Fórum de Discussão: o retorno a uma utopia realizável - a Universidade do Minho como projecto aberto, participado, ao serviço do engrandecimento dos seus agentes e do desenvolvimento da sua região

terça-feira, fevereiro 12, 2008

O retorno do debate à UMinho

Caro(a) colega,
É já na próxima 5ª feira, 14 de Fevereiro, que terá lugar a primeira iniciativa do ciclo de tertúlias que nos propomos realizar desta data até à aprovação dos novos estatutos da Universidade do Minho.
A temática da tertúlia e os animadores convidados pode vê-los na notícia originalmente divulgada, conforme ligação que se segue:
Falando de debate estatutário, não resisto a deixar a nota de destaque para a diferente dinâmica a este respeito existente entre as distintas unidades orgânicas da UMinho, como resulta óbvio da informação que nos deixa Jaime Rocha Gomes em Prálem D`Azurém (Missão da Escola de Engenharia). Porque será que tal acontece?
Espero por si na 5ª feira, pelas 14,30 horas, na EEG (Anf. 1.01).
J. Cadima Ribeiro

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Encontro de "bloggers" de IES: convite à participação

*
(título de mensagem, datada de 10 de Fevereiro de 2008, disponível em Bloco de Notas e em Polikê ?)
-
Convite: embora isso esteja implícito na iniciativa que está anunciada para ter lugar em Braga em Março pf., não posso deixar de sublinhar que estou a contar com uma presença representativa de autores de blogues sedeados por estas bandas; aqui deixo público convite a Jaime Rocha Gomes (Prálem D`Azurém), Joaquim Sá (Liberdade na UMinho), Vasco Eiriz (Empreender), Luis Moutinho (UniverCidade-http://universitas.blogspot.com/) e Moisés Martins (Universidade Plural-http://universidadeplural.blogspot.com/), em particular.

domingo, fevereiro 10, 2008

"Publicar ou morrer"

Publicar ou morrer
"Hoje assiste-se a um "publicacionismo" e a um "citacionismo" que além de condicionarem o rumo da investigação científica, fazem com que se leia cada vez menos papers na íntegra e com que os papers não passem de meras mercadorias que em nada contribuem para o avanço do conhecimento. As conclusões são de Luís Castiel e de Javier Sanz-Valero."

(título e resumo de artigo, datado de 07-02-2008, disponível em Web - WebJornal - http://www.editonweb.com/Noticias/NoticiasDetalhe.aspx?nid=1533&editoria=2)

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

"Certos poderes precisam de construir a imagem de que eles próprios [...] se confundem com o interesse da instituição"

As vozes discordantes ou, dito de outro modo, os inimigos internos

(título de mensagem, datada de Sexta-feira, 8 de Fevereiro de 2008, disponível em Liberdade na UMinho)
-
Comentário: "são encorajadores os sinais de mudança" - oxalá tenha razão, caro colega!

Porto, Cávado e Ave, Viana do Castelo e Bragança formaram um consórcio para oferecer um mestrado

*
(título de mensagem, datada de 08/02/07, disponível em Blog de Campus)

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Revista de imprensa

Notícia DN: DN_ONLINE
Dificultada na universidade promoção de doutorados:
http://dn.sapo.pt/2008/02/07/sociedade/dificultada_universidade_promocao_do.html
*
Notícia JN
Universidade do Porto pode juntar Ciências e Engenharia:
Projecto de fusão reduz Porto a cinco faculdades - http://jn.sapo.pt/
*
Artigo Região Sul - Diáro Online
Formar desempregados
http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=80850
-
(cortesia de Nuno Soares da Silva)

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

O que já se sabe sobre os estatutos: tomada de posição

«Depois de ponderar o que transpareceu nas mensagens oficiais, oficiosas e não-oficiais da Assembleia Estatutária (AE), um grupo de professores da Universidade do Minho que não se reviu em nenhuma das listas candidatas à AE entendeu tomar posição activa no debate da revisão estatutária, consubstanciada, desde já, nos seguintes pontos:
1. A Universidade não vai passar a fundação. Razões? Não foram dadas, para além da referência a uma das supostas condições de passagem a fundação, ou seja, a necessidade de ter 50% de receitas próprias. Pelos vistos, a Universidade do Minho tem só 32%. E as três instituições que enunciaram a possibilidade dessa transformação (Porto, Aveiro e ISCTE) tê-las-ão? Como foi dito, o que estas instituições fizeram foi manter em aberto essa possibilidade, que ficou dependente de uma negociação com o Ministério. Porque é que a Universidade do Minho excluiu essa via?
2. Ainda a questão das datas. Havia uma data limite de comunicação favorável ao ministério que não foi cumprida por não se poder votar sem a presença dos membros co-optados, que só estariam convocados para data posterior. Terá sido desatenção? Se já se tinha tomado uma posição sem os consultar, que dizer da importância que a AE dá aos membros co-optados?
3. A AE vai propor um Senado e já tem ideias quanto à sua composição, havendo aparentemente consenso entre os membros da AE neste ponto. Já se fala até do Senado ter comissões. Põe-se a questão: porquê tanta ênfase num Senado, órgão puramente consultivo? Aliás, segundo o RJIES, os representantes das unidades orgânicas podem estar representados em reuniões do Conselho Geral, sem direito a voto. Será que a ideia de existir um Senado é a do Reitor dispor de um órgão, supostamente representativo da academia, que possa ser usado como instrumento de pressão sobre o Conselho Geral? Desta decisão transparece que os membros da AE se mantêm fiéis à história da UM e eventualmente à sua estrutura actual. Assim, surge a questão: afinal, o que de substancial muda com os novos estatutos da UM? Não será esta a tentativa de realizar a quadratura do círculo? Não rejeitamos a história da UM mas entendemos que não faz sentido que os protagonistas do passado voltem a ser os principais actores de uma reforma que nos parece necessária.
4. O Conselho Geral terá 35 membros, o máximo permitido pela lei. Porquê optar pelo maior número quando, há não muito tempo, se elogiavam as vantagens de um órgão executivo mais eficiente e com menos membros? Que sentido existe em propor um Senado e, simultaneamente, um Conselho Geral na sua dimensão máxima?
Fiéis aos princípios que enunciámos por ocasião do acto eleitoral que deu origem à Assembleia Estatutária e profundamente empenhados no sucesso da reforma da Universidade, entendemos dizer o seguinte:
i) parece-nos manifestamente errada a decisão de encerrar o debate sobre a evolução da nossa Universidade para fundação, seguro que é que o Ministério vai ter que clarificar os benefícios da adopção de um tal estatuto e que os espartilhos que estão criados às Instituições de Ensino Superior são gravosos em matéria de autonomia financeira e de agilidade de gestão;
ii) o Senado que se pretende criar sugere-se imbuído de uma ambição que não é compaginável com o estatuto que a lei nº 62/2007 lhe confere; a nosso ver, há que reconfigurá-lo e não fazer dele instrumento de preservação da inércia, em tempos que devem ser de criatividade e de eficácia;
iii) o Conselho Geral que defendemos, em nome da respectiva operacionalidade estratégica e eficácia de intervenção, deve ser uma estrutura tão pequena quanto a lei o permita.
Sendo evidente existirem problemas de comunicação entre os membros da AE e desta com a Academia, sugere-se que as notas informativas produzidas pela AE sejam mais detalhadas e explícitas no que respeita aos debates em curso no seu seio.
No seguimento da anterior tomada de posição e desta que agora fazemos pública, a título de contributo para o debate sobre a reforma estatutária e para um maior envolvimento da Academia nesse debate, queremos anunciar o lançamento de um ciclo de tertúlias sobre diversos sub-temas desse dossiê e convidar desde já a comunidade académica a participar nelas activamente. A primeira das ditas tertúlias está agendada para 14 de Fevereiro, pelas 14:30 horas, na Escola de Economia e Gestão.

Universidade do Minho, 6 de Fevereiro de 2008

O Grupo de Reflexão sobre a Universidade do Minho»
*
(mensagem distribuída na rede electrónica da UMinho na tarde de hoje)

Tertúlia sobre a revisão estatutária: convite à participação

«Caro(a) colega,
Tentando contribuir para o debate sobre a reforma estatutária em curso na Universidade do Minho e trazer para esse debate a Comunidade Académica, no seu todo, vimos convidá-lo a participar na tertúlia que terá lugar a 14 de Fevereiro, 5ª feira, a partir das 14,30 horas, na EEG, em Gualtar, em que estará em agenda a temática da opção pelo modelo fundacional, e demais aspectos de natureza organizacional relacionados.
A tertúlia que agora se anuncia será a primeira de um ciclo onde se procurará abordar os aspectos maiores da revisão estatutária. O sucesso da iniciativa será devedor da sua presença e participação activa.
Como animadores convidados desta primeira iniciativa estarão:
- Alexandre Sousa, da Universidade de Aveiro; e
- Lúcia Lima Rodrigues, da EEG/UMinho (membro da Assembleia Estatutária).
Contamos com a sua presença.
Cordiais cumprimentos,

Pelo grupo organizador

J. Cadima Ribeiro»
*
(mensagem-convite distribuída na rede electrónica da UMinho na tarde de hoje)

Revista de imprensa

Notícia DN: DN_ONLINE
Governo abre guerra às licenças sabáticas nas universidades:
http://dn.sapo.pt/2008/02/06/sociedade/governo_abre_guerra_licencas_sabatic.html
*
Notícia Correio da Manhã
Reitores pressionados:
http://www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=276636&idselect=10&idCanal=10&p=0
-
(cortesia de Nuno Soares da Silva)

terça-feira, fevereiro 05, 2008

Revista de imprensa

Notícia JN
Aumento de propinas e despedimentos à vista: http://jn.sapo.pt/2008/02/05/nacional/aumento_propinas_e_despedimentos_a_v.html
*
Notícia JN
Há mais de 100 licenciaturas públicas com menos de 20 alunos: http://jn.sapo.pt/2008/02/05/nacional/ha_mais_100_licenciaturaspublicas_me.html
*
Notícia JN
Números ilustrativos:
http://jn.sapo.pt/2008/02/05/nacional/numeros_ilustrativos.html
-
(cortesia de Nuno Soares da Silva)

