Fórum de Discussão: o retorno a uma utopia realizável - a Universidade do Minho como projecto aberto, participado, ao serviço do engrandecimento dos seus agentes e do desenvolvimento da sua região

sexta-feira, agosto 19, 2011

"Este ano lectivo houve menos 10,5% de candidatos ao ensino superior, em relação ao ano passado"

«Alunos menos interessados na universidade
Este ano lectivo houve menos 10,5% de candidatos ao ensino superior, em relação ao ano passado.

Pela primeira vez em quatro anos, o número de candidatos ao ensino superior ficou abaixo dos 50 mil alunos na primeira fase do concurso nacional de acesso às universidades e politécnicos, que terminou na quarta-feira. Segundo os dados disponíveis no portal da Direcção Geral do Ensino Superior, foram registadas 46.678 candidaturas - que a partir deste ano só são aceites via Internet - para as 54.068 vagas disponíveis, distribuídas pelos 1.181 cursos superiores. Menos 10,5% de estudantes (cerca de 5.500), portanto, que querem prosseguir os estudos, em relação ano lectivo anterior (que contou com 52.183 candidatos).
Para além disso, esta é a primeira vez desde o ano lectivo de 2006/2007 - altura em que foram registadas 40.860 candidaturas - que o número de candidatos fica abaixo dos patamar dos 50 mil. Uma quebra nas candidaturas que o ministério da Educação e Ciência (MEC), questionado pelo Diário Económico, não comentou.
Já os reitores justificam o menor número de candidaturas como sendo uma das consequências dos maus resultados da primeira fase dos exames nacionais do secundário: em Português a taxa de reprovação quase duplicou, passando de 6% para 10% e na prova de Matemática A foi registada a maior taxa de reprovação, que atingiu os 20%.»

(reprodução de notícia Diário Económico, de 19/08/2011)
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[cortesia de Nuno Soares da Silva]

quarta-feira, agosto 17, 2011

Notícias e gestos do tempo quente que corre


(título de mensagem, datada de Quarta-feira, 17 de Agosto de 2011, disponível em Ladrões de Bicicletas)

Comentário: será que Angela Merkel e Nicolas Sarkozy se levam a si próprios a sério? Descreio disso...

terça-feira, agosto 16, 2011

Progress

"Progress is impossible without change, and those who cannot change their minds cannot change anything."

George Bernard Shaw

(citação extraída de SBANC Newsletter, August 15, Issue 682 - 2011, http://www.sbaer.uca.edu)

segunda-feira, agosto 15, 2011

Exposição comemorativa 50º Aniversário do Início da Guerra do Ex-Ultramar


(título de mensagem, datada de 11 de Agosto de 2011, disponível em Empreender)

sexta-feira, agosto 12, 2011

"Universidades em risco de perder 100 milhões de euros por ano"

«Reitores temem não conseguir formar 100 mil alunos até 2014, quebrando o Contrato Confiança e comprometendo o financiamento das universidades.

As universidades e institutos politécnicos públicos estão em risco de falhar as metas estabelecidas pelo Governo e perderem assim parte do seu financiamento.
O chamado Contrato de Confiança, assinado em Janeiro de 2010 entre as instituições de ensino superior e o Executivo de José Sócrates, prevê que as universidades e politécnicos formem mais 100 mil diplomados até 2014, em troca de um reforço de financeiro de 100 milhões de euros por ano e mais 16 milhões para a acção escolar.
Mas decorrido um ano da execução do acordo, os reitores receiam não conseguir cumprir com a sua parte do acordo. Segundo o primeiro Relatório Preliminar de Acompanhamento feito pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES), chefiada por Alberto Amaral, e a que o Diário Económico teve acesso, o número de novos alunos inscritos no superior cresceu cerca de 10,5% no ano lectivo 2010/2011 face ao ano anterior. Ou seja, entraram mais 10.400 estudantes, dos quais seis mil para as universidades e 4.400 para os politécnicos. Para já, são estes os números que podem "dar uma primeira ideia sobre a possibilidade de cumprimento das metas de crescimento estabelecidas para o número de graduados, nos anos seguintes", lê-se no relatório.
Perante o número de novos estudantes, o vice-reitor da Universidade de Lisboa, Vasconcelos Tavares, mostra-se "apreensivo" quanto "à exequibilidade das metas traçadas". Também Ramôa Ribeiro, reitor da Universidade Técnica de Lisboa, o número de novos inscritos no superior "é insuficiente" para o cumprimento das metas e deveria ter sido mais do dobro. "Um número de novos inscritos na ordem dos 20 mil ou 25 mil seria desejável", sublinha o reitor da UTL. Vasconcelos Tavares concorda: seria desejável "um aumento de novas inscrições de estudantes na ordem dos 15%, por ano".
Contudo, Alberto Amaral desdramatiza: para o presidente da A3ES o número de novas inscrições no superior "é consistente com a previsão do aumento de graduados, ou seja, com o cumprimento do contrato".
Para além do número insuficiente de novos estudantes, os reitores temem que "o agravamento da situação económica obrigue os alunos a abandonar a universidade ou mesmo a não se inscreverem", confessa Ramôa Ribeiro.
Também a especialista em ensino superior, Luísa Cerdeira, considera a meta dos 100 mil diplomados em 2014 "demasiado ambiciosa", a não ser através de cursos com menor duração, como por exemplo os mestrados ou mestrados integrados. Para Luísa Cerdeira "seria muito importante que houvesse uma revisão do Contrato de Confiança" para que surgisse "um novo contrato-programa acordado entre as partes".

O que acontece se as instituições não cumprirem?
Segundo Vasconcelos Tavares, caso as instituições não cumpram com os objectivos do contrato, "está previsto que diminuam o orçamento" atribuído pelo Governo. O vice-reitor da UL diz que "não se pode atribuir a culpa de incumprimento do contrato às universidades". Isto porque as instituições "estão a fazer tudo para cumprir" o acordo e porque "as cativações e o congelamento das contratações dos professores vieram condicionar o número de vagas".
Também o reitor da Universidade Técnica de Lisboa, Ramôa Ribeiro, explica ao Diário Económico que se o futuro cenário passar pelo incumprimento das universidades "deverá haver consequências nos financiamentos anuais e no estabelecimento de contratos plurianuais". Já no caso de serem cumpridas as metas estabelecidas, Ramôa Ribeiro diz que "deverá haver autorização para o acréscimo de vagas de acesso"
.O Diário Económico tentou saber junto do Ministério da Educação e Ciência se pretende manter as actuais regras do Contrato de Confiança mas não obteve resposta até ao fecho desta edição.
Ana Petronilho»

(reprodução de artigo Diário Económico, de 11 de Agosto de 2011)
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[cortesia de Nuno Soares da Silva]

quarta-feira, agosto 10, 2011

"Reitores dizem que alunos têm de ser mais bem preparados"

«O presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas defendeu, esta terça-feira, que os alunos têm de sair mais bem preparados do Ensino Secundário, mas admitiu que "está a ser feito um esforço" nesse sentido.

Questionado pela Agência Lusa sobre os resultados dos exames nacionais do Ensino Secundário, António Rendas defendeu que "os alunos têm de ser mais bem preparados" e mostrou-se confiante de que "está a ser feito um esforço no sentido de que isso aconteça". No entanto, reconheceu que os resultados não serão imediatos.

O presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) e reitor da Universidade Nova de Lisboa escusou-se a fazer um comentário específico sobre a segunda fase: "No geral a situação não se alterou. Reflecte um padrão que já existe. O perfil dos alunos nas segundas fases é sempre mais fraco do que nas primeiras".

O número de disciplinas com médias negativas nos exames de segunda fase quase duplicou de 2010 para 2011. Este ano houve médias negativas em onze disciplinas, incluindo Português e Matemática, mais cinco do que no ano passado.

Prestaram exames de segunda fase os alunos que não compareceram ou reprovaram na primeira. Ao todo, em 200 mil inscritos, compareceram aos exames de segunda fase 145.538 alunos.

(reprodução integral de notícia Jornal de Notícias Online, de 9 de Agosto de 2011)
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[cortesia de Nuno Soares da Silva]

terça-feira, agosto 09, 2011

"Houve médias negativas em onze disciplinas"

Notícia JN
Disciplinas com médias negativas duplicaram na segunda fase:
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1948787
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domingo, agosto 07, 2011

"Protesto em defesa de um melhor ensino público"

Notícia JN
Estudantes e professores chilenos marcam protesto para terça-feira:
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=1947456
*

sexta-feira, agosto 05, 2011

"Os parques tecnológicos brasileiros"

Os parques tecnológicos brasileiros

(título de mensagem, datada de 02/08/2011, disponível em Luis Nassif Online)

Mensagens de Verão (2)

«A dúvida pôs-se-me porque me parecia que não fazia sentido que o mandato do presidente de Escola/Instituto estivesse desfasado do do Conselho de Escola, em razão da lógica de constituição deste último órgão e das respectivas competências. Fiquei surpreendido pela falta de qualidade dos estatutos que a UOEI em causa tem. Mesmo tendo sido produzidos no tempo da gestão de [...], assumi que, para variar, tivessem um mínimo de qualidade, o que não se confirmou.»

