Fórum de Discussão: o retorno a uma utopia realizável - a Universidade do Minho como projecto aberto, participado, ao serviço do engrandecimento dos seus agentes e do desenvolvimento da sua região

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

UMinho: exposição pública pelas piores razões - III

«[...]
Com a informação que adianto acima, vou, também, ao encontro de José Reis quando, há algumas semanas, escreveu "que as universidades vivem uma crise institucional fortíssima” por, no seu dizer, o seu modelo de governo estar “aprisionado por lógicas conservadoras” e por “as burocracias dirigentes” não assegurarem futuro, ou de José Adelino Maltez, quando, há algum tempo mais (em 06/10/12), falava das “oligarquias de interesses estabelecidas pelo não mérito” subjacentes à eleição dos reitores. Não secundando José Reis em muito do que defende e defendeu – nomeadamente aquando da sua passagem pela Secretaria de Estado do Ensino Superior - em relação ao governo das universidades e ao tipo de relação destas com a tutela política, é a minha vivência quotidiana que me obriga a concordar com ele, e sobretudo com José Adelino Maltez, neste diagnóstico. Digo-o com pesar e revolta já que a Universidade com que me identifico é uma em que não há espaço para os “climas de pânico” vividos entre os docentes da UMinho, a que se reportava a FENPROF em comunicado publicitado pelo Diário de Notícias, em 13/01/2007, ou em que alguém se sinta “completamente destroçado” (“Estão a destruir tudo …”), como alguém me confessava, via correio electrónico, ainda mais recentemente. Fico a desejar, no entanto, que o quadro negro que aqui sai traçado não seja extensivo ao universo das instituições de ensino superior público existentes em Portugal. Nunca me alegrou o infortúnio dos outros!
Dizendo o que fica dito, quero eu deixar claro que o momento que se vive na UMinho é triste, muito triste (noutra sede, chamei-lhe “uma apagada e vil tristeza”), e é-o tanto mais quanto é incontornável que todos – docentes, pessoal administrativo e alunos, menos estes que os demais – somos responsáveis pela situação que a Instituição atravessa. Na verdade, o que se passa a nível da estrutura de cúpula só é interpretável à luz da cultura que instalou na universidade, dominada por individualismos tacanhos, capelinhas, acomodação generalizada e um profundo alheamento de valores outrora tão caros e sensíveis na sociedade portuguesa e na Universidade, particularmente, como a transparência, a democracia e as liberdade de opinião e de expressão do pensamento. Não fora isso e não haveria lugar para “burocracias dirigentes”, como lhes chama José Reis, para “oligarquias de interesses, como as designa Adelino Maltez, ou para nomenclaturas, como eu prefiro chamar-lhes, atentando na realidade cujo retrato esboço.
Infelizmente, como assinalava Elísio Estanque, em artigo datado de 06/11/22, “há mentalidades anacrónicas e comportamentos anti-democráticos por todo o lado”, se bem que aqueles que nos atingem mais directamente nos custem mais. Perdoar-me-ão, por isso, que aqui reclame dos “défices de democracia e cidadania” e do “recrudescer de práticas de cariz autoritário, controleirista ou caciquista” a que assisto na instituição onde trabalho.»
J. Cadima Ribeiro
(extracto de artigo sobre a situação recente vivida na Universidade do Minho)

domingo, fevereiro 11, 2007

“The Role of the University in Attracting High Tech Entrepreneurship: A Silicon Valley Tale”

“Among the many sorting functions provided by institutions of higher education, there is a geographic dimension. During the years spent as students and residents of local communities, students develop specific networks and contacts, and perhaps their tastes change as well. After graduation, these students may be more likely to reside in the locality or region in which they have been educated.
This paper presents evidence which suggests that the university is important in attracting human capital to the local area and in stimulating entrepreneurial talent in the region. We also measure the strength of the impact of the university on geographical location in one specific instance. For post-graduate professional business and engineering students at Berkeley, we compare the spatial distribution of residences before attending the university and again after graduation.
The results are suggestive of the importance of academic institutions in the geographic pattern of agglomerations of footloose scientific firms, such as those in the Silicon Valley just south of San Francisco. The results also reinforce the self-interested reasons for government investment in high-quality educational institutions, as measured by the return on the augmented human capital stock in the region.”

