Fórum de Discussão: o retorno a uma utopia realizável - a Universidade do Minho como projecto aberto, participado, ao serviço do engrandecimento dos seus agentes e do desenvolvimento da sua região

quinta-feira, outubro 18, 2012

Comunicado SPN: "Última hora: A palavra de Nuno Crato não vale nada"

«Na sequência das propostas efectuadas pelo Governo aos sindicatos da administração pública e das notícias enganosas sobre aumentos salariais no Ensino Superior que a esse propósito foram publicadas, o Ministro Nuno Crato emitiu um esclarecimento que ainda está, neste momento no site do Ministério em que afirma:
"1 - Não existem tais exceções nem aumentos salariais.
2 - A medida a que as notícias se referem tem que ver com um assunto diferente. Quando os assistentes (categoria que, à face do novo estatuto, já não integra a carreira docente) obtêm o doutoramento, as instituições de ensino superior estão legalmente obrigadas a contratá-los como professores por um prazo de cinco anos.
Esta obrigação, por um regime transitório instituído em 2010, está em vigor até 2015.
Assim, trata-se apenas de permitir em 2013 o ajustamento resultante destas contratações, obrigatórias por lei.
3 - Não há, repete-se, nenhum aumento salarial nem qualquer tratamento especial para os docentes do ensino superior, que sofrem exatamente as mesmas reduções, restrições e congelamentos que os restantes funcionários públicos."
Ontem de manhã na Assembleia da Republica, o mesmo ministro, Nuno Crato, confirmou que afinal, a proposta de Lei do OE 2013, apresentada pelo Governo na Assembleia não contempla este "ajustamento resultante destas contratações, obrigatórias por lei"
Confirma-se assim que:
- A palavra do Ministro Nuno Crato não vale nada
- O Governo apresenta uma Lei que não assegura o cumprimento da Lei
- A Educação e em particular o Ensino Superior não tem qualquer peso no Governo e nas suas prioridades
- O Governo afronta mais uma vez a dignidade da profissão docente.
- O Governo revela uma enorme arrogância política de quem julga que por ser Governo controla a justiça.
A FENPROF tudo fará para alterar esta situação. Junto dos vários grupos parlamentares, na Provedoria da Justiça, nos tribunais e na rua.
Hoje mesmo, a FENPROF confrontará o Ministério das Finanças na pessoa do Secretário de Estado da Administração Pública com a existência de um documento do Governo em que este afirma que tem de pagar correctamente aos professores auxiliares, adjuntos e coordenadores que adquiriram o direito de transitar para essas categorias, por força dos regimes transitórios das carreiras, ao obterem as qualificações exigidas. Ao não o fazer sabe que está a cometer uma ilegalidade grave pois, conscientemente, sabe-o e anuncia-o.
Este Governo – está cada dia mais nítido – é parte do problema e não faz parte da solução.
Os docentes do ensino superior e os investigadores têm razões acrescidas para se juntarem aos outros trabalhadores e aos outros cidadãos na exigência de uma outra política e de um governo formado por gente séria, com alternativas que rompam com este ciclo infernal de empobrecimento do país.
Apelamos desde já a todos os docentes e investigadores que participem nas próximas acções de luta, nomeadamente:
31 de Outubro, dia da votação na generalidade do OE 2013: Manifestação nacional de todos os trabalhadores da administração pública e acção nacional da CGTP em frente à Assembleia da República.
14 de Novembro: Greve Geral
O Secretariado Nacional


CONTRA A EXPLORAÇÃO E O EMPOBRECIMENTO; MUDAR DE POLÍTICA – POR UM PORTUGAL COM FUTURO
     www.spn.pt/superior                                                                                                 SINDICALIZA-TE!                                                                                     www.fenprof.pt/superior

Serviço de Apoio ao Departamento do Ensino Superior do Sindicato dos Professores do Norte
E-mail: depsup@spn.pt»

(reprodução de mensagem que me caiu ontem na caixa de correio electrónico, proveniente da entidade identificada)

"Nuno Crato quer rever atribuição de créditos com base no currículo"

«O ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, anunciou esta quarta-feira, no Parlamento, que está prevista uma revisão do processo de Bolonha com o objectivo principal de alterar as condições de creditação profissional.

