Fórum de Discussão: o retorno a uma utopia realizável - a Universidade do Minho como projecto aberto, participado, ao serviço do engrandecimento dos seus agentes e do desenvolvimento da sua região

quinta-feira, maio 31, 2007

Humor (negro? laranja? rosa?)

«Em Nairobi, Quénia, depois de um criterioso processo de recrutamento com entrevistas, testes e dinâmicas de grupo, uma grande empresa contratou um grupo de canibais para fazerem parte da sua equipa.
"Agora fazem parte de uma grande equipa" - disse o Director de RH durante a cerimónia de boas vindas.
"Vocês vão desfrutar de todos os benefícios da empresa. Por exemplo, podem ir à cantina da empresa quando quiserem para comer alguma coisa. Só peço que não comam os outros empregados, por favor!"
Quatro semanas mais tarde, o chefe chamou-os:
"Vocês estão a trabalhar bastante e eu estou satisfeito. Mas a mulher que serve o café desapareceu. Algum de vocês sabe o que pode ter acontecido?"
Todos os canibais negaram com a cabeça. Depois do chefe ir embora, o líder canibal pergunta-lhes:
"Quem foi o idiota que comeu a mulher que servia o café?"
Um deles, timidamente, ergueu a mão. O líder respondeu:
"Mas tu és mesmo uma besta! Nós estamos aqui, com esta tremenda oportunidade nas mãos. Já comemos 3 directores, 2 subdirectores, 5 assessores, 2 coordenadores, e uns 3 administradores, durante estas quatro semanas, sem ninguém perceber nada. E poderíamos continuar ainda por um bom tempo. Mas não... Tu tinhas de estragar tudo e comer uma pessoa que faz falta!"»
(texto que me chegou por correio electrónico, de autor não identificado)

quarta-feira, maio 30, 2007

Valeu a pena!

terça-feira, maio 29, 2007

Serviço público - a CNPD declara que considera ilegítimos ...

Comissão Nacional de Protecção de Dados
Deliberação N.º 225 /2007

«I. O pedido
1. O Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) apresentou à Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD) reclamação “ contra a intenção do Governo” de levar a cabo um tratamento de dados pessoais dos trabalhadores que aderirem à greve decretada para o próximo dia 30 de Maio de 2007 e a todas as greves que, de futuro, forem decretadas.
2. O requerente juntou cópias do despacho do Ministro de Estado e das Finanças, de 15 de Maio de 2007, e do despacho do Director do Serviço de Gestão de Recursos Humanos da Direcção-Geral dos Impostos, de 22 de Maio de 2007, proferido na sequência de despacho do Director-Geral dos Impostos, de 16 de Maio de 2007, exarado em nota da mesma data, distribuída aos serviços daquela Direcção-Geral e relativa ao “ Procedimento de apuramento de dados de adesão às greves na Função Pública”.
3. A instâncias da CNPD, o Ministro de Estado e das Finanças juntou cópia do formulário electrónico mencionado no seu despacho de 15 de Maio de 2007, o qual foi, entretanto, disponibilizado no site da Direcção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP).
4. Notificado para o efeito, o Director-Geral dos Impostos veio responder aos esclarecimentos solicitados pela CNPD no âmbito da participação do STE e juntar cópia do seu despacho de 16 de Maio de 2007, exarado na supracitada nota da mesma data.
[...]
IV. Conclusão
Em razão do exposto, a CNPD delibera o seguinte:
1. O despacho do Ministro de Estado e das Finanças, de 15 de Maio de 2007, na medida em que não impõe aos serviços e organismos públicos a identificação dos trabalhadores ausentes por motivos de greve, não constitui um tratamento de dados pessoais.
2. Do mesmo modo, o formulário electrónico disponível no site da DGAEP e elaborado para dar cumprimento ao despacho ministerial também não constitui um tratamento de dados pessoais, apenas contendo dados referentes ao número global de trabalhadores.
3. O despacho do Director-Geral dos Impostos, de 16 de Maio de 2007, que impõe a comunicação, de forma autonomizada e no prazo de 48 horas, de dados de identificação dos trabalhadores que aderirem à greve viola a proibição de tratamento de dados sensíveis constante do n.º 3 do artigo 35º da CRP e dos n. os 1 e 2 do artigo 7º da Lei n.º 67/98, de 26 de Outubro.
4. O mesmo sucede com o despacho do Director do Serviço de Gestão de Recursos Humanos do Ministério das Finanças, de 22 de Maio de 2007, que impõe a comunicação, através de tratamento autonomizado no Mapa II, do número mecanográfico e do número de identificação fiscal dos trabalhadores que aderirem à greve.
5. Proibir, ao abrigo da alínea b) do n.º 3 do artigo 22º da Lei n.º 67/98, de 26 de Outubro, qualquer tratamento autónomo de dados relativos à adesão à greve por constituir violação do disposto no artigo 13º e no n.º 3 do artigo 35º, ambos da CRP, e nos n. os 1 e 2 do artigo 7º da Lei de Protecção de Dados Pessoais.
6. A CNPD declara que considera ilegítimos quaisquer outros eventuais tratamentos similares porventura previstos noutros organismos ou serviços da Administração Pública.
Notifique-se o STE, o Ministro de Estado e das Finanças e o Director-Geral dos Impostos.»
/...
[extractos da "Deliberação N.º 225 /2007" da Comissão Nacional de Protecção de Dados, de 07/05/28, relativa à reclamação do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE) “contra a intenção do Governo” de levar a cabo um tratamento de dados pessoais dos trabalhadores que aderirem à greve decretada para o próximo dia 30 de Maio de 2007 e a todas as greves que, de futuro, forem decretadas]

