Fórum de Discussão: o retorno a uma utopia realizável - a Universidade do Minho como projecto aberto, participado, ao serviço do engrandecimento dos seus agentes e do desenvolvimento da sua região

domingo, janeiro 14, 2007

Uma parceria indústria-universidade bem sucedida

"Interiores funcionais

Uma parceria entre o Centro de Ciência e Tecnologia Têxtil da Universidade do Minho, a Tearfil e as Malhas Sonicarla deu origem a um inovador projecto de roupa interior(12Jan07)

Para desenvolver uma nova gama de roupa interior multifuncional, o grupo de Materiais Fibrosos do Centro de Ciência e Tecnologia Têxtil da Universidade do Minho contou com as parcerias estratégicas da Tearfil para o desenvolvimento dos fios e das Malhas Sonicarla para a concepção das peças seamless em malha jersey vanizado. «Embora já exista no mercado vestuário multifuncional, esses produtos não usam de forma racional as propriedades das fibras funcionais», afirma Raul Fangueiro. Deste modo, o grupo efectuou primeiramente um estudo antropométrico a fim de colocar as fibras na região do corpo onde as suas funções vão ser optimizadas e distribuídas de acordo com as necessidades. «Desenvolvemos uma técnica Patchwork, que tem como função colocar as fibras nos sítios mais indicados», explica.
As funcionalidades visadas foram a gestão da humidade, o controlo da temperatura e a bioactividade mediante a utilização de fios compostos por Dri-Release (gestor da humidade), Seacell Active (dermo-protector e anti-bacteriano), e/ou algodão. A gama inclui boxers, tangas, tops, t-shirts de Verão e de Inverno.
Para Raul Fangueiro tratou-se de um projecto «de parceria indústria-universidade que foi muito bem sucedido e abriu portas para outros novos projectos». Por seu lado, Carla Ferreira, administradora das Malhas Sonicarla, afirma peremptoriamente que «as universidades podem sempre contar com as Malhas Sonicarla como parceira em projectos inovadores como este»."

(notícia disponível em http://www.portugaltextil.com/index.php?option=com_content&task=view&id=78&Itemid=2, em 07/01/12)

“Public Education in an Integrated Europe: Studying to Migrate and Teaching to Stay?”

”This paper analyzes public provision of internationally applicable and country-specific education, when job opportunities available to those with internationally applicable education are uncertain. Migration provides a market insurance in case labor market opportunities in the home country are poor. An increasing international applicability of a given type of education encourages students to invest more effort when studying. Governments, on the other hand, face an incentive to divert the provision of public education away from internationally applicable education toward country-specific skills. This would mean educating too few engineers, economists and doctors, and too many lawyers.”

Panu Poutvaara (University of Helsinki and IZA Bonn)
Keywords: public education, migration, brain drain and brain gain, European Union, common labor market
Date: 2006-12
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:iza:izadps:dp2478&r=edu

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

sexta-feira, janeiro 12, 2007

“The patenting universities: Problems and perils”

”Starting from a review of more than 50 papers, this work will present a detailed overview of threats stemming from university patenting activity, then it will draw some policy implications and it will conclude with some suggestions for further research.”

Baldini, Nicola

Keywords: university patents; entrepreneurial university; open science; secrecy
Date: 2006-03-27
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:pra:mprapa:853&r=edu

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

A ideia era óptima

«De facto, a diferenciação dos produtos é uma porta para a atracção das empresas, mas para isso torna-se necessário formar mão-de-obra qualificada para pôr essa ideia em prática, e, mais do que isso, dar-lhes possibilidade para isso.
Há dias conversava com uma colega licenciada em Engenharia Ambiental, que fez uma proposta de investigação a um conhecido fabricante de automóveis. A ideia era óptima, a sua formação é superior, mas obteve uma resposta negativa, por "não ser do total interesse financeiro da empresa".
É necessário dizer mais?»