A possibilidade da experiência profissional ser compensada com créditos com vista a uma licenciatura foi recentemente polémica por causa das condições em que o ministro Miguel Relvas se licenciou.
De recordar que o ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares Miguel Relvas fez em apenas um ano uma licenciatura que tem um plano de estudos de 36 cadeiras, distribuídas por três anos. Relvas requereu a admissão à Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (Lisboa) em Setembro de 2006. E concluiu a licenciatura em Ciência Política e Relações Internacionais em Outubro de 2007.
No início de Junho passado, ao PÚBLICO, António Valle, adjunto do governante, explicou que tal se deveu ao facto de a Lusófona ter analisado o “currículo profissional” do actual governante, bem como o facto de ele ter frequentado “os cursos de Direito e de História”, o que permitiu que o curso fosse feito em menos tempo.
Universidades fundações
O ministro da Educação e Ciência, esta quarta-feira, garantiu que não está em causa a autonomia das três universidades que se constituiram como fundações - Porto, Aveiro e ISCTE-IUL. O problema com estas instituições é que houve "uma escolha infeliz de nomenclatura", disse. "Pretendemos corrigir essa escolha infeliz" e estudar a experiência desses três sistemas e ver como é que pode ser induzida no Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES), de modo a que a revisão da lei se traduza em "autonomia reforçada", acrescentou.
Metas para o secundário
Crato revelou ainda que, este ano, serão elaboradas metas curriculares para várias disciplinas do ensino secundário, tal como já foi feito para o básico. Português, Matemática A, Física e Química, Biologia e Geologia são algumas das disciplinas do secundário para as quais serão elaboradas as metas.
De recordar de que no básico, o ministério apresentou metas para o Português, Matemática, Tecnologias de Informação e Comunicação, Educação Visual e Educação Tecnológica.
O ministro está a ser ouvido na Comissão de Educação, Ciência e Cultura da Assembleia da República.»
(reprodução de notícia Público - notícia actualizada às 10h40 - de 17.10.2012 -  Clara Viana)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

quarta-feira, outubro 17, 2012

"Apelo _Pelo cumprimento das obrigações legais do Estado para com o Ensino Superior e a Ciência"

«Colegas

Divulgamos por este meio o Apelo "Pelo cumprimento das obrigações legais do Estado para com o Ensino Superior e a Ciência " no sentido de ser posto termo a toda uma série de incumprimentos dos Estatutos de Carreira baseados em interpretações de legislação orçamental que se repercutem no ambiente académico e na essência da vida profissional, potenciando a insatisfação, a instabilidade e o conflito em organizações já muito abaladas no seu funcionamento pela multiplicação de restrições financeiras.


Pedimos a todos que assinem esta petição e aos mais diretamente interessados, tantos dos quais enfrentam já situações extremas, sugerimos também que escrevam individual ou coletivamente aos deputados explicando a situação concreta que se vive nas suas instituições.


Apesar de o Governo ter começado a reconhecer as obrigações legais do Estado, sem abranger embora todas as situações :


Confirma-se ser exata a notícia de que a disposição colocada em negociação coletiva caiu na proposta de OE para 2013. Como se podia ler em peça inserida no sábado no jornal Público:  "Travada valorização salarial no ensino superior".


ASSINEM A PETIÇÃO !

Saudações académicas e sindicais

A Direção do SNESup
16 de outubro de 2012 


Associação Sindical de Docentes e Investigadores

www.snesup.ptAv. 5 de Outubro,104, 4 - 1050-060 LISBOA - Telefone 21 799 56 60 - snesup@snesup.pt
Pr. Mouzinho Albuquerque, 60 - 1 - 4100-357 PORTO - Telefone   22 543 05 42 - snesup.porto@snesup.pt

Estrada da Beira, 503, R/C, A - 3030-173 COIMBRA - Telefone   239 78 19 20 - snesup.coimbra@snesup.pt»


(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, reencaminhada por mifernandes@eeg.uminho.pt)

segunda-feira, outubro 15, 2012

sábado, outubro 13, 2012

"2012 International Conference on Education Reform and Management Innovation"


«2012 International Conference on Education Reform and Management Innovation (ERMI 2012)
December 4-5, 2012, Shenzhen, China

We are delighted to invite you to participate in 2012 International Conference on Education Reform and Management Innovation (ERMI 2012), Shenzhen, China. The objective of ERMI 2012 is to provide a forum for researchers, educators, engineers, and government officials involved in the general areas of Education Reform and Management Innovation to disseminate their latest research results and exchange views on the future research directions of these fields.
Paper publication
All accepted papers will be published by Information Engineering Research Institute, USA (http://www.ier-institute.org/), ISBN: 978-1-61275-037-8 which will be indexed by CPCI-SSH and submitted for indexing by EI Compendex. Selected papers will be published in the following journals.
Social Science Letters [ISSN: 2163-4130]
Advances in Mathematical and Computational Methods [ISSN: 2160-0643]
Advances in Mechanical Engineering [ISSN: 2160-0619]
Information Engineering Letters [ISSN: 2160-4114]
Important Dates
Paper submission due: October 20, 2012
Acceptance notification: October 30, 2012
Paper Submission
Contact us
Email: icermi2012@163.com
Tel: 18672757885 or 18672366652


[1020日截稿](深圳)2012年教育改革与管理创新国际学术会议(ERMI 2012)
投稿范围:教育教学改革、教学管理、管理学、经济学、社会学等人文社会科学及相关交叉学科领域。
大会接收的文章由IERI出版,并将被世界三大检索之一的Web of Science CPCI-SSH (ISSHP)检索。
咨询电话:18672757885 or 18672366652
联系邮件:icermi2012@163.com»

(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente da entidade identificada)

sexta-feira, outubro 12, 2012

INBAM 2013 - Call for Papers

«The third INBAM conference will take place in Lisbon, Portugal, from June 17 to 19, 2013. ISEG will host 17 editors-in-chief from around the world, thus there will be a total of 17 tracks – one for each SSCI journal.

The information regarding this conference is continuously updated in the website http://2013.inbam.net/ and the call for papers is also available in http://www.iseg.utl.pt/cege/inbam2013.pdf. We would appreciate to receive submissions from your Department.

