Fórum de Discussão: o retorno a uma utopia realizável - a Universidade do Minho como projecto aberto, participado, ao serviço do engrandecimento dos seus agentes e do desenvolvimento da sua região

domingo, abril 08, 2012

"Reitores acusam Governo de não cumprir excepção prevista na lei"

«Finanças travam utilização de receitas próprias e não permitem qualquer excepção na lei dos Compromissos.
Os reitores e presidentes dos institutos politécnicos acusam o Governo de não cumprir com as excepções previstas na lei, no que diz respeito à utilização dos saldos transitados - receitas anuais que resultam das propinas, do financiamento de estudos e de projectos do ano anterior. Isto porque, a Direcção Geral do Orçamento (DGO) enviou um comunicado por email aos serviços de contabilidade das universidades "que vem pôr em causa o despacho do ministro das Finanças" ao afirmar que "continua a ser necessário um despacho conjunto para cada movimentação contabilística que utilize recursos provenientes dos saldos transitados", explica António Rendas, presidente do Conselho de Reitores.
Uma indicação que vem contrariar a excepção à Lei dos Compromissos concedida pelo ministro Vítor Gaspar, que autorizou, através de um despacho com data de 7 de Março, a utilização destas receitas para que as instituições "possam assumir compromissos futuros" que garantam normal funcionamento das universidades e politécnicos", reforça o reitor da Universidade Técnica de Lisboa, António Cruz Serra. Com a impossibilidade de utilizar estas receitas, os reitores "só podem assumir compromissos com as receitas que vão sendo geradas durante o ano", acrescenta.
Contactado pelo Diário Económico, o Ministério da Educação e Ciência esclarece que "os saldos podem ser usados para efeitos da Lei dos Compromissos. Mas mantém-se em vigor a regra do equilíbrio, já com 10 anos, segundo a qual os saldos no fim do ano não podem diminuir em relação ao ano anterior."
Situação que somada ao pedido de autorização ao ministros das Finanças e da tutela, imposta pela Lei dos Compromissos para todos os contratos ou pagamentos plurianuais (ou seja, que incluam anos económicos diferentes) vem colocar as instituições numa "situação de limite" e de "progressiva paralisação", alerta António Rendas.
Instituições à beira da paralisação
Além da Lei dos Compromissos criar obstáculos na captação de receitas próprias, o presidente do Instituto Politécnico de Portalegre, Joaquim Mourato, insiste que as instituições "não podem fazer uma simples contratação de um docente, fazer contratos de confecção de refeições ou até mesmo de serviços de fotocópias, sem ter a autorização prévia dos ministros da tutela e das Finanças". Pedidos que, afirma o presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), João Sobrinho Teixeira, "estão em cima da mesa do ministro Vítor Gaspar e estão pendentes," Mais que isso, diz, "por este andar vão chegar à secretária do ministro das Finanças muitas centenas, senão milhares de pedidos de autorizações para coisas simplesmente correntes". Um processo que, alega, dentro da autonomia financeira e de gestão das instituições de ensino superior, "deveriam ser os reitores e os presidentes, que estão próximos do funcionamento das instituições, a resolver".
Por isso, os reitores e presidentes de institutos, depois de terem sido recebidos pelo primeiro-ministro, foram ontem ao Parlamento pedir que seja criado um despacho "que permita às instituições que não tenham dívidas a utilização dos saldos por um lado e a excepção à autorização prévia para assumir os compromissos plurianuais." Caso não consigam a excepção à lei, António Rendas - que lembra que as universidades têm tido "uma atitude muito comedida" - assegura que vão "analisar a situação passo a passo."
A Lei dos Compromissos ainda não está regulamentada e está a ser alvo de discussão entre as tutelas de Nuno Crato e de Vítor Gaspar. Segundo apurou o Diário Económico, está agendada para o início da próxima semana uma reunião entre os ministérios para que a norma seja ultimada de forma a ser aprovada no Conselho de Ministros da próxima semana».
(reprodução integral de notícia Económico online, de 2012/o4/05)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

sábado, abril 07, 2012

"Interfaces & HCI 2012 in Lisbon, Portugal (2nd call): submit until 30 April"

