Fórum de Discussão: o retorno a uma utopia realizável - a Universidade do Minho como projecto aberto, participado, ao serviço do engrandecimento dos seus agentes e do desenvolvimento da sua região

quarta-feira, maio 28, 2008

Casos como este estão a chover na UMinho

«Casos como este estão a chover na UM.

AS BRONCAS
... e não é que são teimosos e SEM ESCRÚPULOS ?
Bom, até podem ter razão!!! Não sei qual foi a menção e notação/classificação de serviço atribuída. Porém, Ké dos outros?
Onde e quando foi aberto o concurso?
E como pode um funcionário transitar da categoria de Técn. Sup. 1ª classe para Assessor Principal sem que tenha passado antes pela categoria de ASSESSOR?

[WINDOWS-1252?]
Diário da República, 2.ª série — N.º 102 — 28 de Maio de 2008

Despacho (extracto) n.º 14844/2008
Por despacho de 18.03.2008, do Reitor da Universidade do Minho:
[WINDOWS-1252?]
Licenciado António Fernando dos Santos Lourenço, Técnico Superior de 1.ª classe, da carreira Técnico Superior, do quadro da Universidade do Minho — nomeado, na categoria de Assessor Principal da mesma carreira e quadro, a partir de 01.06.2007, considerando -se exonerado da categoria de Técnico Superior de 1.ª classe a partir daquela data. (Isento de Fiscalização Prévia do TC).
[WINDOWS-1252?]
20 de Maio de 2008. — O Director de Serviços, Luís Carlos Ferreira Fernandes.»
*
(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico)

Tertúlia sobre a revisão estatutária - 4ª sessão: é já amanhã!

Tertúlia sobre a revisão estatutária - 4ª sessão

The three great essentials to achieve anything worth while are …

"The three great essentials to achieve anything worth while are, first, hard work; second, stick-to-itiveness; third, common sense."

Thomas Edison

(citação extraída de SBANC Newsletter, May 27, Issue 521-2008, http://www.sbaer.uca.edu)

segunda-feira, maio 26, 2008

“The ´Bologna Process` and College Enrolment Decisions”

«We use survey data on cohorts of high school graduates observed before and after the Italian reform of tertiary education implementing the ‘Bologna process’ to estimate the impact of the reform on the decision to go to college. We find that individuals leaving high school after the reform have a probability of going to college that is 10 percent higher compared to individuals making the choice under the old system. We show that this increase is concentrated among individuals with good high-school performance and low parental (educational) background. We interpret this result as an indication of the existence of constraints (pre-reform) - for good students from less affluent household - on the optimal schooling decision. For the students who would not have enrolled under the old system we also find a small negative impact of the reform on the likelihood to drop-out from university.»

Lorenzo Cappellari (Department of Economics, Università Cattolica di Milano)
Claudio Lucifora (Department of Economics, Università Cattolica Milano)

Date: 2008-04
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:ese:iserwp:2008-16&r=edu
Keywords: education, policy reform, school drop-out

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

sábado, maio 24, 2008

Prémio OIKOS para estudantes do ensino superior 2008

«O Prémio anual OIKOS para estudantes visa recompensar projectos de estudantes no domínio do ensino superior para o Desenvolvimento sustentável. Em 2008, os estudantes podem candidatar-se e apresentar os trabalhos/projectos nas áreas: Sustainable Campus e Curricula Change. Podem candidatar-se estudantes do mundo inteiro em grupos ou individualmente.
Prazo para envio de candidaturas: 30 de Setembro de 2008.
Mais informação em:
http://www.oikos-international.org/projects/award/student-award-2008.html

Maria Irene Rodrigues
CDEUMinho
Universidade do Minho
Escola de Economia e Gestão - 1º Piso, Salas 1.24 e 1.25
4700-057 Gualtar, Braga - Portugal
Tel: +351 253 604519
Fax: +351 253 601380
e-mail: irene@cdeum.uminho.pt
url: http://www.cdeum.uminho.pt/»
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(reprodução integral de mensagem que me caiu ontem na caixa de correio electrónico, com a proveniência que se identifica)

"Gomes Canotilho preside a Conselho de Curadores da Agência de Avaliação"

«Ensino Superior: Gomes Canotilho preside a Conselho de Curadores da Agência de Avaliação
23 de Maio de 2008, 18:28
Lisboa, 23 Maio (Lusa)
- O professor catedrático e constitucionalista Gomes Canotilho vai presidir ao Conselho de Curadores da Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior, por decisão hoje tomada em Conselho de Ministros.
A decisão do Conselho de Ministros foi tomada sob proposta do ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e os curadores designados são os professores Alfredo Jorge Silva, António de Almeida Costa, Irene Fonseca, João Lobo Antunes e José Joaquim Gomes Canotilho (presidente).
"Trata-se de personalidades de indiscutível mérito e experiência, tanto académica como profissional, cabendo-lhes designar o conselho de administração da Agência e apreciar genericamente a sua actuação, velando pela observância das melhores práticas internacionais de avaliação e acreditação", refere uma nota oficial.
Nos termos dos Estatutos da Agência, dois dos curadores são individualidades propostas conjuntamente pelo Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas, pelo Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos e pela Associação Portuguesa do Ensino Superior Privado.
A Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior é uma "fundação dotada de regras claras de independência, representatividade e competência técnico-científica, é responsável pela avaliação e acreditação das instituições e cursos de ensino superior, pelos procedimentos de garantia da qualidade desse ensino e pela inserção de Portugal no sistema europeu de garantia da qualidade do ensino superior".
"A sua designação constitui mais um passo no cumprimento do Programa do Governo, no sentido da implementação de um sistema nacional de garantia de qualidade no ensino superior, independente, reconhecido internacionalmente e que abranja todas as suas instituições", salienta a mesma nota.
O decreto que criou a Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior foi publicado em Diário da República 05 de Novembro de 2007.
Com esta entidade, a acreditação dos cursos deixa de ser feita pelas várias ordens profissionais, que a partir de agora deixam de poder recusar a inscrição de licenciados pelos cursos aprovados pela Agência.
Neste processo de acreditação caberá à nova estrutura ouvir as várias ordens, entre outras entidades.
Esta Agência será também responsável pela inserção de Portugal no sistema europeu de garantia da qualidade do ensino superior.
De acordo com o diploma publicado em Diário da República, todas as instituições do ensino superior e todos os seus ciclos de estudo ficam sujeitos aos procedimentos de avaliação e acreditação da Agência.
A Agência é composta por cinco órgãos: conselho de curadores, conselho de administração, conselho fiscal, conselho de revisão e conselho consultivo.
A Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior vem substituir o Conselho Nacional de Avaliação do Ensino Superior (CNAVES), extinto no final de 2006, na sequência de um relatório da Associação Europeia para a Garantia de Qualidade no Ensino Superior (ENQA), que criticou a "independência limitada" do CNAVES.
FC/SB/JPB.
Lusa/Fim»
*
(reprodução integral de notícia da Lusa, com o título e as demais referências identificados)
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(cortesia de Nuno Soares da Silva)

sexta-feira, maio 23, 2008

Tertúlia sobre a revisão estatutária - 4ª sessão

«Caro(a) colega,
Muito gostaria que se nos juntasse na tertúlia que terá lugar a 29 de Maio, 5ª feira, a partir das 14,30 horas, no anfiteatro B1.10, pólo de Azurém, em que estarão em agenda:
-As áreas estratégicas para o desenvolvimento da UMinho e da Escola de Engenharia em particular
-A Autonomia das Unidades Orgânicas e das sub-unidades orgânicas de acordo com o RJIES
A tertúlia que agora se anuncia é a quarta de um ciclo onde o grupo organizador vem procurando que sejam abordados os aspectos maiores da revisão estatutária em curso.
Os animadores convidados desta sessão serão os seguintes:
- José Salcedo, Professor da UP e Vice-Presidente e Chief Technology Officer, da MultiWave Networks (actualmente JCP Photonics).
- José Esgalhado Valença, Professor da Escola de Engenharia (UM), Departamento de Informática.
- Pedro Oliveira, Professor da Escola de Engenharia (UM), Departamento de Produção e Sistemas, e membro da Assembleia Estatutária.
Será uma honra contar com a sua presença e participação activa neste evento. Cordiais cumprimentos,
Pelo grupo organizador (GRUM)
Jaime Rocha Gomes»
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(reprodução integral de mensagem distribuída universalmente na rede electrónica da UMinho, em 08/05/21)

quinta-feira, maio 22, 2008

A Universidade do Algarve aqui tão perto...

Notícia JN
TC adverte Universidade por gastos: http://jn.sapo.pt/2008/05/21/nacional/tc_adverte_universidade_gastos.html

(cortesia de Nuno Soares da Silva)

quarta-feira, maio 21, 2008

Hercules está vivo e é português

«UNIVERSIDADE TÉCNICA DE LISBOA
Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas

Aviso (extracto) n.º 15815/2008

Por despacho de 30 de Janeiro de 2008, do Presidente do Conselho Directivo deste Instituto, por delegação de competências:
Doutora Maria Margarida dos Santos Proença de Almeida, autorizada a recondução do contrato administrativo de provimento, pelo período de um ano, por urgente conveniência de serviço, para exercer as funções de Professora Catedrática Convidada além do quadro, em regime de tempo parcial (20 %), produzindo efeitos a 1 de Outubro de 2007 e até 30 de Setembro de 2008, nos termos do n.º 5 do artigo 34.º do Decreto -Lei n.º 448/79, de 13/11, ratificado com alterações pela Lei n.º 19/80, de 16de Julho. (Isento de fiscalização prévia do Tribunal de Contas)
7 de Maio de 2008. — A Vice -Presidente do Conselho Directivo,
Maria Engrácia Cardim.»
Fonte: Diário da República, 2.ª série — N.º 98 — 21 de Maio de 2008
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Comentário: acumulando as funções a que se refere o Aviso acima com as de professora a tempo integral na EEG/UMinho, de Presidente da Escola de Economia e Gestão da mesma Universidade e, também, de membro da Assembleia Estatutária da UMinho, não posso senão exprimir admiração por tamanha capacidade de trabalho demonstrada pela colega a que se reporta o Aviso; obviamente, outra coisa será sublinhar as questões de natureza ética que esta multiplicação de actividades pode suscitar, aparte a qualidade do desempenho.

terça-feira, maio 20, 2008

"Estudantes entregam manifesto recordando que Cavaco Silva introduziu pagamentos de propinas"

RTP Noticias
PR: Estudantes entregam manifesto recordando que Cavaco Silva introduziu pagamentos de propinas:
http://ww1.rtp.pt/noticias/?article=346990&visual=26&tm=Nacional

(cortesia de Nuno Soares da Silva)

domingo, maio 18, 2008

Folclore tolerado pela reitoria?