Best regards,
Vítor da Conceição Gonçalves
President of INBAM 2013

Journal
Track
Journal of Managerial Psychology
Social Issues in Organizations.
Small Business Economics
Entrepreneurship and Economic Crisis: Individual, 
Cultural and Corporative Dimensions.
The Services Industries Journal
Service Processes: Innovation, Competitiveness and 
Design.
The Journal of Technology Transfer
The Influence of Contextual Factors on Academic 
Entrepreneurship.
Journal of Business and Psychology
Improving the Scientific Methods and Approaches 
of Organizational Psychology and Organizational 
Behavior.
International Small Business Journal
Human Capital, Entrepreneurship and SMEs.
Service Business: An International Journal
New Collaborative Paradigms in Services.
Business Horizons
Business and the Social Media.
Asia Pacific Journal of Human Resources
Managing HR in a Globalised Workforce.
Canadian Journal of Administrative Sciences
Presenteeism: Theory, Research, and Practice.
Journal of Organizational Change Management
Sustainable Solidarities: Management of Meaning 
in Changing Organizations.
Cornell Hospitality Quarterly
Advancements in Hospitality Research Through 
Cross-Disciplinary Integration.
International Journal of Manpower
International Human Resource Management: New 
Empirical Perspectives.
European Journal of International Management
Standardization Versus Adaptation of Business 
Practices in Europe: 20 Years of a Single European 
Market 1993-2013.
International Journal of Project Management
Organizing Projects.
INNOVAR
The Impact of Crises on Organizations (Large 
Enterprises, SMEs and Family Businesses): 
Current Organizational Strategies and Entrepreneurship.
Management Decision
The State of the Art in Management Research: 
Current Views and Trends.

CEGE - Centro de Estudos de Gestão do ISEG
Rua Miguel Lúpi, n.º 20 - Gab. 206
1249-970 Lisboa
Tel. 213 970 264/213 925 907 - Fax. 213 979 318
Telemóvel: 963 903 252

(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente da entidade identificada)

quinta-feira, outubro 11, 2012

"O Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) esteve reunido na ´cidade neve`”

«O Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) esteve reunido na “cidade neve”. Um encontro de trabalho onde se analisou a autonomia das instituições do ensino superior e as propostas do executivo governamental para alterar algumas leis que regem as universidades.

Uma das mais importantes reuniões do CRUP, dos últimos tempos, teve lugar na Universidade da Beira Interior. Ao longo de todo o dia os vários reitores das universidades públicas portuguesas debateram o problema da autonomia que parece estar a ser ameaçado pelas mais recentes medidas governamentais.
Segundo António Rendas, presidente do CRUP, “os reitores têm, nos últimos meses, procurado dialogar com o Governo, sem qualquer sucesso”. Tal situação agrava o relacionamento das instituições de ensino superior com o ministério da tutela, sobretudo em períodos de mais necessidade de planeamento de medidas a serem aplicadas no funcionamento das academias. Esta falta de diálogo, que deixou os reitores “bastante surpreendidos” levou a que os representantes do CRUP se mostrassem dispostos para reunir com a tutela, mas sem efeito.
O ponto mais grave deste “virar de costas” chega num momento em que os reitores assistem através do anúncio de medidas governamentais, “a uma possível redução da autonomia universitária”. Para além deste tema central, questões como o financiamento do ensino superior, a reorganização da rede das instituições de ensino superior e o papel das universidades na competitividade internacional de Portugal, estão ainda por debater. As novas linhas de gestão das instituições públicas conduziu as universidades a uma restrição orçamental e a uma redução de trabalho que tem marcado as academias. O presidente do CRUP lembra que nenhuma instituição de ensino superior público em Portugal apresenta prejuízo. Algo “bem notório da gestão regrada e exemplar” que tem vindo a ser praticada nestes organismos. Mas o trabalho de docentes e investigadores, alunos e funcionários, “parece estar agora a ser posto em causa”.
A posição assumida na Covilhã vai no sentido de se reatar o diálogo, sublinha Rendas. Um diálogo cada vez mais necessário, até porque, outro dos assuntos em debate foi o da possível alteração ao RJIES. “Cinco anos após a entrada em vigor do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES) é possível concluir que foi muito positivo o impacto deste diploma legal nas práticas de governança das universidades públicas, refletido numa melhoria do seu desempenho nacional e internacional”. Mas, António Rendas aponta para o facto da intenção do Governo “em propor à Assembleia da República a alteração do RJIES, sendo que o CRUP nunca foi consultado sobre essa matéria, conforme imposição legal”. O Conselho de Reitores olha para esta possibilidade “com grande apreensão e qualquer alteração a introduzir agora no referido diploma, nomeadamente a possibilidade da cessação do modelo de universidade fundacional tem de ser precedido de um amplo debate público, incluindo uma discussão alargada com as instituições de ensino superior”.
O caso das universidades do Porto, Aveiro e Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE), que funcionam como fundações, a preocupação de possíveis mudanças é ainda maior. Marques dos Santos, reitor da Universidade do Porto, mostrou o seu desagrado quanto à postura da tutela. O atual modelo destas três instituições tem vindo a revelar dados positivos “ e não podemos deitar por terra com dois ou três ações o que levou décadas a construir”, defende. O responsável lembra que é o Governo que está em falta para com as universidades e não o contrário, reclamando também, mais diálogo.»