Encontro de «bloggers» do Ensino Superior

Encontro de «bloggers» do Ensino Superior

[título de mensagem, datada de 08/02/05, disponível em Por Educar]

A festa continua

«A “Notícia” da reunião do Plenário do Senado de 28 de Janeiro

No período “antes da ordem do dia” do último Plenário do Senado, o Prof. Moisés Martins pediu para ser discutida uma notícia publicada no UMdicas. Argumentou o Professor Moisés que esta publicação, usando da mentira e do insulto, o enxovalhou. O Presidente do Senado decidiu incluir essa discussão nos Outros Assuntos. A reunião, com início pelas 10 horas, prosseguiu com os pontos agendados até cerca das 11h30, sendo a questão colocada pelo Prof. Moisés discutida na última hora e meia da reunião.
Devo assinalar, em primeiro lugar, que é deveras surpreendente que um tema que ocupou cerca de metade da reunião do Senado não seja sequer mencionado na “Notícia” que dele foi dada.
Mas afinal o que é que foi discutido? O Prof. Moisés proferiu uma declaração em que se insurgiu contra o modo como tinha sido tratado na notícia sobre a Primeira Mostra Científica do Curso de Geografia, publicada na última edição do UMdicas, cujo subtítulo, acompanhado da sua fotografia, foi “Por que não te callas?”.
Referindo que a notícia não correspondia à verdade, conforme testemunho escrito de diversos professores presentes na cerimónia, o Prof. Moisés questionou o Sr. Reitor e o Senado sobre o facto de um jornal da Universidade do Minho poder publicar uma notícia, sob anonimato, ofensiva para um professor, também Presidente do Instituto de Ciências Sociais. E perguntou, ainda, que sentido havia em a Universidade entregar a amadores a responsabilidade pela sua imagem externa. O Professor Moisés não entendia como é que era possível a Universidade ter como sua expressão externa (o UMdicas é distribuído para toda a região como encarte do Diário do Minho), uma publicação ilegal, não registada na Entidade Reguladora da Comunicação Social, sem jornalistas profissionais, e sem estatuto editorial conhecido.
O Administrador dos SASUM interveio, de seguida, para responder que ele e os seus serviços se sentiam acossados por um conjunto continuado de referências à sua actuação, e, surpreendentemente, distribuiu, muito prontamente, fotocópias de notícias sobre a mesma mostra publicadas em jornais da região. Afirmou ainda que a reacção do Prof. Moisés, ao abrigo do direito de resposta, ia ser publicada em próxima edição do UMdicas.
Em nome da Escola, o Prof. Miguel Bandeira, vice-presidente do Instituto de Ciências Sociais, leu uma declaração onde o Conselho do ICS, por unanimidade, repudiava as “afirmações falsas e insidiosas, […] uma atitude que, sendo ilegítima, por arbitrária e anónima, a não ser condenada, não garante, doravante, a todos os que laboram na Universidade do Minho o direito ao seu bom nome e o respeito pelos órgãos académicos legítimos”.
Vários membros do Senado entenderam que esta não era uma questão que merecesse ser debatida, que a mesma deveria ser resolvida com o direito de resposta ou por recurso aos tribunais. Houve mesmo quem sugerisse que uma condenação do UMdicas configuraria um acto de censura.
Em contrapartida, outros elementos do Senado, interrogaram-se sobre a atitude que a Universidade tomaria, caso algum jornal do país publicasse uma notícia ofensiva para a Universidade, ou para um dos seus membros. Certamente haveria lugar a uma tomada de uma posição institucional. Como se compreendia, então, que um jornal pago com o dinheiro da Universidade, fosse usado para insultar um docente?
Apesar de ter sido posta à votação no Senado a proposta de condenação do UMdicas, tal não veio a acontecer, dado alguns dos presentes na reunião não se considerarem suficientemente informados. A proposta foi, pois, retirada, sendo deliberado que este assunto seria agendado em futura reunião do Senado.
Pergunto-me se este era ou não um assunto suficientemente relevante para ser noticiado? E por que razão não se ouviram vozes de protesto pelo facto de a “Notícia” deixar de fora esta questão, sobretudo quando se advoga para a nossa Universidade o modelo de uma “universidade moderna”, que “deveria ser sem condição”, com “uma liberdade incondicional de questionamento e de proposição”.
Se, de facto, todos nos revelamos pelas posições públicas que assumimos, não nos revelamos menos pelos nossos silêncios cúmplices e comprometedores.
É verdade que não há relatos neutros. O que somos capazes de fazer são relatos que reflectem sempre pontos de vista. Ora, por muito discutíveis que sejam os nossos pontos de vista, a sua expressão plural é que constitui a essência mesma da democracia.
Pedro Oliveira»
*
(reprodução integral de mensagem, com distribuição universal na rede da UMinho, que me caiu na caixa de correio electrónico na tarde de ontem)
-
Ps: sobre este assunto vale a pena ler o que escreveu Jaime Rocha Gomes em Prálem D`Azurém, em texto intitulado "UMDicas e o Senado")

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

Encontro de “bloggers” do Ensino Superior?

“Atão” não é que, sem que nada o fizesse prever, recebi hoje duas mensagens falando-me da oportunidade de realização de um novo encontro de “bloggers” do(a) Ensino/Educação Superior e, para mais, questionando-me se estaria disponível para fazer de anfitrião. Perguntei-lhes logo se não seria coisa subversiva essa que me estavam a propor. De mais a mais, eu não sou desses. Limito-me a manter um modesto jornal de parede, onde falo do(a) Ensino/Educação Superior, é certo, mas onde falo muito mais de quanto é triste trabalhar hoje em dia numa dessas instituições.
Coisas…
Fiquei tão sem saber o que pensar e dizer que estou aqui, agora, a desabafar convosco.
Não acham a ideia bizarra? Se não podemos sequer ter expectativa de vir a constar do “Guinness book”, para quê então pensar no assunto?
Coisas esquisitas estas. Até parece que são artistas ou escritores ou coisa que lhe equivalha!

J. Cadima Ribeiro
-
Ps: última hora - de duas passou já para três o número de mensagens recebidas sob a dita epígrafe. Algo me diz que a circunstância de hoje ser véspera do dia de entrudo não será estranho a isto

domingo, fevereiro 03, 2008

Notícias de uma gestão profundamente lesiva dos interesses da Instituição

"Exmo Senhor [...]
A secretária do DCILM acabou de falar com a sua secretária, [...], que disse que os saldos de 2007 dos centros de custo das propinas de Doutoramento e de outras verbas próprias não iriam transitar para este ano de 2008.
Venho pois solicitar que informe a razão por que tal acontece, com o devido ofício ou nota informativa de quem de direito.
Agradeço ainda que me diga como é que se procederá ao pagamento de viagens e materiais adquiridos para os alunos de doutoramento que pagaram devidamente as suas propinas.
Grata pela informação
[...]"
(reprodução parcial de mensagem, de distribuição universal na rede da UMinho, que me caiu na caixa de correio electrónico em 08/02/01)
-
Comentário: sem comentários adicionais!

sábado, fevereiro 02, 2008

"O Senhor Ministro está para as reformas da educação superior [...] como eu estou [...] para os meus cozinhados"

Autonomia aplicada

(título de mensagem, datada de Sábado, 2 de Fevereiro de 2008, disponível em Polikê ?)

quinta-feira, janeiro 31, 2008

Anteprojecto de Estatutos do IPLeiria

"Anteprojecto de Estatutos do IPL
O IPL apresenta o seu Anteprojecto de Estatutos, que se encontra em discussão pública. Os contributos podem ser enviados para o e-mail novosestatutos@ipleiria.pt.

Anteprojecto de Estatutos do IPL"
*
[texto de abertura do sítio do IPLeiria
(http://www.ipleiria.pt/portal/ipleiria;jsessionid=d495b46d26d6d0e7660859219c90?p_id=13681&content.id=75322), chamando a atenção para o seu projecto de estatutos e para a oportunidade dos membros daquela academia participarem na discussão do documento]
-
Comentário: enquanto uns divulgam (bem cedo) alargadamente os seus projectos de estatutos, outros esforçam-se porque "o jogo" permaneça escondido. Abaixo, neste jornal de parede (O comunicado e o (meu) comentário-resposta / Ainda “o relato”) , dá-se expressiva notícia disso.

Ministro não vai autorizar a integração do Instituto Politécnico de Lisboa na Universidade de Lisboa

Fragmentação no ensino superior

(título de mensagem, datada de 30 de Janeiro de 2008, disponível em Empreender)

Mensagem do reitor da UÉvora à academia

«[...]
A redução do corpo docente deverá realizar-se, ao longo dos próximos três anos com recurso aos "mecanismos" naturais, que abaixo se mencionam e de outros que eventualmente a legislação pertinente possa prever. Desde já serão tomadas as seguintes medidas:
a) Não renovação, em geral, do contrato de docentes convidados;
b) Não renovação da requisição de professores do ensino secundário;
c) Incentivo à mobilidade especial (voluntária);
d) Incentivo à transferência para outras Instituições de Ensino Superior;
e) Maior exigência na concessão da "nomeação definitiva";
f) Mobilidade funcional no seio do futuro consórcio "Academia do Sul".
[...]
Évora e o Alentejo estão em mudança e, em consequência, a Universidade de Évora também deverá operar mudanças, devendo preparar-se para responder a todas as vertentes que são próprias de uma universidade europeia, assumindo, em simultâneo, um compromisso específico de serviço público para com o desenvolvimento da região em que se insere.
Uma universidade que se auto-atribui uma missão deste cariz deverá formatar-se de modo a dar respostas adequadas quer no domínio da produção do conhecimento, da inovação tecnológica e da criação artística, como também, com idêntica ênfase, no âmbito da socialização do conhecimento. Deverá ser, portanto, uma universidade que associe estreitamente a investigação científica, artística e tecnológica, ao ensino, à formação ao longo da vida e à divulgação científica, devendo estas actividades ser organizadas com indiscutível qualidade científica e sustentabilidade económica a médio e longo prazo.
[...]»
Jorge Araújo
Reitor da Universidade de Évora
*
(extractos de "Mensagem do Reitor à Academia", a 29 de Janeiro de 2008, tornada pública)
[cortesia de Nuno Soares da Silva]

quarta-feira, janeiro 30, 2008

Portugal tem falta de profissionais qualificados em tecnologias da informação

Notícia Diário Digital
TI com falta de 2 a 3 mil profissionais altamente qualificados: http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro_digital/news.asp?section_id=3&id_news=93382

