Fórum de Discussão: o retorno a uma utopia realizável - a Universidade do Minho como projecto aberto, participado, ao serviço do engrandecimento dos seus agentes e do desenvolvimento da sua região

terça-feira, outubro 30, 2007

Agora que a campanha eleitoral começou...

"RE: RJIES - Sabia que . (3) Órgãos das Escolas
Rui Luís Gonçalves Reis"
[...]
"Meus caros,
Proponho que se constitua um fórum de discussão sobre o assunto ou então que só quando existirem listas e campanha eleitoral nos comecem a encher as caixas de correio.

E um assunto extremamente importante, mas como é óbvio todos sabemos ler, e o RJIES é uma lei aprovada da Républica! Quem está interessado na lei e nestas questões (como é o meu caso) sabe todos os pormenores e até participou em muitas discussões quando ainda havia algo a discutir sobre a redacção da lei. Agora só há que pensar em como usar a lei (que com diversos defeitos é na minha opinião um bom regime) para o benefício da U. Minho e claro como redigir os melhores estatutos possíveis. Isso é que é crítico e certamente muito importante para o nosso futuro colectivo.

Cumprimentos
Rui"
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(mensagem, de distribuição universal na rede da UMinho, que me caiu esta tarde na caixa de correio electrónico)
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Comentário: pró-fórum o que é do fórum! O problema é que, na UMinho (e julgo que noutras instituições, de igual modo), há quem não goste de fóruns e, muito menos, de ser questionado(a) sobre o modelo de Universidade que defende/prossegue; fico a aguardar os próximos capítulos.

Curiosidade

"Um altíssimo dignitário da eurocracia, ex-comissão, ex-MNE de um pequeno Estado, donde também foi ilustre ministro educativo e reitor de universidades, uma pública e outra privada, utilizando os axiomas da ciência exacta de que é especialista, veio decretar, do alto da suas circulações cortesãs, que os referendos a tratados europeus não são democráticos [...]"
José Adelino Maltez
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(extracto de mensagem, datada de 07/10/30 e intitulada "De complexione quae fit concursu primae...ou mens agit molem", disponível em Sobre o tempo que passa)

segunda-feira, outubro 29, 2007

Manifestando-me

No âmbito da reformulação estatutária que está em vias de ser desencadeada na UMinho, concorda com a necessidade do lançamento de uma reflexão sobre a adequação da oferta educativa da Instituição às necessidades sociais e aos recursos disponíveis nas Escolas/Departamentos?
Eu responderia: sem dúvida! Tal reflexão já se justificava antes da reestruturação dos cursos suscitada pela aplicação da Declaração de Bolonha e mais se justifica agora porque: i) a questão da empregabilidade deveria ter sido um dos parâmetros que deveria ter informado essa adequação dos cursos e não foi, por razões externas à UMinho e por razões internas; e ii) porque, depois dessa reestruturação, a oferta se oferece ainda mais caótica, convivendo em algumas Escolas Universitárias projectos de ensino, a nível de 1º ciclo, de banda larga com outros de natureza politécnica. Há casos até, como acontece na EEG, em que os cursos se canibalizam.
Situações como esta que menciono têm muito que ver com a persistência de lógicas em que são os recursos disponíveis e as estratégias de poder dentro dos Departamentos que ditam a oferta educativa e não a existência claramente identificada de uma procura social, presente ou potencial. São apostas na preservação da inércia, mesmo que seja clara a sua insustentabilidade a médio-prazo.
Repito a pergunta: concorda com a necessidade do lançamento de uma reflexão sobre a adequação da oferta educativa da Instituição às necessidades sociais e aos recursos disponíveis nas Escolas/Departamentos?

J. Cadima Ribeiro

domingo, outubro 28, 2007

RJIES: uma lei inspirada na teoria do pecado original?

