Fórum de Discussão: o retorno a uma utopia realizável - a Universidade do Minho como projecto aberto, participado, ao serviço do engrandecimento dos seus agentes e do desenvolvimento da sua região

terça-feira, agosto 07, 2012

“Educação e desenvolvimento têm de ser convergentes”

«O ex-ministro da Educação explica o que está por detrás do atraso educativo português.
São três as dimensões analisadas por David Justino, autor de "É difícil educá-los", neste ensaio onde o professor partindo da consciência do atraso educativo português, analisa os diferentes factores que poderão estar por detrás desta realidade. Em entrevista afirma que o que falha na educação é "o mesmo que falha nos restantes sectores: incapacidade de mobilizar e organizar recursos para objectivos de médio e longo prazo".
Leia uma parte da entrevista, que poderá ser lida na íntegra em www.livrosemanias.blogs.sapo.pt.
O que falha em Portugal, em termos educativos?
O mesmo que falha nos restantes sectores: incapacidade de mobilizar e organizar recursos para objectivos de médio e longo prazo. Porque é que a educação teria de ser diferente dos problemas de competitividade empresarial, da organização social ou do desenvolvimento cultural? Durante décadas apenas nos centrámos em ter mais educação e só mais recentemente tentamos melhorar os níveis de desempenho em comparação com os nossos parceiros internacionais. Em vez de nos preocuparmos com a qualidade das aprendizagens, andamos preocupados com problemas acessórios como o fecho de escolas, os agrupamentos, os concursos de professores. Tudo isto é instrumental. O que nos falta é uma visão de futuro para a educação que permita sustentar um modelo de crescimento económico que também ninguém quer saber qual vai ser. Daqui a 15 anos, que é o tempo médio necessário para formar uma nova geração, que tipo de profissionais é que a economia vai precisar? Com que perfis de formação? Que tipo de conhecimentos e competências serão críticas daqui a duas décadas? O que se deve valorizar, a acumulação de conhecimentos ou o desenvolvimento da capacidade de pensar os problemas? São estas questões que precisam de ser respondidas, mas será bom que o sejam numa perspectiva integrada e com uma visão de futuro. O tempo da educação não se compadece com o imediato nem com o mediático.
O que se pode fazer para melhorar o atual estado da educação?
O que tentei demonstrar no meu livro é que temos progredido no que respeita a "mais educação". Temos aumentado a escolarização tornando-a mais vez mais generalizada entre a população e com mais tempo de frequência, temos vindo a reduzir os níveis de abandono e de insucesso escolares, temos melhores estabelecimentos escolares e uma rede que tem vindo a ser adequada às novas realidades das populações e do território. Começa a chegar a altura de pensarmos prioritariamente no que se ensina e no que se aprende, como se ensina e como se aprende de forma a aumentar a qualidade da formação e a tornar as novas gerações melhor preparadas para enfrentar os desafios do futuro. Muitos desses desafios nem sequer os adivinhamos. Por isso precisamos de lhes transmitir uma sólida formação de base em que a capacidade de pensar e resolver problemas possa ser valorizada, em que os hábitos de trabalho, o rigor e a disciplina, a abertura perante o mundo e a defesa da nossa identidade como povo, possam ser as traves mestras de uma cultura assente no conhecimento, na ciência e na capacidade de nos integrarmos nos grandes movimentos globais. Vamos ter de reinventar o sistema de ensino. Quanto mais tarde o fizermos, mais atrasados ficaremos.
Perfil: David Justino
Economista de formação, David Justino doutorou-se em Sociologia em 1987, tendo recebido o Prémio Calouste Gulbenkian de Ciência e Tecnologia. Actualmente Professor associado da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, o professor é investigador do CESNOVA e assessor da Presidência da República para Assuntos Sociais. David Justino foi deputado à Assembleia da República entre 1999 e 2002, eleito pelo círculo eleitoral de Lisboa. Em 2002 foi o escolhido por Durão Barroso para ministro da Educação, cargo que desempenhou até 2004.»

