Fórum de Discussão: o retorno a uma utopia realizável - a Universidade do Minho como projecto aberto, participado, ao serviço do engrandecimento dos seus agentes e do desenvolvimento da sua região

sexta-feira, março 19, 2010

Praxes académicas no fim de Março

Um outro comentário que me chegou entretanto e que merece ser chamado à página-de-rosto deste jornal de parede é o que passo a reproduzir:

«Não vejo, não oiço, não falo
O facto de em Março os dias ainda serem coloridos pelas praxes académicas que invadem os campi deve ser também o resultado de algum contrato de confiança assinado pelo reitor com o Papa (da Academia).
As sempre auto-assumidas consciências estão agora caladas no ... CG.»

Permitam-me que, explicitamente, deixe dito: subscrevo o essencial do que se escreve! O bocadinho de pimenta que a mensagem contém também não fará mal a ninguém.
Tenham um bom fim-de-semana, com Sol ou sem ele!
J. Cadima Ribeiro

Notícias do IPPorto

Artigo JN
Revitalizar a cidade:
*
(cortesia de Nuno Soares da Silva)

quinta-feira, março 18, 2010

"Das intenções aos factos: contributo para um diagnóstico..."

«À laia de comentário

Das intenções aos factos: contributo para um diagnóstico dos resultados da reforma da governação das Instituições de Ensino Superior

C1. É verdade que sem mudar é difícil avaliar as consequências da mudança. Mas era possível prever avaliando os verdadeiros motivos de quem quis impor o RJIES. E também era possível antever o resultado observando quem rejubilou com o modelo, e porquê. O resultado é uma subserviência generalizada ao poder político e a negação da autonomia da Universidade.

C2. Ingenuidade. A ideia nunca foi de abrir a alguém vindo do exterior. A ideia do MCTES sempre foi encontrar forma de substituir as direcções por elementos controlados.

C3. A democracia tem destas coisas. Mas ainda não se encontrou melhor sistema.

C4. Esta prática corresponde à consolidação de um politburo. Em vez de um conselho de índole estratégica, temos um conselho desresponsabilizado de iluminados.

C5. Trata-se do maior logro. Compromete as universidades. É justificado pelo orçamento devido e insuficiente de há muitos anos. Sem estratégia de Universidade ou de Escola. Em auto concorrência. Com números inventados. Não compromete o MCTES.

É afinal o reflexo da actual entourage do MCTES nas universidades e no CRUP.»
*
(chamada à página-de-rosto de comentário produzido na sequência da publicação da mensagem imediatamente anterior)

Das intenções aos factos: contributo para um diagnóstico dos resultados da reforma da governação das Instituições de Ensino Superior

1. Dois anos e meio depois da publicação do “novo” Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES), é já possível fazer um primeiro balanço do que mudou em Portugal em matéria de governação das ditas organizações e dos respectivos “ganhos” em matéria de eficiência de funcionamento e de renovação da respectiva organização e lideranças. Alguns de nós, podem mesmo fazê-lo a partir da sua vivência no exercício de funções nos “novos“ órgãos criados pela lei. A essa luz, uma primeira nota a deixar tem que sublinhar a circunstância sintomática de, nas candidaturas a reitores ou a presidentes, aqueles candidatos que não pertenciam ou não eram apoiados pelos grupos que se posicionaram nas candidaturas apresentadas aos Conselhos Gerais terem conseguido poucos ou nenhuns votos, por norma.
2. A ideia romântica, como a classificou um colega, enunciada num certo momento pelo ministro da tutela, de ver alguém vindo do exterior para ser reitor ou presidente de uma das nossas Instituições de Ensino Superior (IES) caiu por terra com a eleição quase sempre por esmagadora maioria dos candidatos da casa e, entre eles, os que se suportavam nos grupos que ao longo dos anos foram mantendo a hegemonia nas instituições. Todo o espectáculo dos concursos internacionais redundou num fogo-fátuo de desperdício e de perda de tempo para os candidatos que não sabiam ao que iam. Confirmou-se que, “tal como no País, numa Universidade (ou Instituto Politécnico) há poucas oportunidades para alguém que não esteja envolvido na lógica ´partidária`” (Jaime Rocha Gomes).
3. Uma outra dimensão daquilo que foi a inércia herdada materializa-se no peso (e estatuto) que os estudantes têm nos órgãos de cúpula de algumas instituições, como é o caso daquela em que trabalho, onde ainda há dias se configurou a situação exótica do órgão se reconhecer refém do veto concedido aos estudantes seus membros em matéria de escolha do provedor do estudante, resultado de disposição consagrada em sede de assembleia estatutária. Daqui saiu que, em vez da academia ganhar um provedor dos estudantes, teremos muito verosimilmente um provedor da associação académica. Deste exemplo, digo, se poderá retirar igualmente alguma ilação sobre quanto é difícil construir um projecto novo com protagonistas velhos e estatutos amassados por gente informada por valores pouco sensíveis à transparência e à democraticidade do funcionamento das instituições. Como conclui em nota que redigi a propósito na altura, “nascendo-se já velho, será muito difícil alguma vez se chegar a novo”.
4. Expressão de “hábitos” velhos é também a forma como alguns Conselhos Gerais vêm lidando com a informação ou, melhor, com a obrigação de prestar contas às academias e à sociedade, em geral, das respectivas deliberações e da forma como vão dando cumprimento às missões das instituições. Situações há em que persiste dúvida sobre a exigência básica de publicitar convocatórias e actas de reuniões, mesmo quando não há matéria de índole estritamente pessoal ou de estratégia da organização que estejam em causa. Os pretextos são os mais diversos, do dever de reserva à desadequação dos canais de difusão mas, em substância, o que prevalece é a vontade reiterada de alguns dos membros dos órgãos de não prestar contas a ninguém das decisões que tomam e da vivência quotidiana das estruturas em causa. Acresce que, desse ponto de vista, os membros externos cooptados não chegam a fazer a diferença. Felizmente, também há quem considere que, em princípio, toda a informação deve ser de acesso livre, e quem já tenha feito presente que, nos dias que correm, “a Administração Pública pauta a sua actividade pelo princípio da transparência e da publicidade”.
5. Novidade recente neste jogo de escondidas e folclore de reformas é o chamado “Contrato de confiança”, celebrado com pompa e circunstância há poucas semanas entre o MCTES e os reitores e presidentes de IES nacionais. A meu ver, se é verdade que as instituições não podiam tomar outra posição que não fosse “ir a jogo”, não é menos verdade que deviam procurar conciliar a “encomenda” com as estratégias próprias, sob pena de embarcarem numa gestão ao sabor dos acontecimentos e das conveniências políticas de outrem. Não tenho nesta altura o retrato geral de como as coisas se resolveram. Tenho entretanto sinais que casos houve em que as respostas dadas não têm consistência com a realidade existente no terreno e muito menos salvaguardam a qualidade do serviço que as instituições deveriam prestar. A seu tempo se verá se a saída que algumas julgaram encontrar para a míngua de recursos financeiros em que o governo as colocou nos derradeiros anos não terá sido uma saída (uma assinatura) em falso.