(cortesia de Nuno Soares da Silva)

“Farpas que doem”

“Como vem sendo habitual, reuni clandestinamente, há dias, com o director do jornal para avaliar os estragos produzidos pelas últimas crónicas saídas a público. Os cerca de trezentos convivas que nos rodeavam na altura forneceram-nos o enquadramento para que o encontro decorresse com a indispensável discrição.
Tomei então conhecimento, para meu espanto, que a análise recente que produziu maior impacto terá sido uma que se reportava ao percurso de um certo professor universitário, não nomeado, relativamente ao qual exprimia o meu temor de ver atingido pelo «raio da política».
A razão de ser do meu espanto é proporcional ao número de docentes da U.M. (vulgo, Universidade do Minho) que se sentiram incomodados pelo teor do artigo, que tinha destinatário singular, e tão mal disfarçado que até o director do jornal o identificou de uma penada.
É razão para ficarmos preocupados, eu e os leitores: então não é que já não sobra espaço a ninguém para ser ele próprio, seguir o seu destino individual, único! Parece até que nos movemos na selva que são os negócios, em que cada um só se interessa pelas boas ideias dos outros para lhas roubar à primeira distracção.
E há quem se espante que o povo exclame amiúde: «Valha-nos Deus e o Senhor dos Aflitos!». Então se, como digo, até entre as elites ilustradas grassa a cobiça do alheio…!?
Depois da informação que me chegou, temo até por esta minha singela coluna: assiste-me o receio que algum dia apareça qualquer candidato a analista disposto a pagar mais que eu e ficar-me com o magro espaço de jornal que o ilustre director me dispensa. Agora começo a entender bem melhor o sentido da preocupação que vi expressa há uns tempos de, num futuro próximo, só virmos a poder cruzar a rua com as costas voltadas para as paredes.”

J. C.

(reprodução integral de texto do autor identificado, publicado no jornal Notícias do Minho, em 95/08/26, em coluna regular intitulada “Crónicas de Maldizer”)

terça-feira, janeiro 29, 2008

Ainda “o relato”

Ao que parece, “o senhor reitor não gostou” do “relato” do decorrer das duas reuniões até agora realizadas feito pelo grupo de membros da Assembleia Estatutária (AE) eleitos pela lista B. Aliás, já tinha(mos) percebido isso, atento(s) à tomada de posição pública que se seguiu, proveniente de um elemento da sua lista. Não gostou, digo, pese embora a natureza indisfarçavelmente inócua do texto divulgado.
Fazendo a leitura ao contrário, há que concluir que “o senhor reitor” apreciou a postura “cordata” assumida pelos ditos membros da AE até essa data o que, não me (nos) surpreendendo, deve deixar muito preocupada a comunidade universitária que, com o seu voto na lista B, quis dar um sinal de profundo descontentamento com o estado de coisas vigente na UMinho.
Para confirmar a bondade da leitura feita, vou (vamos) aguardar (com preocupação) pelos desenvolvimentos dos próximos capítulos.

J. Cadima Ribeiro

segunda-feira, janeiro 28, 2008

Comunicado do SNESup: mobilidade no Ensino Superior

«SNESup - Sindicato Nacional do Ensino Superior
MOBILIDADE ESPECIAL E LICENÇA EXTRAORDINÁRIA NO ENSINO SUPERIOR?
Colegas
O MCTES está a enviar às Escolas Superiores de Enfermagem (pelo menos às que foram objecto de recentes fusões) ofícios que pretendem identificar interessados em passarem a mobilidade especial e depois a licença extraordinária. Porque nos têm sido formulados alguns pedidos de esclarecimento, permitimo-nos alertar para o seguinte:
- é provável que estas iniciativas se repitam à medida que forem sendo aprovados os novos Estatutos das Universidades e Institutos Politécnicos, sobretudo se houver alteração no elenco das unidades orgânicas;
- estas passagens "voluntárias" a mobilidade especial e a licença extraordinária poderão dar origem a que a remuneração de referência considerada no início da situação de mobilidade especial - que será, como se sabe, progressivamente reduzida - seja a de tempo integral e não a de dedicação exclusiva, uma vez que o sistema é gerido por uma entidade pública empresarial que pode não ter a percepção de que a dedicação exclusiva é o regime regra no ensino superior;
- os interessados na atribuição de licença extraordinária poderão ver-se metidos numa armadilha pois, conforme já alertou o próprio Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado, não é obrigatorio deferir os pedidos de passagem a licença extraordinária por parte de quem está em mobilidade especial;
- os valores que serão pagos na situação de licença extraordinária consideram-se "subvenções" e não "remunerações" e como tal serão pagos apenas 12 meses do ano, sem subsídios de férias e de Natal .
Sem rejeitarmos à partida a possibilidade de existência de uma licença deste tipo, esperamos que o seu regime possa ser aperfeiçoado, com mais garantias para os interessados, através de negociação colectiva com a participação do SNESup.
Para consulta:
http://www.snesup.pt/htmls/_dlds/decreto_187_X_completo.pdf - Decreto da Assembleia da República 187/X (ainda não promulgado)
Saudações académicas e sindicais
A Direcção do SNESup
28-1-2008»
*
(reprodução integral de mensagem, com a proveniência e autoria identificadas, que me caiu na caixa de correio electrónico esta tarde)

Anúncio: "First euromediterranean start up contest for students"

«Subject: First euromediterranean start up contest for students
Dear colleagues,
ACCEDE-Provence is the student association of EUROMED Marseille School of Management specialized in entrepreneurship. Our aim is to help unemployed people to launch their business through market-studies and business-plans.
Every year in April, we organise a start-up contest in the south of France called "Le Phare de la Creation". It counts also a special award for students.
2008 will be a landmark in the history of ACCEDE because we will extend this start-up contest to all Euro Mediterranean universities business and engineering schools.
Please note that it does not involve setting up a business. It consists of building a project and being able to defend it in front of a jury composed of EUROMED Marseille teachers, bankers, accountants, entrepreneurs and lawyers.
It's important to mention that partnerships with airline companies will also be negotiated to enable foreign students to come free of charge.
May you give us the e-mail address of someone who is interested in this project and who would encourage all the students of your School to take partin this event.
Please send your replies to accede@euromed-marseille.com
you can also visit our web-site:
where everything is explained.
We will send you an email that you can send to students interested in this start up contest.
Thank you,
Accede Provence Team»
*
(reprodução integral de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico)

sábado, janeiro 26, 2008

"Estranhos tempos estes que vivemos!"

"[...], ainda me lembro do tempo em que era considerado ser pernicioso para o povo mantê-lo informado, pois estaria tudo menos preparado para isso.
[...]"
*
(extracto de mensagem de correio electrónico recebida na sequência da divulgação do comunicado que se reproduz imediatamente abaixo)

sexta-feira, janeiro 25, 2008

O comunicado e o (meu) comentário-resposta

«Caro colega Rui Vieira de Castro,
É assim mesmo: a cada um a sua verdade! E a comunidade universitária?
Essa ...
Cordiais cumprimentos,

J. Cadima Ribeiro»
---
«De: Rui Manuel Costa Vieira Castro
Enviada: sex 25-01-2008 12:58
Para: iec-todos; ecum-todos; EEG - Todos; eng-todos; ics-todos; iep-todos; ILCH - Todos; Direito - Todos; Todos - Arquitectura; ecs-todos; UM Reitoria, Órgãos e Serviços; ESE - Todos
Assunto: Sobre o Relato das Reuniões da Assembleia Estatutária

Aos Professores e Investigadores da Universidade do Minho

Venho, enquanto membro da Assembleia eleito pelo corpo de professores e investigadores da Universidade, exprimir publicamente o meu desagrado face à mensagem dos professores Licínio Lima, Manuel Gama, Lúcia Rodrigues, Pedro Gomes, Miguel Bandeira e Pedro Oliveira, ontem divulgada na rede da Universidade.
Não está evidentemente em causa a legitimidade de os membros da AE prestarem contas à Academia e àqueles que os elegeram. Este foi, aliás, um compromisso assumido pelas duas listas que se apresentaram ao sufrágio do corpo de professores e investigadores.
Está sim em causa, no meu ponto de vista, o sentido da divulgação de um 'relato' do que se passou na referida reunião que não é mais do uma versão cuja adequação não é aferivel a não ser por quem nela participou.
A Assembleia Estatutária decidiu a distribuição, no final de cada reunião, de um comunicado, da responsabilidade da Assembleia, resumindo a discussão e as deliberações tomadas. Isso foi feito já no caso da reunião do dia 18 de Janeiro.
Ora, a mensagem ontem divulgada omite aspectos substantivos da discussão havida, mencionados no comunicado da AE, e dá como verdadeiros factos que o comunicado não refere.
Lamento, nesta circunstância, não poder deixar de entender a mensagem dos meus colegas da AE como tentativa de impor a sua leitura dos trabalhos como leitura legítima, tentando condicionar, de um modo que me parece abusivo, a actividade da AE e, no imediato, as condições de elaboração da própria acta da reunião.
Julgo que acções deste tipo não contribuem para a criação do ambiente mais adequado à elaboração de um documento tão relevante como são os Estatutos da Universidade.

Com os melhores cumprimentos,
Rui Vieira de Castro
[Membro da Assembleia Estatutária]»
*
(reprodução integral de mensagem, de distribuição universal na rede da UMinho, que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, e do comentário-resposta que na altura me saiu)

Revista de imprensa

Artigo Diário Económico
Capital de risco universitário:
http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/opinion/columnistas/pt/desarrollo/1081643.html
*
Artigo Portugal Diário
Ciência dá força a «deitar cedo e cedo erguer»:
http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=907381
*
Notícia Jornal de Negócios
Tribunal obriga Jaime Silva a reintegrar 63 supranumerários:
http://www.jornaldenegocios.pt/default.asp?Session=&CpContentId=309916


(cortesia de Nuno Soares da Silva)

quinta-feira, janeiro 24, 2008

O mundo virtual está a ser utilizado por universidades de medicina

Artigo SOL
Universidades de medicina ensinam através do Second Life:
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Tecnologia/Interior.aspx?content_id=77047

(cortesia de Nuno Soares da Silva)

Percalços de uma reforma: a aparência de que alguma coisa está a mudar para que tudo fique na mesma?