(reprodução de artigo ECONóMICO online, de 07/08/12  - Mafalda de Avelar)  
[cortesia de Nuno Soares da Silva] 

"Há alunos sem o 12.o ano que entram todos os anos como “externos” nas universidades e fazem as cadeiras dos cursos em que não conseguiram entrar"

Notícia jornal i 
Entrada de alunos externos divide reitores:
http://ht.ly/cMTUh

sábado, agosto 04, 2012

"Universidades sem dinheiro para os professores convidados"

«Asfixia financeira está a empurrar as instituições para a dispensa de docentes e para o encerramento de instalações.
Várias centenas de professores convidados pelas universidades e institutos politécnicos não vão ter o seu contrato renovado para o próximo ano lectivo. Esta é uma das consequências do corte orçamental de 2,5% anunciado pelo Governo (cerca de 16 milhões de euros) nas transferências em 2013. Um corte que os reitores dizem empurrar as instituições para uma "situação financeira limite".
Das 11 universidades e politécnicos contactados pelo Diário Económico, em média, cerca de 30 docentes não vão ter o seu contrato renovado. E há até faculdades que vão encerrar temporariamente as instalações para conseguirem poupar em despesas de funcionamento. É o caso do Instituto Superior Técnico, que vai "bloquear completamente as contratações" depois de já ter reduzido em cerca de 10% os docentes contratados em 2012, passando de 800 para 720, disse ao Económico o presidente do IST, Arlindo Oliveira. Além disso, a redução dos convidados "vai chegar aos 50%", situação que, acrescenta, deixa "o corpo docente muito desmotivado".
Este é o cenário para 2013 de uma das maiores faculdades do país, que pela primeira vez vai "encerrar as instalações temporariamente e funcionar em serviços mínimos". Medidas que vão ser tomadas mesmo depois da faculdade ter reduzido "em muito os serviços de limpeza, segurança e serviços de apoio", alerta o presidente do IST.»
(reprodução de notícia ECONÓMICO online, de 03/08/12- Ana Petronilho)
[cortesia de Nuno Soares da Silva]

sexta-feira, agosto 03, 2012

"MINISTRO DA EDUCAÇÃO ASSINA PROTOCOLO DE FUSÃO DAS UNIVERSIDADE DE LISBOA E A UNIVERSIDADE TÉCNICA DE LISBOA"

«MINISTRO DA EDUCAÇÃO ASSINA PROTOCOLO DE FUSÃO DAS UNIVERSIDADE DE LISBOA E A UNIVERSIDADE TÉCNICA DE LISBOA

Numa cerimónia presidida pelo Ministro de Estado e das Finanças, Professor Vítor Gaspar, em representação do Senhor Primeiro-Ministro, o Ministro da Educação e Ciência, Professor Nuno Crato, em conjunto com os Reitores da Universidade de Lisboa, António Sampaio da Nóvoa, e da Universidade Técnica de Lisboa, António Cruz Serra, assinaram hoje o protocolo mediante o qual o Governo aceita a proposta de fusão das duas universidades e em que se estabelecem os passos a dar para a concretização dessa fusão.
O XIX Governo Constitucional reconhece a importância do projeto de fusão entre a UL e a UTL e assume, pelo presente instrumento, a intenção de apoiar esta iniciativa das duas universidades, no âmbito do compromisso, assumido no seu Programa, de "medidas conducentes à reorganização da rede pública de instituições de Ensino Superior".
A proposta de criação de uma nova Universidade de Lisboa, mediante a fusão das Universidades de Lisboa e Técnica de Lisboa, resulta da vontade expressa de duas instituições centenárias, e o processo traduz também as deliberações largamente consensuais dos seus órgãos representativos, tendo sido objeto de um intenso e participado debate interno e discussão pública.
Na intervenção durante a cerimónia o Ministro da Educação e Ciência frisou que se tratou de um dia histórico que "expressa o arrojo e a generosidade das duas grandes Instituições de Ensino Superior", lembrando que tudo partiu de um sonho de dois homens, António Sampaio da Nóvoa e o então Reitor da Universidade Técnica Fernando Ramôa Ribeiro, apoiado depois pelo seu sucessor, o atual reitor António Cruz Serra.
Trata-se de um processo, frisou o Ministro Nuno Crato, em que as duas Universidades não solicitam meios financeiros adicionais ao Estado, e do qual resultará uma nova Universidade com um regime de autonomia reforçada.
O protocolo hoje assinado define o calendário de ações com vista a assegurar a concretização da fusão da UL e da UTL no quadro temporal de 2012-2013, entre as quais a aprovação do decreto-lei de fusão em Setembro de 2012 e a elaboração e aprovação dos estatutos e início do processo de eleição dos órgãos de governo da nova Universidade até Maio de 2013.
Na cerimónia estiveram também presentes o Ministro da Saúde, Doutor Paulo Macedo, e o Secretário de Estado do Ensino Superior, Professor João Queiró, juntamente com os Presidentes dos Conselhos Gerais da Universidade de Lisboa, Doutor Henrique Granadeiro, e da Universidade Técnica de Lisboa, Professor Adriano Moreira, entre outras figuras do meio académico.

