Fórum de Discussão: o retorno a uma utopia realizável - a Universidade do Minho como projecto aberto, participado, ao serviço do engrandecimento dos seus agentes e do desenvolvimento da sua região

segunda-feira, junho 21, 2010

Comunicado SPN: "Horas semanais de serviço de aulas: o ECDU tem que ser cumprido"

«O novo Estatuto da Carreira Docente Universitária (ECDU) foi aprovado há quase um ano. A experiência deste primeiro ano lectivo, vivido já sob o quadro legislativo fixado pelo Decreto-Lei n.º 205/2009 de 31 de Agosto, e informações que nos têm sido transmitidas por muitos colegas, dão conta de diversas situações de não cumprimento da legislação em vigor. Ainda que variável de instituição para instituição, o número de horas semanais de serviço em aulas, seminários e orientações supera, em muitos casos, o limite máximo definido pelo estatuto, afectando esta medida a generalidade dos docentes, e com particular gravidade os leitores e outros docentes em situação mais precária.
Neste quadro, importa recordar que o ECDU afirma, no seu art. 4º, que cumpre aos docentes universitários para além da prestação de serviço docente, a realização de actividades de investigação científica, criação cultural e desenvolvimento tecnológico, a participação em tarefas de extensão universitária, de gestão das respectivas instituições.
Sendo esta a multiplicidade de funções a que um docente está obrigado, e para que seja possível o seu cumprimento, o art. 71º estabelece os limites mínimos e máximos de horas semanais respeitantes ao serviço de aulas e seminários
“1- Cada docente em regime de tempo integral presta um número de horas semanais de serviço de aulas ou seminários que lhe for fixado pelo órgão legal e estatutariamente competente da instituição de ensino superior, num mínimo de seis horas e num máximo de nove, sem prejuízo, contudo, do disposto no artigo 6º.
2- Quando tal se justifique, pode ser excedido o limite que concretamente tenha sido fixado nos termos do número anterior, contabilizando-se, nesta hipótese, o tempo despendido pelo respectivo docente, o qual, se assim o permitirem as condições de serviço, pode vir a ser dispensado do serviço de aulas correspondente noutros períodos do ano lectivo
3- Para além do tempo de leccionação de aulas, o horário de serviço docente integra a componente relativa a serviço de assistência a alunos, devendo este, em regra, corresponder a metade daquele tempo ”.
O artigo 6º, na redacção que lhe é dada pela Lei n.º 8/2010 de 13 de Maio, afirma explicitamente que o regulamento de prestação de serviço dos docentes deve
“permitir que os professores de carreira, numa base de equilíbrio plurianual, por um tempo determinado, com contabilização e compensação obrigatórias das eventuais cargas horárias lectivas excessivas, se possam dedicar, total ou parcialmente, a qualquer das componentes da actividade académica”.
Determina ainda o artigo 72º que cada hora lectiva nocturna (prestada após as 20 horas) corresponde a hora e meia lectiva diurna.
No entanto, o que hoje se verifica em diversas instituições é o não cumprimento do quadro legal em vigor, resultante, em grande medida, de o número de docentes ser manifestamente insuficiente para suprir todas as necessidades de serviço. A existência de muitas situações de incumprimento do ECDU não pode assim ser desligada do estrangulamento financeiro a que as Universidades e as diferentes Unidades Orgânicas têm vindo a ser submetidas e que tem impedido a contratação de novos docentes, mesmo quando o número de estudantes, designadamente em cursos de mestrado e doutoramento, aumentou de forma significativa. A sobrecarga de horas lectivas dos colegas que estão em funções, pese embora todo o seu empenhamento, põe claramente em causa a qualidade do serviço lectivo e as condições em que este é assegurado, tendo igualmente inegáveis consequências negativas nas restantes componentes do serviço docente universitário, particularmente no que ao trabalho de investigação diz respeito.
O estipulado no ECDU obriga todas as instituições, devendo ser acautelado já no próximo ano lectivo o seu cumprimento. Em nome da defesa da qualidade das Universidades Portuguesas e da dignidade profissional dos docentes instamos todos os colegas a defenderem e a exigirem o respeito pela legislação em vigor e a criação de condições que permitam a sua real efectivação.
O Sindicato dos Professores do Norte tudo fará para que o ECDU seja cumprido e prestará todo o apoio que os colegas entendam útil e necessário.
Cumpra-se, pois, a Lei!
Com as nossas cordiais saudações sindicais,
Departamento de Ensino Superior do SPN