"E aí, o Cabido de Cardeais e a Associação Académica, deviam empenhar-se na triagem das nulidades mentais, e não apenas em fazer hurras a Baco. É da sua função – a querer manter o folclore tão tolerado pela Reitoria [... ]"
Vítor Pimenta
(excerto de mensagem, datada de 17 de Maio de 2008 e intitulada [Avenida do Mal] A Praxe... de Quatro, já! , disponível em Avenida Central)
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Comentário: "folclore tão tolerado pela Reitoria" - não quereria o autor do texto dizer, antes, "folclore tão incentivado pela reitoria"?

sábado, maio 17, 2008

A propósito de “notas soltas” e da falta de uma cultura de cidadania

Há mais de 25 anos que colaboro mais ou menos regularmente com a comunicação social impressa sob a forma de artigos de opinião, textos de divulgação técnico-científica e comentário a situações que me são ocasionalmente colocadas. Raramente me chegam reacções ao que escrevo ou tenho eco do acolhimento que os textos encontram. Mesmo em sede do meu “jornal de parede”, os comentários ao que publico são escassos, infelizmente.
Atribuo isso, genericamente, à falta de cultura do exercício de cidadania, fruto de uma sociedade que foi pouco habituada a e pouco preparada para o debate das suas metas colectivas e que é pouco exigente com os seus “lideres” e consigo própria, desde um passado mais ou menos remoto mas também actualmente. Na falta dessa cultura “democrática”, desgraçadamente, confunde-se amiúde divergência de leituras com agravos pessoais.
Foi pois com surpresa que recebi, por correio electrónico, umas quantas reacções ao artigo de opinião que nesta 5ª feira pp. publiquei no Jornal de Leiria e reproduzi neste blogue (Ainda a reforma do ensino superior: algumas notas soltas). O tom das reacções foi diverso. Agradeci quer as manifestações de adesão quer as de rejeição do que aí dizia. Conforme expliquei na resposta a algumas das mensagens recebidas, um dos objectivos do texto de opinião em causa era levantar questões sobre o que vamos fazendo nas nossas instituições de ensino superior e fomentar o debate sobre para onde queremos ir, algo que, conforme tenho reiteradamente afirmado, tem escasseado no ensino superior nacional, e que a tutela também não promove, antes pelo contrário.
Havia quem contestasse o rigor da informação sobre que o texto se apoiava. Houve também quem não percebesse que o texto não visava particularmente nenhuma instituição ou os seus representantes, mesmo tomando por exemplo quatro ou cinco delas. Houve quem não entendesse que um texto de opinião, para ser minimamente eficaz, não pode ser incolor, inodoro, sem sabor. Felizmente, encontrei quem achasse que levantar questões é um primeiro contributo para termos organizações e uma sociedade mais conscientes, mais mobilizadas, mais capazes de encontrar resposta para os desafios que se lhes oferecem e as dificuldades com que se confrontam.
Aparte a reflexão que um texto de opinião deve fomentar, o articulista vive limitado pelos caracteres que o texto não pode ultrapassar e pela comunicabilidade que a mensagem deve preservar. Os estilos também variam. Isso dita que muitas das ideias que nos textos emergem não podem ir além de esboços e invocações e que a respectiva sequência denuncie rupturas/descontinuidades que se prestam a variadas interpretações e a mal-entendidos. Isso sucedeu com o texto do Jornal de Leiria a que me reporto. Gostaria que tal não tivesse acontecido mas, porque quem anda à chuva molha-se, não será agora que passarei a fazer das zonas cobertas lugar único de permanência.
Não sei se surpreenderei alguém avançado a informação de que cheguei às “notas soltas” que publiquei no “Jornal de Leiria” no passado dia 15 de Maio partindo de um texto que tinha o dobro da dimensão do que saiu. Pena tive eu que tivesse que cortar, entre outros, o parágrafo que reproduzo de seguida:
“À luz deste paradigma, o planeamento articulado da oferta de ensino e a gestão de recursos parecem não fazer sentido quando as instituições que se pretende reunir em consórcio são a Universidade (clássica) de Lisboa e o Instituto Politécnico da mesma cidade. Outro tanto se dirá em relação a um consórcio que possa reunir recursos e competências do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave, do Instituto Politécnico de Viana do Castelo e da Universidade do Minho, que não está em discussão mas devia estar. Mais natural e eficaz se acha que aqueles institutos vão bem com Bragança e com o Porto.”
Outro tanto vale para a seguinte citação:
"The kind of commitment I find among the best performers across virtually every field is a single-minded passion for what they do [...] Genuine confidence is what launches you out of bed in the morning, and through your day with a spring in your step." (Jim Collins, SBANC Newsletter, 29 de Abril de 2008).
Em Portugal, entretanto, a paixão parece ser uma coisa profundamente condenável e a confiança algo que só vale quando esteja em causa a nomeação de assessores, secretárias/os e directores de serviço.
Mandem mais comentários! Obrigado.

J. Cadima Ribeiro

quinta-feira, maio 15, 2008

Ainda a reforma do ensino superior: algumas notas soltas

1. Em anteriores crónicas, tive já oportunidade de me referir ao desafio que estava lançado às Instituições de Ensino Superior (IES) com a publicação da lei nº 62/2007, vulgo RJIES, apresentada como peça fundamental da reforma do modelo de funcionamento e organização das instituições de ensino superiores nacionais. Construída como o foi a lei, havia o risco de “a montanha parir um rato”. Pois bem, a menos de um mês do final do prazo que a lei conferia às IES para adequarem os seus estatutos ao novo enquadramento legal, não creio arriscar muito com a afirmação de que as piores expectativas estão em vias de se confirmar.
2. De facto, a abordagem que terá sido adoptada pelas IES, em geral, terá sido minimalista, isto é, ter-se-á limitado a procurar configurar as estruturas previamente existentes ao fato ditado pela nova lei, menosprezando não só a oportunidade da introdução de modelos renovados de organização e de governação como as exigências de mudança decorrentes da realidade da contracção da procura provinda dos públicos tradicionais e das dificuldades sentidas no quotidiano das universidades e politécnicos resultantes da redução do financiamento do Estado. Aconteceu aqui o que já se passara com a adopção da Declaração de Bolonha, com a afirmação do primado da forma sobre o da substância. Quero dizer, na interpretação economicista de “Bolonha”, importava a redução dos anos de escolaridade. Fez-se isso, para grande regozijo do ministro. O que não se fez, nem podia fazer-se nos calendários e com os recursos atribuídos, foi implementar novos modelos de trabalho e de aprendizagem. Talvez ainda lá venhamos a chegar, mas a partida foi em falso.
3. Neste processo de reforma estatutária, houve quem tivesse optado por contratar fora o trabalho de elaboração estratégica que era suposto ser realizado. Dizem-me que o Instituto Politécnico de Leiria foi uma delas (isso ajudaria a explicar a circunstância de ter terminado o seu exercício quando as outras instituições estavam a começá-lo). A entidade externa escolhida (Universidade Politécnica da Catalunha) daria garantias, em princípio, de ser feito um trabalho de qualidade. O problema é que a qualidade do trabalho seria igualmente devedora da qualidade do interlocutor interno. Não o havendo, em verdade, corria-se o risco de chegar a “fatos” que deveriam servir a qualquer corpo. Obviamente, nem todos teremos as medidas de Brad Pitt ou de Sharon Stone.
4. Fruto deste exercício externamente apoiado ou fruto de razões por esclarecer, foi, a certa altura, lançada para a comunicação social a ideia que a formação de consórcios, a nível de NUTs II, entre institutos politécnicos, era peça essencial do processo de reforma do ensino politécnico e de viabilização das instituições. Se, em abstracto, não se questiona o mérito da ideia, tudo muda de figura quando: i) por lei ou por explícita determinação da tutela, se impedem consórcios que, por iniciativa das instituições, estavam a ser gizados, ii) se pretende limitar às instituições politécnicas a possibilidade de formarem consórcios, iii) se pretende conformar os ditos consórcios aos limites das unidades estatísticas de nível II (NUTs II) existentes, e, o que não é despiciendo, iv) se pretende que seja uma lei ou decreto a enquadrar a constituição dos ditos consórcios. Esta última premissa faz-me lembrar algo muito presente na prática da instituição onde trabalho, ao longo de muitos anos, de forçar parcerias entre Departamentos e Escolas na oferta de certos projectos de ensino. Ninguém se surpreenderá que eu lhe diga que estes casamentos forçados resultaram, em regra, em divórcio.
5. Obviamente, ninguém explicou a coerência e eficácia de reunir no mesmo consórcio os institutos politécnicos de Leiria, de Coimbra, de Tomar, da Guarda, de Castelo Branco, etc., como ninguém disse se o que era visado era a mobilidade de docentes e de alunos entre Leiria e Castelo Branco, entre a Guarda e as demais instituições, e reciprocamente, ou qualquer outra coisa. Exótica que é a solução, fica explicada a necessidade da impor por lei ou decreto: em Portugal, quando não se é capaz de resolver um problema, produz-se uma lei. É a reforma e o planeamento do ensino superior nacional a funcionarem no seu melhor, à luz do “simplex”, quer dizer: ideias estruturadas, nenhumas; salvaguarda dos interesses das oligarquias da órbita do poder, todos!
J. Cadima Ribeiro
*
(artigo de opinião publicado na edição de hoje do Jornal de Leiria)