Estranha forma de representação

(título de mensagem, datada de 07/10/27, disponível em Campo Lavrado)

Para romper com a pasmaceira: o retorno a um passado remoto

Ainda há esperança
“Há algum tempo, um colaborador do «Notícias do Minho» despedia-se dos seus leitores alegando falta de objecto de análise ou, melhor, de combate. Na ocasião, cheguei a considerar seguir-lhe o exemplo, não tanto porque as nossas crónicas convergissem no objecto mas, antes, porque este apontamento jornalístico (Crónicas de Maldizer) se aprestava para fazer um ano.
O simbolismo da data tornava-a particularmente indicada para uma despedida em beleza. Havia, no entanto, o inconveniente da coincidência a que atrás me reporto e, para minha desgraça, o dito ex-colaborador tinha tomado a iniciativa. Por outro lado, se o momento de celebração de um ano de maldizer, salvo seja, era uma boa ocasião para procurar novos rumos, muito melhor oportunidade teria sido a comemoração do primeiro mês ou dos primeiros quinze dias. Aliás, se bem que não me recorde quem seja o autor do dito, comungo em grande parte da ideia que «não há como a primeira vez» (ou será «não há amor como o primeiro»?).
Assim sucedendo, qualquer ocasião posterior era tão boa como qualquer outra para dizer, portuguesmente, «bye, bye». Chateava-me, entretanto, a perspectiva que alguém pudesse tirar gozo pessoal do termo das minhas crónicas: conforme deixei expresso algures, os meus escritos sempre tiveram por propósito primeiro o prazer que tiro deles e só a ideia de alguém retirar daí mais gozo que eu era bastante para incomodar-me.
Tomada a decisão de permanecer no activo, permaneceu a eterna dificuldade de encontrar assunto. A verdade é que, apeado Cavaco, a análise política e jornalística ficaram, apesar de tudo, mais pobres. Realmente, há que convir que não é fácil imitar no disparate, na arrogância, na falta de bom senso, os protagonistas maiores da vida política da última década.
Se a ocasião era já de pasmaceira e escasseavam os motivos para a análise e para a crítica social até Outubro pp., depois dessa data então entrámos em período de crise aguda, e há o receio que à crónica de opinião volte a não sobrar outro tema que não seja o percalço da Sra. Etelvina no outro dia em que foi ao mercado comprar cebolas (ou tomates, já não tenho bem presente).
Resta-me, todavia, a expectativa que o Eng. Guterres e os seus doutos ministros rapidamente se ajustem às cadeiras do poder e, na boa tradição dos que os precederam, encetem a senda da asneira. Por exemplos passados, acredito que há razão para manter acesa a esperança. Muito me desiludiria o governo do Eng. Guterres se isso não viesse a suceder a curto-prazo.”

J.C.

(reprodução integral de crónica do autor identificado publicada no jornal Notícias do Minho de 95/11/25, em coluna regular genericamente intitulada “Crónicas de Maldizer”)

sábado, outubro 27, 2007

"Gago não vai conseguir o estatuto de Veiga Simão"

«[...] desde já, se nota que Gago não vai conseguir o estatuto de Veiga Simão e não conseguirá a "révolution d'en haut", pelo menos na sua universidade que, por acaso, também é a minha.»
[...]
«Uma escola tem que ser uma efectiva instituição, dotada de uma ideia de obra, de regras próprias de processo e contando com uma efectiva adesão dos próprios membros.»
[...]
«A necessária reforma universitária, sem esquecer os princípios, também deve reconhecer que toda a racionalidade é complexa, que as essências só se realizam na existência e que os princípios só têm sentido quando são capazes de diálogo com as circunstâncias do tempo e do lugar.»
José Adelino Maltez
(extractos de mensagem, datada de 07/10/26 e intitulada "Pensar a escola livre, em dia de cimeira russo-europeia", disponível em Sobre o tempo que passa)
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Comentário: é curioso como é fácil encontrar nos textos de alguns colegas universitários (e poder-se-ia tomar a designação de Ensino Superir, ao invés) ideias que vão ao encontro da nossa reflexão, mesmo quando há um mar de diferenças em matéria de paradigma científico e filosófico e de vivências humanas a separar-nos; talvez seja porque permanecemos espíritos livres e porque a Universidade nos importa, isto é, não nos serve uma universidade qualquer.

sexta-feira, outubro 26, 2007

É preciso atitude e estratégia

"É preciso atitude e estratégia, porque tecnologia há muita por aí [...]"

