Fórum de Discussão: o retorno a uma utopia realizável - a Universidade do Minho como projecto aberto, participado, ao serviço do engrandecimento dos seus agentes e do desenvolvimento da sua região
segunda-feira, junho 18, 2007
O RJIES, segundo o SNESup
domingo, junho 17, 2007
Este mundo está perigoso!
O caso Charrua e os bufos à solta
Notícias do SOL, enquanto a chuva vai caíndo
sexta-feira, junho 15, 2007
O ramalhete legislativo aprovado pelo governo ontem, um dia que foi muito triste
... nas suas "gloriosas" 99 páginas e 184 artigos:
Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior: Proposta de Lei aprovada no Conselho de Ministros de 14 de Junho para submeter à Assembleia da República"
(mensagem, datada de hoje, disponível em Que Universidade ?)
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E, à vista, também:
/...
Comentário: o comentário que aqui vos quero deixar é o que podem ler em Polikê ?, na entrada igualmente datada de hoje ("Era já muito poucochinho, mas agora acabou..."); notem que o comentário de Regina Nabais tem uma parte subterrânea, a cores, que é a mais interessante.
Bolonha à portuguesa
As expectativas e receios gerados são bem ilustrados nas frases que retenho adiante, da autoria de alguns dos meus alunos, disponíveis em artigos de opinião que os incitei a produzir no quadro de uma unidade curricular (u.c.) de que fui responsável.
Passemos à invocação das opiniões expressas:
i) “Se a nova estrutura do curso estiver bem organizada, será de esperar que estes jovens estejam devidamente preparados […]. No entanto, existirão algumas funções mais complexas tecnicamente que exigirão um grau de conhecimento mais especializado e aprofundado, que só poderá ser adquirido com o 2º ciclo.”
ii) “A certeza que há é a de que estamos perante um processo dinâmico e que implica mudança.”
iii) “Não é de um dia para o outro que o ensino passa da transmissão de conhecimentos para a aquisição de competências. Este é um processo gradual e, neste caso, penso que o Ministério […] não lidou da melhor forma com este processo.”
iv) “O processo de Bolonha é bastante complexo […] os possíveis retornos esperados […] só são obtidos a longo prazo […] existe uma grande incerteza quanto aos benefícios que este processo pode trazer….”
v) “Não percebo como se projecta um determinado projecto […], de forma a tentar melhorá-lo em muitos sentidos …e depois houve-se rumores que o Estado poderá fazer ainda mais cortes no financiamento do Ensino Superior…”.
Tendo dado mostras de ser avesso ao planeamento e revelado muito pouco discernimento na gestão corrente do processo, só o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES) se tem revelado inabalável no seu convencimento de que tudo corre sobre rodas e que o êxito da reforma está mesmo ali, ao virar da esquina. Para tal, escudam-se o MCTES e o seu titular em números que dizem que 895 cursos já foram adaptados, mais 282 estão a caminho do ser, o que quererá dizer que, até 2008, 88% cumprirão os requisitos de Bolonha. Cumprirão?
Porquê a interrogação? Simplesmente, porque o DL 74/2006 estabelece como critério de adequação a Bolonha: a “passagem de um ensino baseado na transmissão de conhecimentos para um ensino baseado no desenvolvimento de competências”; e fala, consequentemente, em “empregabilidade”. Assim sendo, será que os 88% referidos são mesmo adequação a Bolonha? Ou, posto de outro modo, secundando o que vem escrevendo João Vasconcelos Costa no seu sítio “Reformar a Educação Superior”, não serão os sucessos conseguidos meramente administrativos?
Curiosamente, enquanto o “nosso” ministro parece assobiar de contente, numa reunião europeia de balanço, realizada em Londres há poucos dias, o sentimento que emergiu foi de desencanto, quer dizer, a avaliação que se fez foi que “Bolonha 1” não cumpriu e, por isso, é precisa outra, uma “Bolonha 2” ou uma “Bolonha pós-2010”. É precisa, sublinho, porque terá ficado por cumprir a dimensão social de Bolonha.
Isto dizendo, parecem-me de grande lucidez as dúvidas expressas pelos meus alunos, mesmo que ninguém ponha em causa a necessidade da reforma. E talvez mais preocupação devesse gerar quanto está hoje confirmado que, dizendo-se que se desencadeia uma reforma do ensino superior destinada a acrescentar-lhe eficácia social, opera-se simultaneamente uma redução drástica do financiamento, como se se pudesse fazer omoletes sem ovos.
quinta-feira, junho 14, 2007
Notícias do RJIES num dia triste para o país e para a UMinho, em particular
Comunicado do Conselho de Ministros de 14 de Junho de 2007
(Comunicado do Conselho de Ministros de 14 de Junho de 2007)
(cortesia de Nuno Silva - UMinho)
RJIES & Cia
Governo espera ter tudo aprovado antes das férias
(http://dn.sapo.pt/2007/06/14/nacional/governo_espera_tudo_aprovado_antes_f.html)
(cortesia de Nuno Silva - UMinho)
Ensino Superior - Conselho de Ministros debate regime jurídico das instituições
(http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=39581)
quarta-feira, junho 13, 2007
Frases soltas, em dia de Stº. António
terça-feira, junho 12, 2007
Notícias de Coimbra e de outras coisas
"Avelãs Nunes, vice-reitor da Universidade de Coimbra, interrogou-se ontem se um estatuto fundacional será o mais adequado para gerir as Universidades públicas num país como o nosso.