David Huffman (University of California, Berkeley)
John Quigley (University of California, Berkeley)
Date: 2006-06-27
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:cdl:bphupl:1044&r=edu

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

sábado, fevereiro 10, 2007

Avaliação de desempenho do governo

"Foi divulgado hoje, pela Assembleia da República (AR), o resultado da avaliação do grau de execução das leis pelo actual governo. Note-se que o relatório abrange exclusivamente a actividade legislativa deste executivo (de 10 de Março de 2005 a 31 de Dezembro de 2006).
O resultado é vergonhoso: apenas 11 das 30 leis que carecem de regulamentação foram efectivamente regulamentadas.
[...]
[...] espero ver as pessoas responsáveis, mediante os resultados desta avaliação, ser penalizadas na sua avaliação de desempenho, com consequências adequadas na sua remuneração e progressão na carreira, para não falar na eventual necessidade de os... despedir."
(extracto de mensagem, datada de 07/02/09, intitulada "Avaliar o governo", disponível em J. P. Cravino`s Blog)

O nosso magnífico reitor é um iluminado!

«O nosso magnifico Reitor é mesmo um iluminado, mas não a carburante derivado do petróleo ou do carvão. Ele está na vanguarda do uso da energia nuclear por fusão. Vai irradiando tanta energia à sua volta que acabará por fundir a própria UM, não tarda nada.
Acreditem, ele tem um pacto com o demoníaco engº Sócrates e o seu choque tecnológico pós-moderno que há-de colocar Portugal na Idade da Pedra lascada.
Esta aliança com a Vodafone do Carrapatoso do grupo "Comprometer Portugal" para enviar SMS (sem valor económico) em troca de informação privilegiada (de alto valor económico) é um gesto de puro "canibalismo", coisa em que o Magnífico Reitor se está a tornar expert.»
(comentário produzido por autor anónimo à mensagem datada de 07/01/08, intitulada "Querem pasmar?")

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

UMinho: exposição pública pelas piores razões - II

«Nos últimos meses, a Universidade do Minho (UMinho) tem tido um nível de exposição pública pouco comum, infelizmente pelas piores razões. Na origem da situação estiveram: primeiro, o anúncio pelo reitor, em assembleia da universidade, a 11 de Dezembro de 2006, de que estava a equacionar a redução, no futuro próximo, do pessoal docente e não docente da instituição em 20 %, por via da constituição de excedentes e da não-renovação de contratos; e, em segundo lugar, os diversos incidentes que se sucederam à convocação pelos sindicatos (SNESup e FENPROF/SPN) de uma reunião de docentes e investigadores da universidade para discutir o assunto e esclarecer os termos em que poderia haver lugar à transferência de pessoal para outras instituições públicas.
Os incidentes a que aludo prenderam-se não só com as dificuldades colocadas na difusão nos circuitos de informação internos da UMinho da convocatória como com a divulgação da tomada de posição resultante da reunião realizada, que se saldou por um inusitado sucesso de adesão - participaram no evento cerca de 160 docentes, número nunca visto na “casa” em evento semelhante, salvaguardada uma situação passada, ocorrida vai para mais de 10 anos -, tudo culminando no plano destacado que a partir de certo momento tomou “O Moderador” da um-net, a saber, o sistema de comunicação electrónica, de abrangência geral, existente na Universidade do Minho.
A peça produzida pelo citado “Moderador”, justificando a recusa da difusão do comunicado dos sindicatos, na sua significação profunda, é, a meu ver, digna do destaque que o SNESup lhe tem dado nas derradeiras semanas na página de abertura do seu sítio electrónico e justifica que a reproduza aqui:

“Exmo. Senhor
A sua mensagem não seguiu para a UM-Net visto não se enquadrar nas respectivas regras, nomeadamente no facto de a UM-Net ter como objectivos difundir informação sobre:
- a actividade da Universidade do Minho nas suas várias vertentes: académica, social, cultural e recreativa;
- eventos promovidos e/ou organizados pela Universidade do Minho;
- o ensino em geral.
Sugere-se que a divulgação da informação em causa seja efectuada directamente junto dos elementos da UMinho associados ao SNESup e do SPN.
Cumprimentos,
O Moderador”