João Orvalho

(extracto de mensagem, datada de 07/10/25 e intitulada "COIMBRA 2.0 (Publicado no Diário de Coimbra, em 25/10/07)", disponível em Livre Circulação)

quarta-feira, outubro 24, 2007

Manifestando-me

No âmbito da reformulação estatutária que está em vias de ser desencadeada na UMinho, concorda com a necessidade do lançamento de uma reflexão sobre a racionalidade da organização científica/departamental das Escolas, avaliando a oportunidade de promover a criação de estruturas orgânicas cientificamente mais consistentes e melhor dimensionadas?
Eu responderia: estou inteiramente de acordo. Estou de acordo na medida em que: i) a organização departamental actual está longe de ser racional e, portanto, eficaz; ii) convivem na UMinho algumas macro-estruturas com Escolas que, pela sua dimensão e identidade científica, estão longe de poder ser projectos viáveis; e iii) a formação não está hoje mais a montante da investigação, mas insere-se no próprio processo de criação de conhecimento, e é necessário ter isso presente na organização da Universidade e na definição da sua missão, com expressão na organização em Escolas e na oferta de ensino.
Repito a pergunta: concorda com a necessidade do lançamento de uma reflexão sobre a racionalidade da organização científica/departamental das Escolas, avaliando a oportunidade de promover a criação de estruturas orgânicas cientificamente mais consistentes e melhor dimensionadas?

J. Cadima Ribeiro

terça-feira, outubro 23, 2007

Enquanto alguns brincam aos jogos de poder ...

"Ao nível directivo, o I³S vai ter um conselho de gestão e coordenação, com membros das três instituições fundadores. O equivalente ao CEO será uma personalidade externa e independente. Já há um convite à espera de resposta, motivo pelo qual o nome ainda se encontra em segredo."
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(extracto de mensagem, datada de 07/10/23 e intitulada "Novo superinstituto de investigação do Norte é formalizado este mês", disponível em Blog de Campus)
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Comentário: a notícia de que se reproduz extracto parece-me particularmente oportuna numa ocasião em que há quem insista, na UMinho e não só, que estratégia é arrebanhar uns quantos incautos que garantam a preservação ou o acesso ao poder na organização, e gerir uma estrutura complexa como uma universidade é ser capaz de fazer contas de merceeiro - sendo certo que os há, a brincar aos gestores, que nem essas contas são capazes de fazer.

Coisas tristes, em tempo de implementação do RJIES

Cartas Abertas e Assembleias Várias

(título de mensagem, datada de ontem, disponível em Co-Labor)
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Comentário: mais comentários para quê? A realidade, de tão triste, dispensa-os bem.

A norte: o desastre em matéria de estratégia de desenvolvimento e de ordenamento do território

