Fórum de Discussão: o retorno a uma utopia realizável - a Universidade do Minho como projecto aberto, participado, ao serviço do engrandecimento dos seus agentes e do desenvolvimento da sua região

domingo, dezembro 31, 2006

Frases soltas a fechar o ano

"Eu até posso concordar com o aumento das propinas, mas tanto?... Como é que é possível de um ano para outro pagar-se o dobro de propinas. Chegámos a pagar cerca de 60 contos e passámos, de repente, para 120.
Acho injusto que todos os alunos paguem as mesmas propinas. Deveria ser diferente. Os cursos que beneficiassem de mais material deveriam pagar mais do que os outros. Um exemplo na nossa universidade é o excessivo gasto com os alunos de medicina. Material e mais material, e pagam as mesmas propinas que os restantes alunos. Alunos estes que por vezes não têm sequer o material necessário."

Patrícia Campos

/...

"[...]
Para acabar, e para não "bater mais no ceguinho", tvz este sistema ainda não tenha mudado, pela seguinte ideia irónica: como somos os maiores consumidores mundiais de bacalhau, gostamos mesmo que as coisas fiquem é em "águas de bacalhau". Só vejo essa razão."


Helder Silva

/...

(extractos de mensagens disponíveis na entrada "fóruns" da plataforma electrónica de apoio à unidade curricular Economia Portuguesa e Europeia, da EEG/UMinho; Dezembro de 2006)

sexta-feira, dezembro 29, 2006

Vamos fazer por merecer um Ano Novo melhor!

Sinal da época que atravessamos, até a um-net reconfigurou a sua receptividade à difusão de informação menos grada à "nomenclatura". Disso é expressão a mensagem que se lê abaixo, entretanto recebida nas caixas de correio electrónico. Ainda há quem diga que a época perdeu significado simbólico!

"A actual situação na universidade do minho

Reunião sindical promovida por: SPN (FENPROF) e SNESup
Data: 3 de Janeiro (4ª feira)
Hora: 10h 30m
Local: Auditório I - Complexo Pedagógico II do Campus de Gualtar.

Caros Colegas
Esta reunião surge na sequência das declarações do Senhor Reitor da Universidade do Minho, anunciando em Assembleia de Universidade a intenção de até Setembro de 2007 colocar fora da instituição 100 docentes e cerca de 60 funcionários e de proceder a uma redução de 20% nos encargos com pessoal.
Vamos divulgá-la e, com a nossa participação, merecer um Ano Novo melhor.
As nossas melhores saudações
28/12/2006

Pelo Departamento de Ensino Superior
do Sindicato dos Professores do Norte

Mário Carvalho
"

O título que foi escolhido para anunciar a iniciativa é que me parece pouco rigoroso ou, por outra, excessivamente ambicioso. É que, para tratar "a actual situação na universidade do minho", precisariamos de muito mais tempo que a convocatória que se reproduz supõe, e a maior parte do que está em causa não releva da componente sindical. Mas já é alguma coisa que se pegue numa das pontas do novelo. Saudo, por isso, a bondade da iniciativa, apesar de tudo.
Fico, não obstante, com a curiosidade de confirmar se o ano 2007 permanecerá na história da Instituição como mais um marcado "por uma apagada e vil tristeza", que nos envergonha a todos, os que com ela vamos contemporizando.
Subscrevo, por isso, o que se escreve acima na convocatória quando se diz: vamos (fazer por) "merecer um Ano Novo melhor"!

J. Cadima Ribeiro

quinta-feira, dezembro 28, 2006

“Human Capital Dispersion and Incentives to Innovate”

“Do policies that alter the allocation of human capital across individuals affect the innovation capacity of an economy? To answer this question I extend Romer`s growth model to allow for individual heterogeneity. I find that the value of an invention rises with equality. If skills and talents are evenly distributed, inventions are more widely adopted in production and users are willing to bid a higher price. Therefore more inequality is associated with a larger share of the population employed in the business of invention. But, somehow surprisingly, the analysis suggests that although an equal society values inventions more than an unequal one, it may produce fewer of them, or, equivalently, generates inventions of a lower quality. A calibration of the model suggests a weak, but positive, relationship between the rate of innovation and inequality. Finally, in a two-country world, in which ideas, individuals, and capital circulate without restrictions, I find that the unequal economy tends to specialize into the business of innovation. The main implication of the analysis is that an observed difference in the innovation rate between two countries with similar levels of education can hardly be attributed to variations in domestic human capital policies.”