«-- CALL FOR PAPERS - Deadline for submissions (2nd call): 30 April 2012 --

IADIS INTERNATIONAL CONFERENCE INTERFACES AND HUMAN COMPUTER INTERACTION 2012
Lisbon, Portugal, 21- 23 July 2012
(http://www.ihci-conf.org/)
part of the IADIS Multi Conference on Computer Science and Information Systems (MCCSIS 2012)
Lisbon, Portugal, 17 - 23 July 2012

* Keynote Speaker (confirmed):
Professor Yvonne Rogers, Director of UCLIC and Professor of Interaction Design, University College London, UK

* Conference background and goals
The IADIS Interfaces and Human Computer Interaction (IHCI) 2012 conference aims to address the main issues of concern within Interface Culture and Design with a particular emphasis on the affective aspects of design, development and implementation of interfaces and the generational implications for design of human and technology interaction. This conference aims to explore and discuss innovative studies of technology and its application in interfaces and welcomes research in progress, case studies, practical demonstrations and workshops in addition to the traditional submission categories.»

(reprodução parcial de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente da entidade identificada)

quinta-feira, abril 05, 2012

"Universidades com dificuldades em utilizar os saldos transitados"

O presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) revelou hoje que as instituições estão a ter dificuldades em utilizar os saldos transitados, o que as irá colocar, «muito brevemente», numa situação de «paralisação progressiva».
António Rendas adiantou que, apesar de existir um despacho de 7 de Março do ministro das Finanças, Vítor Gaspar, que permite a utilização destes saldos, esta orientação não foi transmitida de forma «suficientemente clara» à Direcção-geral do Orçamento (DGO).
A aplicação dos saldos transitados no orçamento de despesa só pode ser efectuada através de créditos especiais e após autorização do ministro das Finanças, afirmou António Rendas, que foi hoje ouvido sobre a Lei dos Compromissos na Comissão Parlamentar de Educação, Ciência e Cultura, a pedido do PS.
«Há um despacho do Sr. Ministro que nós queremos cumprir, mas quando chega à execução da mobilização dessas verbas, estamos a ter dificuldades ao nível da DGO», afirmou, à margem da audição, alertando que «sem a utilização dos saldos as universidades vão paralisar».
Alertou também para o que se está a passar ao nível do pagamento de bolsas de méritos aos melhores alunos.
«Neste momento passamos pela vergonha de pagar aos estudantes em regime de duodécimos porque a DGO não liberta de uma foram global esta verba para podermos recompensar os melhores», vincou, revelando que a Universidade Nova de Lisboa e outras instituições tiraram das suas receitas «uma verba significativa para pagar aos estudantes de mérito aquilo que lhes é devido pela sua qualidade».
«O que está neste momento em causa é o funcionamento diário das instituições. São os contratos com os docentes, mas também são os contratos de funcionamento das instituições», sublinhou.
Lembrou ainda que, nos últimos dez anos, as universidades portuguesas têm tido um papel muito importante na internacionalização do país: «Nós não fazemos só ensino, não fazemos só investigação, nós somos um factor de desenvolvimento do país e tudo isso vai ficando progressivamente paralisado».
«Em relação à lei dos compromissos, o que nós pretendemos é a possibilidade dos plurianuais, é a possibilidade de as instituições universitárias poderem ter autonomia como sempre tiveram para poder gerir os seus recursos», defendeu.
António Rendas frisou que as universidades não têm dívidas, mas que isso pode acontecer se mudarem o seu funcionamento.
A deputada do Bloco de Esquerda Ana Drago adiantou que «a irracionalidade» desta lei é justificada para impedir «gastos desmedidos», mas vai implicar que as universidades contraiam dívidas e avançou que o BE está a estudar uma proposta de alteração à lei.
Já a deputada do CDS-PP afirmou que «há uma grande boa vontade de resolver este assunto», enquanto o deputado do PCP Miguel Tiago afirmou que «a autonomia das universidades foi suprimida pelas Finanças com a autorização do Ministério da Educação».
A deputada socialista Maria de Belém Roseira afirmou que os portugueses precisam das universidades «como pão para a boca» para encontrar recursos para sair da crise.
O presidente do CRUP adiantou que as universidades estão «totalmente empenhadas em encontrar uma solução com o Estado para resolver este problema».
De acordo com esta lei, as entidades públicas passam a ficar limitadas na sua capacidade de assumir compromissos financeiros aos fundos disponíveis, podendo proceder a essa assunção de acordo com uma previsão de receita para os três meses seguintes, mas não em todos os casos.
(reprodução integral de notícia Lusa/SOL online, de 4 de Abril de 2012)
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[cortesia de Nuno Soares da Silva]