A Comissão Europeia divulgou há alguns meses um relatório sobre a situação nas regiões da União Europeia de onde resultava que o norte de Portugal (NUT II norte) emergia como a área do território nacional mais pobre, isto é, com o PIB per capita mais baixo. Há pouco mais de um par de semanas, o INE divulgou, por sua vez, um “Estudo sobre o Poder de Compra Concelhio - 2005”, de onde ressaltava que não era óbvia a convergência da NUT II norte com a média nacional e, sobretudo, que a dispersão de níveis de poder de compra nesta unidade estatística persistia muito elevada, ao contrário do evidenciado pela generalidade do país.
Quem rejeite a ideia de fatalidade na evolução dos fenómenos económicos não pode deixar de questionar porque é que isso acontece e a consistência das políticas públicas que ditaram tal resultado, muitas delas suportadas por fundos comunitários e nacionais vultuosos, aparte a equidade da distribuição destes pelas diferentes regiões. Na minha condição de observador da evolução da realidade desta parcela do território nacional e de técnico interveniente nalgumas operações de planeamento, não posso deixar de pensar que os resultados a que se chegou são, em grande medida, fruto de estratégias de desenvolvimento e de políticas de ordenamento do território erradas.
Avançando esta posição agora, mais não faço do que repetir o que venho afirmando desde há 25 anos, com o “conforto” que me dão nesta altura os números a que me reporto. Quero eu dizer: quem se atreve agora a classificar de bom o desempenho económico das últimas décadas do norte de Portugal e de acertadas as orientações de política prosseguidas?
Para não me ficar pelo enunciado de ordem geral, retenho do “Estudo sobre o Poder de Compra Concelhio - 2005” alguns números. A esta recensão de números acrescentarei, a concluir, duas ou três orientações de estratégia, alternativas às que vêm sendo prosseguidas pela CC(D)R-N e pelos Governos, desde os anos 80 do século XX. Essas notas parecem-me ter particular pertinência na ocasião em que está em preparação o chamado Plano Regional de Ordenamento do Território e um estudo de impacte da construção de uma linha férrea de um comboio de velocidade alta entre Porto e Vigo.
Passemos aos números sobre o poder de compra concelhio, isto é, ao índice de poder de compra, como medida da posição relativa dos municípios em termos de capacidade aquisitiva média. Os dados sobre os municípios minhotos invocados são comparados com os das respectivas NUT III e NUT II e os de Porto e Lisboa. São eles os seguintes:
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Portugal (território base) – 100
NUT II Norte – 85,45
NUT III Minho-Lima - 70,72
-Arcos de Valdevez – 52,49
-Valença – 74,11
-Viana do Castelo – 87,45
NUT III Cavado – 82,47
-Barcelos – 67,05
-Braga – 105,83
-Terras de Bouro – 47,36
NUT III Ave - 74,57
-Guimarães – 77,50
-Póvoa de Lanhoso – 59,38
-Vila Nova de Famalicão – 81,55
NUT III Tâmega - 61,57
-Cabeceiras de Basto – 52,88
-Celorico de Basto – 48,50
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Lisboa – 216,04
Porto – 164,26
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O contraste dos números diz bem das assimetrias de desenvolvimento que se configuram no território em análise.
Respostas consequentes à situação da NUT II norte têm que assumir as fragilidades de partida, e ser ousadas. Nessas respostas, tem que tomar papel estruturador a rede urbana, caracterizada na actualidade pelos seguintes tipos de áreas: i) a Área Metropolitana do Porto (AMP), que constitui um espaço maioritariamente urbano, com fortes relações de interdependência funcional interna; ii) uma mancha urbano-industrial descontinua, envolvente da AMP, integrada por cidades de pequena e média dimensão e por contínuos rururbanos; iii) uma área de consolidação urbana, que se consubstancia no quadrilátero constituído pelas cidades de Braga, Guimarães, Famalicão e Barcelos, que se vem progressivamente reforçando pela via da atracção que exerce sobre as áreas envolventes; iv) áreas de intermediação, onde prevalecem conflitos no uso dos solos, escassa dotação de infra-estruturas e espaços urbanos fragmentados; e, v) áreas rurais, caracterizadas por uma estrutura económica frágil e por baixos níveis de prestação de serviços.
A consolidação de espaços urbanos funcionalmente mais autónomos tem implicações para a área metropolitana do Porto, o que não deve inibir a sua potenciação, assumindo a polinucleação que o território já evidencia, o que implica a partilha da sua centralidade competencial com outras centralidades tendencialmente mais dinâmicas, com destaque para o quadrilátero urbano acima nomeado, mas, igualmente, com Viana do Castelo, que tem vindo a consolidar a sua especialização a nível turístico, ambiental e de lazer.
Neste quadro de superação de fragilidades do tecido produtivo, assume particular importância o investimento na qualificação das redes de transportes e comunicações, incluindo as de âmbito transfronteiriço, fazendo particular sentido explorar a capacidade de um equipamento como o comboio de altas prestações como instrumento de consolidação de uma estrutura urbana mais equilibrada e de abertura de novas vias para o desenvolvimento. Esclareça-se entretanto que o uso do conceito de rede quer significar, em simultâneo, inter-operacionalidade de canais e multi-modalidade, dimensões estas onde subsistem particulares estrangulamentos quer na operação interna quer na relação com o exterior.
Na falta de espaço para aprofundamento das ideias de política esboçadas, fica a promessa de um regresso ao tema.
J. Cadima Ribeiro
(artigo de opinião publicado na edição de hoje do Diário do Minho - Suplemento de Economia)

