Fórum de Discussão: o retorno a uma utopia realizável - a Universidade do Minho como projecto aberto, participado, ao serviço do engrandecimento dos seus agentes e do desenvolvimento da sua região

domingo, dezembro 16, 2007

Provérbio japonês

"[...] no Japão esta mentalidade gera uma eficiência mecânica e obsessiva, em Portugal gera-se o resultado oposto, com o predomínio da incompetência e do imobilismo. Por outro lado, diria que em ambos prevalece a mentalidade burocrática, cinzenta e medíocre."
Daniela Kato
(extracto de mensagem, datada de 07/12/15 e intitulada "Provérbio", disponível em A destreza das dúvidas)
*
Comentário: garanto-vos que não conheço a autora do texto de que reproduzo acima breve passagem; agora que a realidade a que ela se reporta é algo que me diz muito, disso não há dúvida - podia estar a falar da EEG, da UMinho, em geral, de tantas outras realidades com que, penosamente, lido no meu dia-a-dia. Ser, fazer diferente é uma coisa muito complicada!

"As políticas deste governo não mobilizaram o País"

(título de mensagem, datada de hoje, disponível em Outro Olhar)

“Entrepreneurial potential in Business and Engineering courses … why worry now?”

“Research on entrepreneurship potential targeting university students is emerging. However, it is in general focused on one school-one course. Few studies analyze the differences in entrepreneurial propensity between students of different subjects. In this paper we analyze the magnitude of this propensity in engineering and economics/business courses. The reason for such focus is that traditionally these courses are viewed as the ones concentrating individuals that are more likely to create new ventures. The empirical results, based on a large-scale survey of 2430 final-year students, reveal that no statistical difference exists in entrepreneurial potential of economics/business and engineering students, and that these two latter groups have lower entrepreneurial potential than students from other courses. This result proves to be quite unfortunate given the focus that previous studies have placed on these two majors, and the fact that a substantial part of entrepreneurial education is undertaken in business and engineering schools.”
Aurora A.C. Teixeira (INESC Porto; CEMPRE, Faculdade de Economia, Universidade do Porto)
Keywords: Entrepreneurship; Students; Business; Engineering
Date: 2007-12
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:por:fepwps:256&r=edu

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

sexta-feira, dezembro 14, 2007

Serviço público: acordão do Tribunal Central Administrativo Sul

«Sindicato dos Professores do Norte informa:

TCAS reconhece em acórdão: "O disposto no art. 5º do Dec. Lei nº 204/98 é aplicável aos concursos da carreira docente universitária, designadamente no tocante à divulgação atempada dos métodos de selecção e à existência de critérios objectivos de avaliação. "

"Ora, o artigo 5º do Dec. Lei nº 204/98 determina o respeito pelos princípios de liberdade de candidatura, da igualdade de condições e da igualdade de oportunidades, garantindo a neutralidade de composição do júri, a divulgação atempada dos métodos de selecção a utilizar, do programa das provas de conhecimento e do sistema de classificação final, bem como a aplicação de métodos e critérios objectivos de avaliação.
Trata-se de uma regra de concretização dos princípios constitucionais da igualdade e da imparcialidade, em ordem a garantir a transparência dos concursos"
[...]
"Não foram, em suma, definidos quaisquer critérios, nem prévia nem posteriormente ao conhecimento dos candidatos, verificando-se que cada membro do júri apreciou os currículos de acordo com o que reputava como mais importante para a avaliação, o que constitui inequívoca violação das exigências contidas no artigo 5º do Dec. Lei nº 204/98. Igualmente se verifica o vício de forma por falta de fundamentação, visto que, na ausência de critérios uniformes de avaliação cada membro do Júri densificou à sua maneira e de acordo com a sua perspectiva os conceitos de mérito da obra científica, capacidade de investigação e valor de actividade pedagógica, excedendo manifestamente os limites de liberdade de avaliação conferidos pela "discricionariedade técnica" (...)