quarta-feira, abril 04, 2012

Intellectual growth

"Intellectual growth should commence at birth and cease only at death." 
Albert Einstein

(citação extraída de SBANC Newsletter, April 3, Issue 710 - 2012, http://www.sbaer.uca.edu)

terça-feira, abril 03, 2012

"Universidade de Massachusetts quer multiplicar número de alunos norte-americanos em Portugal"

"A Universidade de Massachusetts, Estados Unidos, vai lançar um programa de estudos para multiplicar o número de alunos norte-americanos a estudar em Portugal, usando o país como 'pólo' universitário para o mundo lusófono.
O programa Study Abroad 'UMass Lisbon', hoje publicamente apresentado, será o programa virado para Portugal, envolvendo todas as faculdades de uma grande universidade norte-americana, disse à agência Lusa Michael Baum, presidente do departamento de ciência política da universidade norte-americana.
«Gostávamos de aumentar dramaticamente o número de alunos norte-americanos a escolher Portugal como destino para estudar no estrangeiro. Quando se olhar para o número dos que estudam em Espanha, por exemplo, a diferença é desproporcionalmente baixa para Portugal», afirmou o professor norte-americano, que vai coordenar o programa.
«Esperamos que, tornando Lisboa no nosso pólo, o mundo lusófono se torne mais acessível aos nossos alunos, criando assim elos mais fortes entre as economias dos Estados Unidos, União Europeia, Brasil, Angola, Moçambique e outras economias emergentes em rápido crescimento no mundo lusófono», adiantou.
Com cinco 'campus' e 66 mil alunos, a Universidade de Massachusetts serve um Estado onde vivem muitos portugueses e luso-descendentes, mas também brasileiros e cabo-verdianos.
Baum frisou que, «apesar de todos os horrores da crise da zona euro», Lisboa «continua a ser uma cidade incrivelmente encantadora, com infra-estruturas de primeira».
Em Portugal, a universidade norte-americana terá como parceiro o ISCTE e Baum mostra-se confiante que o programa «vai crescer com o passa-palavra», assim que for atingida uma «massa crítica» de alunos a estudar em Lisboa.
Michael Baum assumiu que o mais difícil é «pôr Portugal no radar dos alunos norte-americanos a considerar estudar no estrangeiro», uma vez que a maioria considera naturalmente outros países anglófonos, Itália ou Espanha.
O programa é também aberto a alunos de outras universidades que queiram participar, por períodos de um verão, um semestre ou um ano lectivo.
A apresentação do programa, nos Arquivos Luso-Americanos Ferreira Mendes, contará com a presença do embaixador de Portugal em Washington, Nuno Brito, e com representantes da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD) e da TAP.
A FLAD apresenta-se como maior patrocinador da iniciativa, com 75 mil dólares ao longo de três anos, juntamente com a Elisia and Mark Saab Foundation (30 mil dólares em bolsas de estudo).
A TAP vai disponibilizar tarifas especiais Newark-Lisboa aos alunos norte-americanos.
O recrutamento está em curso para o primeiro grupo, de menos de 10 alunos, que chegará a Lisboa para o semestre de Outono.
«Esperamos ver este número crescer nos próximos semestres», adiantou Baum.
Desde 2001, a UMass tem um programa de estudos de verão em Lisboa, que vai continuar até no próximo ano ser integrado no novo programa.
Segundo o Consulado de Portugal em New Bedford, no âmbito da sua visita à Costa Leste, o embaixador em Washington vai ainda encontrar-se com os presidentes da câmara de New Bedford, Taunton e New Bedford, cidades de grande presença luso-americana, e participar no banquete anual da Prince Henry Society."
(reprodução de notícia Lusa/SOL online, de 3 de Abril de 2012)
[cortesia de Nuno Soares da Silva]

