Fórum de Discussão: o retorno a uma utopia realizável - a Universidade do Minho como projecto aberto, participado, ao serviço do engrandecimento dos seus agentes e do desenvolvimento da sua região

quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Revisão estatutária na UMinho: vira o disco e toca o mesmo

«Nota Informativa GRT-01/2008

Para: Membros do Senado Universitário
Membros da Assembleia Estatutária


Cc: Presidentes das Escolas

Conforme acordado em sede da Assembleia Estatutária, os seguintes temas relativos à elaboração dos Estatutos da Universidade do Minho deverão ser colocados à audição do Senado Universitário, na reunião agendada para 7 de Março:

1. Princípios Orientadores
2. Estrutura e Modelo de Gestão.
3. Tipologia das Unidades;
4. Função, constituição e competências do Conselho Geral, Reitor e Senado Académico.
5. Conselho Cultural (função, constituição, competências, localização).
6. Comissões do Senado Académico (funções, constituição, competências).
7. Localização da competência disciplinar.
8. Constituição do Conselho de Gestão.
9. Identificação e definição de funções de Órgãos Consultivos.
10. Governo e gestão das unidades orgânicas.
- Direcção das Escolas (Unidades Orgânicas de Ensino e Investigação).
- Órgãos de Direcção (função, competências, constituição).
- Órgãos Consultivos (função, competências, constituição,)
- Subunidades orgânicas (tipos, governo, articulação).

Os documentos que forem atempadamente disponibilizados pelos membros da Assembleia Estatutária serão distribuídos aos membros do Senado.

Universidade do Minho, 21 de Fevereiro de 2008

O Reitor,
A. Guimarães Rodrigues»
*
(reprodução integral de conteúdo de mensagem que, misteriosamente, me caiu na caixa de correio electrónico neste fim de tarde)
-
Comentário: é a transparência e a cultura da participação da Academia na vida da UMinho no seu melhor estílo ou, como constatava alguém, afinal "o direito à discussão sobre tão importante tema, que se supõe interessar a todos, resume-se a..." ... meia dúzia de banalidades depois de cada reunião da Assembleia Estatutária e à informação ao Senado, basicamente constuído pela mesma gente representada naquela e, sabidamente, incapaz de discutir com profundidade seja o que for.

quarta-feira, fevereiro 20, 2008

Mais ecos da tertúlia de 14 de Fev. pp., a mostrar que valeu a pena

*
(título de mensagem, datada de 20 de Fevereiro de 2008, disponível em Empreender)
-
Nota: quando ainda vão chegando ecos da tertúlia realizada a 14 de Fevereiro pp., a reafirmar que valeu a pena a ousadia de tentar "quebrar o gelo", parece-me oportuno deixar já o anúncio de que a 2ª edição está aprazada para 10 de Março pf., à tarde, com participantes externos e internos igualmente mui ilustres, já confirmados mas a divulgar um pouco mais adiante no tempo, para criar expectativa.
Anotem lá na agenda!

"O (des)emprego dos licenciados"

Artigo Diário Económico
O (des)emprego dos licenciados:
http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/opinion/columnistas/pt/desarrollo/1091171.html

(cortesia de Nuno Soares da Silva)

terça-feira, fevereiro 19, 2008

O jogo: algumas regras elementares

1. “Como dizia o Vale & Azevedo, também temos que ser sérios já que tudo indica que o sejamos ou possamos ser.”
*
2. “O programa divide-se em várias partes de acordo com as sensibilidades:
[...]
Parte II: Os que praticam «blogg» juntam-se numa mesa para lucubrar acerca de coisas relacionadas com o «jogo».”
*
3. “O pormenor do «BLOGG» ou até dos BLOGGG tem a ver com a prática do jogador. À medida que o tempo vai passando, vamos juntando mais GGGs até ficar tudo GAGO.”
-
(passagens de mensagens de correio electrónico, datadas de 08/02/19, onde Alexandre Sousa, editor do Co-Labor, transmitia a este vosso humilde servo as regras do «jogo» em preparação)

"Portugueses aderem pouco ao ensino profissional"

Notícia Destak
Portugueses aderem pouco ao ensino profissional:
<http://www.destak.pt/artigos.php?art=8141>