Nem a universidade escapa

"Continua obsidiante esta minha vontade de quebrar as algemas que me ligam ao decretino e à escravatura dos pretensos reformistas que nos cavalgam e que transformaram os aparelhos de Estado que ocuparam, em esgoto para as respectivas frustrações, eliminando espaços da sagrada autonomia das pessoas e dos grupos não estatizados que nos davam o bem comum. Até a própria universidade não escapa aos pretensos manipuladores da engenharia social, justificando-se, mais uma vez, a resistência da urgente federação dos homens livres, de todos esses pequenos proprietários dos respectivos saberes e carreiras, conquistadas a pulso e que não podem ceder aos pequenos tiranetes e ressaibados que se preparam para esmagar as autonomias daqueles indivíduos e grupos, donde se fez pátria."
José Adelino Maltês
(extracto de mensagem, datada de hoje, intitulada "Neste ambiente inquisitorial, onde a história pode voltar a ser o género literário mais próximo da ficção", disponível em Sobre o tempo que passa)

segunda-feira, maio 28, 2007

RJIES - um comentário qualificado

Secundando MJMatos (Que Universidade?) e Regina Nabais (Polikê?), aqui deixo a chamada de atenção e a ligação para o comentário de JVC à proposta de RJIES:
A proposta de lei do regime jurídico das instituições de ensino superior.
A dúvida que me assiste é se o comentário de JVC não foi entretanto ultrapassado pela disponibilização por parte do MCTES de uma outra versão da proposta de lei, dado o ritmo a que o vem fazendo.
Louve-se a iniciativa e o espírito de cidadania de João Vasconcelos Costa.
J. Cadima Ribeiro

UMinho condenada pelo Tribunal Adminstrativo

contém o acórdão do Tribunal Central Administrativo Norte que condena a UMinho por violação do princípio da imparcialidade num concurso para o Chefe de Divisão do SAPIA.
A mesma sentença foi dada pelo Tribunal no concurso para Chefe de Divisão do Centro de Comunicações. E a mesma setença poderia ter sido dada em tantos outros concursos para "Chefes do Aparelho".
Assim se mostra como se monta um "aparelho" com os amigos!
Reproduz-se um extracto do acordão:
"Ora, é precisamente esta a situação que se verifica no anúncio lançado pela UM para seleccionar e escolher o chefe de divisão do SAPIA, anúncio no qual, sob uma aparência de rigorosa legalidade, se esconde a referida ilegalidade.
Não basta, de facto, para cumprir a lei, enunciar os requisitos de selecção exigidos pelo artigo 20º nº 1 da Lei nº 2/2004, entre os quais se encontra o requisito habilitacional formal da licenciatura, mas há também que respeitá-los agindo em conformidade com eles, nomeadamente quando se define o perfil do candidato pretendido para prosseguir as atribuições e objectivos do serviço em que a vaga se verifica. E ao limitar o perfil pretendido aos candidatos licenciados em engenharia electrónica industrial, a entidade recorrente acabou por lançar pela janela o requisito legal a que expressamente tinha aberto a porta.
Este procedimento, que acabou por contaminar decisivamente o despacho que nomeou o chefe de divisão do SAPIA, não só viola o artigo 20º nº 1 alínea a) da Lei nº 2/2004 [na sua primitiva redacção] como também desrespeita o princípio da imparcialidade [artigo 6º do CPA] enquanto limite interno imposto à sua discricionariedade, pelo que nos encontramos, obviamente, em plena área de possibilidade de controlo judicial.
Na medida em que assim decidiu, a sentença recorrida não errou no seu julgamento, e merece ser confirmada embora com os actuais fundamentos.
DECISÃO
Nos termos do exposto, e em conferência, os Juízes da Secção de Contencioso Administrativo acordam em negar provimento ao recurso jurisdicional, mantendo a sentença recorrida embora com os actuais fundamentos."