«Esse é um dos pontos que se coloca. Saber se um estatuto fundacional será o mais adequado para gerir Universidades públicas num país como o nosso», comentou. Depois, segundo Avelãs Nunes, é preciso saber qual vai ser o regime dessas fundações e quais as competências em poderes sobre as universidades de que passam a ser proprietárias e gestoras.
O vice-reitor manifestou preocupação por os orgãos de gestão das universidades passarem a ser nomeados pelo Governo. «Se for assim estão em causa todo os aspectos da autonomia universitária», observou Avelãs Nunes. A questão fundamental, frisou aquele responsável, é saber se o regime que aí vem salvaguarda ou não a autonomia das Universidades.
Escola da vida
Afrimou, por outro lado, que a Universidade deve assumir-se como ´Universidade-cidadã`. «A Universidade de Coimbra enquanto instituição não faz manifestações. Faz parte do Estado, tem que colaborar com o Estado. Esta Universidade-instituição está a fazer o que pode. Mas devemos esperar mais da outra Universidade», referiu, exemplificando que a moção do Senado é uma «moção de cidadania, faz crítica política».
Já Sebastião Feyo de Azevedo, do Departamento de Engenharia Química da Universidade do Porto, disse, a propósito do Processo de Bolonha, que «o espaço europeu do conhecimento assenta na educação e na visão de que o Ensino Superior tem de ser perspectivado e projectado no plano da formação ao longo da vida».
Para aquele docente, a melhoria do potencial de empregabilidade dos futuros diplomados está directamente ligada à colaboração com os parceiros da escola (empresas e serviços) pela colaboração na redefinição de cursos e pela colaboração na formação.
Sebastião de Azevedo, ao falar de estratégia de desenvolvimento e Processo de Bolonha, acrescentou que «temos que lutar contra o orgulhosamente sós» e que não há dois caminhos para Portugal. «O único que há é o da qualidade com critérios europeus», concretizou. «Portugal tem que estar internamente preparado para este paradigma de desenvolvimento», concluiu.
José João Ribeiro
segunda-feira, junho 11, 2007
RJIES - mais um contributo para o debate
"Comentário à proposta do governo de Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior",
por José Ferreira Gomes
(http://jvcosta.planetaclix.pt/artigos/jfg10.html)
(entrada datada de 07/05/11, disponivel em Reformar a Educação Superior)
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Comentário: c.f. http://queuniversidade.weblog.com.pt/arquivo/394332.html#comments
Notícias da UMInho que me chegaram pela fresca
Comentários, a iniciar a semana: uma recensão não-aleatória - II
Cara Regina Nabais,
Dom Jun 10, 01:24:00 PM 2007"
Dom Jun 10, 07:36:00 PM 2007"
Cara Regina Nabais,
Seg Jun 11, 10:48:00 AM 2007"
sábado, junho 09, 2007
Reunião dos sindicatos com o ministro Mariano Gago
"A FENPROF e o SNESup estiveram [...] reunidos com o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES) com vista a procurar encontrar uma metodologia e um calendário para a revisão dos Estatutos de Carreira."
sexta-feira, junho 08, 2007
Pequena (muito pequena) revista de imprensa
por Rui Baptista
(http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=9bf31c7ff062936a96d3c8bd1f8f2ff3&subsec=&id=09978f4749bc1fce0196ff93181d0880)
(cortesia de Nuno Silva - UMinho)
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Comentário: repararam no pudor do nosso colega aposentado? É digno de nota o esforço que fez para evitar reportar-se ao RJIES, à acção do MCTES e do seu titular, e à acção de outros ministros e secretários de estado, responsáveis por múltiplas desgraças que atingiram e continuam a atingir o nosso ensino superior. Assim se mostra quanto vale uma longa experiência de vida!
quinta-feira, junho 07, 2007
Olhó RJIES! Olhó ... projecto de lei 271/X!
Pelo menos, tem a virtude de ser bem mais económico no número de artigos e de páginas de retórica barata do que o seu congénere do PS/MCTES!
J. Cadima Ribeiro
quarta-feira, junho 06, 2007
Perderam-se dois anos à espera dos “juízes de fora”
Foi adquirido em Portugal um grande capital de experiência no domínio da avaliação. O modelo contratualizante, mau grado a demissão sistemática de responsabilidade por parte de sucessivos governos, potenciou esse acumular de saber e experiência, para o qual muito contribuíram também as múltiplas e participadas reflexões públicas promovidas pelo CNAVES [6].
Perderam-se dois anos à espera que outros (os “juízes de fora”) nos viessem dizer aquilo que já sabíamos, e com isso muito se perdeu já na dinâmica de um processo de interiorização de uma cultura de qualidade que estava em curso.