quarta-feira, março 28, 2012

Never put off…

"Never put off until tomorrow what you can do the day after tomorrow." 
Mark Twain


 (citação extraída de SBANC Newsletter, March 19, Issue 709 - 2012, http://www.sbaer.uca.edu)

terça-feira, março 27, 2012

"Preparing Teachers and Developing School Leaders for the 21st Century"

Publicações da OCDE 
"Preparing Teachers and Developing School Leaders for the 21st Century":
http://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2012/03/Preparing-Teachers-and-Developing-School-Leaders-for-the-21st-Century.pdf

"Ensino Superior e Investigação - Assine a Petição Europeia"

«MANIFESTO EUROPEU DE SINDICATOS DO ENSINO SUPERIOR E INVESTIGAÇÃO PARA SAIR DA CRISE
O MANIFESTO DE ROMA
A crise económica toca todos os países da Europa. Em particular os do sul da Europa são os mais visados por medidas altamente restritivas e castradoras do seu desenvolvimento futuro, ao incidirem sobre um dos principais sectores estratégicos: o ensino superior e a investigação.
Para combater a crise e as medidas que a seu pretexto estão a ser tomadas, exigem-se respostas concertadas do movimento sindical à escala da Europa. Os sindicatos deste sector de vários países (membros, como a FENPROF, da IE – INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO), com realce para os da Europa do sul, têm-se reunido regularmente para coordenar posições e prever acções sindicais conjuntas de resistência e luta contra estas situações.
Neste contexto, realizou-se em Outubro de 2011 um seminário internacional em Roma sobre “As consequências da crise económica nas instituições de ensino superior e investigação”, organizado pela FLC-CGIL (Itália), em que a FENPROF participou, e em que se aprovou o texto base do MANIFESTO DE ROMA.
O MANIFESTO DE ROMA, originalmente lançado pela FENPROF, pela FE.CCOO (ESPANHA), pelo SNESUP e pelo SNES (França), pela FLC-CGIL (Itália) e pela IFUT (Irlanda), é “(...)um apelo à acção na defesa e melhoria dos nossos sistemas de ensino superior e investigação, porque eles são parte integrante da herança dos nossos povos (...)”.
Por forma a aumentar a pressão sobre as instâncias nacionais e europeias, o Manifesto é agora proposto à subscrição pública em todos os países da Europa.
A FENPROF apela à sua subscrição pelos colegas e pelos portugueses em geral, para que possamos dar vida a um texto e transformá-lo em arma contra as actuais políticas de empobrecimento e recessão, nacionais e europeias.
O Manifesto de Roma pode ser lido e subscrito em http://petizioni.flcgil.it/manifesto-roma?lang=pt
Colega, lê e assina esta petição europeia, em defesa do ensino superior e da investigação e do seu contributo para construir um mundo melhor.
O Departamento do Ensino Superior e Investigação da FENPROF


(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente da entidade identificada)

domingo, março 25, 2012

"Universidades correm o risco de parar"