domingo, maio 27, 2007

“On the Edge: Securing a Sustainable Future for Higher Education”

“As higher education has grown and state funding has been constrained, the financial sustainability of institutions of higher education has become an issue for policy makers and for those who govern and manage these institutions. The challenge for governments is to ensure that increasingly autonomous institutions respond to public interest agendas while taking a greater responsibility for their own financial sustainability. The challenge for institutions is to manage an increasingly complex portfolio of aims and funding. This report examines the conditions needed to secure financial sustainability for the future from the national (policy) and institutional (management) perspectives.”

OECD

Date: 2007-03-26
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:oec:eduaab:7-en&r=edu

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

sábado, maio 26, 2007

Don't be trapped by dogma

"Your time is limited, so don't waste it living someone else's life. Don't be trapped by dogma — which is living with the results of other people's thinking. Don't let the noise of others' opinions drown out your own inner voice. And most important, have the courage to follow your heart and intuition. They somehow already know what you truly want to become. Everything else is secondary. "

Steve Jobs

(citação extraída de SBANC Newsletter, May 1, Issue 468-2007, http://www.sbaer.uca.edu )

De vez em quando, uma boa notícia

De vez em quando, uma boa notícia, cada vez mais raras:

Portal do Governo [http://www.portugal.gov.pt/]:
Reconhecimento público da Universidade Internacional de Lisboa e Figueira da Foz

sexta-feira, maio 25, 2007

"O novo modelo de poder"

«É de crer que os actuais reitores, presidentes de politécnicos e directores com um mínimo sentido da sua dignidade pessoal e institucional não se queiram submeter a uma "avaliação curricular" ou apresentar "cartas de recomendação" para permanecer em funções. Àqueles que tiverem menos escrúpulos, que não serão propriamente os de mais apurado perfil democrático e ético, o Ministério abriu a possibilidade de manipularem a formação dos conselhos gerais que irão redigir os novos Estatutos das instituições, e admite mesmo que exerçam o cargo por mais oito anos, desde que encontrem alguém que aceite exercer funções a título intercalar. E os que já dominam as suas instituições à custa da distribuição de benesses e do apoio dos clientes dos "concursos com fotografia" de que foram padrinhos, poderão continuar a fazê-lo, agora livres de qualquer controlo.
Cessa a eleição dos órgãos executivos, mas inicia-se a dos conselhos científicos, a que são retirados poderes, por exemplo o de atribuir serviço docente. Mais do que a alteração da forma de designação dos reitores, presidentes e directores, a eleição dos conselhos científicos é a alteração mais radical decorrente da transformação do modelo, na medida em que pode significar que a grande maioria dos actuais membros de conselhos científicos perderão informação e capacidade de decisão, afinal, espaço de participação.»
A Direcção do SNESup
(extracto de comunicado do SNESup, intitulado " O novo modelo de poder", recebido por via electrónica em 07/05/24)

A vida na UMinho continua animada, se bem que já tenha sido mais - comentário a uma certa entrevista