Maurizio Iacopetta
Keywords: human capital, inequality, innovation
Date: 2006-06
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:deg:conpap:c011_013&r=edu

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

quarta-feira, dezembro 27, 2006

Ensino Superior: em hora de balanço do ano 2006

« Universidades preparam-se para a Europa com cortes orçamentais
Além do anúncio dos cortes orçamentais para as universidades previstos para 2007, a adaptação de quase metade das licenciaturas às regras europeias definidas no Processo de Bolonha e a assinatura de um acordo de parceira entre o Governo português e o MIT marcaram o ensino superior neste ano.
Em Março, muitas universidades públicas apresentaram propostas para adaptar os cursos ao Processo de Bolonha, um compromisso assumido em 1999 pelos países europeus que visa harmonizar os graus e diplomas atribuídos, de modo a criar um "espaço europeu do ensino superior" que facilite a mobilidade e a e mpregabilidade dos estudantes.
O ano lectivo 2006/2007 arrancou com 42% das licenciaturas no ensino superior público adaptadas às regras de Bolonha, um modelo que acabou com os bacharelatos e passou a estar assente em apenas três ciclos licenciatura (com duração de três anos), mestrado (dois anos) e doutoramento (com um mínimo de três anos).
Já este mês, o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago, de acordo com a Lusa, afirmou que o número de licenciaturas do ensino superior público e privado adaptadas ao Processo de Bolonha vai aproximar-se dos 90% no próximo ano lectivo, adiantando-se ao prazo de conclusão do processo nos 45 países aderentes, que termina apenas em 2010.

Cortes polémicos
Polémico foi o corte no Orçamento de Estado para o ensino superi or, que prevê menos 4,8% relativamente à estimativa de execução para 2006. Feitas as contas, os sindicatos denunciaram que quatro em cada dez universidades e politécnicos terão no próximo ano falta de dinheiro para pagar os salários dos docentes, o que poderá levar ao despedimento de pessoal docente. Os reitores manifestaram descontentamento face aos cortes orçamentais. Os politécnicos mostraram-se preocupados com os cortes no orçamento para o sector e os estudantes indignaram-se, acusando o Ministério de "enterrar" o ensino superior.
A assinatura de acordos internacionais com institutos norte-americanos foi também marcante para o ensino superior, sobretudo no que respeita à parceria estabelecida com o Instituto de Tecnologias de Massachusetts (MIT). Ainda no mesmo mês, foi assinado um acordo entre o Estado e a universidade norte-americana Carnegie Mellon, tendo em vista a colaboração com universidades e laboratórios nacionais, estando previsto para breve o arranque da terceira parceria, com a Universidade de Austin (Texas).
[...]»

(extrato de "notícia" do Jornal de Notícias de hoje, 2006/12/27, com o título que se indica à cabeça do artigo)

terça-feira, dezembro 26, 2006

Bolonha! E agora? - VI

"No inicio, quando o tema bolonha me chegou aos ouvidos achei que seria uma coisa péssima, que não iriamos estar preparados para "receber" tal processo, que as novas licenciaturas não nos deixariam aptos para entrar no mercado de trabalho e consequentemente seria muito mais dificil arranjar emprego na nossa area. Contudo, depois de fazer parte, durante um semestre deste processo, a minha opinião alterou-se significativamente. Penso que a que a licenciatura de economia (e falo apenas desta porque não tenho muito conhecimento das outras), não ficou pior. Exige é muito mais empenho por parte dos alunos e acho que isso é o que nos assusta.
Em relação ao mestrado, julgo que este não é fundamental mas...essencial se queremos estar melhor preparados. Já tinha esta opinião antes de o processo ser implementado, tanto mais agora que o curso perdeu algumas cadeiras, que podiam até não ser fundamentais mas se estavam lá por algum motivo era."


Diana Machado

(extracto de mensagem disponível na entrada "fóruns" da plataforma electrónica de apoio à unidade curricular Economia Portuguesa e Europeia, da EEG/UMinho; Dezembro de 2006)

segunda-feira, dezembro 25, 2006

“E-Governance of Universities: A Proposal of Benchmarking Methodology”

”This paper aims to provide a benchmarking proposal related to the area of e-governance of universities. An e-governance tool is proposed in order to disseminate both the mission and the institutional culture of each University into a formal scheme of benchmarking tools. A brief review of the literature related to e-governance models is made in order to justify the importance of e-business practices in universities. Some studies developed in the field of benchmarking in the universities were also selected, using different methodologies. Through the analysis of the most relevant studies, a set of indicators was built in order to evaluate the benchmark related to e-governance. In what concerns the electronic governance of universities the benchmark comes from the development of a manual of benchmarking that comprises new evaluation and control areas of the performance of universities, in terms of their contribution for the development of the regions where they are located. The creation of a manual of benchmarking applied to universities, is proposed. In order to validate, or even to improve the manual, it`s necessary to test it not only in universities, but also in other related stakeholders that take part of the institutional networks of universities. Once implemented, the proposed benchmark provides a better way to evaluate the current practices and to identify the best practices. It could also improve the performance of universities in what concerns the e-governance systems.”

