Fórum de Discussão: o retorno a uma utopia realizável - a Universidade do Minho como projecto aberto, participado, ao serviço do engrandecimento dos seus agentes e do desenvolvimento da sua região

segunda-feira, novembro 26, 2007

Reforma universitária e joguinhos politiqueiros

"Afinal, sempre há jovens universitários que pensam sobre as circunstâncias, com qualidade e esperança. Os outros transformam a reforma universitária em joguinhos politiqueiros ..."

José Adelino Maltez

(extracto de mensagem, datada de 07/11/26 e intitulada «Patos bravos, soares, cavalheiros da indústria e "rankings"», disponível em Sobre o tempo que passa)
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Comentário: o dia de hoje foi fértil na rede electrónica da UMinho em mensagens alusivas à campanha eleitoral em curso: foram os representantes das listas a anunciar os debates programados - uma mão-cheia deles; foi o moderador de um desses debates a convidar "o povo" para a festa; foi o reitor a anunciar que antes de tudo o mais está a festa - que ninguém falte, pois; foram as listas a apresentar os respectivos "portal" (lista A) e blogue (lista B), percebendo-se daqui (ou parecendo) que os favores da proximidade ao poder permitem umas flores mais que ser-se oposição, mesmo cordata.
É o que dá a mingua de sinais de campanha de várias semanas, desde que as listas estão, de facto, no terreno. Alguns, já acreditavamos que lhes tivessem cortado a lingua ou coisa do género. Mas não, estavam só a amadurecer ideias e a ganhar coragem para sair à rua, de andor às costas.
Confrontado com tal torrente de mensagens e apelos, não admira que eu tivesse estacionado na frase que retenho acima, pela diferença que faz daquilo que comento nos parágrafos que aparecem depois.
Viva a festa!

domingo, novembro 25, 2007

Notícias de Mª da Graça Carvalho e de outras coisas

Jornal on-line da Universidade de Évora:
http://www.ueline.uevora.pt/default.asp
O financiamento para o Ensino Superior em Portugal está na média Europeia
"A convite do Reitor da Universidade, Maria da Graça Carvalho falou para uma plateia, maioritariamente de docentes e investigadores, sobre os desafios que se colocam actualmente às universidades, ao nível da investigação e da formação.
Maria da Graça Carvalho considera que se exige muito das universidades a vários níveis, nomeadamente formação, investigação, ligação à sociedade, apoio às políticas públicas e desenvolvimento da região. O problema, considera a Professora, é o facto de as Universidades Europeias não estarem dotadas de meios para desempenhar estas tarefas. Financiamento e demasiada burocracia são alguns dos problemas colocados às universidades europeias."
*
(extracto de notícia com o título identificado, disponível no sítio que se referencia acima)
[cortesia de Nuno Soares da Silva]

sábado, novembro 24, 2007

Quebra-cabeças para um dia frio de fim-de-semana

As mensagens que reproduzo de seguida, sob a figura de estilo da carta aberta, circularam na rede interna de uma Escola perto de si, na UMinho, na semana que agora finda, sob a epígrafe “Comemoração de uma data”, e parecem-me bastante expressivas, sob diversos pontos de vista. Concordarão ou não.
Antes de ir mais longe, vejamos o seu conteúdo:

«Caros(as) colegas,
Comemorando-se nesta ocasião 15 (quinze) dias desde que, sem explicação nem aviso*, foram encerradas as casas de banho masculinas existentes no piso do Departamento de […], em razão do elevado simbolismo da data, não posso deixar de lembrá-la e convidar-vos, a todos, a que se associem a esta comemoração.
Com saúde, talvez possamos comemorar os primeiros 30 dias de encerramento e, depois, os seis meses e assim sucessivamente.
Tenham um bom dia!

