Fórum de Discussão: o retorno a uma utopia realizável - a Universidade do Minho como projecto aberto, participado, ao serviço do engrandecimento dos seus agentes e do desenvolvimento da sua região

quarta-feira, outubro 12, 2011

"Universidades desistem de ser fundações"

«Após as alterações impostas pelo Governo para o ensino superior, instituições consideram que o regime já não é vantajoso. Madeira e UTL travam processo.
Duas das três universidades que estavam em processo de passagem a fundação desistiram deste regime. A Universidades Técnica de Lisboa e a Universidade da Madeira puseram em marcha as suas propostas de passagem a fundação, no mês de Maio, que agora abandonam por considerarem "não ser o momento oportuno" devido à crise económico-financeira que o País atravessa.
Apenas a Universidade do Minho (UM) avançou com a proposta de passagem a fundação para a tutela de Nuno Crato. No entanto, o presidente do Conselho Geral da instituição, Luís Braga da Cruz, diz ao Diário Económico que a tutela "ainda não tem uma política definida sobre este assunto" e que cabe "ao Governo tomar uma decisão". E acrescenta que o reitor da UM tem vindo a reunir com o ministério de Nuno Crato e fonte oficial da reitoria assegura que "o processo está em andamento".
O regime fundação permite às instituições de ensino superior, depois de assinar um contrato-programa com o Governo, receberem "financiamento estatal de forma mais alargada, plurianual e não numa base de ano a ano, como é prática para as universidades que não são fundação", explica ao Diário Económico a reitora interina da Universidade Técnica de Lisboa (UTL), Helena Pereira, que sublinha esta característica do regime fundacional como sendo "muito vantajosa", por permitir às universidades "planear investimentos num prazo mais longo".»

(reprodução de notícia Económico online, de 12/10/2011)
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[cortesia de Nuno Soares da Silva]

"Publicitação das candidaturas a Presidente da EEG"

«Caros Membros do Conselho de Escola
Serve o presente para vos informar que foram formalmente aceites duas candidaturas a Presidente da EEG.
De acordo com o sorteio realizado no passado dia 3 na presença da Comissão Eleitoral, do Professor Manuel José Rocha Armada e da Professora Lúcia Lima Rodrigues na qualidade de proponente e representante, respetivamente, de cada candidatura, ficou determinado que a designação das listas seria a seguinte:

LISTA A – Candidatura do Proponente Professor Doutor Manuel José Rocha Armada;

LISTA B – Candidatura da Proponente Professora Doutora Minoo Farhangmehr.

Ficou ainda determinado que a Audição Pública dos candidatos (cf. artigo 4o, alínea c) do Regulamento para a Eleição do Presidente da EEG) terá lugar às 14h30m do dia 12 de Outubro na sala (anfiteatro) 1.01 da EEG, com a duração máxima de 2 horas.
Assim sendo, envio-vos em anexo os documentos que dão forma a cada candidatura, i.e., curriculum vitae, linhas de orientação estratégica e programa de ação, a fim de poderem analisar previamente à Audição Pública.
Com os melhores cumprimentos,

Ana Paula Faria
Presidente da Comissão Eleitoral»

(reprodução do corpo principal de mensagem que me caiu na caixa de correio electrónico na 6ª feira pp., proveniente da entidade identificada)

terça-feira, outubro 11, 2011

"U-Map pode ajudar a reflectir sobre sistema universitário português"

«O reitor da Universidade de Aveiro (UA), Manuel Assunção, disse hoje que o projecto de classificação das instituições de ensino superior europeias U-Map pode ajudar a reflectir sobre o sistema português.
O U-Map é um projecto da Comissão Europeia, no âmbito do Programa Aprendizagem ao Longo da Vida, que está a ser estudado e desenvolvido pelo Center for Higher Education Policy Studies (CHEPS), da Universidade de Twente (Holanda), e tem por objectivo classificar as mais de 3.000 instituições de ensino superior existentes na Europa.
O projecto, que se encontra numa fase piloto, foi hoje apresentado na UA e conta com a participação de todas as instituições portuguesas de ensino superior públicas e privadas, o que permite ter uma perspectiva do sistema no seu todo, do grupo das universidades e do grupo dos politécnicos.
"Acho que isto pode ser um instrumento muito útil para ajudar na reflexão sobre a racionalização do sistema do ensino superior português", disse à Lusa o reitor da UA.
Segundo Manuel Assunção, o objectivo é estabelecer "uma fotografia" de cada instituição, que posteriormente pode ser usada para "pensarmos sobre aquilo que estamos a fazer e também como um instrumento de gestão estratégica, que nos permitirá melhorar no futuro".
A intenção do U-Map não é produzir rankings, mas elaborar perfis com vários vectores, de acordo com parâmetros internacionais, que se visualizam em gráficos multifacetados, tendo em conta seis tópicos principais de avaliação: ensino e aprendizagem, troca de conhecimento, perfil do estudante, orientação internacional, investigação e envolvimento regional.
"A concorrência internacional no ensino superior e a crescente popularidade dos rankings têm mostrado que a diversidade do ensino superior europeu pode ser uma força potencial, mas que uma melhor compreensão dessa diversidade é necessária", explicam os promotores.
Além das instituições portuguesas, o U-Map conta com a participação das instituições de ensino superior da Estónia, Holanda e da região da Flandres (Bélgica).