(reprodução de mensagem disponível na fonte indicada)
[cortesia de Nuno Soares da Silva]

Formal education

"Formal education will make you a living; self-education will make you a fortune."
Jim Rohn

(citação extraída de SBANC Newsletter, July 31, Issue 727 - 2012, http://www.sbaer.uca.edu)

quinta-feira, agosto 02, 2012

"Mais de metade das universidades não vai aumentar propinas dos alunos"

«Mais de metade das instituições de ensino superior que já definiram as propinas para o próximo ano lectivo não vão mexer no valor que cada aluno tem que pagar. Das 20 universidades ouvidas pelo PÚBLICO, 12 decidiram não aumentar aquela prestação, ou seja, apenas oito vão seguir a recomendação feita em Abril pelo Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), no sentido de o valor arrecadado com a propina máxima poder ser encaminhado para um fundo social que permita apoiar os estudantes com dificuldades financeiras.
O receio de haver perda de estudantes num contexto de crise social e económica é o motivo apresentado para que o preço não seja alterado. Ainda assim, há cinco universidades e um instituto politécnico que vão cobrar o máximo permitido: 1037,20 euros.
A propina mais barata do ensino superior público é de 780 euros e é paga nos institutos politécnicos do Cávado e Ave (IPCA) e de Bragança. Em ambos os casos, a verba vai manter-se inalterada. "Pretendemos evitar o aumento das desistências por parte dos estudantes ou os pedidos de adiamento do pagamento de prestações de propinas", explica João Carvalho, presidente do IPCA.
A mesma justificação é apontada pelo presidente do Instituto Politécnico de Leiria, Nuno Mangas, onde a propina de licenciatura se vai manter nos 999 euros, para garantir que "nenhum estudante do IPL deixe de continuar estudos por falta de condições económicas". A instituição aplicou o mesmo princípio aos segundos ciclos, mantendo o valor das propinas nos mestrados cuja propina era igual à das licenciaturas, mas reduzindo os restantes, o que na maioria dos casos resulta num decréscimo de 25% do preço.
A manutenção dos preços das propinas foi decidida sobretudo por politécnicos (nove), mas foi seguida igualmente por três universidades: a dos Açores (940 euros), Trás-os-Montes e Alto Douro e Porto. Estas últimas mantêm os 999 euros do ano passado. "O conselho geral deliberou não aumentar a propina para o novo valor máximo permitido por lei com a intenção de não sobrecarregar os estudantes com custos nesta altura de grave crise económica", avalia a reitoria da Universidade do Porto.
A decisão de não aumentar as propinas pode ainda ser seguida por outras universidades e politécnicos. Do universo total de 29 instituições, há seis que ainda não decidiram o valor a cobrar aos estudantes no próximo ano lectivo, às quais se juntam os institutos de Viana do Castelo, Coimbra e Beja que não responderam às perguntas do PÚBLICO.

Em sentido contrário, oito instituições vão aumentar as propinas. A Universidade do Algarve decidiu rever o valor em 35 euros, passando a cobrar 965 euros anuais. Também a Universidade da Madeira vai fazer crescer o custo da frequência aos seus alunos para os 1035 euros. As restantes instituições que vão aumentar as propinas fixaram o valor máximo previsto pela Direcção-Geral do Ensino Superior. Assim, os estudantes que frequentem as universidades do Minho, Aveiro, Coimbra, Beira Interior e Técnica de Lisboa terão que desembolsar 1037,20 euros anuais, mais 37,49 euros do que no ano anterior. O único politécnico a seguir esta opção foi o de Lisboa, que definiu a propina máxima na generalidade das suas escolas, com excepção da Escola Superior de Educação e do Instituto Superior de Contabilidade e Administração.
O valor da propina máxima corresponde a uma actualização de 3,75%, que foi fixada tendo por base a variação do índice de preços no consumidor fixado pelo Instituto Nacional de Estatística.»

(reprodução de notícia PÚBLICO online, de  30.07.2012 -  Samuel Silva)
[cortesia de Nuno Soares da Silva]

segunda-feira, julho 30, 2012

"Estado ignora empregabilidade dos cursos no Orçamento de 2013"

