Fórum de Discussão: o retorno a uma utopia realizável - a Universidade do Minho como projecto aberto, participado, ao serviço do engrandecimento dos seus agentes e do desenvolvimento da sua região

segunda-feira, setembro 26, 2011

"Universidade do Minho defende continuação dos programas com universidades dos EUA"

«António Cunha, reitor da Universidade do Minho, defendeu, esta segunda-feira, a continuação dos programas de parcerias com três instituições universitárias norte-americanas, propostas pelo Executivo anterior, que deverão ser avaliados pelo Ministério da Educação e Ciência até Dezembro.
"A actual conjuntura reforça a necessidade de apostar no desenvolvimento de conhecimento orientado para a produção de valor. Por isso, é minha convicção que estes programas devem ser mantidos", defendeu António Cunha, em declarações à agência Lusa.
O representante do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas para o programa MIT Portugal realçou que é "expectável o aumento dos níveis de exigência e a redução da contribuição pública para o orçamento destes programas".
Os programas de parceria entre universidades e empresas portuguesas e três instituições universitárias norte-americanas (o "Massachusetts Institute of Technology" (MIT) e as universidades de Carnegie Mellon e do Texas (em Austin) foram lançados pelo anterior governo há cerca de cinco anos, estando a renovação para além de 2012 pendente de uma decisão do Ministério da Educação e Ciência (MEC).
"O Governo anunciou um processo de avaliação baseado na utilização de agência/peritos internacionais. A confiança que temos na qualidade do trabalho realizado e do seu impacto actual e futuro leva-nos a ter uma expectativa numa decisão positiva", afirmou António Cunha, a propósito do programa MIT Portugal.
O reitor da UMinho fez um balanço "muito positivo" dos primeiros anos deste programa, destacando "o alargamento a um número mais abrangente de doutorandos portugueses, cerca de 350, da possibilidade de fazerem um doutoramento em colaboração com a melhor escola de engenharia do mundo".
António Cunha realçou, também, a "melhoria do corpo docente e das práticas de ensino e de investigação das escolas nacionais envolvidas no programa" e a "acessibilidade de empresas portuguesas a projectos de investigação envolvendo o MIT, potenciando uma maior visibilidade internacional das respectivas estratégias de inovação".
Entre os projectos de maior qualidade e impacto desenvolvidos ao abrigo do programa, o reitor nomeou os casos do "Green Islands" (desenvolvimento de soluções integradas de auto-sustentabilidade energética em comunidades insulares), "Smart Interiors" (utilização de materiais e soluções inteligentes em interiores de automóveis) e a utilização de células estaminais no combate a doenças cancerígenas.»

(reprodução de artigo Jornal de Notícias online, de 26 de Setembro de 2011)
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[cortesia de Nuno Soares da Silva)

sábado, setembro 24, 2011

"Sindicato do Ensino Superior mantém esperança em acção colectiva contra cortes nos salários"

«O Sindicato Nacional do Ensino Superior (SNESup) espera que a acção que interpôs no Tribunal Administrativo contra os cortes nos salários públicos não seja afectada pela posição do Tribunal Constitucional (TC).
O TC considerou sexta-feira constitucionais as reduções de vencimentos dos funcionários públicos aplicadas este ano.
Em comunicado hoje divulgado, o SNESup julga que a maioria das acções colocadas por vários sectores nos tribunais administrativos deverá agora cair, com excepção para a que foi promovida por este sindicato.
O sindicato recorda que, na acção que interpôs, invocou a “inexistência de negociação colectiva” em relação às carreiras docente universitária, de pessoa docente do politécnico e de investigação.
Refere também que, além da inconstitucionalidade dos cortes, foi invocada a ilegalidade por violação da Lei de Enquadramento Orçamental.
O SNESup afirma ter sempre estado à espera de “uma feroz oposição do Estado” às acções interpostas, mas lamenta os entraves por parte de algumas instituições universitárias.
Em causa o facto de algumas universidades e politécnicos terem chegado a alegar que o SNESup não teria legitimidade para interpor as acções por não ter feito prova de ter associados nalgumas dessas instituições.
“Não podemos deixar de ficar desiludidos pela forma como tentam entravar o nosso trabalho em prol dos interesses de todos”, lamenta o sindicato do ensino superior.»

(reprodução de notícia Público online, de 24.09.2011)
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[cortesia de Nuno Soares da Silva]

Mudando de assunto: homem-estátua (Barcelona)

quinta-feira, setembro 22, 2011

A leader and a follower

"Innovation distinguishes between a leader and a follower."

Steve Jobs

(citação extraída de SBANC Newsletter, September 20, Issue 687 - 2011, http://www.sbaer.uca.edu)

terça-feira, setembro 20, 2011

"A educación non é un gasto, é investimento. Non aos recortes"

Notícia Galicia Hoxe
Miles de profesores maniféstanse en Madrid contra os recortes en educación:
http://www.galiciahoxe.com/vivir-hoxe-galicia/gh/miles-de-profesores-manifestanse-en-madrid-contra-os-recortes-en-educacion/idEdicion-2011-09-20/idNoticia-701613/

Curiosidade dos tempos que correm, algures, na Ásia

Video YouTube
Professores milionários na Coreia do Sul:
http://www.youtube.com/watch?v=knEjFn86gks

Comentário
(de Fernando Torgal)
: infelizmente por cá a nossa juventude é mais "Morangos com Açucar", vida nocturna e festivais do Sudoeste

segunda-feira, setembro 19, 2011

Crónicas do quotidiano: ecos de um passado infeliz, ainda demasiado próximo para que o tenhamos podido olvidar

«Fico sem perceber como se chegou aqui, isto é, como foi permitido que o órgão estivesse a funcionar no quadro de tamanha irregularidade.
Sinceramente, nunca imaginei que as coisas tivessem chegado a este ponto. Depois de confrontado com estas peripécias, surpreende-me menos que haja quem ainda se movimente na sombra para tentar preservar o que for possível do anterior "establishement".»

J. Cadima Ribeiro

Acesso ao ensino superior 2011, 1ª fase

Notícia Público
Resultados da primeira fase do concurso de acesso ao ensino superior:
http://static.publico.pt/docs/educacao/sup2011/
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domingo, setembro 18, 2011

"Dos 1152 cursos abertos a candidatura, 574 ficaram com todas as vagas preenchidas"

Notícia Correio do Minho
Ensino Superior: Metade dos cursos com todas as vagas preenchidas:
http://www.correiodominho.pt/noticias.php?id=53656
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Facultat d`Economia i Empresa (Universitat de Barcelona)


quinta-feira, setembro 15, 2011

“Application of convergence theories and new economic geography in Portugal. Differences and similarities”

“The aim of this paper is to present a further contribution, with panel data, to the analysis of absolute convergence, associated with the neoclassical theory, and conditional, associated with endogenous growth theory, of the sectoral productivity at regional level (NUTs III, from 1995 to 1999). They are also presented empirical evidence of conditional convergence of productivity, for each of the economic sectors of the NUTS II of Portugal, from 1995 to 1999. The structural variables used in the analysis of conditional convergence is the ratio of capital/output, the flow of goods/output and location ratio. With this work we try, also, to analyse the agglomeration process in the Portuguese regions, using the New Economic Geography models.”

Martinho, Vítor João Pereira Domingues

Date: 2011
Keywords: convergence; new economic geography; Portuguese regions

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

quarta-feira, setembro 14, 2011

Advice

"Advice is what we ask for when we already know the answer but wish we didn't."

Erica Jong

(How to Save Your Own Life, 1977)

(citação extraída de SBANC Newsletter, September 13, Issue 686 - 2011, http://www.sbaer.uca.edu)

terça-feira, setembro 13, 2011

O reitor da Universidade de Coimbra (UC) afirmou hoje que a dotação financeira do Orçamento do Estado [...] ´não vai dar para tudo`"

«O reitor da Universidade de Coimbra (UC) afirmou hoje que a dotação financeira do Orçamento do Estado, reduzida em sete milhões de euros, "não vai dar para tudo", mas espera que não sejam afectados o ensino e a investigação.
O reitor da Universidade de Coimbra afirma que o estabelecimento vai procurar "manter a funcionar o que é central" Universidade de Coimbra vai tentar aguentar corte orçamental

João Gabriel Silva, que hoje participa em Lisboa numa reunião extraordinária do CRUP (Conselho de Reitores das Universidades Portugueses) para analisar as reduções orçamentais, disse à agência Lusa que a UC vai procurar "manter a funcionar o que é central".
"Vamos fazer todos os esforços possíveis para manter a actividade, em condições mais difíceis, mas sem perder qualidade nem reduzir a exigência", sublinhou.O reitor da Universidade de Coimbra diz esperar que "o Governo não confunda o esforço para manter a qualidade com a existência das suas famosíssimas gorduras".
"É a última coisa que poremos em causa", sublinhou o responsável, frisando que a sua instituição irá preservar a sua "imagem de exigência e de qualidade".João Gabriel Silva disse à agência Lusa que a sua instituição salvaguardará "o que é central", o ensino e a investigação, e que dentro dessa perspectiva não está equacionado o encerramento de cursos.
Diz que há actividades que a Universidade de Coimbra desenvolve e que não vai haver dinheiro para elas, e cita como exemplo o Estádio Universitário, em que será necessário que os utentes paguem para fruir das instalações.
O investimento também "vai sofrer imenso", mas ressalva que isso "só se pode aguentar algum tempo" e que há o risco de se comprometer o futuro, e o próprio desenvolvimento do país.»