Porto, 21 de Junho de 2010
Serviço de Apoio ao Departamento de Ensino Superior do SPN
Tel.: 22 60 70 554 / 00
Fax: 22 60 70 595 / 6
E-mail: depsup@spn.pt»
(reprodução integral de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, com a proveniência que é identificada)

Política de propinas e estratégia das Escolas

«Pediu a palavra o Professor José Cadima Ribeiro para introduzir duas observações: a primeira, para dizer que, no seu entender, a fixação do preço é um elemento central de gestão e que cada Escola deve poder dispor deste elemento, dentro do razoável, reconhecendo que o mercado tem influência na fixação do preço dos cursos; a segunda, para sublinhar que a aprovação da política de propinas pelo Senado não deve constituir um elemento de pressão sobre o CG.»
*
(excerto do projecto de acta da reunião do CG da UMinho realizada a 26 de Abril pp., Acta nº 2/2010)

sexta-feira, junho 18, 2010

"Primeiro regulamento de Resolução Alternativa de Litígios"

«Colegas
O Instituto Politécnico de Coimbra foi o primeiro, que tenhamos conhecimento, de um conjunto de instituições de ensino superior a responder à nossa sugestão de publicação de um despacho de vinculação aos mecanismos de resolução alternativa de litígios e a vincular-se ao CAAD - Centro de Arbitragem Administrativa.
Saudamos a iniciativa e juntamos Regulamento recebido do IPC.
Não podemos deixar de observar que o limite fixado para o valor das causas - 5 000 euros - é manifestamente insuficiente, empurrando os litígios para a via judicial.
Esperamos que o IPC reveja esta posição. No entanto, é legalmente possível que o Instituto se vincule caso a caso a tribunal arbitral, razão pela qual os nossos advogados poderão sempre contactar os serviços de contencioso (ou a Direcção e os Delegados Regionais do Sindicato a Presidência) do Instituto Politécnico de Coimbra para procurarem estabelecer o correspondente compromisso arbitral.
Em caso de necessidade, contactem apoiojuridico@snesup.pt.
Saudações académicas e sindicais
A Direcção do SNESup
Em 18-6-2010»
*
(reprodução integral de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, com a proveniência que se identifica)

Contratos que merecem pouca confiança

"Cadima Ribeiro referiu que a problemática da oferta educativa da EEG lhe provocava desconforto, até na medida em que não sabia que serviço docente deveria ser equacionado"
*
(excerto de projecto de "Acta do Conselho de Escola da Escola de Economia e Gestão do dia 05 de Maio de 2010")

quarta-feira, junho 16, 2010

SEMINÁRIO: "REPRESENTAÇÕES DA VIDA ACADÉMICA"

«Caros colegas,
No próximo dia 1 de Julho, das 14.30h às 17.00h, realiza-se no Anfiteatro do Centro Multimédia do Instituto de Educação o seminário:
“REPRESENTAÇÕES DA VIDA ACADÉMICA”
O seminário tem como objectivo divulgar e debater resultados de um estudo com a mesma designação, enquadrado nas actividades do CIEd-IE, no âmbito do qual os docentes da UM responderam a um questionário enviado a todos em 2009. Esse questionário incidia em representações sobre o que é e deve ser valorizado na vida académica, em 5 dimensões:
*Áreas de actividade académica
*Avaliação do ensino e da investigação
*Ascensão na carreira
*Lideranças académicas
*Clima profissional e relações interpessoais
Os resultados levantam, em muitos aspectos, questões preocupantes. Entendemos que é importante debatê-las e reflectir sobre as condições que (não) temos para que a nossa vida na academia se paute pelos princípios e valores consagrados nos Estatutos da UM.
Convidamos todos os docentes a participar neste seminário.
A equipa: Flávia Vieira, Joaquim Sá, José Carlos Morgado, Judite Almeida, Manuela Silva»
*
(reprodução integral de mensagem de distribuição universal na rede da UMinho que me caiu há uns dias na caixa de correio eletrónico)

