Fórum de Discussão: o retorno a uma utopia realizável - a Universidade do Minho como projecto aberto, participado, ao serviço do engrandecimento dos seus agentes e do desenvolvimento da sua região

terça-feira, novembro 29, 2011

VI Seminário - "Exclusão Digital na Sociedade de Informação"

«Nos dias 27 e 28 de Janeiro de 2012 decorrerá na Faculdade de Motricidade Humana o VI Seminário - "Exclusão Digital na Sociedade de Informação".
Com este seminário pretende-se promover a discussão e divulgar trabalhos que possam contribuir para o combate à info-exclusão e promover a acessibilidade das TIC. As anteriores edições deste seminário têm juntado cerca de 150 especialistas sendo cerca de metade dos participantes de origem estrangeira com predominância sul-americana.
Desde já vos convido a participar neste seminário e a apresentar comunicações submetendo resumos até ao dia 22 Dezembro de 2011.
Mais informações podem ser obtidas na página do seminário em:

José Alves Diniz
Presidente da Comissão Organizadora do SemimeLisboa 2012»

(reprodução de mensagem que me caiu ontem na caixa de correio electrónico, com a proveniência identificada)

segunda-feira, novembro 28, 2011

"Castanheira da Costa divulgou ao JM que estudantes brasileiros poderão fazer licenciaturas na UMa"

"Universidade da Madeira procura receitas no Brasil
O reitor da Universidade da Madeira anunciou ao Jornal da Madeira que o estabelecimento de ensino superior madeirense está a tentar atrair fundos estrangeiros, estando já a olhar para as potencialidades que o Brasil oferece. O objectivo é atrair a vinda de brasileiros para as licenciaturas e pós-graduações na Universidade regional, no âmbito do programa de licenciaturas internacionais promovido pelo Governo do Brasil.
Na última semana, Castanheira da Costa foi um dos reitores presentes numa reunião realizada na Universidade de Aveiro entre a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPES, do governo do Brasil, e reitores portugueses para tratar da adesão de mais universidades de Portugal ao referido projecto. Ao todo, 11 universidades demonstraram interesse em aderir, estando a UMa nessa lista.
Castanheira da Costa disse ao JM que o programa já integra a universidade de Coimbra, sendo que no processo de internacionalização dos alunos brasileiros, Portugal acaba por ser um país preferencial por causa da partilha da língua portuguesa. Assim, e atendendo a que a formação é dividida pelos dois países (parte em Portugal, parte no Brasil), os estabelecimentos de ensino superior de Portugal querem aproveitar esta potencialidade e, segundo Castanheira da Costa, a UMa está já a negociar para atrair estudantes brasileiros para a Região.
«O assunto está a ser estudado. Há alguns problemas por resolver, sendo que um deles tem a ver com a questão da propina, porque os estudantes brasileiros não pagam como em Portugal. É preciso esclarecer esse aspecto com o governo brasileiro, mas nós estamos esperançados que também se possa atrair mais estudantes para a UMa» e, dessa forma, obter mais receitas numa conjuntura financeira muito difícil para as instituições de ensino superior. Para além disso, divulgou o reitor da UMa, a universidade madeirense «vai contactar a comunidade madeirense no estrangeiro para que também a esse nível se possa ver como encontrar mais verbas para a universidade»."

(reprodução parcial de notícia Jornal da Madeira online, de 26 de Novembro de 2011)
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[cortesia de Nuno Soares da Silva]

domingo, novembro 27, 2011

"Uma guerra em que vale tudo - até o desemprego, a fome e a miséria"

Estamos lixados, sim! Mas não somos lixo!

(título de texto de opinião, da autoria de João Caupers, datado de 27-Nov-2011, disponível em UM por todos)

"Reitor da Cássica quer criar universidade de prestígio internacional com a Técnica"