António Rendas, presidente do Conselho de Reitores anuncia que as universidades vão recorrer a Passos para pedir excepção à Lei dos Compromissos...
Depois de várias reuniões com a tutela, os reitores recorreram a Passos Coelho para pedir excepção à Lei de Compromissos.
Algumas das rotinas diárias dos universitários como substituir uma lâmpada, pagar aos fornecedores das cantinas ou até mesmo contratar um professor para dar aulas, estão em risco. Isto porque, com a aplicação da Lei dos Compromissos, que entrou em vigor no passado dia 22 de Fevereiro para a administração central, todos os compromissos plurianuais (de anos civis diferentes) que impliquem despesa, passam a ter que ter autorização do ministro das Finanças, Vítor Gaspar.
Uma regra que os reitores consideram como "profundamente paralisante a curto prazo", porque as Finanças "não vão ter capacidade de resposta em tempo útil" para que as universidades consigam manter "o normal funcionamento e a continuação do trabalho do dia-a-dia com qualidade", alertou o reitor da Universidade Técnica de Lisboa, António Cruz Serra, após a reunião do Conselho de Reitores (CRUP), que decorreu na semana passada.
Depois de várias reuniões durante semanas com a tutela a pedir excepção à lei, os reitores decidiram pedir uma reunião com carácter de urgência ao primeiro-ministro. E lançaram o aviso: "Não vamos estar parados à espera de ver as nossas instituições a decomporem-se. Nenhum reitor o fará", disse o reitor da Universidade de Coimbra, João Gabriel Silva, sublinhando que esta é "uma decisão unânime" do CRUP.
A Lei dos Compromissos prevê que as instituições de Ensino Superior só podem assumir compromissos financeiros - como a contratação de serviços de água ou luz - se demonstrarem que têm fundos disponíveis para fazer face a essa despesa. Em causa, estão, por exemplo "a contratação de professores para semestres diferentes, as bolsas de estudo concedidas pelas universidades aos alunos, durante um ano lectivo, os contratos com os fonecedores para as cantinas", explicou o presidente do CRUP, António Rendas.
Os reitores dizem "não entender" porque estão incluídos nesta lei criada para resolver o problema dos pagamentos em atraso, porque, assegura António Rendas, as universidades "não têm dívidas" . "Esse é o erro base da lei, para controlar um problema que não existe nas universidades, e que cria graves problemas ao funcionamento das instituições de Ensino Superior", criticou ainda João Gabriel Silva.
Questionado pelos jornalistas, o ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, recorda que a lei "ainda não está regulamentada e o ministério está a trabalhar em diálogo com as universidades para que o problema se resolva". Contactados pelo Diário Económico, nem o ministério das Finanças nem o gabinete do primeiro-ministro quiseram prestar declarações até à hora de fecho desta edição.
(reprodução de notícia Económico,  de 2012/03/25)
[cortesia de Nuno Soares da Silva]

quinta-feira, março 22, 2012

segunda-feira, março 19, 2012

"Fusão não é combustão"