Cristela Mota

(extracto de mensagem disponível na entrada "fóruns" da plataforma electrónica de apoio à unidade curricular Economia Portuguesa e Europeia, da EEG/UMinho; Janeiro de 2007)

quinta-feira, janeiro 11, 2007

As burocracias dirigentes não asseguram futuro

"O debate sobre o relatório já tem caminho feito e conhece-se o trivial. É claro que as universidades vivem uma crise institucional fortíssima, que o seu modelo de governo está aprisionado por lógicas conservadoras, que as burocracias dirigentes não asseguram futuro, que a propensão para endossar responsabilidades em vez de as assumir é elevada, que a relação dos poderes autonómicos com o Estado é perversa. Também não é necessário repetir que o relatório tem qualidade e que trata de forma complexa um problema complexo, não sendo legítimo diminui-lo através da suspeição ou do anátema da parcialidade."
José Reis
(extracto de texto, intitulado "O Relatório - As universidades vivem uma crise institucional fortíssima e a relação dos poderes autonómicos com o Estado é perversa", disponível na integra em http://www.ces.uc.pt/opiniao/investigacoes_debates/048.php)

quarta-feira, janeiro 10, 2007

Serviços da Universidade do Minho querem destacar-se num "ranking" de censura

«Na era da "Sociedade da Informação", serviços da Universidade do Minho querem destacar-se num ranking de censura

A censura parece querer fazer escola na Universidade do Minho. Um designado moderador da UM-net, novamente vetou a circulação na rede interna de uma mensagem, agora subscrita pelo SPN e pelo SNESup.

Inimaginável! A mensagem que tentaram censurar, mas que naturalmente não abdicamos de divulgar tem o seguinte texto:

"Colegas
Na reunião de 3 de Janeiro último, dinamizada pelo SNESup e pelo SPN, [...]
[...] "

Quanto ao dito moderador da UM-net, o SPN apenas espera que para futuro aplique todo o seu zelo e o seu pendor censório não à informação sindical, porque vivemos num país democrático, mas sim às muitas mensagens spam que na sua rede proliferam.
Mas é à Reitoria da Universidade do Minho que o SPN atribui integralmente a responsabilidade política por este acto de censura, que se julgava já varrido da vida de uma universidade pública, uma instituição que deve primar por ser um lugar de cidadania, uma casa de democracia.
A falta de liberdade de expressão é incompatível com uma vivência universitária plena.

O Departamento de Ensino Superior do SPN
9 de Janeiro de 2007»


(extractos de mensagem disponível no sítio electrónico da FENPROF/SPN; o sublinhado é meu, assim como o critério de edição)