«O reitor da Universidade de Lisboa, António Sampaio da Nóvoa, garantiu hoje estar a trabalhar com a Universidade Técnica para criar na capital uma universidade de “grande nível e prestígio” internacional.
“Abrimos a universidade à sociedade, com responsabilidade e exigência, mas o que nos move é a ambição de ter em Lisboa uma universidade de grande nível e prestígio internacional. É para isso que a Clássica e a Técnica têm vindo a trabalhar em conjunto”, afirmou o reitor durante a cerimónia de abertura do ano académico.
De acordo com Sampaio da Nóvoa, “a generosidade” das instituições que aceitam fazer este caminho, saindo das suas próprias fronteiras para se juntarem, “para unirem esforços na criação de uma ideia nova”, de uma nova universidade, “merece o apoio dos portugueses”.
O responsável pela Universidade de Lisboa considera que as duas instituições estão, com este gesto, a dar “um sinal de mudança” ao país.
Nóvoa afirmou que está a ser cumprido integramente o Contrato de Confiança celebrado com o anterior Governo, através da formação superior de mais estudantes e do reforço da aposta na ciência, conseguindo “cada vez mais receitas próprias”.
O reitor recordou que estão a viver-se “tempos difíceis, estranhos e incertos”, fazendo os portugueses hesitar entre “a vontade de manter o ânimo, a revolta e a determinação”.
Disse mesmo que o centenário da Universidade de Lisboa coincidiu com “um ano negro” para Portugal e para a Europa.
“Hoje sinto-me ateniense e grego e não cidadão ´´deste´´ mundo, um mundo de manajeiros, de tecnocratas sem rosto, de ´´mãos invisíveis´´ que ninguém controla”, afirmou.
Para Nóvoa, um Portugal não-europeu é “uma narrativa sem sentido”.
O reitor considerou que num momento em que a Europa “perdeu o Norte”, é preciso que “não perca também o Sul”.
“O nosso contributo maior passa pela construção de universidades que inscrevam o conhecimento e a ciência no coração do projeto europeu”, defendeu.
Segundo Sampaio da Nóvoa, as instituições de Ensino Superior, com os seus 20 milhões de estudantes, têm de ser “uma peça central” na definição da Europa.
“Agora que estamos perante a primeira grande rutura do século XXI, quando a rapidez das decisões esmaga o tempo humano da compreensão (…) precisamos, mais do que nunca, de reforçar a democracia”, defendeu.
António Sampaio da Nóvoa referiu ainda que existem mais de 150 milhões de estudantes do Ensino Superior no mundo, uma realidade que “sem precedentes” na história da Humanidade, que deve ser colocada ao serviço da paz, da liberdade, da ciência e do conhecimento.»

(reprodução integral de notícia Açoreano Oriental, de 2011-11-25)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

sábado, novembro 26, 2011

"PCP consegue aprovar proposta que elimina limites à contratação nas universidades"

«Lisboa, 25 nov (Lusa) - O Parlamento aprovou hoje uma proposta dde alteração ao Orçamento do Estado que visa eliminar um artigo que colocava limites à autonomia das universidades devido à necessidade de consolidação orçamental, como no recrutamento de trabalhadores.

A proposta aprovada na votação na especialidade da proposta de lei do orçamento para o próximo ano vem de encontro às preocupações dos diversos partidos da oposição sobre a autonomia das universidades com esta norma, com o Governo a ter dado a entender já anteriormente que estaria aberto a alterações.

"Por motivos de equilíbrio orçamental e disciplina das finanças públicas e com vista a assegurar a consolidação orçamental, em situações excecionais e transitórias podem ser estabelecidos, por lei, limites à prática de atos, pelos órgãos próprios das instituições do ensino superior públicas, que determinem a assunção de encargos financeiros com impacto nas contas públicas", dizia o artigo agora eliminado.

(reprodução de notícia LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A., de 2011/11/25)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

sexta-feira, novembro 25, 2011

"Cavaco defende autonomia das universidades"