"O triste e deplorável comentário de Fernando Parente ao Diário do Minho de “conseguir uma vitória na secretaria” é de um ridículo atroz!
Afinal, quem quer ganhar na secretaria, não aceitando a vontade expressa dos funcionários é quem se entretém com reclamações e acções judiciais.
Não contentes com duas derrotas sucessivas, pelos vistos querem ter uma terceira derrota, dando corpo ao mote “não há duas sem três”.
O recurso para o Tribunal é só “fogo de vista”, para fazer render, e para parecer que acham que têm alguma razão.
Com o compadrio de Leandro Almeida e demais membros da Comissão Eleitoral lá conseguiram arrastar a homologação durante um mês, para impedir a posse dos funcionários eleitos e ganhar tempo enquanto conspiravam e preparavam o processo para o Tribunal.
Habituados a viverem há mais de quatro anos na ilegalidade, no sistema do “quero, posso e mando”, quando confrontados com a realidade, entram em desvario.
Bem confortados com os chorudos ordenados que a Reitoria lhes paga, nem se importam de perder tempo e dinheiro em atitudes patéticas como esta que só deixam ficar mal quem os acalenta."
Anónimo

quinta-feira, maio 24, 2007

UMinho: a melhor a seguir às 60 primeiras

Na relatividade das coisas, aqui fica mais uma notícia que nos devia fazer refletir, e, especialmente, devia suscitar profunda reflexão nos actuais dirigentes da UMinho, que amiúde nos presenteiam com a canção do bandido.
Curioso o título do Diário do Minho. Não Acham?

"UM entre as melhores universidades ibero-americanas
A Universidade do Minho ocupa a 61.ª posição no Ranking Ibero-Americano de Instituições de Investigação, que avalia a produção científica de cerca de 750 universidades e instituições de investigação de dez países, foi ontem revelado.
O ranking, liderado pela CSIC Madrid, seguindo-se a Universidade de São Paulo e a Universidade Autónoma do México, classifica, porém, a Universidade do Porto em 11.º lugar, a Universidade Técnica de Lisboa na 19.ª posição, a Universidade de Aveiro no 31.ª lugar, a Universidade de Coimbra na 33.ª posição e a Universidade Nova de Lisboa no 39.º lugar.
Na produção científica por áreas, o melhor desempenho da Universidade do Porto foi obtido em Tecnologia Química (3.º lugar), seguindo-se Engenharia Mecânica, Naval e Aeronáutica (4.º lugar) e Ciências da Computação e Tecnologia Informática (7.º lugar). Relativamente à produção científica agregada entre 1990 e 2005, a Universidade do Porto também é a melhor instituição portuguesa deste ranking, mas desce para o 20.º lugar entre as instituições de investigação do espaço ibero-americano.
Esta classificação também é liderada pelo CSIC Madrid, seguindo-se a Universidade de São Paulo e a Universidade de Barcelona. Nesta lista, a Universidade Técnica de Lisboa ocupa a 21.ª posição, a Universidade de Lisboa é a 28.ª e a Universidade de Coimbra surge no 34.º lugar.
O Ranking Ibero-americano de Instituições de Investigação avalia a produção científica de cerca de 750 instituições em Portugal, Espanha, Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Cuba, México, Peru e Venezuela.

Diário do Minho
2007-05-23"

Agora que estamos no bom caminho, já só falta fazer o essencial, a começar pela profunda renovação da organização, da estratégia e da liderança (desde há um tempo inexistente) da UMinho.

J. Cadima Ribeiro

/...

Ps:

"Caros colegas,

na sequência da recente publicitação nos meios de comunicação social do ranking de instituições de ensino superior, elaborado pela Fundação Universia, com base na produção científica, a Direcção do Departamento de Economia tem o prazer de informar que, em 2005, este se posiciona entre os 20 primeiros, dos 236 departamentos de economia do espaço Ibero-Americano.

Para mais informações pode consultar a página web http://investigacion.universia.net/html_inv/ri3/ri3/jsp/params/pais/baa/clase/bj.html

Cumprimentos,

Fernando Alexandre

Director do Departamento de Economia da Universidade do Minho"

(reprodução integral de mensagem de correio electrónico entretanto recebida, com a autoria identificada)

quarta-feira, maio 23, 2007

A vida na UMinho continua animada, se bem que já tenha sido mais - V

Para que conste, informa-se que a “lista” perdedora na 1ª volta da eleição - depois votada nominalmente e também derrotada –, apresentou um “Processo de Contencioso Eleitoral” no Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga, tentando a declaração de nulidade das deliberações homologatórias (do reitor) dos resultados eleitorais dos representantes dos funcionários não-docentes para a Assembleia da Universidade e Senado Universitário e, ainda, a repetição de todo o processo eleitoral.
Sabendo-se que a dita "lista" era composta por gente afecta à nomenclatura, este gesto só confirma o desvario que vai por aquelas hostes.
E esta!?

