Fórum de Discussão: o retorno a uma utopia realizável - a Universidade do Minho como projecto aberto, participado, ao serviço do engrandecimento dos seus agentes e do desenvolvimento da sua região

quarta-feira, dezembro 13, 2006

Relatório da OCDE

"Colegas
Está já publicado no nosso site < http://www.snesup.pt > o anunciado relatório da OCDE.
No seminário realizado na passada 2 ª feira pelo Conselho Nacional de Educação em colaboração com o CIPES já havia sido dissecado o cenário institucional agora proposto (fundação, com privatização dos vínculos de docentes e funcionários não docentes ).
Saudações académicas e sindicais"

A Direcção do SNESup

(extracto de mensagem de correio electrónico, emitida pela entidade identificada, recebida em 13-12-2006)

Leaders are made

"Leaders are made, they are not born. They are made by hard effort, which is the price which all of us must pay to achieve any goal that is worthwhile."
Vince Lombardi

(citação extraída de SBANC Newsletter, December 5, 2006, Issue 450-2006, http://www.sbaer.uca.edu )

"Bolonha! E agora?"

"No final deste ano lectivo muitos jovens concluirão as suas licenciaturas de apenas 3 anos. Surge, então, a questão: continuar a estudar, fazendo o denominado 2º ciclo, ou entrar de imediato no mercado de trabalho?
Se a nova estrutura do curso estiver bem organizada, será de esperar que estes jovens estejam devidamente preparados para as saídas profissionais que a eles se destinam. No entanto, existirão algumas funções mais complexas tecnicamente e que, provavelmente, exigirão um grau de conhecimento mais especializado e aprofundado que só poderá ser adquirido com o 2º ciclo.
Os jovens que optem pela continuação dos estudos para o 2º ciclo fazem-no na expectativa de melhores saídas profissionais: mais qualificadas e melhor remuneradas. Contudo, existe a possibilidade, muito provável, de estas expectativas não se concretizarem e de ainda haver comparações com os jovens licenciados a trabalhar há um ou dois anos e que registam progressões...
Podemos ainda analisar esta questão através de outra perspectiva: como é que as empresas encaram esta mudança?
As empresas também se encontrarão numa posição difícil no momento de contratar, não só pelo facto de haver a dúvida da preparação profissional adquirida, mas também devido à componente maturidade, uma vez que os recém - licenciados são cada vez mais jovens. Isto porque, há um crescente número de funções atribuídas a recém – licenciados que, não tendo associada uma grande qualificação técnica, exigem cada vez maior responsabilidade. Assim, até que ponto estarão as empresas preparadas para enquadrar estes jovens? Até que ponto existe possibilidade de formação?
No final de tudo existirão melhores e piores opções. Mas o tempo encarregar-se-á de mostrar qual a opção mais adequada para cada caso. Somos pioneiros de uma nova era cheia de dificuldades mas que se pode revelar bastante favorável."


Andreia Patrícia da Costa Araújo
(extracto de mensagem disponível na entrada "fóruns" da plataforma electrónica de apoio à unidade curricular Economia Portuguesa e Europeia, da EEG/UMinho; Dezembro de 2006)

terça-feira, dezembro 12, 2006

Ainda a propósito de entre a realidade e a ficção: diálogos virtuais a propósito do triunfo do barroco numa universidade aqui mesmo ao lado

7 - "É triste ver como a assessoria jurídica despachou o pedido de impugnação das eleições. Acho que se [...], ou alguém ligado à lista de [...] tivesse escrito o parecer, o mesmo não seria muito diferente.
Atendendo a que já há dois anos fizeram um parecer "por encomenda", estou a ver que daquele lado não vem nada de bom. Ou seja, para a próxima vamos ter que nos manifestar assim que for nomeada uma comissão eleitoral, caso à frente da mesma esteja alguém tão ligado a [...] como F[...]. Depois, há que chatear [...]"

/...