quarta-feira, maio 14, 2008

Comunicado da FENPROF: apoios à ciência

"Como é do conhecimento de todos, o Ministro Mariano Gago tem vindo a anunciar, com pompa e circunstância, medidas de apoio financeiro ao desenvolvimento da Ciência em Portugal, como foi o caso, esta 2ª feira, em Aveiro.
As medidas agora anunciadas não contêm, no entanto, muita novidade, pois os 500 investigadores a contratar fazem parte dos 1000 já anunciados anteriormente e os concursos anuais para bolsas já são, felizmente, um facto relativamente bem consolidado.
Ninguém duvida de que o país está bem precisado de recuperar do enorme atraso que nesse domínio tem, face às médias dos países da UE e da OCDE, e o aumento do orçamento da Ciência nos últimos anos aponta nesse sentido.
Está, contudo, ainda por fazer uma avaliação independente da relação custos/benefícios dos elevados investimentos que se estão a fazer, em particular, nas parcerias com universidades americanas (MIT, CMU e U. Austin), havendo legitimas dúvidas, por parte de muitos destacados académicos, sobre se não se estará, com essa iniciativa concreta, mais a procurar dividendos políticos e benefícios para investigadores ou grupos de investigação com maiores afinidades com os governantes, do que genuinamente a tentar promover a competitividade do país.
Exige-se, para que não permaneçam quaisquer dúvidas sobre a honorabilidade pessoal e política desses governantes, que sejam divulgados todos os dados que permitam uma avaliação fundamentada daquelas parcerias [...].
[...]
Sem dúvida que investir na Ciência é também investir no Ensino Superior, mas é inaceitável que o reforço do investimento na Ciência tenha como contrapartida a depauperação que este Governo tem imposto às instituições que têm como uma das suas missões mais importantes a formação dos quadros indispensáveis ao desenvolvimento do país."
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(reprodução parcial de comunicado da FENPROF Ensino Superior e Investigação, intitulalado "Apoio à Ciência é positivo, mas...", que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico)

terça-feira, maio 13, 2008

"Sindicatos exigem respostas do Ministério do Ensino Superior aos empregos precários no sector"

«Cunha Serra salienta, "em particular, o politécnico, onde cerca de três quartos dos docentes estão em contrato a prazo". "Este é um volume muito grande, hoje que se fala na precariedade e na necessidade de combater essa precariedade e quando o próprio Governo avança propostas em que afirma pretender reduzir a precariedade", acrescentou o sindicalista.
[...]
Cunha e Serra destacou que, entre os problemas que gostariam de tratar com o Ministro Mariano Gago, está o dos investigadores, considerando que existem "muitos bolseiros e poucos lugares de investigação, de forma que estes têm muita dificuldade em conseguir um emprego estável". "Sobretudo o que nos preocupa são aqueles já com o seu doutoramento feito e que têm bolsas de pós-doutoramento, que existem para lhes dar alguma expectativa, já que se formaram para fazer alguma coisa ligada à sua formação, mas que não respondem à necessidade de os fixar no nosso país", explicou.»
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(excertos de Notícia PÚBLICO - Última Hora, datada de ontem e intitulada "Estruturas acusam tutela de bloquear negociações com docentes - Sindicatos exigem respostas do Ministério do Ensino Superior aos empregos precários no sector")
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(cortesia de Nuno Soares da Silva)

segunda-feira, maio 12, 2008

Sócrates anuncia hoje ... agora que as eleições estão perto

RTP notícias
Ciência: Sócrates anuncia hoje em Aveiro mais bolsas e contratos para investigação:
http://ww1.rtp.pt/noticias/?article=345386&visual=26&tm=Nacional

(cortesia de Nuno Soares da Silva)

Será ignorância do que se passa ou necessidade de auto-promoção, na falta de quem lha faça?

Há coisas fantásticas, não há?

(título de mensagem, datada de 08/05/08, disponível em Colina Sagrada)
-
Comentário: são espantosos os fretes a que a EUA se presta e/ou presta

domingo, maio 11, 2008

O destaque do dia: verdades que são inconvenientes

«Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "É lamentável ...":
Resta saber como!
Se a participação democrática na Universidade do Minho, não se confinasse a uma boa meia dúzia de pessoas; se a participação democrática nesta mesma Instituição que a maioria quer que fosse a de cultivar e zelar por essa cultura democrática; se, a participação verdadeiramente democrática, fosse repartida equitativamente pelos diversos corpos - de estudantes; professores docentes, das diversas categorias e investigadores, não deixando naturalmente de passar pela efectiva participação dos não docentes, nos diversos órgãos de gestão da Universidade, isso sim, valia a pena, e todos nos debruçaríamos pelo debate de ideias em detrimento dos ditos insultos “anónimos”.
Porém, nesta dita Universidade “sem muros”, não me parece realizável essa cultura de civismo e cultura democrática, apesar das várias tentativas.
Nos corredores do Largo do Paço e quicá nos de Gualtar, Azurém e outros pólos, quem tentar levantar a voz contra o poder instalado está “feito”, não tem faltado tempo a inquirir testemunhas “inventadas à medida – prevenindo-as de que só devem dizer o que lhes é transmitido” nos diversos processos disciplinares aos docentes e não docentes a troco de um mero exercício de pedido qualquer que seja o documento ou outra qualquer coisa. Quem o faz ou fez, arrisca-se/arriscou-se a insultos e vexames vindo de alguém que pela tomada do poder (mero cargo).
A Santa hipocrisia caro professor Vasco Eiriz.
... mas estamos atentos. Sempre atentos!
Será também falta de educação paternal?
Publicada por Anónimo em Universidade alternativa a 11:34 AM»

sábado, maio 10, 2008

Financiamento do ensino superior

Ainda a terceira via II
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(título de mensagem, datada de Sábado, 10 de Maio de 2008, disponível em Ladrões de Bicicletas)
-
Ps: a este propósito, ler também mensagem, datada de 08/05/08 e intitulada "Egoísmo geracional", disponível em 0 de Conduta)

If you build that foundation…

"If you build that foundation, both the moral and the ethical foundation, as well as the business foundation, and the experience foundation, then the building won’t crumble."
Henry Kravis

(citação extraída de SBANC Newsletter, May 6, Issue 518-2008, http://www.sbaer.uca.edu)

quinta-feira, maio 08, 2008

A propósito de consórcios e de outros mal-entendidos

"Caros(as) colegas,
Por me parecer informação útil, divulgo mensagem que entretanto me chegou.
Por favor, queiram considerar o texto em anexo.
Cordiais cumprimentos,
J. Cadima Ribeiro"
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«Cinco universidades portuguesas criam MBA de nível internacional

07 de Maio de 2008, 11:17

Porto, 07 Maio (Lusa) - As universidades de Aveiro, Coimbra, Minho e Porto e o Centro Regional do Porto da Universidade Católica anunciaram hoje que vão fundir os seus programas de Formação Avançada em Gestão para criar um novo MBA (Master in Business Administration), de âmbito internacional.

Totalmente leccionado em inglês, o "The Magellan MBA" pretende atrair candidatos de todo o mundo, especialmente os do Norte da Península Ibérica.

Fonte da Universidade do Porto disse hoje à Lusa que as aulas deste novo programa vão iniciar-se no próximo ano lectivo.

Serão leccionadas por professores das cinco instituições nacionais e dos seus dois parceiros internacionais, a London Business School e o Instituto de Empresa (Espanha), escolas que proporcionam "dois dos mais conceituados MBA's do mundo".

A criação do "The Magellan MBA" é o primeiro resultado do protocolo de colaboração que os reitores das cinco universidades assinam quinta-feira na Reitoria da Universidade de Coimbra.

O acordo prevê já a posterior criação de um programa doutoral conjunto sob a designação de DBA - "Doctor in Business Administration".

PM.

Lusa/fim»
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"Boa noite,
Esta notícia explica o facto de hoje termos sido interpelados (...) sobre a apresentação deste programa publicitado pela Lusa na n/ escola. Penso que o dia indicado seria o dia 12 ou 13. Na verdade não fixei porque nunca tinha ouvido falar.
Agora compreendo a surpresa do Senhor quando percebeu que nós não sabíamos [...]
Cordiais cumprimentos,
[...]"

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(reprodução de mensagem entretanto distribuída na rede da EEG/UMinho e da primeira reacção recolhida)

Comentário: comentários para quê - é a exemplaridade da transparência e de procedimentos cultivados pela direcção da EEG/UMinho e pela reitoria da UMinho, para não me reportar à respectiva lucidez estratégica e coerência de atitudes.

Ps: sobre esta matéria, encontram mais informação em Co-Labor - Quinta-feira, 8 de Maio de 2008, De profissionais para profissionais (espera-se…)

quarta-feira, maio 07, 2008

É lamentável ...

"É lamentável que os funcionários vejam terminada, desta forma, a sua participação no Senado. Todos reconhecerão o contributo positivo e, por vezes excepcional, que os funcionários deram a este órgão. Contribuíram sem dúvida para que este fosse um órgão mais participado e mais rico com a pluralidade das opiniões que expressaram. Lamentavelmente, os funcionários que venceram inegavelmente as eleições, sem qualquer controlo sobre o processo eleitoral, são agora impedidos de participarem no Senado por erros que não lhes podem ser imputados. Afinal, a anulação da homologação das eleições, decidida pelo tribunal, resulta de um problema sobre o qual não tiveram qualquer controlo: a constituição dos cadernos eleitorais e a sua divulgação electrónica. Todo o processo deixou muitas dúvidas, nunca esclarecidas, nomeadamente quanto à composição dos cadernos eleitorais com cerca de 825 funcionários, sendo que a UM, no relatório da EUA, afirma possuir 605. Os funcionários que venceram as eleições, nunca tiveram assento na Comissão Eleitoral. Por essa razão, os erros que o tribunal atribui ao processo eleitoral não lhes são imputáveis. Os funcionários eleitos venceram, de forma inegável, límpida e clara, as eleições como o demonstram os resultados eleitorais dos dois escrutínios realizados.
Ao suspender a participação dos funcionários, fica a representação destes comprometida neste e em futuras reuniões. Importa, por isso que sejam esclarecidas pelo Sr. Reitor as seguintes questões:
1) Quando serão realizadas as eleições?
2) Qual a composição da Comissão Eleitoral?
3) Qual a constituição dos cadernos eleitorais, com 605 ou 825 funcionários, actualizados ou não a este momento?
Interpelado o Reitor no Senado Académico sobre a marcação da nova eleição para os Representantes dos funcionários não docentes e sobre os Cadernos Eleitorais, o Exmo. Senhor Reitor não deu resposta a nenhuma das questões (a pressa foi só na parte da execução da Sentença que mandava anular a participação, não na parte que mandava prosseguir o acto eleitoral, sanado dos vícios apontados e que procederam). As irregularidades no acto eleitoral foram cometidas pela Comissão Eleitoral, não por qualquer facto que possa ser imputável aos funcionários não docentes eleitos democraticamente."
*
(reprodução integral de mensagem, intitulada "Funicionários não docentes da UM tratados como LIXO", que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico)

Comunicado do SNESup e da FENPROF: "É urgente a abertura de negociações sobre vínculos e remunerações no ensino superior "

«Cara(o) Colega,

A FENPROF e o SNESup enviaram no passado dia 1 de Abril ao Ministro a carta anexa solicitando a abertura de negociações sobre matérias que se prendem com as carreiras docentes e de investigação e com os respectivos estatutos remuneratórios. Ainda não foi recebida qualquer resposta a este pedido, passado que foi mais de um mês.