No jornal de parede electrónico de que sou editor (Universidade Alternativa) publiquei há poucos semanas uma nota sobre a temática da composição da assembleia estatutária da Universidade do Minho em que assinalava a curiosidade de haver um membro externo da dita assembleia que está, simultaneamente, na assembleia congénere da Universidade do Porto. Perante este facto, ironizando, questionava se os elementos externos que integram as assembleias estatutárias não deveriam ser todos os mesmos. Assim se poupariam muitos esforços e tempo.
Esta nota surgia na continuidade de uma primeira, da autoria de um colega, que, no seu blogue (Empreender), havia questionado o facto identicamente curioso de uma assembleia estatutária constituída ao abrigo da lei nº 62/2007 (RJIES) poder integrar entre os seus membros, com o estatuto de membro externo, isto é, cooptado, um ex-reitor da Instituição. Uma vez mais a título de comentário irónico, essa situação levou-me então a questionar se não seria esta uma política de recrutamento dos membros externos a manter aquando da constituição do futuro Conselho Geral. Assim se evitaria o desperdício de capital de experiência que a não preservação dessa prática implicaria.
Lembre-se que a lei estabelece sobre a constituição das assembleias estatutárias, à semelhança dos futuros conselhos gerais (órgãos de topo da instituições, responsáveis, nomeadamente, pela designação dos reitores ou presidentes), que aquelas integram, obrigatoriamente, “Cinco personalidades externas de reconhecido mérito não pertencentes à instituição com conhecimentos e experiência relevante para a instituição.”
A manifesta interpretação “desviante” do espírito da lei que aqui invoco estará longe de ser caso isolado. Na sua crueza, este exemplo serve para tornar patente quanto intenções de reforma que aparecem suportadas na produção de leis e na suposta clarividência do legislador (ou do príncipe) facilmente falham no seu alcance. Por isso, durante a fase de discussão da lei, falei da necessidade de se trazer para o processo os agentes da reforma necessária, professores, investigadores, técnicos que suportam o funcionamento das instituições, e também alguns interlocutores daquilo que deveria ser o caminho a trilhar pelas Instituições de Ensino Superior em matéria de relação com a comunidade. Possivelmente, só não deixei um alerta tão forte quanto deveria para o perigo, óbvio, da oligarquia de interesses que estava (está) instalada se assenhorear do processo. O perigo que se oferecia era que desembocássemos numa situação em que, parecendo que alguma coisa mudaria, ficasse tudo na mesma. O exemplo que deixo acima ilustra a verosimilhança desse risco.
Não é, entenda-se, que as personalidades em causa não sejam pessoas de grandes méritos e com contributos dados à Universidade dignos de reconhecimento. O problema é que deveriam ter tido a lucidez de se afastarem neste momento que deveria ser de renovação, e deviam tê-lo feito apesar de (ou sobretudo se) pressionadas a continuarem, porque essa pressão só poderia vir de quem não é capaz de replicar-lhes a obra e delas se serve como bóia para se manter à tona da água.
A inércia que persiste e a falta de ousadia que é patente têm ilustração também na forma como as instituições estão a reagir à possibilidade consagrada na lei de optarem pelo estatuto de fundações públicas de direito privado. Tratando-se, embora, de uma figura estatutária opaca, inventada por uma tutela animada de intenções ainda mais opacas, a verdade é que ninguém antecipava o que viria a passar-se, incluindo a postura que Vasco Eiriz, o colega a que fiz já alusão a abrir este texto, designou de posição de “Maria vai com todas”, e que eu chamaria antes de “Maria vai com as outras”. Esta figura de estilo é usada para sublinhar uma conduta em que ninguém quer arriscar, ficando todos à espera do passo que dê a “vizinha”. Daqui resulta que tanto a fundação aparece recusada por todos(as) quanto conquista a respectiva adesão. Depois de Aveiro, o ISCTE e o Porto, à última hora, terem dado o primeiro passo, vamos poder confirmar isso nos próximos meses.
Tudo o que se anota aqui é tanto mais paradoxal quanto a sociedade espera do Ensino Superior, crescentemente, liderança, iniciativa e inovação. Ora se, como anotava José Manuel Silva no seu blogue (Campo Lavrado), em entrada já deste ano, todo o líder deve possuir “curiosidade, criatividade, comunicação, carácter, coragem, convicção e carisma", temos que convir que não é isto que transpira desta reforma do ensino superior nacional, quer em termos da iniciativa que a desencadeou formalmente, quer em termos do processo de implementação que está a ter.
J. Cadima Ribeiro
(artigo de opinião publicado na edição de hoje do Jornal de Leiria)

quarta-feira, janeiro 23, 2008

Revista de imprensa

Notícia DN: DN_ONLINE
Professores querem renovação da faculdade: http://dn.sapo.pt/2008/01/23/sociedade/professores_querem_renovacao_faculda.html
*
Notícia JN
Detectados pagamentos ilegais na Universidade: http://jn.sapo.pt/2008/01/22/norte/detectados_pagamentos_ilegais_univer.html

(cortesia de Nuno Soares da Silva)

terça-feira, janeiro 22, 2008

Mais notícias de propaganda

Notícia Diário Digital
Portugal e Espanha querem promover ensino língua e cultura:
http://www.diariodigital.pt/news.asp?section_id=4&id_news=314559
(cortesia de Nuno Soares da Silva)
-
Comentário: eu preferia ver acções no domínio da língua e da cultura, e não só!

segunda-feira, janeiro 21, 2008

Os exemplos que vêm da Escola de Engenharia

Repensar a Escola de Engenharia: Os departamentos

(título de mensagem, datada de Segunda-feira, 21 de Janeiro de 2008, disponível em Prálem D`Azurém)
-
Comentário: ora aí está uma iniciativa válida da Escola de Engenharia, a replicar pelas demais Escolas da UMinho. Será que é um debate que queremos (temos a coragem de) fazer?

O Laboratório Internacional de Nanotecnologia

Fundação do Laboratório Internacional de Nanotecnologia

(título de notícia disponível no Portal do Governo [http://www.portugal.gov.pt/])

[cortesia de Nuno Soares da Silva]
-
Comentário: uma magnifica peça de propaganda do governo esta de que se dá notícia!

sábado, janeiro 19, 2008

Nada de novo na UMinho

"VOTE LISTA B OU LISTA A, NÃO DEIXE É DE VOTAR".
Este é o título curioso da última mensagem, datada de 30-11-2007, disponível em Universidade Cidadã
Aparentemente, dessa data até hoje não se terá passado rigorosamente nada em matéria estatutária na UMinho que merecesse ser divulgado/comentado ou, pelo menos, não se terá passado nada que pudesse interessar à Comunidade Académica.
J. Cadima Ribeiro

quinta-feira, janeiro 17, 2008

As outras «têm de fazer o seu caminho», diz o ministro

Notícia Portugal Diário
Fundações: maioria das universidades sem condições:

(cortesia de Nuno Soares da Silva)
-
Comentário: a maioria? Não será todas, antes (se excluirmos a insitituição "do coração" do ministro, que o deixou ficar mal)?
Ps: a propósito das ditas declarações de "Zé Mariano", cumpre-me recomendar, vivamente, a leitura da mensagem também de ontem de Regina Nabais, intitulada «'Tá gelado! Tá frio! 'Tá morno! 'Tá a aquecer! 'Tá quente! 'Tá a pegar fogo! !!!ACHOU!!!», disponível em Polikê ?.
Estes ministros do governo de Zé Sócrates são cá uns castiços! Valha-nos isso já que, como governantes, são fracos.

"O estranho mundo das cooptações"

O estranho mundo das cooptações

(título de mensagem, datada de 16 de Janeiro de 2008, disponível em Empreender)

quarta-feira, janeiro 16, 2008

As universidades de Aveiro, Porto e Minho assinam quarta-feira um protocolo de cooperação

Notícia Diário Digital
Portugal e Galiza vão formar doutorados em Nanomedicina:
http://www.diariodigital.pt/news.asp?section_id=61&id_news=313839

(cortesia de Nuno Soares da Silva)

As faculdades de letras ficaram presas à formação de professores

A partir de uma sugestão que encontrei em A destreza das dúvidas, cheguei à mensagem intitulada "Letras deprimidas", datada de Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2008, disponível em
Julgo que vale a pena ler. Assim como vale a pena ler a mensagem disponível em A destreza das dúvidas, que a provocou.

To be successful

"To be successful, you have to be able to relate to people; they have to be satisfied with your personality to be able to do business with you and to build a relationship with mutual trust."

George Ross

(citação extraída de SBANC Newsletter, January 15, Issue 502-2008, http://www.sbaer.uca.edu)

terça-feira, janeiro 15, 2008

A "angústia" de Gomes Canotilho

"Eu percebo a «angústia» de Gomes Canotilho, o perigo da Universidade não poder apostar suficientemente na investigação, as verbas que podem vir a ficar só em alguns centros e em áreas tecnológicas. E isto enquanto certas forças, blindadas jurídica, ideológica ou psicologicamente bloqueiam mudanças que Bolonha nos está a exigir já, enquanto nos pedem um esforço pedagógico muito superior, numa difícil mas indispensável conciliação entre investigar e ensinar, para não falar na mudança que implica uma investigação em rede, etc., etc."
João Boavida
(extracto de artigo de opinião do autor identificado, datado de ontem e intitulado "A CULTURA É QUE DURA - Também tu, Brutus?", publicado no Diário as Beiras - http://www.asbeiras.pt/print.php?area=opiniao&numero=54514&ed=15012008)
*
[cortesia de Nuno Soares da Silva]

domingo, janeiro 13, 2008

Do Relatório da OCDE de 2006

Os dados que o ME devia anunciar!