Serviço Público - Comunicado do SNESup

«SNESup – Sindicato Nacional do Ensino Superior
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Colegas
1. Desde que, na sequência do anúncio dos valores atribuidos às instituições do ensino superior no Orçamento do Estado para 2007, o Senhor Presidente do CRUP admitiu a possibilidade de envio de professores universitários para os excedentes (actualmente, para "mobilidade especial"), em termos que aliás criticámos publicamente na ocasião, o SNESup tem estado atento à evolução da situação em diversas Universidades, encorajando os seus associados a reportarem quaisquer projectos de redução de pessoal por razões financeiras.
Assim sendo, quando nos chegou por várias vias a informação, de que, em reunião da Assembleia de Universidade realizada em 11 de Dezembro último, o Senhor Reitor da Universidade do Minho, Prof. Doutor António Guimarães Rodrigues Dias, havia equacionado a redução de pessoal docente e não docente em 20 %, por via de constituição de excedentes e da não-renovação de contratos, o nosso Sindicato
- marcou de imediato uma reunião para 3 de Janeiro;
- pediu para ser recebido pelo Senhor Reitor, com vista a uma breve troca de impressões, antes da reunião, no que não foi atendido.
Dado que os nossos colegas do SPN anunciaram também a intenção de convocar uma reunião, o SNESup propôs que ela fosse conduzida conjuntamente, o que foi aceite.
2. Conforme já foi difundido em comunicado anterior, a reunião contou com a presença de 160 docentes, número claramente acima, como todos sabemos, da participação usual em reuniões para discussão de problemas profissionais nas universidades portuguesas de hoje, e aprovou o conjunto de conclusões que já difundimos.
É de salientar que, tendo o SNESup feito apresentação de uma análise jurídica sobre a não aplicabilidade da Lei 53/2006 ao pessoal docente do ensino superior (por a própria lei ressalvar expressamente os normativos específicos dos corpos especiais em matéria de mobilidade) tivemos o grato prazer de ver um dos membros da equipa reitoral, presente na reunião, subscrever a nossa análise, dando a entender que o cenário da constituição de excedentes estaria afastado. De forma que, amplamente demonstrada a preocupação do corpo docente com a situação laboral na Universidade e constituída na própria reunião o núcleo inicial da Comissão de Docentes e Investigadores, entendemos estarem reunidas condições para um esforço de dinamização mais alargada e para o desejado, e imprescindivel, diálogo com a Reitoria.
3. No entanto, e desses factos entendemos necessário dar conhecimento a todos os docentes do ensino superior, vive-se na Universidade um condicionamento da circulação de mensagens, designadamente através da Um - Net, que não favorece o debate e o diálogo.
Ainda em Dezembro, os colegas do SPN viram retido na Um - Net o comunicado que enviaram com a sua tomada de posição, enquanto que foi difundido um comunicado de resposta da Reitoria sem que a Universidade ficasse a conhecer o texto a que se respondia. Já em Janeiro, as conclusões da reunião de dia 3, que já conheceis, foram retidas na Um - Net tendo a representação do SNESup recebido a seguinte resposta:
“Exmo. Senhor
A sua mensagem não seguiu para a UM-Net visto não se enquadrar nas respectivas regras, nomeadamente no facto de a UM-Net ter como objectivos difundir informação sobre:
- a actividade da Universidade do Minho nas suas várias vertentes: académica, social, cultural e recreativa;
- eventos promovidos e/ou organizados pela Universidade do Minho;
- o ensino em geral.
Sugere-se que a divulgação da informação em causa seja efectuada directamente junto dos elementos da UMinho associados ao SNESup e do SPN.
Cumprimentos,
O Moderador”
4. A mensagem em apreço diz respeito à Universidade do Minho e ao ensino superior, e certamente se integra nas regras da UM-Net. Aliás, como já escrevemos ao Senhor Reitor, nos termos do artigo 502 º do Código do Trabalho, as associações sindicais têm o direito de proceder à distribuição – não apenas junto dos seus associados - de “ textos, convocatórias, comunicações ou informações relativos à vida sindical e aos interesses sócio-profissionais dos trabalhadores”, autorizando também o artigo 32 º do Decreto-Lei , nº 84/99, de 19 de Março (Lei Sindical da Administração Pública) “a distribuição de comunicados e de quaisquer outros documentos subscritos pelas associações sindicais”.
Mas, em termos mais amplos, nesta época de discussão de "modelos de governação", parece-nos excluído um modelo que proíba informar / ser informado e, afinal, proíba pensar a Universidade em que se vive e se exerce funções.
Saudações académicas e sindicais
A Direcção do SNESup
em 10-1-2007»
(reprodução integral de mensagem de correio electrónico entretanto recebida, com a origem e assinatura identificadas)

terça-feira, janeiro 09, 2007

A imposição de limites às taxas de reprovação - II

«Do meu ponto de vista a melhor forma de incentivar os universitários a acabarem o seu curso não é impondo um limite ás taxas de reprovação, assim como tu referiste. Já são individuos maiores de idade e que têm que ter consciência que estão a ocupar um lugar que poderia ser de outra pessoa mas que não teve a mesma oportunidade. Talvez não seja a pessoa mais indicada para falar deste assunto pois já reprovei, mas não foi devido às borgas universitárias.
Acho, sim, que se deveria incentivar os alunos de outra forma, estimulando-os e tornando os cursos mais atractivos. Assim como implantar nos cursos, pelo menos o nosso, uma vertente mais práctica, pois a sensação que nós alunos temos é que quando acabamos o curso não estamos preperados para entrar no mercado de trabalho.
Em relação aos alunos borgueiros que tu referes acho que não são assim tantos e que infuenciam as mentalidades. Tenho também que referir as propinas que nós pagamos, e então uma pergunta se levanta, será que cada estudante de economia gasta cerca de 920€ por ano lectivo? E os alunos, como por exemplo, de medicina será que só gastam 920€?»
Catarina Neves
/...
«Começo por dizer que achei o artigo bastante interesssante, uma vez que convivemos com ele todos os dias.
Na minha opinião, um limite às taxas de reprovação não está mal pensado , desde que seja um limite razoável, claro! Porém, devo concordar que esse tal limite possivelmente não iria mudar a mentalidade da maioria dos universitários "borgueiros", pelo menos nos primeiros anos desta iniciativa; contudo, a médio/longo prazo, penso que teria sucesso !
Concluo, concordando com a minha colega, que diz não ser justo que aqueles que levam a Univrsidade a sério, não poderem usufruir dela por causa dos que cá andam a passear. De facto, quem vem para a universidade vem porque quer; ninguém obriga ninguém, por isso deviam levar as coisa um bocadinho mais a sério.»
Diana Machado