«A fórmula de financiamento usada no OE 2103 não tem em conta as saídas profissionais dos cursos.
Universidades têm um corte de 15 milhões de euros.
A empregabilidade dos cursos não foi tida em conta na definição das verbas a transferir para as universidades no Orçamento do Estado de 2013. Apesar dos diversos responsáveis pela Educação terem defendido que este deveria ser um dos factores a ter em conta na fórmula de financiamento, mais uma vez ele foi ignorado. Na definição do orçamento para o próximo ano "o que se fez foi utilizar uma fórmula com peso de 15%, ficando a distribuição histórica com peso de 85%", revela uma fonte do Ministério da Educação e Ciência. Uma fórmula "construída de modo a reflectir a situação de cada instituição num dado momento: número de alunos e respectivos cursos, custos com pessoal docente e não docente".
Recorde-se que Nuno Crato, ministro da Educação e Ciência, tinha prometido alterar o modelo de financiamento do ensino superior este ano. Mas ainda não foi desta. O ministério admite que "este não é o modelo para o futuro". O mecanismo utilizado no cálculo das verbas teve como objectivo fazer a "correcção parcial das distorções acumuladas por anos de aplicação do histórico, ou seja, variações iguais para todas as instituições", sublinha fonte do MEC.
Quanto à "empregabilidade dos cursos (medida pelas inscrições dos diplomados nos centros de emprego na última década), foi introduzida apenas nas orientações para a fixação das vagas para o próximo ano lectivo", acrescenta-se na nota enviada ao Económico.
Universidades com corte de 15 milhões
De acordo com as contas enviadas aos reitores pela Secretaria de Estado do Ensino Superior, as universidades públicas deverão receber 578 milhões de euros no próximo ano, o que representa um corte de 2% em relação ao OE 2012. Valor a que somam 23 milhões de euros para a acção social escolar, verba que não sofreu qualquer redução relativamente ao montante orçamentado para 2012.
O ISCTE- IUL e a Universidade de Coimbra são as únicas instituições que têm um crescimento nas transferências do OE para o próximo ano. A lista das instituições com maior corte é encabeçada pela Universidade do Algarve (-5,1%), seguindo-se a Universidade de Évora (-4,9%), Trás-os-Montes e Alto Douro (-4,5%), Universidade dos Açores (-3,7%) e a Universidade do Porto (-3,3%).
Se contabilizarmos universidades e institutos politécnicos, o corte ronda os 2,5%, tal como confirmou o secretário de Estado do Ensino Superior, João Filipe Queiró, em declarações em Bragança. Ao todo, as instituições de ensino superior deverão receber cerca de 924 milhões de euros. Montante que inclui orçamento de funcionamento e verbas para a acção social escolar, que não devem sofrer qualquer corte.
O governante admitiu que "têm razão" os responsáveis das universidades e politécnicos que manifestaram preocupação com os cortes do próximo ano. João Queiró disse esperar que esta redução, "que não tem qualquer comparação com o corte substancial de 2012", não "ponha em causa a qualidade de ensino e a viabilidade de algumas instituições".
Uma opinião contestada pelos reitores e presidentes de institutos politécnicos, O presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas, António Rendas, alertou à saída de uma audiência na comissão parlamentar de Educação que "para o ano podemos ter uma situação muito preocupante, se as universidades não puderem respirar". Estas instituições com maior corte vão ter com certeza dificuldade em elaborar o seu orçamento, prevê António Cruz Serra, reitor da Universidade Técnica de Lisboa.
Também o presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Politécnicos pediu uma reunião urgente à tutela para apresentar as "situações de emergência" em que estão algumas instituições depois do corte de 3,2% nos seus orçamentos. Os politécnicos alegam ter sofrido uma redução no financiamento público de "30% nos últimos seis anos".
Por quantificar a dimensão do corte em 2013
Mas há uma dificuldade acrescida. As instituições têm que "carregar" na plataforma electrónica os seus orçamentos até ao próximo dia 3 de Agosto e não sabem que despesa colocar no capítulo da despesas com a b-on e as ligações da FCCN. "Construir um orçamento de acordo com as orientações que temos da tutela já é, numa altura de restrições orçamentais, difícil, mas fazê-lo sem clarificação exacta de qual vai ser a despesa adicional que vamos ter de suportar em 2013, é um operação ainda mais complexa", afirmou António Rendas, presidente do CRUP. Tendo em conta que as instituições poderão assumir este custo, o corte poderá chegar aos 4%.
A b-on, biblioteca digital que possibilita o acesso a algumas das mais importantes publicações académicas do mundo, vai passar a ser paga pelas instituições no próximo ano. Uma alteração que pode colocar em risco o acesso a toda esta plataforma. "Ao imputar este custo às instituições, as universidades com mais dificuldades orçamentais podem cortar esse pagamento, o que pode colocar todo o sistema em risco" , avisa Cruz Serra.
Neste momento, a Secretaria de Estado do Ensino Superior garante estar a fazer diligências no sentido de perceber se a despesa com a b-on poderá ser assumida por verbas comunitárias.
Orçamento de Faculdade de Arquitectura sobe
A Faculdade de Arquitectura da Universiade Técnica de Lisboa terá um reforço de orçamento no próximo ano, garantiu ao Económico António Cruz Serra, reitor da Universidade Técnica de Lisboa. A instituição tinha problemas de "asfixia financeira que resultavam de cortes acumulados" que agora ficam resolvidos, acrescenta o reitor. Num comunicado enviado ao Económico, a Faculdade de Arquitectura garante estar "assegurado o equilíbrio orçamental até ao final de 2012 e a dotação orçamental para 2013 que permite o funcionamento regular da escola. "Desde que não existam propinas em atraso", a FA conseguirá manter a colaboração de professores ligados à prática profissional nas três áreas, nomeadamente, arquitetura, urbanismo e design", concluiu-se nesta nota.»