É fundamental capitalizar esse saber adquirido e evitar cair na velha pecha portuguesa de continuamente tudo se destruir, para fazer de novo. É que, como se diz no parágrafo final do relatório de auto-avaliação do sistema de avaliação [7], “seria um erro político e científico trágico se tudo isso se perdesse em resultado de um qualquer acto infundado de voluntarismo”.»
RJIES - tomada de posição
terça-feira, junho 05, 2007
RJIES - carta aos deputados do grupo parlamentar do PS
http://snesup.terradasideias.net/htmls/_dlds/Ab_ass_RJIES_CS.doc
(documento disponível no sítio do SNESup, na entrada "Movimentos - Info doc: informação docente")
A frase do dia
segunda-feira, junho 04, 2007
Proposta de lei AAAAAAAGQES - última hora
Reparei hoje (4-Jun-2007) que a Proposta de Lei N.º 126/X ("Aprova o Regime Jurídico da Avaliação do Ensino Superior") que o Prof. Cadima Ribeiro aqui refere está disponível para consulta pública - e recepção de comentários - até amanhã (!), dia 5-Jun-2007, também no site do Parlamento. A página específica é:
Se o Prof. Cadima Ribeiro (ou outro leitor do seu Blog) desejar enviar algum comentário à Proposta de Lei, poderá fazê-lo clicando no link [enviar um contributo] nessa página, escrevendo então o seu contributo e enviando-o.
Para os leitores mais interessados, posso indicar que a página referida está disponível da seguinte forma:
1 - Ir à homepage do site do Parlamento
2 - Clicar no link que diz "fórum" (4º link da navegação vertical do lado esquerdo)
3 - Na nova página que aparecer, clicar logo no primeiro link, que diz DEBATE "REGIME JURÍDICO DA AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DO ENSINO SUPERIOR"
4 - Clicar no link [enviar um contributo]
Espero que esta informação possa ser útil a (mais) algum leitor.
Ricardo Dias Marques
(comentário produzido a propósito da mensagem "Cavalgando a onda", de 7 de Maio pp.)
Custa a acreditar mas ...
"Escândalo na 5 de Outubro!
Ministério da Educação trata dirigentes sindicais como criminosos
Na sequência da conferência de imprensa realizada esta manhã em Lisboa, os dirigentes das organizações que integram a Plataforma Sindical dos Professores dirigiram-se ao Ministério da Educação para entregar o Abaixo-Assinado, que recolheu mais de 30 mil assinaturas contra a fractura da carreira docente imposta pelo ME. Os responsáveis políticos do Ministério não só recusaram inicialmente o pedido de entrega do documento por uma delegação sindical (só mais tarde acabou por ser recebida pelo chefe de gabinete da Ministra), como chamaram a polícia para identificação dos dirigentes sindicais presentes.
Um verdadeiro escândalo! Inconcebível no Portugal de Abril".
Comentários, a iniciar a semana: uma recensão não-aleatória
Cara colega,
Seg Jun 04, 09:35:00 AM 2007"
Seg Jun 04, 10:33:00 AM 2007"
"Comment by Virgílio A. P. Machado
Com que então não conseguiu resistir à tentação de «dar uma voltinha» com o rjies?
Quanto à letra «k» é vê-la por aí a passear-se de carro com o beneplácito da DGV, mesmo não fazendo parte do alfabeto português.
Quem melhor que o Estado para dar o exemplo e pagar os vencimentos dos responsáveis por estas «habilidades»?
Outro exemplo de uma «habilidade»? O rjies, pois claro."
"Comment by Alexandre Sousa
RJIES é demasiada gramática, muita escolástica, pouca aritmética e zero inovação.
domingo, junho 03, 2007
Hão-de vir tempos melhores!
"Mesmo que a política esteja correcta (coisa que agora aqui não discuto) como se justifica que os que a têm de executar a não compreendam, primeira contradição, só se sintam prejudicados com as medidas que vão sendo adoptadas, segunda contradição, não aparentem ponta de motivação nem entusiasmo na execução do que lhes é determinado, terceira contradição, e só não abandonem a profissão porque não podem, contradição máxima?"
sábado, junho 02, 2007
O RJIES e as rosas em Agosto
sexta-feira, junho 01, 2007
RJIES – o contributo do senado da Univ. de Coimbra para a discussão
«[…]
5. O projecto em análise parte de uma visão muito limitada da nossa realidade, ignorando a diversidade institucional que a caracteriza e deixando às universidades uma estreita margem de escolha, que não permite ter em conta a história e a ´cultura` de cada uma das instituições universitárias.
[…]
9. O Senado da Universidade de Coimbra aceita que o Conselho Geral previsto no projecto/MCTES tenha um papel importante nas decisões estratégicas e no controlo dos órgãos de governo das universidades.
Mas entende que o direito de participar na gestão democrática das universidades implica a existência de órgãos colegiais próprios de cada instituição, com elementos saídos dela e representativos dos corpos que integram a comunidade universitária e das unidades orgânicas constituídas de cada universidade. […]
[…]
14. […]
Como explicar que sempre se tenha recusado às universidades públicas a garantia de financiamentos plurianuais em função de objectivos acordados, e se venha agora prometer às fundações financiamentos plurianuais de duração não inferior a três anos?. Não sendo de admitir que o governo se proponha ´congelar` parte do orçamento das fundações ou decidir sobre a utilização dos seus saldos de gerência, o Senado da Universidade de Coimbra só pretende idêntico procedimento para com as universidades públicas!