(reprodução de notícia Dinheiro Vivo (Diário de Notícias), de 12/09/2011)
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[cortesia de Nuno Soares da Silva]

"Universidades vão ter um corte no orçamento real de 13% face a 2005"

«Segundo os reitores, as universidades vão receber menos 99 milhões de euros.
As universidades vão sofrer um corte de 13% (cerca de 99 milhões de euros) no seu orçamento real, em relação a 2005. Um corte que segundo os reitores - tal como avançou ontem o Diário Económico - deixa as universidades públicas "no absoluto limite das suas capacidades para manter o seu normal funcionamento" durante o ano de 2012, lê-se em comunicado enviado pelo Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), depois de ter reunido durante a tarde de ontem.
Segundo os dados divulgados pelo CRUP, o orçamento deste ano, em valores absolutos, é inferior em mais de dois milhões de euros. No entanto, a diferença de verbas é agravada em 11 pontos percentuais no que diz respeito ao orçamento real das instituições públicas, ou seja, incluindo a actualização salarial, as contribuições para a Caixa Geral de Aposentações (CGA) e o corte da dotação do Orçamento de Estado (OE). Assim, em 2005 as universidades receberam do Estado cerca de 746 milhões de euros e este ano, com o corte orçamental de 8,5%, com os descontos de 15% para a CGA, as cativações de 2,5% previstas no OE e a actualização salarial de cerca de 8% as universidades vão receber cerca de 647 milhões de euros.
Medidas que os reitores acusam de terem sido "impostas desde 2007" pelo Governo e que "determinaram um agravamento de custos relativamente aos quais as universidades não tiveram qualquer capacidade de intervenção", lê-se no documento.
As universidades dizem ter vindo a fazer um "esforço" que se acentuou "com particular evidência nos últimos anos". Por isso, o Conselho de Reitores, chefiado por António Rendas, sublinha "a importância do OE 2012 não penalizar adicionalmente as universidades com cativações de receitas próprias ou reservas de risco". Como avançou o Diário Económico, os reitores alertam, ainda, para a necessidade de serem "estudadas possibilidades de utilização dos seus saldos (os resultados transitados) para fazer face a despesas específicas". Além disso, os responsáveis pelas universidades públicas insistem que "integram um sector que não se encontra referenciado no acordo entre o Estado e a troika".»

(reprodução de notícia Diário Económico online, de 13/09/11)
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[cortesia de Nuno Soares da Silva)

domingo, setembro 11, 2011

Conferência do Ensino Superior e Investigação

«A Conferência Nacional do Ensino Superior e Investigação, iniciativa da FENPROF, decorrerá a 4 e 5 de Novembro, em Lisboa.

Financiamento, Fundações, Avaliação do Desempenho, Carreiras, Concursos e Estabilidade, Progressão e Valorização profissional, bem como as questões da Organização Sindical nos locais de trabalho e de Coordenação da Acção, estarão em debate na Conferência. Os docentes de todo o país poderão fazer-se ouvir apresentando propostas sobre os temas.

Consulta aqui o Regulamento da Conferência Nacional.

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[cortesia de Nuno Soares da Silva]

sábado, setembro 10, 2011

"REITORES CONTESTAM CORTES NO SUPERIOR"

«Além da redução global de 11% no orçamento, a cativação de verbas próprias pelas Finanças é a medida mais contestada
Segundo a edição impressa de hoje do Semanário Sol, os Reitores das universidades e presidentes dos politécnicos estão à beira de um ataque de nervos.
Com menos 11% para gerir as instituições de ensino superior, garantem não ter mais margens para cortes e vão pressionar o Governo para recuar na intenção de os obrigar fazer um reserva no valor de 2,5 das despesas de salários e aquisições de bens e serviços.
O problema será tão grave, diz a notícia, que António Nóvoa, reitor da Clássica de Lisboa, já reuniu o conselho geral, tendo colocado em cima da mesa a possibilidade de pedir ao Governo uma comissão administrativa para gerir estes cortes.
Diversos responsáveis de instituições de ensino superior já se terão pronunciado sobre o assunto, referindo-se que o presidente do Politécnico de Coimbra estava disposto até a fechar Escola de Oliveira do Hospital, o que não conseguiu porque o ministro Nuno Crato não aceitou o encerramento.
O Sol noticia ainda que todos acham que para alcançar o nível de poupança exigido pelo Governo vai ser preciso uma verdadeira revolução no sector, com a reorganização da rede (com fusões e extinções) e mais mecanismos de autonomia e gestão.
Para já, os responsáveis estão a analisar os contratos a prazo e é certo que a maioria não será renovada. Mas mesmo isso pode não chegar para cumprir os cortes.
O ministro da Educação e Ciência terá adiantado ao SOL que “tem tido contactos permanentes com reitores e presidentes de politécnicos”, recordando ainda a vontade de avançar com a reorganização da rede do ensino superior.»

(Notícia ??? - ver notícia da edição impressa do jornal SOL, de 9 de Setembro de 2011)
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[Cortesia de Nuno Soares da Silva]

sexta-feira, setembro 09, 2011

Leaders

“Leaders must be close enough to relate to others, but far enough ahead to motivate them."

John C. Maxwell

(citação extraída de SBANC Newsletter, September 6, Issue 685 - 2011, http://www.sbaer.uca.edu)

quinta-feira, setembro 08, 2011

Comunicado do CRUP: "existência de graves constrangimentos na elaboração dos orçamentos das Universidades para 2012"

Comunicado CRUP
A situação orçamental de Portugal e as Universidades públicas:
http://www.crup.pt/index.php?s=1&n=25
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(cortesia de Nuno Soares da Silva)

Comunicado do SPN: "Cortes no financiamento do Ensino Superior"

«Em causa estão o emprego, a estabilidade profissional dos docentes e a qualidade do Ensino Superior
Não sendo ainda completamente conhecido o quadro orçamental para 2012, os anunciados cortes no orçamento do Ensino Superior - 8,5% a que se somam mais 2.5% de cativação - são incomportáveis para a generalidade das instituições.
Depois de uma década de constante diminuição do financiamento, apenas interrompida no ano de 2010, com o estabelecimento dos contratos de confiança, as Universidades e os Institutos Politécnicos não estão em condições de aguentar mais este golpe e cumprir com um mínimo de qualidade as suas missões de ensino e de investigação científica e tecnológica.
A concretizar-se, este corte terá como consequências, entre outras:
· O despedimento de docentes, convidados ou com outros vínculos precários, essenciais ao funcionamento de muitos cursos e à ligação do Ensino Superior a muitas realidades profissionais;
· Dificultar o acesso à formação e à concretização dos patamares de estabilidade dos docentes, consagrados legalmente nos estatutos de carreira, particularmente no Ensino Superior Politécnico;
· A não contratação de jovens doutorados, acentuando o envelhecimento dos corpos docentes e de investigação, e desbaratando o investimento efectuado pelo país na formação avançada de muitos jovens;
· O não cumprimento das proporções fixadas nas carreiras docentes quanto ao nº de professores das categorias mais elevadas, com efeitos na acreditação dos cursos, na motivação dos docentes para a aquisição de melhores qualificações e na internacionalização da actividade;
· A diminuição da qualidade do ensino, com o aumento de alunos por turma, a degradação de equipamentos didácticos e laboratoriais e a sobrecarga do trabalho dos actuais docentes;
· O encerramento de cursos de pós-graduação;
· A diminuição dos apoios sociais aos estudantes e o aumento dos encargos das famílias com o ensino superior;
· O atraso nos programas de qualificação incluídos nos chamados contratos de confiança assinados entre os representantes das instituições e o anterior governo;
· A impossibilidade de cumprir as metas europeias de diplomados, na faixa etária dos 30 aos 35 anos;
· O desaproveitamento das potencialidades do sector do ensino superior e investigação para encontrar soluções para uma crise de que as instituições e os seus profissionais não são responsáveis, contrariando inclusivamente a sugestão da própria Comissão Europeia que define este como um sector onde não deveria haver cortes.

Com o objectivo de recolher informações e cruzar opiniões, sugestões e preocupações sobre esta matéria de importância vital para o presente e futuro do ensino superior em Portugal, a FENPROF solicitou ontem reuniões de urgência ao Ministro da Educação e Ciência e aos Presidentes do Conselho de Reitores (CRUP) e do Conselho Coordenador dos Institutos Politécnicos (CCISP).
A FENPROF alerta todos os colegas docentes e investigadores do Ensino Superior para que estejam atentos ao evoluir da situação e que procurem dar o seu contributo na defesa das instituições onde trabalham e do ensino superior em Portugal.
O Secretariado Nacional
Serviço de Apoio ao Departamento de Ensino Superior do SPN
Tel.: 22 60 70 554 / 00
Fax: 22 60 70 595 / 6»

(reprodução de mensagem que me caiu ontem na caixa de correio electrónico, proveniente da entidade identificada)

quarta-feira, setembro 07, 2011

"Universidade dos Açores terá corte de 1,3 milhões de euros"

«A Universidade dos Açores vai sofrer um corte de cerca 1,3 milhões de euros no orçamento para 2012, condição que obrigará à realização de esforços adicionais no sentido de não haver necessidade de recorrer ao despedimento de pessoal.
"Vamos fazer os possíveis para o pessoal não ser afectado. Teremos que arranjar uma série de medidas para racionalizar e diminuir os custos", afirmou o reitor Jorge Medeiros, admitindo que a redução dos gastos incidirá especialmente nas "despesas de funcionamento, como água, energia ou vigilância".
De acordo com o reitor da Universidade dos Açores, a instituição espera um corte de 9,25 por cento no orçamento para 2012, o que representa uma verba de 1,3 milhões de euros. No entanto, a situação ainda possa ser alterada na sequência da reunião do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas agendada para amanhã.
"O corte no orçamento da universidade vai trazer-nos alguns problemas financeiros", frisou Jorge Medeiros.
Apesar destas dificuldades, o reitor salientou que a Universidade dos Açores não vai aumentar as propinas dos alunos, procedendo apenas a "um ajustamento conforme a inflação". Para já, foi decidido que "os alunos podem pagar a propina em 10 prestações ao longo do ano", afirmou.»