segunda-feira, outubro 22, 2007

Manifestando-me

Considera conciliável a autonomia orgânica das Escolas e a defesa do princípio da co-optação dos presidentes pelo reitor, de entre um número limitado de professores daquelas, proposto pelos respectivos corpos de doutores?
Eu responderia: sem dúvida! Se os princípios que defendemos em matéria de gestão das Escolas e da Universidade, como um todo, são afirmação de capacidade de decisão e responsabilização (quer dizer, definição clara de competências e de responsabilidades), agilidade e sentido estratégico, articulados com participação/envolvimento dos seus agentes, esta é uma boa forma de responder à actual realidade onde, amiúde, se assiste à configuração de concertações oportunísticas de votos, isto é, a vitórias eleitorais que resultam da prevalência da ideia de que o que importa é preservar a inércia, mesmo que esta se materialize na cultura da mediocridade. Esclareça-se, adicionalmente, que a Universidade em que estou a pensar é uma (como deviam ser todas) em que as Escolas (e os Centros de Investigação) são as unidades básicas de gestão de recursos e as entidades verdadeiramente operacionais, não sendo as Reitorias mais do que conselhos de administração das “holdings” que as universidades são.
Obviamente, esta solução não é feita a pensar no actual inquilino da Reitoria da UMinho. Se fosse, nunca apareceria.
Repito a pergunta: considera conciliável a autonomia orgânica das Escolas e a defesa do princípio da co-optação dos seus presidentes pelo reitor, de entre um número limitado de professores daquelas, proposto pelos respectivos corpos de doutores?

J. Cadima Ribeiro

sábado, outubro 20, 2007

Manifestando-me

Caro(a) colega,
Sabe que a reitoria da UMinho está a promover uma lista candidata à Assembleia Estatutária estruturalmente constituída pelos actuais presidentes das Escolas? Surpreende-o(a)? Isso não lhe causa repugnância?
Eu responderia: quando as lógicas são apenas de poder e não de projecto, tudo é possível. Aliás, o modelo de bloco central vem presidindo há gestão da coisa pública em Portugal quase desde a reposição da democracia formal, no pós 74, com os resultados, lamentáveis, que são conhecidos de todos em matéria de desenvolvimento, equidade e coesão social. Não sendo a Universidade uma ilha, não admira que esse modelo possa ser trazido para a sua governação. Surpreendente, sim, seria assistir-se a um movimento de revolta contra os baronatos e as alianças de conveniência.
Repito a pergunta: surpreende-o(a) o aparecimento na UMinho de uma lista candidata à Assembleia Estatutária promovida pelo reitor e estruturalmente constituída pelos actuais presidentes das Escolas?

J. Cadima Ribeiro

sexta-feira, outubro 19, 2007

A aplicação do RJIES - curiosidades

A propósito de calendários eleitorais para a aplicação do RJIES e de objectividade e clareza dos articulados dos regulamentos, julgo valer a pena trazer aqui o exemplo da Universidade do Algarve. Atente-se no seguinte:
i) reunião do senado e calendário eleitoral:
- data da reunião do senado - 17 de Outubro;
- prazo limite para apresentação de listas - 31 de Outubro;
- acto eleitoral - 14 de Novembro.
ii) algumas curiosidades do articulado do regulamento eleitoral:
- Artigo 7.º (Da apresentação de candidaturas)
"3. As listas a que se refere o número anterior traduzirão necessariamente uma composição equilibrada dos subsistemas da Universidade do Algarve, para o que devem ser constituídas com uma ordem que alternem os membros pertencentes a cada subsistema, e congregarão docentes das várias áreas do saber desenvolvidas na Universidade. As listas serão ainda acompanhadas de uma súmula orientadora da acção a desenvolver, que não poderá exceder 2 (duas) páginas.
4. As listas dos candidatos a que se refere a alínea c) do n.º 1 do artigo 2.º são compostas por 3 (três) elementos efectivos e 3 (três) suplentes e devem traduzir uma composição equilibrada dos subsistemas da Universidade do Algarve.
[...]
7. As listas que não obedeçam ao disposto nos números anteriores serão recusadas pela Comissão Eleitoral.
8. A recusa a que se refere o número anterior não é susceptível de recurso."
Como escrevia o colega que teve a simpatia de me fazer chegar a informação, é caso para dizer que estamos perante um calendário imbatível e um regulamento muito sui generis no que se refere à composição das listas.
Lido este e o da UMinho, fico a aguardar com grande expectativa outros exemplos que me possam chegar de exercícios de criatividade, democraticidade e transparência académicas.
J. Cadima Ribeiro

quinta-feira, outubro 18, 2007

Corra que se faz tarde!

Soube há poucos minutos, por via informal, que os prazos que foram definidos para o processo eleitoral conducente à constituição da Assembleia Estatutária na UMinho são os seguintes:
i) data limite para apresentação de candidaturas - 6 de Novembro pf. (informação rectificada);
ii) acto eleitoral - 5 de Dezembro (informação rectificada).
Note-se que se trata de uma decisão do Senado ontem reunido.
Daqui decorre que quem está no mercado não está para facilitar a vida a quem queira entrar e que quem queira estar naquele processo tem mesmo que correr.
Haverá na UMinho gente disposta a isso, isto é, a correr e a dar a cara?
Se sim, que dê agora um passo em frente, antes que seja tarde.
*
Por uma Universidade com futuro!