[…]

* ao que consta, o "Conselho de Gestão" da […] irá reunir num futuro próximo, talvez daqui por 15 dias, para se debruçar sobre a oportunidade de prestar o esclarecimento em falta e repor o bom-senso
»
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«terça-feira, 20 de Novembro de 2007 10:55
Assunto: Comemoração de uma data

Caros(as) colegas,
Comemorando-se nesta ocasião 13 (treze) dias desde que, sem explicação nem aviso, foram encerradas as casas de banho masculinas existentes no piso do Departamento de […], em razão do elevado simbolismo da data, não posso deixar de lembrá-la e convidar-vos, a todos, a que se associem a esta comemoração.
Com saúde, talvez possamos comemorar os primeiros 30 dias de encerramento e, depois, os seis meses e assim sucessivamente.
Tenham um bom dia!

[…]
»

As mensagens tinham destinarário óbvio, que não era explicitado, por manifesta redundância, naquele contexto.
Num dia frio como o que está, em vésperas de natal, com as compras já todas feitas, ocorreu-me lançar-vos o desafio de identificarem o(a) destinatário(a) das mensagens, ao estilo de quebra-cabeças de tempos idos. Haverá alguém que queira habilitar-se a deslindar este enigma?
Consciente do seu elevado grau de dificuldade, a título de ajuda aos corajosos, deixo as dicas seguintes:
i) a pessoa em causa andou a negociar a respectiva inclusão na lista do Moisés Martins/Licínio Lima ao longo de várias semanas, tendo roído a corda na véspera do fecho da lista; e
ii) “surpreendentemente”, acabou por cair na lista do reitor, em lugar elegível.

Vou ficar a aguardar a vossa perspicácia. Não me desiludam!

J. Cadima Ribeiro

Pasmem !!!

«[...]
A Universidade é um centro de pensamento e de debate. Deve constituir um exemplo para a sociedade em geral, na sua abertura, na preservação dos valores e na sua capacidade de inovação.
[...]

O Reitor

A. Guimarães Rodrigues
»

(extractos de mensagem distribuída universalmente na rede electrónica da UMinho na tarde de 23 de Novembro pp., com a autoria e a proveniência identificadas)
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Comentário: pasmem!!! Por onde é que andou nos últimos seis anos o autor de tão elevadas considerações?

sexta-feira, novembro 23, 2007

Notícia de uma campanha triste

Realizou-se na última 4ª feira uma reunião do conselho científico (plenário) da EEG que, na dimensão “gestão das coisas caseiras”, não dispensou alguns episódios tristes, protagonizados por pessoas que, fora de portas, têm por uso passar imagem de santas imaculadas. É quase sempre assim e daí não veio novidade que justificasse esta crónica de costumes.
Interessante mesmo foi termos “beneficiado” de um cheirinho a campanha eleitoral, num claro afrontamento da regra da equidade de tratamento das listas em contenda, sem que o Presidente da Comissão Eleitoral, presente na reunião, tivesse lavrado o seu protesto e exercido o seu magistério, fazendo repor a normalidade formal das coisas. Note-se que o direito de resposta que era devido estava em perfeitas condições de ser exercido, já que na sala se encontrava pelo menos um elemento da lista concorrente da do reitor, agente da infracção.
Enfim, um caso lamentável mais, para empalidecer uma campanha que, de tão triste, se pode afirmar que, da comédia, resvalou já para a farsa.
Novos capítulos se anunciam para a próxima semana.

J. Cadima Ribeiro
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quinta-feira, novembro 22, 2007

"Processo de Bolonha"