That is why I succeed

"I've missed more than 9000 shots in my career. I've lost almost 300 games. 26 times, I've been trusted to take the game winning shot and missed. I've failed over and over and over again in my life. And that is why I succeed."

Michael Jordan

(citação extraída de SBANC Newsletter, June 15, Issue 620 - 2010, http://www.sbaer.uca.edu/)

segunda-feira, junho 14, 2010

Notícias da UMadeira: "Reitoria da UMa publica regulamentos de avaliação de desempenho"

«Colegas
Foram publicados no Diário da República, 2 ª série, quatro regulamentos relativos à avaliação de desempenho na Universidade da Madeira:, em 8 de Junho, com entrada em vigor, tendo em conta a vacatio legis, em 15 de Junho de 2010, um regulamento de avaliação de desempenho para 2010 e anos seguintes e um regulamento de avaliação de desempenho para 2004 a 2009 (a pretexto de ponderação curricular definem-se para o passado tabelas mais desenvolvidas e exigentes do que para o futuro), e, em 7 de Junho um regulamento de progressão remuneratória e um regulamento do período experimental.
Apesar das críticas que formulámos em sede de audição sindical, o processo de avaliação que acabou por ser definido:
- baseia-se mais na “imagem” e na “percepção da imagem” do que na avaliação da qualidade intrínseca do trabalho desenvolvido, não só em sentido figurado (recurso a múltiplos inquéritos) mas também em sentido literal (registo videográfico das aulas dos docentes);
- pune quem não for “voluntário”, como sucede no caso dos docentes que recusem facultar o registo videográfico das suas aulas, e que são punidos com uma maior ponderação dos inquéritos dos alunos;
- obriga ao preenchimento de inquéritos on line por parte de todos os alunos independentemente de terem frequentado ou não as aulas, repercutindo os resultados automaticamente na avaliação e excluindo procedimentos de audiência de interessados e de validação de resultados que outras instituições de ensino superior vêm consagrando;
- incentiva ao facilitismo, prevendo a transposição automática das taxas de aprovação dos alunos para a avaliação dos docentes, independentemente da consideração dos pontos de partida e da estratégia pedagógica desenvolvida.
O processo de avaliação socorre-se também:
- de indicadores perfeitamente arbitrários, como o que leva a diferenciar a pontuação pela publicação de livros conforme o número de exemplares da edição;
- de uma voraz “base de dados” de conteúdo não delimitado e apenas referido a título exemplificativo, sem que estejam previstos procedimentos de validação e de correcção;
- de um Gabinete de Avaliação e Qualidade omnipresente.
Reconhecendo que alguns aspectos destes Regulamentos e do Regulamento de Serviço Docente que os precedeu foram ajustados para responder às preocupações que expressámos, verificamos contudo que:
- não foram concretizadas as sessões de esclarecimento prometidas, continuando a atribuição e contabilização do serviço docente a conter aspectos obscuros, e, tanto quanto podemos depreender, não conformes com os Estatutos de Carreira;
- subsistem ilegalidades nos articulados publicados, que aliás prevêem prazos de execução para o ano de 2010 já expirados à data de entrada em vigor dos Regulamentos;
- foram ignoradas as alterações aos Estatutos de Carreira aprovadas pelas Leis nº 7 / 2010 e nº 8/2010, ambas de 13 de Maio, que obrigarão a reformular tanto o Regulamento do Serviço Docente como os de Avaliação de Desempenho, inclusive o relativo ao período experimental. Não nos parece que estes Regulamentos honrem a Universidade portuguesa.
Saudações académicas e sindicais
A Direcção do SNESup
Em 14-6-2010»
(reprodução integral de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, com a proveniência que se identifica)