Raposo, Mário
Leitão, João

Paço, Arminda
Keywords: Benchmarking; E-Governance; University. Date: 2006-10-16 URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:pra:mprapa:484&r=edu

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

"Bolonha ! E agora ?" - V

"Penso que este processo é muito importante para relançar e modificar a forma como é organizado o ensino superior. No entanto apesar de toda a abordagem e análise que foi feita a este processo penso que foi implementado de uma forma muito rápida sem ter uma verdadeira consciência do que se tratava. Para tal basta ver as muitas dúvidas que surgem nas cabeças dos estudantes na hora de fazerem contas ao número de cadeiras, à dependência entre as cadeiras, entre outro aspectos sobre os quais muitas vezes os responsáveis de cursos não conseguem dar respostas na hora porque nem eles próprios sabem como está a funcionar.
Penso que antes de se implementar um processo tão revolucionário para o ensino superior era necessário explicar e dar a entender muito bem a quem já frequenta os cursos e a quem pode vir a frequentá-los. Além disto e apesar de ser benéfico para os estudantes o facto de poderem acabar uma licenciatura em menos tempo penso que tem os seus aspectos negativos porque muitas vezes os alunos acabam os cursos muito novos e não têm a credibilidade que tinham os alunos que acabavam os cursos em quatro ou cinco anos."


Rui Freitas

(extracto de mensagem disponível na entrada "fóruns" da plataforma electrónica de apoio à unidade curricular Economia Portuguesa e Europeia, da EEG/UMinho; Dezembro de 2006)

sábado, dezembro 23, 2006

Um sistema de governo das instituições que está esgotado

"Mas esta evolução não nos deve fazer esquecer a necessidade de atacar os problemas e superar as insuficiências que hoje se verificam no sistema. E sabemos bem quais são: altas taxas de insucesso escolar; baixos níveis de eficiência; desajustamento entre a oferta de cursos e as necessidades efectivas do mercado de trabalho; um sistema de governo das instituições que está nitidamente esgotado e que, em muitos casos, não tem gerado nem a abertura, nem a liderança, nem a gestão adequadas. E, finalmente, precisamos de escolas capazes de atrair mais estudantes, com relevância internacional e com maior relação com a economia e com a sociedade."
José Sócrates
(extracto de "Intervenção do Primeiro-Ministro no debate mensal na Assembleia da República sobre Ensino Superior", em 21 de Dezembro pp.; texto disponível na integra em Higher Education - Univercity, isto é, no blogue com esse nome)
Comentário: o sublinhado feito é meu; do que diz o 1º ministro, tem que concluir-se que não é só o Minho que está mal servido em matéria de estruturas de governo das suas instituições de ensino superior e respectivos intérpretes; não me (nos) serve(deverá servir) de conforto, no entanto; fica-me, todavia, a dúvida se o 1º ministro se propõe atacar tão candentes problemas com um ministro da tutela que, para além de ser Gago, tem revelado tanta falta de jeito para assegurar a gestão política do ensino superior nacional.

sexta-feira, dezembro 22, 2006

A Euforia do Natal

"O Natal é uma época fantástica.
Muitas pessoas criticam o Natal porque os indivíduos gastam o que não têm. Porém, a satisfação de cada agente não varia apenas com o seu rendimento. Existem outras variaveis.
A verdade é que no Natal grande parte de nós está mais feliz e isso é que é importante.
Bom Natal"


Tiago Neves

(extracto de mensagem disponível na entrada "fóruns" da plataforma electrónica de apoio à unidade curricular Economia Portuguesa e Europeia, da EEG/UMinho; Dezembro de 2006)

Comentário: senti-me tentado a publicitar aqui a mensagem de natal que o reitor da UMinho nos (comunidade académica da UMinho) endereçou entretanto, via um-net. Desisti porque não podia deixar de sugerir-se provocação, da grossa. Não sei se ao meu colega em causa ocorreu que a mensagem pudesse ser percebida como tal. Não sei, digo!