(reprodução de notícia Correio da Manhã, de 6 de Setembro de 2011)
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[cortesia de Nuno Soares da Silva]

"Reitores das Universidades temem ´graves situações de desequilíbrio orçamental`"

«Plenário analisou perspectivas para 2012
O Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), reunido em plenário ontem e hoje, considera que mais cortes nos orçamentos podem significar perda de qualidade
Num debate intitulado "A situação orçamental de Portugal e as universidades públicas", o plenário do CRUP "registou a existência de graves constrangimentos na elaboração dos orçamentos das universidades para 2012, que serão muito difíceis de ultrapassar e que anunciam graves situações de desequilíbrio orçamental para o próximo ano".
No comunicado enviado hoje, o CRUP reitera "o seu empenho em contribuir para a contenção orçamental e equilíbrio das finanças públicas, em linha com a prática das suas Universidades ao longo dos últimos anos".
Contudo, nota o documento assinado pelo presidente do CRUP e reitor da Universidade Nova de Lisboa, António Rendas, para que a qualidade do ensino universitário não seja posta em causa é necessário"no quadro de autonomia universitária e tendo presente a exigência e o rigor colocados na gestão das universidades nos últimos anos, serem mantidos os instrumentos de gestão que têm garantido o desempenho equilibrado dos respectivos orçamentos".
O CRUP manifesta, desta forma, a sua "total disponibilidade para estudar com o Governo a implementação de novos instrumentos de gestão e instrumentos de política que permitam reagir ao novo enquadramento económico-financeiro do país e aos desafios do aumento dos níveis educacionais da sociedade portuguesa".
O comunicado enumera ainda os principais contributos das universidades para o desenvolvimento e para o prestígio do país, nomeadamente a crescente integração da actividade universitária e a actividade científica e de inovação com o tecido económico-produtivo e com transferência de conhecimento para a sociedade, as parcerias académicas e científicas internacionais de prestígio e o posicionamento de Portugal acima dos indicadores médios europeus em termos de ciência e tecnologia (em 2010 o Eurostat identificou Portugal como um dos três países com maior crescimento científico), entre outras.
Por fim, relembra ainda a "melhoria global do desempenho do sistema", constatando que o número de diplomados cresceu 16% entre 2005-2010, o número de diplomados em ciência e tecnologia aumentou em 1,5%, acima da média europeia e que, em 2010, efectuaram-se 1600 novos doutoramentos, sendo cerca de metade na área de ciência e tecnologia. Argumentos que o CRUP gostaria que fossem considerados na preparação do orçamento de 2012.

(reprodução de notícia Público, de 07.09.2011)
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[cortesia de Nuno Soares da Silva]

terça-feira, setembro 06, 2011

"Universidades com estatuto de fundação voltam ao perímetro do Orçamento"

«Maioria das instituições com poucas receitas próprias
As três fundações públicas universitárias voltaram a ser integradas no perímetro do Orçamento do Estado OE ficando assim sujeitas às regras de elaboração aprovação execução e controlo do Orçamento.
A circular da Direcção Geral do Orçamento DGO com as instruções para a preparação do orçamento de 2012 procede à reclassificação de um conjunto de entidades públicas de várias áreas e entre elas estão a Fundação Instituto Superior das Ciências do Trabalho e da Empresa Instituto Universitário de Lisboa a Universidade de Aveiro Fundação Pública e a Universidade do Porto Fundação Pública.
Em declarações ao PÚBLICO Luís Reto reitor do ISCTE revelou que os responsáveis das três universidades estão a estudar o assunto admitindo que ainda não sabem bem o impacto desta decisão Ainda ninguém nos disse o que implicava afirmou o responsável desta instituição com siderando porém que não está em causa a perda de autonomia Nós nunca demos problemas às finanças antes pelo contrário. Não temos défices e somos contribuintes líquidos acrescentou.
O PÚBLICO tentou ouvir também os reitores das universidades do Porto e do Minho esta última também manifestou interesse em passar a fundação mas sem sucesso.
O peso das receitas próprias.
A passagem a fundação está prevista no novo Regime Jurídico das Instituições do Ensino Superior RJIES aprovado pelo anterior ministro Mariano Gago. Mas nem todas as instituições têm capacidade financeira para no fazer mesmo que queiram pois um dos requisitos é terem mais de 50 por cento de receitas próprias em relação ao total do seu orçamento. Até agora só as três acima referidas têm este estatuto. A Universidade do Minho também já deu entrada com o pedido mas o processo ainda está pendente no Ministério da Educação.
A grande maioria das instituições do ensino superior continua muito dependente das transferências do OE e é por isso que os cortes dos últimos anos e os já anunciados para o próximo estão a deixar muito preocupados os seus responsáveis.
Mas além da redução nas transferências as instituições têm sido confrontadas com cativações de verbas provenientes de receitas próprias por parte do Ministério das Finanças. Em Abril deste ano o Conselho Geral da Universidade de Lisboa chegou a emitir uma deliberação onde alertava para o facto de os cortes orçamentais e as cativações adicionais que a DGO estava a aplicar sobre as receitas nomeadamente das propinas pagas pelos estudantes irem provocar uma situação de ingovernabilidade da instituição.
No ano passado vários reitores garantiam que já não tinham onde cortar mais e que as transferências do Estado já só davam para pagar os salários dos professores e pessoal não docente. O peso das despesas com pessoal é enorme chegando nalguns casos a atingir mesmo os 90 por cento dos custos totais. Daí a importância das receitas próprias destas instituições para poderem equilibrar os seus orçamentos. Essas receitas vêm sobretudo do dinheiro das propinas pagas pelo alunos dos contratos de investigação e da elaboração de estudos.
Em Janeiro de 2010 o anterior Governo assinou um Contrato de Confiança com as universidades e politécnicos. Objectivo formar mais de 100 mil diplomados até 2014. Em troca dá mais 100 milhões de euros.
Mas os primeiros dados ainda provisórios indicam que o número de novas inscrições nas instituições está abaixo da meta fixada e alguns reitores manifestaram já o seu receio de que os envelopes financeiros sejam revistos em baixa.

(reprodução de notícia Público, de 03-09-2011)
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[cortesia de Nuno Soares da Silva]

segunda-feira, setembro 05, 2011

sábado, setembro 03, 2011

"Salários e progressões no Estado congelados até 2013"

«Ministro das Finanças diz que em 2012 será necessário um "esforço adicional". Salários e progressões no Estado serão congelados até 2013.
O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, anunciou, em conferência de imprensa, que os salários e as progressões no Estado vão ser congeladas até 2013.
A meta da redução dos trabalhadores de 3,6% este ano vai falhar,uma vez que no primeiro semestre foi só de 1%.
O ministro das Finanças sublinhou que em 2012 será necessário um "esforço adicional", com ajustamentos por via dos impostos, que passam pela revisão dos benefícios fiscais em sede de IRS e IRC.
A taxa adicional no último escalão de IRS será de 2,5%, enquanto a taxa liberatória nas mais-valias mobiliárias em IRS passa de 20% para 21%.
A economia portuguesa vai começar a crescer a partir de 2013 e o desemprego a diminuir. A dívida pública atingirá um máximo em 2013, diminuindo em 2015.»

(reprodução de notícia Expresso online, de 31 de Agosto de 2011)
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[cortesia de Nuno Soares da Silva]

quinta-feira, setembro 01, 2011

"Crato tira 95 milhões às universidades"

<Em 2012, universidades e politécnicos terão menos 8,5% no orçamento.

As universidades portuguesas vão ter menos 66 milhões de euros e os politécnicos menos 29 milhões de euros, em 2012. A informação foi comunicada pelo Ministério da Educação ao Conselho Permanente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas e confirmada ao Diário Económico por Fernanda Matias, vice-reitora da Universidade de Coimbra.

No total, são menos 95 milhões de euros no orçamento destinado às instituições do Ensino Superior, o que significa um corte de 8,5%. A Universidade de Lisboa terá um "corte de 8,46%, e de 2,5% na cativação, o que dá cerca de 11%", revela o vice-reitor da instituição, António Vasconcelos Tavares.

Esta situação é "uniforme" entre as universidades e politécnicos nacionais, garante ainda o vice-reitor. A universidade está agora, no Conselho Geral e nas suas unidades orgânicas, a analisar que medidas tomar em relação a este corte.>

(reproduçäo integral de notícia Diário Económico, de 31 de Agosto de 2011)
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[cortesia de Nuno Soares da Silva]

segunda-feira, agosto 29, 2011

"10 estrategias para matar la motivación de tu alumnado"

"Para pensar"

(título de mensagem, datada de 29 de Agosto de 2011, disponível em Que universidade?)

domingo, agosto 28, 2011

"Juventude Inquieta. O que querem os miúdos para saírem tanto à rua?"