(extractos de mensagens disponíveis na entrada "fóruns" da plataforma electrónica de apoio à unidade curricular Economia Portuguesa e Europeia, da EEG/UMinho; Janeiro de 2007)

segunda-feira, janeiro 08, 2007

Ainda o comunicado do SNESup e do SPN

«SNESup – Sindicato Nacional do Ensino Superior
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Colegas
Na reunião de 3 de Janeiro último, dinamizada pelo SNESup e pelo SPN, em que participaram cerca de 160 docentes foram, após debate, aprovadas as seguintes conclusões:
"Os docentes da Universidade do Minho presentes na reunião de 3 de Janeiro de 2007,
1. Manifestam o seu apoio à acção desenvolvida pelo SNESup e pelo SPN [...].
2. Apoiar a constituição de uma Comissão de Docentes e Investigadores [...].
3. Reclamar a livre difusão na WebNet de mensagens [...].
O SNESup está a difundir este texto de conclusões ... que ainda não passou, ele também, na WebNet da Universidade do Minho ... a todos os docentes do ensino superior. Seguir-se-á um comunicado com explicações mais pormenorizadas.
Saudações académicas e sindicais
A Direcção
8-1-200»
(extractos de mensagem electrónica, proveniente do SNESup, entretanto recebida; por razões de economia de espaço, para não duplicar texto já disponível neste blogue, abaixo, não se reproduz a mensagem integral; o sublinhado é meu)

“Demand for Higher Education Programs: The Impact of the Bologna Process”

”The Bologna process aims at creating a European Higher Education Area where intercountry mobility of students and staff, as well as workers holding a degree, is facilitated. While several aspects of the process deserve wide public support, the reduction of the length of the first cycle of studies to three years, in several continental European countries where it used to last for four or five years, is less consensual. The paper checks the extent of public confidence in the restructuring of higher education currently underway, by looking at its implications on the demand for academic programs. It exploits the fact that some programs have restructured under the Bologna process and others have not, in Portugal. Precise quantification of the demand for each academic program is facilitated by the rules of access to higher education, in a nation-wide competition, where candidates must list up to six preferences of institution and program. We use regression analysis applied to count data, estimating negative binomial models. Results indicate that the programs that restructured to follow the Bologna principles were subject to higher demand than comparable programs that did not restructure, as if Bologna were understood as a quality stamp. This positive impact was reinforced if the institution was a leader, i.e. the single one in the country that restructured the program. Still an additional increase in demand was experienced by large programs that restructured to offer an integrated master degree, thus conforming to Bologna principles while not reducing the program duration.”

Ana Rute Cardoso (IZA and University of Minho)
Miguel Portela (Tinbergen Institute, NIPE-University of Minho and IZA)
Carla Sá (Tinbergen Institute and NIPE-University of Minho)
Fernando Alexandre (NIPE-University of Minho)
Keywords: education policy, European Higher Education Area, economic, social and cultural integration, count data
Date: 2006-12
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:iza:izadps:dp2532&r=edu