[…]»
Comentário: Quando é que a comunidade académica sedeada na UMinho vai discutir o documento em epígrafe? O Senado ou a Assembleia da UMinho ainda servem para alguma coisa com relevância estratégica?
http://jn.sapo.pt/2007/05/31/pais/privatizacao_universidades.html
RJIES - o fórum possível
(SBANC Newsletter, May 29, Issue 472-2007, http://www.sbaer.uca.edu/), que afirma que "The future influences the present just as much as the past", com a qual não posso estar mais de acordo.
quinta-feira, maio 31, 2007
RJIES - mais um comentário a valer a pena ser lido
"UNIVERSIDADES: Um projecto inconstitucional e perigoso".
Se puderem, não deixem de ler, e comentar. Podem até fazê-lo aqui, o comentário, digo.
Tentarei voltar ao tema.
J. Cadima Ribeiro
Humor (negro? laranja? rosa?)
quarta-feira, maio 30, 2007
terça-feira, maio 29, 2007
Serviço público - a CNPD declara que considera ilegítimos ...
«I. O pedido
1. O Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) apresentou à Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD) reclamação “ contra a intenção do Governo” de levar a cabo um tratamento de dados pessoais dos trabalhadores que aderirem à greve decretada para o próximo dia 30 de Maio de 2007 e a todas as greves que, de futuro, forem decretadas.
2. O requerente juntou cópias do despacho do Ministro de Estado e das Finanças, de 15 de Maio de 2007, e do despacho do Director do Serviço de Gestão de Recursos Humanos da Direcção-Geral dos Impostos, de 22 de Maio de 2007, proferido na sequência de despacho do Director-Geral dos Impostos, de 16 de Maio de 2007, exarado em nota da mesma data, distribuída aos serviços daquela Direcção-Geral e relativa ao “ Procedimento de apuramento de dados de adesão às greves na Função Pública”.
3. A instâncias da CNPD, o Ministro de Estado e das Finanças juntou cópia do formulário electrónico mencionado no seu despacho de 15 de Maio de 2007, o qual foi, entretanto, disponibilizado no site da Direcção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP).
4. Notificado para o efeito, o Director-Geral dos Impostos veio responder aos esclarecimentos solicitados pela CNPD no âmbito da participação do STE e juntar cópia do seu despacho de 16 de Maio de 2007, exarado na supracitada nota da mesma data.
Em razão do exposto, a CNPD delibera o seguinte:
1. O despacho do Ministro de Estado e das Finanças, de 15 de Maio de 2007, na medida em que não impõe aos serviços e organismos públicos a identificação dos trabalhadores ausentes por motivos de greve, não constitui um tratamento de dados pessoais.
2. Do mesmo modo, o formulário electrónico disponível no site da DGAEP e elaborado para dar cumprimento ao despacho ministerial também não constitui um tratamento de dados pessoais, apenas contendo dados referentes ao número global de trabalhadores.
3. O despacho do Director-Geral dos Impostos, de 16 de Maio de 2007, que impõe a comunicação, de forma autonomizada e no prazo de 48 horas, de dados de identificação dos trabalhadores que aderirem à greve viola a proibição de tratamento de dados sensíveis constante do n.º 3 do artigo 35º da CRP e dos n. os 1 e 2 do artigo 7º da Lei n.º 67/98, de 26 de Outubro.
4. O mesmo sucede com o despacho do Director do Serviço de Gestão de Recursos Humanos do Ministério das Finanças, de 22 de Maio de 2007, que impõe a comunicação, através de tratamento autonomizado no Mapa II, do número mecanográfico e do número de identificação fiscal dos trabalhadores que aderirem à greve.
5. Proibir, ao abrigo da alínea b) do n.º 3 do artigo 22º da Lei n.º 67/98, de 26 de Outubro, qualquer tratamento autónomo de dados relativos à adesão à greve por constituir violação do disposto no artigo 13º e no n.º 3 do artigo 35º, ambos da CRP, e nos n. os 1 e 2 do artigo 7º da Lei de Protecção de Dados Pessoais.
6. A CNPD declara que considera ilegítimos quaisquer outros eventuais tratamentos similares porventura previstos noutros organismos ou serviços da Administração Pública.
Notifique-se o STE, o Ministro de Estado e das Finanças e o Director-Geral dos Impostos.»
Nem a universidade escapa
segunda-feira, maio 28, 2007
RJIES - um comentário qualificado
A proposta de lei do regime jurídico das instituições de ensino superior.
UMinho condenada pelo Tribunal Adminstrativo
domingo, maio 27, 2007
“On the Edge: Securing a Sustainable Future for Higher Education”
OECD
Date: 2007-03-26
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:oec:eduaab:7-en&r=edu
(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)
sábado, maio 26, 2007
Don't be trapped by dogma
Steve Jobs
(citação extraída de SBANC Newsletter, May 1, Issue 468-2007, http://www.sbaer.uca.edu )
De vez em quando, uma boa notícia
Portal do Governo [http://www.portugal.gov.pt/]:
Reconhecimento público da Universidade Internacional de Lisboa e Figueira da Foz
sexta-feira, maio 25, 2007
"O novo modelo de poder"
A vida na UMinho continua animada, se bem que já tenha sido mais - comentário a uma certa entrevista
Afinal, quem quer ganhar na secretaria, não aceitando a vontade expressa dos funcionários é quem se entretém com reclamações e acções judiciais.