O Ministro não reúne com estas organizações sindicais desde 5 de Junho de 2007, há já mais de 11 meses. Desde a sua tomada de posse, têm sido muito poucas as reuniões e quando acontecem, têm-se realizado sempre a solicitação insistente das organizações sindicais, em particular perante iniciativas conjuntas da FENPROF e do SNESup. Acresce a isto que o Ministro não tem cumprido os prazos que a si próprio se propõe para apresentação de propostas para um efectivo início de negociações.

Ora, este bloqueio negocial por parte do Ministro é inaceitável. Como todos sentimos, a situação ao nível do ensino superior tem-se degradado, tanto no que se refere ao financiamento das instituições, como no que concerne à situação profissional dos docentes e investigadores.

É pois urgente que se actue no sentido de que o Ministro abra efectivas negociações com as organizações sindicais, com vista à procura de soluções para os vários problemas existentes.

Neste sentido, a FENPROF e o SNESup decidiram propor a todos os colegas a assinatura de um abaixo-assinado, na forma de uma Petition On-Line, a que pode aceder no link:
http://www.petitiononline.com/negociar/petition.html, enunciando os principais problemas a necessitar de solução urgente.

Caso o Ministro não venha a dar início às negociações com a brevidade necessária, a FENPROF e o SNESup proporão aos colegas a realização de outras acções colectivas.

Contamos com a sua participação nesta iniciativa, pois a acção sindical apenas se revela eficaz quando tem um apoio efectivo e expressivo dos profissionais que os sindicatos representam.


Saudações Académicas e Sindicais

FENPROF .......................... SNESup

João Cunha Serra ........... Paulo Peixoto»
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(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente das entidades identificadas)

terça-feira, maio 06, 2008

Revisão dos estatutos da Universidade do Minho: balanço do que foi feito em sede de Assembleia Estatutária

«Caros(as) colegas,
Aproximando-se a data de conclusão dos trabalhos da Assembleia Estatutária, o Grupo de Reflexão sobre a Universidade do Minho entende manifestar novamente a sua posição sobre o trabalho que vem sendo desenvolvido.
Em primeiro lugar, estranha que não tenha existido um debate alargado na Universidade sobre a alteração estatutária. De facto, a eleição para a Assembleia Estatutária da qual resultou um nível elevado de abstenções e votos em branco, e um resultado eleitoral equilibrado entre as listas concorrentes, recomendaria que se tivesse mobilizado a academia para reflectir sobre a sua organização e futuro, postura, aliás, defendida pela maioria dos membros eleitos da Assembleia, mas que não teve tradução prática. Em segundo lugar, há indícios de que o exercício de adaptação dos estatutos ao RJIES não está a ser aproveitado para efectuar a reforma necessária na estrutura e funcionamento da Universidade. A abordagem minimalista adoptada na revisão dos estatutos traduziu-se até ao momento numa oportunidade perdida de reforma da Universidade do Minho, embora esta necessidade seja de pertinência inquestionável, agora reforçada pelas mudanças em curso noutras instituições de ensino superior, e pelas dificuldades sentidas no quotidiano da Universidade do Minho, superiormente reconhecidas como significativas.
Consciente da necessidade da universidade desencadear uma reforma na sua estrutura e funcionamento, o Grupo de Reflexão sobre a Universidade do Minho recomenda que os estatutos que venham a ser aprovados em sede da Assembleia Estatutária não contemplem mecanismos que limitem a implementação de uma reforma que entendemos ser necessário desencadear com transparência e responsabilidade.
Neste contexto de resistência à mudança, mais importante se torna, por exemplo, clarificar de modo inequívoco o papel do futuro Conselho Geral. Sendo o órgão que filtrará alterações aos estatutos que vierem a ser proximamente aprovados pela Assembleia Estatutária, vemos com preocupação qualquer tentativa de dificultar a constituição de um Conselho Geral plural que possa, se e quando o entender, fazer a Universidade evoluir no sentido de uma modernidade que nos parece ir ficar agora adiada. É esta concepção de um órgão reformador e atento a um envolvimento cada vez mais competitivo das universidades, com poder efectivo de promover uma dinâmica contínua de mudança, que defendemos.
Braga, 5 de Maio de 2008

O Grupo de Reflexão sobre a Universidade do Minho»
*
(comunicado com a autoria identificada ontem distribuído universalmente na rede electrónica da UMinho)

segunda-feira, maio 05, 2008

As piores expectativas estão em vias de ser confirmadas

Construída como o foi a lei, havia o risco de “a montanha parir um rato”. Pois bem, a um mês do final do prazo que a lei conferia às IES para adequarem os seus estatutos ao novo enquadramento legal, não creio arriscar muito com a afirmação de que as piores expectativas estão em vias de ser confirmadas.

J. Cadima Ribeiro

sábado, maio 03, 2008

Reflectir sobre o que correu mal na UMinho

«´A influência da universidade na região desceu, no último ano, para os níveis registados em 1992. É necessário refletir sobre o que correu mal, e isso consegue-se conciliando a teoria e a prática`, revelou Lobo-Fernandes.»
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(extracto de notícia, datada de 08/04/30 e intitulada "Universidade precisa refletir sobre os vários desafios sociais", publicada em Correio do Minho, pág. 7)
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Comentário: caro colega, não nos quer ajudar a deslindar o que correu mal? Parece-me em boas condições para nos ajudar a encontrar uma resposta. Estarei errado?

quinta-feira, maio 01, 2008

Índicios da crise em dia do trabalhador - II

MISTAKE
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(título de mensagem, datada de 08/04/30, disponível em Polikê ?)
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Nota: a chamada de atenção é extensiva aos comentários, quiçá o elemento mais esclarecedor do que está em causa no assunto versado

Índicios da crise em dia do trabalhador

«Serviços de Acção Social

Despacho (extracto) n.º 12197/2008

Por despacho de 10 de Janeiro de 2008, do Reitor da Universidade do Minho, foi o licenciado Carlos Duarte Oliveira e Silva, Técnico Superior de 1.ª Classe, do quadro dos Serviços de Acção Social da Universidade do Minho, nomeado na categoria de Assessor Principal da mesma carreira e quadro, com efeitos a 28 de Fevereiro de 2007, considerando-se exonerado da categoria anterior a partir daquela data. (Isento de fiscalização Prévia do Tribunal de Contas)

18 de Abril de 2008. — O Administrador para a Acção Social,
Carlos Duarte Oliveira e Silva.»
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[reprodução integral do "Despacho (extracto) n.º 12197/2008", do reitor da UMinho, entretanto publicado]
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Comentário: é a crise, estupido!

quarta-feira, abril 30, 2008

Genuine confidence is what launches you out of bed in the morning

"The kind of commitment I find among the best performers across virtually every field is a single-minded passion for what they do, an unwavering desire for excellence in the way they think and the way they work. Genuine confidence is what launches you out of bed in the morning, and through your day with a spring in your step."

Jim Collins

(citação extraída de SBANC Newsletter, April 29, Issue 517-2008, http://www.sbaer.uca.edu)
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Comentário: podia ser uma apreciação à falta de lucidez como as políticas económicas, sociais, educativas e culturais vêem sendo conduzidas em Portugal nos últimos (já muitos) anos; infelizmente, não há sequer uma área governativa que nisso se distinga.

Jornal ID

«Exmo (a),
Viemos por este meio informar que foi publicada online a 26ª edição do nosso jornal académico, Jornal ID.

Temas em destaque:
- Universidades europeias apresentam Mestrado em Análise Estrutural de Monumentos
- FEUP no topo do pódio do “Prémio REN 2007”
- Entrevista a Narciso dos Santos, docente da Universidade Agostinho Neto de Angola
- Jornalistas em greve no “Le monde”
- Os Gato Fedorento regressam à SIC
- Angola e África do sul de mãos dadas rumo à performance cientifico
- Mais de 100 estudantes concentram na UM por ensino “mais justo”
- Novo acordo ortográfico divide opiniões no Parlamento Português

Saiba mais em: http://www.jornalid.com/

Estamo sempre abertos para publicar matérias, temas e assuntos relacionados com a nossa académia.

A sua opinião conta e nós contamos consigo.