Mário Carvalho
Departamento de Ensino Superior do Sindicato dos Professores do Norte
mail to: mario.carvalho@spn.pt»
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(reprodução integral de mensagem, com a epígrafe "Acórdão TCAS - concurso prof univ: divulgação prévia de critérios", que me caiu na caixa de correio electrónico a meia da tarde do dia de hoje, com a proveniência que se identifica)

"Bolonha tende a ser uma mera operação de cosmética"

"As universidades precisam de ser recriadas de uma forma radical. Não basta a reforma das estruturas e dos processos, é necessária uma reforma de mentalidades, e pressentimos que Bolonha passará ao lado deste objectivo. A nosso ver, Bolonha tende a ser uma mera operação de cosmética. A recriação das universidades passa pelo questionamento do seu próprio propósito, expandido a ideia clássica de universidade - «unidade de pesquisa e de ensino» de Humboldt e construindo os requisitos de uma nova base - «unidade de praxis, pesquisa e ensino»."
Nelson Santos António e António Teixeira (2007), "Necessita a sociedade das universidades?", Economia Global e Gestão, nº1, Abril, pp. 35-49.

quinta-feira, dezembro 13, 2007

"Não se ouviu uma única vez as palavras: rigor, credibilidade, exigência"


(título de mensagem, datada de 07/12/12, disponível em Livre Circulação)

Notícias do MIT: a surpesa de ler coisas acertadas

«As instituições académicas portuguesas "não são o número 1", sublinhou o professor, apesar de as considerar "muito boas e com uma sólida base científica", embora marcadas por "conservadorismo, demasiada concentração na publicação dos 'papers' (ensaios) e pouca predisposição para a mudança". "Precisamente por não serem o número 1, podem mudar, há uma razão para fazer algo de diferente. Têm de começar a trabalhar em conjunto com a indústria, a criar especialistas em engenharia, incluindo mais e mais investigação", avisou Yossi Sheffi, que não minimiza as "dificuldades" inerentes.»
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(reprodução de extracto de notícia do Jornal de Negócios, de 10 de Dezembro de 2007, intitulada "Director do MIT critica separação entre ensino superior e indústria em Portugal")
[cortesia de Nuno Soares da Silva]

quarta-feira, dezembro 12, 2007

Notícia de coisas tristes

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(título de mensagem, datada de Quarta-feira, Dezembro 05, 2007, disponível em http://move-aberto.blogspot.com/)

If we keep doing what we're doing …

"If we keep doing what we're doing, we're going to keep getting what we're getting."

Stephen R. Covey

(citação extraída de SBANC Newsletter, December 11, Issue 500-2007, http://www.sbaer.uca.edu)

terça-feira, dezembro 11, 2007

"Conselho Directivo do Instituto Superior Técnico demitiu-se em bloco"