Não contentes com duas derrotas sucessivas, pelos vistos querem ter uma terceira derrota, dando corpo ao mote “não há duas sem três”.
O recurso para o Tribunal é só “fogo de vista”, para fazer render, e para parecer que acham que têm alguma razão.
Com o compadrio de Leandro Almeida e demais membros da Comissão Eleitoral lá conseguiram arrastar a homologação durante um mês, para impedir a posse dos funcionários eleitos e ganhar tempo enquanto conspiravam e preparavam o processo para o Tribunal.
Habituados a viverem há mais de quatro anos na ilegalidade, no sistema do “quero, posso e mando”, quando confrontados com a realidade, entram em desvario.
Bem confortados com os chorudos ordenados que a Reitoria lhes paga, nem se importam de perder tempo e dinheiro em atitudes patéticas como esta que só deixam ficar mal quem os acalenta."
quinta-feira, maio 24, 2007
UMinho: a melhor a seguir às 60 primeiras
A Universidade do Minho ocupa a 61.ª posição no Ranking Ibero-Americano de Instituições de Investigação, que avalia a produção científica de cerca de 750 universidades e instituições de investigação de dez países, foi ontem revelado.
Diário do Minho
2007-05-23"
Agora que estamos no bom caminho, já só falta fazer o essencial, a começar pela profunda renovação da organização, da estratégia e da liderança (desde há um tempo inexistente) da UMinho.
J. Cadima Ribeiro
/...
Ps:
"Caros colegas,
na sequência da recente publicitação nos meios de comunicação social do ranking de instituições de ensino superior, elaborado pela Fundação Universia, com base na produção científica, a Direcção do Departamento de Economia tem o prazer de informar que, em 2005, este se posiciona entre os 20 primeiros, dos 236 departamentos de economia do espaço Ibero-Americano.
Para mais informações pode consultar a página web http://investigacion.universia.net/html_inv/ri3/ri3/jsp/params/pais/baa/clase/bj.html
Cumprimentos,
Fernando Alexandre
Director do Departamento de Economia da Universidade do Minho"
(reprodução integral de mensagem de correio electrónico entretanto recebida, com a autoria identificada)
quarta-feira, maio 23, 2007
A vida na UMinho continua animada, se bem que já tenha sido mais - V
E esta!?
Memórias da festa
[...]
Ficaram de fora da votação:
1- [...].
2- [...].
3- O Processo de Bolonha, porque nem o reitor sabe o que isso é!
[...]
Vários perigos corre a UM,
Charles tropa a administrar
Adolfo vidal nos sassum,
Só faltava o Patente, uma casa de putas montar.
[...]
Aos futuros candidatos Mota e Cunha
A Gata lhes vai oferecer
Um livro de marketing político
Para não fazerem figuras tristes
Iguais às do Moisés perdedor
[...]
Ao Cunha do MIT
Embaixador o vou nomear
As visitas aos Estados Unidos
A Universidade anda a custear
[...]
Ao Pró Luis Lobão
Uma viagem para o Iraque lhe deixo
grande fã do anormal Bush
Talvez ele resolva a situação
[...]
Desses candidatos ao Paço
Nenhum me parece bem
De engenheiros estou farto
Não há por aí mais ninguém???
[...]"
(extractos do Testamento da Gata 2007, 69ª edição, UMinho)
terça-feira, maio 22, 2007
Reequacionar Bolonha?
domingo, maio 20, 2007
“CSR and Social Marketing: What is the desired role for Universities in fostering Public Policies?”
Leitão, João
Silva, Maria José
Keywords: Corporate Social Responsibility; Government Policy; Social Marketing.
Date: 2007-04-25
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:pra:mprapa:2954&r=edu
(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)
sábado, maio 19, 2007
Doutoramentos conjuntos
quinta-feira, maio 17, 2007
Reforma do Ensino Superior e Espectáculo Mediático
Para rir - uma pausa em dia de festa - II
quarta-feira, maio 16, 2007
Para rir - uma pausa em dia de festa
Universidade do Minho explora património de Monção
A Universidade do Minho (UMinho) e a Câmara Municipal de Monção, através dos seus responsáveis, estabeleceram ontem um protocolo de cooperação. A UMinho vai agora explorar as potencialidades da região fronteiriça.
(reprodução integral de notícia publicada no jornal Correio do Minho em 07/05/15, com o título e autoria identificados - itálicos/sublinhados meus)
Momentos rosa às riscas - uma pausa em dia de festa
pores-do-sol vermelhos
e arco-íris brancos…
Onde se escondem?
As abelhas nas flores os procuram,
as toupeiras no solo
e as borboletas em loucos desvarios no ar.
E o(a) estudante?
Esse(a) procura-os iludindo as aulas
e alimentando o sonho
de permanecer, para sempre, estudante.