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

Bolonha! E agora? - VII

«Na minha opnião o processo de Bolonha é favoravel para os alunos, no entanto, no final do nosso curso poucos alunos estão preparados para de imediato enfrentar qualquer emprego. Em todos os cursos deveria existir um estágio para os alunos, nem que fosse apenas uma passagem por uma empresa ou um outro lugar onde fosse possivel observar e ter consciência do que realmente nos espera no mercado de trabalho. Alguns cursos são muito teóricos, e eu pergunto porque nao apostar mais na prática?»
João Cunha
/...
«Para quem não sabe, eu tenho uma relação com uma estudante de economia do 4º ano, ou seja, está no plano antigo. E há uns dias atrás a minha mãe fez-me esta pergunta: “tu andas menos um ano que ela!!! No final do curso vais saber o mesmo???”… Bem, eu fiquei uns bons segundos a olhar para minha mãe mas depois disse: “ supostamente sim”… E fiquei uns bons minutos a pensar naquilo.
Será que vamos saber o mesmo??? Será que afinal a intenção nunca foi saber??? Mas afinal porque razão os outros tiveram mais um ano na universidade???
Tive um professor que um dia me disse: “Vocês o que aqui aprendem são só bases teóricas. Irão receber depois formação para aquilo que vão fazer. Daqui levam a teoria e o pensamento.” Bem, eu acho que o professor tem razão. Mas porque razão andaram os outros cá 4 anos? Como podemos nós ser equiparados a eles? Não quero dizer que somos inferiores mas somos iguais? Mas nós não recebemos a mesma formação??? Não sei, ainda não há dados para comparar, mas daqui a 10 anos podemos ver qual o efeito de Bolonha e a taxa de emprego.
Saio com menos um ano de formação, mas será que saio formado???»
Eurico Cunha

(extractos de mensagens disponíveis na entrada "fóruns" da plataforma electrónica de apoio à unidade curricular Economia Portuguesa e Europeia, da EEG/UMinho; Janeiro de 2007)

domingo, janeiro 07, 2007

A imposição de limites às taxas de reprovação

"Acho o artigo muito interessante, no entanto não sou da mesma opinião que tu quando defendes que não devem ser impostos limites às taxas de reprovação. Pensa na quantidade de alunos que após terminar o 12º ano quer ingressar na universidade mas depara-se com um número baixo de vagas...Não seria melhor para todos se aqueles que estão na universidade a "fazer nada" dessem lugar àqueles que realmente vêem um curso superior como um objectivo de vida? Eu penso que a imposição de limites às taxas de reprovação mudaria sim a mentalidade de alguns estudantes, uma vez que se não se esforçassem não terminariam o seu curso, o que automaticamente tornaria as pessoas mais competentes e mais competitivas. Isto reflectir-se-ia quando ingressassem no mercado de trabalho, tornando-os melhores profissionais."


Patrícia Palha

(extracto de mensagem disponível na entrada "fóruns" da plataforma electrónica de apoio à unidade curricular Economia Portuguesa e Europeia, da EEG/UMinho; Janeiro de 2007)

sábado, janeiro 06, 2007

“O Moderador”, essa figura mítica

«Citando João Mendes jcrmendes@ilch.uminho.pt:
Uma ideia refrescante no universo tecno-burocrático que nos asfixia.
[…]
[…]

Um filósofo na administração
Mário Bettencourt Resendes
Jornalista
<http://dn.sapo.pt/2007/01/04/853495.jpg> <http://imgs.sapo.pt/images/c2/dn.sapo.pt/layout/10px.gif>
Há boas notícias, vindas do outro lado do Atlântico, para quem consagrou os seus anos universitários ao estudo e aprofundamento de disciplinas hoje consideradas como de "difícil saída profissional". Trata-se, concretamente, do caso de algumas empresas norte-americanas, que decidiram recrutar, para os seus conselhos de administração, quadros com formação superior em Filosofia. E admitem também alargar o processo com o recurso a historiadores ou sociólogos. […]
Impressiona, portanto, a decisão do Ministério da Educação de acabar com o exame nacional na disciplina, […]
[…]
Não se percebe é como a desvalorização da Filosofia poderá contribuir para corrigir estes desequilíbrios. Ignorantes sobre a História da "sabedoria", mais mal treinados para pensar e para compreender um mundo com contornos cada vez mais complexos, os jovens do futuro estarão, obviamente, bem mais desarmados perante a vida.