A UNIÃO – Jornal online - http://www.auniao.com/
Quinta-Feira, dia 22 de Novembro de 2007
Processo de Bolonha
«Numa pequena conversa de boas vindas contou-nos que um seu colega da Universidade de Lausane vai emigrar para uma Universidade do Canada. A razão é simples. Não se sente bem no sistema de ensino superior europeu. Bem sei que a Suíça não é, propriamente, a Europa e também não parece defensável basear o argumento apenas num facto longínquo e porventura único. No entanto há muitos outros sinais de que o ensino superior europeu não anda bem, pelo menos não anda ao ritmo necessário para responder às necessidades de investigação e de ensino que o mundo parece precisar. Não anda bem quando comparamos com as universidades americanas e canadianas. Lá onde as instituições de ensino superior são empresas competitivas. Lá onde o financiamento das melhores universidades é feito por entidades privadas. Não anda bem quando muitos dos licenciados não têm emprego e muitos departamentos universitários têm dificuldade em conseguir projectos públicos e privados de investigação. Não anda bem quando muitas das instituições europeias de ensino superior têm dificuldades financeiras e não conseguem atrair os docentes e investigadores mais capacitados.
É neste ambiente de algum desalento que surge o Processo de Bolonha com alguns objectivos claros e outros mais obscuros. É claro que se trata de uma tentativa de uniformizar os graus europeus de ensino superior conferidos pelas universidades dos vários países. De facto, como é possível dinamizar o mercado único do trabalho quando o reconhecimento dos graus dos vários países não é imediato? O que é mais ou menos assente é que resulta numa diminuição das horas de aulas e no aumento das horas de trabalho dos alunos. Aliás só dessa forma é possível dar mais tempo aos professores para a investigação e reduzir o custo por aluno para responder às limitações orçamentais. É também adquirido que a orientação do ensino deixará de estar focada na aquisição de conhecimentos para passar a estar orientada para a aquisição de competências. Se bem entendo trata-se de ensinar mais investigação operacional e menos matemática, mais gestão e menos economia, mais engenharia e menos física. Ou, talvez melhor, dar a matemática na investigação operacional, a economia na gestão e a física na engenharia.
Isto serão os objectivos. Todavia, a forma como esses objectivos são implementados depende dos recursos humanos, materiais e financeiros que podem ser mobilizados e também do nível de consumação desses objectivos.
Se formos para o Norte da Europa pouco ou nada se está a fazer sobre o Processo de Bolonha porque de alguma forma se entende que os objectivos já estão atingidos. Ao fim e ao cabo o Processo de Bolonha é aproximar as Universidades do Sul aos modelos do Norte. Pelo contrário, se formos para o Sul verificamos uma total alienação da maior parte dos docentes havendo no entanto algumas mudanças grandes na forma de ensino. Os cursos passam para três anos, os mestrados passam a ser enquadrados pelo Ministério, e os doutoramentos passarão a ter programas lectivos muito semelhantes ao modelo americano. Vai melhorar? Não sei! O que sei é que a uniformização das regras vai levar naturalmente a uma hierarquização das universidades a nível europeu. E tudo começa pelos alunos. Quando muitos alunos portugueses procuram universidades inglesas, francesas, espanholas e italianas, alguma coisa vai mal no ensino em Portugal. Será que temos de começar a ensinar em inglês como fazem os holandeses?»
Tomaz Dentinho
(artigo de opinião publicado na data e no jornal identificados acima)
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[cortesia de Nuno Soares da Silva]

Notícias do Minho e do Laboratório de Nanotecnologia

«Braga acolhe Cimeira Ibérica a 17 e 18 de Janeiro

LABORATÓRIO DE NANOTECNOLOGIA:
“PRIMEIRA PEDRA” EM JANEIRO

O Laboratório Internacional Ibérico de Nanotecnologia, um projecto conjunto dos governos de Portugal e Espanha, inicia em Janeiro de 2008 a construção das suas instalações em Braga, foi agora anunciado pelo ministro português da Ciência e Tecnologia.