J. Cadima Ribeiro

quinta-feira, agosto 04, 2011

"A primeira ligação de Internet no país"

Notícia CiênciaPT
Primeira ligação à Internet em Portugal realizou-se há mais de 25 anos na UMinho:
http://www.cienciapt.net/pt/index.php?option=com_content&task=view&id=104333&Itemid=279
*

quarta-feira, agosto 03, 2011

“Education, vocational training and R&D: towards new forms of labor market regulation”

“Labor market regulation and its relations with education and training have been performing an historical trajectory which closely intertwined with developments in economic thought. Under the form of human capital theories, neo-classical economics set the bridge between labor market equilibrium and education outputs for decades. The functionalist approach behind that lasting relationship was to be challenged by economic crises and globalization, which imposed the unquestionable supremacy of the demand for skilled work. Likewise, even if only that more strict perspective of education would prevail, which fortunately is not the case, time and hazard came to undertake its denigration on the grounds of a severe loss of regulatory efficiency as globalization was setting up. In this paper we shed light on the increasing role which innovation is called to perform in labor market hetero regulation in the present phase of globalization. Depending on the institutional design throughout which R&D become embedded in nowadays societies, evidence clearly reveals how innovation strategies are to be found so asymmetrically implemented between developed and developing countries, thereby leading to the enlarging divide between the “new North” and “new South” globalization off springs.”

Lopes, Margarida
Date: 2011-05-07
Keywords: labor market regulation; education and training; innovation; knowledge.

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

domingo, julho 31, 2011

Mensagens de Verão

«A carta referente à aposentação [...] é o que é. Pena foi que o processo se tivesse arrastado tanto.
A passagem de testemunho precário não traz novidade (se se quiser desvalorizar a irregularidade estatutária no modo como o processo foi encaminhado).»

J. Cadima Ribeiro

quinta-feira, julho 28, 2011

"SNESup reuniu com Ministro e Secretário de Estado do Ensino Superior"

«Colegas,
reuniu hoje ao final da manhã uma delegação do SNESup com o Ministro da Educação e Ciência e o Secretário de Estado do Ensino Superior na sequência de um pedido de audiência realizado logo aquando da tomada de posse do Governo.
Numa reunião que decorreu de forma cordial, o SNESup começou por manifestar a sua disponibilidade para um diálogo institucional com o Ministério da Educação e Ciência e suas Secretarias de Estado, um diálogo que se espera regular com a participação dos vários parceiros (Ministério, instituições, associações sindicais) com vista a desbloquear algumas matérias concretas que preocupam os docentes do ensino superior e investigadores e que poderão ser facilmente ultrapassadas em reuniões regulares, inclusive a nível técnico.
O SNESup teve também oportunidade de chamar a atenção para a necessidade de envolver as associações sindicais na discussão dos eventuais ajustamentos da rede de Ensino Superior salvaguardando sempre que as soluções a serem encontradas devem preservar os direitos do pessoal de carreira, ou abrangido por mecanismos de valorização, sem perda de direitos.
As condições de exercício da actividade profissional dos docentes e investigadores foram também abordadas, tendo o SNESup alertado nomeadamente para a necessidade de estabilidade dos vínculos contratuais dos investigadores e professores auxiliares bem como professores adjuntos com doutoramento, a passagem dos assistentes abrangidos pelo regime transitório a professores auxiliares e o cumprimento do regime transitório do ECDESP.
Relativamente às instituições em regime fundacional o SNESup defendeu a importância de contratar o pessoal de carreira em regime de contrato de trabalho em funções públicas, conforme os Estatutos de Carreira já permitem, deixando o regime de direito privado baseado no Código do Trabalho, apenas para a admissão de pessoal especialmente contratado.
O SNESup chamou ainda a atenção para a situação dos investigadores actualmente contratados a termo por instituições públicas devendo ser procuradas soluções para a vinculação destes por tempo indeterminado quer no sistema de ensino superior, quer científico.
Quanto ao ensino superior particular e cooperativo foi destacada a necessidade de um diálogo tripartido entre o Ministério, a APESP e as associações sindicais com vista ao reforço das exigências de qualidade consagrando príncipios que visem melhorar as condições dos docentes e investigadores.
Deixamos aqui o link para o memorando que o SNESup fez chegar antecipadamente ao Ministério com vista à reunião em causa, onde podem ser encontradas em maior detalhe as propostas e preocupações apresentadas.
Saudações Académicas e Sindicais,
A Direcção do SNESup,
Em 26 de Julho de 2011

(reprodução de comunicado entretanto emitido pela entidade em referência)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

quarta-feira, julho 27, 2011

"Ensino superior deixa de fora dos quadros mais de 500 professores"

«Universidades e politécnicos não estão a cumprir a excepção prevista na lei para contratações.
Mais de 500 professores do ensino superior que estão a terminar o doutoramento não estão a ser contratados pelas universidades nem pelos institutos politécnicos com a devida categoria profissional. As contas são do Sindicato Nacional do Ensino Superior (SNESup) que levantou o alerta ao ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato e ao secretário de Estado do Ensino Superior, João Queiró, que receberam ontem, pela primeira vez, os sindicatos do sector.
"Existem mais de 500 professores a terminar o doutoramento com os quais as universidades e politécnicos não estão a celebrar contratos", diz o presidente do SNESup, António Vicente.
Mas para a Fenprof este número "vai aumentar", assegura ao Diário Económico, João Cunha e Serra membro do secretariado nacional deste sindicato, já que prevê que cerca de "três mil docentes possam vir a estar nesta situação". Isto porque no momento existe "uma divergência de interpretação da lei do Orçamento de Estado de 2011 que proíbe as contratações e as melhorias salariais", explica João Cunha e Serra, o que faz com que "muitas instituições, como a Universidade da Madeira, não estejam a cumprir com a excepção prevista na lei para o superior e alegam que não vêem na lei suficiente apoio", acrescenta. O SNESup exige mesmo ao ministério "um sinal de clarificação acerca desta questão", reforça António Vicente. Segundo os sindicatos, o ensino superior está ao abrigo do artigo 44º do OE que "prevê condições especiais para o superior de contratação" esclarece João Cunha e Serra e que "garante a autonomia às instituições para admitir os professores", reforça António Vicente.
Em causa estão todos os docentes de universidades e politécnicos que até 2015, ao abrigo da lei do Estatuto da Carreira Docente, para poderem exercer "têm que ser qualificados com o doutoramento", explica a Fenprof. Só assim, podem vir a ser contratados nas categorias de professores auxiliares, no caso das universidades, e de professores-adjuntos, no caso dos institutos politécnicos.
Ana Petronilho»

(reprodução integral de notícia Diário Económico, de 27/07/11)
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[cortesia de Nuno Soares da Silva]

"Pessoal existente em INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR PÚBLICO"

Últimos Documentos

- [...]

(título - remetendo para ficheiro pdf - disponível nesta data em UM para todos)

terça-feira, julho 26, 2011

"Ensino Superior: Carreiras, financiamento e avaliação na agenda de sindicatos em reuniões com ministro"

«Lisboa, 26 jul (Lusa) - O financiamento do Ensino Superior, avaliação de professores universitários e as carreiras docentes são os assuntos principais que os sindicatos do setor vão levar hoje para uma reunião com o ministro da Educação, Ciência e Ensino Superior.

O coordenador da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), Mário Nogueira, disse à Agência Lusa que é preciso uma intervenção "muito rápida" no Ensino Superior para garantir financiamento, travar a transformação das universidades em fundações e uniformizar as regras de avaliação de professores.

Mário Nogueira defendeu "que se pare com a criação de fundações", argumentando que "não saiu nenhuma mais-valia em termos de cumprimento das obrigações de funcionamento" no caso das universidades que optaram por esse modelo de gestão.

© 2011 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.»