Notícia PÚBLICO - Última Hora

«Antes o presidente da instituição pôs lugar à disposição
Conselho Directivo do Instituto Superior Técnico demitiu-se em bloco
2007-12-11 15:24:00 Lusa
O Conselho Directivo do Instituto Superior Técnico demitiu-se ontem em bloco depois de o presidente da instituição, Carlos Matos Ferreira, ter posto o cargo à disposição, alegadamente devido às derrotas eleitorais que sofreu no âmbito da aplicação do novo regime jurídico e que geraram um clima de instabilidade na escola.
De acordo com o presidente da Associação de Estudantes (AE) do Instituto Superior Técnico (IST), Bruno Barracosa, durante a reunião da Assembleia de Representantes, que decorreu ontem à tarde, Carlos Matos Ferreira colocou o lugar à disposição, pedindo a votação de uma moção de confiança.
"Na assembleia de representantes, o presidente do Técnico disse que não tinha condições para continuar a não ser que fosse votada uma moção de confiança, e que se não obtivesse pelo menos um terço dos elementos de cada corpo se demitia", afirmou o representante da AE.
Na sequência desta decisão, toda a equipa do Conselho Directivo apresentou efectivamente a demissão, considerando não ter condições para trabalhar, explicou Bruno Barracosa, adiantando que de momento se vive uma situação de "grande instabilidade" na escola.
"A atitude do presidente é a de ameaça: se não me reforçam a posição e a liderança, demito-me. Isto numa altura em que se espera de um presidente que leve até ao fim a sua missão", afirmou Bruno Barracosa.
As demissões de ontem foram o culminar de um processo que se vinha a adensar desde o início da discussão do novo Regime Jurídico das Instituições do Ensino Superior (RJIES), altura em que o presidente do técnico "se colou à posição do ministro” adiantando que o IST poderia passar a Fundação de direito privado, sem ter previamente ouvido a escola, disse o representante dos estudantes.
"O papel de um presidente não é defender os seus próprios ideais. É auscultar os órgãos das escolas e decidir com base nisso, porque um presidente é um representante de pessoas e não de si próprio", afirmou Bruno Barracosa.
Em Outubro, o Conselho Científico chumbou a criação de uma assembleia ad hoc para apresentar uma proposta de criação de um modelo fundacional, uma decisão que o presidente do IST desvalorizou na altura, afirmando que a passagem a fundação poderia ainda ocorrer, assim que estivessem reunidas as condições.
Mas a 29 de Novembro, Carlos Matos Ferreira sofreu novo revés, quando a lista por ele liderada perdeu as eleições para a Assembleia Estatutária.
[...]
Os alunos estão preocupados com o clima de instabilidade que se vive na escola e com a "falta de legitimidade" da instituição em escolher agora um novo presidente por seis meses, até às próximas eleições, se Carlos Matos Ferreira efectivamente se demitir.
Bruno Barracosa afirma não ter a mínima dúvida de que a demissão se vai consumar, porque o presidente do IST "está isolado", e assegura que da parte dos estudantes não terá qualquer apoio.
[...]
A moção de confiança será votada em urna fechada e a data da votação será determinada pela mesa da assembleia, mas os alunos acreditam que a mesma decorrerá ainda antes do Natal.»
*
(extractos de notícia do Público, com o título e a data identificados)
[cortesia de Nuno Soares da Silva]

segunda-feira, dezembro 10, 2007

Quando a esmola é grande ...

"Lanche de Natal - Convite

Convido todos os funcionários e colegas que exercem funções nos Serviços Centrais, situados nos edifícios do Largo do Paço e Senhora do Leite, para um lanche de Natal, a ter lugar na Sala de Reuniões da Reitoria no próximo dia 20 de Dezembro, pelas 16h30.

Esperando a sua presença, apresento os melhores cumprimentos.

O Reitor,
[...]"
(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico)
*
Comentário: porque será que o reitor oferece um lanche de Natal ao pessoal do Larço do Paço? Será que esta atitude é extensiva aos dois pólos (Braga/Guimarães) e às suas Escolas? "Quando a esmola é grande o pobre desconfia", e faz bem!

Por falar em bruxas...Perdão! Por falar em Bolonha...

Negócio nocturno com estudantes
Bolonha matou Noites Académicas
«[...] Na sua opinião, a transição dos cursos da Universidade do Minho para Bolonha veio retirar aos estudantes a sua disponibilidade para saírem à noite: “Eu penso que fizeram bem em adoptar o modelo de Bolonha mas ele está mal estruturado, porque é em demasia. Por aquilo que eu tenho conhecimento, há cursos que numa semana têm uma data de trabalhos, frequências e exames para fazer. É tudo muito esgotante", refere o gerente que confessa nunca ter conhecido tal estado na noite [...]»
CRISTIANA MAIA
DANIELA PEREIRA
(título de notícia/reportagem e extracto de texto, datado de 07.12.2007, disponível em http://academico.rum.pt/node/301)
-
PS: porque, muitas vezes, as dúvidas revelam mais destreza que as certezas, a propósito deste mesmo assunto permito-me chamar a vossa atenção para a mensagem de um meu colega de Departamento, Luis Aguiar Conraria, em A destreza das dúvidas, sob a epígrafe "Bolonha vista pelos bares e discotecas de Braga")

domingo, dezembro 09, 2007

A Implementação do Processo de Bolonha em Direito tem sofrido duras críticas por parte dos alunos