(título de mensagem, datada de 07/01/13, disponível em Outro Olhar)

sexta-feira, janeiro 11, 2008

A constituição da Assembleia Estatutária da UMinho: uma segunda curiosidade

Aos menos atentos, nos quais me incluo, terá passado despercebida a curiosidade de haver um membro externo da Assembleia Estatutária da UMinho (José Luis Encarnação) que está, simultaneamente, na assembleia congénere da Universidade do Porto.
Perante este facto, questiono-me se os elementos externos que integram as assembleias estatutárias das instituições de ensino superior nacionais não deveriam ser todos os mesmos. Imaginem o esforço e o tempo que se poupavam na elaboração destas peças formais.
Esta é, portanto, uma nota curiosa adicional à presença já sublinhada pelo colega Vasco Eiriz, no seu blogue (Empreender - "Ex-reitor, membro externo?"), de um ex-reitor da Insituição.
Para o futuro Conselho Geral fica a dúvida se esta política de recrutamento dos membros externos é para ter continuidade ou não. Seria enorme inconsistência e desperdício de capital de experiência se não fosse. Não concordam?

J. Cadima Ribeiro

O ministro explicou que "não se trata de aumentar de forma indiscriminada o orçamento das instituições"

Notícia DN/DN_ONLINE
Sócrates promete mais dinheiro para o superior: http://dn.sapo.pt/2008/01/11/nacional/socrates_promete_mais_dinheiro_para_.html
*
(cortesia de Nuno Soares da Silva)

Ligação inédita entre a empresa e o mundo universitário?

Qimonda estabelece cooperação inovadora com universidades portuguesas: http://www.cienciapt.info/pt/index.php?option=com_content&task=view&id=39116&Itemid=1
*
(cortesia de Nuno Soares da Silva)

quinta-feira, janeiro 10, 2008

Um reitor ousado

"Posição idêntica tem o Reitor da Universidade do Minho, António Guimarães Rodrigues, que não apresentará proposta alguma até dia 10, mas manterá a opção em aberto, pelo menos até que seja «publicada a necessária regulamentação e clarificação» da lei, que considera vaga.
«A opção pelo regime fundacional implica considerações sobre o modelo de gestão da instituição universitária, a verificação de condições técnicas da Universidade, a existência de garantias sobre o investimento fundacional e a garantia do financiamento futuro do Estado neste novo regime», afirmou Guimarães Rodrigues, sublinhando que a lei «não é esclarecedora sobre esta matéria»."
*
(extracto de notícia, datada de 08-01-09 e intitulada "Universidades: Quase todas rejeitam modelo fundacional", publicada pelo Diário Digital - http://www.diariodigital.pt/news.asp?section_id=61&id_news=312750)
[cortesia de Nuno Soares da Silva]
-
Comentário: ao contrário da generalidade das instituições de ensino superior nacionais, confirma-se que a UMinho tem um reitor ousado, pelo menos a usar os recursos gerados por outrém e a delapidar a imagem da Instituição, construída com esforço, ao longo de anos, por muitos outros.

Desesperadamente à procura de...

«o ministro anda de facto desesperadamente à procura duma instituição que se "fundacione" e rompa com o conluio que é comum no sector.»

Vasco Eiriz

(extracto de mensagem, datada de 08/01/10 e intituladas "O desespero do Manel e as indecisões da Maria", disponível em Empreender)

You can`t overestimate the need to plan

"You can't overestimate the need to plan and prepare. In most of the mistakes I've made, there has been this common theme of inadequate planning beforehand. You really can't over-prepare in business."

Chris Corrigan

(citação extraída de SBANC Newsletter, January 08, Issue 501-2008, http://www.sbaer.uca.edu/)

terça-feira, janeiro 08, 2008

Nyttige fraser til vitenskapelige publikasjoner

Em qualquer ocasião e muito mais a abrir um novo ano, umas notas de bom humor caiem sempre bem. Estas têm a curiosidade de terem proveniência escandinava.
Com a devida vénia ao meu colega de Departamento e de Centro de Investigação Odd Rune Straume, reproduzo de seguida uma mensagem que ele me fez chegar (e aos demais elementos da unidade de investigação):
*
«In order to ensure that we keep improving NIPEs research output, I found some phrases that should be very helpful when we try to get our research published. Enjoy!
Odd Rune
-
UNDERSTANDING AND WRITING SCIENTIFIC RESEARCH PAPERS
The following list of phrases and their definitions might help you understand the mysterious language of science. These special phrases are also applicable to anyone working on a Ph.D. dissertation or academic paper!
"IT HAS LONG BEEN KNOWN"...
I didn't look up the original reference.
"A DEFINITE TREND IS EVIDENT"...
These data are practically meaningless.
"WHILE IT HAS NOT BEEN POSSIBLE TO PROVIDE DEFINITE ANSWERS TO THE QUESTIONS"...
An unsuccessful experiment, but I still hope to get it published.
"THREE OF THE SAMPLES WERE CHOSEN FOR DETAILED STUDY"...
The other results didn't make any sense.
"TYPICAL RESULTS ARE SHOWN"...
This is the prettiest graph.
"THESE RESULTS WILL BE IN A SUBSEQUENT REPORT"...
I might get around to this sometime, if pushed/funded.
"IN MY EXPERIENCE"...
Once
"IN CASE AFTER CASE"...
Twice
"IN A SERIES OF CASES"...
Thrice
"IT IS BELIEVED THAT"...
I think.
"IT IS GENERALLY BELIEVED THAT"...
A couple of others think so, too.
"ACCORDING TO STATISTICAL ANALYSIS"...
Rumor has it.
"A STATISTICALLY-ORIENTED PROJECTION OF THE SIGNIFICANCE OF THESE FINDINGS"...
A wild guess.
"A CAREFUL ANALYSIS OF OBTAINABLE DATA"...
Three pages of notes were obliterated when I knocked over a glass of beer.
"IT IS CLEAR THAT MUCH ADDITIONAL WORK WILL BE REQUIRED BEFORE ACOMPLETE UNDERSTANDING OF THIS PHENOMENON OCCURS"...
I don't understand it.
"AFTER ADDITIONAL STUDY BY MY COLLEAGUES"...
They don't understand it either.
"THANKS ARE DUE TO JOE BLOTZ FOR ASSISTANCE WITH THE EXPERIMENT AND TO CINDY ADAMS FOR VALUABLE DISCUSSIONS"...
Mr. Blotz did the work and Ms. Adams explained to me what it meant.
"A HIGHLY SIGNIFICANT AREA FOR EXPLORATORY STUDY"...
A totally useless topic selected by my committee.»
*
Boa investigação e melhores publicações!
J. Cadima Ribeiro

"As universidades de Lisboa, Nova de Lisboa, Técnica de Lisboa, de Coimbra e do Minho decidiram adiar para Junho a decisão"

(titulo de mensagem, datada de 08/01/08, disponível em Ladrões de Bicicletas)
-
Comentário: a UMinho também? À sim?! Não sabia. (Alguém sabia? Será já a transparência prometida por ambas as listas candidatas à Assembleia Geral a funcionar?)

Universidade de Coimbra: não vai haver nenhuma tomada de posição

«A Universidade de Coimbra deverá ultrapassar o prazo estipulado pelo Governo para comunicar se quer ou não transformar-se em fundação pública de direito privado, admitiu hoje o vice-reitor Avelãs Nunes.
"É minha convicção que não vai haver nenhuma posição nesse sentido e que não há hipótese de a assembleia estatutária decidir [dentro deste prazo] abrir as negociações para iniciar o processo de transformação da Universidade de Coimbra em fundação pública de direito privado", adiantou o vice-reitor sublinhando "a indefinição" do novo regime jurídico.
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior estipulou um prazo até quinta-feira para as instituições do ensino superior comunicarem se pretendem ou não transformar-se em fundações públicas de direito privado.»
(extracto de Notícia PÚBLICO - Última Hora, intitulada "Universidade de Coimbra deverá adiar decisão sobre eventual passagem a fundação", seguindo despacho de 2008-01-07, 12:07:00, da Lusa)
*
[cortesia de Nuno Soares da Silva]

segunda-feira, janeiro 07, 2008

"Não é uma miragem uma cidade pequena ter uma universidade de excelência"

"Numa altura em que as universidades discutem as alterações estatutárias impostas pelo Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES), Gomes Canotilho veio, ainda, defender «os novos esquemas de organização», por considerar que, assentando noutra lógica de democracia – já não de representação, mas de delegação –, «tornam mais visível quem é que deve prestar contas».
«Eu digo que é outra lógica de democracia, que assenta na ideia de um Conselho [Geral], de um reitor, de um projecto e da legitimação através dos resultados», sustentou o catedrático."

(extracto de notícia, datada de 7 de Janeiro de 2008 e intitulada “Universidade de Coimbra é cada vez mais uma universidade provinciana”, publicada no Diário de Coimbra - http://www.diariocoimbra.pt/)
[cortesia de Nuno Soares da Silva]

A frase do dia - III

"Re: E que tal um infantário?
[...]
Caros(as) Colegas:
Sinto-me como se sentirá um fumador em lugar proibido.
Com efeito, ao endereçar esta mensagem penso nos colegas que ficam furiosos com esta invasão do seu domicílio electrónico.
Têm a sua razão e merecem respeito.
Mas também merecem respeito - até porque nem sequer é vício - aqueles que gostam da UM e querem debater problemas de interesse geral desta (e tantos são!).
Não haverá, dentro da UM, um espaço electrónico de fácil acesso pautado pelo respeito mútuo e pela liberdade de expressão para esse efeito?
É uma pergunta para a qual ainda não tenho resposta.
Um abraço,
António Cândido"
(reprodução integral de mensagem de hoje, com distribuição universal na rede da UMinho, que me caiu na caixa de correio electrónico)
-
Nota: o destaque é meu

domingo, janeiro 06, 2008

Se existir um verdadeiro "challenger", a inércia rompe-se

«Se tudo correr normalmente, com pena minha, não haverá heróis nem heroínas. Ou seja, nenhuma instituição quererá arriscar. Todas seguirão a estratégia mais confortável a que eu chamo "Maria vai com todas". Através desta estratégia, a Maria – uma tipa desprotegida, tonta, avessa ao risco, conservadora, que raramente pensa pela sua cabeça e está sempre a olhar para a vizinha – irá procurar proteger-se.»
Vasco Eiriz
(extracto de mensagem, datada de 08/01/05 e intitulada "Maria vai com todas ", disponível em Empreender)

sábado, janeiro 05, 2008

A relação entre a Universidade e a Empresa clama por uma inversão de procedimentos