(reprodução de notícia Público online, de 10.10.2011)
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[cortesia de Nuno Soares da Silva]

segunda-feira, outubro 10, 2011

"Investigadores desenvolveram novo tipo de piso que permite reduzir ruído do trânsito"

«Os estudos mais recentes têm mostrado que as estradas são uma das fontes principais de ruído nas cidades, mas a Universidade do Minho (UM) encontrou uma solução para o problema. Um grupo de investigadores está a desenvolver um novo piso, que é mais silencioso e pode ser aplicado de forma económica. A solução já foi testada em Braga e os responsáveis acreditam que pode ter um impacto positivo na qualidade de vida das zonas urbanas.
A solução proposta pelo Centro de Território Ambiente e Construção (C-TAC), do Departamento de Engenharia Civil da UM, é relativamente simples. Os pavimentos das estradas são constituídos por agregados - pequenas pedras com tamanhos variáveis - e betão asfáltico. O tamanho do agregado confere determinadas características à camada de desgaste - que está em contacto com o pneu e é a principal responsável pelo ruído provocado. O que os investigadores da UM estão a fazer é a optimizar os tamanhos dos agregados, trabalhando com materiais mais pequenos do que o habitual.
A técnica utiliza os mesmos materiais que habitualmente são usados na pavimentação das estradas. "Assim, permite ao construtor uma solução mais barata, sem ter de reformular os equipamentos utilizados", explica Elisabete Freitas, professora que coordena o estudo.
A variante Sul de Braga, que faz a ligação entre as saídas das auto-estradas e uma zona habitacional, foi o primeiro local a receber este novo tipo de piso. A rodovia atravessa uma zona densamente povoada, bem perto de urbanizações, e o ruído foi, durante vários anos, um problema apontado pelos moradores. Numa recente repavimentação, a autarquia chamou a UM para analisar o problema, tendo acabado por aceitar a colocação daquele piso ainda em fase de testes. "Tivemos óptimos resultados e um feedback muito bom das pessoas daquela zona", conta Elisabete Freitas.
O exemplo pode agora ser replicado noutras zonas do país, especialmente no acesso a grandes centros urbanos. A investigadora acredita que esta inovação "pode ter um impacto positivo na vida das zonas urbanas", ainda para mais quando os mapas do ruído apontam as estradas como a principal fonte de barulho nas cidades, especialmente no período nocturno. Para Elisabete Freitas, o piso desenvolvido pela sua equipa pode fazer especial sentido nas vias de acesso a Lisboa e ao Porto, cujo volume de tráfego e a velocidade dos automóveis é uma grande fonte de ruído.
A inovação permitiria, por exemplo, reduzir a altura das barreiras sonoras existentes, o que teria impacto positivo sobre a paisagem, argumenta. Mesmo dentro das cidades, onde se anda "muito depressa" em Portugal, considera a especialista, esta fórmula pode ter resultados positivos.
A solução tem merecido a atenção da empresa Estradas de Portugal, responsável pela maioria das estradas portuguesas, e do Laboratório Nacional de Engenharia Civil. "Esta é uma solução possível e quem está a decidir poderá decidir de acordo com o que descobrimos", salienta a investigadora. O interesse dessas entidades tem também a ver com um outro contributo desta investigação. Durante os últimos anos, a equipa esteve a estudar as características das estradas do país, das auto-estradas às nacionais, quer em áreas urbanas quer rurais. E, até agora, não existia informação relativamente às características das camadas de desgaste usadas em Portugal.
O trabalho permitiu esse mapeamento e foi o ponto de partida para uma equipa multidisciplinar de oito colaboradores, provenientes de áreas tão diversas como a Engenharia Civil, a Física e a Música. Numa segunda fase, a equipa teve ainda contributos da Psicologia, para um estudo, envolvendo 100 pessoas, dos 6 aos 85 anos, acerca das percepções do ruído rodoviário, cujas conclusões estão na base do piso entretanto desenvolvido.