Bolonha não funciona Direito
Alunos criticam implementação do modelo no curso

(título e sub-título de notícia/reportagem, datada de 07/12/08, disponível em ComUM)

sábado, dezembro 08, 2007

"Que quem já é professor sofra tormentos, enfim! Mas aos bolseiros, ó Zé,..."

(título de artigo, da autoria de Virgílio Machado, datado de Quarta-feira, 5 de Dezembro de 2007, publicado por Jornal de Negócios e disponível em Blog de Campus)

"É necessário que a universidade se organize"

"É urgente avisar toda a gente que precisamos reflectir sobre a necessidade de que os recursos que se espalham sobre o tabuleiro e ficam à disposição e uso para o desenvolvimento técnico-científico produzam os melhores rendimentos. É necessário que a Universidade se organize de tal forma que mereça a máxima confiança para empreender essas iniciativas e consiga levá-las a cabo com eficácia. Aqui está uma das chaves para esse debate, quase permanente, sobre a Universidade que queremos e necessitamos."

Alexandre Sousa

(extracto de mensagem do autor identificado, datada de 07/12/07 e intitulada "Universidade do futuro = Universidade marginalizada", disponível em Co-Labor)

sexta-feira, dezembro 07, 2007

Eleições na UMinho: o momento da apanha das canas

«De: Joaquim Gomes Sá [...]
Enviada: quarta-feira, 5 de Dezembro de 2007 12:25
[...]
Assunto: RE: Mensagem - Representantes dos Funcionários nos Órgãos de Governo da Universidade
Caros funcionários não docentes,
Do meu ponto de vista é muito bem vinda esta vossa participação a este debate que também vos diz inteiramente respeito. Saúdo com satisfação esta iniciativa de afirmação de direitos e aspirações legítimas, que é certamente um contributo para uma visão de Universidade em que todos os sujeitos tenham voz, logo, mais democrática. Solidarizo-me com e apoio a justa aspiração de um representação dos funcionários não docentes no Conselho Geral e no Senado Académico. A palavra cabe agora à Assembleia Estatutária que, conforme já defendi, deverá encontrar formas de funcionamento em regime aberto, em termos de poder acolher e ponderar ideias e propostas de pessoas-grupos que não sejam membros da referida Assembleia.
Cordiais saudações académicas.
Joaquim Sá
*
De: Amaro António Magalhães Rodrigues
Enviada: ter 04-12-2007 17:00
[...]
Assunto: Mensagem - Representantes dos Funcionários nos Órgãos de Governo da Universidade
Mensagem