(reprodução dee notícia de 10 de Outubro de 2012 - Eduardo Alves -  http://www.urbi.ubi.pt/pag/10586)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

quarta-feira, outubro 10, 2012

"Reitores não foram ouvidos sobre revisão do Regime Jurídico"

«Os reitores das universidades lamentam que nunca tenham sido consultados pelo governo acerca do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES) e exigem, por isso, que a revisão anunciada pelo Ministério da Educação e Ciência seja antecedida de um “amplo debate público” sobre o tema.
O RJIES entrou em vigor em 2007, pelo que passam agora os cinco anos previstos para a sua avaliação. A intenção de proceder a essa revisão foi anunciada, no mês passado, pelo secretário de Estado João Queiró, numa audição parlamentar. O Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) denuncia que “nunca foi consultado sobre essa matéria”, apesar do anúncio feito pela tutela. Essa consulta é legalmente obrigatória, alertam os reitores.
Os responsáveis das universidades vêm “com grande apreensão qualquer alteração a introduzir agora no referido diploma”, afirmam num comunicado tornado público ontem, no final de uma reunião, que teve lugar na Covilhã. Os reitores estão especialmente preocupados com a possibilidade da extinção do modelo de universidades-fundação, a que já aderiram Aveiro, Porto e o ISCTE.
Face à intenção do governo, o CRUP pede à Assembleia da República que “na eventualidade de uma qualquer revisão daquele diploma legal”, o processo venha possa ser antecedido de um “amplo debate público, incluindo uma discussão alargada com as instituições de ensino superior”.
Para os reitores, o actual regime do ensino superior teve um impacto “muito positivo” no sector, especialmente ao nível das práticas de governança das universidades públicas. Esse diploma foi fundamental para “a melhoria do desempenho nacional e internacional” das universidades, defendem.
O RJIES “permitiu o aprofundamento de boas-práticas de gestão, possibilitando o desenvolvimento de diferentes modelos internos de organização, adequados à natureza específica das diversas universidades, sem deixar de manter a coesão do sistema”, sublinha ainda o comunicado de ontem.»

(reprodução de notícia Público online, de 09.10.2012)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

terça-feira, outubro 09, 2012

"Universidade do Minho: Indecisão do Governo atrasa regime fundacional"

«Apesar de entender “as dificuldades financeiras que o país atravessa”, o reitor da Universidade do Minho disse ontem não perceber os constrangimentos à autonomia universitária nem os retrocessos que se têm verificada nessa matéria. António Cunha criticou também o modo como está a ser conduzido o processo de revisão do RJIES, que está a atrasar a passagem da UMinho a fundação.
Foi no âmbito das comemorações dos 12 anos da Escola de Ciências da Saúde da UMinho, ontem de manhã, que António Cunha se mostrou apreensivo com a forma como está a ser feita a “tentativa de revisão do RJIES — Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior sem um amplo debate público”. Recordou a propósito que o Conselho Nacional de Educação já se pronunciou sobre a mesma matéria no final de Setembro, mas até agora a proposta de RJIES ainda não é conhecida dos reitores, isto num momento em que brevemente se espera que o tema seja abordado em sede parlamentar.
 “Uma eventual revisão do RJIES, a acontecer, devia ser um processo participado envolvendo as instituições do ensino superior. Esperemos que haja desenvolvimentos nos próximos dias e que o documento nos seja dado a conhecer”, referiu em declarações aos jornalistas no final da cerimónia.
António Cunha deixou claro que as universidades “não se colocam fora dos problemas” que o país atravessa, mas lembra que “na complexidade deste contexto actual não pode haver dúvidas de que o futuro exige mais educação”.
“A competitividade entre nações exige o reforço dos níveis educacionais da população”, afirmou, lembrando que é também nestes momentos complexos que se exige das universidades respostas e até soluções para as grandes inquietações.
É assim que, embora entendendo a necessidade de escrutínio dos gastos públicos, o reitor da UMinho lembra o papel das universidades na sociedade: “as universidades públicas fazem parte da administração pública mas têm exigências muito próprias pela forma como desenvolvem a sua actividade em ensino e investigação. Além disso, têm um registo de boas práticas de gestão e de cumprimento dos seus orçamentos dentro de uma disciplina orçamental muito rígida que têm sabido manter”.
É por isso que Antónia Cunha diz não perceber porque é que as universidades são “constantemente confrontadas com dificuldades adicionais que eventualmente poderão fazer sentido para outros organismos da administração pública, mas que para as universidades só vêm criar dificuldades adicionais, nomeadamente na captação de verbas próprias que são essenciais para resolver a sua situação financeira”.