«O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, defendeu a autonomia das universidades públicas.
O chefe de Estado considera que a autonomia das universidades deve ser preservada, confiando à sua responsabilidade "o rigor que se lhes exige na gestão dos escassos recursos disponíveis", pois a maioria das instituições já demonstrou "merecer a confiança dos poderes públicos, apresentando resultados dignos de reconhecimento e estímulo".
Cavaco Silva teme que "excessiva carência de recursos" e a "imprevisibilidade" prejudiquem as universidades, e defende a necessidade de "compromissos políticos e financeiros de longo prazo" e a preservação da autonomia daquelas instituições. O chefe de Estado falou aos jornalistas no Palácio de Belém depois de ter condecorado a Universidade de Lisboa - que comemora durante este ano o seu centenário - como membro honorário da Ordem Militar de Santiago de Espada que se destina a distinguir o mérito literário, científico e artístico.
Além disso, para o Presidente da República "a obtenção de resultados de elevado nível exige, de facto, recursos adequados e uma necessária autonomia de decisão". Por isso, acrescentou ainda, apesar do contexto de "grave crise económica e orçamental", é fundamental ter presente que, num quadro de acesa concorrência a nível global, "a excessiva carência de recursos ou a sua imprevisibilidade pode provocar um atraso difícil de recuperar".
Numa intervenção curta, perante representantes da Universidade de Lisboa, Cavaco Silva referiu que "não tem sido nada fácil, entre nós, o papel das universidades ao longo dos tempos. As universidades contribuíram decisivamente para a afirmação de um Estado moderno, que recuperou de um grande atraso ao nível educacional, que integrou a União Europeia e passou a competir num mercado global e sem fronteiras, apto a acolher e integrar pessoas vindas de todos os cantos do mundo", referiu, lembrando que o número de diplomados cresceu cinco vezes em apenas duas décadas.
Corroborando a intervenção do Presidente da República, o reitor da Universidade de Lisboa, António Sampaio da Nóvoa, defendeu igualmente a necessidade de "mais autonomia e de mais liberdade", para que a instituição seja uma universidade "virada para a sociedade" e para a "responsabilidade social".
Por outro lado, acrescentou, as universidades têm também apostar num futuro de "renovação geracional", acolhendo a nova geração qualificada. Na sua breve intervenção, o reitor da UL fez ainda referência à necessidade de apostar num "impulso de mudança", que passa por propor ao país "a junção de universidade em Lisboa" e "uma nova configuração da sua rede".»

(reprodução integral de notícia Económico online, de 24 de Novembro de 2011)
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[cortesia de Nuno Soares da Silva)

quarta-feira, novembro 23, 2011

"Apelo à Greve Geral"

Dia 24 de Novembro manifesta-te contra as medidas de austeridade,

junta-te ao Movimento Indignados - 15 Outubro Braga

10h30 Plenário junto ao Prometeu (Campus de Gualtar)

13h30 Marcha desde a Universidade do Minho até à Avenida Central

15h Concentração na Avenida Central

Participa e e faz ouvir a tua voz!





(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente de Elena Brugioni)

You can't

"You can't suppress creativity, you can't suppress innovation."

James Daly

(citação extraída de SBANC Newsletter, November 22, Issue 696 - 2011, http://www.sbaer.uca.edu)

segunda-feira, novembro 21, 2011

"Falta de dinheiro obriga adultos a abandonar estudos"

«Muitos adultos estão a abandonar os estudos pela segunda vez na vida porque já não conseguem suportar as despesas. No ensino superior privado é neste segmento que mais se notam os efeitos da crise.
O ISLA Campus Lisboa perdeu metade dos alunos com mais de 23 anos. O diretor-geral, Nelson Brito, sabe que a perda de rendimento e o desemprego estão na base do fenómeno.
"Noto uma maior dificuldade em cumprirem prazos de pagamento das propinas mensais e noto uma dificuldade ainda maior na população estudantil dos maiores de 23 anos, pessoas que já trabalham", afirma.
"Pelo facto de ter aumentado o desemprego, têm hoje menores condições para continuarem os seus estudos", observa o responsável pelo antigo Instituto Superior de Línguas e Administração, hoje integrado numa rede internacional.
"Perante a situação de agravamento no seu emprego e de diminuírem as deduções fiscais com educação, as pessoas estão mais renitentes em tomar a decisão de vir estudar novamente", observa.
Nelson Brito diz que a internacionalização do ISLA permite compensar a perda dos trabalhadores estudantes através de alunos que entram diretamente do 12.º ano, mas a situação está longe de corresponder às expetativas: "Devíamos estar a crescer e não conseguimos porque perdemos 50 por cento dos alunos que já trabalham".
Os atrasos nos pagamentos das bolsas também não ajudam. A instituição está abrangida pelo programa de bolsas do Estado. Habitualmente tem 150 pedidos de bolsa de Ação Social e ainda não sabe quantas vai perder.
Dos alunos vão chegando avisos: "Dizem que dificilmente continuarão a estudar connosco se não receberem a bolsa".