«Começam com pequenos protestos e são ampliados pelas redes sociais. A revolta das novas gerações está baseada em temas antigos mas conta com novas armas. Entre o desemprego espanhol e o acesso à educação no Chile, um resumo do que leva os jovens à rua e daí às capas dos jornais

Portugal à rasca

O movimento de protesto dos jovens portugueses ganhou relevância na imprensa internacional depois da manifestação de 12 de Março, convocada pelo Facebook, que juntou quase 200 mil pessoas na Avenida da Liberdade em Lisboa. A que ficou conhecida como Geração à Rasca pede melhorias no mercado de trabalho, principalmente para jovens qualificados. Entre as causas do descontentamento está a falta de emprego e a precariedade dos que trabalham a recibos verdes.

A próxima manifestação está marcada para 15 de Outubro.

A educação no Chile

A juventude chilena quer mais participação do Estado nas universidades e o fim dos lucros no sector do ensino.

Os estudantes ocuparam já mais de 100 escolas e universidades. Na quinta-feira juntaram-se a uma greve geral de 48 horas e um adolescente morreu em confrontos entre manifestantes e a polícia. As autoridades chilenas detiveram em dois dias mais de 1300 pessoas. Ao contrário do que acontece com os jovens revoltados noutras partes do mundo, estes têm líder. Chama-se Camila Vallejo, tem 23 anos e está sob protecção policial devido às ameaças de morte que recebe. É presidente da Federação de Estudantes da Universidade do Chile e militante das Juventudes Comunistas do Chile. Segundo uma sondagem de Agosto, mais de 70% dos chilenos está de acordo com as manifestações que os estudantes têm levado a cabo e 68% aprovam o contributo de Camila Vallejo para a luta estudantil, que consideram “muito positivo”.

O acordar na China

As agências noticiosas não conseguem quantificar a intensidade dos protestos na China, mas garantem que estão a aumentar. À CNN, Patrick Choyanec, analista político de Universidade de Tsinghua (Pequim), disse que “por causa da Primavera Árabe e da insegurança económica” o governo tem respondido aos protestos com forte repressão, mesmo que sejam de natureza local”. Desde o início do ano que Hu Jintao pede mais controlo sobre a internet para não “prejudicar a harmonia e a estabilidade da sociedade”.

Indignação espanhola

A manifestação de Março em Portugal inspirou aos jovens espanhóis a criação do movimento Democracia Real já. Começou a 15 de Maio em 58 cidades espanholas, cujas praças foram ocupadas por acampamentos de jovens, algumas delas semanas a fio. Os também chamados Indignados, devido ao livro de Stéphane Hessel, conseguiram que o Prémio Nobel da Economia Joseph Stiglitz lhes desse um incentivo quando passou por Madrid, a 25 de Julho. Entre as preocupações da juventude espanhola destaca-se a taxa de desemprego do país, a mais alta da UE.

Preço da casa em Israel

O maior protesto de sempre na história de Israel aconteceu dia 6 de Agosto deste ano, com 200 mil manifestantes em Telavive e mais de 30 mil em Jerusalém. Slogans? “O governo abandonou o povo” e “uma geração inteira pede um futuro”. Os israelitas estão indignados com o aumento do custo de vida, que dizem não conseguir suportar. Tudo terá começado numa campanha no Facebook, em Junho, contra o aumento do preço do queijo. No mesmo mês, uma vila de tendas foi montada no centro de Telavive, em protesto contra o aumento do preço da habitação no país.

A primavera árabe

A revolta no mundo árabe começou na Tunísia no final de 2010. Mohamed Bouazizi, um jovem de 26 anos, imolou-se na rua em protesto contra os maus tratos policiais. O seu gesto deu início a um movimento que conseguiu destronar o presidente Ben Ali, no poder há 23 anos, em pouco mais de um mês. A Revolução de Jasmim, como foi chamada, inspirou uma série de revoltas que se estendeu ao Egipto, à Líbia, ao Iémen, etc. Neste caso, os jovens protestam contra regimes ditatoriais ou autocráticos, onde o compadrio prevalece. Entre os resultados está a queda de Mubarak, no Egipto, e a de Kadhafi, na Líbia, e uma série de reformas anunciadas por outros governos.

Londres em chamas

Chamaram-lhe uma bomba que teria de rebentar a qualquer momento. Uma marcha de protesto até à esquadra de Tottenham pela morte de um jovem, Mark Duggan, às mãos da polícia, transformou-se num motim quando chegaram ao local vários jovens armados. O rastilho percorreu Londres e daí seguiu para outras cidades do país. Entre pilhagens e incêndios, muitas vezes desencadeados por menores, são calculados prejuízos de 200 milhões de libras em apenas quatro dias. A violência resultou em cinco mortos e mais de 200 feridos (186 polícias). Embora não tivessem reivindicações políticas explícitas, muitos foram os que associaram os incidentes a um número recorde de jovens desempregados.

A corrupção na Índia

O início das manifestações na Índia, na última semana, deve-se a Anna Hazare, um conhecido activista que está há dez dias em greve de fome para exigir uma lei para combater a corrupção. A detenção de Hazare desencadeou protestos convocados através das redes sociais. A imprensa indiana fala de adolescentes que trocaram serões em pubs por vigílias por Hazare. Milhares de estudantes faltam às aulas nas universidades de Mumbai e Nova Deli pelo mesmo motivo. Em entrevista ao “Hidustan Times”, um aluno do Instituto de Tecnologias em Dwarka defendia-se: “Lidamos com a corrupção todos os dias, na estrada, na faculdade. Isto é a nossa hipótese de mudar. Aconteceu no Egipto, porque não aqui?”

A tragédia grega

Os protestos gregos começaram a 5 de Maio de 2010 e nunca mais pararam. Nesse dia, escolas, hospitais e lojas fecharam e três pessoas morreram em confrontos com a polícia. Na altura, os manifestantes revoltavam-se contra as medidas de austeridade anunciadas pelo governo helénico. Já depois disso, o Estado grego foi obrigado a pedir um resgate financeiro à UE e ao Fundo Monetário Internacional. Desde então, os jovens gregos têm acrescentado vários itens à sua lista de contestação – desemprego, cortes salariais, precariedade laboral e perda de soberania devido ao cumprimento das medidas impostas pelo empréstimo – 95% dos gregos concorda com os movimentos estudantis.»

(reprodução de artigo Jornal i, informação online, de 27 de Agosto de 2011)
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[cortesia de Nuno Soares da Silva]

sábado, agosto 27, 2011

Por esta altura, há 2 anos

«Domingo, Agosto 30, 2009

"Apenas pelo pelo seu valor facial"

Mmmmmmm....

(título de mensagem, datada de Quinta-feira, 27 de Agosto de 2009, disponível em Polikê?

quinta-feira, agosto 25, 2011

Notícias gagas, ainda: "Mariano Gago recebe subsídio que garante não ter pedido"

«Ministério das Finanças vai pagar €60 mil para que o ex-ministro volte à vida universitária. Mariano Gago nega tudo.

A Direção-Geral do Orçamento (DGO) negou a atribuição de uma subvenção vitalícia ao ex-ministro da Ciência, Mariano Gago alegando "não ter completado o lapso de tempo legalmente necessário para o efeito". Recordista absoluto de permanência no Governo - com perto de 5 mil dias em funções em vários executivos socialistas - viu 'chumbado' o acesso ao subsídio vital atribuído já a políticos como Cavaco Silva, Ferreira Leite, Santana Lopes ou Almeida Santos. Em alternativa, a DGO concedeu ao ex-ministro um subsídio de reintegração na vida ativa, no valor de perto de €60 mil. Gago, que é professor catedrático do Instituto Superior Técnico nega "totalmente" esta informação, garantindo "não ter requerido subsídio nenhum".

"É uma provocação política", disse Mariano Gago ao Expresso, quando confrontado com a informação obtida na DGO. A posição das Finanças é, porém, clara. "Foi objeto de apreciação no âmbito da DGO um pedido formulado pelo senhor Professor Doutor José Mariano Rebelo Pires Gago, visando o recebimento de subvenção mensal vitalícia, nos termos do estatuto remuneratório dos titulares de cargos políticos", lê-se na resposta da direcção geral, enviada ao Expresso através da assessoria do Ministério das Finanças.

Na mesma resposta cita-se um "parecer jurídico" que sustentou a decisão de recusa da subvenção ao ex-governante, enquanto se advoga em alternativa "que o mesmo teria direito a receber o subsídio de reintegração". Os cálculos apontam para um valor mensal de €4240,56 (correspondente ao vencimento mensal de ministro) atribuído durante 14 meses, tantos quantos "os semestres que tiver exercido esse cargo". O subsídio será "processado após 90 dias a contar da data da cessação de funções".

Mariano Gago é perentório: "Não pedi nada." A possibilidade de terem sido os serviços do seu Ministério a requerer a subvenção estatal nem sequer é apreciada. "Não quero saber. Isto é uma provocação política", concluiu o ex-ministro que esteve sempre nos governos dos últimos 16 anos, com uma pausa apenas no período de vigência Barroso/Santana Lopes. As Finanças garantem que o pedido foi apresentado "pela Secretaria Geral do Ministério da Ciência, ainda no período de vigência do anterior Governo".

Em janeiro deste ano, Mariano Gago tornou-se o recordista de permanência no governo desde o 25 de abril.

A subvenção vitalícia fazia parte de um conjunto de direitos consagrados no Estatuto dos Titulares dos cargos políticos, que foi alvo de alterações por proposta do governo de José Sócrates logo no início da Legislatura. Entre as mudanças aprovadas, constou o fim da subvenção vitalícia para o chefe e membros do Governo, que passaria a ser atribuída apenas a quem tivesse completado até à data de aprovação do diploma - outubro de 2005 - 8 anos de função. Mariano Gago levava 'apenas' sete anos de ministro. Na altura da apresentação da proposta, o então Governo destacou o facto de a medida afectar o próprio primeiro ministro em funções, que passaria a não ser abrangido pela subvenção. "Quando cair a guilhotina, cai", referiu Jorge Lacão a propósito da entrada em vigor da lei.