J. Cadima Ribeiro
(adaptado de José Pedro Cadima, “Poemas 2006” - contributo para o livro de curso da Lic. em Economia, 2007)
terça-feira, maio 15, 2007
Não vi nenhuma utilidade no RJIES!
(extracto de mensagem, datada de 07/05/15, intitulada "Antes e depois do teste de JOB", disponível em Polikê?)
segunda-feira, maio 14, 2007
Novo regime jurídico das instituções de ensino superior - um comentário
domingo, maio 13, 2007
Do correio electrónico nos limites à difusão da informação na Escola de Engenharia
“Assunto: Re: SERVIÇO DE CORREIO NOS LIMITES”
(mensagem que me caiu na caixa de correio electrónico em 07/05/09, com a origem identificada)
“Assunto: Re: SERVIÇO DE CORREIO NOS LIMITES"
«Caros colegas,
Ismael Vaz
(mensagem que me caiu na caixa de correio electrónico em 07/05/10, com a origem identificada)
/...
iii) Momento n+3
“Assunto: Re: Difusão da informação interna na EEng”
”Nos últimos dias tem-se assistido a uma crescente utilização abusiva do endereço de carácter institucional todos@[..].pt. De facto, a utilização deste endereço está regulamentada pelo despacho Reitoral RT-10/2007, em anexo, o qual define claramente no ponto 1 o enquadramento da divulgação da informação. A Escola de Engenharia, face a estes últimos desenvolvimentos, irá tomar uma posição, em sede de Conselho de Gestão que se realizará na próxima terça-feira, quanto à eventual necessidade de moderar a referida lista. Até à referida reunião este endereço estará suspenso. Com os melhores cumprimentos.
Campus de Azurém”
(mensagem que me caiu na caixa de correio electrónico em 07/05/11, com a origem identificada)
iv) Momento n+4
“Assunto: Re: Difusão da informação interna na EEng"
"Caro Sr. Eduardo Ferreira,
Acho muito bem! Já era transparência e liberdade de expressão a mais.
(mensagem de correio electrónico emitida em 07/05/11, com a origem identificada)
sábado, maio 12, 2007
A vida na UMinho continua animada, se bem que já tenha sido mais - IV
"Exmº Senhor
Reitor da Universidade do Minho
Os funcionários não docentes, eleitos no dia 28 de Março de 2007, em representação do respectivo corpo, para o Senado Universitário e Assembleia da Universidade do Minho, vêm apresentar a V. Exª “Exposição” sobre todo o processo eleitoral e, designadamente, sobre a actuação da Comissão Eleitoral, conforme a seguir enunciado:
PONTO I
1. O “Regulamento Eleitoral dos representantes dos professores, dos docentes e investigadores não doutorados e dos funcionários não docentes”, anexo à Circular RT-21/92, determina, no artº 3º, nº 1 que “a Mesa do Plenário da Assembleia da Universidade [...] diligenciará para que, até trinta dias antes do termo do mandato dos membros ...”, sejam desencadeados os procedimento tendentes à realização de novo acto eleitoral.
2. E o Regimento do Senado Universitário, publicado no Diário da República, II Série, de 17 de Junho de 2000, dispõe que o mandato dos membros do Senado é de dois anos para os representantes dos funcionários (artº 17º, nº 1, al. a); cfr, al. a) do nº 5 do artº 21º do Estatutos da Universidade do Minho).
3. Ora, tendo os Representantes dos Funcionários iniciado funções em Janeiro de 2005, com a tomada de posse na primeira Reunião Ordinária do Senado Universitário, no cumprimento da deliberação da Assembleia da Universidade, deveriam ter sido desencadeados os competentes mecanismos eleitorais, para assegurar os novos mandatos, “até 30 dias antes”, ou seja, em Dezembro de 2006.
4. Porque assim, foram violados o artº 3º, nº 1, do “Regulamento Eleitoral”, aprovado pela Assembleia da Universidade e o artº 17º, nº 1, al. a), bem como o artº 21º dos Estatutos da Universidade do Minho.
PONTO II
5. Os funcionários apresentaram requerimento ao Presidente da Comissão Eleitoral, em 2 de Abril nos termos do nº 2 do artº 45º do Código do Procedimento Administrativo, suscitando o impedimento de Victor Manuel Soares e Ana Sirage na participação “em todo e qualquer acto relativo ao processo eleitoral para os representantes dos funcionários não docentes para a Assembleia e para o Senado Universitário da Universidade do Minho, designadamente no que se refere à sua intervenção nas reuniões da Comissão Eleitoral”.
5.1. O Presidente da Comissão Eleitoral, infringindo o disposto no nº 3 do artº 45º, o artº 47º e no artº 9º do Código do Procedimento Administrativo, não decidiu o incidente de impedimento.
Fez público ainda, através de divulgação das actas das reuniões posteriores que havia voltado a convocar os impedidos para as reuniões.
5.2.Os impedidos não suspenderam a sua participação no procedimento, até decisão do incidente, violando assim o artº 46º do Código do Procedimento Administrativo.