Com os melhores cumprimentos
http://www.jornalid.com/
geral@jornalid.com»
*
(reprodução integral de mensagem de correio electrónico, com a epígrafe "26ª edição do jornal académico da Universidade do Minho" e a proveniência identificada, que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico)

segunda-feira, abril 28, 2008

domingo, abril 27, 2008

"Bolonha podia ter sido uma oportunidade para fazer uma excelente reforma do ensino"

Notícia JN
Três em cada dez universitários atrasam-se a completar o curso: http://jn.sapo.pt/2008/04/27/nacional/tres_cada_universitarios_atrasamse_a.html

(cortesia de Nuno Soares da Silva)

Encantamento e desencanto

"E aguardemos agora, em 2008, 34 anos depois, em tempo de desencanto, que uma breve e ténue luzinha, mesmo lá bem no fundo do túnel, nos faça recuperar esses dias de encantamento e de crença no futuro."
Amélia Pais
*
(extracto de texto, datado de 25-04-2008 e intitulado "HÁ 34 ANOS ERA ASSIM QUE NOS SENTÍAMOS ", disponível em Ao Longe os Barcos de Flores)

sábado, abril 26, 2008

"Falarei de um questão que preocupa toda a comunidade académica: Bolonha"

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(título de artigo de opinião, datado de 08/04/25 e assinado por Jorge Fernandes, disponível em ComUM)

quinta-feira, abril 24, 2008

O estado do Ensino Superior visto pelos “bloggers” temáticos: um contributo

1. Responder à questão sobre o que move os “bloggers” temáticos da Educação Superior tem, em princípio, as mesmas dificuldades que responder à pergunta sobre quais são os objectivos de qualquer indivíduo. Significa isto dizer que são sempre razões singulares as que assistem às atitudes das pessoas, qualquer que seja o contexto em que as queiramos considerar.
2. Mantida presente essa dificuldade original, enunciar as razões que assistem à acção dos “bloggers” que versam a problemática da gestão do Ensino Superior nacional nos derradeiros anos sugere-se um pouco mais simples se tomarmos por referência os temas que foram escolhidos para debate no encontro que os reuniu em Braga em meados de Março pp.; a saber: i) o papel dos blogues do Ensino Superior; ii) o novo Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior; iii) a Declaração de Bolonha; e iv) a eventual adopção por parte das Instituições de Ensino Superior (IES) do estatuto jurídico de fundações públicas de direito privado. Se a dezena de autores de “jornais de parede” electrónicos no activo convergiu na selecção destes temas por alguma razão terá sido.
3. Que têm em comum os temas retidos? Em princípio, dão notícia da reforma do Ensino Superior nacional e das dificuldades da respectiva renovação. Por outro lado, são expressão da vontade de alguns dos seus agentes de tomarem papel activo no debate e da sua postura inconformada com os termos em que se vai fazendo o pouco debate que acontece. Se há visão em que convergem será no desconforto com que assistem ao vingar de uma inércia imobilista, ao alheamento da comunidade académica e à falta de planeamento na execução das reformas anunciadas. O exemplo vem da tutela. Não espanta por isso que Mariano Gago não conte com a respectiva simpatia. Para mais, o estilo, arrogante e manipulador, não o facilitam. Azar o seu! Azar o nosso!
4. Desconfortáveis que estão com a ausência de planeamento, de rigor e, às vezes, de bom-senso do MCTES, vêm-se revelando não menos desconfortáveis, digo, com a inércia vivida nas IES, de uma forma geral. São marcos do clima vivido nas instituições a postura reactiva à reforma, chame-se ela Bolonha ou modelo de governação, os estados de alma marcados pela desmotivação, a descrença, e a afirmação, contra a urgência da renovação, de corporações de interesses, na continuidade das oligarquias que dominaram as IES nas últimas décadas. A debilidade do debate tem tudo que ver com essas dinâmicas e com esses interesses, reforçados pelo desânimo que os governos conseguiram que se instalasse na sociedade portuguesa, em razão de obsessões por equilíbrios orçamentais e do desinvestimento no Ensino Superior e em variadas políticas sociais.
5. O processo em curso não é, nem tem de ser, pacífico. É entretanto diferente haver visões diferentes da Universidade e dos caminhos a trilhar e uns quantos apresentarem-se como senhores dos seus destinos, para mais conhecendo-se “a verdade” de que são mensageiros. Penoso é constatar o "estado gripal do (des)ensino superior", na caracterização de Vasco Eiriz, editor do blogue “Empreender”, citando alguém. Penoso é que em reuniões dos órgãos académicos herdados do anterior ordenamento jurídico, a grande maioria dos professores mantenha um silêncio estrondoso, porque têm medo.
6. Face ao beco sem saída do presente, qualquer debate só pode resultar rico, por mais caótico que pareça. Que se dane o Zé Mariano, que, ironicamente, até pode ser louvado por tê-lo provocado, e que se dane o Augustus. Que se dane o Augustus, que ainda por cima é daltónico e viu bandeiras vermelhas onde só havia lenços brancos. Se as vacas são escanzeladas, porque há-de o académico fingir que as achas gordas? Deve achá-lo só porque lhe matraqueiam quotidianamente o espírito com discursos da reforma e das maravilhas que lhe hão-de chegar de Bolonha?
J. Cadima Ribeiro

(artigo de opinião publicado na edição impressa de 08/04/23 do ComUM, jornal)

quarta-feira, abril 23, 2008

Comunicado do SNESup: vínculos e carreiras

«SNESup - Sindicato Nacional do Ensino Superior
Colegas:
1. A publicação da Lei nº 12-A/2008, sobre vínculos, carreiras e remunerações, e os rumores sobre as intenções do MCTES em matéria de revisão do ECDU estão a criar forte instabilidade sobretudo
- entre os professores auxiliares ainda sem nomeação definitiva;
- entre os assistentes e outros não doutorados com direito de acesso à categoria de professor auxiliar após o doutoramento.
2. Continuaremos a responder individualizadamente aos múltiplos pedidos de apoio jurídico formulados pelos colegas professores auxiliares ainda sem nomeação definitiva, no entanto iremos emitir proximamente um comunicado sobre a situação.
3. Relativamente aos colegas assistentes e em geral não-doutorados, é nossa intenção promover encontros nas várias Universidades que possam conduzir à criação / reforço da sua organização própria e ao desencadeamento de iniciativas em prol da preservação dos seus actuais direitos.
Correu bastante bem o encontro realizado na Universidade do Minho no passado dia 18 de Abril, por nós oportunamente anunciado, na sequência do qual esperamos assistir ao desencadeamento de algumas acções equacionadas na reunião.
No próximo dia 16 de Maio (6 ª feira) será a vez de se realizar um encontro na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, apontado para as 10.30, que estamos a organizar em colaboração com a nossa comissão sindical.
Apoiaremos todos os colegas que quiserem organizar encontros nas suas Universidades, ou difundir as suas conclusões
Saudações académicas e sindicais
A Direcção do SNESup
23-4-2008»
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(reprodução integral de mensagem, datada de hoje e intitulada "Ensino superior_Carreira_Novas iniciativas nas Universidades", com a proveniência identificada, que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico)

É preocupante ...

"É preocupante que para se fazer algo neste país haja sempre necessidade de mais um decreto-lei, um despacho ou um pouco de água benta do Estado"
Vasco Eiriz
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(extracto de mensagem, datada de 08/04/22 e intitulada "Consórcios no ensino superior", disponível em Empreender)

segunda-feira, abril 21, 2008

Dos bastidores da reforma estatutária na UMinho

O actual Departamento de Psicologia do IEP pretende integrar uma escola autónoma, mas não ser integrado numa outra Escola. Está a ser pensada a fusão das duas escolas de Educação, dando origem a uma única Escola de (Ciências da) Educação.
Serão estas ideias o princípio de uma reestruturação da UMinho que urge fazer mas que corre o risco de ser remetida para as calendas gregas?
Se assim for, que espaço terá para vingar a criação de uma Escola de Artes? E será no futuro próximo que teremos uma Faculdade de Ciências e Tecnologia, em vez do "albergue espanhol" que é a actual Escola de Engenharia (e nalguma medida, também a Escola de Ciências)? Adicionalmente, será agora que vingará o sonho de Altamiro Machado (a quem depois da morte tantos adversários da sua acção em vida fizeram questão de homenagear) de ter os Sistemas de Informação dentro da Escola de Economia e Gestão, com este ou outro nome? E a História? Vai ter o seu lugar numa Escola de Letras? E...E...
"Há a ideia que se as Escolas nada quiserem propor, tudo ficará na mesma...". Mas pode ficar tudo na mesma, isto é, permacer a trapalhada actual? Quem ganha com isso? Os trapalhões que nos têm governado mas não liderado?
Agora que o cónego já não nos pode valer, quem poderá?
J. Cadima Ribeiro
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Ps: Notícias entretanto chegadas, avançam o seguinte:
i) a Arquitectura está muito inclinada à fusão com a Engenharia numa escola que tomará o dois nomes, Escola de Engenharia e Arquitectura;
ii) há a possibilidade Acílio Rocha conseguir levar a dele avante e as Artes ficarem com o ILCH numa Escola de Artes e Letras.
Concluindo: não está posta de lado a possibilidade do "albergue espanhol" que é a Escola de Engenharia se manter ou até intensificar-se; a ajuda, insuspeita, pode-lhe ser dada por Acílio Rocha e pela corporação de interesses em que se enredou definitivamente, em nome da intenção, louvável, de viabilizar as Letras que temos.
Permanece por esclarecer como se viabilizarão projectos de Escolas como são Direito e Psicologia, aparte a exigência de dar alguma estrutura à realidade orgânica amorfa que é o Instituto de Ciências Sociais.
Obviamente, quando se pega no assunto a partir da óptica da corporação de interesses tudo pode acontecer, incluindo ficar tudo na mesma, ainda que se mudem nomes e peões.

"Isto anda pelas ruas da amargura!"

"JVC inquieta-se com o que se (não) passa nas assembleias estatutárias das universidades, onde a palavra de ordem é seguramente a de que se deve bailar ao som do maestro que já dava música antes da mudança imposta por Zé Mariano. Se há coisa que os reitores sabem dar, essa é mesmo música."
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"Podemos acolher com mais ou menos orçamento, aquelas paroladas que o Zé Mariano de vez em quando emite sobre as alianças atlânticas, pagas só por um lado do mar e que servem não sei muito bem a quem, não sei muito bem o quê, hipoteticamente apenas a vaidade de quem paga."