O ex-ministro foi, assim, 'vítima' de alterações legislativas do seu próprio governo. O Expresso procurou saber quantos ex-governantes de Sócrates requereram subsídios semelhantes. O Ministério das Finanças alegou tratar-se de "informação reservada".»

(reprodução de texto publicado na edição do Expresso de 20 de Agosto de 2011)
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[cortesia de Nuno Soares da Silva]

"Politécnico de Portalegre admite dispensar pessoal devido a situação financeira ´difícil`”

«Devido a um corte de 8,5 por cento no Orçamento do Estado
O presidente do Instituto Politécnico de Portalegre (IPP) admitiu hoje que poderá haver dispensa de pessoal na instituição devido a um corte de 8,5 por cento no Orçamento do Estado (OE) para o Ensino Superior, em 2012.
“Provavelmente, para o próximo ano lectivo, teremos de não renovar alguns contratos a termo e rever a situação do pessoal”, disse Joaquim Mourato, em declarações à Agência Lusa.
O mesmo responsável sublinhou que, neste momento, o IPP tem “cerca de dois milhões de euros de despesa com pessoal”, o que, disse, “dá para perceber a gravidade da situação”.
Joaquim Mourato, que apelidou a situação do IPP de “difícil” e a entrar em situação de “ruptura” financeira, criticou o Ministério da Educação e Ciência por “ir cortar as verbas” para o sector. “É bastante difícil. No ano passado, tivemos um corte de cerca de 10 por cento e, este ano, com a redução dos 8,5 por cento no OE, isto vai para valores altos e é aqui que se dá o alarme”, sublinhou.
Com cerca de 450 funcionários (docentes e não docentes) e com três mil alunos, o presidente do IPP faz contas ao orçamento que possui e não descarta a hipótese de que alguns compromissos assumidos não sejam cumpridos. “Este ano, para pagar o subsídio de férias aos funcionários dos serviços de acção social, não tínhamos dinheiro. O IPP teve que fazer uma transferência para estes serviços para honrar esse compromisso, por isso, para o ano vai ser muito pior”, alertou.
“O nosso orçamento ronda os 13 milhões de euros, dos quais cerca de 9,9 milhões do OE e, neste momento, já tivemos um corte de 900 mil euros”, explicou, admitindo que, se avançarem “cortes nas verbas da reserva e cativação”, a situação ainda será “mais problemática”.
O responsável considerou ainda “grave” que os cortes financeiros para o Ensino Superior tenham ocorrido após as escolas terem preparado o ano lectivo, situação que vai provocar vários constrangimentos. “Em Junho foi estabelecida a oferta formativa, os estudantes candidataram-se, nós tivemos que preparar o ano lectivo com as contratações necessárias para responder a esse plano e agora vem o corte. Estamos muito preocupados, pois este corte pode provocar alterações durante o ano de 2012”, avisou.»

(reprodução de notícia Público online, de 22.08.2011)
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[cortesia de Nuno Soares da Silva]

quarta-feira, agosto 24, 2011

"Universidades esperam reposição dos 20 milhões de euros cativos em 2011"

«O presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) defendeu nesta terça-feira que o Ensino Superior se portou “muito bem” em matéria de execução orçamental e espera que sejam repostos os 20 milhões de euros cativados em 2011.
“Olhando para a execução orçamental do primeiro semestre de 2011, em comparação com igual período de 2010, o que nós verificamos é que a Ciência e o Ensino Superior, e eu posso falar apenas em termos das universidades, executou menos 13 por cento do que no ano anterior”, apontou António Rendas.
Para o presidente do CRUP, isso “significa que de uma certa forma as universidades assumiram o seu contributo para a redução do défice e isso é extremamente importante quando as universidades executaram 53 por cento do orçamento”.
António Rendas, igualmente reitor da Universidade Nova de Lisboa, comentava a execução orçamental do Ensino Superior entre os meses de Janeiro a Junho, valores disponíveis no site da Direcção Geral do Orçamento (DGO).
De acordo com os valores oficiais, em despesa corrente, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES) gastou, nos primeiros seis meses do ano, menos 10,3 por cento do que em igual período de 2010 e menos 26,7 por cento em despesa de capital. No total, em despesa efectiva, foi gasto menos 13 por cento do que no ano anterior.
É possível também constatar que a dotação corrigida é de 1.599,9 milhões de euros e foram executados 861,9 milhões de euros, o que corresponde a um grau de execução de 53,9 por cento.
Nas palavras de António Rendas, a situação actual das universidades nacionais “é particularmente crítica” porque “são das poucas instituições que geram receitas próprias”.
“Vamos entrar no próximo ano lectivo e o Orçamento [de Estado] de 2011 cativou-nos cerca de 20 milhões de euros em receitas próprias, receitas essas que nós usamos no funcionamento das universidades, para manter o ensino de qualidade e investigação”, explicou o reitor.
António Rendas admite que as instituições de ensino superior não estão em posição de exigir qualquer tipo de reforço orçamental, “mas é muito importante que consigam através do seu próprio trabalho gerar receita e que essa receita possa ser utilizada pelas próprias instituições de uma forma transparente e na base da lei de autonomia universitária”.
“Para já gostaríamos que os 20 milhões que nos foram cativados em 2011 possam ser repostos e estou a falar de todas as universidades e que essa situação não se ponha em 2012”, pediu o presidente do CRUP.
Acrescentou que “as universidades aceitam muito bem os cortes salariais e aceitam as cativações que sejam feitas em funcionamento, mas ficam numa posição altamente desvantajosa se não puderem usar aquilo que são as suas próprias receitas”.
Como consequência, António Rendas alertou que no arranque do novo ano lectivo tenham de ser analisadas algumas iniciativas, quer na área do ensino, quer na área da investigação e em relação às quais as universidades se tinham já comprometido.
“Determinados cursos que são oferecidos em regime de extensão universitária, determinados projectos que podem não ser cumpridos na totalidade, manutenção de postos de trabalho de pessoal administrativo e investigação. Tudo isso pode ter de ser reequacionado”, apontou, acrescentando que as verbas em questão “são muitas vezes usadas para o próprio funcionamento das instituições”.»

(reprodução de notícia Público online, de 23.08.2011)
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[cortesia de Nuno Soares da Silva]

“O perfil de ADN tem mais informação do que a impressão digital”

Notícia Correio do Minho
Investigadora da UM defende inclusão do ADN no BI:
http://www.correiodominho.pt/noticias.php?id=52269
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terça-feira, agosto 23, 2011

Investment in knowledge

"An investment in knowledge always pays the best interest."

Benjamin Franklin

(citação extraída de SBANC Newsletter, August 23, Issue 683-2011, http://www.sbaer.uca.edu)

Notícias e gestos do tempo quente que corre: "Brasil expulsa professora"

«A primeira visita de Helena Sant’Ana ao Brasil não durou mais de duas horas. Mal aterrou no aeroporto de Salvador da Bahia, no dia 5 de Agosto, a professora do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas foi de imediato repatriada para Portugal.
Helena iria participar como oradora no XI Congresso Luso-Afro-Brasileiro de Ciências Sociais, e viajava com quatro colegas. Assim que chegou ao controlo de passaportes, Helena Sant’Ana foi abordada por uma agente federal, que perguntou se levava dinheiro em reais. "Quando lhe disse que não, respondeu que, sem dinheiro, não poderia estar no Brasil."
Apesar de levar cartões multibanco e Visa, qualquer tentativa de explicação foi rejeitada. De nada valeu a apresentação do bilhete de ida e volta, dos comprovativos de estadia no hotel e de inscrição no congresso. "Em minutos, discutimos, ela apresentou-me um visto de impedimento, que não assinei, e voltei para Portugal", explica a docente. Helena já pediu explicações às entidades portuguesas e brasileiras e escreveu à presidente do Brasil, Dilma Rousseff, mas não obteve respostas. O CM contactou a embaixada do Brasil em Lisboa, que remeteu explicações para hoje.»

(reprodução de notícia Correio da Manhã online, de 23 de Agosto de 2011)
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[cortesia de Nuno Soares da Silva]

domingo, agosto 21, 2011

"Este fenómeno ocorre sobretudo nos túneis"

Notícia Correio do Minho
Aluno da Universidade do Minho cria escala do spalling:
http://www.correiodominho.pt/noticias.php?id=52196

(cortesia de Nuno Soares da Silva)

sexta-feira, agosto 19, 2011

"Este ano lectivo houve menos 10,5% de candidatos ao ensino superior, em relação ao ano passado"

«Alunos menos interessados na universidade
Este ano lectivo houve menos 10,5% de candidatos ao ensino superior, em relação ao ano passado.

Pela primeira vez em quatro anos, o número de candidatos ao ensino superior ficou abaixo dos 50 mil alunos na primeira fase do concurso nacional de acesso às universidades e politécnicos, que terminou na quarta-feira. Segundo os dados disponíveis no portal da Direcção Geral do Ensino Superior, foram registadas 46.678 candidaturas - que a partir deste ano só são aceites via Internet - para as 54.068 vagas disponíveis, distribuídas pelos 1.181 cursos superiores. Menos 10,5% de estudantes (cerca de 5.500), portanto, que querem prosseguir os estudos, em relação ano lectivo anterior (que contou com 52.183 candidatos).
Para além disso, esta é a primeira vez desde o ano lectivo de 2006/2007 - altura em que foram registadas 40.860 candidaturas - que o número de candidatos fica abaixo dos patamar dos 50 mil. Uma quebra nas candidaturas que o ministério da Educação e Ciência (MEC), questionado pelo Diário Económico, não comentou.
Já os reitores justificam o menor número de candidaturas como sendo uma das consequências dos maus resultados da primeira fase dos exames nacionais do secundário: em Português a taxa de reprovação quase duplicou, passando de 6% para 10% e na prova de Matemática A foi registada a maior taxa de reprovação, que atingiu os 20%.»