«Na Faculdade de Arquitectura de Lisboa, um esclarecedor exemplo do chocante confronto entre dois caminhos para superar os problemas nacionais
Numa altura em que ministro da Educação e reitores das universidades Técnica e Clássica de Lisboa apadrinham o que chamam de uma fusão entre elas, 36 professores convidados da Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa foram contactados, nos últimos dias, pelo presidente desta mesma faculdade, eleito há apenas duas semanas, e por directa instigação do reitor da Técnica, a rescindirem os seus contratos, ou seja, a despedirem-se a si próprios, sem qualquer indemnização.
Seria esta a forma, segundo o referido presidente, de salvar a faculdade e sanear o seu défice financeiro acumulado em anos recentes e orçado em 800 mil euros.
Entre aqueles 36 professores, há inúmeros que o são, ali, há dezenas de anos, conduzindo e leccionando cadeiras por onde passaram centenas de alunos, apesar de terem sempre sido contratados a prazo, coisa que, como é sabido, é ilegal para o sector privado mas a que o Estado se arroga para permitir, nomeadamente, deploráveis situações como esta.
O referido despedimento, para além da destruição de inúmeras carreiras académicas, reduziria a condições quase inoperacionais cursos como os de design, design de moda ou cenografia, e teria, também, nefastas consequências no curso de arquitectura e em toda a instituição. E, tudo isto, numa que remonta ao século XVI e que teve a sua última formulação moderna em 1979, por onde passaram enormes vultos das respectivas áreas.
Evidentemente que não espero surpreender o leitor com mais 36 despedimentos, num País onde eles já ultrapassam, e muito, o milhão de cidadãos.
Mas o que aqui está envolvido é algo que interessa ao País.
Primeiro, emerge na Faculdade de Arquitectura o que já é bem patente em muitos outros sectores. Em vez de nos unirmos, a sério, num esforço colectivo, solidário e mobilizador da superação dos problemas nacionais, nomeadamente os financeiros, por todos repartido equitativamente, escolhem-se os mais fracos, os mais frágeis, e carrega-se sobre eles as medidas mais desumanas e castradoras.
Em segundo lugar, expressa-se, já, na Faculdade de Arquitectura, o que alguns, como o ministro da Educação e o reitor da Universidade Técnica, entendem ser a fusão das universidades. Um excelente pretexto para despedir (ou então, naquele incrível eufemismo, de serem as pessoas a despedir-se a si próprias) e desactivar instituições credíveis e sustentáveis pelo muito e bom trabalho que desenvolveram.
Farão bem os professores de todas as faculdades e escolas envolvidas, inclusive o reitor da Universidade Clássica, em olhar para a brutalidade do que está a acontecer na Faculdade de Arquitectura e em reflectir sobre uma política que lança apenas uma corda a que alguns se agarrarão, por oportunismo ou arbitrariedade, mas em que muitos, e muito injustamente, ficarão de fora e cairão nas chamas do desemprego e do sofrimento. Em combustão.»
 Carlos Oliveira Santos 
Professor Convidado da Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa
(reprodução de artigo de opinião Económico online, de 18 Março 2012)
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[cortesia de Nuno Soares da Silva]

"GREVE - DIREITO À INDIGNAÇÃO"

«Porque
Portugal tem um dos financiamentos mais baixos do ensino superior e da investigação na Europa

Porque
Os cortes feitos no ensino superior estão a pôr em causa a investigação, a qualidade do ensino, e a própria viabilidade das instituições

Porque
As carreiras estão congeladas, os salários e as pensões foram cortados e os subsídios confiscados

Porque
As famílias portuguesas são das que mais pagam para financiar a frequência do ensino superior dos seus jovens

Porque
O acesso dos jovens ao ensino superior, que constitui um progresso social e é fundamental para a construção de uma sociedade democrática, está ameaçado pelo aumento dos custos associados

Porque
Se verifica um crescente retrocesso na democratização do acesso e da frequência no ensino superior

Porque
A crise não pode servir de desculpa para tudo, em particular para o empobrecimento do país e da população

Porque
A educação deve ser tendencialmente gratuita

Porque
O ensino superior não pode ser encarado como uma despesa mas como um elemento fundamental para a construção do nosso futuro colectivo

Porque
Defendemos um ensino superior público de todos e para todos

Porque
A luta é por todos e de todos; como a GREVE … é GERAL!

VAMOS FAZER GREVE NO DIA 22


(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente da entidade identificada)

"Portugal Social"