O contraste de opiniões pode ser enriquecedor

"Havendo boa-fé, o contraste de opiniões pode ser enriquecedor, desde que convenientemente interpretado e gerido."
J. Cadima Ribeiro

sábado, junho 12, 2010

"Tudo justificado com a preocupação com a qualidade"

"Numa vila remota o ministério da educação transfere os alunos para a vila mais próxima, a hora e meia de distância. Tudo justificado com a preocupação com a qualidade. A verdade, no entanto, é que a verba está a ser cortada.
O recuo da oferta pública é acompanhado de um avanço da provisão privada. O que está na forja é um sistema dual: um serviço de saúde e uma escola (mínima) para quem não pode pagar, outro serviço (que promete qualidade) para quem pode; a classe dos que podem e a classe dos que não podem, como dantes. É isto que realmente queremos?"

José M. Castro Caldas

(excerto de mensagem, datada de quarta-feira, 9 de Junho de 2010, e intitulada A crise como oportunidade, disponível em Ladrões de Bicicletas)

quarta-feira, junho 09, 2010

The WE-ASC Education Culture Congress: Call for Papers

«The WE-ASC Education Culture Congress
World Education - Arts, Sciences and Education Culture

12th – 15th January 2011
New Delhi, India


Dear Friends,
It is with much pleasure that I extend to you on behalf of the Executive Committee of The WE-ASC Education Culture Congress, an invitation to participate in this congress being held in New Delhi on January 12-15, 2011.
The WE-ASC Congress series revisits educational philosophy, methodology and content development and draws special attention to course and curriculum development as well as evaluation and accreditation systems in primary, secondary and in particular, higher education. It further explores how education can help develop mental, emotional and physical skills to help facilitate personal excellence as well as psychological and socio-economic wellbeing as well as evolving integral and holistic attitudes and formats in education pedagogy, in the challenging times the world faces today.
The World Education Congress WE-ASC 2011 adopts a two-pronged approach:
a) To examine, evaluate and influence the evolving culture of education and education design by refocusing and reengineering educational pedagogy as well as educational and cultural policy, with the ultimate objective of deep systemic change.
b) To revisit representation, application and infusion of cultural knowledge and cultural dissemination systems in modern education, and indeed their symbiotic relations in the development of practical solutions for training and application, sustainable development as well as individual and collective human empowerment.
WE-ASC also explores sensory, artistic, scientific, psychological, cultural and spiritual approaches for imparting education and transmission of knowledge. The movement examines modern as well as traditional knowledge systems, literate and non-literate, within both tangible and intangible systems and formats. It seeks to evolve fresh formats in skills training with traditional and modern knowledge for socio- economic empowerment and sustainable development. It focuses on cultural connections and participatory research in arts and the evolving culture of education, through arts and artistic sciences in education as well as health-care.
We invite papers addressing the following topics (Presentation Themes) :
The Evolution of Educational Psychology and Education Culture.
Cultural inclusions and influences in Education
Education Systems and Forms through History
Education and Awareness through the Arts
Media, Music, Design, Fine Arts and other Artistic technologies.
Training of Skills and Sustainable development
Training of Educators and Educational Pedagogy
Education and disadvantaged groups
Gender issues in Education
Wellness and Health-Care education in and through the Arts
Education and Entrepreneurial attitude
Education and Character development
Traditional Knowledge Systems and their contemporary relevance
Education in Design
Spirituality and Wisdom in Education
Religious influences in Education
Education and the Internet
Multi-Levelled Transformation and Learning in Education
New paradigms and models for Education
Curriculum and Course development.
Forms and Systems of Evaluation and Accreditation
Educational Accreditation of the Arts