Memórias da festa

"Votação das 7 maravilhas
[...]
Ficaram de fora da votação:
1- [...].
2- [...].
3- O Processo de Bolonha, porque nem o reitor sabe o que isso é!

[...]

Vários perigos corre a UM,
Charles tropa a administrar
Adolfo vidal nos sassum,
Só faltava o Patente, uma casa de putas montar.
[...]
Aos futuros candidatos Mota e Cunha
A Gata lhes vai oferecer
Um livro de marketing político
Para não fazerem figuras tristes
Iguais às do Moisés perdedor
[...]
Ao Cunha do MIT
Embaixador o vou nomear
As visitas aos Estados Unidos
A Universidade anda a custear
[...]
Ao Pró Luis Lobão
Uma viagem para o Iraque lhe deixo
grande fã do anormal Bush
Talvez ele resolva a situação
[...]
Desses candidatos ao Paço
Nenhum me parece bem
De engenheiros estou farto
Não há por aí mais ninguém???
[...]"

(extractos do Testamento da Gata 2007, 69ª edição, UMinho)

terça-feira, maio 22, 2007

Reequacionar Bolonha?

"O comunicado dos ministros, Londres 2007, causa-me alguma estranheza. Em todos os anteriores encontrei alguma coisa de novo, a valer a pena. Este nada adianta, parece coisa ritual. Será que o processo de Bolonha entrou na rotina?
[...]
Mas porquê as minhas reticências no ponto 3? Creio que é o dedo na ferida, que vale bem a pena baixar as bandeiras dos entusiasmos e reflectir. O que é definido como prioridade parece-me coisa imensa, a reequacionar todo o processo, sem o dizer explicitamente."
(extractos de mensagem intitulada "Bolonha, Londres 2007", datada de 07/05/22, disponível em Bloco de Notas - JVC)
/...
"A verdade é que a leitura destes mostra à saciedade que os fóruns europeus dedicados ao assunto fazem o trabalho de casa. E justificam as escolhas feitas racionalmente, se bem que algumas vezes a escolha resulte dos compromissos inevitáveis numa organização em que se tem que dar espaço à consensualidade.
Tem que ser assim por cá? Haverá espaço para um espírito construtivo neste país à beira mar plantado?
Continuarei à procura de mais moinhos de vento."
(extracto de mensagem intitulada "´Bologna blues` 2", datada de 07/05/22, disponível em Que Universidade? - MJM)

domingo, maio 20, 2007

“CSR and Social Marketing: What is the desired role for Universities in fostering Public Policies?”

”The paper aims to identify the role of Universities in fostering public policies, through the promotion of social responsibility, and the implementation of social marketing initiatives. This innovative approach is particularly interesting since the literature does not cover, until now, the importance of adopting a social responsibility strategy within Universities, in order to foster public policies for development. First, Corporate Social Responsibility should be developed at Universities. For this purpose, an integrative approach that embraces marketing, economic, ecological, and social aspects is proposed, through the design of a strategic action plan, which includes three operational levels: analysis, implementation and assessment. Second, in order to foster the impact of public policies for development, social marketing initiatives should be implemented among institutional and social networks where Universities assume an increasing strategic role."

Leitão, João
Silva, Maria José
Keywords: Corporate Social Responsibility; Government Policy; Social Marketing.
Date: 2007-04-25
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:pra:mprapa:2954&r=edu

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

sábado, maio 19, 2007

Doutoramentos conjuntos

Porque não fará mal que se saiba - antes pelo contrário - aqui fica a notícia:
"Universidades apresentam doutoramentos conjuntos
Os reitores das universidades de Aveiro, Minho e Porto, Maria Helena Nazaré, António Guimarães Rodrigues e José Marques dos Santos, apresentaram na passada quinta-feira, 07/05/16, os primeiros programas conjuntos de doutoramento, uma parceria inédita em Portugal, numa cerimónia pública na Biblioteca Almeida Garrett, no Palácio de Cristal, no Porto."
O texto integral da notícia está disponível em: http://www.oln.pt/noticias.asp?id=12711&secc=1
(cortesia de Nuno Silva - UMinho)
/...
Comentário: agora que vê aproximar-se o fim do seu reinado, ter-se-á o reitor da UMinho em funções convertido ao modelo de trabalho das parcerias? E será esse modelo de operação extensível a outras áreas para além das Engenharias?