(reprodução integral de notícia da LUSA, em título)
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[cortesia de Nuno Soares da Silva]

domingo, julho 24, 2011

"Saiba como pode obter o mestrado se tem uma licenciatura anterior a Bolonha"

«As regras variam de faculdade para faculdade. Nalguns casos basta defender a tese. Noutros é preciso frequentar o mestrado todo.
Se tem uma licenciatura anterior a Bolonha (de quatro ou cinco anos) e quer tirar um mestrado, saiba que pode fazê-lo completando apenas algumas cadeiras e a tese final. No entanto, tenha o cuidado de verificar com a sua faculdade antes. É que nem todas seguem a recomendação do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas.
"Não fazemos essa creditação. Foi uma recomendação do CRUP, não uma obrigatoriedade. Connosco, o produto licenciatura e mestrado é muito diferente do antigo sistema", afirma José Ferreira Machado, director da Nova School of Business and Economics. "Quem tem uma licenciatura tem de fazer o mestrado todo. Nós não admitimos pessoas com experiência profissional nos nossos mestrados", sustenta Ferreira Machado.
É uma excepção à regra, mas não é a única. João Duque, presidente do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), declara sem rodeios que quer "fornecer conhecimentos, não oferecer diplomas". O ISEG "não tem nenhum programa" específico para licenciados pré-Bolonha, até porque "não tem possibilidades de aumentar mais os cursos, há limites orçamentais", revela o presidente do ISEG.
O que está em causa é a recomendação às universidades para creditarem "os diplomados que tenham terminado as suas licenciaturas ao abrigo do sistema de graus anterior ao Processo de Bolonha [que] deverão poder obter o grau de mestre, inscrevendo-se num ciclo de estudos de mestrado da especialidade, solicitando a creditação da formação adquirida na respectiva licenciatura e realizando uma dissertação de pendor científico ou profissional". A recomendação do CRUP inclui também outra regra: para os licenciados com mais de cinco anos de experiência, a creditação pode realizar-se "apresentando, em alternativa à dissertação, um relatório detalhado sobre a sua actividade profissional".
Além disso, segundo o CRUP, "as exigências complementares para a atribuição do grau de mestre para os diplomados que terminaram as suas licenciaturas nessa especialidade ao abrigo do sistema de graus anterior ao Processo de Bolonha, para além da dissertação ou do relatório, não deverão ultrapassar um máximo de 20 ECTS [créditos, segundo Bolonha]".
A Universidade de Coimbra usa, no entanto, o limite máximo de 30 ECTS . No ISCTE-IUL, "o número de créditos para completar o grau de mestre varia de curso para curso (entre um mínimo de 42 a um máximo de 60 créditos), mas existe o princípio de que o primeiro ano curricular do curso de mestrado a que se candidata será automaticamente alvo de dispensa por creditação da formação anterior pelo ISCTE-IUL", esclarece Carlos Sá da Costa, vice-reitor do ISCTE.
A hipótese de não precisar de completar cadeiras para fazer o mestrado - que, actualmente, equivale a dois anos após os três da licenciatura - só existe para quem já tem mais de cinco anos de experiência profissional. Responsável pelas áreas de pedagogia e primeiro e segundo ciclos da Universidade de Coimbra, Manuela Alarcão explica o processo de creditação. "A pessoa candidata-se e apresenta um currículo detalhado para que o Conselho Científico possa ter uma ideia de quem é e qual o percurso profissional que fez", esclarece. Assim que os serviços académicos reconhecerem a formação e até as competências que o candidato adquiriu, na faculdade e depois dela, "é-lhe creditada toda a formação académica e, eventualmente, alguma formação profissional.", diz Manuela Alarcão.
"Se houver alguma área do conhecimento que se veja que está em falta, a essa pessoa é indicada a necessidade de concretizar alguns ECTS em unidades curriculares, até um máximo de 30, segundo a recomendação da universidade. Além disso, é ainda exigido um relatório da actividade profissional cuja organização é definida pelo Conselho Científico, relatório esse que depois é sujeito a defesa pública", conclui.
Mas a procura deste tipo de creditação ainda é limitada. "Os casos que eu conheço têm a ver com pessoas que estão interessadas em seguir uma carreira de investigação académica ou pessoas que ficaram desempregadas", diz Helena Pereira, vice-reitora para os serviços académicos da Universidade Técnica de Lisboa. Também porque "isto ainda tem alguns custos, as pessoas têm de pagar um ano de propinas", adianta Helena Pereira.
Na Universidade de Lisboa a regulamentação sobre esta matéria deverá ser aprovada na reunião do Conselho Universitário de 28 de Julho. Portanto, se tem uma licenciatura pré-Bolonha e quer tirar um mestrado, o melhor é contactar a sua faculdade primeiro.

Testemunhos de quem optou por tirar o mestrado
Alexandra Lauw ficou desempregada depois de seis anos a trabalhar numa empresa privada, mas não ficou parada. "Os meses iam passando e tive que arranjar outras alternativas - o mestrado foi uma delas, e resultou", conta Alexandra, que frequentou a UTL. "O meu curriculum vitae foi avaliado por uma comissão e tendo em conta a minha experiência profissional e formação complementar realizada depois da licenciatura, foi-me comunicado que não teria de fazer nenhuma cadeira, apenas a tese.", continua a engenheira florestal, que já pensa no doutoramento.
"Decidi tirar mestrado porque, após mais de dez anos numa empresa privada, regressei ao mundo da investigação e tornei a ser bolseira de investigação do Centro de Estudos Florestais", explica Vanda Oliveira, do Instituto Superior de Agronomia. "Ora quando se decide enveredar pela investigação na óptica de carreira os graus académicos são extremamente valorizados e tirar o mestrado tornou-se o óbvio a fazer", resume. Para isso, teve de completar uma dissertação num área nova para ela. Hoje, trabalha no Centro de Estudos Florestais.
"Curiosamente notou-se um pouco a discrepância de idades, mas encontrei também alguns colegas um pouco mais velhos, não sei se por as pessoas apostarem também na formação a qualquer idade", diz Pedro Matias. Formado em Engenharia Informática, entrou na sua licenciatura em 1989 e completou agora o seu mestrado, na mesma área, na Universidade de Coimbra. Teve apenas de fazer uma cadeira e a dissertação. "Soube-me a pouco, fiquei com vontade de enveredar por um doutoramento ou outro mestrado", acrescenta.
Andrea Duarte»

(reprodução de artigo Diário Económico, de 23/07/11)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

"Empreendedorismo tecnológico é o futuro"

«O livro de Pedro Manuel Saraiva baseia-se em casos práticos de sucesso.
Raúl Santos sonhava criar uma empresa. Ganhou um concurso de ideias na Universidade de Coimbra (UC) e nasceu a Crioestaminal. Hoje a empresa conta com 40 mil clientes, emprega perto de 90 colaboradores altamente qualificados e tem uma facturação anual acima dos dez milhões de euros. Este é apenas um dos exemplos do empreendedorismo de base tecnológica, um tipo de empreendedorismo que faz todo o sentido em Portugal, segundo Pedro Manuel Saraiva, autor de "Empreendedorismo".
"Dentro das várias vertentes do empreendedorismo, todas elas sendo válidas, este [o empreendedorismos de base tecnológica] é aquele que pode ajudar-nos a caminhar mais rapidamente para o progresso que queremos percorrer: competitividade à escala global, incremento das exportações, mão-de-obra altamente qualificada", considera Pedro Manuel Saraiva.
Mas, para isso, Portugal tem ainda um longo caminho a percorrer. Uma das formas de crescer é apostar nas chamadas "empresas-gazela", ou empresas "jovens mas que estão a crescer muito rapidamente porque são intensivas em conhecimento e que trabalham, normalmente, em mercados à escala global", explica Saraiva. "Temos apenas cerca de 300 "gazelas" em Portugal e o número não tem crescido muito ao longo da última década", continua o autor e professor da UC. No entanto, defende, "se o país em vez de ter 300 "gazelas", tivesse 600, seríamos bastante diferentes em termos dos indicadores que queremos ver evoluir rapidamente, como o crescimento do PIB e criação de postos de trabalho qualificados".
E é também na criação destas empresas que as universidades podem ter um papel fundamental, sustenta Pedro Manuel Saraiva. "Falar do empreendedorismo, em 2011, obriga-nos a falar do papel vital que as instituições do ensino superior devem nele desempenhar. Desde logo, pela vertente da sensibilização e da formação na área", resume o autor.
Além do ensino e da produção de conhecimento, a universidade tem agora uma terceira missão: a de encorajar a inovação e o empreendedorismo. Esta é a visão de Pedro Manuel Saraiva e, já agora, também a do novo governo, que quer incentivar a educação para o empreendedorismo. Pedro Manuel Saraiva pensa sobretudo na universidade, onde defende que "não [devia] haver nenhum aluno a frequentar o ensino superior em Portugal, independentemente do curso, sem ter alguma exposição, através de um módulo ou outro tipo de experiência, que o tornasse mais conhecedor do que é o empreendedorismo".
Os portugueses são mais empreendedores do que eram há uma geração, mas ainda há questões a resolver, lembra Saraiva. "Temos de trabalhar aspectos de atitude, porque tudo passa por aí, somos ainda um país onde tipicamente não se gosta de arriscar muito e onde quem erra, por vezes, ainda que errando bem intencionalmente, é excessivamente penalizado e esses são traços culturais que gradualmente temos de combater", sugere.
Casos práticos para seguir as pistas
O livro, editado pela Imprensa da Universidade de Coimbra, tem dois meses e já esgotou a primeira edição. Um dos motivos talvez seja os muitos casos práticos que vai apresentando, ou o site associado (www.uc.pt/imprensa_uc/empreendedorismo), que permite "navegar para aprofundar o que entender em cada um desses casos", segundo o autor. No entanto, não deixa de ser um livro técnico, um manual de "como fazer" para interessados em empreendedorismo, que já pressupõe algum interesse no tema. "Não quero dizer que, seguindo o livro passo-a-passo, uma ideia de negócio vai ser necessariamente [transformada numa realidade], mas ficam as pistas dadas, do ponto de vista técnico, para que essa transição seja eficaz e para que se diminua a probabilidade de insucesso", diz Pedro Manuel Saraiva. O autor é professor catedrático na UC e já criou várias empresas, a primeira das quais em 1993. Observou também de perto a realidade das ‘spin-offs" da UC.
Andrea Duarte»