As propinas nos estabelecimentos privados rondam os 3.000 a 3.500 euros.
Outras instituições contactadas pela Lusa ainda não querem assumir perdas, mas reconhecem que há cada vez mais estudantes a pedir flexibilidade no pagamento.
A Universidade Católica diz que procura dar resposta a esta realidade, mas escusa-se a avançar dados sobre a dimensão do problema. Reconhece, porém, que até ao fim ano haverá mais desistências.
Na Universidade Autónoma de Lisboa (UAL), no centro da cidade, estudam muitos trabalhadores. O diretor da Administração Escolar, Reginaldo Almeida, diz que perdas de alunos via 12.º ano são por vezes compensadas pelo contingente dos maiores de 23 anos.
Mas há o reverso da medalha - "Um crescente número de alunos com mensalidades em atraso".
A redução das bolsas e as crescentes dificuldades financeiras obrigam a UAL a ter hoje "uma política de Ação Social mais alargada".
Ainda não estão conferidos todos os resultados dos processos para atribuição de bolsa, mas o diretor admite que possa ter reduções na ordem dos 30 por cento, ao abrigo do programa da Direcção-Geral do Ensino Superior que envolve os privados.
Para evitar o abandono, a UAL está a adotar planos e condições de pagamento que em anos anteriores "não eram necessários".
O presidente da Associação Portuguesa de Ensino Superior Privado não tem dúvidas de que muitas destas situações vão acabar em desistência.
"Algumas instituições sentem cada vez mais pressão por parte dos estudantes para encontrar soluções novas para os problemas que eles estão a enfrentar", conta João Redondo.
"É preciso uma solução geral e não de cada instituição para esta gente poder continuar a estudar", defende, antevendo que este ano haverá mais alunos com dificuldades e a abandonar os estudos por motivos financeiros.
Diz que ainda não se pode falar numa "hecatombe", mas admite que em 80 a 85 por cento dos casos de abandono, os motivos apontados são dificuldades no pagamento das propinas.
O IADE e o IPAM, institutos do mesmo grupo para as áreas de design, marketing e publicidade, confirmam que os adultos que procuram uma segunda oportunidade serão os mais afectados.»

(reprodução de notícia Diário de Notícia online, de 20 de Janeiro de 2011)
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[cortesia de Nuno Soares da Silva]

sábado, novembro 19, 2011

Notícias da UMinho e não só: "preocupação sobre a atual situação financeira do AveParque"

«Seguidamente, o Professor Cadima Ribeiro referiu que compreendia a dificuldade sentida pelo Reitor na questão dos numerus clausus, porque enquanto Diretor do Departamento de Economia da EEG se tem apercebido dessa realidade. [...] Por fim, manifestou preocupação com a atual situação financeira do AveParque, devido aos interesses e investimentos que a UMinho tem naquela entidade.»

(excerto de projecto de Ata Nº 06/2011, de reunião do Conselho Geral da Universidade do Minho, realizada aos vinte e seis dias do mês de Setembro de dois mil e onze, pelas nove horas e trinta minutos)

"Uma política furtiva"

Notícia Correio do Minho
Adriano Moreira: “A fronteira da pobreza atravessou o mediterrâneo”:
http://www.correiodominho.pt/noticias.php?id=56612
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quinta-feira, novembro 17, 2011

Notícias da UMinho, isto é, mais notícias de coisas tristes

A Praxe é Isto!


(título de mensagem, datada de Quarta-feira, 16 de Novembro de 2011, disponível em O melhor para a universidade)

quarta-feira, novembro 16, 2011

"Universidades vivem em ´asfixia burocrática`, diz Reitor"

«António Sampaio da Nóvoa critica a "asfixia democrática" actual e faz um apelo ao Governo: "deixem-nos em paz, deixem-nos trabalhar".

António Sampaio da Nóvoa disse hoje que o contrato de confiança assinado com o anterior Governo não vai ser cumprido. "Na actual situação das universidades, os objectivos do Contrato de Confiança não podem evidentemente ser atingidos", declarou Nóvoa no "Fórum de Gestão do Ensino Superior nos Países e Regiões de Língua Portuguesa", na Universidade de Lisboa (UL).