Universidades demarcam-se da polémica sobre fundações
Numa altura em que as fundações públicas e privadas estão na ordem do dia, o reitor da UMinho realça que não se pode confundir esse debate com a questão do regime fundacional das universidades.
“A questão do regime fundacional das universidades/fundações é algo que deve ser visto dentro do regime do RJIES porque é essa a lei que define o estatuto das universidades e não a discussão que existe sobre as fundações públicas ou privadas que são enquadradas por um quadro legal totalmente diferente. Há um confusão sobre as duas questões”, esclareceu.
António Cunha continua a defender que o regime fundacional nas universidades tem “extremas virtualidades, nomeadamente na questão da autonomia da universidade” e recorda que foi essa a razão pela qual a UMinho perseguiu esse objectivo.
 “A eventual revisão do RJIES deixa-nos também apreensivos relativamente a essa questão”, admitiu, revelando que “continuam as negociações com o Governo sobre o quadro fundacional”. Esse processo “está um pouco parado devido a alguma indecisão do governo devido ao modelo final e a eventuais alterações do RJIES. Daí estarmos ainda mais apreensivos com o facto dessa proposta de regime não estar a ser discutida com as instituições de ensino superior”, rematou o reitor da UMinho.

Norte tem oportunidade para se afirmar
António Cunha alertou ontem para o facto de o ‘Quadro Estratégico Comum 2014-2020’ ser uma oportunidade para a região Norte se afirmar no contexto nacional e internacional e denunciou que está a tardar a concertação de actores para aproveitar todas as suas potencialidades.
O Quadro 14-20 contemplará “estratégias inteligentes” de afirmação regional que, num dos eixos, abre perspectivas a novos modelos de desenvolvimento que têm de integrar de um modo concertado as instituições do conhecimento e investigação, as instituições do tecido produtivos, as empresas, e as entidades gestoras do território, nomeadamente as autarquias e as comissões de coordenação regional.
 “O Norte tem aqui uma oportunidade que não poderá desperdiçar”, alertou ontem António Cunha, sublinhando que “já tarda” a concertação de actores para iniciar desde já esse processo. “Tardámos em fazê-lo”, alertou, garantindo que “a Universidade do Minho está preparada para avançar para um processo que seja uma estratégia efectiva de afirmação regional”, rematou no decorrer do discurso comemorativo do dia da ECS.

Biotério vai expandir investigação
A presidente da Escola de Ciências da Saúde da Universidade do Minho (ECS) está convicta de que o lançamento da construção de um Biotério constituirá um marco na Universidade do Minho. O reitor, António Cunha, garantiu que a universidade se empenhará e tratará de conseguir a concretização desse projecto a curto prazo.
Cecília Leão, que falava no âmbito da cerimónia comemorativa do 12.º aniversário da ECS, considera que o Biotério vai marcar de forma “exponencial e determinante” a “expansão da investigação e da experimentação Biomédica com recurso a modelos animais”.
O Biotério é um local onde são criados e mantidos animais (por exemplo, ratos) com a finalidade de serem usados como cobaias em experimentação animal.
A presidente da ECS apontou mesmo este projecto como a primeira prioridade estratégica de futuro desta escola que se tem afirmado no contexto nacional e também internacional pela excelência da investigação que ali é produzida e pelo ensino da Medicina seguindo moldes inovadores.
A internacionalização surge, aliás, como uma das principais apostas da ECS: “as metas a atingir têm sido e continuarão a residir no propósito de assegurar as melhores condições para fortalecer o dinamismo e a excelência da Escola e do seu Instituto de Investigação em Ciências da Vida e da Saúde (ICVS) e reforçar a sua visibilidade nacional e internacional”, realçou Cecília Leão.

Reitor reafirma capacidade da ECS para crescer
Em dia de festa — marcada pela entrega de diplomas a uma “fornada” (a sexta) de novos médicos saídos dos bancos da UMinho — o reitor António Cunha não só confirmou o interesse na construção do Biotério, reconhecendo os seus méritos, como também destacou a aposta que a UMinho faz na ESC, uma escola “com potencial para crescer ainda mais e para se internacionalizar”.
O reitor lembrou que a ECS é um projecto singular nos contextos do ensino e da investigação neste domínio científico, em Portugal e a nível internacional. O reitor aproveitou ainda para evocar o grande mentor da ECS, Pinto Machado, também homenageado ontem com a atribuição do seu nome à biblioteca da escola. Evocou ainda Sérgio Machado dos Santos como “a face desse querer a ECS”.

NEMUM celebrou 10.º aniversário
À comemoração dos 12 anos da Escola de Ciências da Saúde associou-se também a celebração do 10.º aniversário do Núcleo dos Estudantes de Medicina da UMinho. Coube ao seu primeiro presidente do NEMUM, Pedro Morgado, deixar alguns conselhos aos novos clínicos, alertando-os para os principais problemas com que os médicos e estudantes de Medicina se deparam actualmente, a começar pela “anestesia colectiva perante a ditadura da inevitabilidade, em que as decisões se sucedem com uma espantosa cadência, sem que se promova o necessário debate e o indispensável contraditório”.
O “desenvolvimento extraordinário da dimensão económica da saúde” foi outro dos problemas apontados por Pedro Morgado, para quem esta é uma consequência da absorção da saúde pelo capitalismo, “esvaziando o
compromisso de universalidade e subalternizando os objectivos da prática médica”.
A precarização das relações laborais e do trabalho médico é outro problema que merece reflexão sobretudo pelo “consequente enfraquecimento da independência técnica e científica dos médicos” e a “preocupante degradação das condições de trabalho com consequências imprevisíveis para a saúde dos doentes”. Enunciou ainda o deslumbramento das técnicas médicas e cirúrgicas, com o consequente empobrecimento da relação médico-doente e a subjacente desumanização dos cuidados de saúde. Pedro Morgado preside à Alumni Medicina, que integra antigos alunos da ECS.»