Vale a pena acrescentar que a justificação dada pelo “Moderador” aos sindicatos foi, substantivamente, a mesma que recebeu um colega de uma das Escolas da Universidade quando, na mesma sede, em 07/01/05, procurou difundir um texto de Mário Bettencourt Resendes, saído num jornal nacional, em que se anunciavam «boas notícias, vindas do outro lado do Atlântico, para quem consagrou os seus anos universitários ao estudo e aprofundamento de disciplinas hoje consideradas como de "difícil saída profissional"». O texto em questão reportava-se, depois, ao caso de algumas empresas norte-americanas, que decidiram recrutar, para os seus conselhos de administração, quadros com formação superior em Filosofia, e admitiam alargar o processo a historiadores e a sociólogos. A grande diferença entre as respostas provindas da figura “eminente” e parda de “O Moderador” esteve no sublinhado que feito por aquele de que

´A UM-NET é uma lista de difusão de informação, não se podendo constituir nem como um "Forum de Opinião" nem como um "Forum de Discussão".`.

Como tive oportunidade de escrever na ocasião em blogue pessoal, este esclarecimento afigura-se-me assaz interessante dado que ´resultava daqui absolutamente claro porque é que merecem difusão na um-net a realização de sessões de formação sobre "massagens relaxantes" e outras iniciativas de elevado interesse didáctico, informativo e recreativo e não “lixo” do tipo daquele que o colega em referência (e outros, antes dele) queria(m) fazer passar.`
Aparte situar no seu contexto o papel de “O Moderador”, a invocação que agora faço serve para deixar claro que o “instituto” da censura não foi inventado nesta altura ou usado singularmente no quadro de uma luta sindical, se assim se lhe pode chamar, entretanto declarada na UMinho. Pelo contrário, é instrumento de um certo exercício do poder e um indicador não-ambiguo da visão que esse poder mantém do que seja o debate de ideias e a transparência na organização e da visão de universidade que o informa.»
J. Cadima Ribeiro

(extracto de artigo sobre a situação recente vivida na Universidade do Minho)

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Querem pasmar?

Querem pasmar? Então leiam o extracto da "Notícia" de hoje do Diário do Minho que reproduzo adiante. Se conseguirem lê-la sem se rirem, habilitam-se a ganhar um doce.

"Mensagens via SMS informam alunos e docentes da UM
A Universidade do Minho (UM) e a Fundação Vodafone Portugal assinaram ontem um protocolo de cooperação que prevê a implementação de um sistema de comunicação via SMS (mensagens escritas) entre a universidade, os seus alunos, professores e colaboradores.
A plataforma SMS estará ao serviço dos docentes que vão poder difundir de forma rápida informações diversas aos alunos que, por sua vez, terão a possibilidade de enviar SMS’s e saber, por exemplo, a classificação obtida a uma determinada disciplina.
No âmbito do acordo ontem estabelecido, a Fundação Vodafone Portugal doou um milhão de mensagens escritas à UM. A par das mensagens via telemóvel, o protocolo prevê ainda a troca de informações entre as duas instituições relativamente a investigações na área das novas tecnologias da informação.
Para o reitor da UM, o serviço de informação através de SMS «representa um avanço inovador no sistema de informação». Na cerimónia em que participou também o presidente da Fundação Vodafone Portugal, Guimarães Rodrigues sublinhou que o sistema vai «traduzir-se numa melhor qualidade de serviço e na simplificação de procedimentos, com rapidez e fiabilidade de comunicação».
Referindo que a UM quer afirmar-se como «uma universidade do seu tempo e do futuro», o reitor disse que este projecto vai também contribuir para a consolidação da instituição como ´A Universidade Sem Muros`." (Marta Encarnação, Diário do Minho, 2007-02-08)

Gente pouco inteligente versus espertalhões

«Os lugares de Ministro encarregado das relações com o Parlamento e de Presidente do Grupo Parlamentar que apoia o Governo deveriam, tais os malabarismos a que obrigam, ser unicamente ocupados por gente pouco inteligente e dotada de genuína insensibilidade social.
Não é manifestamente o vosso caso, e lamentamos vê-los no papel que se têm imposto a propósito do subsídio de desemprego para os trabalhadores da Administração Pública.
[...]
Deste modo, ao justificarem a rejeição do Projecto de Lei nº 159 / X (PCP) com a vossa preferência por "soluções gerais" em vez de "soluções parciais", estão não só a tentar iludir os mal informados e a adiar qualquer solução, mas também a saltar da frigideira para o lume: é que as "soluções gerais" que vos temos apresentado também têm sido rejeitadas, mas se insistem tanto em "soluções gerais", ignorando que neste momento o problema afecta sobretudo os docentes do ensino superior, voltaremos a confrontar-vos com elas.»