8 - "[...]. Não sou capaz de acrescentar nada ao já dito."
/...
9 - "[...]"
/...
Comentário: as reticências onde deveriam constar nomes não se destinam, no essencial, a preservar o anonimato dos protagonistas; antes, constituem uma espécie de quebra-cabeças matinal que proponho aos que adoram fazer palavras-cruzadas ou resolver enigmas, sobretudo pela manhã, sublinho. Tenho consciência que o exercício tem um grau elevado de dificuldade, mas não é em vão que este é um blogue que tem como destinatários os universitários.

segunda-feira, dezembro 11, 2006

Entre a realidade e a ficção: diálogos virtuais a propósito do triunfo do barroco numa universidade aqui mesmo ao lado

1 - “Recebido que foi [...] o parecer da assessoria jurídica da reitoria sobre […] reclamação oportunamente feita da existência de irregularidades nas eleições realizadas […], por dever de informação e obrigação de transparência, divulgo-vos […] o doc. recebido.
Não me deterei com comentários. Deixo apenas as notas seguintes:
i) o doc. constituí, a meu ver, uma quase obra-prima do barroco; o quase resulta de uma lamentável mancha na parte final da peça quando, à falta de argumentos de forma, se resvala para a conclusão de irrelevância da não contagem de alguns votos (como se se pudesse desconconsiderar um único voto que fosse);
ii) a natureza de quase obra-prima do barroco materializa-se na elegância da forma e no modo quase perfeito como se foge a analisar as questões de facto (implicitamente confirmando as múltiplas irregularidades, sucessivas, que foram denunciadas);
iii) se a assessora for um produto da nossa escola de direito, temos que dar-lhes os parabéns pelo produto que estão a veicular para o mercado; não esperava que atingissem tal patamar de perfeição tão cedo;
iv) sobre o reitor, notarão que cumpriu o seu papel de, sobre a matéria de facto, "dizer nada", como se a ética e a transparência não lhe dissessem respeito; não me surpreendeu!“
/...
2 - “Agradeço-lhe ter distribuído o "parecer" da assessoria jurídica. Como dizem os espanhóis, "es precioso"....
[…] viu nele o triunfo do barroco. Eu vejo nele um caso exemplar de manifestação da cultura da U[...]. Os seus principais valores estão lá todos... Senão, vejamos:
1. Admite que possa ter razão, mas devia ter falado antes...
*Primeiro princípio: a forma prevalece sempre sobre a substância !*
2. Se espera preocupações de justiça distributiva ou procedimental, pode esperar sentado... Quando estiver cansado de esperar, recorra aos tribunais... É sintomático o incentivo que lhe dão para ir a tribunal... (não se acanhe!). É a admissão da completa incapacidade da instituição em dirimir conflitos internos.
*Segundo princípio: quem quer justiça, vá à Justiça! *
(Porque haveria de a procurar numa universidade quando existem instituições próprias dedicadas a essas matérias...???)
3. Em caso de dúvida, dá-se sempre razão a quem já está "por cima"... Assim como assim, não se agita o "sistema", não se altera a correlação de forças, e sempre se promove o "respeitinho"...
*Terceiro princípio: promover a obediência em vez da competência!*
(Se fizer muita questão em valorizar a competência, terá que a procurar numa Universidade, mas daquelas com U grande...)
Em suma, material de primeira para um próximo paper!”
/...
3 – “Tem inteira razão no que diz. Eu não podia ir tão longe, acho. […].
Enquanto assim for, continuará a faltar-me estímulo para gastar mais energias do que as já gasto com a instituição. Em todo o caso, sempre lhe digo que o tempo de prova a quem está no poder […] já foi dado […].”
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4 – “Por diversas razões, só agora li o teu email bem assim como o parecer da Assessoria Jurídica. Este último é uma verdadeira desgraça! Está impugnado de ridículos vários. […]
E não haverá nada a fazer contra esta miséria? “
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5 - “É sempre possível fazer algo mais […].”
/...
6 – “[…]”
/...