(reprodução de notícia CORREIO DO MINHO online, de  2012-10-09, Marlene Cerqueira)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

sexta-feira, outubro 05, 2012

"Não a mudanças feitas ´à pressa`"

Notícia Notícias de Aveiro
Universidades precisam de estabilidade - reitor Manuel Assunção:
http://www.noticiasdeaveiro.pt/pt/26466/universidades-precisam-de-estabilidade-reitor-manuel-assuncao/

(cortesia de Nuno Soares da Silva)

quinta-feira, outubro 04, 2012

"Universidades dispensadas do crivo de Gaspar para usar receitas próprias"

«As instituições de ensino superior não vão precisar de pedir autorização às Finanças para utilizar as receitas próprias.
Segundo o secretário de Estado do Ensino Superior, João Filipe Queiró, as despesas pagas por receitas próprias das instituições do ensino superior não necessitam de autorização do Ministério das Finanças.
Vítor Gaspar enviou um despacho de no passado dia 12 de Setembro, aos serviços da administração central, incluindo as entidades públicas reclassificadas, a informar que "deixam de poder assumir novos compromissos de despesa, relativos a aquisição de um conjunto de bens e serviços e a investimentos, sem autorização prévia", excluindo os projectos financiados por fundos comunitários.
João Filipe Queiró revelou que esta excepção resultou de um acordo entre os ministérios das Finanças e da Educação e Ensino Superior, e que "as receitas próprias das instituições do ensino superior podem ser usadas para pagar despesas".
Esta medida deve-se a "uma especificidade muito própria na maneira como as instituições de ensino superior captam e usam as suas receitas próprias".
O presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) teve conhecimento desta informação pela voz do secretário de Estado do Ensino Superior no seminário, que está a decorrer em Lisboa sobre "Autonomia e Governança das Instituições Públicas de Ensino Superior", organizado pelo CNE.
António Rendas disse que, "assim, o problema mais agudo fica resolvido", afirmando que o CRUP estava à espera que isso acontecesse, mas lamentou que "não haja mais diálogo" entre os reitores e a tutela.
Para o presidente do CRUP, "as receitas próprias [das instituições] são indiscutíveis".
"Não faz sentido nenhum que as instituições não possam gerir as suas receitas próprias. Como também não faz sentido as questões dos saldos, que ainda estão por resolver", justificou.
António Rendas explicou que os saldos de 2011 transitaram como receita para 2012, mas as instituições estão com "muita dificuldade" em utilizá-los como despesa, "o que não faz sentido nenhum".
"São saldos que estão alocados a projetos europeus e que neste momento podem não ser executados porque, ao nível da Direção Geral do Orçamento, as instruções que têm são muito formatadas", disse.
Para Rendas, "as universidades não podem ser tratadas da mesma forma, até porque não aumentaram a despesa".
"Nós não temos dívidas, não temos buracos financeiros, não contraímos empréstimos", sustentou.
Presente no seminário, o ex-ministro da Educação Júlio Pedrosa afirmou que "a notícia do secretário de Estado é positiva".
"As instituições do ensino superior em Portugal já demonstraram ao longo dos anos que são entidades responsáveis e que sabem acolher bem aquilo que são orientações para prestarem contas, usarem bem os recursos públicos para serem transparentes na sua governança", adiantou.
Para Júlio Pedrosa, é necessário "cada vez mais reforçar essa capacidade das instituições para serem autónomas e responsáveis, mas dispondo de um enquadramento ao seu funcionamento que não mude todos os meses ou todos os anos, como por vezes acontece".»

(reprodução de notícia Económico online, de 28/09/12 - Ana Petronilho)
[cortesia de Nuno Soares da Silva]

domingo, setembro 30, 2012

"Ex-reitor da Universidade do Porto termina carreira ´envergonhado`"

"Ao fim de 30 anos de ensino, o professor catedrático Alberto Amaral confessou estar «envergonhado» com a herança que o país deixa «às novas gerações».
O professor catedrático Alberto Amaral, ex-reitor da Universidade do Porto, dá a sua última lição na Faculdade de Ciências deste estabelecimento de ensino.
Ao fim de mais de três décadas de ensino, este químico confessou-se «envergonhado» com a herança que o país deixa «às novas gerações uma situação pior do que a que tivemos».
«Empregos piores, mais incertos, mais mal pagos e necessidade de emigrar», afirmou este professor, que não tem dúvidas em dizer que a «nossa geração falhou na sua missão».
Para Alberto Amaral, o estado das universidades é um exemplo destas falhas, estabelecimentos de ensino onde «excesso de cursos» e problemas de financiamento.
«Estamos a passar um período muito complicado, nomeadamente porque os investimentos que foram feitos em investigação poderão agora ser postos em causa, pelo menos em algumas áreas», frisou.
Alberto Amaral acredita mesmo que teme mesmo que a formação superior deixe de ser opção com a atual situação económica, uma vez que muitos poderão passar a pensar este género de cursos «já não são uma porta para o mercado de trabalho».
O professor universitário, que teve um dos mandatos mais longos como reitor da Universidade do Porto, esteve ligado à expansão desta universidade com a criação de novos edifícios e a criação de centros de investigação de parâmetros internacionais.