(reprodução de notícia ECONÓMICO online, de  30/07/12 - Madalena Queirós)
[cortesia de Nuno Soares da Silva] 

"Ministério chamou directores para clarificar regras mas escolas falam em ´confusão total`”.

Notícia Económico
Crato muda regras para evitar vaga de professores desempregados:
http://economico.sapo.pt/noticias/crato-muda-regras-para-evitar-vaga-de-professores-desempregados_149367.html

(cortesia de Nuno Soares da Silva)

domingo, julho 29, 2012

"Estádio Universitário deve 200 mil euros a professores"

«O Estádio Universitário de Lisboa (EUL) deve aos professores entre 180 a 200 mil euros, correspondentes parte dos salários de maio, de junho e de julho, segundo o diretor técnico de uma das empresas...
Alguns professores concentraram-se hoje no complexo de piscinas do EUL para denunciarem a situação e esclarecerem os utentes das instalações.
Aos jornalistas, Paulo Matos, diretor técnico da empresa Fuga à Rotina disse que o contrato entre o EUL e a sua empresa terminou em maio por "défice de horas".
Segundo o responsável, as horas contratualizadas têm diminuído ao longo dos anos e esgotam-se antes do calendário das atividades terminar.
Paulo Matos indicou que entretanto foi contratada outra empresa para disponibilizar professores, através de um concurso público, cujo "único critério era o preço mais baixo".
"Há professores que não vão aceitar oito euros à hora", anteviu o responsável, indicando que atualmente o valor pago varia entre nove a 13,5 euros.
Citando o presidente do EUL, Paulo Matos referiu que a situação dos pagamentos poderá ainda "demorar meses".
Paulo Matos admitiu a diminuição de utentes, mas garantiu que as atividades no EUL são "autossustentáveis".»
(reprodução de notícia DIÁRIO DE NOTÍCIAS online, de  2012-07-28)
[cortesia de Nuno Soares da Silva]

sábado, julho 28, 2012

"Duas semanas depois do susto muitos ´horários zero` recuperam actividade lectiva"

«Os representantes das duas associações de directores de escolas do país calculam que nesta quinta-feira tenham sido retirados "milhares" de professores do concurso para Destacamento por Ausência de Componente Lectiva (DACL). Mas, apesar de aliviados com a redução dos chamados horários zero, não estão satisfeitos. Dizem que o processo criou desigualdades e "esgotou" professores e directores.
"Tem sido o caos", lamentava Adelino Calado, da direcção da Associação de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP). Nesta quinta-feira era o último dia para validar ou não as candidaturas a DACL. Às 18h30, os mesmos directores que há duas semanas enviaram para DACL professores de carreira - alguns com dezenas de anos de serviço - acabavam de dar o click na aplicação informática que permitiu "salvar" muitos deles.
Quantos, em todo o país, foram nesta quinta-feira retirados do concurso, não se sabe. E o Ministério da Educação e Ciência (MEC) também não revelou o número de professores que há duas semanas ficaram com horário zero. Mas quer Adelino Calado quer Manuel Pereira, este presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE), calculam que "terão sido muitos, muitos milhares".
Ambos acreditam que o número foi "muitíssimo superior" ao que o MEC previu, quando, "para libertar a escola e professores contratados, fez a revisão curricular, aumentou o número de alunos por turma e criou os novos mega-agrupamentos". Assim interpretam o facto de, poucos dias depois de os professores com horário zero terem sido identificados, o ministro Nuno Crato ter apresentado o programa de apoio ao sucesso e prevenção do abandono escolar, destinado a "garantir a ocupação de tempos lectivos daqueles docentes".
"Foi de loucos. Numa semana mandaram-me cumprir a nova legislação e identificar - por excesso, sob pena de responsabilização individual - todos os professores para os quais não estava garantida actividade lectiva em 2012/2013. Na outra o MEC põe-nos a refazer a distribuição de serviço para - de forma responsável e a bem dos alunos, claro - conseguirmos salvar a maior parte dos colegas", desabafava ontem Margarida Girão, directora do Agrupamento Alice Gouveia, em Coimbra. Há duas semanas mandara para DACL 35 professores de carreira. Já tinha conseguido "salvar" quase 30 e estava com esperança de salvar os restantes, até ao encerramento da aplicação. Elói Gomes, director do agrupamento de Anadia, contava recuperar nesta quinta-feira "uns 15 a 16" dos 79 professores que enviou para DACL, e tirar do concurso "mais uns 30 a 40" na segunda fase de "repescagem", entre 9 e 14 de Agosto.
Os critérios usados variaram. Pedro Araújo, dirigente da ANDE, recuperou 13 dos 20 docentes que havia indicado, graças a duas "medidas" propostas pelo MEC: desdobrou as turmas dos cursos profissionais e desfez os horários de informática, distribuindo das horas pelos três professores e atribuindo também aos três tarefas na manutenção dos equipamentos informáticos.
Margarida Girão já considerou que, para cumprir a lei, só poderia mexer no único professor de cada grupo com horário incompleto. A estes atribuiu "actividades" não lectivas; depois foram os "zero", aplicando-lhes "medidas" que lhes garantissem seis horas lectivas e somando-lhes "actividades".
"Nem sei o que pensar. Estou aliviada por não ter horário zero, mas confusa: vou fazer coadjuvação em várias escolas do primeiro ciclo e ter actividades na escola sede...", dizia ontem uma professora de Educação Visual e Tecnológica, com 45 anos e 13 de serviço. Contou que na escola dela, em Arrifana, foram "salvos, pelo menos, todos os "zero" de Inglês, Matemática e Português". "Adiámos o problema por um ano", disse.»
(reprodução de notícia PÚBLICO online, de  27.07.2012)
[cortesia de Nuno Soares da Silva]