Mariano Gago, que participava na “Conferência de Alto Nível sobre Nanotecnologias” a decorrer na Universidade do Minho, adiantou que o “lançamento da primeira pedra” vai acontecer durante a próxima Cimeira Ibérica, a realizar igualmente em Braga a 17 e 18 de Janeiro de 2008, sendo assim apadrinhada pelo Primeiro-Ministro de Portugal, José Sócrates, e pelo Presidente do Governo de Espanha, Jose Luis Zapatero.
Conforme é público, esta unidade internacional de investigação em nanotecnologia vai situar-se junto do Complexo Desportivo da Rodovia, a escassos metros da Universidade do Minho, em terrenos cedidos pelo Município de Braga.
O Ministro da Ciência e Tecnologia reafirmou, na oportunidade, a calendarização definida para esta unidade ibérica de “i&d”, confirmando o ano de 2009 para a sua entrada em funcionamento.
Neste momento – disse – decorre a análise das propostas para a construção do laboratório, a que se candidataram duas empresas.
O Laboratório Internacional Ibérico de Nanotecnologia, que visa o reforço da colaboração científica e tecnológica entre Portugal e Espanha, está, contudo, aberto à adesão de outros países e à participação de instituições e de especialistas de todo o mundo, visando constituir-se como pólo de investigação internacional de excelência, desenvolvendo parcerias com instituições do ensino superior e com o sector económico, a promoção da transferência de conhecimento de valor acrescentado e gerador de emprego e a formação de profissionais especializados.

Mais informação:
http://www.umic.pt/index.php?option=com_content%26task=view%26id=2795%26Itemid=212
Câmara Municipal de Braga, 21 de Novembro de 2007
P’ O Gabinete de Comunicação,

(João Paulo Mesquita)»
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[reprodução integral de mensagem recebida por correio electrónico, com a proveniência e a temática identificadas]

quarta-feira, novembro 21, 2007

"Ninguém parece querer saber um chavo que seja sobre as eleições"

Os agitadores
"[...] no meio destas mensagens de repúdio surgem umas outras com cartitas abertas: da lista B para a lista A e depois, claro, da lista A para a lista B. É certo que estas cartas nada dizem de substancial, mas curiosamente, às cartas das listas ninguém responde. Mais, ninguém parece querer saber um chavo que seja sobre as eleições que decorrerão no início de Dezembro para eleger uma assembleia que cozinhará os novos estatutos da universidade."
Vasco Eiriz
(título e extracto de mensagem, datada de 20 de Novembro de 2007, disponível em Empreender)

The vision must be followed by the venture

"The vision must be followed by the venture. It is not enough to stare up the steps - we must step up the stairs."

Vance Havne

(citação extraída de SBANC Newsletter, November 20, Issue 497-2007, http://www.sbaer.uca.edu)

Que os Hunos façam tudo o que lhes apetece

«Eu diria o seguinte: quandos os padres não sabem da missa, todos os santos servem para adiar a prédica. Depois de ler, com "incontido" entusiasmo, tudinho da notável troca de mails sobre as praxes, fico convencido que até à 6ooª posição do ranking é tudo "mentes brilhantes". Assim sendo, não supreende que os Hunos façam tudo o que lhes apetece.
(sic transit gloria uminho)»
*
(reprodução de comentário de autor anónimo produzido a propósito da mensagem precedente, intitulada "Jogos de campanha")

terça-feira, novembro 20, 2007

Jogos de campanha

Há dias, o 1º nome da lista B de candidatura à Assembleia Estatutária da UMinho, em carta aberta endereçada à oponente lista A, desafiando os seus membros para debates, escrevia o seguinte:
“[…] decidimos tomar a iniciativa de convidar a Lista A para duas sessões de debate, a realizar em Braga e em Guimarães, em datas e segundo modelo a definir, em conjunto, pelos mandatários das duas candidaturas”. Com grande candura, embora o dito colega não se chame Cândido, concluía depois com a frase:
Convictos de que esta será a melhor forma de dar sentido e conteúdo substantivo ao período de campanha eleitoral formalmente previsto, aguardamos a aquiescência dos colegas”.
Alguns dias após, hoje precisamente, teve a resposta, que não sei se esperava ou não, nem sei dizer se era a resposta que esperava, onde o também nº 1 da lista A, com idêntica candura, diz o seguinte:
“A Plataforma (lista A) está disponível com debates com a lista B, nos termos a definir pela Comissão Eleitoral. No entanto, entende que esses debates devem ocorrer após a difusão institucional das posições e propostas de ambas as candidaturas”. Mais acrescenta que “A lista A aguarda permissão da Comissão Eleitoral para a difusão das suas posições pelos meios institucionais”.
Não são mesmo uns santos estes colegas? Por contraponto, esta ditadura da Comissão Eleitoral (seguramente, por influência do seu presidente), aqui cortesmente denunciada pelo nº 1 da lista A, não é uma coisa abjecta, mesmo monstruosa?
E os eleitores, coitados, privados que estão da informação sobre as posições e propostas das listas, em que posição ficam? Seguramente, mais indignados ainda que os candidatos, que só estão nisto por puro altruísmo.
Enfim, fica provado que, nestas coisas, a candura e a vontade de servir não bastam.
Aqui chegados, procurando contribuir para a qualidade dos debates que estão sobre a mesa, com risco de apreciação severa da Comissão Eleitoral (assumindo que esta se condoa da carência de esclarecimento dos eleitores), entendo deixar a seguinte proposta:
que os debates a realizar tenham como intervenientes os lideres de ambas as listas, ao invés de segundas figuras!
E mais não proponho nesta ocasião porque, por pouco que tenha dito, disse já muito mais que tudo o que disseram ambas as listas deste prelo.