J. Cadima Ribeiro
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Ps: recebida que foi entretanto de mão amiga versão de trabalho do regulamento, cumpre-me corrigir as datas indicadas numa primeira versão do texto. A essa luz, também perde, parcialmente, pertinência o comentário que deixei a seguir às datas.
Comentário: esta coisa de receber e passar informação a meio de outras coisas presta-se a estes mal-entendidos ou mal-percebidos, mesmo que o povo seja sereno.

quarta-feira, outubro 17, 2007

Manifestando-me

Concorda com a ideia que, mesmo que no caso da Universidade Portuguesa não se acumulassem sinais de perda de eficácia em matéria de resposta aos desafios da economia e da sociedade e de cristalização de lógicas de poder e de governação preocupantes no contexto de uma sociedade plural e democrática, ainda assim se impunha a reforma da mesma?
Eu responderia: estou totalmente de acordo. Na verdade, em relatório de 1998 (“Higher Education in the Twenty-first Century: Challenges and Tasks Viewed in the Light of the Regional Conferences”), a UNESCO dizia já o seguinte: “o acelerar do avanço tecnológico, a obsolescência de algum conhecimento e o aparecimento de novas áreas de conhecimento e novas sínteses conduzem a um processo que, por sua vez, requer mudanças na educação superior”. Entendendo a necessidade da reforma, não quero, no entanto, afirmar que o enquadramento legal entretanto criado (Lei nº 62/20007) seja a resposta que o sistema educativo superior reclamava, para lhe dar eficácia e para o modernizar. Muito provavelmente, não será mesmo, até pelo modo como foi gizado, com pouco debate e pouca atenção à cultura institucional pré-existente.
Repito a pergunta: concorda que a reforma da Universidade Portuguesa se impunha, mesmo que se não acumulassem sinais de cristalização de lógicas de poder e de governação preocupantes?
J. Cadima Ribeiro

A lista

"Façamos como o meu tio Sereno quando fabricava lixívia na casa de banho do bairro, toma nota que eu dito:
1) Resolver o modo de governo da escola;
2) Arranjar outra gente para governar a escola;
3) Reinventar o(s) processo(s) de Bologna;
4) Entusiasmar os estudantes para que acreditem naquilo que nós (não) acreditamos.
Feita que está a lista e seguindo procedimentos escritos pelo meu tio Sereno, já tratei de afixar a lista na parede, bem junto ao largo da entrada. Sei que ninguém vai ler [...]"

Alexandre Sousa

(extracto de mensagem, datada de 07/10/17 e intitulada "A minha vida de pernas para o ar E procurar, uma casa Para eu morar…", disponível em Co-Labor)

terça-feira, outubro 16, 2007

There are many qualities that make a great leader

"There are many qualities that make a great leader. But having strong beliefs, being able to stick with them through popular and unpopular times, is the most important characteristic of a great leader."

Rudy Giuliani
(citação extraída de SBANC Newsletter, October 16, Issue 492-2007, http://www.sbaer.uca.edu)

Há causas que são de todos

MAKE POVERTY HISTORY !
http://www.makepovertyhistory.org/

segunda-feira, outubro 15, 2007

Manifestando-me

Se o questionassem sobre que ambiente se vive na sua instituição por esta altura, em plena fase de definição do regulamento para a eleição do Conselho Geral encarregue da elaboração dos novos Estatutos, que responderia? Diria que as "águas" andam agitadas?
Eu responderia: Não! As notícias que me vão chegando continuam a dar notícia de um ambiente frouxo, o que me suscita mais preocupação do que sossego. É que, a continuar assim, arriscamo-nos a que fique tudo na mesma, isto é, que não sejamos capazes de renovar um pouco que seja os protagonistas da gestão das academias, pese embora a pretensão de introduzir a ruptura que a lei supostamente visaria.
Repito a pergunta: seria capaz de afirmar que as "águas" andam agitadas na instituição em que trabalha? (Não andando agitadas, isso não o/a deixa preocupado/a?)
J. Cadima Ribeiro