(reprodução de notícia Diário Económico, de 23/07/11)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

sábado, julho 23, 2011

"Portugal ganha medalha de ouro pela primeira vez nas Olimpíadas da Matemática"

«O jovem Miguel Martins dos Santos, de Alcanena, conseguiu resultado inédito na prova mais importante da matemática, disputada este ano na Holanda.
Pela primeira vez, Portugal obteve uma medalha de ouro nas Olimpíadas Internacionais da Matemática, que este ano se realizaram em Amesterdão (Holanda). Miguel Martins dos Santos, da Escola Secundária de Alcanena, finalista do 10.º ano, conseguiu 28 pontos na sua prova, batendo estudantes de mais de uma centena de países e de anos de escolaridade mais avançados. Este ano, as olimpíadas contaram com 574 alunos que passaram por diversas provas.
O jovem português será homenageado amanhã na cerimónia de encerramento da prova, ainda na capital holandesa, e chega a Lisboa com a comitiva nacional na tarde de Domingo, dia 24, onde terá à sua espera um comité de recepção do qual fará parte o ministro da educação, Nuno Crato, ex-presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática e grande divulgador da disciplina.
A equipa portuguesa traz da Holanda mais duas medalhas de bronze, conseguidas por João Magalhães dos Santos e Raúl Penaguião, ambos estudantes do 12.º ano, e uma menção honrosa, atribuída a Luís Duarte, aluno do 10.º ano. Os resultados superam os de edições anteriores – há dois anos, Pedro Vieira tinha conseguido uma medalha de prata, e o nosso país já conta com 12 medalhas de bronze e 18 menções honrosas.
Miguel Martins Santos não terá férias tão cedo, no entanto. Em Setembro, deverá rumar à Costa Rica, acompanhado de João Magalhães dos Santos, para disputar mais uma edição das Olimpíadas Ibero-americanas de Matemática.
ricardo.nabais@sol.pt»

(reprodução de Notícia SOL Online, de 23 de Julho de 2011)
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[cortesia de Nuno Soares da Silva]

quinta-feira, julho 21, 2011

Notícias da UMadeira: "Passagem a fundação depende do poder político"

Notícia Jornal da Madeira
UMa quer garantia de qualidade:
http://www.jornaldamadeira.pt/not2008.php?Seccao=14&id=190050&data=2011-07-21

(cortesia de Nuno Soares da Silva)

"O novo modelo de financiamento para o ensino superior é um dos temas que ´preocupa` os estudantes"

Notícia Correio do Minho
Ensino superior: Estudantes querem definição célere do calendário para candidaturas a ação social:
http://www.correiodominho.pt/noticias.php?id=50951
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quarta-feira, julho 20, 2011

Big rewards

"Fear is a part of everything you do. You have to take great risks to get big rewards."

Greg Louganis

(citação extraída de SBANC Newsletter, July 19, Issue 678 - 2011, http://www.sbaer.uca.edu)

terça-feira, julho 19, 2011

Notícias da UCatólica

Processo de Bolonha em curso

(título de mensagem, datada de 19 de Julho de 2011, disponível em Empreender)

A auto estima é ...

"A auto estima é um aspecto importante nos momentos difíceis"

José Mourinho

(excerto de notícia JN de 19 de Julho de 2011, intitulada Mourinho considera que Portugal "está longe de ser lixo")

sexta-feira, julho 15, 2011

"A Universidade dos Açores surgiu há 35 anos"

Artigo Expresso das Nove
Universidade dos Açores precisa de mais autonomia financeira:
http://www.expressodasnove.pt/interiores.php?id=7030

(cortesia de Nuno Soares da Silva)

"Sete disciplinas ficaram abaixo de dez nas provas do ensino secundário"

Notícia Público
Média negativa a Português foi o pior resultado em 14 anos de exames:
http://www.publico.pt/Educa%C3%A7%C3%A3o/media-negativa-a-portugues-foi-o-pior-resultado-em-14-anos-de-exames_1502976
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quinta-feira, julho 14, 2011

"A Optimus lançou um concurso para encontrar ideias inovadoras"

Notícia SOL
Optimus procura inovadores nas universidades:
http://sol.sapo.pt/inicio/Tecnologia/Interior.aspx?content_id=24030

(cortesia de Nuno Soares da Silva)

Notícias da Escola Profissional de Braga

Notícia CiênciaPT.net
Escola Profissional de Braga conquista 1º lugar no Festival Mundial de Robótica em Istambul:

Notícias do Técnico: "Engenheiro de 63 anos reprovou na defesa da tese"

Notícia Público
Antigo professor assistente em protesto contra provas de doutoramento no Técnico:
http://www.publico.pt/Educa%C3%A7%C3%A3o/antigo-professor-esteve-em-greve-de-fome-devido-a-doutoramento-no-tecnico_1502695

(cortesia de Nuno Soares da Silva)

quarta-feira, julho 13, 2011

Mudando de assunto: "a respeitável retórica da direita académica"


(título de mensagem, datada de Quarta-feira, 13 de Julho de 2011, disponível em Ladrões de Bicicletas)

terça-feira, julho 12, 2011

Accept the challenges…

"Accept the challenges so that you can feel the exhilaration of victory."

George S. Patton

(citação extraída de SBANC Newsletter, July 5, Issue 676 - 2011, http://www.sbaer.uca.edu)

domingo, julho 10, 2011

"A CESPU só oferece saídas na área da Saúde"

Artigo Correio do Minho
Candidatura da CESPU a Medicina continua de pé:
http://www.correiodominho.pt/noticias.php?id=50546

(cortesia de Nuno Soares da Silva)

sábado, julho 09, 2011

"Vice-reitor de Évora acusado de plágio"

«Ministério pede esclarecimentos à Universidade
O vice-reitor da Universidade de Évora José Manuel Caetano está a ser alvo de um processo de averiguações por parte da Inspecção-Geral do Ensino Superior (IGES) na sequência de uma acusação de plágio. Na origem do processo estarão alegadas irregularidades nas referências bibliográficas apresentadas pelo catedrático no currículo da prova de agregação defendida perante o júri nos dias 26 e 27 de Novembro de 2009.
Num despacho a que o CM teve acesso, datado de 1 de Junho de 2011, o então ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago, solicitou à academia alentejana informação que permita aferir da necessidade de intervenção do ministério sobre o caso em concreto.
Este documento surge no seguimento das recomendações do relatório da Inspecção no sentido de apurar a gravidade das acusações, solicitando inclusive o envio da informação a ser recolhida pela reitoria eborense ao Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Évora.
O reitor da Universidade de Évora, Carlos Braumann, confirma ao CM as diligências, mas não adianta pormenores por o processo ainda decorrer. "Solicitei parecer que me habilite a apurar a viabilidade jurídica das recomendações do relatório da Inspecção e prestar ao senhor ministro as informações requeridas. Decorre o prazo legal para que o visado se pronuncie. Até lá, não posso pronunciar-me sobre o processo", disse Carlos Braumann.
O CM também tentou obter durante o dia de ontem esclarecimentos sobre este caso junto do professor visado, mas, até à hora de fecho desta edição, não obteve resposta.
José Manuel Caetano é professor da Universidade de Évora na área de Economia e como vice-reitor tem a seu cargo o planeamento, património e finanças da Universidade e a superintendência dos serviços da Reitoria, administrativos, informática e serviços técnicos.»