quinta-feira, dezembro 21, 2006

Serviço Público - das fundações às ânsias de protagonismo público

Futuro do IPCA poderá passar pela manutenção da autonomia
O presidente do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA) defendeu ontem, em Barcelos, que a continuação do IPCA como instituição autónoma deve ser uma alternativa a estudar. Na sessão solene do “Dia do IPCA”, João Carvalho considerou que, tendo em conta o último relatório da OCDE sobre a reorganização do ensino superior em Portugal, o IPCA poderá ser «o modelo que actualmente melhor interessa à comunidade».
João Carvalho adiantou contudo que esta possibilidade terá que ser discutida com a comunidade interna do IPCA, a sociedade civil e as forças políticas da região. «O IPCA tem condições para ser um politécnico de excelência», disse.
Durante o próximo mês, o instituto irá criar um conselho consultivo que se encarregará de auscultar a sociedade civil, os políticos da região, os antigos alunos, a associação de estudantes, os professores e os funcionários. «Tomaremos posteriormente uma posição definitiva, conscientes de que será o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior a decidir sobre o futuro do IPCA», assegurou.
Este conselho consultivo dará depois origem de um órgão estratégico do qual farão parte representantes de escolas secundárias e profissionais e ainda as autarquias da região. Segundo explicou, este órgão será responsável, entre outras coisas, pela definição da missão e estratégia de desenvolvimento do IPCA e pela aprovação ou extinção de cursos.
Seja qual for o futuro da instituição o presidente do IPCA considera que a Universidade do Minho (UM) deve ser um parceiro privilegiado. Para o presidente, o IPCA deve assumir-se como uma instituição de ensino superior politécnica que prepara os alunos para o saber-fazer, devendo também alargar a sua formação para outras áreas importantes para a região como o ensino pós-secundário, a formação de curta duração, ao longo da vida e à distância.
A par do relatório da OCDE que defende o sistema binário (universitário e politécnico) em instituições diferentes, a posição de João Carvalho é sustentada pela recente posição do Conselho Coordenador dos Institutos Politécnicos (CCIP).
Este órgão, reunido segunda- feira, entende que os politécnicos devem ter um papel relevante na expansão das formações de 1.º ciclo, de pós-graduação e na investigação aplicada. Por outro lado, o CCIP considera que deve ser «desencorajada a intervenção das universidades nos domínios de formação politécnica».
João Carvalho notou ainda que a região necessita, não só de ensino universitário, mas também de ensino politécnico onde deve predominar «formação direccionada para o desempenho de uma actividade profissional».

Integração na UM parece agradar

A par da manutenção da autonomia do IPCA enquanto instituição assumidamente politécnica, no discurso de ontem, João Carvalho mencionou mais duas alternativas. A primeira, já discutida em 2002, consiste na integração do IPCA na UM. Neste caso, o presidente do IPCA entende que a instituição deveria ser reconhecida como o terceiro pólo da UM, a par de Gualtar (Braga) e Azurém (Guimarães).
Se assim for, o IPCA será transformado em pólo universitário, oferecendo cursos de cariz politécnico e universitário. Uma possibilidade que parece agradar ao presidente da instituição. «Estou certo que se for esta a decisão do Governo, a integração não é morrer. É viver de outra forma, é reorientar a missão do ensino superior em Barcelos», sustentou.
Em cima da mesa está também a participação do IPCA como unidade autónoma num consórcio ou numa fundação de capitais públicos juntamente com outras instituições de ensino superior. Esta possibilidade permitiria uma maior cooperação institucional, a criação de áreas de excelência de ensino e investigação e um melhor aproveitamento dos recursos financeiros e humanos.

IPCA quer lançar no mercado 500 licenciados por ano
[…]
Na sessão solene do “Dia do IPCA”, João Carvalho assinalou que o aumento do número de alunos torna «insustentável» a continuação nas actuais instalações. «O custo mensal de 16.700 euros poderá ser utilizado no investimento em livros, em equipamentos informáticos e em actividades associativas », disse.
[…] “

Marta Encarnação

(extractos de artigo disponível na secção “notícias” do Diário do Minho, em 2006-12-20)

Comentário: conhecendo-lhe o perfil habitualmente discreto, custa-me perceber que ânsia de protagonismo público se apoderou deste meu caro colega de Escola, a não ser que os lugares transformem as pessoas; percebo também mal de onde lhe vem o “estatuto” para se abalançar em propostas de tão “largo” e controverso alcance.
Nem tudo o que diz é descabido, nomeadamente aquilo que se refere à coordenação da oferta regional de ensino superior, embora para tanto não sejam precisas nem fundações nem relatórios da OCDE de encomenda ministerial. A isto também já me referi nesta sede, há algum tempo. O problema é que, para além das instituições e das exigências de bom uso dos recursos públicos, existem pessoas e há algumas que nunca se deviam propor para o exercício de certas funções, por manifesta falta de competência e, nalguns casos, também falta de perfil pessoal.
Obviamente, na medida em que se lhe encurta o horizonte em termos de carreira académica, alarga-se-lhe o espaço para uma (futura) carreira política.