(extractos de diálogos virtuais, entre a ficção e a realidade, a pretexto do triunfo do barroco numa universidade aqui mesmo ao lado)

domingo, dezembro 10, 2006

Somos mais eficientes que a Universidade da Califórnia

"Um pormenor interessante é que destes dados podemos verificar que há 124.000 funcionários (docentes e não docentes) para 209.000 alunos na UC e apenas 23.261 (embora em 2003, mas o número não deve ser muito diferente em 2006) para 173.897 alunos na UP.
Os rácios são, respectivamente, 1,7 alunos/funcionário na UC e 7,5 alunos por funcionário na UP.
Afinal, somos aparentemente mais eficientes do que a Universidade da Califórnia !"

J. P. Cravino

(extracto de mensagem, intitulada "Fecho e fusões de universidades", disponível no blogue do seu autor - J. P. Cravino`s Blog - em 06/12/09)

sábado, dezembro 09, 2006

“Can Risk Aversion Explain Schooling Attainments? Evidence From Italy”

”Using unique Italian panel data, in which individual differences in behavior toward risk are measured from answers to a lottery question, we investigate if (and to what extent) risk aversion can explain differences in schooling attainments. We formulate the schooling decision process as a reduced-form dynamic discrete choice. The model is estimated with a degree of flexibility virtually compatible with semiparametric likelihood techniques. We analyze how grade transition from one level to the next varies with preference heterogeneity (risk aversion), parental human capital, socioeconomic variables and persistent unobserved (to the econometrician) heterogeneity. We present evidence that schooling attainments decrease with risk aversion, but despite a statistically significant effect, differences in attitudes toward risk account for a modest portion of the probability of entering higher education. Differences in ability(ies) and in parental human capital are much more important. in the most general version of the model, the likelihood function is the joint probability of schooling attainments, and post-schooling wealth and risk aversion.”

Christian Belzil (GATE CNRS)
Marco Leonardi (Università di Milano)
Keywords: dynamic discrete choices, éducation, human capital, risk aversion
Date: 2006-10
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:gat:wpaper:0607&r=edu

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

sexta-feira, dezembro 08, 2006

"Estamos prontos para a revolução de Bolonha?"

«Pode dizer-se que é curta a experiência de montar e liderar um grupo de trabalho virado para a construção de análises e explicações, e não é grande a prática de ensino com total disponibilização de tempo do professor, a todo o momento, para se encontrar com o grupo e discutir ensinando, mas também, conjuntamente descobrindo. E é isso que se impõe com o processo de Bolonha.
Isto leva-me a pensar, que a adopção do Processo de Bolonha, com todos os méritos que arrasta, sem dúvida, e acreditando na motivação geralmente apresentada para a sua generalização na União Europeia, a maior facilidade de intercomunicação e de transferência de competências entre estados membros, talvez careça de uma preparação intelectual de uma boa parte das elites universitárias e, sem dúvida alguma, uma aprendizagem dos docentes "viciados" no sistema clássico.
São muitas as questões que se levantam neste tipo de preocupação e que o nosso sistema de ensino deixa a descoberto. Uma delas diz respeito à consagração do modelo de aulas tuteladas, onde a forma pedagógica de actuar é bastante diferente da forma clássica da aula teórica, mas também da aula prática. O professor integra-se num grupo de trabalho e com ele, liderando-o e coordenando as suas tarefas e a sua interacção, vai acompanhando o grupo, até à produção de um produto final. E tudo isso está interligado com uma nova forma de classificar o aluno, sendo a classificação permanente e baseada, muito mais do que até agora, no contacto com o aluno, observando a sua performance e a sua atitude perante a questão de descobrir respostas e soluções para os problemas que lhe vão surgindo. O papel e a responsabilidade do professor aumentam significativamente neste contexto.
Talvez mais impressionante, é a alteração exigida na mentalidade e na percepção dos alunos quanto às matérias que lhes cabe estudar. A clássica observação "o professor não deu esta matéria", observação que se exaltava não poderá ser invocada. A matéria, tal como até aqui, será objecto de um programa aprovado e publicamente conhecido. Mas não há fronteiras estritas no que toca ao âmbito de cada tema que tal programa enuncie. Poderá mesmo imaginar-se que, em muitos casos haverá uma negociação tácita sobre os limites de âmbito de cada tema. O que tal implica é que o diálogo entre professor e aluno será muito superior ao actual. O professor lança temas como desafio aos alunos, em pequenos grupos e, com eles, investigando bibliograficamente, via Internet ou em fontes de todo o tipo, procura chegar a conclusões e portanto a autênticas "pequenas teses" sobre os temas objecto do desafio.
Daqui resultam as indeclináveis perguntas. Será que os nossos professores estão preparados para este tipo ou esta nova forma de ensinar? Será que temos tudo preparado para um programa de treino e aprendizagem dos próprios professores universitários mais clássicos, para este tipo de actuação?
Esta é apenas a ponta de um icebergue que terá por baixo de si questões ainda mais preocupantes, como sejam: o que significa uma licenciatura de três anos e que relação têm com os antigos bacharelatos? Que ligação têm os mestrados previstos com as licenciaturas enunciadas? Como vai o mercado reagir no que toca à procura de licenciados e de mestres? Será que o doutoramento é, não apenas um grau e uma fase da carreira docente, mas também, visto pelo mercado, uma graduação suplementar e desejável ou mesmo pagável de um licenciado ou mestre que se pretende mais competente e portanto distinguido pela procura do mercado como tal?»