"O atraso científico e tecnológico é também a consequência da falta de uma estratégia de desenvolvimento, insuficientemente procurada pelas universidades, nem sempre admitida como indispensável pelos governos, nem sequer requerida pela própria sociedade. O esboço de uma tal estratégia de desenvolvimento exige, entretanto, maior investimento. Com efeito, o desenvolvimento científico e tecnológico não será uma realidade, nem sequer um projecto, enquanto o financiamento médio por investigador em Portugal for de cerca de 1/3 da média da Europa, que por sua vez é de cerca de ½ da média dos Estados Unidos, e enquanto a percentagem de licenciados em Portugal for de apenas ½ da OCDE.
[...]
As divergências de pontos de vista entre a Universidade e a Sociedade aconselharam recentemente, e sobretudo no estrangeiro, à experimentação de novas modalidades de gestão universitária. Primeiro, verificou-se um relativo afastamento dos académicos, responsabilizados por um certo imobilismo das instituições. Depois, verificou-se um relativo falhanço dos gestores, mais propensos ao imediatismo das aplicações, mas que tolhem muito a criatividade, que é a base da inovação. Quer tudo isto significar que o futuro da relação entre a Universidade e a Sociedade, particularmente o universo das empresas, tem de assentar numa partilha de responsabilidades, o mesmo é dizer, na cooperação. Só assim ficarão as universidades melhor preparadas para responder às carências dos empresários. Só assim ficarão os empresários melhor preparados para responder às necessidades da sociedade."
Avelino de Freitas de Meneses
(extractos de artigo de opinião do autor identificado, datado de 2007-11-23 e intitulado "A Universidade, a inovação e as empresas", publicado em AÇOREANO ORIENTAL ONLINE - http://acorianooriental.sapo.pt/noticias/opiniao/)
*
[cortesia de Nuno Soares da Silva]

sexta-feira, janeiro 04, 2008

Os membros externos da AE: mais do mesmo!

(título de mensagem, datada de 08/01/03, disponível em Prálem D`Azurém)
-
Comentário: será que ocorreu ao "Zé Mariano" que se pudesse passar com os Conselhos Gerais (e Assembleias Estatutárias) o que se está a passar, bem ilustrado pelo caso da UMinho? Quando será que alguns distintos colegas (indelevelmente ligados à história da gestão universitária em Portugal) se convencem que o melhor contributo que podem dar à Universidade Portuguesa de hoje é afastarem-se? É mesmo uma pena o que se vai passando, e uma oportunidade perdida de dar um salto em termos de paradigma de Universidade.

quinta-feira, janeiro 03, 2008

Ex-reitor, membro externo?

«Membros externos
E se a sua universidade, em processo de escolha de "membros externos" para integrar uma assembleia estatutária, escolhesse um ex-reitor precisamente como "membro externo"? Mesmo que lhe ocorram só elogios à pessoa em causa e ela ter sido provavelmente o principal reitor da curta história da sua universidade, não lhe causaria estranheza o estatuto de "membro externo" a um ex-reitor? Afinal o que são "membros externos"? Será que o que está em causa são "membros ex" sem "ternos"? Será que eu compreendo cada vez menos a gestão universitária?»
Vasco Eiriz
(extracto de mensagem, datada de 08/01/03 e intitulada "Distribuição de Dividendos", disponível em Empreender)

O nonagésimo sexto projecto de cooperação entre universidades a norte para a criação de uma escola de negócios

A escola de negócios do norte; aí vem ela outra vez!

(título de mensagem, datada de 08/01/03, disponível em Empreender)

Vamos descarregar na bola a frustração com os tempos que correm?

"Abertura do Campo de Práticas de Golfe

O Campo de Práticas de Golfe da Universidade do Minho abriu ao público hoje, dia 2 de Janeiro de 2008. A coordenação pedagógica das aulas está a cargo do profissional Geoff Hutchinson.
[...]"
(extracto de mensagem, com distribuição universal na rede da UMinho, que me caiu na caixa de correio electrónico em 08/01/02)
-
Comentário (de Nuno Soares da Silva): ah ah ah ah ah; já vamos poder dar umas “tacadas”.

quarta-feira, janeiro 02, 2008

Novo fórum na UMinho, a abrir o ano

"CAROS COLEGAS, FUNCIONÁRIOS E ALUNOS

NA SEQUÊNCIA DE ALGUMAS DAS MINHAS INTERVENÇÕES SOBRE AS CONDIÇÕES DE VIDA NO CONTEXTO LABORAL DA UM, TEM-ME SIDO MANIFESTADA SENSIBILIDADE SOBRE ESSA QUESTÃO, COM ORIGEM EM VÁRIAS ESCOLAS. SURGIU ASSIM A IDEIA DE UM ESPAÇO DE INTERVENÇÃO PÚBLICA SOBRE ESTA PROBLEMÁTICA, QUE É INDISSOCIÁVEL DAS FORMAS DE EXERCÍCIO DO PODER A VÁRIOS NÍVEIS. ESSE PROJECTO FOI AMADURECENDO E ESTÁ AGORA DISPONÍVEL EM
http://liberdadeuminho.blogspot.com/

LINHA EDITORIAL

É necessário transformar a submissão e o medo numa atitude emancipada. Aos que acreditam numa universidade alicerçada na opressão, na injustiça e na privação da liberdade dizemos: esse é o caminho para fazer da Universidade do Minho uma caricatura. Por isso, este espaço público tem como objectivo criar um movimento de promoção da dignidade e da qualidade da existência humana dentro da UM. E assim se realizará todo o potencial criativo e produtivo da instituição. Bem-vindas as vozes sem voz.

CORDIAIS SAUDAÇÕES ACADÉMICAS.

JOAQUIM SÁ
"
(reprodução integral de mensagem, com distribuição universal na rede da UMinho, que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico)
-
Comentário: bem-vindo a esta luta, caro colega; nunca seremos demais!

Falando de liderança, a abrir o ano

"[...] Pelo meio vai falando sobre liderança e estabelece a lista de Cs que todo o líder deve possuir: curiosidade, criatividade, comunicação, carácter, coragem, convicção e carisma."
José Manuel Silva
(extracto de mensagem, datada de 08/01/01 e intitulada "Ano novo, vida nova", disponível em Campo Lavrado)

segunda-feira, dezembro 31, 2007

Adeus tristeza!

Adeus tristeza. Viva 1997!

“É habitual nesta ocasião proceder-se ao balanço do ano findo. Não querendo ir contra a tradição, também eu me proponho, nesta edição, proceder à eleição dos mais e dos menos de 1996, quer dizer, dos acontecimentos e dos personagens que mais cativaram a minha atenção, se bem que nem sempre pelas melhores razões.
A listagem é comprida, pelo que a economia de esforço e a gestão criteriosa de espaço no jornal obrigam-me a ser parco na justificação dos destaques.
Seguindo o velho princípio, cultivado no cinema e nas telenovelas, de reservar para o último episódio as boas novas, isto é, o casamento do herói com a princesa e a reconciliação das famílias desavindas, começarei pela nomeação dos destaques de sinal menos. A esse título retenho:
i) a prestação medíocre do Partido Socialista e do Eng.º Guterres no seu primeiro ano de governo; em razão disso, temo o pior pelo que se reporta ao segundo;
ii) a postura do eleitorado que votou Guterres que, colocado perante a evidência de um governo sem arte nem saber, se recusa a admitir que só as moscas mudaram (pelo menos, a atentar nas sondagens eleitorais);
iii) o comportamento desbocado e deslocado do Dr. Mário Soares, permanentemente disponível para falar do que não sabe e fazer corpo com amigos da onça, chame-se ela como se chamar;
iv) o despudor do Prof. Cavaco Silva que, de cima do seu altar de pretensão, descorre sobre a regionalização e sobre o mundo com o mesmo à-vontade com que no passado afirmou que nunca se enganava. Assemelha-se nisso muito ao seu conviva dos velhos tempos de governo, o Dr. Mário Soares;
v) a desventura de Diana de Inglaterra, que não vai descalça mas nem por isso vai mais segura (pelo que se afigura, o tempo não vai de feição para príncipes e princesas, daí talvez a afirmação de que a tradição já não é o que era);
vi) a prestação miserável do PSD de Braga, ao falhar mais uma vez a oportunidade de concorrer à Câmara Municipal de Braga; depois vão admirar-se que alguém diga que mantêm um pacto secreto com o Engº Mesquita Machado para a perpetuação deste no poder;
vii) a desvergonha de um PIDDAC para 1997 que esconde o eleitoralismo rasteiro sob o manto diáfano da ausência de estratégia para o país (contra a força da ideia de que «mama quem berra», que vi proposta num jornal de Leiria, o que marca presença mesmo é a bajulação miudinha dos votos dos eleitores de Lisboa e Porto);
viii) a navegação à vista do Presidente da Câmara Municipal de Braga, bem evidenciada no caos em que se transformou o trânsito citadino e na procura de resolução sobre pressão dos acontecimentos e da peleja que se aproxima; obviamente que o Eng.º Mesquita Machado sempre poderá queixar-se da falta de civismo dos habitantes da urbe, mas estou em crer que os demais portugueses não serão menos bárbaros que os bracarenses;
ix) a infelicidade da Rute, que se deixou levar pela cantiga do bandido e se vê agora obrigada a vender por boa a paixão de António Guterres pela educação.
Os destaques mais, como seria de prever, são bem menos. Não fora assim e as novas seitas e religiões teriam muito menos cultores; presumo que o mesmo sucederia com as mais antigas. Seja como for, assinale-se a esse título:
i) o razoável comportamento do ano económico, pese embora o governo socialista tudo tenha feito para que a dinâmica económica não fosse além da prestação do próprio governo; fica-se na dúvida, nas presentes circunstâncias, se não seria mais benéfico para a evolução do PIB a ausência de gestão administrativa pública;
ii) o descrédito em que caíram alguns dos «senhores do Norte»: Fernando Gomes, Narciso Miranda, Ludgero Marques; tal qual como acontece com as senhoras quando se baixam, também neste caso tudo ficou mais à vista quando, para se fazerem ouvir, tiveram que passar a usar os bicos dos pés;
iii) o alvorecer de um novo ano, que sempre permite recriar a ideia, ingénua, que neste ano tudo vai ser diferente; quer dizer, desta vez é que é para valer: adeus tristeza!”