Serviço Público - Mensagem para os colegas da UM

"Caro Colega
O SNESup soube hoje que não tinha chegado aos endereços profissionais de uma grande parte, se não de todos, os colegas da UM, a nossa mensagem de 3 ª feira quanto ao acordo alcançado para realizar em conjunto com os colegas do SPN a reunião de 3 de Janeiro e sobre a proposta de criação de uma Fundação para o Minho para gestão de recursos.
A nossa mensagem continha anexos, um dos quais o eco no DN do comunicado de 2 ª feira do SPN que encontrou dificuldades de circulação e outro uma notícia do Público sobre a Fundação. Junto este segundo anexo. Essa mensagem foi enviada do endereço institucional do SNESup e não passou. Envio a presente mensagem de minha casa e solicito, caso o entenda conveniente, a sua divulgação no seu site.
O meu nome, e a qualidade de Vice-Presidente da Direcção constam de www.snesup.pt, secção "Quem Somos ?".
Com os meus agradecimentos
Nuno Ivo Gonçalves

Vice-Presidente da Direcção do SNESup"

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"Colegas
Tendo na passada 2 ª feira o SPN reagido, tal como o SNESup, às intenções do Senhor Reitor da Universidade do Minho anunciadas em Assembleia de Universidade, e manifestado também a intenção de convocar uma reunião para o princípio do ano, aberta a não-sindicalizados, propusemos já aos nossos colegas que se realize uma única reunião.
Essa proposta foi aceite e portanto a reunião será coordenada em conjunto pelo SNESup e pelo SPN e terá lugar no dia 3 de Janeiro (4ª feira) a partir das 10 h 30 m, no Campus de Gualtar, Complexo Pedagógico II, Auditorio I.
Chamamos entretanto a atenção para a proposta de criação de uma Fundação para gerir os recursos da U. Minho, IPCA e IPVC, formulada pelo Presidente da Comissão Instaladora do IP do Cávado e do Ave, Prof. João Carvalho.
Saudações académicas e sindicais e votos de Feliz Natal. Quanto a um Próspero Ano Novo teremos, tudo indica, de lutar por ele.
A Direcção do SNESup
19-12-2006"
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(reprodução de mensagem recebida em 20-12-2006, proveniente da entidade identificada; o anexo que é referido e que, por razões técnicas, não se reproduz aqui, está disponível no sítio oficial do SNESup - http://www.snesup.pt)

quarta-feira, dezembro 20, 2006

You have to put in many tiny efforts…

"You have to put in many, many, many tiny efforts that nobody sees or appreciates before you achieve anything worthwhile."
Brain Tracy

(citação extraída de SBANC Newsletter, December 12, 2006, Issue 451-2006, http://www.sbaer.uca.edu )

terça-feira, dezembro 19, 2006

Serviço Público - reitor da UMinho ameaça com vaga de despedimentos

"Caros Colegas do SPN,
Junto envio o comunicado do SPN. Este foi enviado para a UMnet mas foi recusada a sua distribuição. Assim, agradeço que ajudem na divulgação do mesmo pelos restantes colegas da UM.
Saudações cordiais
Pedro Oliveira
Departamento de Produção e Sistemas
Universidade do Minho"
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"Reitor da U.M. ameaça com vaga de despedimentos para 2007

O Reitor da Universidade do Minho anunciou, na Assembleia da Universidade de 11 de Dezembro, que até Setembro de 2007 serão colocados fora da instituição 100 docentes e cerca de 60 funcionários, alegando o decréscimo do número de alunos e as restrições orçamentais.

Infelizmente o Sr. Reitor não facultou os números em que se baseou para afirmar que existe um excesso de docentes e funcionários na ordem dos 20%, porque os dados que a própria UM envia para o Observatório da Ciência e Ensino Superior não sustentam essa tese.

Perante estas intenções cabe perguntar ao Sr. Reitor o seguinte:

· Face às restrições orçamentais, impostas pelo MCTES, possivelmente invocadas para a justificação das medidas agora propostas, já tomou o Sr. Reitor alguma posição pública perante a tutela? Caso exista, de facto não é conhecida!
· Qual acha o Senhor Reitor que deve ser a sua missão: servir de correia de transmissão das directivas do MCTES ou defender a instituição e a sua autonomia?

Entende o Sindicato dos Professores do Norte que as medidas propostas, para além de injustificáveis, são também inaceitáveis. Numa gestão democrática, medidas tão extremas nunca poderão nem deverão ser tomadas sem a sua discussão e explicação fundamentada a toda a comunidade académica.