Bernadette Cunha

(mensagem datada de 06/12/07, disponível no blogue de apoio à unidade curricular Economia Portuguesa , da EEG/UMinho; http://economiaportuguesa.blogspot.com)

quinta-feira, dezembro 07, 2006

Na qualificação dos recursos humanos reside um dos maiores défices

"Concordo com o que é dito neste artigo. É sabido e conhecido que na qualificação dos recursos humanos Portugueses reside um dos maiores défices que justificam os nossos problemas de competitividade.
Em Portugal, são poucos os activos que têm qualificações acima do nono ano de escolaridade (2,6 milhões, em 5 milhões abaixo desse nivel), poucos jovens saem do ensino com o décimo segundo ano (485 mil, com menos de 25 anos, trabalham sem o ensino secundário). O abandono escolar é elevado (45% contra os 20% de média da UE). Este factor torna-se crucial para o crescimento económico de um país, em que segundo dados da OCDE, cada ano de escolaridade a mais, em média, significa um acrescimo entre 0,3% e 0,5 % de crescimento económico.
A educação é sem duvida um factor extremamente importante para dar a volta a uma situação de saída de empresas do país para os países de leste, em que a aposta na educação é um facto consumado[...].
Uma aproximação educacional em relação a outros países da UE feita pelo Tratado de Bolonha, independentemente das criticas à implementação deste programa, na minha opinião, só pode melhorar a situação do país em termos de crescimento económico, e contribuir para uma melhor qualificação dos recursos humanos do país."


João Pires

(extracto de mensagem disponível na entrada "fóruns" da plataforma electrónica de apoio à unidade curricular Economia Portuguesa e Europeia, da EEG/UMinho; Dezembro de 2006)

“The Portuguese Study Plan's Flexibility as an Implication of the Bologna Process in Economics Undergraduate Degrees: a comparison with Europe”

”In this article we perform a comparative analysis of the study plans of Economics undergraduate degrees between Portugal and the best European institutions, for the school year 2004-2005. The analysis indicates a lower flexibility of Portuguese undergraduate courses, with a greater proportion of required disciplines and less electives offered. The study provides significant evidence on the essential courses to include in the study plans of future undergraduate Economics degrees in Portugal, with a reduced length of three years and about their required or optional nature."

Monteiro, Henrique
Ferreira Lopes, Alexandra
Keywords: Economics Education; Bologna Process; Study Plans' Flexibility; Portugal; Europe
Date: 2005-12
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:pra:mprapa:770&r=edu