quinta-feira, maio 17, 2007

Reforma do Ensino Superior e Espectáculo Mediático

Por estes dias, os jornais e a comunicação social, de uma forma geral, têm estado cheios de notícias sobre a reforma do ensino superior ou, pelo menos, sobre o projecto de "Novo regime jurídico das instituições do ensino superior", aprovado por Conselho de Ministros extraordinário realizado em Évora, no dia 5 de Maio pp.
Não questionando a pertinência de uma profunda reforma do ordenamento e do modelo de organização e de funcionamento das instituições de ensino superior, confesso que fico sempre desconfortável quando sou confrontado com tamanho espectáculo mediático e barreira propagandística, construídos em torno da aprovação pelo decisor político de um pacote legislativo ou de uma qualquer tomada de decisão que, supostamente, se pretende de maior alcance. O desconforto é tanto maior quanto, em comunicado produzido quatro dias depois por um dos sindicatos do sector, se podia ler que, “Contactado o Senhor Chefe do Gabinete do Ministro da Ciência, tecnologia e Ensino Superior, fomos informados que o texto que circula não corresponde à última versão, e que esta se não encontra fechada, havendo a intenção de a enviar aos parceiros educativos.”(SNESup, 07/05/08). Prosseguindo o texto com a afirmação, que subscrevo na integra, que “Andaria bem o Senhor Ministro em enviar o texto oficial aos parceiros educativos, inclusive aos Sindicatos, e dedicar algumas horas do seu tempo a discutir com eles este documento, […]”.
Tratando-se da reforma do ensino superior ou da reforma da Administração pública, de que também se tem falado muito nos últimos meses (e há-de continuar a falar-se), defendo que há princípios informadores que são iniludíveis e que farão a diferença entre o precário, o casuístico, e o duradouro. Entre esses princípios encontram-se:
i) a aposta na qualificação dos serviços prestados aos cidadãos e às empresas, ao invés da redução de custos como fim;
ii) um pensamento informador da reforma fundado nas necessidades sentidos e nas metas visadas, e não no efeito de curto-prazo que anúncios demagógicos possam provocar na opinião “publicada”;
iii) a assumpção das reformas como peças de aproximação da administração (das estruturas prestadoras de serviços, de ensino ou outras) dos cidadãos e de democraticidade, o que só será efectivo através da desconcentração e descentralização de poder e de competências nos níveis local e regional; e
iv) a interiorização clara no quadro institucional da reforma de que as pessoas e a sua motivação são os elementos centrais da eficiência do funcionamento das organizações, e sem elas não é possível construir qualquer projecto de qualificação dos serviços prestados à sociedade.
Por tudo isso, sublinho, não entendo porque a informação relevante sobre o processo de revisão legal respeitante ao ensino superior anunciada não ficou imediatamente acessível aos actores relevantes do sector e, até, ao cidadão comum. E entendo legitimo que aqueles se sintam desconsiderados, tanto mais quanto foram e continuam patentes densas barreiras de nevoeiro mediático em torno do projecto anunciado.
Este destacar das opacidade, manipulação da opinião pública e relativo autismo que vem caracterizando a acção do MCTES (Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior) e, por conseguinte, do respectivo ministro, teve expressão clara na forma como, no ano precedente, foi lançada a reestruturação dos cursos do ensino superior, para os adequar à chamada Declaração de Bolonha.
Nessa altura, o MCTES falhou sem apelo nem agravo, libertando tardiamente os enquadramentos legais e veiculando de forma atabalhoada as orientações de procedimento que importava transmitir às instituições de ensino superior.
Procedendo como o vem fazendo, o ministro, que é Gago, vem dando razão aos que nunca o acharam com perfil adequado (já não falo de isenção pessoal) para tutelar o ensino superior. Acresce que muito do que vem sendo feito aparenta ser mais ditado por imperativos de natureza orçamental que por óbvios desígnios de resposta às exigências de modernização da nossa economia e sociedade.
J. Cadima Ribeiro
(Artigo de Opinião publicado no Jornal de Leiria, em 07/05/17)