(reprodução de notícia Diário Económico, de 19/08/2011)
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[cortesia de Nuno Soares da Silva]

quarta-feira, agosto 17, 2011

Notícias e gestos do tempo quente que corre


(título de mensagem, datada de Quarta-feira, 17 de Agosto de 2011, disponível em Ladrões de Bicicletas)

Comentário: será que Angela Merkel e Nicolas Sarkozy se levam a si próprios a sério? Descreio disso...

terça-feira, agosto 16, 2011

Progress

"Progress is impossible without change, and those who cannot change their minds cannot change anything."

George Bernard Shaw

(citação extraída de SBANC Newsletter, August 15, Issue 682 - 2011, http://www.sbaer.uca.edu)

segunda-feira, agosto 15, 2011

Exposição comemorativa 50º Aniversário do Início da Guerra do Ex-Ultramar


(título de mensagem, datada de 11 de Agosto de 2011, disponível em Empreender)

sexta-feira, agosto 12, 2011

"Universidades em risco de perder 100 milhões de euros por ano"

«Reitores temem não conseguir formar 100 mil alunos até 2014, quebrando o Contrato Confiança e comprometendo o financiamento das universidades.

As universidades e institutos politécnicos públicos estão em risco de falhar as metas estabelecidas pelo Governo e perderem assim parte do seu financiamento.
O chamado Contrato de Confiança, assinado em Janeiro de 2010 entre as instituições de ensino superior e o Executivo de José Sócrates, prevê que as universidades e politécnicos formem mais 100 mil diplomados até 2014, em troca de um reforço de financeiro de 100 milhões de euros por ano e mais 16 milhões para a acção escolar.
Mas decorrido um ano da execução do acordo, os reitores receiam não conseguir cumprir com a sua parte do acordo. Segundo o primeiro Relatório Preliminar de Acompanhamento feito pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES), chefiada por Alberto Amaral, e a que o Diário Económico teve acesso, o número de novos alunos inscritos no superior cresceu cerca de 10,5% no ano lectivo 2010/2011 face ao ano anterior. Ou seja, entraram mais 10.400 estudantes, dos quais seis mil para as universidades e 4.400 para os politécnicos. Para já, são estes os números que podem "dar uma primeira ideia sobre a possibilidade de cumprimento das metas de crescimento estabelecidas para o número de graduados, nos anos seguintes", lê-se no relatório.
Perante o número de novos estudantes, o vice-reitor da Universidade de Lisboa, Vasconcelos Tavares, mostra-se "apreensivo" quanto "à exequibilidade das metas traçadas". Também Ramôa Ribeiro, reitor da Universidade Técnica de Lisboa, o número de novos inscritos no superior "é insuficiente" para o cumprimento das metas e deveria ter sido mais do dobro. "Um número de novos inscritos na ordem dos 20 mil ou 25 mil seria desejável", sublinha o reitor da UTL. Vasconcelos Tavares concorda: seria desejável "um aumento de novas inscrições de estudantes na ordem dos 15%, por ano".
Contudo, Alberto Amaral desdramatiza: para o presidente da A3ES o número de novas inscrições no superior "é consistente com a previsão do aumento de graduados, ou seja, com o cumprimento do contrato".
Para além do número insuficiente de novos estudantes, os reitores temem que "o agravamento da situação económica obrigue os alunos a abandonar a universidade ou mesmo a não se inscreverem", confessa Ramôa Ribeiro.
Também a especialista em ensino superior, Luísa Cerdeira, considera a meta dos 100 mil diplomados em 2014 "demasiado ambiciosa", a não ser através de cursos com menor duração, como por exemplo os mestrados ou mestrados integrados. Para Luísa Cerdeira "seria muito importante que houvesse uma revisão do Contrato de Confiança" para que surgisse "um novo contrato-programa acordado entre as partes".

O que acontece se as instituições não cumprirem?
Segundo Vasconcelos Tavares, caso as instituições não cumpram com os objectivos do contrato, "está previsto que diminuam o orçamento" atribuído pelo Governo. O vice-reitor da UL diz que "não se pode atribuir a culpa de incumprimento do contrato às universidades". Isto porque as instituições "estão a fazer tudo para cumprir" o acordo e porque "as cativações e o congelamento das contratações dos professores vieram condicionar o número de vagas".
Também o reitor da Universidade Técnica de Lisboa, Ramôa Ribeiro, explica ao Diário Económico que se o futuro cenário passar pelo incumprimento das universidades "deverá haver consequências nos financiamentos anuais e no estabelecimento de contratos plurianuais". Já no caso de serem cumpridas as metas estabelecidas, Ramôa Ribeiro diz que "deverá haver autorização para o acréscimo de vagas de acesso"
.O Diário Económico tentou saber junto do Ministério da Educação e Ciência se pretende manter as actuais regras do Contrato de Confiança mas não obteve resposta até ao fecho desta edição.
Ana Petronilho»

(reprodução de artigo Diário Económico, de 11 de Agosto de 2011)
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[cortesia de Nuno Soares da Silva]

quarta-feira, agosto 10, 2011

"Reitores dizem que alunos têm de ser mais bem preparados"

«O presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas defendeu, esta terça-feira, que os alunos têm de sair mais bem preparados do Ensino Secundário, mas admitiu que "está a ser feito um esforço" nesse sentido.

Questionado pela Agência Lusa sobre os resultados dos exames nacionais do Ensino Secundário, António Rendas defendeu que "os alunos têm de ser mais bem preparados" e mostrou-se confiante de que "está a ser feito um esforço no sentido de que isso aconteça". No entanto, reconheceu que os resultados não serão imediatos.

O presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) e reitor da Universidade Nova de Lisboa escusou-se a fazer um comentário específico sobre a segunda fase: "No geral a situação não se alterou. Reflecte um padrão que já existe. O perfil dos alunos nas segundas fases é sempre mais fraco do que nas primeiras".

O número de disciplinas com médias negativas nos exames de segunda fase quase duplicou de 2010 para 2011. Este ano houve médias negativas em onze disciplinas, incluindo Português e Matemática, mais cinco do que no ano passado.

Prestaram exames de segunda fase os alunos que não compareceram ou reprovaram na primeira. Ao todo, em 200 mil inscritos, compareceram aos exames de segunda fase 145.538 alunos.

(reprodução integral de notícia Jornal de Notícias Online, de 9 de Agosto de 2011)
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[cortesia de Nuno Soares da Silva]

terça-feira, agosto 09, 2011

"Houve médias negativas em onze disciplinas"

Notícia JN
Disciplinas com médias negativas duplicaram na segunda fase:
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1948787
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domingo, agosto 07, 2011

"Protesto em defesa de um melhor ensino público"

Notícia JN
Estudantes e professores chilenos marcam protesto para terça-feira:
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=1947456
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sexta-feira, agosto 05, 2011

"Os parques tecnológicos brasileiros"

Os parques tecnológicos brasileiros

(título de mensagem, datada de 02/08/2011, disponível em Luis Nassif Online)

Mensagens de Verão (2)

«A dúvida pôs-se-me porque me parecia que não fazia sentido que o mandato do presidente de Escola/Instituto estivesse desfasado do do Conselho de Escola, em razão da lógica de constituição deste último órgão e das respectivas competências. Fiquei surpreendido pela falta de qualidade dos estatutos que a UOEI em causa tem. Mesmo tendo sido produzidos no tempo da gestão de [...], assumi que, para variar, tivessem um mínimo de qualidade, o que não se confirmou.»

J. Cadima Ribeiro

quinta-feira, agosto 04, 2011

"A primeira ligação de Internet no país"

Notícia CiênciaPT
Primeira ligação à Internet em Portugal realizou-se há mais de 25 anos na UMinho:
http://www.cienciapt.net/pt/index.php?option=com_content&task=view&id=104333&Itemid=279
*

quarta-feira, agosto 03, 2011

“Education, vocational training and R&D: towards new forms of labor market regulation”

“Labor market regulation and its relations with education and training have been performing an historical trajectory which closely intertwined with developments in economic thought. Under the form of human capital theories, neo-classical economics set the bridge between labor market equilibrium and education outputs for decades. The functionalist approach behind that lasting relationship was to be challenged by economic crises and globalization, which imposed the unquestionable supremacy of the demand for skilled work. Likewise, even if only that more strict perspective of education would prevail, which fortunately is not the case, time and hazard came to undertake its denigration on the grounds of a severe loss of regulatory efficiency as globalization was setting up. In this paper we shed light on the increasing role which innovation is called to perform in labor market hetero regulation in the present phase of globalization. Depending on the institutional design throughout which R&D become embedded in nowadays societies, evidence clearly reveals how innovation strategies are to be found so asymmetrically implemented between developed and developing countries, thereby leading to the enlarging divide between the “new North” and “new South” globalization off springs.”

Lopes, Margarida
Date: 2011-05-07
Keywords: labor market regulation; education and training; innovation; knowledge.

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

domingo, julho 31, 2011

Mensagens de Verão

«A carta referente à aposentação [...] é o que é. Pena foi que o processo se tivesse arrastado tanto.
A passagem de testemunho precário não traz novidade (se se quiser desvalorizar a irregularidade estatutária no modo como o processo foi encaminhado).»