Acresce que estas medidas são propostas para a UM, uma universidade que apenas tem preenchida metade dos seus lugares do quadro de professores (51%), estando claramente abaixo da média nacional (66%), valor por si manifestamente insuficiente.

Promover a diversidade e o combate á endogamia faz-se promovendo a abertura de concursos, com publicitação a nível nacional. Os lugares vagos não são postos a concurso com a justificação do aumento dos encargos salariais. Mas assim, como poderá a Universidade estar aberta a outras visões?

Tem sido colocado na agenda mediática para o ensino superior a necessidade de haver uma “liderança forte”. Nós, SPN, queremos dizer com toda a clareza que essa “liderança forte” não é, por certo, despedir muito ou ser muito rápido a despedir. Não parece ser esse o entendimento do Sr. Reitor da UM.

Liderar é saber construir uma estratégia de desenvolvimento, é saber responder aos desafios que se colocam a uma instituição em cada momento, é saber envolver a instituição e as pessoas que a corporizam nesse projecto que é sempre condicionado pela envolvente externa.

“Liderança forte” consiste por certo em afirmar a instituição no exterior e nunca claudicar, neste caso, claudicar a 20%.

Com este pretenso anúncio, que mais não é do que preparar a Universidade para os despedimentos que a Reitoria concebeu, a UM parece querer aparecer como vanguarda do desenvolvimento da política neoliberal que o MCTES está impondo ao Ensino Superior, nomeadamente através da redução cega do orçamento de Estado para o sector. Objectivamente, com esta proposta a UM surge como um parceiro diligente e zeloso do próprio MCTES.

Observa-se que, na reunião com a FENPROF, de 31 de Julho de 2006, o próprio Ministro manifestou surpresa perante o despedimento de mais de 20 docentes da UM que então estava em curso, referindo não ser a UM uma instituição com dificuldades financeiras que o justificassem.

O Sr. Reitor da UM parece esquecer que a UM tem um capital humano de que o país e a região necessitam e que a sua missão é saber envolver e catalisar os seus elementos em novos projectos que potenciem a afirmação da Universidade.

É necessário contrariar esta visão redutora do Ensino Superior, de modo a não ampliar a margem de manobra para a prossecução das políticas lesivas do MCTES.

O SPN apela a que todos os docentes se envolvam na discussão destas medidas nos diferentes órgãos institucionais em que têm assento.

O Sindicato dos Professores do Norte (FENPROF) está atento e compromete-se a convocar uma reunião aberta a todos os docentes da Universidade do Minho no início de Janeiro.

18 de Dezembro de 2006

Pelo Departamento de Ensino Superior
do Sindicato dos Professores do Norte


Mário Carvalho"
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(respondendo ao apelo formulado acima, reproduz-se mensagem hoje recebida, por via electrónica, com a autoria que se identifica)
Comentário: a este título, reafirmo o que já aqui expressei em mensagens datadas de 06/12/15, e intituladas, respectivamente, "Serviço Público II - Sessão de esclarecimento do SNESup na Universidade do Minho" e "Serviço Público")

segunda-feira, dezembro 18, 2006

Bolonha! E agora? - IV

«Sinceramente penso que o processo de bolonha veio revitalizar o ensino superior em Portugal, de modo a que possamos de uma melhor forma compará-lo ao ensino superior nos restantes países da União Europeia (sobretudo), de modo a que possamos verficar até que ponto evoluiu o ensino superior português com todas as ajudas comunitárias que recebeu.
Mas será que este "simples" processo de reestruturação de cursos do ensino superior é suficiente? Para quando uma reestrutaração do ensino secundário adaptado ao ensino superior? Não me refiro a níveis de conteúdo (se bem que também possa passar por tal nível), mas sobretudo a nível de preparação para capacidade de autonomia do estudante que qualquer universidade exige logo desde o início, por forma a tornar o ingresso no ensino superior mais fácil aos novos estudantes?
Concordo que Bolonha seja um grande passo para o ensino superior português em termos de credibilidade internacional, mas não descuremos os outros sectores de ensino que servem de base ao ensino superior, como sendo o ensino básico e secundário, que também merecem ser estruturados.»


António Salgado

(extracto de mensagem disponível na entrada "fóruns" da plataforma electrónica de apoio à unidade curricular Economia Portuguesa e Europeia, da EEG/UMinho; Dezembro de 2006)

domingo, dezembro 17, 2006

“Can Risk Aversion Explain Schooling Attainments? Evidence From Italy”

”Using unique Italian panel data, in which individual differences in behavior toward risk are measured from answers to a lottery question, we investigate if (and to what extent) risk aversion can explain differences in schooling attainments. We formulate the schooling decision process as a reduced-form dynamic discrete choice. The model is estimated with a degree of flexibility virtually compatible with semiparametric likelihood techniques. We analyze how grade transition from one level to the next varies with preference heterogeneity (risk aversion), parental human capital, socioeconomic variables and persistent unobserved (to the econometrician) heterogeneity. We present evidence that schooling attainments decrease with risk aversion, but despite a statistically significant effect, differences in attitudes toward risk account for a modest portion of the probability of entering higher education. Differences in ability(ies) and in parental human capital are much more important. in the most general version of the model, the likelihood function is the joint probability of schooling attainments, and post-schooling wealth and risk aversion.”