(reprodução de notícia d0 Correio da Manhã ´Online`, de 8 de Julho de 2011)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

sexta-feira, julho 08, 2011

"Marinho Pinto prometeu aos estudantes de Direito reduzir estágio"

"Estudantes de Direito de Lisboa saíram hoje preocupados de uma reunião com o bastonário da Ordem dos Advogados, que insiste num exame de acesso ao estágio, mas com a novidade de que este seria reduzido para ano e meio.
«Soubemos agora que havia uma intenção por parte do senhor bastonário (Marinho Pinto) de rapidamente fazer uma alteração estatutária no sentido de repor o exame de acesso ao estágio da Ordem dos Advogados», disse à agência Lusa o presidente da Associação de Estudantes da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, Gonçalo Carrilho.
Os estudantes discordam e vão continuar a lutar contra o exame, já rejeitado pelo Tribunal Constitucional.
«Vamos aguardar, vamos continuar a defender a nossa posição, nomeadamente junto dos grupos parlamentares», afirmou o dirigente estudantil.
Os alunos de Direito concordam com medidas para melhorar a prática jurídica ao nível da advocacia, mas entendem que o problema não reside no facto de a licenciatura ter sido adquirida após a adopção das regras de Bolonha, que reduziram o tempo dos cursos.
O problema está, dizem, na acreditação das licenciaturas de Direito em Portugal: «Isso é que é o nosso grande problema e isso sim é que deveria ser a luta do senhor bastonário; uma luta por uma melhor acreditação de licenciaturas e nessa luta estaríamos com o senhor bastonário».
Consideram que, neste momento, Marinho Pinto está apostado em «barrar quase indiscriminadamente» o acesso à profissão.
Por outro lado, receberam uma boa notícia: «O senhor bastonário pretende reduzir o período de estágio na ordem para um ano e meio, não sabíamos disto, ainda não é propriamente conhecido por parte dos estudantes».
O estágio é actualmente de três anos, segundo Gonçalo Carrilho, e o curso passou de cinco para quatro anos, havendo apenas uma opção de três anos.
«Na Faculdade de Direito de Lisboa somos licenciados com quatro anos, temos as mesmas disciplinas que tinham os nossos colegas com cinco anos», defendeu.
Os estudantes contestam uma alteração aos estatutos da Ordem para integrar o exame de acesso, «cuja implementação nos termos em que foi feita foi declarada inconstitucional».
Agora vão sensibilizar os grupos parlamentares para o problema, esperando que a Assembleia da República impeça a alteração em causa."

(reprodução de notícia Lusa/SOL ONLINE, de 7 de Julho de 2011)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

quinta-feira, julho 07, 2011

“Determinants and projections of demand for higher education in Portugal”

“This paper formulates a model of demand for higher education in Portugal considering a wide range of demographic, economic, social and institutional explanatory variables. The estimation results suggest that the number of applicants reacts positively to demographic trends, graduation rates at secondary education, female participation, compulsory schooling and the recent Bologna process. Demand reacts negatively to the existence of tuition fees and to unemployment rates. Within an adverse demographic and economic context, forecasts of demand for the next two decades suggest the need to increase participation rates, to avoid funding problems in the higher education system and increase long-term economic development prospects.”

Carlos Vieira (Departamento de Economia, CEFAGE-UE, Universidade de Évora)
Isabel Vieira (Departamento de Economia, CEFAGE-UE, Universidade de Évora)

Date: 2011
Keywords: Demand for higher education; determinants of university participation; applications forecasting.

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

quarta-feira, julho 06, 2011

Notícias de Verão das Universidades da Madeira e dos Açores

Notícia Jornal da Madeira
Custos com pessoal da UMA na média dos das universidades que optaram pelo regime fundacional:
http://ultimahora.jornaldamadeira.pt/index.php?/pt/noticias/201107059024/noticias/regional/custos-com-pessoal-da-uma-na-media-dos-das-universidades-que-optaram-pelo-regime-fundacional.html
-
Notícia jornal A União
Universidade dos Açores é a segunda mais cara do país:

(cortesia de Nuno Soares da Silva)

terça-feira, julho 05, 2011

University of Coventry


domingo, julho 03, 2011

"Um dia"

Um dia escrevi um livro e desejei fazer muitos mais.
Um dia escrevi um livro, e questionei-me se teria forças para escrever algum mais.

José Cadima

sexta-feira, julho 01, 2011

"Escola inaugurada em 2009 vai fechar ´por falta de alunos`"

«A escola do 1º ciclo de Minhotães, em Barcelos, inaugurada em Setembro de 2009, após um investimento de um milhão de euros, vai fechar no próximo ano lectivo "por falta de alunos", segundo fonte municipal.
O encerramento é contestado pela Junta de Freguesia e pelos pais e encarregados de educação, que alegam que aquela é uma "escola modelo" e relembram os 49 alunos que frequentaram aquelas instalações no ano anterior (37 no 1º ciclo e 12 no pré-primário), pelo que prometem lutar para que continue aberta.
Segundo a vereadora da Educação na Câmara de Barcelos, Armandina Saleiro (PS), no próximo ano serão "apenas 30 alunos no 1º ciclo, um número que sofrerá um decréscimo significativo em 2012/2013".
A autarca admitiu que a construção daquela escola "foi um erro" face "ao forte decréscimo da natalidade" registado no concelho.
"Vai fechar, tal como consta da Carta Educativa", afirmou Armandina Saleiro, lembrando que, neste momento, "a escola não dispõe de biblioteca" e tem "turmas misturadas".
"Em termos de recusros humanos, não há hipóteses", referiu.
No ano lectivo 2012/2013, os alunos serão transferidos para o Centro Escolar de Viatodos, em fase de construção, que servirá também a freguesia de Grimancelos.
Freguesia não entende o porquê do encerramento
Para o presidente da Junta de Freguesia Minhotães, António Silva (PSD), o fecho da escola "é inadmissível", até porque, segundo o autarca, "não há, há excepção dos novos centros escolares, nenhuma ecola tão boa como esta". "Onde Já se viu fechar uma escola com apenas dois anos?", questionou, lembrando ainda que no mesmo complexo existe um polidesportivo e balneários.
Esta quinta-feira, o presidente da Junta de Minhotães e os pais foram recebidos na Câmara de Barcelos, tendo ficado agendada uma visita da vereadora da Educação à escola no dia 6 de Julho, para reunir com os pais.
"A partir daí, logo se vê o rumo que as coisas levarão", disse Fátima Amorim, representante dos pais dos alunos da referida escola, afirmando ainda que "não há nada que justifique o encerramento da escola, há crianças, condições, há tudo", concluiu.»

(reprodução de notícia do Jornal de Notícias de 30 de Junho de 2011»
[cortesia de Nuno Soares da Silva]

quinta-feira, junho 30, 2011

"0 programa ´pouco diz`"

«Quanto ao Ensino Superior, alega que o programa "pouco diz" e que "também nada é dito" sobre o processo de reorganização curricular e sua articulação com o processo de alargamento da escolaridade obrigatória, já em curso. "Este programa vai mais longe na desresponsabilização do Estado pela rede pública de Educação, financiando o privado com dinheiros públicos e reforçando lógicas gerencialistas e de mercado na gestão das escolas, através de uma gestão por objectivos, assente em resultados medidos em exames nacionais", conclui a Fenprof.»

(excerto de Notícia do jornal Público, datada de hoje e intitulada "Fenprof considera programa do Governo ´demasiado generalista, omisso e confuso`")
[cortesia de Nuno Soares da Silva]

quarta-feira, junho 29, 2011

The value of life

"A man who dares to waste one hour of time has not discovered the value of life."

Charles Darwin

(citação extraída de SBANC Newsletter, June anuary 28, Issue 675 - 2011, http://www.sbaer.uca.edu)

terça-feira, junho 28, 2011

"Portugal vai ter primeiro atlas nacional de aves migratórias"

Notícia Geodireito
Energia eólica: Portugal vai ter primeiro atlas nacional de aves migratórias:
http://www.geodireito.com/Conteudo/Geojuridicas.asp?notCodigo=3898&acao=DetalheNoticia
*

domingo, junho 26, 2011

sábado, junho 25, 2011

quarta-feira, junho 22, 2011

"A Universidade da Madeira vai decidir se adopta ou não regime fundacional"

Notícia Diário de Notícias do Funchal
UMa estuda passagem a fundação:
http://www.dnoticias.pt/actualidade/madeira/270356-uma-estuda-passagem-a-fundacao

(cortesia de Nuno Soares da Silva)

terça-feira, junho 21, 2011

O estranho caso do professor...

Notícia jornal i
O estranho caso do professor Abel e da sua carapuça na Faculdade de Direito:
http://www.ionline.pt/conteudo/131454-o-estranho-caso-do-professor-abel-e-da-sua-carapuca-na-faculdade-direito

(referência retirada de Que Universidade?, de MJMatos)

segunda-feira, junho 20, 2011

quinta-feira, junho 16, 2011

“University patenting, licensing and technology transfer: how organizational context and available resources determine performance”

“The paper assesses the performance of the technology licensing offices (TLO) and technology transfer offices (TTO) which have been active in Portuguese higher education institutions. Data stemming from a survey of these entities was analyzed in successive steps through factor analysis, cluster analysis and estimation of a model using the Partial-Least Squares methodology. It is shown that the institutional nature of each of the surveyed organizations implies different behaviours and outcomes. Further it has also became clear that the type of resources and activities in the surveyed organizations determine both their “primary outcome” (patent applications and technology transfer processes) and their “final outcome” (technology licensing contracts and technology-based spin-offs). The results of this paper might be particularly relevant for other similar economies as Portugal where high-tech and knowledge-intensive i ndustries have not been dominant.”