Paulo Peixoto
Presidente da Direcção do SNESup

(extractos de "Carta aberta a Augusto Santos Silva e a Alberto Martins" produzida pelo SNESup - conforme assinatura reproduzida acima - e recebida por correio electrónico em 07/02/07)
/...
Comentário: é a nossa classe política, no seu melhor!
Adenda ao comentário: aquando da sua pasagem pelo ministério da "educação" (?), o nosso colega Augusto Santos Silva participou, em certa ocasião, numa cerimónia do "dia da universidade", na UMinho; tenho que vos confessar a forte impressão que o ministro me deixou - nunca tinha visto alguém discursar cerca de uma hora, senão mais, discorrendo brilhantemente sobre as mais diversas temáticas, dizendo rigorosamente nada.

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

“University Decentralization as Regional Policy: The Swedish Experiment”

“During the past fifteen years, Swedish higher education policy has emphasized the spatial decentralization of post-secondary education. We analyze this policy as a natural experiment, and we investigate the economic effects of this decentralization on productivity and output. We rely upon a twelve-year panel of output, employment and investment for Sweden's 285 municipalities, together with data on the location of university researchers and students, to estimate the effects of exogenous changes in educational policy upon regional development. We find important and significant effects of this policy upon output and productivity, suggesting that the economic effects of the decentralization on regional development are economically important.”

Roland Andersson (Royal Institute of Technology, Stockholm)
John Quigley (University of California at Berkeley)
Mats Wilhelmsson (Royal Institute of Technology, Stockholm)
Date: 2006-06-27
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:cdl:bphupl:1022&r=edu

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

Que negociações terá havido?

"[...] só antecipo duas leis, a agora apresentada da avaliação, relativamente pacífica e a da autonomia, longe de ser pacífica mas em que o governo não pode recuar, porque já há muito deu entrada um projecto de lei do PSD. Curiosamente, não se tem ouvido falar dele. Que negociações terá havido para o PSD o manter em lume brando, apesar de ser sempre, para o governo, uma espada de Damocles?"
(extracto de mensagem datada de 07/02/07, intitulada "O calendário do MCTES", disponível em Reformar a Educação Superior)

terça-feira, fevereiro 06, 2007

UMinho: exposição pública pelas piores razões - I

«Nunca é de mais assinalar que, nas universidades como as empresas comuns, aparte a qualificação dos recursos humanos e a sofisticação das tecnologias que as servem, a motivação dos seus agentes (trabalhadores) é um aspecto crucial do seu desempenho. Isto sabe-o qualquer estudante recém-ingressado num curso de economia ou de gestão. Não o parece saber o reitor da Universidade do Minho e os que o assessoram, e deduzo-o não apenas pela situação chocante a que aludo no parágrafo precedente. Do que percebo do seu modelo de “gestão”, o reitor da UMinho convenceu-se que gerir a organização era informatizar serviços (o que, manifestamente, já tardava), criar e incrementar rotinas burocráticas, e criar e controlar um sistema de informação que, pelo que se deixou ilustrado nos primeiros parágrafos deste texto, se sugere mais um "SIS" que um sistema de apoio à gestão. Enganou-se. Gerir uma Universidade é muito mais que isso.
Quem me leia e esteja alheado do quotidiano da UMinho, questionar-se-á, porventura, se a situação que retrato é novidade; se estamos perante titulares em início de primeiro mandato. Tenho que esclarecer que não é o caso e, por isso, é mais penosa a situação e sai melhor ilustrado o quadro de afirmação de um cenário de “oligarquia de interesses estabelecida pelo não mérito” – como se pode dizer, adaptando as palavras escritas de José Adelino Maltez - subjacente à eleição do reitor da Universidade do Minho e à sua manutenção no poder após 4 anos de gestão danosa da imagem da Instituição e do interesse social que esta é suposto prosseguir. Obviamente, em sede de 2º mandato, o dislate ganha outro espaço de afirmação e os erros de gestão deixam de poder ser encobertos sob o “manto diáfono” da herança da gestão precedente. Pregando no deserto, a isso me referia em texto que produzi pouco após a recondução eleitoral da equipa reitoral em funções.»
J. Cadima Ribeiro
(extracto de artigo sobre a situação recente vivida na Universidade do Minho)