quinta-feira, julho 26, 2012

"Menos 15 milhões de euros para universidades públicas no próximo ano lectivo"

«As transferências do Orçamento do Estado para as instituições de Ensino Superior devem baixar mais 2% no próximo ano. O número foi ontem avançado pelo presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) numa audição na Assembleia da República e pode pôr em causa a rede pública do sector, segundo António Rendas.
A proposta que o Ministério da Educação e Ciência (MEC) enviou nos últimos dias às universidades aponta para uma redução média de 2% na dotação para o próximo ano lectivo, mas em algumas instituições o corte das transferências poderá chegar a 5%, diz Rendas. Desde 2005, houve uma redução de 20% do financiamento ao ensino superior, pelo que o presidente do CRUP fala numa situação "muito difícil" para as universidades. O novo corte orçamental, que equivale a perto de 15 milhões de euros, pode mesmo vir a criar problemas de "sustentabilidade da rede" de ensino superior pública, defende António Rendas. A proposta do Governo aponta ainda para o corte total na dotação para a Fundação para a Computação Científica Nacional, que possibilita às universidades aceder a bases de dados bibliográficas internacionais, algo que as instituições de ensino contestam.
O CRUP esteve ontem na Comissão Parlamentar de Educação na sequência de uma carta enviada aos grupos parlamentares em que os reitores alertavam para o facto de ainda não saberem com que dinheiro vão contar no próximo ano, apesar de terem de entregar os seus orçamentos até 3 de Agosto.
O corte no financiamento do ensino superior motivou também uma tomada de posição do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) que, segundo aquele organismo, volta a penalizar o sector politécnico. O ensino politécnico teve este ano um corte orçamental de 3,2%, fazendo ascender a cerca de 30% a diminuição do financiamento público nos últimos seis anos. O CCISP defende que essa opção "não é congruente" com os números do financiamento por estudante, que mostram que um aluno do ensino superior politécnico custa ao erário público 2190 euros, cerca de metade do custo médio na Europa.

Bolseiros mais protegidos
Os presidentes dos institutos politécnicos vão, por isso, pedir audiências ao ministro da Educação e ao secretário de Estado do Ensino Superior para lhes apresentar o que dizem ser "situações de verdadeira emergência" que este corte significa para algumas instituições.
A partir do próximo ano, as universidades e politécnicos terão maiores dificuldades em recorrer a bolseiros de investigação científica para assegurar aulas. O governo aprovou ontem um decreto-lei que altera o Estatuto do Bolseiro reforçando o regime de dedicação exclusiva. A partir de agora, a prestação do serviço docente apenas é possível para os bolseiros de pós-doutoramento e deixa de estar acessível aos estudantes de doutoramento.
Desta forma, a tutela responde a uma das críticas feitas pelos membros da Associação de Bolseiros de Investigação Científica (ABIC) na manifestação frente ao MEC no início do mês, em que acusaram algumas instituições de recorrerem abusivamente a bolseiros para assegurar aulas.
As alterações aprovadas passam também a garantir a manutenção da bolsa em caso de doença, tal como acontece nas situações de parentalidade. O Governo criou também a figura do Provedor do Bolseiro e estabeleceu a possibilidade de majoração do montante da bolsa pelas instituições de acolhimento.»