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

quarta-feira, dezembro 06, 2006

O corte no financiamento às universidades é uma política errada

"Na proposta de Orçamento de Estado para 2007, está presente um asfixiamento financeiro das instituições de ensino superior.
Os cortes orçamentais, num momento em que o número de alunos voltou a aumentar, constitui uma diminuição drástica no financiamento. Esta política terá consequências no que toca à qualidade dos cursos, comprometendo o futuro da qualificação da sociedade portuguesa.
É importante ter em conta que 80% da investigação em Portugal desenrola-se nas universidades e não em centros de investigação isolados. O financiamento da investigação, no que se refere a recursos humanos (docentes investigadores), faz-se também através do orçamento de funcionamento das instituições.
Na minha opinião o corte no financiamento às universidades é uma politica errada, contrária à politica de inovação e desenvolvimento tecnológico, que põe em causa muitas coisas."
Janette Santos
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"Este tema é um pouco controverso, pois se precisamos de diminuir a despesa pública também é certo que devemos apostar na educação e investigação nacional. Penso que ao diminuir a despesa pública através de cortes orçamentais no Ensino Superior Público o governo português não estará a praticar uma boa politica, indo contra os seus próprios ideais de um país pleno em inovação e progresso tecnológico, pois como já foi referido é nas universidades que mais se realiza investigação e se produz conhecimento. Mas se conseguirmos dirigir as verbas de uma forma mais racional (exemplo: eliminação de alguns cursos ineficientes), talvez consigamos atingir os nossos objectivos e assim desagravar a nossa despesa pública, sendo tal um desafio para todos nós."
Rui Costa
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"Julgo ser importante abordares este tema.
Não sei se deveria haver mais fundos, ou se os que são disponibilizados deveriam ser mais bem aplicados. Já assisti a enormes desperdícios nesta universidade em actividades extra curriculares que eram desnecessárias, mas que não posso escrever (não relacionados com alguma licenciatura).
Quanto ao ensino mais técnico não creio que isso deva ser abordado dessa forma. Para quem anseia por um ensino mais técnico pode sempre optar por ser inscrever num politécnico."
Tiago Neves

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(extractos de mensagens disponíveis na entrada "fóruns" da plataforma electrónica de apoio à unidade curricular Economia Portuguesa e Europeia, da EEG/UMinho; Dezembro de 2006)

terça-feira, dezembro 05, 2006

Fusões e aquisições no ensino superior português: e nós a vê-las passar

Revista de imprensa
Mariano Gago admite fechar universidade em Lisboa"

(entrada disponível no blogue de MJMatos - Que Universidade? -, chamando a atenção para notícia publicada no Diário Económico, em 06/12/05)

Comentário: porque é que a matéria que é alvo de atenção em Lisboa, há já algum tempo, e alimenta a notícia do Diário Económico não inspirou, até esta data, qualquer reflexão ou iniciativa no Minho? Será porque as instituições aqui sedeadas estão todas plenamente consolidades? Será porque é completa a racionalidade regional da oferta de ensino superior, aos seus diversos níveis? Será porque vivemos noutro "país"? Será porque estamos à espera que o "Sr. Ministro" nos venha dizer o que nos convém? Ou será, apenas, porque os dirigentes que temos são mais autistas que os de Lisboa?

O Copianço na Universidade

"A avaliação escolar constitui tecnologia de controlo da qualidade dos processos formativos. Porém, a sua validade é frágil e o uso dos certificados que permite está diminuído. Os alunos desenvolveram generalizada predisposição para a fraude escolar e abraçaram diversas práticas fraudulentas,apoiadas em pactos de silêncio atentamente vigiados. Os professores enfraqueceram as práticas de controlo e sanção, afectadas por tensões normativas e incertezas pragmáticas.
A fraude escolar favorecida por inquestionada e injustificada tolerância social e organizacional, encontra no copianço a sua mais intensa expressão. Ao atacar o sistema educativo nos seus nucleares processos de realização, prejudica a missão das organizações escolares e penaliza a sociedade que delas legitimamente espera mais eficaz e eficiente desempenho.
Este estudo permite visitar a metrologia escolar, analisar discursos e descobrir práticas, vislumbrar tensões e contradições, articular regras e recursos,compreender por que, afinal, a fraude escolar atingiu tão grande e indesejada expressão."
Ivo Domingues
(extracto de livro intitulado "O Copianço na Universidade - O Grau Zero na Qualidade", publicitado em mensagem electrónica emitida a propósito do seu lançamento na Livraria Almedina/Braga, no Campus Universitário de Gualtar da UMinho, no dia 11 de Dezembro, pelas 14.00 horas)