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

Sem haver pessoas, não há universidade

"Discutir em abstracto uma organização, seja ela uma Escola, Hospital ou Serviço de Televisão, sem olhar para as pessoas que fazem parte desse todo, é o quê? Sem haver pessoas, não há universidade, politécnico, escola básica, que valha. Esta questão é aquilo que em tecniquês, chamamos: um requisito prévio absoluto."

(extracto de mensagem disponível em Co-Labor, datada de 07/02/02, e intitulada "Ensino Superior ´organizações & pessoas`")

sábado, fevereiro 03, 2007

A Agência de Acreditação e Avaliação do Ensino Superior

O projecto de decreto-lei relativo à criação da Agência de Avaliação e Acreditação para a Garantia da Qualidade do Ensino Superior já está disponível. Os interessados podem aceder ao documento em Polikê?, que o anúncia sob o título, de hoje, "Projecto de decreto-lei para consulta pública".
A esse propósito, podem também ler uma entrevista de Mariano Gago ao Diário de Notícias, edição de hoje, reproduzida em Higher Education - Univercity.
Os comentários deixo-os para outra ocasião: primeiro a informação; depois a discussão. É bem verdade que há "sedes" em que não temos direito nem a uma coisa nem a outra, mas isso é outra história.

“Starting Well or Losing their Way?: The Position of Youth in the Labour Market in OECD Countries”

”Despite the fact that today’s young cohorts are smaller in number and better educated than their older counterparts, high youth unemployment remains a serious problem in many OECD countries. This reflects a variety of factors, including the relatively high proportion of young people leaving school without a basic educational qualification, the fact that skills acquired in initial education are not always well adapted to labour market requirements, as well as general labour market conditions and problems in the functioning of labour markets. The paper highlights the trends in youth labour market performance over the past decade using a wide range of indicators. It also presents new evidence on i) the length of transitions from school to work; ii) the wages, working conditions and stability of jobs performed by youth; and iii) the degree of so-called “over-education”, i.e. the gap between the skills of young people and the jobs they get.”

Glenda Quintini
Sébastien Martin

Date: 2006-12-01
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:oec:elsaab:39-en&r=edu

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

Qualquer dia somos o IST do Minho

"E também foram votados os critérios que levarão à abertura dos mestrados, quanto ao número mínimo de alunos?
A ser verdade o que circula, só os mestrados integrados continuam a funcionar. Perfeito. Qualquer dia somos o IST do Minho.
Muitos ainda estão convencidos que 1º + 2º ciclo = licencitura pré-Bolonha. Como se Bolonha fosse apenas uma questão de duração dos ciclos! Por isso julgam que 1º ciclo deve ter o seu 2º ciclo único."

(texto de autor anónimo recebido em 07/02/02, a título de comentário aos comentários anexos à mensagem divulgada em 07/01/31, intitulada "A verdade incomoda muito!").

sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Fundação para a Qualidade?

Comunicado do Conselho de Ministros, de 1 de Fevereiro de 2007, anuncia a produção de Decreto-Lei que institui a Agência para a Qualidade do Ensino Superior, com a natureza de fundação, aprovando os respectivos estatutos.
Os interessados podem ler algo mais sobre este assunto em Polikê?, em mensagem com data de hoje, intitulada "Fundação para a Qualidade".
Sobre a temática da certificação da qualidade, vale também a pena ler uma série de "artigos" sobre "Certificação do Sistema de Garantia da Qualidade do Governo", publicados por Virgílio A. P. Machado no seu blogue - Por Educar.

The entrepreneur in us

"The entrepreneur in us sees opportunities everywhere we look, but many people see only problems everywhere they look. The entrepreneur in us is more concerned with discriminating between opportunities than he or she is with failing to see the opportunities.”