The abstract guidelines are available on our website http://www.we-asc.org/abstract-submission
Followings are the Deadlines for abstract submission and review
Deadline to submit abstracts and panel proposals : August 15, 2010
Notification of acceptance : September 15, 2010
Deadline to submit full papers : November 15, 2010
Early bird Registration : June 30, 2010
WE-ASC 2011 will work towards conclusions and resolutions on collaborations, ethics, evaluation and accreditation in Education and Cultural knowledge systems, which will be drafted by the concluding day of the Congress for follow up with research and policy making institutions, educational institutions and government bodies internationally. The participants will include educators and educationists, parliamentarians and other government representatives, artists and cultural institutions, thinkers, policy makers, and administrators with special inputs by youth and women from various countries and cultures.
[...]
For any query you may write to us at
- lady.shruti.rana@gmail.com/ we.asc.congress@gmail.com

Warm Wishes
Lady Shruti Rana
Convener
WE-ASC Congress
U.K. Address: Andras House, 60 Great Victoria Street, Belfast BT2 7BB»
*
(reprodução parcial de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio eletrónico; a proveniência é a identificada)

terça-feira, junho 08, 2010

"Com a confiança precisamos cada vez menos de dinheiro" ou será por termos depositado confiança em quem não deviamos que nos falta o dinheiro?

A propósito de "Coisas que importa que se digam, isto é, que se saibam", chegou-me por via alternativa o comentário que reproduzo de seguida:
"Tudo isto é resultado do contrato de confiança. Com a confiança precisamos cada vez menos de dinheiro...É isto que os nossos governantes acham."
A situação a que o autor do comentário se reporta seria irónica se não fosse tão trágica. O mais irónico é que os que nos conduziram para este poço comum foram tidos durante muito tempo por pessoas muito sérias e animadas dos melhores propósitos, aparte serem tomadas por capazes.
Estou a falar do (des)governo da Républica. Estou a falar do (des)governo de algumas universidades. Estou a falar do (des)governo de certas Escolas/Faculdades. Estou a falar de...
.
J. Cadima Ribeiro

segunda-feira, junho 07, 2010

“Teaching entrepreneurship students to become knowledge-agents for innovation”

“Drucker (1985) has postulated that entrepreneurship is the ´practice of innovation`. As such, he has outlined that it is knowledge-based, and that like any other practice (such as medicine or engineering) it can be learned. He wrote that we cannot develop a theory of innovation. But and that it is sufficient to say when, where, and how to look for innovation opportunities. As a consequence of the lack of a theoretical base for innovation, Drucker (and most other authors) simply ignore how entrepreneurs ´practice innovation` and how this practice can be learned; and have concentrated instead on how to systematically look for innovation opportunities. The constant demand by entrepreneurship students for information about how to learn the ´practice of innovation` forced me (Degen 1989, 2009) to develop some rudimentary approaches to learning the practice. This paper builds on these approaches, and tries to shed some additional light on the way entrepreneurs learn the practice of innovation in such a way that they become ´knowledge agents for innovation`. This paper also explores how this practice can be taught to entrepreneurship students.”

Ronald Jean Degen (International School of Management Paris)

Date: 2010-05-26
Keywords: entrepreneurs as innovators, practice of innovation, knowledge-agents for innovation, creative process, teaching entrepreneurship
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:pil:wpaper:64&r=edu