segunda-feira, dezembro 04, 2006

A propósito de "prós e contras" mas, sobretudo, de contras

"Caro colega,
este tema foi debatido no "prós e contras" da rtp1, e mesmo aqui os intervenientes tinham as suas dúvidas e divergências quanto a estes cortes. Se por um lado o Ministro da ciência e do ensino superior, Mariano Gago, dizia que o corte era de 5%, por outro lado o Reitor da Universidade de Lisboa dizia que se atendesse aos gastos que tinha a nível de investigação, formação e gastos com professores e assalariados, os cortes não seriam de 5% mas de 15%, o que inibiria de certa forma os níveis de investigação e a formação dos académicos Portugueses, não só porque os salários não aumentariam, mas também porque os meios que teriam ao seu dispor também estagnariam. Assim sendo, com esta inibição ao ensino superior, podemos questionar-nos da qualidade do mesmo? Isto porque uma comissão de avalição convidada para avaliar o ensino superior Português colocava este numa posição não muito confortável a nível internacional."


Samuel Cardoso

(extracto de mensagem disponível na entrada "fóruns" da plataforma electrónica de apoio à unidade curricular Economia Portuguesa e Europeia, da EEG/UMinho; Dezembro de 2006)

Não estarei a prestar um bom serviço ao país se nada fizer

"Compreendendo que se torna necessário caminhar no sentido de que as instituições se auto-financiem parcialmente junto do mercado, penso que não é através da instabilidade do corpo docente que isto se consegue. A estabilidade é, pelo contrário, a primeira premissa para que os docentes se dediquem a alcançar a excelência na profisssão. [...].
Apesar dos eventuais contrato-programa que venham a ser realizados neste domínio, para recuperação do mesmo, e dos balões de oxigénio que venham a ser concedidos, venho por este meio informar a comunidade em geral e o Sr. Ministro em particular que não despedirei qualquer docente por falta de financiamento.[...].
[...]
Não estarei a prestar um bom serviço ao país e ao domínio da engenharia (que se encontra numa fase de expansão em termos de mercado) se nada fizer, limitando-me a assistir a esta situação onde os estudantes que procuram a engenharia como futura profissão escasseiam, quiçá vítimas de uma falta de planeamento estruturante do empresarial nacional."

José Carlos Quadrado
(Presidente do Conselho Directivo do ISEL)

(extractos de artigo, intitulado "Sr. Ministro, não despedirei!", publicado no Diário de Notícias, em 06/11/30)

domingo, dezembro 03, 2006

O desemprego tem elevados custos

"O desemprego apresenta-se como sendo um dos problemas mais graves da actualidade, podendo levar à exclusão social.
É de referir que em Outubro, segundo o Eurostat, 7,2% dos portugueses com idade para trabalhar não tinham emprego, o que nos leva a concluir que, comparando com 7,7% na Zona Euro e 7,9% no total da União Europeia, Portugal encontra-se numa situação um pouco mais favorável. A taxa mais baixa registada em Outubro foi na Holanda, verificando-se uma taxa de 3,9% e a situação mais grave acontece na Polónia com 14% da população activa desempregada.
Em Portugal esta realidade afecta sobretudo trabalhadores com baixa escolaridade e com uma qualificação profissional de “ banda estreita” e trabalhadores com idade elevada, o que dificulta a sua inserção no mercado de trabalho.
O desemprego tem elevados custos quer para o país, quer para os trabalhadores, quer para a Segurança Social, quer para o próprio Estado, traduzindo-se, assim, em riqueza perdida, salários não recebidos, contribuições não recebidas e impostos não recebidos."