Portugal é um país "relativamente ruidoso"
A primeira fase da investigação do departamento de Engenharia Civil da Universidade do Minho tratou de fazer o reconhecimento dos pisos existentes nas estradas portuguesas e do ruído provocado por cada um deles. A partir dessa análise, os especialistas concluíram que Portugal é um país "relativamente ruidoso" quando comparado com outros parceiros europeus.
"Estamos ao nível da Espanha, por exemplo, mas vamos atrás da França, Alemanha e Holanda, para quem estas questões do ruído são uma preocupação há muito tempo", explica a investigadora Elisabete Freitas.
Nesta escala, os pior classificados são os países nórdicos, por causa do clima. A neve e o gelo obrigam ao uso de correntes e pneus pitonados no Inverno, que são mais agressivos para o asfalto, o que obriga à utilização de misturas mais ruidosas, por uma questão de durabilidade. Pelo contrário, o clima de Portugal é ameno, o que, para a especialista da UM, "dá ao país condições para utilizar camadas de desgaste mais silenciosas nas estradas".»

(reprodução de notícia Público online de 10 de Outubro de 2011)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

"Conferência ´Educação: desafios para o futuro`"


«Convite
A Fundação Bracara Augusta convida V.Exa. a assistir à conferência “ Educação: desafios para o futuro”, que se realiza no dia 14 de Outubro, às 21h30, na Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva. Esta conferência está integrada no XI ciclo de conferências, anualmente organizadas pela FBA, são oradores o Prof. Doutor Joaquim Azevedo e o Prof. Doutor João Formosinho Sanches, a moderadora desta conferência é a Prof. Doutora Rosário Gambôa.

Fundação Bracara Augusta , Rua Sto António das Travessas nº 26, 4700 - 040 Braga»

(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente da entidade identificada)

domingo, outubro 09, 2011

Serviço público: "IV Encontro sobre Maus-Tratos, Negligência e Risco na Infância e na Adolescência"

«Exmos.(as) Senhores (as),
É com grande prazer e expectativa que a ASAS divulga a realização do
IV Encontro Nacional sobre Maus-Tratos, Negligência e Risco na Infância e na Adolescência
que se realizará nos dias 11 e 12 de Novembro de 2011, no Fórum da Maia.
Para conhecimento, anexamos o Programa, que cremos que é de grande interesse para todos os profissionais da área da Família e Menores.Direitos das Crianças e Jovens em Portugal, Abuso Sexual, Novos Crimes contra Crianças e Jovens, Avaliação Forense e Medicina Legal na Infância e Adolescência, Institucionalização e Adopção são algumas das temáticas em discussão, apresentadas por conceituados investigadores nacionais.
Este Encontro caracteriza-se por 2 aspectos inovadores: muitas das Comunicações são resultados de investigações, com dados que certamente irão surpreender; outras resultam de experiências e trabalhos realizados noutros países, convidando para o efeito, investigadores que provêm de Layola University at Chicago, Illinois State University, University of Southern Maine e Universidade de Montes Claros – MG Brasil.
Esperamos contar consigo naquele que acreditamos ser o Evento da área mais marcante neste final de ano.
Estamos ao dispor para qualquer informação.
Agradecemos a sua colaboração na divulgação do Programa junto da sua rede de contactos pessoais e profissionais.
Até Novembro!
A Comissão Organizadora

Associação de Solidariedade e Acção Social de Santo Tirso
Rua Dr. Carneiro Pacheco, 4584780-446 Santo Tirso
Tel: 252830830
Fax: 252830839
Endereço Electrónico Geral: asas@asassts.pt

(reprodução integral do corpo principal de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, com a proveniência identificada)

"Sobrinho Teixeira, disse na quinta-feira à Agência Lusa que o Tribunal de Contas recusou visto prévio a vários contratos"

Notícia Correio do Minho
Educação: Agência de Compras Públicas rejeita que politécnicos sejam obrigados a gastar mais:
http://www.correiodominho.pt/noticias.php?id=54643
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sexta-feira, outubro 07, 2011

" O Victory, why is your taste so bitter?"