«Não é o Portugal Social mais um Facebook? Porque devo participar?
Em termos técnicos poder-se-á encontrar algumas semelhanças, contudo acreditamos que este projecto vá mais além, não só ao nível da imagem que lhe dá uma identidade própria, como também por ter sido pensado para os portugueses e para a sua realidade. Outro ponto forte, é o facto de respeitarmos a sua privacidade. Enquanto que a informação que coloca no Facebook, incluindo as suas mensagens privadas e chats, ficam sempre registadas nas bases de dados da plataforma e você não tem como apagá-las, mesmo que dê ordem para isso ou cancele a sua conta, aqui, quando decidir deixar-nos, tudo é apagado. Queremos também que possa estar num espaço onde não seja constantemente incomodado com notificações e aplicações que não lhe interessam, podendo assim trocar e partilhar sem o ruído de fundo que se pode sentir, hoje, no Facebook.
Mas a razão principal para que participe e se registe, é porque você é português e este é um espaço pensado para si. Iremos criar, no futuro, novas secções a pensar na nossa realidade nacional assim como fomentar a partilha e a troca, mesmo para além da esfera virtual. Lembre-se que o Portugal Social é um espaço criado por pessoas iguais a si, que vivem dentro de um mesmo contexto social e cultural e que, por isso mesmo, compreendem melhor a suas necessidades, podendo fazer chegar-lhe, com maior facilidade, tudo aquilo que tem a ver consigo, algo que o facebook, por ser um espaço generalista criado por pessoas que vivem noutros contextos culturais, não poderá fazer.
Por isso, espalhe a palavra e divulgue este projecto. Vamos fazer do Portugal Social o espaço de eleição dos portugueses, assim como o trampolim que possa permitir que um conjunto de iniciativas, fora da esfera virtual, possam vir a acontecer de modo a promover a partilha e a entre-ajuda de todos.

Com o nosso profundo agradecimento,
Equipa do Portugal Social


(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente da entidade identificada)

sábado, março 17, 2012

Serviço público: "Fwd: Pedido de divulgação do Filme ´Declaração de Guerra`"

«O Theatro Circo de Braga apoia o projeto "Um Dia Pela vida" em Braga, da Liga Portuguesa Contra o Cancro e vai apresentar, no dia 19 de Março, às 21h 30m, um filme sobre a problemática do cancro. 
O filme "Declaração de Guerra" conta a história verídica de um casal jovem que tem um filho com cancro e evidencia toda a sua luta e dedicação para o vencer. No final da apresentação, a Dra Cristiana Fonseca, psicóloga da Liga, comentará a problemática do cancro. 
Um parte da venda de bilhetes reverte a favor da Liga Portuguesa Contra o Cancro. Nesta perspetiva, solicito a Vª Exª a publicitação desta notícia, no sentido de podermos ter o Theatro Circo com o máximo de lotação.
Muito gratos por todo o apoio que possam prestar em prol desta luta. 
Com os melhores cumprimentos Maria de Fátima Soeiro 
 (Responsável Local do Projeto)»

[reprodução do corpo principal de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico]

sexta-feira, março 16, 2012

EEG/UMinho: FÓRUM EMPREGO 2012

«IX Jornadas Universitárias de Emprego  
“Competências Transversais no Acesso ao Mercado de Trabalho”
23 de março – 14h15
Anfiteatro 1.01 – EEG, UMinho

Decorrerá no próximo dia 23 de março, às 14h15, no Anfiteatro 1.01 da Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho, em Gualtar, Braga, o Fórum Emprego 2012: IX Jornadas Universitárias de Emprego. A edição de 2012 tem como tema: “Competências Transversais no Acesso ao Mercado de Trabalho”.
Esta iniciativa enquadra-se no programa EURES Transfronteiriço Norte de Portugal – Galiza e pretende facilitar e agilizar o processo de integração dos estudantes no mercado de trabalho, tanto a nível local, como transfronteiriço e europeu. O programa centra-se na divulgação de técnicas de procura de emprego e na explicação dos objetivos e funcionalidade do programa de emprego EURES da União Europeia.
A organização deste evento é da responsabilidade do Núcleo de Investigação em Políticas Económicas(NIPE) da Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho, com o apoio do EURES Transfronteiriço Norte de Portugal – Galiza.

Informações adicionais:
Núcleo de Investigação em Políticas Económicas(NIPE)
Escola de Economia e Gestão
Universidade do Minho
Telefone: 253 604517

Gabinete de Comunicação
Escola de Economia e Gestão»

(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente da entidade identificada)

quarta-feira, março 14, 2012

Success is to be measured...