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

sexta-feira, junho 04, 2010

Em tempo de suposta avaliação de desempenhos

O dono de um talho foi surpreendido pela entrada de um cão dentro da loja. Enxota-o mas o cão volta a entrar. Volta a enxotá-lo e repara que o cão traz um bilhete na boca. Apanha o bilhete e lê:
"Manda-me 12 salsichas e uma perna de carneiro, por favor?"
Também repara que o cão tem na boca uma nota de 50 euros. Avia o cão e põe-lhe o saco de compras na boca. Impressionado e, como estava para fechar, resolve seguir o cão.
O cão desce a rua, chega aos semáforos e, com um salto, carrega no botão para ligar o sinal verde. Aguarda a mudança de cor do sinal, atravessa a estrada e segue rua abaixo. O talhante estava perplexo!
O talhante e o cão caminham pela rua. Quando o cão parou à porta de uma casa e pôs as compras no passeio, vira-se um pouco, correu e atirou-se contra a porta. Repetiu o acto mas ninguém lhe abre a porta. Contorna a casa, salta um muro e, numa janela, começa a bater com a cabeça no vidro várias vezes, retornando para a porta.
De repente, aparece um tipo enorme a abrir a porta e começa a bater no cão. O talhante corre até ao homem, tenta-o impedir de bater mais no cão e diz-lhe bastante indignado:
"Óh homem, o que é que está a fazer? O seu cão é um génio!"
O homem responde:
"Um génio? Já é a segunda vez esta semana que este estúpido, se esquece da chave!"
-
Moral da história:
Podes continuar a exceder as expectativas, mas... a tua avaliação depende sempre da competência de quem avalia.

Autor anónimo

quinta-feira, junho 03, 2010

Teixeira dos Santos: bocejos e enfado

"Teixeira dos Santos não deixa de transparecer enfado e quase bocejo, especialmente quando tem como supremo distribuidor da retórica dilatória o ministro Lacão..."

José Adelino Maltez

(excerto de mensagem, datada de 2010/06/03 e intitulada "Não me fechem a pátria!", disponível em Sobre o tempo que possa)

segunda-feira, maio 31, 2010

"Sinais"

ClaustrUM

(título de mensagem, datada de 30 de Maio de 2010, disponível em Empreender)

domingo, maio 30, 2010

"Façam fóruns que envolvam representantes das várias sensibilidades dentro da UM"

"Divulguem as notícias do Conselho Geral e do Senado que dizem respeito aos alunos em Fóruns do género do que deu origem a esta discussão, mas façam Fóruns que envolvam representantes das várias sensibilidades dentro da UM, para não cheirar a propaganda."

Jaime Rocha Gomes

(excerto de mensagem, datada de Domingo, 30 de Maio de 2010, intitulada A propósito do Fórum UMinho: algumas medidas relacionadas com alunos, disponível Prálem D`Azurém)

sexta-feira, maio 28, 2010

"Cada cavadela, cada minhoca"

«Mudando de assunto: Cada cavadela, cada minhoca
Falta injustificada
Conforme a notícia:
1- “... Fórum UMinho ... um verdadeiro fracasso em termos de participação dos estudantes ... convocados para discutir com o reitor ...”.
2- “...Esta falta dos alunos é injustificada ...”.
3- “... não chega berrar na rua contra o pagamento de propinas ...”.
Vejamos:
A- Deve concluir-se que o jornalista foi “convocado”, e que “cumpriu”. A sessão era para a comunicação social registar e publicitar.
B- Os estudantes não foram “convocados”. Foram “convidados”. Declinaram porque todos as questões em agenda já estavam anteriormente decididas em Conselho Geral. Não era uma oportunidade de debate consequente.
C- Não chega “berrar” a propaganda para intimidar os estudantes da “melhor academia do país”.»
*
(chamada à página de rosto de comentário que me caiu entretanto na caixa de comentários deste jornal de parede)

quinta-feira, maio 27, 2010

Mudando de assunto: "percepção por parte dos residentes de Guimarães dos benefícios do desenvolvimento turístico"