<http://imgs.sapo.pt/images/c2/dn.sapo.pt/layout/10px.gif>
A sua mensagem não seguiu para a UM-Net visto não se enquadrar nas respectivas regras.
Regras da lista UM-Net:
1 - A UM-Net é uma lista moderada. Isto significa que todas as mensagens enviadas são validadas por um moderador em função dos objectivos da lista.
2 - A UM-Net tem como objectivos difundir informação sobre:
- a actividade da Universidade do Minho nas suas várias vertentes: académica, social, cultural e recreativa;
- eventos promovidos e/ou organizados pela Universidade do Minho;
- o ensino em geral.
3- A UM-NET é uma lista de difusão de informação, não se podendo constituir nem como um "Forum de Opinião" nem como um "Forum de Discussão".
4 - Podem fazer parte da lista docentes e funcionários. O utilizador que pretender integrar ou abandonar a lista basta enviar uma mensagem para a lista, um-net@uminho.pt, manifestando a sua intenção.
Cumprimentos,
O Moderador»

(extractos de mensagem electrónica recebida na caixa de correio electrónico da Escola - EEG/UMinho -, na tarde de 07/01/05 ; os sublinhados são meus)

Comentário: depois disto, quem teve acesso à resposta (e, seguramente, João Mendes), não se pode queixar que desconhece as regras de acesso, isto é, de difusão de mensagens na um-net; fica, também, claro o elevadíssimo critério que anima aquele “sistema de informação”, a saber, cito: “difundir informação sobre:
- a actividade da Universidade do Minho nas suas várias vertentes: académica, social, cultural e recreativa; […]”.
A meu ver, resulta daqui absolutamente claro porque é que merecem difusão da um-net a realização de sessões de formação sobre "massagens relaxantes" e outras iniciativas de elevado interesse didáctico, informativo e recreativo e não “lixo” do tipo daquele que o colega em referência (e outros, antes dele) queria(m) fazer passar. Já viram o caos e a desqualificação que a um-net seria sem a figura e o elevado critério selectivo de “O Moderador”.
Quando tudo é tão claro, o que se pode pedir mais?

sexta-feira, janeiro 05, 2007

Sugestão de leitura

Aproveitando uma chamada de atenção que acabou de me cair na caixa de correio, aqui deixo mais uma sugestão de leitura. Os meus agradecimentos ao involuntário (?) colaborador, que se identifica como jcrmendes@ilch.uminho.pt.

"Notícia DN: DN_ONLINE Um filósofo na administração http://dn.sapo.pt/2007/01/04/opiniao/um_filosofo_administracao.html
Comentário: Uma excelente ideia, totalmente a contrapelo do que se passa na Universidade do Minho."
/...
J. Cadima Ribeiro

Reunião Sindical na Universidade do Minho

«Reunião Universidade do Minho
Na reunião de 3 de Janeiro último, dinamizada pelo SNESup e pelo SPN, em que participaram cerca de 160 docentes foram, após debate, aprovadas as seguintes conclusões:
"Os docentes da Universidade do Minho presentes na reunião de 3 de Janeiro de 2007,
1. Manifestam o seu apoio à acção desenvolvida pelo SNESup e pelo SPN após as declarações do Senhor Reitor na Assembleia da Universidade de 11 de Dezembro de 2006.
2. Apoiar a constituição de uma Comissão de Docentes e Investigadores integradas pelos representantes sindicais nas várias escolas e por docentes não sindicalizados, com o objectivo de dinamizar o debate e de acompanhar a situação laboral, constituindo-se em entidade de diálogo e negociação com a Reitoria.
3. Reclamar a livre difusão na WebNet de mensagens sobre a situação do ensino superior e da Universidade do Minho."
4-1-2007»


(transcrição de mensagem disponível na entrada "Notícias" do sítio do SNESup)

Comentário:
i) também eu fiquei surpreendido com o nível de adesão que a iniciativa colheu; fica a experança de voltarmos a ter uma comunidade viva na nossa academia, a prazo, pelo menos;
ii) anotei a presença de representantes assumidos da "nomenclatura", a quem louvo o terem dado a cara; da próxima vez, têm é que aparecer mais bem preparados e revelar mais jeito;
iii) pese embora a alusão que é feita na tomada de posição aprovada e que se lê acima, não ficou claro para mim que tenha sido percebida a importância estratégica da criação/dinamização de um sistema de informação/comunicação alternativo, como instrumento de luta e como peça de afirmação da liberdade de informação e de opinião negadas pela "nomenclatura".

/...