Representantes dos Funcionários nos Órgãos de Governo da Universidade

Decorreram hoje as eleições para a constituição da assembleia estatutária que irá proceder à revisão dos Estatutos da Universidade do Minho, de modo a conformá-los com o novo regime legal.
Esta eleição visa apenas, como é sabido, a representação dos Professores (e Investigadores) e dos Estudantes, estando os Funcionários Não Docentes arredados deste processo. É facto que a Lei n.º 62/2007, de 10 de Setembro, não prevê a inclusão de todos os corpos universitários no órgão que vai aprovar as normas fundamentais da organização interna e do funcionamento da Universidade, tendo postergado os Funcionários destas decisões.
Esta situação, que vivamente repudiamos, afronta os mais elementares princípios da democracia representativa, fazendo reviver conceitos e arquétipos ultrapassados e constitui um retrocesso à participação dos Funcionários, enquanto interessados, na formação de decisões que lhes dizem directamente respeito.
Sabemos, porém, que existem mecanismos de correcção desta visão fechada e unilateral da Universidade, em sede dos futuros Estatutos, num quadro de conformação com o novo regime jurídico.
Na composição do Conselho Geral é permitida, tecnicamente, a inclusão de dois membros eleitos pelo Pessoal Não Docente; o Senado Académico, a constituir como órgão de consulta obrigatória do Reitor, nas matérias a definir nos estatutos, que entendemos dever ser o mais possível alargadas, pode integrar representantes de todas as unidades orgânicas (entendidas estas em sentido lato, não circunscrito àquelas que dispõem de órgãos e de pessoal próprios), abrangendo assim os Funcionários das Escolas e dos Serviços; os órgãos das Escolas podem incluir Representantes dos Funcionários nos seus órgãos de gestão.
De algum modo, nas diferentes Universidades, tem sido acentuada a necessidade de integração de todos os corpos constituintes nas futuras estruturas de governo e de gestão, como se pode ver através dos comentários, propostas e pareceres enviados para foruns institucionais, abertos com o intuito de receber os contributos da comunidade universitária para os seus novos modelos organizativos (em anexo, extracto de mensagem do Reitor da Universidade de Lisboa e Comentários no forum).
Os Representantes dos Funcionários da Universidade do Minho na Assembleia da Universidade e no Senado Universitário acompanharam a campanha desenvolvida pelas Listas em presença, no acto eleitoral que agora decorre, tendo analisado os respectivos ideários, assistido aos debates e formulado as suas opiniões.
Entendemos ser imprópria qualquer tomada de posição até ao termo da eleição, mas que o devíamos fazer agora, antes de apurados os resultados.
Esperamos que os eleitos - e posteriores elementos cooptados na assembleia estatutária - tenham em conta que os funcionários da Universidade do Minho, com o seu saber, empenho e labor quotidianos, são um suporte e um garante do bom funcionamento da Instituição. E que cientes desta realidade, seja colmatada a falta de equidade que resulta da nossa ausência naquele órgão.
Confiámos ainda que no processo de elaboração dos estatutos prevaleça um espírito construtivo, de diálogo na diversidade, em busca dos equilíbrios e consensos necessários à feitura do Instrumento normativo fundamental que irá reger a Universidade.

Braga, 4 de Dezembro de 2007 (17h.00m.)

Os Representantes dos Funcionários nos Órgãos de Governo da Universidade»
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(reprodução de mensagens distribuídas na rede electrónica da UMinho, datadas de 4 e 5 de Dezembro pp., que me cairam na caixa de correio)
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Comentário: simpática que se nos ofereça a mensagem dos funcionários não-docentes da UMinho, ela peca por confundir democraticidade, legitimidade e participação com a presença multiplicada em orgãos de governo da universidade; isto não tem nada que ver com os valores que são enunciados e não assegura a eficácia do governo da instituição; envolvimento, mobilização, democracidade são outra coisa; foi uma pena que se tivesse perdido a oportunidade de ter uma discussão séria sobre esta e outras matérias na campanha eleitoral agora finda.

quinta-feira, dezembro 06, 2007

Notícias da UMinho

Notícia JN
IDEIAS EM CONFRONTO PARA DOCUMENTO FINAL
Opositores do reitor vencem para a comissão estatutária da UM:
http://jn.sapo.pt/2007/12/06/norte/opositores_reitor_vencem_para_a_comi.html
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(cortesia de Nuno Soares da Silva)

quarta-feira, dezembro 05, 2007

Relação universidade/empresas

Notícia Expresso
Mariano Gago destaca "enorme progresso" registado em Portugal na relação universidade/empresas:
http://expresso.clix.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/184303
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(título de notícia, datada de 07/12/04, disponível no jornal identificado acima)
[cortesia de Nuno Soares da Silva]

Episódios trági-cómicos

«Prezado Professor:

- O documento parece-me tão absurdo que se me põe a questão da contra-informação: para além de ser um projecto eventualmente produzido por um desses deputados que só fazem número e disparates, será mesmo genuíno?