(reprodução de notícia TSF, publicada em 2012/09/28)
{cortesia de Nuno Soares da Silva}

quinta-feira, setembro 27, 2012

Comunicado FENPROF: "Esclarecimentos da FENPROF sobre revalorização salarial no Ensino Superior"

«NEGOCIAÇÃO SALARIAL ANUAL: NÃO HÁ QUALQUER REVALORIZAÇÃO PARA O ENSINO SUPERIOR
PROPOSTA DO GOVERNO VISA, TÃO-SÓ, CORRIGIR ILEGALIDADE QUE ESTÁ A SER COMETIDA
A comunicação social tem estado a dar destaque a uma notícia em que “Professores do superior poderão ter aumentos em 2013” (ex. Público, edição de 27 de setembro de 2012) e que estes trabalhadores seriam a exceção no quadro da Administração Pública.
Esta notícia, baseada no artigo V do documento “com o conjunto de normas que deverão constar do Orçamento de Estado para 2013”, ontem enviado pelo Governo à Frente Comum dos Sindicatos Administração Pública, é enganadora, decorrendo de uma análise pouco cuidada feita ao documento.
Infelizmente, não há nenhuma indicação de que os docentes universitários ou do politécnico, bem como os investigadores, terão qualquer aumento em 2013. A manter-se esta nefasta política que está a desgraçar o país, continuarão a ser objeto dos mesmos roubos feitos a todos os trabalhadores da Administração Pública.
O que há neste documento é a correção de uma ilegalidade: os docentes do Ensino Superior que venham a ser contratados nas categorias de Professor Auxiliar, Adjunto e Coordenador, terão as remunerações correspondentes a essas categorias, quando este ano estão a ser remunerados por categoria que já nem existe nas respetivas carreiras, revistas em 2009.
Tal correção legal é a que a FENPROF tem exigido e pela qual tem lutado ao longo deste ano, tendo agora, a concretizar-se efetivamente esta clarificação, produzido frutos. Como o documento, agora divulgado pelo Governo, apenas permite corrigir a situação a partir de 1 de janeiro de 2013, a FENPROF espera obter judicialmente a correção de todas as ilegalidades cometidas ao longo de 2012.
O reconhecimento pelo Governo de que, em 2013, estes docentes do Ensino Superior terão a remuneração correspondente à respetiva categoria (remuneração essa que o Governo insiste em manter reduzida para 2013, com a manutenção das reduções salariais na Administração Pública), deveria implicar, logicamente e por uma questão de elementar justiça, que os seus efeitos se deviam reportar à data em que foram celebrados os contratos, no caso dos docentes e investigadores que transitaram para estas categorias durante o ano de 2012.
Na proposta do Governo fica, no entanto, de fora o reconhecimento dos efeitos remuneratórios das transições de categoria salarial dos Professores do Ensino Superior que obtêm o título de agregação, continuando a FENPROF a exigir tal correção.
Os Docentes do Ensino Superior e os Investigadores, tendo obtido agora uma pequena, mas importante vitória, têm, como todos os outros trabalhadores, todas as razões para lutar contra esta política de empobrecimento do país.
Os Docentes do Ensino Superior e os Investigadores não são nenhuma exceção e vão participar, em conjunto com os outros docentes e com os outros trabalhadores, na manifestação de 29 de setembro, convocada pela CGTP.
O Secretariado Nacional da FENPROF
29 de setembro – Todos a Lisboa!
(se não conseguir abrir, copie este endereço para o seu browser: 


Serviço de Apoio ao Departamento de Ensino Superior do SPN www.spn.pt/superior
E-mail: depsup@spn.pt
Tel.: 22 60 70 554 / 00
Fax: 22 60 70 595 / 6»

(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio, proveniente da entidade identificada e distribuída universalmente na rede electrónica da UMinho)

Resolução do Conselho de Ministros nº 79-A/2012

«Diário da República, 1ª série - Nº 186 - 25 de setembro de 2012
PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
Resolução do Conselho de Ministros nº 79-A/2012

Aprova as propostas de decisão relativas ao processo de censo às fundações e estabelece os procedimentos e as diligências necessários à concretização das respetivas decisões de extinção, de redução ou cessação de apoios financeiros públicos e de cancelamento do estatuto de utilidade pública

(cortesia de Nuno Soares da Silva)

terça-feira, setembro 25, 2012

"Universidades criam alternativas a lacunas da Acção Social"