PS:

«Colegas

Na reunião de 3 de Janeiro último, dinamizada pelo SNESup e pelo SPN, em que participaram cerca de 160 docentes foram, após debate, aprovadas as seguintes conclusões: "Os docentes da Universidade do Minho presentes na reunião de 3 de Janeiro de 2007,

1. Manifestam o seu apoio à acção ...

2. Apoiar a constituição de uma Comissão ...

3. Reclamar a livre difusão na WebNet de ..."

A Comissão ficou integrada desde logo por um conjunto de colegas que se ofereceram para o efeito. Solicitamos que quaisquer outras manifestações de disponibilidade, para as quais apelamos, sejam comunicadas aos colegas Maria Eduarda Coquet (IEC, SNESup) e Pedro Oliveira (E. Engenharia, SPN) .

O SNESup

Nuno Ivo Gonçalves

O SPN

Mário de Carvalho

PS - desculpem mandar através dos endereços das escolas mas a um-net já recebeu este texto há mais de 24 horas e ainda não o divulgou.

Eduarda Coquet

Pedro Oliveira»

(transcrição parcial - por razões de economia de espaço, e redundância do texto face ao que aparece acima - de mensagem entretanto recebida na caixa de correio electrónico da Escola)

quinta-feira, janeiro 04, 2007

"A OCDE no sapatinho das universidades"

Secundando JVC (Reformar a Educação Superior), em mensagem de hoje, intitulada "Chamada de atenção", aqui deixo uma recomendação de leitura:
http://dn.sapo.pt/2007/01/04/economia/a_ocde_sapatinho_universidades.html

Façam bom proveito da leitura do artigo de João Caraça, isto é, não deixem de se questionar e questionar as "razões insondáveis" porque estamos continuadamente a elaborar sobre "as mesmas coisas" ou, se quiserem, a repetir diagnósticos, e, em matéria de política - que, neste caso, quer dizer acção (planeamento - decisão/acção - monitorização da acção) - , fazemos nada, como parece ajustado dizer.

J. Cadima Ribeiro

Drs. e Engs.

«Em Portugal neste momento há falta dos dois, de emprego e de trabalho. Comentou-se aqui que o português quer um emprego e não um trabalho. Concordo plenamente. A maioria pretende um emprego bem remunerado e, de preferência, com pouco para fazer em detrimento de trabalhos com baixos salários, bastante esforçados e que muitas vezes impliquem deslocações “muito chatas”. Isto verifica-se e muito no caso dos recém-licenciados que, ao verem as letras “Dr” ou “Eng” atrás do nome, enchem-se de orgulho e por vezes de arrogância e só aceitam trabalhar num emprego que se enquadre com a sua licenciatura e que tenha um salário “porreiro”, rejeitando os “trabalhos vergonhosos”.»


Ricardo Rodrigues

(extracto de mensagem disponível na entrada "fóruns" da plataforma electrónica de apoio à unidade curricular Economia Portuguesa e Europeia, da EEG/UMinho; Janeiro de 2007)

quarta-feira, janeiro 03, 2007

“Higher Education as a Form of European Integration: How Novel is the Bologna Process?”

“Higher Education as a Form of European Integration: How Novel is the Bologna Process?”

Anne Corbett
Keywords: multilevel governance; institutionalism; Europeanization; educational policy
Date: 2006-12-18
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:erp:arenax:p0226&r=edu

( “paper” disponível no sítio referenciado)

Custa-me entender o rumo do Governo

"Confesso não saber ao certo o método de cálculo das bolsas, mas partindo de princípio que estas são concedidas coerentemente, e que estão provavelmente indexadas, pelo menos parcialmente, ao valor das propinas de cada ano, não me parece que estas sejam o real problema. O verdadeiro problema chega àqueles alunos que, não estando abrangidos pelas bolsas, vêem o valor das propinas aumentar em flecha quando o nível de vida e o poder de compra dos seus agregados se mantém mais ou menos constante. A situação tende ainda a agravar-se quando o número de jovens por agregado familiar a frequentar o ensino superior é maior que um.
No que diz respeito aos empregos em part-time, sou da opinião que só não os tem quem os não quer, e que estes só podem fazer bem aos estudantes. Em Londres quase todos os estudantes têm um part-time, e isto não tem influência negativa no sucesso dos mesmos ou no prestígio das instituições que estes frequentam.
Quanto ao facto de se poder tornar mais barato estudar numa universidade privada do que numa universidade pública, parece-me de todo disparatada tal hipótese, pelo menos nas universidades privadas sobre as quais tenho informações. Concordo no entanto que há falta de apoio aos estudantes e ao ensino, e custa-me a entender o rumo da cruzada do nosso Governo para modernizar o país e o nível de formação de todos, quando se investe cada vez menos nessa mesma formação, como a colega afirmou e bem."


