membros da Comissão Eleitoral “decidiram explicitar” “que a sua dificuldade inicial” se deveu a “discrepâncias formalmente suscitadas pelas Mesas de voto e por alguns eleitores”.

Esta afirmação é desmentida pelos documentos integrantes do processo eleitoral, visto que a Mesa de Voto de Azurém nada referiu sobre o assunto, a de Gualtar se limitou a constatar um considerável número de votos em número inexistente nos Cadernos Eleitorais e eleitor algum suscitou “formalmente” qualquer Reclamação.

Isto mesmo foi claramente evidenciado pelos funcionários que registaram o maior número de votos, na sua Reclamação, e consta ainda do parecer da Assessoria Jurídica a que a Acta da Reunião faz alusão.

11. No ponto seguinte da Acta vem referido que os presentes passaram “à análise e decisão sobre exposições e requerimento”, sem acrescentar, como devido, o conteúdo da decisão tomada e seus fundamentos, o que afronta o disposto no nº 1 do artº 27º do C.P.A., relativo às actas dos órgãos colegiais que determina serem tais menções obrigatórias.

12. A acta da última reunião da Comissão Eleitoral é omissa ainda quanto às diligências que a própria Comissão havia deliberado incumbir o Presidente, na reunião de 29 de Março (Acta nº. 3/07), junto da Direcção de Recursos Humanos sobre eventual “inclusão de pessoas sem vínculo de funcionário”, o que se afigura grave.

13. Por último, num exercício auto-avaliativo do seu desempenho, a Comissão Eleitoral fez lavrar em Acta que “todos os actos e deliberações por si tomados foram única e exclusivamente determinados por preocupação de transparência, igualdade e defesa dos legítimos interesses de todos...”

Porém, ao invés, resulta à evidência de todo o processo que a Comissão Eleitoral actuou de forma parcial e desigual, no que ao corpo de funcionários da Universidade do Minho diz respeito.

14. No que se refere ao “Relatório” apresentado a V. Exa., para homologação, nos termos do art. 12º do Regulamento Eleitoral, vem indicado, incorrectamente, que a segunda volta das Eleições que se realizou no dia 28 do “corrente mês”, sendo o mês em curso o de Maio e tendo as eleições ocorrido no mês de Março.

15. Os funcionários eleitos, cientes de que o Colégio Eleitoral e toda a Academia têm uma clara percepção do modo como um processo eleitoral se desenrolou, bem como da gravidade do sucedido, deixam aqui registado o seu repúdio por todas as ocorrências e irregularidades atràs descritas, esperando que em eleições futuras sejam devidamente respeitados os princípios eleitorais consignados no Regulamento Eleitoral, aprovado pela Assembleia da Universidade do Minho, em Reunião Plenária de 11 de Novembro de 1992.

Braga, 8 de Maio de 2007.
[...]"

sexta-feira, maio 11, 2007

A vida na UMinho continua animada, se bem que já tenha sido mais - III

Trazida pelo vento, aos tropeções, aterrou-me na caixa de correio a carta que encontram reproduzida abaixo.
É uma leitura que me parece valer a pena, pelo que diz e pelo que deixa implícito.
Do muito que se pode comentar, permito-me chamar-vos a atenção para o milagre da multiplicação de funcionários e de votos que se anota em 5., a fazer lembrar outros tempos, e que também diz muito sobre o esforço de contenção orçamental afanosamente prosseguido pela reitoria em funções.
/...
"Guimarães, 4 de Maio de 2007
Ex. mo Senhor Presidente da Comissão Eleitoral,
Prof. Leandro Almeida,

Venho responder-lhe à mensagem que me dirigiu, onde afirma que o processo eleitoral tem sido conduzido com o “máximo de isenção e de rigor”. No entanto, não é essa a minha opinião e, creio, de grande parte da academia. Essa afirmação só poderá ser entendida como uma nova versão do “newspeak” orwelliano, onde o que se diz é o contrário do que se faz.