Michael Gerber

(citação extraída de SBANC Newsletter, January 23, 2007, Issue 454-2007, http://www.sbaer.uca.edu )

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

É o grau zero da gestão e da previsão

"Pois é, a grande questão é saber o que nos reserva o futuro. Com este tipo de gestão, na reitoria e no ministério, certamente não será grande coisa."
/...
"É o grau zero da gestão e da previsão. E esta é a visão mais lisongeira para a capacidade de gestão dele."
/...
"Podemos sempre falar sobre o assunto mas, se [...] não sabe avaliar as consequências da decisão do reitor de confiscar todo o dinheiro disponível para cobrir as asneiras que andou a fazer, eu muito menos lhe sei dizer alguma coisa. Aliás, só tomei conhecimento do assunto através [...] das mensagens que têm chegado ao meu blogue. [...] A situação pode piorar? Por incrível que pareça, tenho que admitir que sim.[...]
Como digo: podemos voltar ao assunto quando percebermos a dimensão do desastre da gestão em curso na UMinho."


(extractos de mensagens electrónicas trocadas a propósito do desastre do momento da gestão da reitoria da UMinho e das respectivas consequências em matéria de funcionamento corrente de unidades básicas da Instituição)

quarta-feira, janeiro 31, 2007

A verdade incomoda muito!

A verdade incomoda muito quando o "instituto" da censura é a regra. Se, apesar de tudo, a informação circula, há que fazer mão de todas as estratégias para evitar que isso continue a suceder ou para limitar os estragos, a bem da asneira, a bem da incompetência, a bem do arbítrio, a bem da prepotência.
Viva a nomenclatura! O precipício é já ali.

J. Cadima Ribeiro

terça-feira, janeiro 30, 2007

Será que a Academia se vai calar ?

"Será que a Academia vai calar perante esta acção de apropriação cega por parte da Reitoria do esforço que tem sido feito para tornar esta uma instituição reputada?
As medidas anunciadas na passada sexta-feira vão, no mínimo, interferir drásticamente com o funcionamento de iniciativas já assumidas pelas diversas Escolas e Departamentos desta Universidade. Aquilo a que assistimos é, por um lado, à destruição do sistema de incentivos dentro desta comunidade - quem mais vai querer investir em projectos que apenas servirão para financiar uma caixa negra gerida pela Reitoria? -, e, por outro, a incapacidade de identificar e anunciar os objectivos que deverão nortear a nossa Universidade nos próximos anos.
A nossa vizinha Universidade do Porto diz querer fazer parte das 100 melhores da Europa até 2011. Onde é que a nossa Universidade quer estar daqui a 5 anos? Que parte das receitas próprias alvo da acção da Reitoria será canalizada para acções de promoção do valor acrescentado da nossa instituição? Quais os critérios subjacentes à recolha das verbas e à sua subjavcente aplicação? Será que o objectivo é apenas fazer face a um problema de de tesouraria de curto prazo? Se sim, não restam dúvidas que, face à inevitável quebra das receitas próprias nos próximos exerxícios, o próximo passo é despedir uma grande parte de nós. Ou seja, a ameaça velada que justifica a aceitação tácita destas medidas já está cumprida à partida."

(texto de autor anónimo recebido em 07/01/30, a título de comentário à mensagem divulgada em 07/01/28, intitulada "Eles pensam que nunca serão responsabilizados pelos erros de gestão que cometem").

segunda-feira, janeiro 29, 2007

Uma boa notícia, para variar.

"Finalmente, se venceu uma longa batalha e se deu um passo positivo com a aprovação da possibilidade das teses de doutoramento serem redigidas em inglês...E apesar de todas as manobras e golpadas que se fizeram neste processo (incluindo a ocultação de pareceres da Acessoria Jurídica), na hora da votação a questão foi mais consensual e simples do que se poderia pensar...O que só vem provar, aliás, que as decisões que a Coordenadora tomou a esse respeito foram apenas de natureza política, com o objectivo de atingir pessoalmente determinadas pessoas da escola...(o que conseguiram, na verdade...)."
(extracto de comentário(desabafo), recebido há dias, por via electrónica).