(extractos de mensagem, datada de Domingo, 20 de Abril de 2008 e intitulada "Será que vai haver um tempo para o tempo da educação superior?", disponível em Co-Labor)

sábado, abril 19, 2008

"O ensino superior português carece duma abordagem ecológica"

"Por exemplo, o ensino superior português carece duma abordagem ecológica que facilite a extinção das espécies menos capazes, o fortalecimento de algumas instituições ou até mesmo o surgimento de espécies mais robustas. Só com uma rede de ensino com actores mais fortes e ligações melhor articuladas é possível competir internacionalmente. A dimensão e os recursos do país não permitem a afirmação internacional de muitas instituições, mas é importante que surjam algumas espécies com a projecção internacional necessária para provocarem um efeito de arrastamento nas demais instituições da rede. Daí que a selecção natural pode ser benéfica para o sector como um todo."
Vasco Eiriz
(extracto de mensagem, datada de 08/04/18 e intitulada "Organizações em Rede - Selecção natural", disponível em Empreender)

quinta-feira, abril 17, 2008

Notícias do que por aí vai

RTP Noticias
Ensino Superior: Estudantes do Minho protestaram contra Bolonha, propinas e subfinanciamento:
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Notícia IOL Portugal Diário
«Governo aprende, ensino não se vende»:
http://diario.iol.pt/noticia.html?id=941028&div_id=4071
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Notícia JN
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Notícia O Setubalense
Instituições de ensino superior têm de responder às necessidades europeias:
http://www.osetubalense.pt/index.asp?idEdicao=163&id=6387&idSeccao=1394&Action=noticia
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(cortesia de Nuno Soares da Silva)

quarta-feira, abril 16, 2008

A provocação que nos chega do GPEARI

Em vésperas de tertúlia na UMinho sobre a reforma estatutária, em que os motes são as áreas de desenvolvimento da instituição e a respectiva estruturação em escolas/faculdades (Próxima tertúlia: 17 de Abril, 5ª feira, 14,30 horas, edifício do IEC/IEP), faz particular sentido recomendar a leitura de mensagem intitulada "Se até repolhos se podem organizar cartesianamente...", datada de 08/04/15, disponível em Polikê ?).
Questiono-me se a intensão da autora era provocatória. Olhando para dentro da UMinho, ela não poderá ser lida de outra maneira.
Felizmente que há quem ouse questionar-se/nos!
J. Cadima Ribeiro

Universidade Aberta e congénere espanhola estabelecem cooperação

RTP Noticias
Ensino: Universidade Aberta e congénere espanhola estabelecem "cooperação natural":
http://ww1.rtp.pt/noticias/?article=339750&visual=26&tm=Nacional

(cortesia de Nuno Soares da Silva)

“Collaborative Research in India: Academic Institution v/s Industry”

“The term ‘collaboration’ is used to depict the all forms of agreement between academic institutions, corporate, universities, and any combination of such two or more parties who share the commitment to reach a common goal by using their resources available. Collaboration in Research and development (R&D) sector has been broadly used phenomenon for many years in India. In the collaborative research, the significant factors like time & cost being reduced to large extent because of sharing of the resources by the parties. Collaborative research contributes to the technological and economical development of the country. Collaboration avoids duplication in research. But there are lots of questions, may be arising in your mind like: what is actual meaning of collaborative research? Why do industries collaborate with the academic institutions? What goes on in the collaborative research? What are the effects of collaborative research? Which type of policy do they have? and simultaneously there are lots of issues - involved in collaborative research like intellectual property rights, technology licensing, confidential agreement etc. how can all these issues be resolved before or during collaboration, so that a healthy relationship may be established for the future benefits of all the parties involved? The purpose of writing this paper is to shed the light on the solutions available of all these questions and the issues arise between the parties involved in the collaborative research program.”

Neeraj Parnami,
Bandyopadhyay, T.K.

Date: 2008-02-10
Keywords: Regional efficiency, Regional spillovers, Human capital, Public capital.
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:pra:mprapa:8104&r=edu

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

terça-feira, abril 15, 2008

"Já que o Enterro muda, pelo menos que mude para melhor"

É desta que matam a Gata!

(título de artigo de opinião, datado de 14/04/2008 e com autoria de Samuel Silva, disponível em ComUM)

domingo, abril 13, 2008

Próxima tertúlia: 17 de Abril, 5ª feira, 14,30 horas, edifício do IEC/IEP

Caro(a) colega,
Venho lembrar-lhe que a próxima tertúlia sobre a revisão estatutária terá lugar a 17 de Abril, 5ª feira, a partir das 14,30 horas, no auditório do Centro Multimédia do edifício IEC/IEP, em Gualtar.
Estarão em agenda as áreas estratégicas para o desenvolvimento da UMinho e a reestruturação das unidades orgânicas a prosseguir.
A tertúlia que agora se anuncia é a terceira de um ciclo onde o grupo organizador vem procurando que sejam abordados os aspectos maiores da revisão estatutária em curso.
Como animadores convidados desta sessão estarão:
- José Ferreira Gomes, professor da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e membro da Assembleia Estatutária da Universidade Técnica de Lisboa;
- Moisés Martins, Presidente do ICS/UMinho; e
- Luís Moutinho, Director da Escola Superior de Tecnologia do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave.
Será uma honra contar com a sua presença e participação activa neste evento.
Cordiais cumprimentos,

Pelo grupo organizador

J. Cadima Ribeiro
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Nota: face ao programa originalmente apresentado, esta versão regista a alteração do representante do IPCA, por razões de agenda.

Notícias de outro mundo

"A colaboração entre os Estados Unidos [EUA) e a Europa é crítica no domínio da Ciência e Tecnologia. Sabe-se hoje que a relação entre as universidades e as empresas europeias e norte-americanas é fundamental para os dois lados do Atlântico", sublinhou o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago, em declarações à Agência Lusa por telefone a partir de Cambridge."
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(extracto de notícia, datada de 2008-04-08 e intitulada "Mariano Gago defende «boa relação» entre empresas e universidades europeias e americanas", disponível em Ciência Hoje )
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(cortesia de Nuno Soares da Silva)

sexta-feira, abril 11, 2008

Nutricionistas: precisam-se!

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(título de mensagem, datada de Quinta-feira, Abril de 10 de 2008, disponível em Polikê ?)

"Professores reflectem sobre a integração no Espaço Europeu do Ensino Superior"

Notícia CienciaPT - Educação, Ciência, Tecnologia e Inovação
Professores reflectem sobre a integração no Espaço Europeu do Ensino Superior: http://www.cienciapt.info/pt/index.php?option=com_content&task=view&id=40063&Itemid=1
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(cortesia de Nuno Soares da Silva)

quinta-feira, abril 10, 2008

Desenfastiando: “what else”? - v2

Um dia depois de ter passado por Braga e na véspera de rumar às terras geladas da Sibéria, Alexandre Sousa, professor da Universidade de Aveiro e desinquietador de espíritos, perguntava-nos, e perguntava-nos bem (mal), “what else?”. Isso queríamos nós saber! É que os rumos do Ensino Superior Nacional são difíceis de descortinar, guiados por timoneiros tão temerários quanto o são os que temos tido, a começar pelo Zé Mariano, que antes foi Gago e só perdeu quando começou a abusar da palavra ganha.
“Como é que tu és a favor do RJIES?”, perguntava-lhe outro marinheiro. Mas como é que se pode ser marinheiro e, ao mesmo tempo, gostar de águas paradas? Escolhido que tenha sido ser-se marinheiro, há que marear nas águas que o mar traga, que nunca hão-de ser paradas e, muito menos, estagnadas. A escolha é ser-se marinheiro.
Feitos ao mar, pode-se ir a Bolonha? Pois concerteza, mas a Bolonha que se queria era bem condimentada, não esta piza sensaborona que nos calhou. Habilitado com o seu curso intensivo de marketing e imagem, o Zé Mariano nunca mais quis saber o que quer que fosse da qualidade da massa e dos ingredientes. Basta-lhe que a piza pareça luzidia, e se se pouparem uns cobres para ajudar as “reformas” de Sócrates e os coitados dos americanos tanto melhor. Foi assim que Barroso chegou a presidente da Europa e o Zé Mariano não é menos que ele, a não ser talvez no empenho com que Barroso abraçou a militância MRPPista doutros tempos.
E a bisca lambida? Essa é para ser lambida nos senados trazidos pelo RJIES (Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior) que, fazendo de conta, hão-de aplaudir esta Bolonha e todas quantas os senhores do marketing e da propaganda mandarem lamber, a bem das “reformas”. E se forem muitos, mais biscas lambem. Desde que possam preservar a sua parcela de protagonismo, porque não? A pequena dificuldade que subsiste é que pode restar só o papel de bobo da corte.
Tal qual George Clooney”, dizia-nos Alexandre Sousa, “também eu apareço sempre que posso em anúncios de vacas leiteiras". Pudera! Podendo escolher entre vacas leiteiras e vacas escanzeladas ou esbeltas (como lhes chamava um colega mais imaginativo, vai para pouco menos de uma dezena e meia de anos), quem não fica com as leiteiras. E então agora que o leite está caro. Não é por isso que deixa de haver utopias realizáveis. É preciso é batalhar mais por elas. Bolonha é já ali! Os americanos hão-de se envergonhar desta sopa dos pobres e quando isso acontecer restará ao Zé Mariano fazer outro curso intensivo de marketing e propaganda ou pedir ajuda a Barroso, para que lhe arranje um lugar de chefe de gabinete em Bruxelas. Não seria o primeiro e Barroso já não é o Durão que em tempos foi.
O processo em curso nas universidades e politécnicos não é, nem tem de ser, pacífico. “Processos pacíficos são aqueles que defrontamos com o Ministério da Finanças quando não pagamos o IRS”, retorquia Alexandre Sousa, outra vez. É entretanto diferente haver visões diferentes da universidade (e do politécnico) e uns quantos apresentarem-se como senhores do destino das Instituições de Ensino Superior (IES), para mais, conhecendo nós “a verdade” de que são mensageiros.
Como digo, o problema não são as leituras diversas que se façam das IES e dos caminhos a trilhar. Penoso é, isso sim, constatar o "estado gripal do (des)ensino superior", na caracterização de Vasco Eiriz, professor da EEG/Universidade do Minho, citando alguém que não importa trazer para aqui. Penoso é que haja professores a fazer xixi na tampa da sanita. Penoso é que em reuniões dos órgãos académicos herdados do anterior ordenamento jurídico, a grande maioria dos professores universitários mantenha um silêncio estrondoso em relação a tudo que tenha menos natureza de gestão corrente, porque têm medo.
Face ao beco sem saída do presente, qualquer debate só pode resultar rico, por mais caótico que pareça, desde que exista. Que se dane o Zé Mariano, que, ironicamente, até pode ser louvado por tê-lo provocado, e que se dane o Augustus. Que se dane o Augustus, que ainda por cima é daltónico e viu bandeiras vermelhas onde só havia lenços brancos. Se as vacas são escanzeladas, porque há-de o académico fingir que as achas gordas e leiteiras? Deve achá-lo só porque lhe matraqueiam quotidianamente o espírito com discursos da reforma, e das maravilhas que lhe hão-de chegar de Bolonha?
Vivam as vacas leiteiras! Viva a bisca lambida!
J. Cadima Ribeiro
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(artigo de opinião publicado na edição de 08/04/10 do Jornal de Leiria)

"Onde pára o Ministro?"