Christian Belzil (GATE CNRS)
Marco Leonardi (Università di Milano)
Keywords: dynamic discrete choices, éducation, human capital, risk aversion
Date: 2006-10
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:gat:wpaper:0607&r=edu

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

sábado, dezembro 16, 2006

Bolonha! E agora? - III

«Penso que escolher entre continuar os estudos ou entrar no meio laboral, depende exclusivamente das ambições e sonhos de cada um. Bolonha veio, no meu ver, permitir uma igualdade de oportunidades dentro da UE, assim como igualar as qualificações entre os estudantes europeus.
À questão se o estudante está ou não preparado, não devemos responder, pois isso cabe a quem decidiu implementar Bolonha. Quanto à mentalidade dos cada vez mais jovens licenciados, esta pode ou não verificar-se, pois tudo depende da vivência de cada um, do sentido de responsabilidade, da capacidade de concentração, da ambição...!»
Carlos Gonçalves
/...
«Na minha opinião o processo de Bolonha vai ser muito positivo, mas surgem sempre milhares de questões: "como é que as empresas encaram esta mudança?"; "(...) até que ponto estarão as empresas preparadas para enquadrar estes jovens? Até que ponto existe possibilidade de formação?".
Eu própria me questiono sobre como será o meu futuro? Será que vou conseguir o emprego onde possa pôr em prático tudo o que aprendi? Mas também acho que estas são as questões de qualquer estudante quer esteja no processo de bolonha ou não.
Concordo plenamente com o conteúdo do artigo, excepto quando fala na questão da maturidade, aqui concordo com a opinião do meu colega Mouzinho, a maturidade não se vê pela idade, depende muito das vivências de cada um, da educação e até do meio onde vivem.»
Rita Morais
/...

(extractos de mensagens disponíveis na entrada "fóruns" da plataforma electrónica de apoio à unidade curricular Economia Portuguesa e Europeia, da EEG/UMinho; Dezembro de 2006)

sexta-feira, dezembro 15, 2006

Serviço Público II - Sessão de esclarecimento do SNESup na Universidade do Minho

"SESSÃO DE ESCLARECIMENTO
Tendo em conta o quadro de evolução que se perspectiva para o enquadramento do pessoal docente das instituições de ensino superior, e os propósitos anunciados pelo Senhor Reitor na última Assembleia da Universidade quanto à redução em 2007 do pessoal docente em 20%, designadamente por via de colocação de pessoal nos excedentários, o SNESup vai realizar no dia 3 de Janeiro (4ª feira) pelas 10 h 30 m uma sessão de esclarecimento sobre
- enquadramento institucional e laboral das instituições do ensino superior, no quadro dos vários cenários que vêm sendo apresentados, inclusive o do Relatório da OCDE;
- legislação sobre mobilidade laboral (excedentários) e sua aplicabilidade às universidades;
- direitos do pessoal em regime de contrato administrativo de provimento.
Brevemente será indicado o local da reunião.
A reunião é aberta a todos os docentes e investigadores, inscritos ou não no SNESup."


A Direcção do SNESup

(mensagem de correio electrónico recebida em 15-12-2006, proveniente da entidade explicitada)

Comentário: afinal, vai ser necessário apressar a leitura da lei nº 53/2006, a que se refere a minha anterior mensagem. Mais uma vez, a UMinho pretende ser exemplo. Infelizmente, nalguns casos, é-o pelas piores razões. Nos derradeiros anos, isso vem acontecendo com maior frequência.

Serviço Público

Mão amiga (que ainda as há na UMinho, felizmente) fez-me chegar a notícia da publicação, por estes dias (7 de Dezembro), da Lei nº 53/2006, que Estabelece o regime comum de mobilidade entre serviços dos funcionários e agentes da Administração Pública visando o seu aproveitamento racional.
É um texto interessante e revelador em matéria de filosofia da actual governação, para ler com tempo. A título de aperitivo, deixo-vos as duas seguintes passagens do Capítulo I:
- Artº 2 – 1. A presente lei aplica-se a todos os serviços da administração directa e indirecta do Estado, com excepção das entidades públicas empresariais.
- Artº 3 – 2. São instrumentos de mobilidade geral:
a) A transferência;
b) A permuta;
c) A requisição;
d) O destacamento;
e) A afectação específica;
f) A cedência especial.