"Success is to be measured not so much by the position that one has reached in life as by the obstacles which he has overcome."
Booker T. Washington


(citação extraída de SBANC Newsletter, March 13, Issue 708 - 2012, http://www.sbaer.uca.edu)

domingo, março 11, 2012

Notícias da UTL: Faculdade de Arquitectura

Notícia Público
Faculdade de Arquitectura da U. Técnica de Lisboa sem dinheiro para salários: http://www.publico.pt/Educa%C3%A7%C3%A3o/faculdade-de-arquitectura-sem-dinheiro-para-salarios-1537248

sábado, março 10, 2012

Serviço público: "2012 (WCSEHTFL) Conference Invitation on World Congress against Sex Exploitation, Human Trafficking and Forced Labour !!!"

«Dear Colleagues,
 
                It is a great pleasure to invite you to the World Congress against Sex Exploitation, Human Trafficking and forced labor (WCSEHTFL) 2012. The theme of this conference is: New Dimensions of Commercial Sexual Exploitation of Children (CSEC) and Combating Human and Sex Trafficking Worldwide. This topic not only invites us to reflect upon the basic and classical criminological ideas from a contemporary perspective, but also proposes to discuss their current transformation, modification, and new developments.
 
The World Congress against Sex Exploitation, Human Trafficking and forced labor is scheduled to take place from 16th to 18th April in New York and from 20th to 25th April 2012 in Madrid Spain. The congress is hosted by the Campaign against Sex Trafficking and sponsored by other benevolent donors worldwide
 
Objectives of the Congress against Sex Exploitation, Human Trafficking and forced labor objectives are:
 
1. To Increase awareness about the many types and ramifications of Human Trafficking
2. To serve as a resource to the public and advocates by providing valuable information about other initiatives working to address human Trafficking sex trafficking
3. To provide rehabilitation services to current and potential victims.
4. To encourage policy at local and national levels that will contribute to reducing human trafficking and abuse.
5. To provide insight in the activities in the field of science and policy interface; 
6. To build a platform of knowledge at an international level;
 
For more information contact the conference organizing committee via e-mail: wcsehtflr@blumail.org  
 
Sincerely,
Eleanor Ramiro
E-mail:  eramiro@blumail.org»

(reprodução integral de mensagem que me caiu ontem na caixa de correio electrónico, proveniente da entidade identificada)

quarta-feira, março 07, 2012

"Fusão de universidades Técnica e Clássica pode avançar sem acordo"

«Mesmo com a oposição de algumas direcções, a fusão pode avançar.
A fusão da Universidade Técnica (UTL) com a Universidade de Lisboa (UL) pode avançar mesmo com a oposição de presidentes de algumas faculdades. Isto porque a posição contra de uma faculdade pode não chegar para travar o processo. A decisão final do futuro da fusão de duas das maiores instituições de ensino superior cabe apenas aos conselhos gerais e, segundo a ex-reitora da UTL Helena Pereira - que faz parte do grupo de trabalho deste projecto - a decisão final "pode não resultar da opinião das faculdades" podendo até ser uma decisão imposta.
No entanto, nenhum dos conselhos gerais "deverá querer ir contra a opinião da maioria da comunidade académica" destas universidades, porque "este processo só faz sentido se for feito com as pessoas", remata Helena Pereira.
O reitor da UTL, António Cruz Serra, explicou ao Económico que o travão do processo - que está em debate público até dia 7 de Abril em cada faculdade - "está nos argumentos apresentados." As posições contra a fusão, sublinha Cruz Serra, "até podem chegar de um grupo de alunos" desde que "apresentem argumentos válidos."
No entanto, apesar de haver algumas críticas e receios por parte de alguns professores e directores de faculdades, as personalidades externas que fazem parte dos conselhos gerais da UL e da UTL consideram a fusão como sendo positiva.» 
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(reprodução de notícia Económico online, de 2012/03/06)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]