O reitor da UL afirmou também que as universidades sofrem de uma "asfixia burocrática" que pode pôr em risco a transmissão de conhecimento para a sociedade. O Contrato de Confiança acompanhava as metas da Estratégia da União Europeia 2020 e previa o aumento do número de alunos nas instituições de ensino superior, mas também vinculava o Estado a transferir mais fundos para as universidades. Perante um cenário de cortes orçamentais, o Contrato de Confiança parece agora ficar sem efeito.

"Há um emaranhado burocrático que pode ser asfixiante para as universidades", critica também António Sampaio da Nóvoa. "É uma verdadeira insanidade que coloca em causa as zonas mais dinâmicas da universidade", acrescenta. O reitor da UL pede que "definidas as regras sobre a organização dos cursos, sobre a avaliação e a acreditação, deixem-nos em paz, deixem-nos trabalhar".

Sampaio da Nóvoa apelou ainda a uma reorganização da rede das instituições do ensino superior e dos cursos para criar a "massa crítica que permita às instituições ter a ciência e o ensino e que possam competir a nível europeu". O reitor sublinhou que "esta malha de universidades não está ao nível de responder aos desafios do século XXI".

Este apelo foi secundado por Adriano Moreira, professor universitário da Universidade Técnica de Lisboa, que participou também no Fórum e que declarou que ""reorganizar a rede vai exigir sacrifícios". O reitor da Universidade de Coimbra (UC), que falava no mesmo painel de António Sampaio da Nóvoa, frisou que "as universidades já só dependem em 50% das transferências do Estado". Mesmo assim, segundo João Gabriel Silva, "o Estado não tem e não vai ter dinheiro para manter o sistema universitário". Resta às universidades encontrar financiamento alternativo, seja dentro do país, seja recorrendo a fundos comunitários, defende o reitor da UC.»

(reprodução de notícia Diário Económico, de 14/11/2011)
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[cortesia de Nuno Soares da Silva]

segunda-feira, novembro 14, 2011

Comunicado do SPN: "António Nóvoa sem papas na língua"

«Caros colegas,
Na 3ª Conferência Nacional do Ensino Superior e da Investigação da FENPROF, António Nóvoa, Reitor da Universidade de Lisboa, produziu uma intervenção muito importante, no contexto da grave situação que o país e o Ensino Superior vivem.
Fez uma caracterização de 3 fracturas ocorridas no passado recente, tendo criticado “o desinteresse dos governos pelas Universidades” e denunciado que “não há estratégias de mudança mas sim de controlo”.
Criticou ainda “a forma resignada como as comunidades universitárias viveram esta ofensiva”, lamentando ainda as fragilidades da “nossa cultura de liberdade” e o silêncio da discussão das matérias que afectam o ensino superior no nosso país.
Afirmou ainda que uma universidade deve ser sobretudo “uma escola de liberdade”.
A sua intervenção completa encontra-se, em texto e em vídeo, em www.fenprof.pt/superior.
Cordiais Saudações Académicas e Sindicais
O Departamento do Ensino Superior e Investigação da FENPROF
***
24 de Novembro – GREVE GERAL

Serviço de Apoio ao Departamento de Ensino Superior do SPN
Tel.: 22 60 70 554 / 00
Fax: 22 60 70 595 / 6»

(reprodução integral de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente da entidade identificada)

domingo, novembro 13, 2011

"Professores aderem à greve geral de 24 de Novembro"

"O Sindicato Nacional do Ensino Superior (SNESup) vai aderir à greve geral de 24 de Novembro, disse à Lusa o presidente da estrutura sindical, que tem previstas outras ações de protesto até ao final do ano.
Contactado pela Lusa, o presidente do SNESup adiantou que o conselho nacional do sindicato decidiu avançar com um pré-aviso de greve específico para o ensino superior coincidente com o dia da greve geral, ou seja, a 24 de Novembro.

De acordo com António Vicente, ficou também definido que até ao final do ano iriam ser levadas a cabo outras acções de luta, nomeadamente a paralisação de actividades nas instituições ou «a ocorrência de momentos simbólicos que chamem a atenção para as condições que docentes e investigadores têm para desenvolver o seu trabalho».