(título de mensagem, datada de Sexta-feira, 7 de Outubro de 2011, disponível em UMinho: Novos Desafios, Novos Rumos)

quinta-feira, outubro 06, 2011

"À pública USP, seguem-se a Universidade Católica do Chile [...]"

Notícia Correio do Minho
Universidade de São Paulo é a melhor da América Latina - pesquisa:
http://www.correiodominho.pt/noticias.php?id=54510
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quarta-feira, outubro 05, 2011

"As universidades estão a sofrer cortes ´há cinco, seis anos`”

Notícia Correio do Minho
Ensino Superior: Reitores de Coimbra e do Porto rejeitam aumento de propinas e pedem mais autonomia:
http://www.correiodominho.pt/noticias.php?id=54433
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"ComUM Online - Convite para Sessão de Apresentação Pública"


«Boa tarde.
O jornal online ComUM, impulsionado por alunos de Ciências da Comunicação da Universidade do Minho, regressa, este ano letivo, com a mesma essência enquanto jornal mas uma nova força e dinamismo na prática jornalística.
Para dar a conhecer o projeto, convidamos toda a comunidade académica a assistir à sessão de apresentação pública do ComUM.
Saudações cordiais,
Tiago Dias,
Diretor do ComUM

www.comumonline.com»

(reprodução de mensagem de correio electrónico entretanto recebida, com a origem identificada)

sábado, outubro 01, 2011

Proposta de Lei nº 18/XII


(título de mensagem, datada de 30 de Setembro de 2011, disponível em UM para todos)

"Um porta-voz da UAB insistiu hoje que ´reduzir não quer dizer despedir`”

Notícia Correio do Minho
Espanha: Universidade Barcelona pode cortar 13 ME em professores e administração:
http://www.correiodominho.pt/noticias.php?id=54282
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"Investigação científica é fundamental para desenvolver o país"

«Coimbra, 29 set (Lusa) -- O reitor da Universidade de Coimbra, João Gabriel Silva, considerou hoje que a investigação científica "é fundamental" para o desenvolvimento económico de Portugal, esperando que, apesar da crise, "se tenha a clarividência de não secar a fonte".

"Espero que nestes períodos de grande privação se tenha a clarividência de não secar a fonte", disse o reitor, referindo-se às universidades e aos centros onde a investigação científica é desenvolvida.

O reitor da Universidade de Coimbra (UC) falava à Agência Lusa à margem do seminário internacional "Falhar não é opção", que a empresa Critical Software organizou na cidade com a participação de especialistas da NASA e a Agência Espacial Europeia (ESA).

Maria do Céu Sérgio»

(reprodução de notícia LUSA, de2011/09/30)
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[cortesia de Nuno Soares da Silva]

quinta-feira, setembro 29, 2011

Courage

"Any intelligent fool can make things bigger and more complex. It takes a touch of genius - and a lot of courage to move in the opposite direction."

Albert Einstein

(citação extraída de SBANC Newsletter, September 27, Issue 688 - 2011, http://www.sbaer.uca.edu)

quarta-feira, setembro 28, 2011

terça-feira, setembro 27, 2011

"Universidades públicas e politécnicos continuam a contratar professores"

«As admissões no Estado estão congeladas, mas o ensino superior contratou 254 docentes este ano.

Todos os 11 ministérios reduziram o número de funcionários no primeiro semestre de 2011, revela o Boletim do Observatório do Emprego Público (BOEP) divulgado ontem. Porém, as universidades públicas e os institutos politécnicos continuam a contratar: entre Janeiro e Junho deste ano foram admitidos 254 docentes nestas instituições.

Aliás, face ao primeiro semestre do ano passado, verificou-se um aumento de quase mil docentes nas instituições de ensino superior. Segundo o BOEP, foram contratados 274 professores universitários, ou seja, mais 2% que no primeiro semestre de 2010, e 661 docentes do ensino superior politécnico, o que representa uma subida homóloga de 7,4%. Quanto à evolução semestral, verificou-se um aumento de 732 postos de trabalho no pessoal docente nos vários níveis de ensino, embora a maioria dos quais sejam professores do básico e secundário e educadores de infância.

O congelamento de admissões entrou em vigor a 1 de Julho de 2010, com o II Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC), válido para toda a Administração Pública. Mas as universidades, apesar de na teoria estarem abrangidas pela proibição de contratar, cada reitor manteve liberdade para autorizar novas contratações, devido à autonomia financeira das instituições de ensino superior.»