Maria Costa

(extracto de mensagem disponível na entrada "fóruns" da plataforma electrónica de apoio à unidade curricular Economia Portuguesa e Europeia, da EEG/UMinho; Dezembro de 2006)

Temos que acreditar em nós próprios

"Temos de acreditar mais em nós próprios e criar condições para nos desenvolvermos definitivamente, procurando encontrar as melhores estratégias para chegar ao pelotão da frente. Precisamos é de mais e melhor ensino, terminar com o abandono escolar, reciclar os nossos desempregados, preparando estes para novas actividades e melhor “saber fazer”, acabar com muita da burocracia que dificulta a criação de empresas e o investimento. Se soubermos criar as condições, saberemos encontrar o caminho da modernização e teremos certamente empresas socialmente mais responsáveis e cooperantes."

Alírio Fernando Costa

(extracto de mensagem disponível na entrada "fóruns" da plataforma electrónica de apoio à unidade curricular Economia Portuguesa e Europeia, da EEG/UMinho; Dezembro de 2006)

sábado, dezembro 02, 2006

"L'éducation dans la révolution"

"L'éducation constitue l'un des axes fondamentaux du projet de développement socialiste cubain et l'un des moyens d'atteindre l'objectif d'égalité. Le système éducatif y a pour finalité de remettre en cause la division capitaliste du travail, et la division sociale qui en découle. Les principes qui orientent les politiques éducatives à Cuba sont l'universalisme, la gratuité et le caractère public de l'éducation. Leur application a permis d'édifier à Cuba l'un des meilleurs systèmes éducatifs du monde, en termes d'accès et de qualité. Dans quelle mesure la grave crise qui a suivi la dissolution de l'URSS a mis à mal le secteur de l'éducation à Cuba ? En Amérique latine, les services éducatifs ont été sévèrement affectés par les récentes crises capitalistes. Mais Cuba a su préserver les piliers de son système éducatif. Les transformations intervenues dans l'économie cubaine dans les années 1990 ont pourtant entraîné maintes modifications des politiques éducatives, qu'il s'agira pour nous d'expliquer."

Philippe Bayart (CES - Centre d'économie de la Sorbonne - [Université Panthéon-Sorbonne - Paris I])
Rémy Herrera (CES - Centre d'économie de la Sorbonne - [Université Panthéon-Sorbonne - Paris I])
Eric Mulot (CES - Centre d'économie de la Sorbonne - [Université Panthéon-Sorbonne - Paris I])
Keywords: Education, développement, dépenses sociales, formation, emploi, égalité.
Date: 2006-11-13
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:hal:papers:halshs-00113559_v1&r=edu

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

sexta-feira, dezembro 01, 2006

“Employment and growth in Europe and the US - The role of fiscal policy composition”

”We analyze the impact of the composition of fiscal policy on employment and long-run growth. Our theoretical model builds on Barro (JPE, 1990) which we extend by endogenizing the decision to work and by allowing three kinds of government expenditures and three kinds of taxes. The model explains what we basically observe in the data for European countries: relatively high employment and growth in the Nordic countries, but poor employment and low growth in the core countries of the euro area. Our model can also explain employment and growth in the US.”

T. DHONT
F. HEYLEN
Keywords: fiscal policy, taxes, transfers, government spending, employment, endogenous growth
Date: 2006-11
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:rug:rugwps:06/420&r=pbe

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

Muitas vezes acabamos por ir trabalhar para supermercados

"Esta é uma quesão muito importante, principalmente para nós que estamos no ensino superior e prestes a entrar no mundo do trabalho....Infelizmente, é um problema que ocorre frequentemente em Portugal e que no nosso ponto de vista é injusto pois andamos a estudar para um dia seguirmos a nossa profissão de eleição e muitas vezes acabamos por ir trabalhar para supermercados e outras coisas mais, que não têm nada a ver com aquilo para o qual estudamos! Mas acho que também isto acontece muito por culpa dos recém-licenciados, pois noto uma falta de mobilidade nos trabalhadores portugueses, ou seja, os trabalhadores precisam de se predisporem para, se necessário, ir trabalhar para zonas fora da sua área de residência, o que em Portugal é raro acontecer! Pode ser uma situação constrangedora para muitos mas em muitos casos é a solução para muitos problemas..."


Patrícia Peixoto

(mensagem disponível na entrada "fóruns" da plataforma electrónica de apoio à unidade curricular Economia Portuguesa e Europeia, da EEG/UMinho; Novembro de 2006)