J. Cadima Ribeiro

(artigo de opinião publicado na edição de 2010/03/18 do Jornal de Leiria)

quarta-feira, março 17, 2010

O dia-a-dia: coisas...

“O Professor Cadima Ribeiro afirmou ser a favor da discussão da estratégia do Departamento. Disse que para gerir o contrato de confiança era necessário conhecê-lo, mas que não se opunha à discussão. Na sua opinião, não se devia aumentar as vagas na Licenciatura em Negócios Internacionais, mas o projecto era válido, nomeadamente pela componente internacionalização que proporcionava”
(excerto de projecto de acta de reunião do Departamento de Economia da EEG/UMinho de 2010/02/12)

Prémio Ensaio "Eduardo Prado Coelho"

Artigo SIC
Entregue primeiro prémio "Eduardo Prado Coelho":
*
(cortesia de Nuno Soares da Silva)

segunda-feira, março 15, 2010

Reflexões partilhadas: o pensamento do dia, que também já foi o do dia de ontem

"Tenho muita pena que a EEG tenha deixado de pensar estrategicamente as suas decisões desde há uns anos. Mais pena tenho da inconsequência de atitudes de muitos. Será este um momento de viragem? Gostaria que sim mas permitam que manifeste a minha descrença ..."
J. Cadima Ribeiro

sábado, março 13, 2010

Reflexões partilhadas: o pensamento do dia

"Sendo uma trapalhada [...], custa-me ainda assim perceber porque é que o assunto se arrasta há tanto tempo. Tinha a perspectiva de que o problema poderia ser ultrapassado a breve prazo; tinha, digo.[...]
O assunto chateia-me porque, aparte eu achar que é urgente termos o corpo de profs. catedráticos [...] renovado , sobra para mim, numa certa medida."

J. Cadima Ribeiro

sexta-feira, março 12, 2010

CHAMADA DE TRABALHOS PARA EDIÇÃO 3 - TEMÁTICA - Formação dos professores

«Prezado(a) Pesquisador(a)
A Revista Brasileira de Formação de Professores é uma publicação eletrônica de periodicidade semestral editada pela Direção de Pesquisa e Extensão da Faculdade Central de Cristalina (FACEC) que trata da temática da Formação de Professores.
Informamos que estamos recebendo artigos de pesquisadores para a Edição 3 que deverá estar disponível em Junho/2010.
TEMÁTICA - Formação dos professores formadores de professores
Data de recebimento de artigos: Abril/2010
Data de publicação: Edição 3 – Junho/2010
Os interessados deverão realizar o cadastro na Revista e em seguida iniciar o processo de submissão online.
Informações adicionais podem ser obtidas pelo site da Revista
http://www.facec.edu.br/seer/index.php/formacaodeprofessores/about/

Agradecemos a atenção e contamos com sua valiosa colaboração!!!