J. Cadima Ribeiro

quinta-feira, julho 28, 2011

"SNESup reuniu com Ministro e Secretário de Estado do Ensino Superior"

«Colegas,
reuniu hoje ao final da manhã uma delegação do SNESup com o Ministro da Educação e Ciência e o Secretário de Estado do Ensino Superior na sequência de um pedido de audiência realizado logo aquando da tomada de posse do Governo.
Numa reunião que decorreu de forma cordial, o SNESup começou por manifestar a sua disponibilidade para um diálogo institucional com o Ministério da Educação e Ciência e suas Secretarias de Estado, um diálogo que se espera regular com a participação dos vários parceiros (Ministério, instituições, associações sindicais) com vista a desbloquear algumas matérias concretas que preocupam os docentes do ensino superior e investigadores e que poderão ser facilmente ultrapassadas em reuniões regulares, inclusive a nível técnico.
O SNESup teve também oportunidade de chamar a atenção para a necessidade de envolver as associações sindicais na discussão dos eventuais ajustamentos da rede de Ensino Superior salvaguardando sempre que as soluções a serem encontradas devem preservar os direitos do pessoal de carreira, ou abrangido por mecanismos de valorização, sem perda de direitos.
As condições de exercício da actividade profissional dos docentes e investigadores foram também abordadas, tendo o SNESup alertado nomeadamente para a necessidade de estabilidade dos vínculos contratuais dos investigadores e professores auxiliares bem como professores adjuntos com doutoramento, a passagem dos assistentes abrangidos pelo regime transitório a professores auxiliares e o cumprimento do regime transitório do ECDESP.
Relativamente às instituições em regime fundacional o SNESup defendeu a importância de contratar o pessoal de carreira em regime de contrato de trabalho em funções públicas, conforme os Estatutos de Carreira já permitem, deixando o regime de direito privado baseado no Código do Trabalho, apenas para a admissão de pessoal especialmente contratado.
O SNESup chamou ainda a atenção para a situação dos investigadores actualmente contratados a termo por instituições públicas devendo ser procuradas soluções para a vinculação destes por tempo indeterminado quer no sistema de ensino superior, quer científico.
Quanto ao ensino superior particular e cooperativo foi destacada a necessidade de um diálogo tripartido entre o Ministério, a APESP e as associações sindicais com vista ao reforço das exigências de qualidade consagrando príncipios que visem melhorar as condições dos docentes e investigadores.
Deixamos aqui o link para o memorando que o SNESup fez chegar antecipadamente ao Ministério com vista à reunião em causa, onde podem ser encontradas em maior detalhe as propostas e preocupações apresentadas.
Saudações Académicas e Sindicais,
A Direcção do SNESup,
Em 26 de Julho de 2011

(reprodução de comunicado entretanto emitido pela entidade em referência)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

quarta-feira, julho 27, 2011

"Ensino superior deixa de fora dos quadros mais de 500 professores"

«Universidades e politécnicos não estão a cumprir a excepção prevista na lei para contratações.
Mais de 500 professores do ensino superior que estão a terminar o doutoramento não estão a ser contratados pelas universidades nem pelos institutos politécnicos com a devida categoria profissional. As contas são do Sindicato Nacional do Ensino Superior (SNESup) que levantou o alerta ao ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato e ao secretário de Estado do Ensino Superior, João Queiró, que receberam ontem, pela primeira vez, os sindicatos do sector.
"Existem mais de 500 professores a terminar o doutoramento com os quais as universidades e politécnicos não estão a celebrar contratos", diz o presidente do SNESup, António Vicente.
Mas para a Fenprof este número "vai aumentar", assegura ao Diário Económico, João Cunha e Serra membro do secretariado nacional deste sindicato, já que prevê que cerca de "três mil docentes possam vir a estar nesta situação". Isto porque no momento existe "uma divergência de interpretação da lei do Orçamento de Estado de 2011 que proíbe as contratações e as melhorias salariais", explica João Cunha e Serra, o que faz com que "muitas instituições, como a Universidade da Madeira, não estejam a cumprir com a excepção prevista na lei para o superior e alegam que não vêem na lei suficiente apoio", acrescenta. O SNESup exige mesmo ao ministério "um sinal de clarificação acerca desta questão", reforça António Vicente. Segundo os sindicatos, o ensino superior está ao abrigo do artigo 44º do OE que "prevê condições especiais para o superior de contratação" esclarece João Cunha e Serra e que "garante a autonomia às instituições para admitir os professores", reforça António Vicente.
Em causa estão todos os docentes de universidades e politécnicos que até 2015, ao abrigo da lei do Estatuto da Carreira Docente, para poderem exercer "têm que ser qualificados com o doutoramento", explica a Fenprof. Só assim, podem vir a ser contratados nas categorias de professores auxiliares, no caso das universidades, e de professores-adjuntos, no caso dos institutos politécnicos.
Ana Petronilho»

(reprodução integral de notícia Diário Económico, de 27/07/11)
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[cortesia de Nuno Soares da Silva]

"Pessoal existente em INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR PÚBLICO"

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(título - remetendo para ficheiro pdf - disponível nesta data em UM para todos)

terça-feira, julho 26, 2011

"Ensino Superior: Carreiras, financiamento e avaliação na agenda de sindicatos em reuniões com ministro"

«Lisboa, 26 jul (Lusa) - O financiamento do Ensino Superior, avaliação de professores universitários e as carreiras docentes são os assuntos principais que os sindicatos do setor vão levar hoje para uma reunião com o ministro da Educação, Ciência e Ensino Superior.

O coordenador da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), Mário Nogueira, disse à Agência Lusa que é preciso uma intervenção "muito rápida" no Ensino Superior para garantir financiamento, travar a transformação das universidades em fundações e uniformizar as regras de avaliação de professores.

Mário Nogueira defendeu "que se pare com a criação de fundações", argumentando que "não saiu nenhuma mais-valia em termos de cumprimento das obrigações de funcionamento" no caso das universidades que optaram por esse modelo de gestão.

© 2011 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.»

(reprodução integral de notícia da LUSA, em título)
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[cortesia de Nuno Soares da Silva]

domingo, julho 24, 2011

"Saiba como pode obter o mestrado se tem uma licenciatura anterior a Bolonha"

«As regras variam de faculdade para faculdade. Nalguns casos basta defender a tese. Noutros é preciso frequentar o mestrado todo.
Se tem uma licenciatura anterior a Bolonha (de quatro ou cinco anos) e quer tirar um mestrado, saiba que pode fazê-lo completando apenas algumas cadeiras e a tese final. No entanto, tenha o cuidado de verificar com a sua faculdade antes. É que nem todas seguem a recomendação do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas.
"Não fazemos essa creditação. Foi uma recomendação do CRUP, não uma obrigatoriedade. Connosco, o produto licenciatura e mestrado é muito diferente do antigo sistema", afirma José Ferreira Machado, director da Nova School of Business and Economics. "Quem tem uma licenciatura tem de fazer o mestrado todo. Nós não admitimos pessoas com experiência profissional nos nossos mestrados", sustenta Ferreira Machado.
É uma excepção à regra, mas não é a única. João Duque, presidente do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), declara sem rodeios que quer "fornecer conhecimentos, não oferecer diplomas". O ISEG "não tem nenhum programa" específico para licenciados pré-Bolonha, até porque "não tem possibilidades de aumentar mais os cursos, há limites orçamentais", revela o presidente do ISEG.
O que está em causa é a recomendação às universidades para creditarem "os diplomados que tenham terminado as suas licenciaturas ao abrigo do sistema de graus anterior ao Processo de Bolonha [que] deverão poder obter o grau de mestre, inscrevendo-se num ciclo de estudos de mestrado da especialidade, solicitando a creditação da formação adquirida na respectiva licenciatura e realizando uma dissertação de pendor científico ou profissional". A recomendação do CRUP inclui também outra regra: para os licenciados com mais de cinco anos de experiência, a creditação pode realizar-se "apresentando, em alternativa à dissertação, um relatório detalhado sobre a sua actividade profissional".
Além disso, segundo o CRUP, "as exigências complementares para a atribuição do grau de mestre para os diplomados que terminaram as suas licenciaturas nessa especialidade ao abrigo do sistema de graus anterior ao Processo de Bolonha, para além da dissertação ou do relatório, não deverão ultrapassar um máximo de 20 ECTS [créditos, segundo Bolonha]".
A Universidade de Coimbra usa, no entanto, o limite máximo de 30 ECTS . No ISCTE-IUL, "o número de créditos para completar o grau de mestre varia de curso para curso (entre um mínimo de 42 a um máximo de 60 créditos), mas existe o princípio de que o primeiro ano curricular do curso de mestrado a que se candidata será automaticamente alvo de dispensa por creditação da formação anterior pelo ISCTE-IUL", esclarece Carlos Sá da Costa, vice-reitor do ISCTE.
A hipótese de não precisar de completar cadeiras para fazer o mestrado - que, actualmente, equivale a dois anos após os três da licenciatura - só existe para quem já tem mais de cinco anos de experiência profissional. Responsável pelas áreas de pedagogia e primeiro e segundo ciclos da Universidade de Coimbra, Manuela Alarcão explica o processo de creditação. "A pessoa candidata-se e apresenta um currículo detalhado para que o Conselho Científico possa ter uma ideia de quem é e qual o percurso profissional que fez", esclarece. Assim que os serviços académicos reconhecerem a formação e até as competências que o candidato adquiriu, na faculdade e depois dela, "é-lhe creditada toda a formação académica e, eventualmente, alguma formação profissional.", diz Manuela Alarcão.
"Se houver alguma área do conhecimento que se veja que está em falta, a essa pessoa é indicada a necessidade de concretizar alguns ECTS em unidades curriculares, até um máximo de 30, segundo a recomendação da universidade. Além disso, é ainda exigido um relatório da actividade profissional cuja organização é definida pelo Conselho Científico, relatório esse que depois é sujeito a defesa pública", conclui.
Mas a procura deste tipo de creditação ainda é limitada. "Os casos que eu conheço têm a ver com pessoas que estão interessadas em seguir uma carreira de investigação académica ou pessoas que ficaram desempregadas", diz Helena Pereira, vice-reitora para os serviços académicos da Universidade Técnica de Lisboa. Também porque "isto ainda tem alguns custos, as pessoas têm de pagar um ano de propinas", adianta Helena Pereira.
Na Universidade de Lisboa a regulamentação sobre esta matéria deverá ser aprovada na reunião do Conselho Universitário de 28 de Julho. Portanto, se tem uma licenciatura pré-Bolonha e quer tirar um mestrado, o melhor é contactar a sua faculdade primeiro.