- Não o ouvi mais falar da reunião sobre o Ensino. Vai para a frente?

- Sobre os Centros de Investigação tivemos uns episódios tragi-cómicos na nossa FCT/MCTES, onde tivemos de ir, onde não descobriram a password dos PCs que tinham na sala para fazer a apresentação, onde não tinham meio (ou não o foram capaz de operacionalizar) de ligar os nossos portáteis ao écran XPTO da sala e tive que falar à moda antiga. Onde, ainda, decidiram começar a sessão 30 minutos mais cedo do que marcado (ainda faltavam 5 colegas) para a acabar 2h antes do previsto porque dois avaliadores (com as malas na sala) não podiam perder o avião.
Depois acham que tenho mau feitio quando comento que estes procedimentos nunca seriam acreditados por nenhuma agência internacional, nacional ou simplesmente estrangeira. E que não respeitam equidade de tratamento. Cela va sans dire.

Enfim, amanhã há-de ser um novo dia.

Abraço e bom Natal se não nos comunicarmos até lá.»
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(reprodução integral de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa)
-
Comentário: ?!

terça-feira, dezembro 04, 2007

Serviço público: resultados das eleições na UMinho

Ainda fresquinhos, divulgo nesta sede os resultados da

Eleição dos Representantes dos Professores e Investigadores na Assembleia Estatutária

Foram eles os seguintes:

- Número total de eleitores inscritos:794
- Número total de votantes: 512 (64,48%)
- Número de votos em branco: 44 (8,59%)
- Número de votos nulos: 1 (0,20%)
- Número de votos obtidos pela “Lista A”: 224 (43,75%)
- Número de votos obtidos pela “Lista B”: 243 (47,46%)

Os candidatos eleitos por cada uma das listas segundo o método de Hondt, por ordem de apuramento, foram os seguintes:

- Licínio Carlos Viana da Silva Lima (Lista B) / Instituto de Educação e Psicologia;
- António Augusto Magalhães Cunha (Lista A) / Escola de Engenharia;
- Pedro Nuno Ferreira Pinto Oliveira (Lista B) / Escola de Engenharia;
- Graciete Tavares Dias (Lista A) / Escola de Ciências;
- Manuel Rosa Gonçalves Gama (Lista B) / Instituto de Letras e Ciências Humanas;
- Rui Manuel Costa Vieira Castro (Lista A) / Instituto de Educação e Psicologia;
- Miguel Sopas de Melo Bandeira (Lista B) / Instituto de Ciências Sociais;
- Maria Margarida Santos Proença Almeida (Lista A) / Escola de Economia e Gestão;
- Pedro Alexandre Faria Fernandes Teixeira Gomes (Lista B) / (...);
- Maria Augusta Abreu Lima Cruz (Lista A) / (...);
- Lúcia Maria Portela de Lima Rodrigues (Lista B) / Escola de Economia e Gestão;
- Acílio Silva Estanqueiro Rocha (Lista A) / Instituto de Letras e Ciências Humanas/vice-reitor.

Dois breves comentários:
i) confesso a minha surpresa perante estes resultados - os resultados da lista B vão muito para além do que admiti; imaginem agora se o seu lider ausente e a lista, no seu todo, não tivessem feito tanta burrice quais os resultados que poderia ter alcançado; bastar-lhes-ia terem capitalizado a rejeição subsistente na academia em relação à nomenclatura reinante (agora, em fim de festa);
ii) conforme era óbvio, dentro do modelo de listas definido (particularmente, pela lista do reitor), metade das Escolas/Institutos ficaria de fora; confiram quais foram!

Porque quem desafia o poder tem a minha simpatia, em princípio, e sendo sabido que a luta era particularmente dura (porque não equitativa e muito menos transparente), aqui ficam os meus parabéns para os vencedores, em geral, e para a minha colega da EEG, Lúcia Lima Rodrigues, em particular, que nunca acreditei que viesse a ser eleita.

J. Cadima Ribeiro