A reunião do conselho nacional do SNESup decorreu sábado à tarde frente ao Ministério da Educação, no final de uma concentração simbólica que juntou cerca de 30 docentes e investigadores do ensino superior."

(reprodução de notícia Lusa/SOL online, de 11 de Novembro de 2011)
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[cortesia de Nuno Soares da Silva]

sexta-feira, novembro 11, 2011

Notícias dos alunos da UMinho: "Greve Geral na UM"

«O Orçamento de Estado 2011 exige uma resposta por parte de quem sofre os ataques cruéis das medidas de austeridade. Em nome dos direitos laborais e da justiça, foi convocada uma greve geral para dia 24 de Novembro.

Em nome dos direitos de quem trabalha, de quem não tem emprego, de quem tem emprego precário, de quem vê a sua pensão a ser cortada, de quem perde a bolsa estudo, queria deixar um apelo para que todas/os nos juntássemos na próxima segunda-feira, dia 14, às 18h, no Prometeu (Campus de Gualtar), para discutirmos a greve geral e decidirmos o que vamos fazer na UM nesse dia.

Espero ver-te lá!»

(reprodução de mensagem, de distribuição universal na rede da UMinho, que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, emitida por Rui Manuel Leite Antunes - a55786@alunos.uminho.pt)

Ensino básico e secundário: "materiais de apoio devem ter mais qualidade”

Notícia Correio do Minho
Fundação Francisco Manuel dos Santos: Visão limitada sobre ciência:
http://www.correiodominho.pt/noticias.php?id=56241
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quinta-feira, novembro 10, 2011

"Universidade de Coimbra fecha se houver mais cortes"

"O Reitor da Universidade de Coimbra afirmou hoje que a instituição encerrará em 2013 se o Governo continuar os cortes orçamentais e acrescentou que condicionar autonomia universitária significa ainda maior agravemnto do défice do Estado.
«Este corte para 2012 deixa-nos no absoluto limiar de funcionamento com um mínimo de dignidade, mas sem margem nenhuma. Em 2013 um corte equivalente ao de 2012 fecha a Universidade de Coimbra», afirmou, à margem da cerimónia de tomada de posse do diretor da Faculdade de Economia, José Reis.
João Gabriel Silva disse não ser compreensível que o Governo introduza idênticos cortes orçamentais em sectores que geram défice e em sectores que não geram défice, que é o caso do ensino superior em Portugal.
«As universidades actualmente, como a Universidade de Coimbra, só pagam metade dos seus custos com as transferências do Orçamento de Estado, e não podemos ser tratados da mesma forma que outros sectores que apenas geram buracos orçamentais», sublinhou.
Para João Gabriel Silva, esta situação assume contornos mais graves com uma proposta incluída no Orçamento do Estado para 2012 que é «o quase fim da autonomia universitária», e que irá condicionar a capacidade de angariar receitas externas.
«Se nos retiram autonomia e nós não conseguimos angariar receita isso vai agravar o défice. Nós temos de ir à luta todos os anos», para reunir os montantes financeiros, «que são já superiores às transferências do OE», para poder funcionar, acentuou.
Para João Gabriel Silva, «se não dão o peixe, mas também não deixam utilizar a cana de pesca» para que cada instituição possa «arranjar o seu próprio peixe», o ensino superior vai gerar um buraco orçamental que não gera há décadas.
«O Estado vai ter um problema onde não o tinha por nos manietar. Esperamos que haja a clarividência e sensatez para retirar essas limitações» à autonomia universitária, sustentou.
Na sua perspetiva, pode-se colocar a questão «se a boa gestão é bem vinda em Portugal», «se o Governo tem capacidade e interesse em distinguir as situações, ou se trata tudo por igual», a boa e a má gestão.
«Temos de saber, e o Governo tem de saber, se é tudo por igual. Se não fizer distinções não vejo esperança para o país», concluiu.
O reitor da Universidade de Coimbra referiu que a sua instituição sofre no próximo ano um corte de 20 milhões de euros num montante de transferências que se situava nos 80 milhões de euros. Oito milhões de euros são cortes diretos de funcionamento, e 12 milhões pela retirada dos subsídios aos funcionários."

(reprodução de notícia Lusa/SOL online, de 9 de Novembro de 2011)
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[cortesia de Nuno Soares da Silva]