6. Os funcionários não docentes, reclamantes, não foram até à data notificados da decisão do Presidente da Comissão Eleitoral sobre a Reclamação apresentada em 2 de Abril de 2007,relativa à retenção dos resultados das votações das Mesas de Azurém e de Gualtar, visto não ter sido apresentado por qualquer eleitor reclamação ou protesto fundamentado, nos termos estipulados no Regulamento Eleitoral.
Naquela Reclamação, foi também argumentado que mesmo contabilizados todos os votos no funcionário a que corresponderia o nº 825 nos cadernos eleitorais (face à “justificação” constante da Acta da reunião da Comissão Eleitoral de 3 de Abril (4/07) na eleição para a Assembleia da Universidade, tal contagem não afectaria os resultados registados, pelo que inexistiria razão para a Comissão Eleitoral não submeter o resultado eleitoral final ao Reitor. E em todo o caso, motivo algum justificava a normal tramitação do processo eleitoral dos representantes dos funcionários no Senado Universitário.
PONTO III
7. A Acta nº 6/07, relativa à reunião realizada no dia 2 de Maio, contém em todos os seus parágrafos, um somatório de incorrecções de natureza factual e legal.
Desde logo, no “ponto prévio”, reiterando o desrespeito pelo incidente de impedimento suscitado pelos funcionários em 2 de Abril vem mencionado que o Presidente da Comissão Eleitoral afirmou que “em virtude de já não existirem listas” havia decidido convocar apenas os elementos presentes. Ora, para além do “interesse” dos dois funcionários visados, Victor Soares e Ana Sirage, o Requerimento dizia expressamente que em virtude de a Circular 3/07, de 22 de Março, ter difundido que a eleição dos funcionários seria nominal, tinham perdido aqueles elementos o direito conferido pelo nº 3 do artº 5º do Regulamento Eleitoral, de integração em representação de “listas”, na Comissão Eleitoral.
8. A tudo acresce o facto da participação do Representante dos Professores ser de natureza substantiva diferente da dos funcionários / candidatos visto que, a entender-se não dever esse membro integrar a Comissão Eleitoral a partir da eleição, a sua presença constituiria, sempre mera irregularidade. Ao invés, a participação dos impedidos, constitui(ía) causa de invalidade das decisões tomadas com a sua participação.
9. Na mesma Acta vem mencionado que, a solicitação do Presidente, a Comissão Eleitoral “convalidou” as decisões tomadas em reuniões anteriores. Ocorre, porém, que um dos efeitos da declaração de impedimento de acordo com o artº 47º do C.P.A., é precisamente a não convalidação dos actos do procedimento em que tenham intervido os impedidos.
10. Seguidamente, diz aquela Acta que os membros da Comissão Eleitoral “decidiram explicitar” “que a sua dificuldade inicial” se deveu a “discrepâncias formalmente suscitadas pelas Mesas de voto e por alguns eleitores”.
Esta afirmação é desmentida pelos documentos integrantes do processo eleitoral, visto que a Mesa de Voto de Azurém nada referiu sobre o assunto, a de Gualtar se limitou a constatar um considerável número de votos em número inexistente nos Cadernos Eleitorais e eleitor algum suscitou “formalmente” qualquer Reclamação.
Isto mesmo foi claramente evidenciado pelos funcionários que registaram o maior número de votos, na sua Reclamação, e consta ainda do parecer da Assessoria Jurídica a que a Acta da Reunião faz alusão.
11. No ponto seguinte da Acta vem referido que os presentes passaram “à análise e decisão sobre exposições e requerimento”, sem acrescentar, como devido, o conteúdo da decisão tomada e seus fundamentos, o que afronta o disposto no nº 1 do artº 27º do C.P.A., relativo às actas dos órgãos colegiais que determina serem tais menções obrigatórias.
12. A acta da última reunião da Comissão Eleitoral é omissa ainda quanto às diligências que a própria Comissão havia deliberado incumbir o Presidente, na reunião de 29 de Março (Acta nº. 3/07), junto da Direcção de Recursos Humanos sobre eventual “inclusão de pessoas sem vínculo de funcionário”, o que se afigura grave.
13. Por último, num exercício auto-avaliativo do seu desempenho, a Comissão Eleitoral fez lavrar em Acta que “todos os actos e deliberações por si tomados foram única e exclusivamente determinados por preocupação de transparência, igualdade e defesa dos legítimos interesses de todos...”
Porém, ao invés, resulta à evidência de todo o processo que a Comissão Eleitoral actuou de forma parcial e desigual, no que ao corpo de funcionários da Universidade do Minho diz respeito.
14. No que se refere ao “Relatório” apresentado a V. Exa., para homologação, nos termos do art. 12º do Regulamento Eleitoral, vem indicado, incorrectamente, que a segunda volta das Eleições que se realizou no dia 28 do “corrente mês”, sendo o mês em curso o de Maio e tendo as eleições ocorrido no mês de Março.
15. Os funcionários eleitos, cientes de que o Colégio Eleitoral e toda a Academia têm uma clara percepção do modo como um processo eleitoral se desenrolou, bem como da gravidade do sucedido, deixam aqui registado o seu repúdio por todas as ocorrências e irregularidades atràs descritas, esperando que em eleições futuras sejam devidamente respeitados os princípios eleitorais consignados no Regulamento Eleitoral, aprovado pela Assembleia da Universidade do Minho, em Reunião Plenária de 11 de Novembro de 1992.