«ONDE PÁRA O MINISTRO MARIANO GAGO?
Desapareceu da nossa vista sem cumprir os calendários que ele próprio se comprometeu o “nosso” Ministro Mariano Gago: nem tem sido visto e politicamente está ausente desde a publicação do RJIES… há 6 meses! Em Julho passado, mais uma vez, depois de outros adiamentos, o Ministro, “aliviado” com a conclusão final desse RJIES, prometeu para Setembro de 2007 a divulgação das linhas gerais das revisões dos estatutos de carreiras e até hoje este compromisso continua por cumprir!
Mas este não é o único “atraso” deste Ministro, face às datas e calendários que ele próprio se comprometeu:
1. O PRACE, anunciado em Março de 2006, reorganizou os órgãos consultivos do MCTES, criando os Conselhos Coordenadores da Ciência e Tecnologia, e do Ensino Superior, que demoraram 7 meses para serem vertidos na lei orgânica do mesmo Ministério, em Outubro de 2006… e ambos aguardam a publicação da respectiva lei orgânica há 17 meses!
Sendo estes 2 dos 3 órgãos consultivos do MCTES – o 3º sendo o Conselho Nacional de Educação, que não foi muito “ouvido” pelo Ministro (como também não pela Ministra da Educação!) -, deverá depreender-se que o Ministro não necessita de conselhos, nem de consultar ninguém? Ou que o MCTES terá uma versão mais “caseira” destes Conselhos, mas que não esta “legalizada” por qualquer lei orgânica?
2. Os Colégios de Especialidade foram criados em Agosto de 1996… e nunca regulamentados desde então, há quase 12 anos! Não se sabe se o Ministro Mariano Gago não pretende dar sequência à legislação dessa altura, da autoria do Ministro da Ciência e Tecnologia, por coincidência tutelado pela mesma personagem, mas os investigadores continuam a aguardar…
3. O próprio RJIES tem já 6 meses… e continuam por regular por lei especial:
- A acreditação e avaliação das instituições e dos ciclos de estudos (a Agência respectiva foi criada há 4 meses… mas continua a ser o Governo, através da Direcção Geral do Ensino Superior, a acreditar os cursos!
- As condições de atribuição do título de “especialista” (aqui nem se vislumbra qualquer fumo de ideia…)
- O regime e carreiras do pessoal docente e investigador das instituições públicas
- O regime do pessoal docente das instituições privadas
- O diploma regulamentar do procedimento de reconhecimento de interesse público dos estabelecimentos de ensino superior privados.
Necessitamos de um interlocutor para ouvir as nossas preocupações e negociar as soluções dos nossos problemas. Ignoramos se, na última remodelação, se esqueceram de referenciar este “desaparecimento”… ou se houve um problema de deliquescência do Ministro no Governo, mas já há muito que ignoramos o seu paradeiro e até já estamos a ficar com “saudades”.
Quando se dignará lembrar-se de que os docentes do ensino superior e os investigadores existem e têm problemas para resolver?

Departamento do Ensino Superior
do Sindicato dos Professores do Norte»
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(reprodução integral de mensagem, proveniente da entidade identificada, que me caiu na noite de ontem na caixa de correio electrónico)

quarta-feira, abril 09, 2008

O que vão dizendo a OCDE e o ministro: quando o discurso que vem de fora não convém...

Notícia Correio da Manhã
Portugal investe pouco:
http://www.correiodamanha.pt/noticia.aspx?channelid=00000010-0000-0000-0000-000000000010&contentid=D98556A6-B798-4B1B-B708-11D003F7A704
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Notícia IOL Portugal Diário
Ensino Superior: Portugal é «exemplo positivo»:
http://diario.iol.pt/noticia.html?id=935488&div_id=4071
*
Notícia IOL Portugal Diário
Tirar o «canudo» em Portugal compensa:
http://diario.iol.pt/noticia.html?id=935288&div_id=4071


(cortesia de Nuno Soares da Silva)

Da UMinho também chegam boas notícias


(destaque de Pedro Morgado em entrada datada de 08/04/03 e genericamente intitulada "O Minho que Deu Certo", disponível em Avenida Central)
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"Grupo 3B's da UMinho publica artigo na revista científica Science
O Grupo 3B´s da UMinho acaba de publicar na edição de 28 de Março de 2008 da Revista científica Science um artigo que resulta da sua colaboração com o IBNAM - Institute for BioNanoTechnology in Medicine da Nortwestern University, Chicago, EUA. O trabalho desenvolvido maioritariamente por Dra. Ramille M. Capito (IBNAM) e pela Dra. Helena Azevedo (3B´s-UM) resulta da articulação de projectos em curso no grupo de Chicago liderado pelo Prof. Samuel I. Stupp e do projecto da União Europeia - Marie Curie POLYSELF - da responsabilidade do Director do Grupo 3B´s Prof. Rui L. Reis."
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(extracto de mensagem de distribuição universal na rede da UMinho, intitulada "Grupo 3B's da UMinho publica artigo na revista científica Science", proveniente do Gabinete de Comunicação, Informação e Imagem - Universidade do Minho, que me caiu na caixa de correio electrónico em 08/04/08)
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Comentário: parabéns aos investigadores que vêem o seu trabalho publicitado (distinguido); e parabéns a Pedro Morgado pelo seguimento atento do que vai acontecendo na UMinho

segunda-feira, abril 07, 2008

Notícia da exemplaridade do planeamento e da gestão do Ensino Superior que vamos tendo

Notícia JN
Ensino Superior sem avaliação pedagógica desde finais de 2005: http://jn.sapo.pt/2008/04/07/nacional/ensino_superior_avaliacao_pedagogica.html

(cortesia de Nuno Soares da Silva)

"O último discurso do professor"

Artigo Expresso
O último discurso do professor:
http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/283175

(cortesia de Nuno Soares da Silva)

"As listas eram muito conotadas (por exemplo, pró-reitor ou anti-reitor) e esta oposição está a prolongar-se para os trabalhos estatutários"

Internos e externos nas universidades

(título de mensagem, datada de 07 de Abril de 2008, disponível em Bloco de Notas)
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Comentário: sem comentários; ficou tudo dito.

sábado, abril 05, 2008

Sucessivos governos, com destaque para o actual, decidiram que o importante não é conseguir que os alunos aprendam algo

Artigo Jornal Reconquista
A propósito do que se passa nas nossas escolas - A SUBVERSÃO DAS RELAÇÕES DE PODER:
http://www.reconquista.pt/index.asp?idEdicao=121&id=5804&idSeccao=1140&Action=noticia
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(cortesia de Nuno Soares da Silva)

sexta-feira, abril 04, 2008

Do discurso às evidências (2)

Mariano "Al-Sahhaf" Gago
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As propinas eram para aumentar a qualidade das faculdades, lembram-se?
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(título de mensagens, datadas de Quinta-feira, 3 de Abril de 2008, disponíveis em 0 de Conduta)

Do discurso às evidências

"[...] parece ser de concluir que os mecanismos de audição, estabelecidos na lei e difundidos institucionalmente, constituem, afinal, meros exercícios de encenação, sem qualquer efeito útil."
Os Representantes dos Funcionários não Docentes da Universidade do Minho
(extracto de mensagem de distribuição universal na rede da UMinho, datada de 08/04/03 e intitulada "Mensagem dos Representantes dos Funcionários da Universidade do Minho", que me caiu na caixa de correio electrónico, proveniente de mferreira@reitoria.uminho.pt)

quinta-feira, abril 03, 2008

"A Universidade do Minho é hoje, em muitas dimensões, a completa negação dos seus princípios fundamentais"

Entre a Liberdade e o medo perdeu-se a Razão

(título de mensagem, datada de 08/03/31, disponível em Colina Sagrada)

"Tertúlia sobre a reforma estatutária (3ª sessão): convite à participação"

"Caro(a) colega,
Muito gostaria que se nos juntasse na tertúlia que terá lugar a 17 de Abril, 5ª feira, a partir das 14,30 horas, no auditório do Centro Multimédia do edifício IEC/IEP, em Gualtar, em que estarão em agenda as áreas estratégicas para o desenvolvimento da UMinho e a reestruturação das unidades orgânicas a prosseguir.
A tertúlia que agora se anuncia é a terceira de um ciclo onde o grupo organizador vem procurando que sejam abordados os aspectos maiores da revisão estatutária em curso.
Como animadores convidados desta sessão estarão:
- José Ferreira Gomes, professor da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto e membro da Assembleia Estatutária da Universidade Técnica de Lisboa;
- Moisés Martins, professor e Presidente do ICS/UMinho; e
- João Carvalho, Presidente do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave, professor da EEG/UMinho (a confirmar).
Será uma honra contar com a sua presença e participação activa neste evento.
Cordiais cumprimentos,
Pelo grupo organizador

J. Cadima Ribeiro"
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(reprodução integral de mensagem de correio electrónico ontem à tarde distribuída universalmente na rede da UMinho)