(reprodução de notícia PÚBLICO online, de  25.07.2012)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

"Secretário de Estado da Educação confirma corte médio de 2,5% no Ensino Superior em 2013"

«O Ensino Superior vai sofrer, em 2013, um corte médio no financiamento de 2,5 por cento, confirmou hoje o secretário de Estado, que reconheceu haver razão para as preocupações manifestadas pelos responsáveis de universidades e politécnicos.
João Filipe Queiró adiantou que a "redução média", prevista para 2013, da dotação do Orçamento do Estado para as instituições de Ensino Superior é de "2,5 por cento", sublinhando que "é muito inferior à do ano passado".
Ainda assim, o governante admitiu que "têm razão" os responsáveis pelas universidades e politécnicos que manifestaram, terça-feira, preocupação com os cortes para o próximo ano.
Questionado, em Bragança, à margem da inauguração de novos equipamentos para o ensino superior local, o secretário de Estado justificou os cortes no próximo ano com "as dificuldades que o país atravessa", frisando que "não tem qualquer comparação" com o corte "muito substancial" de 2012.
O governante espera que a redução no financiamento público "não ponha em causa a qualidade do ensino e a viabilidade de algumas instituições", afirmando que "vão sobreviver com dificuldades, como todo o país".
"Tal como disse no ano passado quando a situação era de anunciar números muito piores, a minha esperança continua a ser a de que se consiga preservar o essencial, preservar a qualidade, preservar no fundo o papel que o Ensino Superior tem no futuro do país, que é muito importante", acrescentou.
O secretário de Estado disse ainda que "as instituições públicas já têm de há muitos anos uma percentagem grande dos seus orçamentos, das suas receitas proveniente de fontes alternativas ao Orçamento do Estado (OE)".
Questionado sobre os valores concretos do financiamento estatal a estas instituições, o governante começou por considerar tratar-se "de uma pergunta ingrata".
"A resposta é fácil, mas requer alguma explicação: a dotação total compreende várias parcelas. O total é 924 milhões de euros de dotação estritamente do OE, compreende as bolsas de estudo, em que a verba aumenta, compreende os serviços de ação social, em que a verba [também] aumenta, e compreende a verba para as instituições de Ensino Superior, em que há uma descida média de cerca de 2,5 por cento", afirmou.
O Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCIPS) anunciou, terça-feira, que vai pedir reuniões à tutela para apresentar as "situações de emergência" em que estão algumas instituições depois dos cortes de 3,2 por cento nos seus orçamentos de 2011-2012.
Os politécnicos alegam ter sofrido uma redução no financiamento público de "30 por cento nos últimos seis anos".
Também o presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), António Rendas, fala em perdas de "20 por cento líquidas" de financiamento, desde 2005, e pediu, terça-feira, na Assembleia da República, clarificação sobre quanto exatamente as universidades vão ter a menos, no próximo ano.
António Rendas queixou-se da falta de diálogo com o governo, afirmando que, desta vez, a tutela nem ouviu os reitores, antes de lhes mandar as propostas de dotação orçamental.»
(reprodução de notícia jornal i, de 25 de Julho de 2012)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

quarta-feira, julho 25, 2012

Notícias da UMinho: "academia de aeronáutica"

«Universidade do Minho cria academia de aeronáutica

A Universidade do Minho (UMinho) está a criar uma academia de ciências aeronáuticas para a formação de pilotos em "contexto universitário" e para desenvolver investigação na área da aeronáutica.
Em entrevista à agência Lusa, o vice-reitor da UMinho, José Mendes, explicou que o objetivo da instituição é "arrancar" com o curso de piloto até ao final do ano, que terá um custo de cerca 50 mil euros para o aluno.
A criação da UMASA, University of Minho Aeronautical Sciences Academy, é uma parceria entre a UMInho, a Câmara Municipal de Braga e o Instituto de Formação Aeronáutica (IFA).»
(reprodução de notícia Expresso online, de 24 de julho de 2012)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

terça-feira, julho 24, 2012

sexta-feira, julho 20, 2012

Excellence

"Excellence is not a skill. It is an attitude."
Ralph Marston

(citação extraída de SBANC Newsletter, July 17, Issue 725 - 2012, http://www.sbaer.uca.edu)

quinta-feira, julho 19, 2012

Estudassem!