J. C.

(reprodução integral de texto do autor identificado, publicado no jornal Notícias do Minho, em 97/01/10, em coluna regular intitulada “Crónicas de Maldizer”)
-
Comentário: memória de um tempo triste, para que não julguemos tristes apenas os tempos que atravessamos; não torna os nossos dias menos tristes. É verdade!

sábado, dezembro 29, 2007

Bolonha, ainda


(título de mensagem, datada de 07/12/28, disponível em Colina Sagrada)

sexta-feira, dezembro 28, 2007

A importância de uma universidade pode ser aferida pela capacidade de criar e transmitir conhecimento útil à sociedade

Empresas e universidades
*
(título de mensagem, da autoria de Vasco Eiriz e datada de 07/12/28, disponível em Empreender)

quinta-feira, dezembro 27, 2007

A frase do dia - V

"[...] se a gestão de topo for suficientemente inconsciente, pode até decidir que financiamentos de projectos nacionais ou internacionais concessionados servem bem para pagar remunerações certas e permanentes, ou coisas sortidas que o valham..."
(extracto de mensagem, datada de 07/12/27 e intitulada "Canja de galinha para o farnel do pescador", disponível em Polikê ?)
-
Comentário: por qualquer associação estranha, lendo a frase que reproduzo acima, lembrei-me imediatamente da reitoria da UMinho. Será por o pai natal ter andado por aí nestes dias?

"I think, therefore I earn"

«Agora que quase todos os cursos universitários à bolonhesa lipo-aspiraram as disciplinas histórico-críticas e se converteram em licenciaturas meramente técnicas, e agora que o Ministério da Educação português decidiu, não por razões, mas por equívocos de natureza puramente administrativa, liquidar a Filosofia dos currículos pré-universitários chega-nos esta inspiradora notícia da velha Albion.

I think, therefore I earn
Philosophy graduates are suddenly all the rage with employers. What can they possibly have to offer?
Jessica Shepherd
Tuesday November 20, 2007
Guardian
"A degree in philosophy? What are you going to do with that then?"
Philosophy students will tell you they've been asked this question more times than they care to remember.
"The response people seem to want is a cheery shrug and a jokey 'don't know'," says Joe Cunningham, 20, a final-year philosophy undergraduate at Heythrop College, University of London.
A more accurate comeback, according to the latest statistics, is "just about anything I want".
Figures from the Higher Education Statistics Agency show philosophy graduates, once derided as unemployable layabouts, are in growing demand from employers. The number of all graduates in full-time and part-time work six months after graduation has risen by 9% between 2002-03 and 2005-06; for philosophy graduates it has gone up by 13%.
It is in the fields of finance, property development, health, social work and the nebulous category of "business" that those versed in Plato and Kant are most sought after. In "business", property development, renting and research, 76% more philosophy graduates were employed in 2005-06 than in 2002-03. In health and social work, 9% more.
The Higher Education Careers Services Unit (Hecsu), which also collates data of this kind, agrees philosophers are finding it easier to secure work. Its figures show that, in 2001, 9.9% of philosophy graduates were unemployed six months after graduation. In 2006, just 6.7% were. On average, 6% of all graduates were unemployed six months after graduation.
[...]
The popular philosopher Simon Blackburn, a professor at Cambridge University, sees the improving career prospects of philosophy graduates as part of a wider change of public perception. "I guess the public image of a philosopher has tended to concentrate on an ancient Greek in a toga, or some unwashed hippy lying around not doing very much," he says. "I do detect a change in the way the public sees philosophers. I have been pleasantly surprised by the number of people who come to philosophy events nowadays."
[...]
News that employers and the public hold philosophers in higher regard should presumably be cause for celebration? Not entirely, says Blackburn. "It is also slightly worrying, because people turn to philosophers when they feel less confident and more insecure."
EducationGuardian.co.uk © Guardian News and Media Limited 2007»
*
(reprodução parcial de extractos de mensagem, com distribuição universal na rede da UMinho, que me caiu na caixa de correio electrónico esta tarde, proveniente de João Carlos Mendes)

O peso de mulheres licenciadas na sociedade portuguesa

Notícia DN (DN_ONLINE)
Mulheres licenciadas aumentam 60 vezes em meio século: http://dn.sapo.pt/2007/12/26/sociedade/mulheres_licenciadas_aumentam_vezes_.html
*
(cortesia de Nuno Soares da Silva)

terça-feira, dezembro 25, 2007

“Este Minho é uma festa”

1. Só quem alguma vez viveu no Minho pode entender quanto a gente se diverte: são as festas; são as romarias; são as excursões ao S. Bentinho e ao Corte Inglês, em Vigo; são, enfim, as declarações dos nossos políticos a respeito da construção da ponte do Prado, anunciada para ocorrer a curto-prazo. É o sentido da festa, da romaria que aí pulula e que encontra maneira de se exprimir em gestos tão simples como a promessa de disponibilização de 100.000 contos do PIDDAC do próximo ano para a construção da dita ponte, solenemente veiculada pelo Dr. Martinho Gonçalves.
2. Este espírito que refiro é tão intrínseco é tão contagioso que atinge mesmo os estudantes de passagem pela Universidade do Minho, oriundos das mais distintas parcelas do território nacional. É vê-los, daí, na semana de recepção ao caloiro ou por ocasião do enterro da gata – e, tirando estas datas, todo o restante ano – a trautear os últimos êxitos do Quim Barreiros ou a canção do bandido, em versão livre.
Deste estilo musical, retenho como expressão suprema uma canção que usa no refrão uma frase que reclama a melhoria da qualidade do ensino ministrado, e uma outra, entoada ao jeito de palavra de ordem, que exige o alargamento da época de exames a um total de três meses.
Desta forma, deduz-se, do semestre lectivo ficaria ainda uma semana, período mais que suficiente para a apresentação das matérias que é importante que os estudantes aprendam.
3. Como nota dissonante deste culto oferece-se o esfriamento que atravessa a «noite bracarense» que, como é bem conhecido, chegou a ser a mais badalada do país. Ficaram, deste modo, os estudantes com um problema mais a tolher-lhes as vidas (o preenchimento das noites), já que, por obstinação do reitor da U.M., não são viabilizadas actividades nocturnas nos complexos pedagógicos existentes. Reduz-se assim, consideravelmente, a possibilidade de multiplicar as chamadas dos exames de fim de época e, portanto, o sucesso escolar.
4. Posto que, mesmo sem querer, acabei por desembocar na questão da política educativa, deixem que exprima o meu apreço pelo Secretário de Estado do Ensino Superior, visto que será o único ser na terra capaz de viver uma paixão a frio, conforme exprimiu recentemente a propósito da sua (e do governo, no seu conjunto) paixão pela educação. Num tempo em que a inovação tem importância tão estratégica, nunca é demais sublinhar esta singularidade. Será caso para dizer, doravante, que as grandes paixões servem-se frias.”

J. C.

(reprodução integral de crónica do autor identificado, publicada no jornal Notícias do Minho, em 96/12/20, em coluna regular intitulada “Crónicas de Maldizer”)

segunda-feira, dezembro 24, 2007

Há tarefas de curto-prazo que têm que ser executadas

Actualidades I.13. Medidas

(título de mensagem, datada de 19 de Dezembro de 2007, disponível em Por Educar)
-
Comentário: há tarefas de curto-prazo que têm que ser executadas, que não são, apenas, a aquisição de prendas de última hora, a feitura de mais uns doces e o atravancar centros comerciais, mas quem quer saber disso nesta altura? Afinal, a vida não é uma festa?!

domingo, dezembro 23, 2007

Vagueando, em tempo de festas: "Sou aquilo que sou"

“Não sou um anjo,
nem sou um querido”,
descontadas as vezes em que, de mão dada,
vagueamos, sem tempo contado,
entre nuvens de algodão.
Sou apenas aquilo que sou.
Sou a verdade,
a tristeza, a dor que sinto.
Sou a esperança que teima
em não desistir,
morrendo de saudade do tempo
em que o sonho ainda era possível.
Sou aquilo que sou.

José Cadima

sexta-feira, dezembro 21, 2007

O Conselho Geral: um ponto de vista

Perguntas dos outros
[…]
José Cadima Ribeiro, docente da Universidade do Minho:
O novo regime jurídico das instituições de ensino superior aponta para uma maior interacção destas com a envolvente. A presença de elementos externos no Conselho Geral é uma das vertentes. Qual a sua expectativa sobre o papel desses elementos?

-Resposta (de Joaquim Borges Gouveia):
Não acredito que pessoas de elevada qualidade tenham tempo para se inteirarem do que se passa nas organizações académicas. Acredito pouco que tenham disponibilidade para trabalharem arduamente naquele órgão. E se forem pessoas com disponibilidade não serão aquelas com quem se gostaria de trabalhar. Há formas bem mais simples de fazer a ligação dos docentes universitários às empresas e avaliar o seu mérito.”

(extracto de entrevista do Jornal de Leiria a Joaquim Borges Gouveia, da Universidade de Aveiro, disponível no seu número de 07/12/20)

Notícias de "Bolonha"

Notícia JN
(cortesia de Nuno Soares da Silva)
-
Comentário: Minho lidera o quê?

quinta-feira, dezembro 20, 2007

Necessita a sociedade das universidades?