Braga, 8 de Maio de 2007.
sexta-feira, maio 11, 2007
A vida na UMinho continua animada, se bem que já tenha sido mais - III
Ex. mo Senhor Presidente da Comissão Eleitoral,
Prof. Leandro Almeida,
Venho responder-lhe à mensagem que me dirigiu, onde afirma que o processo eleitoral tem sido conduzido com o “máximo de isenção e de rigor”. No entanto, não é essa a minha opinião e, creio, de grande parte da academia. Essa afirmação só poderá ser entendida como uma nova versão do “newspeak” orwelliano, onde o que se diz é o contrário do que se faz.
Sobre a forma como este processo eleitoral tem sido conduzido, convém evidenciar alguns aspectos:
1. Os resultados relativos à eleição dos funcionários não foram enviados para homologação pelo facto de haver 159 votos num número não constante nos cadernos eleitorais. No entanto, as mesas de voto consideraram esses votos nulos, de acordo com as regras estabelecidas pela Comissão Eleitoral.
2. Acresce que a contabilização destes votos não alterava a ordem dos funcionários mais votados.
3. Contrariamente ao que é afirmado na Acta nº 6, não houve qualquer questão suscitada, relativamente aos cadernos eleitorais, quer pelas mesas de voto quer por qualquer eleitor, o que aliás foi apontado no ponto 3 da reclamação dos funcionários que obtiveram a maioria dos votos.
4. Só após esta reclamação é que foi apresentada, por alguns eleitores da lista derrotada de funcionários, um pedido de repetição das eleições, em 4 de Abril de 2007 (ver Acta nº 5) e, portanto, claramente fora de prazo. Este é também o entendimento reconhecido no parecer da Assessoria Jurídica (AJ) que, na página 6, afirma que “não foi apresentada qualquer reclamação ou protesto”.
5. Ficaram por esclarecer os critérios de constituição dos cadernos eleitorais dos funcionários, nomeadamente o crescimento do número de funcionários relativamente ao escrutínio de 2005 (624 inscritos), por comparação com o escrutínio de 2007 (824 inscritos). Na acta nº 3, a Comissão Eleitoral “decidiu incumbir o seu Presidente“ do esclarecimento desta questão junto da Direcção de Recursos Humanos.
6. Enquanto Presidente, V. Exa. não decidiu sobre os protestos que lhe foram dirigidos, nomeadamente sobre o incidente de impedimento relativo aos representantes das listas de funcionários derrotadas. Mais grave ainda, voltou a convocar estes representantes para reunião posterior.
7. Acresce ainda que V. Exa. protelou o envio do pedido de parecer à AJ.
8. O efeito prático desse protelamento foi a impossibilidade de os funcionários mais votados no acto eleitoral de 28 de Março terem os resultados homologados em tempo e não poderem participar na primeira reunião do Senado Universitário subsequente ao acto eleitoral, realizada no passado dia 30 de Abril.
9. Não é possível deixar de notar, ainda, que também os professores e docentes e investigadores não doutorados, não foram convocados para tomar posse na mesma primeira reunião. Alegou, a propósito, o secretariado do Senado Universitário que “os actuais representantes, no Senado, dos professores e dos investigadores não doutorados foram investidos na reunião plenária do Senado de 2 de Maio de 2005, pelo que o respectivo mandato só perfará o período de dois anos acima referido, no dia 2 de Maio de 2007”. Esta interpretação peculiar está, de resto, em completa contradição com a lei e com as práticas anteriores. Basta, de facto, atentar nas datas das anteriores tomadas de posse: 2001, 29 de Janeiro, todos os corpos; 2003, 27 de Janeiro, todos os corpos; 2005, 24 de Janeiro, corpo de funcionários, 2 de Maio, corpo de professores e corpo de docentes e investigadores não doutorados.
10. Não deve haver registo na UM de um processo eleitoral que se tenha arrastado por mais de um mês.
Por estas razões, não posso partilhar a sua opinião de normalidade, isenção, rigor e correcção de processos no que se refere a este acto eleitoral.
Mais ainda, como afirma o parecer da AJ (paginas 7 e 8), ao não proclamar eleitos os funcionários, a Comissão a que preside pôs “em causa o princípio da igualdade”.
De facto, parece haver alguma dificuldade em reconhecer a verdade eleitoral: uma lista de professores que ganha uma eleição e que não é chamada a tomar posse, um conjunto de docentes não doutorados eleitos a que também não é dada posse, um conjunto de funcionários legitimamente eleitos e cuja eleição tarda mais de um mês a ser homologada.
Em conclusão, foi criado, com esta situação, um grave mal-estar na Academia. Mais ainda, ao ser protelada a posse aos eleitos, prolongando, assim, inexplicavelmente e de forma indevida, os mandatos anteriores, a Academia não vê respeitada a sua vontade, democraticamente expressa nos actos eleitorais que agora, tão tardiamente, terminam.
Pedro Oliveira
(Membro da CE, enquanto mandatário da lista de professores)"