Em suma, muita coisa para ler. Os que o quiserem fazer, poderão aceder ao documento integral, em pdf, no sítio do SNESuphttp://www.snesup.pt - , na entrada Tabelas/Legislação > Legislação > Função Pública.
A sua leitura tem a virtualidade adicional de nos distrair do que se diz no Relatório da OCDE sobre o Ensino Superior em Portugal (a que se refere detalhadamente e com grande acuidade João Vasconcelos Costa, em sucessivas mensagens recentes, no seu blogue - Reformar a Educação Superior).

J. Cadima Ribeiro

quinta-feira, dezembro 14, 2006

"Bolonha! E agora?" - II

"A implementação do Tratado de Bolonha, em um mercado de trabalho condicionado, leva a pensar numa maior dificuldade para os futuros licenciados. No entanto é necessário pensar que este tipo de ensino já funcionava em outros países da UE com relativo sucesso, sendo a sua implementação uma tentativa de aproximação do ensino português a esses países.
Para nós, torna-se fundamental uma continua formação, pois é esse o objectivo do Tratado de Bolonha, e a nossa maturação e ascensão em termos profissionais passa por aí. Na minha opinião, a aceitação das empresas portuguesas a esta realidade será favorável, pois ao apostarem em um licenciado cujo ensino em que esteve inserido se aproxima do ensino europeu, trará mais garantias de sucesso para a empresa."
João Pires
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"Não concordo quando referes a questão da maturidade pois penso que a idade é importante no BI mas é ainda mais importante a "idade" que possuimos dentro da cabeça.
Quanto a Bolonha, somos pioneiros e como tal as cobaias, para o bem e para o mal! A FEP, por ex., poderá depois aprender com os nossos erros tentando não os cometer...
Muitas vezes levanta-se a questão, se é possível aprender em 3 anos o que dantes se aprendia em 5. Eu penso que se alguém acha que não se sente preparado em 3 anos, porque não continuar e tirar uma pós-graduação e posteriormente o mestrado? Tem ainda a vantagem de o fazer numa universidade diferente daquela em que efectuou a licenciatura, caso assim o entenda!
Estamos no início, mas penso que o curso poderia continuar com os 3 anos, mas depois fazer um semestre de estagio, estágio esse que contaria para a nota... Assim penso que seria talvez a única maneira de os professores poderem ver se em 3 anos conseguiram preparar-nos para o mercado de trabalho!
Fica a sugestão....."
Carlos Barros
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(extractos de mensagens disponíveis na entrada "fóruns" da plataforma electrónica de apoio à unidade curricular Economia Portuguesa e Europeia, da EEG/UMinho; Dezembro de 2006)

Crise! Qual crise?

Numa altura em que tanto se fala de crise (financeira e não só) nas universidades públicas, é gratificante constatar que nem todas(os) enfrentam essa angústia. Se não crêem, atentem na mensagem (isto é, nos extractos da dita) que passo a reproduzir:
"[...]
A Época Natalícia proporciona a todos um espírito de confraternização. Neste sentido e dado que o convívio entre todos aqueles que diariamente se cruzam nas suas vidas profissionais é uma mais valia, a Presidência da Escola de [...] tem o prazer de informar que terá lugar no próximo dia 20 de Dezembro, às 20:00 horas, o jantar de Natal da Escola de [...], que se realizará no Restaurante Panorâmico [...]. A Ementa segue em anexo.
Uma parte significativa deste jantar, será oferecido pela Presidência da Escola, cabendo a cada participante apenas 5 Euros.
Solicita-se a todos os que pretendam participar no referido jantar, que nos confirmem a sua presença até ao dia 18 de Dezembro e que se faça acompanhar de um presente para efectuar a respectiva troca.
Poderá efectuar a sua inscrição por Email para [...]".
Para além do mais, não acham enternecedora a mensagem? Pena é que Natal não seja todos os dias.
Retomando entretanto a temática central do momento, "a crise" ou, se quiserem, o tão falado relatório da OCDE sobre a malfadada crise, tenho que vos confessar a dificuldade que encontro em conciliar o desafogo financeiro que se deduz da mensagem de correio electrónico (datada de 06/12/13) que se reproduz acima com o racionamente de papel e outras despesas correntes vivido na Insituição, há vários meses, segundo o que me é relatado (e eu não ouso pôr em dúvida a fidedignidade das minhas fontes).
Alguma explicação razoável haverá, estou seguro!

J. Cadima Ribeiro