J. Cadima Ribeiro

Em tempo de eleição de assembleias estatutárias

"[...] a propaganda para ser eficaz não pode parecer que é propaganda."
José Adelino Maltez
(extracto de mensagem, datada de 07/11/20 e intitulada "O hábito, se não faz o monge, sempre consegue disfarçá-lo", disponível em Sobre o tempo que passa)
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Comentário: garanto-vos que a frase que deixo acima é mesmo do autor identificado e não de nenhum reitor de uma Universidade portuguesa, em trabalho de promoção da respectiva lista, em tempo de eleição de assembleias estatutárias.

Alguma coisa está em mudança

"Alguma coisa está mesmo em grandes mudanças no pensamento nacional e, pelos vistos, não é só a engenharia...Ufa!! Que descanso! AINDA BEM!"

Regina Nabais

(extracto de mensagem, datada de Segunda-feira, Novembro 19, 2007, e intitulada "Engenheirando o futuro da engenharia", disponível em Polikê ?)

segunda-feira, novembro 19, 2007

Os bons exemplos que nos vêm da Madeira

(título de mensagem, datada de 07/11/19, disponível em Bloco de Notas)
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Comentário: afinal, da Madeira também nos vêm bons exemplos, não é só da UMinho, da UAlgarve, da UPorto, da ...

domingo, novembro 18, 2007

Um convidado ComUM, em tempo incomum

Que propósitos podem presidir à edição de um jornal de parede electrónico?
Provavelmente, as respostas serão tantas quantos os blogues que se editam. Porventura serão mais, ainda. No caso particular deste, foram: agitar consciências; dizer publicamente que o “rei” ia(vai) nu; escrever "cartas abertas" aos dirigentes da UMinho e à academia todos os dias; trazer para a vida da academia minhota, e não só, um pouco mais de transparência e de liberdade; dar um modesto contributo para o debate sobre as vias do futuro da UMinho, que devia fazer-se diariamente e nem em períodos eleitorais se faz, para mal dos nossos pecados.
Que têm em comum os blogues Avenida Central, Colina Sagrada, Mesa da Ciência, e Universidade Alternativa?
Verosivelmente, pouca coisa, ou talvez muita! Entre o que têm em comum, estará: serem projectos de cidadania; serem editados no Minho, realidade subjectiva (no sentido de comunidade sedeada num território) existente, por contraponto doutras diariamente proclamadas e, mesmo assim, inexistentes (tome-se como exemplo paradigmático “o norte”); eventualmente, diversas outras coisas que a diferença de objectos temáticos não deixa transparecer:
Que têm em comum os blogues listados no parágrafo anterior?
Pois, desde esta data, têm em comum o ComUM, jornal “online”, isto é, são os quatro “Blogues convidados”, do ComUM.
Foi sensato aceitar o convite?
Não sei. Só o tempo o dirá! Mas que convites é que podem e devem recusar-se?
E o Sr. reitor?
Pois que se dane o Sr. reitor. A UMinho há-de ter futuro, apesar dele.