Manuel Mira Godinho (UECE and ISEG/UTL)
Rui Cartaxo (ISEG/UTL)

Date: 2011
Keywords: technology transfer; university-industry relationships; university patenting; university spin-offs

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

segunda-feira, junho 13, 2011

"As regras da carreira docente universitária"

«Pelo menos 50% dos docentes devem ser doutorados na área que leccionam.
Segundo o Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES), no corpo docente de cada instituição de ensino superior deve existir, pelo menos, um professor doutorado por cada 30 alunos. Para além disso, 50% dos docentes devem ser doutorados na área que leccionam.

1 - Corpo docente do ensino universitário
Segundo o Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES), cada universidade tem que dispor, no conjunto dos seus professores ou de investigadores que desenvolvam actividade docente ou de investigação, no mínimo, um doutor, de qualquer área de estudo, por cada 30 estudantes.

2 - Regime de tempo
O RJIES estipula, ainda, que pelo menos metade dos docentes doutores devem estar em regime de tempo integral.

3 - Atribuição de grau de licenciado
Segundo o Decreto-Lei 107/2008, para as instituições de ensino superior poderem abrir licenciaturas têm que dispor de um corpo docente próprio, qualificado na área em causa, cuja maioria seja constituída por titulares de grau de doutor.

4 - Atribuição de grau de mestre
Para abrir mestrados, as universidades têm que ter um corpo docente na maioria com o grau de doutor e que desenvolvam actividade reconhecida de formação e investigação, de alto nível.

5 - Atribuição de grau de doutor
Para os doutoramentos, as instituições também têm de ter um corpo docente na maioria com o grau de doutor, que realizem investigação e que tenham experiência acumulada de investigação sujeita a avaliação numa produção científica e académica relevantes nessa área.»

Ana Petronilho

(reprodução de artigo publicado no Diário Económico em 12 de Junho de 2011)
[cortesia de Nuno Soares da Silva]

Acabaram com os Politécnicos

"Acabaram com os Politécnicos e transformaram-nos em Universidades tornando esta via mais difícil. "

Jaime Rocha Gomes

(excerto de mensagem, intitulada "Como ligar o ensino às exportações?", datada de Domingo, 12 de Junho de 2011, disponível em Prálem d`Azurém)

sábado, junho 11, 2011

Notícia de tempos agitados e incertos

Depoimento de Eduardo Galeano na praça Catalunya, 24/05/11:
http://www.youtube.com/watch?v=mdY64TdriJk&feature=email

(cortesia de MCCO)

quinta-feira, junho 09, 2011

Notícias da Escola de Direito/UMinho: "democracia muda"?

"Não há candidatos, mas abre-se um período de debate sobre os problemas da Escola com vista a uma escolha fundamentada.
Mas se essa eleição se fizer, sem se dizer uma única palavra, escolhendo-se um Presidente que sobre a Escola nada disse?
Teremos então um Conselho de Escola mudo que escolhe um Presidente igualmente mudo.
Então talvez possamos concluir que na Universidade, lugar de estudo e investigação, se inventou e pratica uma forma muito especial de democracia: a democracia muda!"

ACO

(excerto de mensagem, datada de Quinta-feira, 9 de Junho de 2011, intitulada "Existe Democracia na Universidade?", disponível em O melhor para a universidade)

Serviço público de âmbito cultural : "Doc_Europa - mostra de cinema em Cascais"

"Gostaríamos de contar com a vossa ajuda na divulgação do Doc_Europa III 27 países | 27 filmes, que se irá realizar nos dias 17, 18 e 19 de Junho, simultaneamente na Casa das Histórias Paula Rego em Cascais e no Cinema Passos Manuel, no Porto. Todas as sessões têm entrada livre.

Programa completo em

O Doc_Europa III é uma síntese da melhor produção europeia recente de documentário. Uma selecção arrojada que convida à reflexão profunda sobre a nossa condição de cidadãos e as grandes questões do presente.

Como habitar este presente? Em desconforto. Em reflexão. A despertar. Com transparência. Em busca. Em movimento. Capaz de usar a voz, de ouvir e sentir o Outro. Frontal. Com alegria. Compromisso. Adaptabilidade. Abertura. Vontade. Afirmação. Afecto e simplicidade.
[...]"

(reprodução parcial de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente da entidade identificada)

quarta-feira, junho 08, 2011

Notícias da UMinho: "Falta de apoio administrativo"

"Falta de apoio administrativo e carência de financiamento para investigação são duas das preocupações manifestadas por docentes da Universidade do Minho (UM), entrevistados no âmbito de um estudo orientado por três professoras do Núcleo de Estudos de Gestão da Escola de Economia e Gestão/EEG)."

José Paulo Silva

(excerto de notícia, datada de hoje, intitulada "Universidade do Minho: Professores contra excesso de trabalho administrativo", disponível no jornal Correio do Minho)

segunda-feira, junho 06, 2011

Notícias da UAveiro em dia de festa

Notícia Notícias de Aveiro
Cifra impressionante de diplomados espelha dinâmica da Universidade de Aveiro:

(cortesia de Nuno Soares da Silva)

domingo, junho 05, 2011

Oásis no ensino superior?

O desastre da governação portuguesa dos últimos anos não confirmou um oásis no ensino superior. Pelo contrário, Mariano Gago foi mais uma seta “socialista” apontada ao precipício para que se encaminhou o país nestes derradeiros 10 anos.

J. Cadima Ribeiro

sexta-feira, junho 03, 2011

O que mais me assusta é...

"O que mais me assusta é o facto de se viver numa universidade com vícios de compadrio muito arreigados e de pessoas que estão imersas em medo, Começou por ser dos chefes, e agora é até da própria sombra. Vejo que lidam com quem não tem medo como se tivéssemos lepra."

NDNR

terça-feira, maio 31, 2011

segunda-feira, maio 30, 2011

"A Universidade do Minho e o Regime Fundacional: A Prudência de uma Moratória"

«Carta Aberta ao Conselho Geral da Universidade do Minho
Exmos. Senhores
Membros do Conselho Geral da Universidade do Minho
Face aos apelos e iniciativas de muitos docentes e investigadores da Universidade do Minho, vem o Sindicato Nacional do Ensino Superior (SNESup) apelar ao Conselho Geral desta Universidade que efectue uma consulta formal à sua academia sobre a passagem ao regime de fundação antes de assumir uma decisão final sobre o assunto, que não poderá deixar de reflectir a vontade desta.
Conforme o estabelecido no RJIES, os membros no Conselho Geral devem agir como representantes de quem os elege. Tomar uma decisão desta importância quando há indícios claros, conhecidos de todos, de que a maioria dos docentes e investigadores pode estar contra, violaria claramente o espírito da lei e abalaria seriamente a legitimidade deste órgão. Para mais, no momento da eleição deste Conselho Geral, este assunto não terá sido suficientemente discutido.
Por outro lado, face ao facto de o Governo (que tanto incentivou as Fundações), ao que se sabe, não estar a cumprir os seus compromissos financeiros para com as instituições que já se encontram em regime fundacional, porque as circunstâncias políticas e económicas se alteraram substancialmente nos últimos meses, por não haver ainda indícios claros sobre os ganhos ou perdas efectivos das instituições que já adoptaram este regime, muitos docentes da Universidade do Minho nos têm solicitado que apelemos ao adiamento desta decisão.
Estamos convictos que, neste momento, e face ao apresentado, o mais prudente será uma moratória a uma decisão desta magnitude para a vida de toda a Universidade do Minho.
Aproveitamos ainda a ocasião para dar mais um contributo para este debate anexando um documento que resume as principais diferenças entre os dois regimes em análise.
Com os melhores cumprimentos,
A DIRECÇÃO
Professor Doutor António Vicente
Presidente da Direcção do SNESup»

(reprodução do corpo principal de mensagem que me caiu na caixa de correio electrónico na 6ª feira pp, reenviada pelo secretariado do CG da UMinho)

A UMinho fundação? O enquadramento jurídico a procurar para a UMinho é devedor da decisão que venham a tomar as demais instituições

Está-se consciente que o enquadramento jurídico a procurar para a UMinho é devedor da decisão que sobre a mesma matéria venham a tomar as demais instituições da rede de Ensino Superior nacionais, nomeadamente aquelas que são tidas como as universidades de referência, não podendo a Universidade do Minho deixar-se acantonar, sob pena de definitiva marginalização.
Este argumento é válido num e noutro sentido, quer dizer, permaneçam aquelas como institutos públicos ou decidam transformar-se em fundações.
No actual momento de crise económica, social e política do país, isso é mais válido do que em qualquer outra altura e, no processo vertente, foi em grande medida desconsiderado.