O título que escolhi para este texto foi retirado de um artigo (de Nelson Santos António e António Teixeira), publicado no nº1 de 2007 da revista Economia Global e Gestão, onde os autores reflectem sobre a evolução dos paradigmas científico-pedagógicos das universidades ocidentais, da “universidade escolástica” à “universidade do século XXI”, passando pela “universidade clássica”. Já a isso me referi nas páginas deste jornal, em artigo datado de 07/08/23 e intitulado “Universidade e desenvolvimento regional”, onde, a dado passo, me reporto ao “advento de um novo modelo (de universidade) cujos traços essenciais se podem já reconhecer […]: i) o conhecimento cria-se através da acção e uma nova partilha de tarefas institui-se entre investigação fundamental e aplicada, investigação e desenvolvimento, inovação e transferência; ii) a formação não está mais a montante da investigação, mas insere-se no próprio processo de criação de conhecimento; e iii) a procura social de formação ultrapassa a oferta, daí o deslocamento do acento da selecção para o sucesso”.
Este novo modelo é ainda uma realidade em construção na Europa e no mundo, e muito mais em Portugal. Os Estados Unidos da América serão, porventura, quem estará na frente deste processo de mudança, mas é sobretudo de um caminho a percorrer que se fala quando aproximamos vivências concretas. Por assim ser, mais se justifica a oportunidade e a insistência na reflexão sobre esta matéria.
É uma reflexão que não deverá ser desligada das alterações em curso, de ordem normativa e técnico-pedagógica, que atravessam o ensino superior nacional, se bem que, pela determinação que as problemáticas de curto-prazo têm na vida das pessoas, sejam estas dimensões que tendam a polarizar as atenções. E tanto mais assim será quanto a acção legislativa e as práticas da tutela apareçam desenquadradas das questões de fundo, titubeantes e pouco explicadas aos agentes do processo e à sociedade em geral, eventualmente, em razão de patente falta de jeito para um exercício político pedagógico.
Por isso, a escolha que fiz do tema deste texto e a recomendação (implícita) da leitura do artigo que identifico acima não seriam opções inevitáveis de quem procure tema para uma breve crónica sobre o ensino superior nacional. Por isso, digo, trazendo a discussão para o terreno dos debates de curto-prazo, quando se invoca o “novo modelo” de governação das instituições de ensino superior determinado pelo RJIES (Regime Jurídico das Instituições do Ensino Superior), recentemente entrado em vigor, entendo que faz todo o sentido defender que “é preciso uma verdadeira reforma da Universidade e de que, para isso, não basta acomodar as suas estruturas e o seu modelo de governo ao RJIES”, e, relativamente ao papel que nela (reforma da governação das instituições de ensino superior) devem tomar os “Conselhos Gerais”, faz sentido prosseguir a defesa do “entendimento de que o Conselho Geral é uma peça essencial para o sucesso da reforma, devendo consagrar-se medidas que lhe assegurem uma relevância estratégica e um funcionamento ágil”.
Obviamente, com esta afirmação do papel estratégico do Conselho Geral não fica tudo resolvido em matéria de ligação da Instituições ao meio mas será um passo que se crê necessário no sentido da concretização da “ideia de que a Universidade deve reforçar a sua acção social, nas distintas dimensões que configuram a sua missão - oferta formativa, produção de conhecimento, extensão universitária -, o que não se fará sem o estabelecimento de uma relação renovada com a envolvente externa, empresas e outras organizações sociais.”
Contrariando argumentos usados no debate sobre a implementação do RJIES, ainda assim, acreditamos (eu e alguns colegas que subscreveram comigo este pensamento) “que uma gestão financeira e patrimonial competente não é contraditória com a vigência de princípios de funcionamento interno democrático e participado”. Até porque o projecto de universidade que mais próximo estará do sucesso será aquele que melhor souber conciliar pertinência de acção, rigor de gestão e mobilização dos seus intérpretes.
Necessita a sociedade da universidade (e do politécnico)? Claro que sim, na medida em que esta(e) se saiba revelar incontornável no caminho para a obtenção de mais progresso económico e de maior bem-estar social! Claro que sim, na medida em que esta(e) “convide o futuro e também o visite” (António e Teixeira, 2007).
J. Cadima Ribeiro
(artigo de opinião publicado na edição de hoje do Jornal de Leiria)

Serviço público - tolerância de ponto a 24 e 31 de Dezembro de 2007

«Presidência do Conselho de Ministros
Despacho
Considerando que é tradicional a deslocação de muitas pessoas para fora dos seus locais de residência, no período natalício, tendo em vista a realização de reuniões familiares;
[...]
Determino o seguinte:
1– É concedida tolerância de ponto aos funcionários e agentes do Estado, dos institutos públicos e dos serviços desconcentrados da administração central nos próximos dias 24 e 31 de Dezembro.
2– Exceptuam-se do disposto no número anterior os serviços e organismos que, por razões de interesse público, devam manter-se em funcionamento naquele período, em termos a definir pelo membro do Governo competente.
[...]
O Primeiro-Ministro,
José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa
Governo da República Portuguesa - http://www.portugal.gov.pt/»
*
(reprodução parcial de Despacho do Governo, de 2007-12-19)

quarta-feira, dezembro 19, 2007

Energia começa a chegar às Instituições de Ensino Superior: o caso do IPBragança

Notícia JN
Instituto Politécnico avança para produção de energia:
http://jn.sapo.pt/2007/12/19/norte/instituto_politecnico_avancapara_pro.html
(cortesia de Nuno Soares da Silva)

Aumento de descontos vai chegar em 2009

Artigo Aeiou
Função Pública: Mais descontos para direito a subsídio de desemprego
http://q3.aeiou.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ae.stories/7776

(cortesia de Nuno Soares da Silva)

Em vésperas da tomada de posse da Assembleia Estatutária da UMinho

"Foi mantida uma breve troca de impressões sobre os resultados eleitorais para a Assembleia Estatutária, tendo os presentes convergido no sublinhado: i) dos números de abstenções e votos em branco registados; ii) da derrota da lista sitacionista; e iii) da natureza contestatária e conservadora da lista vencedora.
[...]
Algumas reacções que nos chegaram também parecem ir no mesmo sentido."
*
(extracto, editado, de mensagem de correio electrónico recebida)

terça-feira, dezembro 18, 2007

Em tempo de festas, serve-se vinho português, de qualidade

(título de artigo, datado de Terça-feira, 18 de Dezembro de 2007, disponível em Economia Portuguesa)

Nada impede que...

«Nada impede que, aprovados os novos estatutos segundo o regime geral e constituído o conselho geral, este venha a propor em qualquer momento, mais serena e ponderadamente, uma eventual passagem ao regime de fundação, como se diz no artº 129º: "Mediante proposta fundamentada do reitor, aprovada pelo conselho geral, por maioria absoluta dos seus membros, as universidades e institutos universitários públicos podem requerer ao Governo a sua transformação em fundações públicas com regime de direito privado."»
JVC
(extracto de mensagem, datada de 18 de Dezembro de 2007 e intitulada "Universidades fundações", disponível em Bloco de Notas)

segunda-feira, dezembro 17, 2007

Imprensa virtual

"Olá!
Já está online O maior jornal académico online. Notícias, informações sobre o tempo, taxas de câmbios, estágios, bolsas de estudo, televisão e rádio em directo, formações, voluntariado, emprego, agenda cultural, agenda completa de conferências e palestras e muito mais. Acompanhe de perto os trabalhos e teses desenvolvido nos principais centros de investigação em Portugal. Não procure mais. Vem ao sitio certo!
A sua visita conta e contamos consigo!
[...]
Cumprimentos
A redacção do Jornal ID"
*
(reprodução parcial de mensagem que me caiu na caixa de correio electrónico esta tarde)

"Coimbra: dois professores universitários condenados por abuso de poder e falsificação de documentos"

Notícia PÚBLICO - Última Hora

Faculdade de Ciências do Desporto e Educação
Coimbra: dois professores universitários condenados por abuso de poder e falsificação de documentos
2007-12-17 14:51:00 Lusa
«Dois professores da Universidade de Coimbra (UC) foram condenados hoje em tribunal a diferentes penas de prisão por crimes de abuso de poder e falsificação de documentos.
Francisco José dos Santos Sobral Leal, antigo presidente do Conselho Directivo da Faculdade de Ciências do Desporto e Educação da UC, foi condenado a uma pena de dois anos e meio de prisão e ao pagamento de 250 dias de multa à taxa diária de 13 euros.
O tribunal colectivo da Vara Mista do Tribunal Judicial da Comarca de Coimbra decidiu suspender por dois anos a execução da pena de prisão aplicada a Francisco Sobral.
Em relação a este arguido, o tribunal julgou parcialmente procedente a acusação assumida por três queixosas, Zélia Pinto, Susana Guerra e Maria Inês, que eram todas docentes daquela faculdade no período em que ocorreram os crimes, de finais da década de 90 até 2001.
As penas de prisão e multa aplicadas em cúmulo jurídico a Francisco Sobral punem três crimes de abuso de poder e três de falsificação de documentos que o tribunal deu como provados.
Este professor catedrático, que entretanto se aposentou da actividade académica, liderou na década de 90 a comissão instaladora da Faculdade de Ciências do Desporto e Educação e, mais tarde, os seus Conselhos Directivo e Científico.
A docente Ana Maria Medeiros de Abreu Faro, que chegou a integrar também o Conselho Directivo, foi condenada a um ano de prisão, como co-autora de um crime de abuso de poder, pena que é substituída pelo pagamento de 360 dias de multa à taxa diária de 10 euros.»
*
(reprodução de notícia do Público com as referências indicadas acima)
[cortesia de Nuno Soares da Silva]

domingo, dezembro 16, 2007

Provérbio japonês

"[...] no Japão esta mentalidade gera uma eficiência mecânica e obsessiva, em Portugal gera-se o resultado oposto, com o predomínio da incompetência e do imobilismo. Por outro lado, diria que em ambos prevalece a mentalidade burocrática, cinzenta e medíocre."
Daniela Kato
(extracto de mensagem, datada de 07/12/15 e intitulada "Provérbio", disponível em A destreza das dúvidas)
*
Comentário: garanto-vos que não conheço a autora do texto de que reproduzo acima breve passagem; agora que a realidade a que ela se reporta é algo que me diz muito, disso não há dúvida - podia estar a falar da EEG, da UMinho, em geral, de tantas outras realidades com que, penosamente, lido no meu dia-a-dia. Ser, fazer diferente é uma coisa muito complicada!

"As políticas deste governo não mobilizaram o País"

(título de mensagem, datada de hoje, disponível em Outro Olhar)