Para rir - uma pausa em dia de festa - II

Porque a notícia ontem divulgada, sob a epígrafe identificada, poderia sugerir-se ambigua, reproduz-se de seguida a mensagem a esse propósito disponível no sítio electrónico da C.M. de Monção desde 07/05/13, que explicita a substância do que estava em causa.
É ela a seguinte:
PROTOCOLO DE COLABORAÇÃO ENTRE AUTARQUIA MONÇANENSE E UNIVERSIDADE DO MINHO PARA PRESERVAÇÃO DO PATRIMÓNIO CONSTRUÍDO DA LOCALIDADE
(Cerimónia, marcada para segunda-feira, 14 de Maio, terá lugar no salão nobre da reitoria da Universidade do Minho)
A Câmara Municipal de Monção e a Universidade do Minho assinam esta segunda-feira, 14 de Maio, um protocolo de colaboração no domínio da salvaguarda e valorização do património construído de Monção. A cerimónia, marcada para as 15.30 horas, decorrerá no salão nobre da reitoria da Universidade do Minho.
A colaboração entre ambas as partes, além da cooperação na realização de estágios dos alunos daquela instituição de ensino superior, traduzir-se-á no intercâmbio de especialistas com o objectivo de fomentar actividades de estudo e investigação, bem como trabalhos arqueológicos e peritagens.
As parcerias serão objecto de propostas especificas, englobando acções concretas, unidades orgânicas intervenientes e os sistemas de financiamento previstos numa perspectiva de qualificação e promoção da património arqueológico e arquitectónico de Monção.
Tanto para a autarquia como para a Universidade do Minho, o presente protocolo cumpre um desejo comum patenteado, por parte da universidade, na componente de investigação e ensino do vasto património local e, por parte do município, na protecção, conservação e valorização do mesmo.
O município de Monção oferece um elevado potencial de exploração cientifica e turístico-cultural dos seus recursos patrimoniais, destacando-se, entre vários, os castros de S. Caetano, Longos Vales, Senhora da Assunção, Barbeita, e Senhora da Graça, Badim, bem como os mosteiros de Longos Vales e Merufe.”
Lendo a notícia, conclui-se aquilo que já se suspeitava: trata-se de mais uma piedosa declaração de intenções.
J. Cadima Ribeiro

quarta-feira, maio 16, 2007

Para rir - uma pausa em dia de festa

«Notícias
Universidade do Minho explora património de Monção

A Universidade do Minho (UMinho) e a Câmara Municipal de Monção, através dos seus responsáveis, estabeleceram ontem um protocolo de cooperação. A UMinho vai agora explorar as potencialidades da região fronteiriça.
A Universidade do Minho (UMinho) e a Câmara Municipal de Monção assinaram, ontem, um protocolo de cooperação rumo ao “desenvolvimento cultural”.
Na realidade, este é mais um exemplo concreto realizado no âmbito do Pacto de Desenvolvimento Regional promovido pela UMinho e pela maioria das autarquias do Baixo e do Alto Minho, pela Associação Industrial do Minho, e pelas Uniões de Sindicatos de Braga e de Viana do Castelo, assinado em 2003.
“Esta não é a primeira experiência de cooperação, mas este protocolo serve de reforço dos laços de cooperação com o objectivo de aprofundar e alargar esta colaboração entre as duas entidades a outros domínios”, assim explicou os objectivos do protocolo, José Emílio Moreira, presidente da autarquia de Monção.
O responsável autárquico frisou, por outro lado, que tudo fará em prol da preservação e divulgação do património do seu concelho, acentuando que “há ainda muito património para ser redescoberto e desvelado (retirar o véu) em terras de Monção”. Desta vez, os estudos e trabalhos a realizar pela UMinho naquele concelho incidirão sobre o património arqueológico.
Guimarães Rodrigues, reitor da UMinho, advertiu, por seu turno, que a universidade tem neste domínio “responsabilidade social”.»
Marta Caldeira

(reprodução integral de notícia publicada no jornal Correio do Minho em 07/05/15, com o título e autoria identificados - itálicos/sublinhados meus)