J. Cadima Ribeiro

domingo, maio 29, 2011

A UMinho fundação? "Concentração, Largo do Paço, dia 30, 10h, para travar a Fundação!"

«A plataforma "Parar a Fundação" apela desta forma à participação de todos e todas na concentração no largo do paço, em Braga, contra a passagem da UM a Fundação, no dia 30 pelas 10h. Será nesta hora e local que será decidida a passagem da UM a Fundação.

Vem para lutar por uma universidade Pública, onde o que importa é o ensino e a investigação e não os interesses e lucros privados de uma meia dúzia de senhores.

A tua participação faz a diferença.

Saudações académicas»

(reprodução de mensagem, distribuída universalmente na rede da UMinho, que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente de Eduardo Miguel Paquete Velosa)

sábado, maio 28, 2011

"Barcelona: poderia ser aqui?"

«Caras e caros,
Desculpem encher a vossa caixa de correio, ainda que seja com a defesa dos direitos humanos. Pessoas, pacificamente sentadas, numa manifestação pacífica, em Barcelona, foram reprimidas com uma violência que é chocante, por parte dos polícias e dos seus bastões. Até este momento,
nenhum agente da autoridade foi indiciado por qualquer crime. É mesmo aqui ao lado, numa cidade democrática, autónoma e de gente corajosa. Se isto não vos diz nada, desafio-vos para uma estreitadela no link que se segue.
Mais uma vez as minhas desculpas por encher a vossa caixa de correio, mas há coisas, há coisa que nos mexem com o estômago e a alma e nada mais volta a ser o mesmo.
Com os melhores cumprimentos,
Silvana Mota-Ribeiro


(reprodução integral de mensagem com origem na pessoa identificada, distribuída universalmente na rede da UMinho, que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico)

A UMinho fundação? "A UMinho não pode ficar isolada neste processo"

«Salientou ainda que, na reunião do dia 24 de Janeiro, houve de facto debate alargado sobre o modo de audição, mas não tinha sido alvo de votação formal a hipótese de “referendo”.
[...]
O Professor Cadima Ribeiro demonstrou a sua surpresa perante o documento apresentado pelo Reitor, referindo que esperava um documento com características diferentes, designadamente no que se referia à problemática da autonomia e sustentabilidade do projecto [...]. Finalmente, salientou que, independentemente da bondade da proposta, há uma dimensão fundamental que passava pela ideia de “a UMinho não ficar isolada neste processo”.»

(reprodução de excertos do projecto de Acta Nº 03/2011, de Reunião Extraordinária do Conselho Geral, realizada aos nove dias do mês de Maio de dois mil e onze)

quinta-feira, maio 26, 2011

A UMinho fundação? "Segunda - 10h - Reitoria - SPN frente à Reitoria da UM"

«SPN FRENTE À REITORIA DURANTE REUNIÃO DO CONSELHO GERAL
Segunda, 30 de Maio, às 10h

O Conselho Geral da Universidade do Minho irá, na reunião de 30 de Maio, votar a proposta de passagem desta instituição pública a fundação de direito privado.
Perante uma decisão desta importância, o Conselho Geral ignorou os pedidos de realização de um referendo a toda a comunidade académica.
O Sindicato dos Professores do Norte espera que o Conselho Geral considere as posições que têm vindo a ser tomadas pela academia, nomeadamente os resultados dos referendos realizados autonomamente por quatro escolas da UM, que revelam uma oposição a esta transição.
O SPN já manifestou publicamente a sua preocupação com as consequências desta transição, não só para a Universidade do Minho, mas para o futuro de todo o ensino superior público.
Pela importância desta questão, segunda-feira, 30 de Maio, a partir das 10h, o SPN estará no Largo do Paço, frente à Reitoria da UM, demonstrando a sua determinação na luta pela defesa da natureza pública do ensino superior, pelos direitos dos trabalhadores da UM, e pelo direito ao acesso e frequência do ensino superior livre de condicionantes económicas, nomeadamente ao nível das propinas e da acção social escolar.
O SPN apela a que todos os docentes, investigadores, alunos e funcionários se juntem a esta iniciativa.
Saudações académicas e sindicais,

O Departamento de Ensino Superior do
Sindicato dos Professores do Norte
Porto 25 de Maio de 2011

Serviço de Apoio ao Departamento de Ensino Superior do SPN
Tel.: 22 60 70 554 /00
Fax: 22 60 70 595 /6»

(reprodução de mensagem, distribuída universalmente na rede da UMinho, que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico; a proveniência foi a que aparece identificada)

quarta-feira, maio 25, 2011

Notícias do Técnico

Notícia SIC Notícias
Ensino Superior: Presidente do Técnico diz que restrições orçamentais bloqueiam capacidades da universidade:

(cortesia de Nuno Soares da Silva)

segunda-feira, maio 23, 2011

"Estes resultados fazem parte da segunda fase do processo de avaliação"

Notícia Económico
Educação e Ciências Sociais perdem 112 cursos superiores:
http://economico.sapo.pt/noticias/educacao-e-ciencias-sociais-perdem-112-cursos-superiores_118699.html

(cortesia de Nuno Soares da Silva)

“Falta coragem política para juntar a Universidade Técnica com a de Lisboa”

Notícia Económico
Falta coragem política para juntar a Universidade Técnica com a de Lisboa”:
http://economico.sapo.pt/noticias/falta-coragem-politica-para-juntar-a-universidade-tecnica-com-a-de-lisboa_118694.html

(cortesia de Nuno Soares da Silva)

domingo, maio 22, 2011

Mudando de assunto: das ´ajudas` externas e internas que vamos tendo


(título de mensagem, datada de Domingo, 22 de Maio de 2011, disponível em Economia Portuguesa)

quinta-feira, maio 19, 2011

Humor

(cortesia de MCCO)

You must be willing to

"You must be willing to commit yourself to a course, perhaps a long and hard one, without being able to foresee exactly where you will come out."

Oliver Wendell Homes, Jr.

(citação extraída de SBANC Newsletter, May 17, Issue 669 - 2011, http://www.sbaer.uca.edu)

quarta-feira, maio 18, 2011

A UMinho fundação? "Lançamento da plataforma ´Parar a Fundação`, Prometeu, 12h00, dia 19"

«O movimento AGIR apela à presença de todos os alunos, professores, funcionários e investigadores a participar na conferência de imprensa de lançamento da plataforma "Parar a Fundação" que pretende ser o mais abrangente possível, para que juntos tenhamos força para travar a passagem da nossa universidade a fundação.

A conferência de imprensa será no Prometeu, Campus de Gualtar, pelas 12h00, dia 19 (quinta feira).

Saudações académicas»

(reprodução integral de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente de Eduardo Miguel Paquete Velosa)

"Rankings"

"Rankings, again!"

(título de mensagem, datada de 16 de Maio de 2011, disponível em Que Universidade?)

segunda-feira, maio 16, 2011

Notícias da UCoimbra: "ENTREVISTA A JOÃO GABRIEL SILVA"

Artigo Diário de Coimbra
Os pergaminhos são decisivos, importantes, mas são insuficientes”:
http://www.diariocoimbra.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=12731&Itemid=135

(cortesia de Nuno Soares da Silva)

domingo, maio 15, 2011

O objectivo de qualquer professor é ...

"O objectivo de qualquer professor é ver o aluno empenhado na sua própria aprendizagem"

MJMatos

(excerto de mensagem do autor referenciado, datada de 15 de Maio pp. e intitulada "Para pensar", disponível em Que Universidade?)

sábado, maio 14, 2011

A única certeza

Pensamento do dia

(título de mensagem, datada de 13 de Maio de 2011, disponível em Conversamos?!...)

quarta-feira, maio 11, 2011

Wisdom

"Wisdom is learning what to overlook."