(reprodução de notícia Diário Económico, de 27/09/2011)
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[cortesia de Nuno Soares da Silva]

Comentário: pelo que me toca, na qualidade de Director de um Departamento de uma Escola Universitária, o que se diz acima não é verdade, isto é, não se nos aplica, embora o número de alunos do Departamento e da Escola tenham continuado a crescer.

segunda-feira, setembro 26, 2011

"Universidade do Minho defende continuação dos programas com universidades dos EUA"

«António Cunha, reitor da Universidade do Minho, defendeu, esta segunda-feira, a continuação dos programas de parcerias com três instituições universitárias norte-americanas, propostas pelo Executivo anterior, que deverão ser avaliados pelo Ministério da Educação e Ciência até Dezembro.
"A actual conjuntura reforça a necessidade de apostar no desenvolvimento de conhecimento orientado para a produção de valor. Por isso, é minha convicção que estes programas devem ser mantidos", defendeu António Cunha, em declarações à agência Lusa.
O representante do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas para o programa MIT Portugal realçou que é "expectável o aumento dos níveis de exigência e a redução da contribuição pública para o orçamento destes programas".
Os programas de parceria entre universidades e empresas portuguesas e três instituições universitárias norte-americanas (o "Massachusetts Institute of Technology" (MIT) e as universidades de Carnegie Mellon e do Texas (em Austin) foram lançados pelo anterior governo há cerca de cinco anos, estando a renovação para além de 2012 pendente de uma decisão do Ministério da Educação e Ciência (MEC).
"O Governo anunciou um processo de avaliação baseado na utilização de agência/peritos internacionais. A confiança que temos na qualidade do trabalho realizado e do seu impacto actual e futuro leva-nos a ter uma expectativa numa decisão positiva", afirmou António Cunha, a propósito do programa MIT Portugal.
O reitor da UMinho fez um balanço "muito positivo" dos primeiros anos deste programa, destacando "o alargamento a um número mais abrangente de doutorandos portugueses, cerca de 350, da possibilidade de fazerem um doutoramento em colaboração com a melhor escola de engenharia do mundo".
António Cunha realçou, também, a "melhoria do corpo docente e das práticas de ensino e de investigação das escolas nacionais envolvidas no programa" e a "acessibilidade de empresas portuguesas a projectos de investigação envolvendo o MIT, potenciando uma maior visibilidade internacional das respectivas estratégias de inovação".
Entre os projectos de maior qualidade e impacto desenvolvidos ao abrigo do programa, o reitor nomeou os casos do "Green Islands" (desenvolvimento de soluções integradas de auto-sustentabilidade energética em comunidades insulares), "Smart Interiors" (utilização de materiais e soluções inteligentes em interiores de automóveis) e a utilização de células estaminais no combate a doenças cancerígenas.»

(reprodução de artigo Jornal de Notícias online, de 26 de Setembro de 2011)
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[cortesia de Nuno Soares da Silva)

sábado, setembro 24, 2011

"Sindicato do Ensino Superior mantém esperança em acção colectiva contra cortes nos salários"

«O Sindicato Nacional do Ensino Superior (SNESup) espera que a acção que interpôs no Tribunal Administrativo contra os cortes nos salários públicos não seja afectada pela posição do Tribunal Constitucional (TC).
O TC considerou sexta-feira constitucionais as reduções de vencimentos dos funcionários públicos aplicadas este ano.
Em comunicado hoje divulgado, o SNESup julga que a maioria das acções colocadas por vários sectores nos tribunais administrativos deverá agora cair, com excepção para a que foi promovida por este sindicato.
O sindicato recorda que, na acção que interpôs, invocou a “inexistência de negociação colectiva” em relação às carreiras docente universitária, de pessoa docente do politécnico e de investigação.
Refere também que, além da inconstitucionalidade dos cortes, foi invocada a ilegalidade por violação da Lei de Enquadramento Orçamental.
O SNESup afirma ter sempre estado à espera de “uma feroz oposição do Estado” às acções interpostas, mas lamenta os entraves por parte de algumas instituições universitárias.
Em causa o facto de algumas universidades e politécnicos terem chegado a alegar que o SNESup não teria legitimidade para interpor as acções por não ter feito prova de ter associados nalgumas dessas instituições.
“Não podemos deixar de ficar desiludidos pela forma como tentam entravar o nosso trabalho em prol dos interesses de todos”, lamenta o sindicato do ensino superior.»

(reprodução de notícia Público online, de 24.09.2011)
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[cortesia de Nuno Soares da Silva]