(reprodução de imagem retirada da página do Facebook de Cris Lima)

quarta-feira, julho 18, 2012

"Auditoria à Lusófona pronta no final do Verão"

«O ministro da Educação revelou hoje que a auditoria à Universidade Lusófona, envolvida na polémica da licenciatura do ministro Miguel Relvas, arrancou segunda-feira e deverá estar concluída no final do Verão.
Nuno Crato falava em Alcântara, à entrada do barco onde decorre o lançamento do programa 'Ciência Viva'.
No sábado, uma fonte governamental disse à agência Lusa que a auditoria da Inspecção-Geral da Educação e Ciência iria avançar «nos próximos dias».
As inspecções às universidades são regulares e esta será feita «rapidamente, nos próximos dias», acrescentou a mesma fonte.
Já na sexta-feira o Ministério da Educação tinha admitido a realização, «em breve», de uma auditoria à Universidade Lusófona.
O caso da licenciatura de Miguel Relvas começou a dar polémica há cerca de duas semanas por causa do número de equivalências que obteve na Universidade Lusófona.
De acordo com o processo do aluno que a Lusófona disponibilizou para consulta, foram atribuídos 160 créditos ao aluno Miguel Relvas no ano lectivo 2006/2007.
Com as equivalências atribuídas pela Universidade, Relvas apenas teve de fazer quatro disciplinas semestrais.
A Procuradoria-Geral da República revelou sexta-feira que está a analisar todas as notícias sobre a Universidade Lusófona, a propósito deste caso.»

(reprodução de notícia Lusa/SOL online, de 17 de Julho de 2012)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

segunda-feira, julho 16, 2012

"Vagas no Ensino Superior caem pela primeira vez em nove anos"

«Candidaturas arrancam esta segunda-feira, com mais de 52 mil vagas à disposição.
O número de vagas abertas para o concurso nacional de acesso ao Ensino Superior caiu pela primeira vez nos últimos nove anos. Os alunos que já concluíram o ensino secundário podem, a partir de hoje, candidatar-se a um dos 52.298 lugares disponíveis nas universidades e politécnicos públicos. As candidaturas da primeira fase decorrem até 10 de Agosto.
Face ao ano lectivo anterior, há menos 1.202 vagas à disposição. Em comunicado enviado às redacções, o Ministério da Educação frisa contudo que "a redução do número de vagas em 2012 é inferior ao número de vagas sobrantes em 2011/2012 (7.884: 14,7%) e à diminuição do número de candidatos em 2011/2012 (4.388: 7,3%).
Este ano, pela primeira vez, o Ministério da Educação e Ciência emitiu normas orientadoras em que definiu a empregabilidade como condição para a fixação de vagas. Assim, na altura da matrícula online - no site da Direcção-geral do Ensino Superior (http://www.dges.mctes.pt) - os alunos vão poder saber qual a média dos cursos escolhidos.
Nesse despacho, o Governo designou também que as licenciaturas em Educação Básica em cada instituição deviam sofrer uma redução de, no mínimo, 20% este ano lectivo, dado o excesso de oferta.
Num estudo divulgado pelo Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) em Maio, concluía-se que um terço das instituições superiores preenchiam menos de metade das vagas, com uma situação "muito problemática" no caso dos politécnicos.
Ciências e Tecnologias com um terço das vagas
Olhando para as áreas de formação, os cursos de engenharia destacam-se, com 16,9% das vagas disponíveis. Seguem-se os cursos de ciências empresariais, com 15,5% e da Saúde com 12,7%. Os cursos de enfermagem nas Escolas Superiores de Enfermagem de Coimbra e de Lisboa e o curso de medicina na Universidade de Lisboa fazem parte dos cinco cursos com mais vagas abertas. (ver tabela ao lado) Assim, o conjunto das áreas das Ciências e Tecnologias, onde se incluem as engenharias, representa 32,3% das vagas.
Em termos geográficos, a maior oferta concentra-se, como seria de esperar, em Lisboa, Porto e Coimbra.

No total da oferta podem-se ainda encontrar 141 cursos em regime pós-laboral ou nocturno, com um total de mais de 4.500 vagas à disposição. E há também 37 cursos em que a média de entrada é inferior a 10 valores.
(reprodução de notícia JNegócios online, de 15 Julho 2012 | MarleneCarriço - marlenecarrico@negocios.pt)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

"Esta segunda-feira arrancam as candidaturas ao ensino Superior"

Um quarto das vagas ao ensino Superior são para engenharias

(título de mensagem, datada de 2015/07/15, disponível em UM por todos)