J. Cadima Ribeiro

sexta-feira, novembro 16, 2007

Manifestando-me

O que pode entender-se por autonomia orgânica das escolas? É de rejeitar a possibilidade do director da faculdade ser um professor de fora da universidade?
Eu responderia: com a reclamação da autonomia das Escolas que faço, quero deixar claro que, sem estruturas universitárias de base leves, com definição clara de missões e capacidade de decisão, suportadas por recursos financeiros e humanos próprios adequados, não será possível ter instituições competitivas e ágeis. Isto é o rigoroso contraponto de modelos, chamem-lhe matriciais ou outra coisa qualquer, mastodônticos e hipercentralizados, em que tudo fica dependente da clarividência de burocracias (e eventuais lideranças) centrais.
Por princípio, não recuso que o director da faculdade venha de fora. Não acho é que estejamos em condições de dar esse passo agora. Mesmo o que proponho já levantará muitas resistências dentro das academias. Veja-se o que se passou com a designação dos reitores, no contexto da aprovação da lei 62/2007. Como me dizia um colega há não muito tempo, esta lei vai necessitar de ser revista a curto-prazo, para ultrapassar inconsistências decorrentes da negociação a que, apesar de tudo, esteve sujeita e para se adequar à realidade (universitária e social) que é a nossa.
Repito a(s) pergunta(s) [deixada(s) por colega que teve a simpatia de ma(s) endereçar a título de comentária à minha mensagem precedente]: o que pode entender-se por autonomia orgânica das escolas? É de rejeitar a possibilidade do director da faculdade ser um professor de fora da universidade?
J. Cadima Ribeiro

quinta-feira, novembro 15, 2007

Um projecto de manifesto alternativo em tempo de reforma estatutária do Ensino Superior