William James

(citação extraída de SBANC Newsletter, May 10, Issue 668 - 2011, http://www.sbaer.uca.edu)

sábado, maio 07, 2011

"CONVERSAS DO CASINO: ´Universidades são lugares de negócio para produzir mais diplomas e diplomados`”

«Numa conversa amena entre Fátima Campos Ferreira e o reitor da Universidade de Lisboa, nas Conversas do Casino, António Nóvoa pôs o dedo na ferida e criticou a proliferação de universidades por todo o país. «Foi um disparate e agora o Governo não tem coragem de resolver a situação», afirmou, considerando que «a concorrência entre universidades retira capacidade de produzir mais conhecimento», referindo, ainda que, nesta altura, o que conta «são o número de diplomas e diplomados que saem».
Dois aspectos que, no seu entender, considera fundamentais são «desburocratizar a universidades e a desorganização do estado».
A conversa iniciou-se, praticamente, pela evocação do grande pensador que foi Magalhães Godinho. A partir daqui e com base neste tema, a conversa estendeu-se também a uma análise à actual situação que se vive no país, reconhecendo que «os partidos políticos são máquinas de ganhar eleições, e lidam muito mal com o pensamento alternativo», ao mesmo tempo que não escondeu as suas preocupações por ver que «as universidades se estão a transformar em lugares de negócios, pressionados para produzir mais diplomas e mais diplomados».
Foi quase uma “aula” sobre as Universidades e o estado, falando da «vida difícil dos docentes», da falta de reorganização na rede do ensino superior, motivo pelo qual não é de estranhar que nenhuma universidade portuguesa faça parte no Top 100. Para justificar esta afirmação explicou que em Portugal as universidades têm um financiamento que é 25 vezes inferior ao de uma universidade americana e cinco vezes inferior ao de uma universidade finlandesa.
Mesmo perante tudo isto, António Nóvoa contrariou o pensamento de muitos e afirmou que «o país tem uma coisa que nunca teve: uma geração jovem altamente qualificada» e que «esta geração “à rasca” talvez seja o começo de movimentos ideológicos que podem dizer muito ao país» e que «o 25 de Abril trouxe coisas ao país que nunca são demais: liberdade e democracia”.
Tal como frisou Fátima Campos Ferreira no início da conversa, «o orador desta tertúlia é um português ilustre», reitor da Universidade de Lisboa, Professor Catedrático da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa. António Nóvoa tem na História da Educação e Educação Comparada as suas áreas de especialização.
Publicou mais de uma centena de trabalhos científicos na área da Educação, em particular sobre temáticas da profissão docente, da história da educação e da educação comparada, em diversos países, nomeadamente Alemanha, Bélgica, Brasil, Canadá, Colômbia, Espanha, Estados Unidos da América, Finlândia, França, Portugal, Reino Unido e Suíça.»

(reprodução integral de artigo publicado no Diário de Coimbra online, em 7 de Maio de 2011)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

sexta-feira, maio 06, 2011

"Transformação de universidades em fundações": comunicado da FENPROF

«Federação Nacional dos Professores - Departamento do Ensino Superior e Investigação

Cara(o) colega,

A possibilidade aprovada pelo Governo, constante do RJIES, de as instituições do ensino superior público poderem, mediante certas condições, adoptar o regime jurídico de fundações públicas “com regime de direito privado” tem vindo a obter, desde que foi proposta pelo MCTES, a oposição da FENPROF. Após a adopção, numa primeira fase, desta figura jurídica, por parte das Universidades do Porto e de Aveiro, tal como do ISCTE, abriu-se agora uma 2ª fase que tem como pioneira a Universidade do Minho, cujo Conselho Geral se prepara para, no final deste mês, decidir se aprova, ou não, uma proposta de abrir negociações com o Governo sobre a sua eventual passagem a fundação.

Cerca de 200 docentes solicitaram ao Conselho Geral da UM a realização de um referendo à comunidade académica em torno desta questão e quatro escolas promoveram mesmo referendos internos, onde o resultado foi contra a transição. O Presidente do Conselho Geral anunciou publicamente que não concorda com a necessidade desta iniciativa. A FENPROF acompanha a preocupação dos docentes e espera que o Conselho Geral não tenha receio de utilizar um referendo para auscultar a academia numa decisão desta importância para o seu futuro.

Neste contexto, decidiu o Secretariado Nacional da FENPROF promover uma Conferência de Imprensa, que decorreu ontem em Braga, para divulgar a sua posição sobre as graves questões levantadas pela opção pelo regime fundacional. Transcreve-se de seguida o texto desse comunicado.

Cordiais Saudações Académicas e Sindicais

O Secretariado Nacional da FENPROF

5.05.2011

PASSAGEM DA UNIVERSIDADE DO MINHO A FUNDAÇÃO
UNIVERSIDADE PÚBLICA: QUANTO VAI SER PRIVADO?

A FENPROF entende que o ensino superior público, tal como a própria designação indica, deve ser um bem público. A passagem ao regime fundacional por parte dalgumas Universidades abre a porta a uma gestão de cariz privado, cujo desenvolvimento pode, no futuro, por constrangimentos políticos ou mercantis, pôr em causa o serviço público e a liberdade académica.

A FENPROF vê com preocupação que uma alteração tão estrutural do sistema de Ensino Superior Público esteja a ocorrer sem o devido debate político por via de iniciativas singulares de cada universidade, que excluem da tomada de decisão docentes, funcionários e estudantes.

Os defensores das propostas de passagem a fundação pública de direito privado assumem que a Universidade, a fim de prosseguir a sua missão pública, tem de ser gerida como uma instituição privada, com um conselho que lhe é exterior, e com poderes que vão muito além da mera administração, podendo facilmente interferir na organização do dia-a-dia das instituições, afectando nomeadamente a carreira e a autonomia dos docentes e, daí, a da própria Universidade. Ou seja, quanto da Universidade Pública vai ser privado?

Esta transformação materializa-se na constituição de um Conselho de Curadores, formado por personalidades externas à Universidade e ao Estado, perante o qual o Reitor passa a responder. No actual quadro, o Conselho Geral é já o único órgão de governo democraticamente eleito pela academia. As decisões deste órgão, com a transformação em fundação, passam a carecer de aprovação por parte do Conselho de Curadores, que não é eleito pela academia. Por que razão se acredita que um Conselho de Curadores externos pode definir melhor que os seus próprios membros a vida interna da Universidade e a sua missão?

O financiamento do Estado às instituições fundacionais é definido por meio de contratos plurianuais mas, até agora, não são do domínio público os contratos assinados com as três fundações entretanto criadas, contrariando o tão apregoado princípio da transparência. O que há nestes contratos que não se possa conhecer?

A passagem da Universidade a Fundação requer que a instituição tenha 50% de receitas próprias, o que implica que o financiamento deverá decorrer das propinas, prestação de serviços e filantropia. Uma universidade mais independente do financiamento do Estado, supostamente mais autónoma, ficará mais dependente do mercado e do que este valoriza. Ora, tal poderá ter implicações muito graves sobre o que a Universidade ensina e investiga e sobre a autonomia, a liberdade académica e a carreira dos docentes. Nesta situação, quem vela pelo interesse público?

Acresce ainda que, “no âmbito da gestão dos seus recursos humanos, a instituição pode criar carreiras próprias para o seu pessoal docente, investigador e outro”. Ou seja, a Universidade poderá ter docentes a exercer as mesmas funções, mas com contratos diversos: de trabalhador em funções públicas ou em contrato individual de trabalho em regime privado. Qual o limite? Poderá no futuro uma universidade pública ter apenas docentes em regime de direito privado nos seus quadros?

Se o Estado garantisse às instituições as verbas necessárias ao prosseguimento da sua missão, esta questão fundacional não se colocaria. Assim, são obrigadas a procurar outras fontes de financiamento, não público, tornando-as dependentes do mercado. Adicionalmente, o Estado confia a supervisão deste processo a um conjunto de personalidades externas – as quais, se olharmos para os casos conhecidos, estão maioritariamente ligadas ao mundo das finanças e das empresas privadas –, que deverão interpretar o que é a missão pública da Universidade.

Assim, os defensores da proposta de passagem a fundação pública de direito privado assumem que a Universidade, a fim de prosseguir a sua missão pública, tem de ser gerida como uma instituição privada, com um conselho que lhe é exterior, e com poderes que vão muito além da mera administração, podendo facilmente interferir na organização do dia-a-dia das instituições, afectando nomeadamente a carreira e a autonomia dos docentes e, daí, a da própria Universidade. Ou seja, quanto da Universidade Pública vai ser privado?

Secretariado Nacional da FENPROF
04.05.2011
Serviço de Apoio ao Departamento de Ensino Superior do SPN
www.spn.pt/superior
E-mail: depsup@spn.pt
Tel.: 22 60 70 554 / 00
Fax: 22 60 70 595 / 6»

(reprodução integral de mensagem distribuída universalmente na rede da UMinho que me caiu esta tarde na caixa de correio electrónico)

Notícias da universidade portuguesa: "clima de exigência máxima e recompensa mínima"

- "A Universidade em geral e a UMinho em particular, está a ficar um local pouco recomendável em termos de relações humanas"
- "Num clima de exigência máxima e recompensa mínima (congelamentos a todos os níveis…) não se pode exigir muito mais. Já fazemos muito trabalho de borla. Veja-se o caso das teses de mestrado académico. Até os pagamentos e dinheiros que temos disponíveis estão congelados, o que é lamentável."

José Alberto Precioso

(excertos de mensagem do autor identificado, distribuída universalmente na rede da UMinho, que nos caiu entretanto na caixa de correio electrónico)

quinta-feira, maio 05, 2011

Convenientes são...

"Convenientes são [...] todos os dislates produzidos por alguns e os fretes a que se prestam."

J. Cadima Ribeiro

quarta-feira, maio 04, 2011

Naive

"Every true genius is bound to be naive."

Friedrich Schiller

(citação extraída de SBANC Newsletter, May 3, Issue 667 - 2011, http://www.sbaer.uca.edu)