A cultura enquanto elemento básico de atracção é responsável por entre 35% e 70% de toda a actividade turística na Europa. Isto num contexto em que o turismo se tem constituído numa das actividades económicas que maior crescimento tem registado nas últimas décadas e é encarado como um dos sectores-chave do presente século. Dentro do sector, espera-se que o turismo cultural seja um dos segmentos mais dinâmicos. Tendo presente a importância económica da actividade e o crescimento acelerado que vem experimentando, os seus impactos precisam de ser antecipados, compreendidos, planeados e monitorizados, para que eventuais efeitos negativos possam ser evitados ou minimizados.
As preferências e comportamentos dos turistas têm vindo a alterar-se. Os turistas da actualidade são cada vez mais sofisticados e exigentes. A crescente valorização de destinos menos massificados, da qualidade do atendimento, de férias mais activas e personalizadas, de um contacto mais próximo com a natureza, da descoberta do desconhecido e da singularidade do produto turístico têm que ver com essa evolução da hierarquia das motivações dos turistas. Nesse contexto, a cultura, tradições e modos de vida constituem factores de atracção que assumem relevância incrementada.
O turismo actua como incentivo ao restauro e preservação do património histórico. Além disso, a actividade turística pode funcionar como um importante factor de valorização das práticas locais, do artesanato, e das festividades e cerimónias comunitárias, que, de outro modo, correriam o risco de desaparecer.
Na vertente oposta, o turismo pode ser um factor de marginalização da população e alimentar tensões sociais sempre que seja pensado sem levar em linha de conta os valores locais e não seja capaz de gerar benefício económico que possa ser apropriado pela comunidade local. Um perigo para a sustentabilidade a longo prazo de um destino turístico será também a adopção de manifestações culturais não autênticas, como festas e danças criadas em função dos turistas ou a banalização comercial das práticas culturais locais.
Do trabalho de inquirição dos residentes de Guimarães recentemente conduzido por Laurentina Vareiro, Paula Remoaldo, Vítor Marques e pelo signatário deste texto, no quadro de um projecto de investigação com maior fôlego, entre outros, obtiveram-se os resultados que passo a apresentar.
Uma questão central do inquérito aplicado respeitava à opinião que os residentes do município mantinham sobre o turismo, isto é, em que medida entendiam ser a actividade benéfica para o desenvolvimento de Guimarães. Daí pôde concluir-se que 98,2% dos inquiridos mantinha uma opinião favorável ao desenvolvimento do sector. De notar, ainda, que não se identificaram diferenças significativas de opinião consoante os respondentes eram do sexo masculino ou feminino.
Uma outra resposta a merecer destaque é a que se obteve para a pergunta sobre se, pessoalmente, o inquirido tirava benefício do turismo. Neste caso, a informação que resultou foi que a opinião esmagadoramente positiva que se refere no parágrafo precedente não era resultado das expectativas de benefício directo, sendo os residentes mais jovens (entre os 15 e os 24 anos) aqueles que revelavam uma maior expectativa nesse domínio. Isso poderá ter que ver com a respectiva antevisão de criação de empregos, de que possam aproveitar.
Mesmo se as opiniões favoráveis foram um denominador comum a todos os níveis educacionais, a pontuação da afirmação de que o turismo é bom para o município foi mais elevada entre os residentes detentores de maiores habilitações académicas.
Um resultado que também vale a pena analisar é o que se prende com os impactos da actividade turística. Neste âmbito, apareceu como mais valorizado o que se prende com o contacto que o turismo viabiliza com outras culturas, seguido pelo do encorajamento à preservação da cultura e do artesanato locais. As percepções de que o desenvolvimento da actividade permite a conservação e restauro de edifícios históricos, cria empregos e contribui para o aumento da oferta de serviços para os residentes surgem como 3º, 4º e 5º efeitos esperados.
De um modo geral, os resultados do inquérito confirmam o que a investigação empírica realizada internacionalmente vinha evidenciando sobre as atitudes e expectativas dos residentes de lugares turísticos.
No caso de Guimarães, é verdade que o município tem feito uma importante aposta no turismo, particularmente nos derradeiros dez anos, mas, se se pretende que o sector venha a constituir um dos motores do seu desenvolvimento, a percepção mantida pela comunidade local dos seus efeitos tem que estar bem presente nas estratégias que sejam definidas. Isso é necessário mesmo que, como foi evidenciado, os residentes mantenham uma percepção muito favorável dos benefícios que se podem gerar. É que, mesmo percebendo efeitos positivos importantes, não deixam também de enunciar preocupações e receios. A isso me referirei noutro texto, logo que surja a oportunidade de retomar os resultados do estudo que invoco acima.
J. Cadima Ribeiro
(artigo de opinião publicado na edição de 2010/05/27 do Jornal de Leiria)