Carlos Nogueira

(extracto de mensagem disponível na entrada "fóruns" da plataforma electrónica de apoio à unidade curricular Economia Portuguesa e Europeia, da EEG/UMinho; Janeiro de 2007)

terça-feira, janeiro 02, 2007

De uma estratégia para o desenvolvimento do Minho a uma estratégia para o seu ensino superior

Na passada semana, última do ano 2006, desloquei-me a Viana do Castelo, em serviço comunitário, para proferir uma conferência a ser escutada, e comentada, por um público seleccionado, constituído por autarcas, dirigentes de estruturas empresariais e responsáveis de instituições de ensino superior sedeadas na região (pelo menos um esteve presente, segundo percebi).
O mote que me tinha sido dado pela organização fora “Que estratégia para a (sub)região Minho-Lima ?”, que glosei com grande liberdade, como uso fazer. Aliás, a liberdade esteve logo na pequena alteração, um “sub”, entre parêntesis, que decidi introduzir no título da intervenção. Não era um detalhe, no contexto do desafio que me era proposto.
Do que disse, retenho aqui as “Conclusões”, tal e qual.

"Os vectores estratégicos de viabilização do desenvolvimento do Minho/Lima:

i) Massa crítica (os recursos são a fonte da competência dos territórios; há limiares de massa crítica que importa mobilizar para ser competitivo no quadro económico actual - as parcerias regionais, transfronteiriças e, mesmo, internacionais podem ser necessárias, p.e., no turísmo, no “cluster” automóvel, nas energias alternativas, nas tecnologias de informação e comunicação, nos têxteis técnicos e funcionais);

ii) Projecto/estratégia (reposicionamento na cadeia de valor, apostando em áreas de negócio com uma forte componente tecnológica e de gestão - uma componente desse processo reside em passar da produção para a distribuição final);

iii) Inovação/criatividade (importa evoluir de uma e-região – na medida em que esta dimensão já tenha sido concretizada/consolidada - para uma c-região, i.e., do conhecimento - o que implica investimento em I&D e desenvolvimento de uma cultura receptiva à novidade e à diferença);

iv) Coordenação/cooperação (concentração de esforços no desenvolvimento de uma cadeia de inovação tecnológica envolvendo Empresas, Universidades e Unidades de Transferência de Tecnologia - operacionalização de um Fórum de Inovação Tecnológica; levar as instituições de formação superior, as unidades de I&D e as unidades de transferência de tecnologia a funcionarem em rede);

v) Parceria (tirar partido da rede de solidariedades locais e da capacidade de concertação existente, comprometendo operadores económicos, agentes sociais e decisores políticos - facilitar/estimular o diálogo entre actores existentes, associações empresariais, agências de desenvolvimento regional e local, comunidades territoriais, estruturas sectoriais)

vi) Ordenamento urbano (assumir uma política urbana activa, expressa no favorecimento de eixos urbanos e do funcionamento em rede, como peça central de angariação de massa crítica em matéria de equipamento, de oferta de serviços gerais e diferenciados - incluindo os culturais e recreativos - e de requalificação ambiental).

vii) Liderança (trabalhar na criação de uma liderança clara e de uma voz comum a partir do sentimento de comunidade)."

Olhando para este enunciado, dir-me-ão, provavelmente, que ele servirá a muitos outros territórios e ao país, no seu todo. Concordo, em pleno. O problema é que do diagnóstico à acção vai uma distância imensa.
Tendo enunciado estes princípios de estratégia para o desenvolvimento do Minho, com poucas mudanças de ênfase, podia ter elaborado sobre o papel do ensino superior no desenvolvimento do território em causa e sobre os caminhos possíveis para potenciar os seus impactes. O problema é que se a região apresenta como défices básicos a ausência de uma estratégia e de uma liderança, a situação agrava-se dramaticamente quando consideramos a realidade do seu ensino superior.

J. Cadima Ribeiro