Testemunhos de quem optou por tirar o mestrado
Alexandra Lauw ficou desempregada depois de seis anos a trabalhar numa empresa privada, mas não ficou parada. "Os meses iam passando e tive que arranjar outras alternativas - o mestrado foi uma delas, e resultou", conta Alexandra, que frequentou a UTL. "O meu curriculum vitae foi avaliado por uma comissão e tendo em conta a minha experiência profissional e formação complementar realizada depois da licenciatura, foi-me comunicado que não teria de fazer nenhuma cadeira, apenas a tese.", continua a engenheira florestal, que já pensa no doutoramento.
"Decidi tirar mestrado porque, após mais de dez anos numa empresa privada, regressei ao mundo da investigação e tornei a ser bolseira de investigação do Centro de Estudos Florestais", explica Vanda Oliveira, do Instituto Superior de Agronomia. "Ora quando se decide enveredar pela investigação na óptica de carreira os graus académicos são extremamente valorizados e tirar o mestrado tornou-se o óbvio a fazer", resume. Para isso, teve de completar uma dissertação num área nova para ela. Hoje, trabalha no Centro de Estudos Florestais.
"Curiosamente notou-se um pouco a discrepância de idades, mas encontrei também alguns colegas um pouco mais velhos, não sei se por as pessoas apostarem também na formação a qualquer idade", diz Pedro Matias. Formado em Engenharia Informática, entrou na sua licenciatura em 1989 e completou agora o seu mestrado, na mesma área, na Universidade de Coimbra. Teve apenas de fazer uma cadeira e a dissertação. "Soube-me a pouco, fiquei com vontade de enveredar por um doutoramento ou outro mestrado", acrescenta.
Andrea Duarte»

(reprodução de artigo Diário Económico, de 23/07/11)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

"Empreendedorismo tecnológico é o futuro"

«O livro de Pedro Manuel Saraiva baseia-se em casos práticos de sucesso.
Raúl Santos sonhava criar uma empresa. Ganhou um concurso de ideias na Universidade de Coimbra (UC) e nasceu a Crioestaminal. Hoje a empresa conta com 40 mil clientes, emprega perto de 90 colaboradores altamente qualificados e tem uma facturação anual acima dos dez milhões de euros. Este é apenas um dos exemplos do empreendedorismo de base tecnológica, um tipo de empreendedorismo que faz todo o sentido em Portugal, segundo Pedro Manuel Saraiva, autor de "Empreendedorismo".
"Dentro das várias vertentes do empreendedorismo, todas elas sendo válidas, este [o empreendedorismos de base tecnológica] é aquele que pode ajudar-nos a caminhar mais rapidamente para o progresso que queremos percorrer: competitividade à escala global, incremento das exportações, mão-de-obra altamente qualificada", considera Pedro Manuel Saraiva.
Mas, para isso, Portugal tem ainda um longo caminho a percorrer. Uma das formas de crescer é apostar nas chamadas "empresas-gazela", ou empresas "jovens mas que estão a crescer muito rapidamente porque são intensivas em conhecimento e que trabalham, normalmente, em mercados à escala global", explica Saraiva. "Temos apenas cerca de 300 "gazelas" em Portugal e o número não tem crescido muito ao longo da última década", continua o autor e professor da UC. No entanto, defende, "se o país em vez de ter 300 "gazelas", tivesse 600, seríamos bastante diferentes em termos dos indicadores que queremos ver evoluir rapidamente, como o crescimento do PIB e criação de postos de trabalho qualificados".
E é também na criação destas empresas que as universidades podem ter um papel fundamental, sustenta Pedro Manuel Saraiva. "Falar do empreendedorismo, em 2011, obriga-nos a falar do papel vital que as instituições do ensino superior devem nele desempenhar. Desde logo, pela vertente da sensibilização e da formação na área", resume o autor.
Além do ensino e da produção de conhecimento, a universidade tem agora uma terceira missão: a de encorajar a inovação e o empreendedorismo. Esta é a visão de Pedro Manuel Saraiva e, já agora, também a do novo governo, que quer incentivar a educação para o empreendedorismo. Pedro Manuel Saraiva pensa sobretudo na universidade, onde defende que "não [devia] haver nenhum aluno a frequentar o ensino superior em Portugal, independentemente do curso, sem ter alguma exposição, através de um módulo ou outro tipo de experiência, que o tornasse mais conhecedor do que é o empreendedorismo".
Os portugueses são mais empreendedores do que eram há uma geração, mas ainda há questões a resolver, lembra Saraiva. "Temos de trabalhar aspectos de atitude, porque tudo passa por aí, somos ainda um país onde tipicamente não se gosta de arriscar muito e onde quem erra, por vezes, ainda que errando bem intencionalmente, é excessivamente penalizado e esses são traços culturais que gradualmente temos de combater", sugere.
Casos práticos para seguir as pistas
O livro, editado pela Imprensa da Universidade de Coimbra, tem dois meses e já esgotou a primeira edição. Um dos motivos talvez seja os muitos casos práticos que vai apresentando, ou o site associado (www.uc.pt/imprensa_uc/empreendedorismo), que permite "navegar para aprofundar o que entender em cada um desses casos", segundo o autor. No entanto, não deixa de ser um livro técnico, um manual de "como fazer" para interessados em empreendedorismo, que já pressupõe algum interesse no tema. "Não quero dizer que, seguindo o livro passo-a-passo, uma ideia de negócio vai ser necessariamente [transformada numa realidade], mas ficam as pistas dadas, do ponto de vista técnico, para que essa transição seja eficaz e para que se diminua a probabilidade de insucesso", diz Pedro Manuel Saraiva. O autor é professor catedrático na UC e já criou várias empresas, a primeira das quais em 1993. Observou também de perto a realidade das ‘spin-offs" da UC.
Andrea Duarte»

(reprodução de notícia Diário Económico, de 23/07/11)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

sábado, julho 23, 2011

"Portugal ganha medalha de ouro pela primeira vez nas Olimpíadas da Matemática"

«O jovem Miguel Martins dos Santos, de Alcanena, conseguiu resultado inédito na prova mais importante da matemática, disputada este ano na Holanda.
Pela primeira vez, Portugal obteve uma medalha de ouro nas Olimpíadas Internacionais da Matemática, que este ano se realizaram em Amesterdão (Holanda). Miguel Martins dos Santos, da Escola Secundária de Alcanena, finalista do 10.º ano, conseguiu 28 pontos na sua prova, batendo estudantes de mais de uma centena de países e de anos de escolaridade mais avançados. Este ano, as olimpíadas contaram com 574 alunos que passaram por diversas provas.
O jovem português será homenageado amanhã na cerimónia de encerramento da prova, ainda na capital holandesa, e chega a Lisboa com a comitiva nacional na tarde de Domingo, dia 24, onde terá à sua espera um comité de recepção do qual fará parte o ministro da educação, Nuno Crato, ex-presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática e grande divulgador da disciplina.
A equipa portuguesa traz da Holanda mais duas medalhas de bronze, conseguidas por João Magalhães dos Santos e Raúl Penaguião, ambos estudantes do 12.º ano, e uma menção honrosa, atribuída a Luís Duarte, aluno do 10.º ano. Os resultados superam os de edições anteriores – há dois anos, Pedro Vieira tinha conseguido uma medalha de prata, e o nosso país já conta com 12 medalhas de bronze e 18 menções honrosas.
Miguel Martins Santos não terá férias tão cedo, no entanto. Em Setembro, deverá rumar à Costa Rica, acompanhado de João Magalhães dos Santos, para disputar mais uma edição das Olimpíadas Ibero-americanas de Matemática.
ricardo.nabais@sol.pt»

(reprodução de Notícia SOL Online, de 23 de Julho de 2011)
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[cortesia de Nuno Soares da Silva]

quinta-feira, julho 21, 2011

Notícias da UMadeira: "Passagem a fundação depende do poder político"

Notícia Jornal da Madeira
UMa quer garantia de qualidade:
http://www.jornaldamadeira.pt/not2008.php?Seccao=14&id=190050&data=2011-07-21

(cortesia de Nuno Soares da Silva)

"O novo modelo de financiamento para o ensino superior é um dos temas que ´preocupa` os estudantes"

Notícia Correio do Minho
Ensino superior: Estudantes querem definição célere do calendário para candidaturas a ação social:
http://www.correiodominho.pt/noticias.php?id=50951
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