«As universidades procuram cada vez mais respostas às dificuldades dos alunos que o Estado não resolve. A Clássica reforçou o programa lançado em 2009 e o Técnico, já com um fundo de emergência, vai lançar bolsas de trabalho.
Aos 24 anos, Catarina Orcinha está a concluir o mestrado em Bioquímica. No segundo ano beneficiou do apoio da Universidade de Lisboa (UL), depois de ter perdido o direito a bolsa da ação social com a alteração dos critérios de atribuição.
Tem mais dois irmãos a estudar e a mãe estava também a fazer um doutoramento que, feitas as contas, acabou por abandonar.
"Antes tinha bolsa dos serviços sociais, No segundo ano de mestrado negaram-me esse apoio e tive de recorrer a outro", contou à agência Lusa a estudante natural da Marinha Grande.
Conseguiu manter-se em Lisboa graças ao programa UL Consciência Social, que lhe assegurou senhas de refeição, passe social, propina mínima e subsídio de alojamento.
Entre os colegas, nota que existe uma dificuldade cada vez maior para conseguirem prosseguir os estudos: "Muitos perderam a bolsa, outros passaram de um apoio de 300 euros para menos de cem. Sei de pessoas que entraram numa universidade em Lisboa, mas como não obtiveram qualquer apoio tiveram de ir para casa a meio do curso porque não tinham dinheiro".
Catarina, vai tentar uma bolsa para trabalhar em Portugal, mas já está preparada para ter de candidatar-se ao estrangeiro.
O programa da UL tem duas vertentes: uma de apoio direto, que fornece aos alunos as refeições, o passe, a possibilidade de propina mínima e alojamento, e outra de colaboração institucional, mediante a qual os alunos recebem um valor por trabalhos que realizam.
Foi assim que a universidade celebrou um protocolo com a Assembleia da República, através do qual parte do trabalho de gravação e transcrição das sessões é assegurado por universitários.
A UL dispõe de 130.000 euros para apoios diretos este ano letivo e apela às empresas para aderirem, de forma a transformar "a gota de água" em algo maior. O valor provém de receitas próprias e mecenas.
"Gostaríamos de ter o apoio de antigos alunos e outras entidades", disse à Lusa a pró-reitora, Luísa Cerdeira.
No ano passado, foi possível apoiar 160 alunos com apoios extraordinários diretos, sem contar com as chamadas bolsas de mérito social, para pequenos trabalhos, organização de congressos, ajuda na cantina ou acompanhamento de grupos em museus.
O Instituto Superior Técnico, da Universidade Técnica de Lisboa, tem há dois anos e meio um Fundo de Emergência Social, com uma provisão de 20.000 euros, e prepara nova iniciativa.
"Havia necessidade de mecanismos de apoio a situações às vezes inesperadas, não cobertas pelos serviços de Ação Social", explicou à Lusa Rogério Colaço, da direção.
O Técnico quase perdeu um aluno de excelência (média de 19) porque os pais ficaram desempregados. A situação foi fácil de identificar por se tratar de um aluno muito regular.
A escola tomou a iniciativa de o contactar e perceber por que não tinha feito a inscrição, mas muitas vezes torna-se difícil apurar as verdadeiras razões: "Há um fator que mascara muito os dados, que é a vergonha", indicou.
O fundo do Técnico já apoiou mais de 20 alunos. 
Em outubro, sairá o regulamento de um novo fundo que consiste na realização de pequenas tarefas com retorno para a instituição. Os alunos que dele queiram beneficiar podem ajudar na biblioteca e no apoio aos estudantes mais novos.»

(treprodução de notícia JORNAL i  online, de  25 Set. 2012)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

domingo, setembro 23, 2012

"[CFP] 2012 International Conference on Education Reform and Management Innovation"

«2012 International Conference on Education Reform and Management Innovation (ERMI 2012)
December 4-5, 2012    Shenzhen, China

Paper submission due: October 20, 2012
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We are delighted to invite you to participate in 2012 International Conference on Education Reform and Management Innovation (ERMI 2012), Shenzhen, China. The objective of ERMI 2012 is to provide a forum for researchers, educators, engineers, and government officials involved in the general areas of Education Reform and Management Innovation to disseminate their latest research results and exchange views on the future research directions of these fields.
All accepted papers will be published by Information Engineering Research Institute, USA (http://www.ier-institute.org/), ISBN: 978-1-61275-037-8 which will be indexed by CPCI-SSH and submitted for indexing by EI Compendex. Selected papers will be published in the following journals.
Social Science Letters [ISSN: 2163-4130]
Advances in Mathematical and Computational Methods [ISSN: 2160-0643]
Advances in Mechanical Engineering [ISSN: 2160-0619]
Information Engineering Letters [ISSN: 2160-4114]

Contact us:
Email: icermi2012@163.com
Tel: 18672757885 or 18672366652

[1020日截稿](深圳)2012年教育改革与管理创新国际学术会议(ERMI 2012)
投稿范围:教育教学改革、教学管理、管理学、经济学、社会学等人文社会科学及其相关交叉学科领域。
大会接收的文章由IERI出版,并将被世界三大检索之一的Web of Science CPCI-SSH (ISSHP)检索。
咨询电话:18672757885 or 18672366652
联系邮件:icermi2012@163.com»

(reprodução de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, proveniente da entidade identificada)

sábado, setembro 22, 2012

ENTRExplorer: "Testa a tua ideia de negócio"

«ENTRExplorer

Visita-nos em www.entrexplorer.com e vem jogar o jogo dos empreendedores!!!

Testa a tua ideia de negócio e constrói o teu Plano de Negócios!!!»

(reprodução de mensagem promocional de jogo de introdução ao empreendorismo - em fase de teste, ainda - que me caiu entretanto na página pessoal do Facebook)