Os tempos de mudança (económica, tecnológica, institucional) são tempos de desafio, e como tal devem ser percebidos por aqueles que, em cada caso, são mais directamente interpelados. Ser capaz de transformar ameaças em oportunidades é o que faz a diferença entre perdedores e ganhadores. É a esta luz que deve ser equacionada a reforma da Ensino Superior Português, precipitada pela implementação da Declaração de Bolonha e pelo novo enquadramento legal ditado pela Lei nº 62/2007 (Regime Jurídico das Instituições do Ensino Superior).
Tirar partido da Lei nº 62/2007 significa dotar cada instituição de Ensino Superior de um modelo de organização e de governo, com expressão em novo Estatuto, que a torne mais ágil, mais inovadora, mais eficaz na prossecução da sua missão, que importa também reequacionar. Reequacionar a missão, significa instituir novos mecanismos de inter-acção com o território e assumir a gestão estratégica como princípio basilar de acção, na oferta de ensino, no desenvolvimento da investigação, na prestação de serviços à sociedade.
Liderança estratégica, agilidade de decisão, responsabilização de decisores não têm que significar alheamento e desmobilização da comunidade académica, antes pelo contrário. O envolvimento, a mobilização da comunidade académica, por sua vez, reclamam a institucionalização de mecanismos lubrificados de diálogo e de concertação interna.
Sabido que as Universidade e os Institutos Politécnicos são muito mais e mesmo, sobretudo, as suas Escolas, Unidades de Investigação, e Unidades Culturais e de Serviço, a necessidade da redefinição estratégica e organizacional estende-se a estas, tal qual a exigência de culturas de diálogo e de responsabilidade.
Não há que pressupor que todos partilharão os mesmos conceitos e valores, nem isso seria saudável em termos de capacidade das instituições de se recriarem e afirmarem face às Escolas e Unidades de Investigação congéneres. A coesão das instituições tem que fazer-se através da assumpção de princípios comuns e da concertação e coordenação activamente promovidas, dentro de quadros referenciais que serão os das Escolas e Unidades Científicas singulares, dotadas de autonomia orgânica e de meios, humanos, físicos e financeiros adequados ao desenvolvimento das respectivas missões. Tendo-se caminhado muito pouco nesta dimensão nos derradeiros anos, o exercício afigura-se mais exigente e necessário.
A revisão estatutária que agora se avizinha não deve, assim, ser entendida apenas como um exercício de acomodação dos Estatutos à lei mas, antes, como uma oportunidade para realizar o debate sobre o Ensino Superior que queremos ter, com expressão na produção de conhecimento, na formação de técnicos e de cidadãos e na sua afirmação como espaço de liberdade e de invenção social. Dizendo de outro modo, o desafio que temos pela frente reside em trabalhar para que a nossa Universidade e o nosso Politécnico tenham futuro.
Avançando brevemente na explicitação dos princípios defendidos, como contributo para os manifestos que vão emergir ou para a revisão dos que foram produzidos, enumeram-se de seguida algumas linhas programáticas:
i) constituição de um Conselho Geral que se assuma como órgão estratégico da Instituição, em detrimento da sua configuração como pequeno parlamento;
ii) concessão de autonomia orgânica às Escolas;
iii) instituição do princípio da co-optação dos Presidentes das Escolas pelo Reitor/Presidente ou pelo Conselho Geral, de entre um número limitado de professores daquelas proposto pelo seu corpo de doutores;
iv) criação de um Senado Académico, como órgão consultivo, com representação paritária das Escolas;
v) lançamento de uma reflexão sobre a racionalidade da organização científica/departamental das Escolas, avaliando a oportunidade de promover a criação de estruturas orgânicas cientificamente mais consistentes e melhor dimensionadas;
vi) lançamento de uma reflexão sobre a adequação da oferta educativa da Instituição às necessidades sociais e aos recursos disponíveis nas Escolas/Departamentos;
vii) lançamento de uma reflexão sobre os canais/estruturas existentes de interacção com o meio e de prestação de serviços à comunidade, e respectiva eficácia.
São princípios que se me oferecem basilares na construção de um Ensino Superior nacional com futuro. Obviamente, carecem de ser interpretados à luz da realidade de cada instituição.
J. Cadima Ribeiro
(artigo de opinião publicado em 07/11/15 no Jornal de Leiria)

Mandaria o bom senso e alguma elegância que...

"Mandaria o bom senso e alguma elegância que, nestas circunstâncias, o reitor se mantivesse apenas como o garante da regularidade e eficácia do processo de revisão estatutária. Não é o que se está a ver em algumas universidades, em que as listas para a tal assembleia estatutária aparecem claramente promovidas por reitores."
João Vasconcelos Costa
(extracto de mensagem, datada de 07/11/15 e intitulada "As listas dos reitores", disponível em Bloco de Notas)
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Comentário: sem comentários adicionais (A lista do reitor)!!!

quarta-feira, novembro 14, 2007

If people believe in themselves …

"Outstanding leaders go out of their way to boost the self-esteem of their personnel. If people believe in themselves, it's amazing what they can accomplish."

Sam Walton

(citação extraída de SBANC Newsletter, November 13, Issue 496-2007, http://www.sbaer.uca.edu)

Pergunta chata de se fazer à 4ª feira de manhã

«Conseguirão os defensores do "status quo" abortar a reforma em curso em nome de concepções discutíveis mas populares de democracia?»
Miguel B. Araujo
(extracto de mensagem, datada de 14 Novembro de 2007 e intitulada " A impossível reforma das universidades Portuguesas?", disponível em Bloco de Notas)
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Comentário: pensando na situação da UMinho, uma formulação alternativa para a questão enunciada será: conseguirão os defensores do "status quo" abortar a reforma em curso em nome da preservação da "tradição" e das supostas boas práticas de governação instituídas na Organização, aproveitando as inconsistências e mal-entendidos de uma lei que deveria, desde logo, apeá-los do poder?
É curioso como aproximações aparentemente muito antagónicas podem resultar no mesmo.