Alexandre Shigunov Neto & Lizete Shizue Bomura Maciel
Editores da Revista Brasileira de Formação de Professores
____________________________________________
REVISTA BRASILEIRA DE FORMAÇÃO DE PROFESSORES
http://www.facec.edu.br/seer/index.php/formacaodeprofessor

(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, com a proveniência que se identifica)

Ventos e marés

"Posto que a minha maneira de estar na Escola não muda ao sabor das conjunturas, há informações que me vejo obrigado a passar e decisões que tenho que tomar que são umas mais agradáveis que outras."

J. Cadima Ribeiro

quinta-feira, março 11, 2010

"Focus on Higher Education in Europe 2010: The Impact of the Bologna Process"

«We are pleased to announce a new Eurydice study:

· Focus on Higher Education in Europe 2010: The Impact of the Bologna Process
This study presents an overview of the progress on higher education reform made in the 46 countries in the Bologna process. It is based on authoritative evidence from each country, and provides a clear comparative view of how the issues have been addressed at national level.
This report shows that the Bologna Process has largely met its initial objectives, thanks to a joint approach which has delivered more than would have been the case if countries had acted separately.
The three-cycle degree system and higher quality standards are now the norm across Europe, although recognition of qualifications is still a problem in some cases.
The report highlights differing responses to the economic crisis and concludes that it is more vital than ever for Europe to act cohesively and to invest in higher education modernisation to help citizens adapt to new economic, demographic and social realities. Action to encourage socially disadvantaged groups and adult learners to participate in higher education also needs to be accelerated, it says.
The study also underlines that countries need to do more to encourage student mobility. European programmes have been the major catalyst in this area and it recommends that this should be a priority for the European Higher Education Area.
The study is available on the Eurydice website in English, together with a memo and a press release. The French and German translation of the study will be published later this year.
We will send you a hard copy of this study in May 2010.

Best regards,

Wim VANSTEENKISTE
Head of sector Publications, Promotion and Communication
EACEA P9 Eurydice
Education, Audiovisual & Culture Executive Agency
http://eacea.ec.europa.eu/»
*
(reprodução de mensagem que me caiu entetanto na caixa de correio electrónico, reencaminhada por Maria Irene Gaspar Rodrigues)

"Em Portugal, a escola não compensa as diferentes origens dos jovens"

Artigo JN
Salário de filhos depende de instrução dos pais:
(cortesia de Nuno soares da Silva)

quarta-feira, março 10, 2010

Notícias da EEG: notícias de festa

Notícia ComUM
Escola de Economia e Gestão celebra o “Dia da Escola":
*
(cortesia de Nuno Soares da Silva)

"Processo de Bolonha: 58 por cento das universidades europeias consideram que a reforma foi ´muito positiva`"

Artigo Visão
Ensino Superior: 58% das universidades europeias dá nota "muito positiva" a Bolonha - relatório:
*
(cortesia de Nuno Soares da Silva)

terça-feira, março 09, 2010

"Os estudantes da UM de Braga querem melhores condições para as paragens de autocarros"

Artigo JN
Alunos fartos de esperar autocarro à chuva ou sol:
http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?distrito=braga&concelho=braga&option=interior&content_id=1529388

(cortesia de Nuno Soares da Silva)

"Os estudantes da UM de Braga querem melhores condições para as paragens de autocarros"

Artigo JN
Alunos fartos de esperar autocarro à chuva ou sol:
http://jn.sapo.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?distrito=braga&concelho=braga&option=interior&content_id=1529388

(cortesia de Nuno Soares da Silva)

“Vamos passar a trabalhar com uma pistola apontada à cabeça” ?

(título de mensagem, datada de terça-feira, 9 de Março de 2010, disponível em Liberdade na UMinho)

Revista de imprensa: as notícias que vão aparecendo neste tempo cinzento

Notícia Correio do Minho
Bragadigital - um projecto (des)encalhado?
http://www.correiodominho.com/cronicas.php?id=1383
-
Noticia Renascença
O que mudou na vida dos investigadores com a Internet:
http://www.rr.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=92&did=94687
-
Artigo JN
Governo quer estender SIMPLEX a estudantes estrangeiros:
http://jn.sapo.pt/paginainicial/nacional/interior.aspx?content_id=1514169

(cortesia de Nuno Soares da Silva)

segunda-feira, março 08, 2010

É difícil...

"É difícil construir um projecto novo com protagonistas velhos e estatutos amassados por gente informada por valores do tempo da pedra lascada. Nascendo-se já velho, será muito difícil alguma vez se chegar a novo."

J. Cadima Ribeiro

sábado, março 06, 2010

CE da Escola de Engenharia da UMinho: um "saco cheio de gatos" ?

«Esperemos que não se fique pela análise após três anos, tendo sucumbido às contradições do órgão de que depende, o CE, que alguém já se referiu como sendo um "saco cheio de gatos".»
Jaime Rocha Gomes
*
(excerto de mensagem, datada de Quarta-feira, 3 de Março de 2010, intitulada "Início de um novo mandato na Escola de Engenharia: o (des)equilíbrio forçado", disponível em Prálem D`Azurém)