Sobre a forma como este processo eleitoral tem sido conduzido, convém evidenciar alguns aspectos:
1. Os resultados relativos à eleição dos funcionários não foram enviados para homologação pelo facto de haver 159 votos num número não constante nos cadernos eleitorais. No entanto, as mesas de voto consideraram esses votos nulos, de acordo com as regras estabelecidas pela Comissão Eleitoral.
2. Acresce que a contabilização destes votos não alterava a ordem dos funcionários mais votados.
3. Contrariamente ao que é afirmado na Acta nº 6, não houve qualquer questão suscitada, relativamente aos cadernos eleitorais, quer pelas mesas de voto quer por qualquer eleitor, o que aliás foi apontado no ponto 3 da reclamação dos funcionários que obtiveram a maioria dos votos.
4. Só após esta reclamação é que foi apresentada, por alguns eleitores da lista derrotada de funcionários, um pedido de repetição das eleições, em 4 de Abril de 2007 (ver Acta nº 5) e, portanto, claramente fora de prazo. Este é também o entendimento reconhecido no parecer da Assessoria Jurídica (AJ) que, na página 6, afirma que “não foi apresentada qualquer reclamação ou protesto”.
5. Ficaram por esclarecer os critérios de constituição dos cadernos eleitorais dos funcionários, nomeadamente o crescimento do número de funcionários relativamente ao escrutínio de 2005 (624 inscritos), por comparação com o escrutínio de 2007 (824 inscritos). Na acta nº 3, a Comissão Eleitoral “decidiu incumbir o seu Presidente“ do esclarecimento desta questão junto da Direcção de Recursos Humanos.
6. Enquanto Presidente, V. Exa. não decidiu sobre os protestos que lhe foram dirigidos, nomeadamente sobre o incidente de impedimento relativo aos representantes das listas de funcionários derrotadas. Mais grave ainda, voltou a convocar estes representantes para reunião posterior.
7. Acresce ainda que V. Exa. protelou o envio do pedido de parecer à AJ.
8. O efeito prático desse protelamento foi a impossibilidade de os funcionários mais votados no acto eleitoral de 28 de Março terem os resultados homologados em tempo e não poderem participar na primeira reunião do Senado Universitário subsequente ao acto eleitoral, realizada no passado dia 30 de Abril.
9. Não é possível deixar de notar, ainda, que também os professores e docentes e investigadores não doutorados, não foram convocados para tomar posse na mesma primeira reunião. Alegou, a propósito, o secretariado do Senado Universitário que “os actuais representantes, no Senado, dos professores e dos investigadores não doutorados foram investidos na reunião plenária do Senado de 2 de Maio de 2005, pelo que o respectivo mandato só perfará o período de dois anos acima referido, no dia 2 de Maio de 2007”. Esta interpretação peculiar está, de resto, em completa contradição com a lei e com as práticas anteriores. Basta, de facto, atentar nas datas das anteriores tomadas de posse: 2001, 29 de Janeiro, todos os corpos; 2003, 27 de Janeiro, todos os corpos; 2005, 24 de Janeiro, corpo de funcionários, 2 de Maio, corpo de professores e corpo de docentes e investigadores não doutorados.
10. Não deve haver registo na UM de um processo eleitoral que se tenha arrastado por mais de um mês.

Por estas razões, não posso partilhar a sua opinião de normalidade, isenção, rigor e correcção de processos no que se refere a este acto eleitoral.

Mais ainda, como afirma o parecer da AJ (paginas 7 e 8), ao não proclamar eleitos os funcionários, a Comissão a que preside pôs “em causa o princípio da igualdade”.

De facto, parece haver alguma dificuldade em reconhecer a verdade eleitoral: uma lista de professores que ganha uma eleição e que não é chamada a tomar posse, um conjunto de docentes não doutorados eleitos a que também não é dada posse, um conjunto de funcionários legitimamente eleitos e cuja eleição tarda mais de um mês a ser homologada.

Em conclusão, foi criado, com esta situação, um grave mal-estar na Academia. Mais ainda, ao ser protelada a posse aos eleitos, prolongando, assim, inexplicavelmente e de forma indevida, os mandatos anteriores, a Academia não vê respeitada a sua vontade, democraticamente expressa nos actos eleitorais que agora, tão tardiamente, terminam.

Pedro Oliveira
(Membro da CE, enquanto mandatário da lista de professores)
"
/...
Digam lá se não valeu a pena a leitura!?
J. Cadima Ribeiro