Prémio SECIL Universidades 2007

Notícia CienciaPT - Educação, Ciência, Tecnologia e Inovação"
Faculdade de Engenharia brilha nos Prémios SECIL 2007: http://www.cienciapt.info/pt/index.php?option=com_content&task=view&id=39959&Itemid=1
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(cortesia de Nuno Soares da Silva)

quarta-feira, abril 02, 2008

A reforma do ensino superior: opinião

(titulo e conteúdo de mensagem, datada de 08/04/01, disponível em Que Universidade ?)
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Artigo Diário Económico
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(cortesia de Nuno Soares da Silva)

terça-feira, abril 01, 2008

Apelo patriótico

"Patriotas,
Acaba de ser lançado um apelo para a mobilização virtual no sentido de todos podermos contribuir para a transparência do Processo de Revisão Estatutária em Curso (PREC).
Consultem já esta página:
e colaborem, para que, um dia, possam contar aos vossos netos e netas como foi.
Vivam as escolas! Vivam os institutos! Vivam as universidades! Viva quem vai pagar a factura do PREC, do rjies e do MCTES!
Hip hip hip hurra!
V. M."
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(reprodução integral de mensagem, intitulada "Mobilização Virtual (PREC)", proveniente de vam@fct.unl.pt, que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico)

É sempre outra coisa quando são os lideres das listas a falarem

"Uns valentões, estes nossos colegas! Mas eu diria que não dói menos ao olhar a indigente estreiteza de vistas que os acompanha. Forçar votações de margem mínima sobre questões estruturais da Universidade é um erro, porque não há meio de assim convencerem a Academia.
[...]
Ficou demonstrado, entretanto, o que era já do conhecimento de todos, que o papel da Associação Académica na Universidade do Minho é apenas o de amparar a Reitoria no controle das decisões fundamentais. Houve eleições de docentes para os órgãos superiores da Universidade. E também houve eleições de funcionários para os mesmos órgãos. Houve ainda eleições para a assembleia estatutária. Em todas estas eleições o mesmo resultado: a derrota das ideias e das listas da Reitoria. No entanto, por artes mágicas, sempre a Reitoria pôde sobrepor-se à vontade da Universidade. Da cartola sempre saiu uma coelhinha. E sempre a mesma coelhinha. A Associação Académica."
Moisés de Lemos Martins
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(extractos de mensagem de distribuição universal na rede da UMinho, da autoria do colega identificado e intitulada "A Assembleia Estatutária e a retórica da convergência", que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico)
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Comentário:
i) primeiro, um reparo: é um mal-entendido do colega Moisés Martins falar em "lista da Reitoria e da Associação Académica"; de facto, ambas as listas eram da reitoria ou, melhor, do reitor; apenas por razões formais não foram lista unificada;
ii) feito o reparo, a saudação: em nome da transparência na vida da Instituição, quero saudar o reaparecimento público do lider da lista B; se bem que as segundas figuras tenham o seu papel, é sempre outra coisa quando são os lideres das listas a falarem (ou a escreverem, como é este caso) por elas.

segunda-feira, março 31, 2008

Número de desempregados com diplomas do ensino superior

RTP Noticias
Ensino Superior: Número de licenciados sem emprego idêntico desde há cinco anos - Mariano Gago:
(cortesia de Nuno Soares da Silva)
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Comentário: é interessante como o tom do discurso do ministro oscila entre o trágico e o optimista, consoante a mensagem que se quer passar e quem se quer visar; sugiro que lhe seja atribuída a tutela da propaganda. Fará melhor papel que Sócrates ou o seu ministro da dita, Augusto Santos Silva.

domingo, março 30, 2008

Direito à liberdade de opinião

"[...] as cinco vezes em que o Estado Português já foi condenado pela mesma instância, por ofensas à liberdade de expressão, terão, dentro de tempos, uma infinita multiplicação."
José Adelino Maltez
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(reprodução de extracto de mensagem, datada de 08/03/29 e intitulada "Todas as pessoas têm direito à liberdade de expressão ... esse direito compreende a liberdade de opinião", disponível em Sobre o tempo que passa)

sexta-feira, março 28, 2008

"Com jeitinho, ainda se pode criar um grande campo de golfe, do Minho ao Algarve"

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(título de mensagem, datada de 28 de Março de 2008, disponível em Empreender)

Eficácia do ensino superior nacional

RTP Noticias
Ensino superior: Eficácia portuguesa está na média da OCDE - estudo:
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(cortesia de Nuno Soares da Silva)

quinta-feira, março 27, 2008

Dos bastidores: expressões de desconforto sobre a evolução da reforma estatutária na UMinho e os modos de fazer e de estar

"..."
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Comentário: lista A? Lista B (ou A`)?. Então, mas não foi já sublinhado variadas vezes por variados actores que as listas acabaram com a eleição da Assembleia Estatutária? Não deveriam antes chamar-se partido da reforma faz de conta e partido do faz de conta que se reforma?
Ps: continuo intrigado com o facto de haver quem se incomode com o que aqui escrevo e/ou reproduzo, sendo certo e sabido que ninguém lê este meu modesto jornal de parede; já agora, deixem que acrescente que também não é para ser lido que o faço!

Defesa da lingua portuguesa

Artigo AO online
Presidente da FLAD defende promoção da língua portuguesa:
http://acorianooriental.sapo.pt/noticias/view/131280/

(cortesia de Nuno Soares da Silva)

quarta-feira, março 26, 2008

Notícias de Bolonha e de outros mal-entendidos

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(títulos de mensagens, datadas de 08/03/26, disponíveis em Bloco de Notas e em Polikê ?, respectivamente)

terça-feira, março 25, 2008

Notícias de propaganda e de dinheiro gasto de forma duvidosa

RTP Noticias
Ciência: Um quarto da produção científica portuguesa é feita pela Universidade do Porto - Institute for Scientific Information (EUA):
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RTP Noticias
Energia: MIT-Portugal e universidades vão estudar conceito de `ilha sustentável` para os Açores e Madeira:
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(cortesia de Nuno Soares da Silva)

Uma nova ambição para a Universidade do Minho: construir uma universidade do Século XXI

«Caros(as) colegas,
A título de contributo para o debate sobre a revisão estatutária em curso, queiram considerar a moção de estratégia que se apresenta de seguida:


Uma nova ambição para a Universidade do Minho: construir uma universidade do Século XXI

1. A “universidade do século XXI”, por contraponto da ditada pelos paradigmas científico-pedagógicos das universidades “escolástica” e “clássica”, é uma instituição em que i) o conhecimento é criado através da investigação científica e na qual uma renovada dinâmica se institui entre a investigação e desenvolvimento, inovação e transferência, ii) a formação académica insere-se no processo de criação de conhecimento e da sua fundamentação e iii) a qualidade da acção formativa conduzida é avaliada pelos indicadores globalmente estabelecidos. Este desempenho pode ser aferido por indicadores a nível de financiamento captado em concorrência directa, de reconhecimento científico à escala internacional, de impacte directo na comunidade e de sucesso profissional dos seus alunos. Uma ligação forte à sociedade, sem limites geográficos, é uma prática que caracteriza as melhores universidades, tendo a Universidade do Minho um caminho já percorrido nalgumas áreas de conhecimento que interessa generalizar, reforçar e aprofundar.
2. Como poderemos concretizar o enunciado em 1?
2.1 Identificando áreas de sucesso reconhecido à luz dos critérios atrás definidos;
2.2 Empreendendo formas de reflexão-acção que dinamizem outras áreas, que sendo importantes nos domínios i) e ii) do enunciado em 1., parecem possuir na actualidade menos visibilidade;
2.3 Definindo áreas estratégicas prioritárias de desenvolvimento, enquadradas temporalmente, sem necessária exclusão de outras.
Para tal, urge clarificar os objectivos gerais de desenvolvimento a médio/longo prazo.
3. Nas tertúlias que têm sido levadas a cabo por este grupo, têm-se evidenciado algumas áreas como encaixando neste padrão da “universidade do século XXI” (como os materiais, os bio-materiais, a saúde, as nanotecnologias, as tecnologias de informação, o planeamento do território, os serviços tecnológicos e organizacionais): um melhor conhecimento do que se passa noutras áreas científicas seria facilitado com uma participação mais activa de colegas dessas áreas no debate universitário, nomeadamente nas tertúlias organizadas por este grupo.
4. Quaisquer que sejam as áreas estratégicas a relevar, estas não poderão desenvolver-se sem que se invista, no horizonte mais próximo, no reforço da investigação científica e no estabelecimento de programas de pós-graduação nas áreas com maior protagonismo e reconhecimento. Para tanto, as estruturas de suporte deverão, por um lado, adquirir um papel central na configuração dessa oferta de conhecimento, no próprio governo da universidade e das suas unidades orgânicas de ensino e de investigação. Devem também estabelecer planos de desenvolvimento que lhes permitam adquirir a dimensão necessária para se tornarem ainda mais competitivas no universo das entidades que com elas concorrem. Este processo permitirá viabilizar a sua própria constituição como unidades orgânicas autónomas, requisito necessário para que possam gerir com eficácia os recursos e os projectos gerados pela sua actividade e pelos quais sejam responsáveis.
5. O que é válido em matéria de investigação e de serviços tecnológicos também se aplica às Escolas. A autonomia orgânica, administrativa e financeira das Escolas facilitará o desenvolvimento do ensino e da investigação e evitará a fragmentação e, nalguns casos, a duplicação de áreas científicas, que, não raras vezes, concorrem nos mesmos mercados de formação. Em diálogo com os interessados, deverão procurar-se soluções que permitam reforçar os potenciais científicos e de formação.
6. As condições que facilitem a reunião de massas críticas a nível de ensino, de investigação e de prestação de serviços não serão suficientes para ter uma universidade capaz de trilhar o percurso que a afirme como uma “universidade do século XXI”, dinâmica, ousada e flexível. Um outro requisito será o modelo de governação, que terá que ser, ele próprio, flexível, dotado de eficácia, capaz de comunicar com a sociedade, as empresas e as demais organizações relevantes para a prossecução dos objectivos. Desse ponto de vista, modelos pesados, burocráticos, mesmo que aparentemente democráticos, têm conduzido a práticas de gestão que não têm contribuido para gerar soluções de desenvolvimento sustentado. A representação da comunidade académica deve andar a par de fórmulas de gestão que aliem sentido estratégico, operacionalidade e eficácia. A mobilização da comunidade académica tem que fazer-se em torno de metas que sejam entendidas, adoptadas e perseguidas por todos e que sejam comunicadas à sociedade.

O Grupo de Reflexão sobre a Universidade do Minho

Cordiais cumprimentos.»
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(reprodução integral de mensagem hoje distribuída na rede electrónica da UMinho)