(cortesia de Nuno Soares da Silva)

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Ecos da tertúlia de 14 de Fev. pp., ainda

*
(título de mensagem, datada de Domingo, 17 de Fevereiro de 2008, disponível em Co-Labor)

A UMinho no seu melhor: notícias

(título de mensagem, datada de Domingo, 17 de Fevereiro de 2008, disponível em Liberdade na UMinho)
*
Blogue Encerrado
(título de entrada, datada de 15 de Janeiro de 2008, disponível em dissidencias - http://sol.sapo.pt/blogs/dissidencias/)

Novas oportunidades? O governo diz que não

Portal do Governo [http://www.portugal.gov.pt]:
Esclarecimento sobre cursos de licenciatura irregulares

(cortesia de Nuno Soares da Silva)

domingo, fevereiro 17, 2008

"Este ano o Natal chegou mais cedo"

*
(título de mensagem, datada de 17 de Fevereiro de 2008, disponível em Empreender)
-
Comentário: uma coisa é certa, o buraco financeiro deste ano não será coberto com o dinheiro dos outros, isto é, com as receitas geradas por projectos e estudos de docentes e investigadores que deveriam cobrir encargos de execução dos próprios projectos e estudos, incluindo a remuneração do seu trabalho. É que o dinheiro que existia nas contas acabou e não virá mais nenhum no horizonte próximo.

Ecos da tertúlia de 14 de Fev. pp.: mais um contributo para a acta

*
(título de mensagem, datada de Sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2008, disponível em Liberdade na UMinho)

sábado, fevereiro 16, 2008

Ecos da tertúlia sobre a reforma estatutária realizada a 14 de Fev. pp.

De um evento com a natureza do realizado na UMinho a 14 de Fevereiro pp., muitas coisas se poderiam dizer, a primeira das quais é que valeu a pena, isto é, os que lá estiveram não deram o tempo por mal empregue. Para tanto contribuíram os animadores convidados mas, igualmente, os restantes convivas, que se mostraram particularmente comunicativos, indo alguns ao ponto de dizer o que lhes ia na alma, o que vem sendo cada vez menos comum. É verdade que era o dia dos namorados, o que provavelmente ajudou.
Sendo o mote do evento as fundações públicas de direito privado, houve espaço para que alguns acusassem outros de neo-liberais e alguns se assumissem, mesmo, como neo-liberais, neo-neo-liberais e, até, pasme-se, como liberais. Todos disseram, no entanto, que estavam empenhados na construção de uma Universidade mais prestigiada e mais eficaz do ponte de vista da missão que lhe é suposto estar cometida (não digo nada sobre a respectiva sinceridade, posta a heterogeneidade da assembleia).
Surpreendentemente, falou-se menos do Zé Mariano do que se poderia supor, se bem que não tenha passado a menção aos favores que aquele se propunha prestar à sua escola do coração e os fretes que estará disponível para fazer a Aveiro, ao Porto e ao ISCTE, para não perder a face ou que lhe resta dela.
Estando em causa a produção de novos estatutos para a UMinho, surpreenderam-se alguns dos participantes na tertúlia que a assembleia estatutária da dita esteja a discutir o modelo de governação, missões e quejandos sem ter, antes, discutido a estratégia ou, sequer, esboçado um diagnóstico estratégico. Esqueceram-se que, importando acomodar gente e preservar inércias, o que se pretende que seja a Universidade pouco interessa, até porque dificilmente terá futuro. Neste contexto, o debate sobre se a Universidade deve servir a sociedade ou os seus agentes está à partida resolvido.
Se há espaço para tanta Universidade em Portugal e se faz sentido a concertação de recursos e de instituições como forma de gerar potencial de produção científica e tecnológica em Portugal, à luz da afirmação da Universidade portuguesa no contexto europeu e internacional, foram duas outras questões debatidas. Em relação à primeira, arrisco a dizer que houve consenso, isto é, estivemos de acordo que não há (e que só por desvario ou interesses não declarados um antigo ministro do ensino superior, ex-prof. da UMinho, nos terá imaginado como o país das mil universidades). O segundo tema é mais complexo e ficou pendente de maior discussão. Em qualquer dos casos, diria que, ficando o Minho mais acima, a concertação que alguns tentam acomodar a norte falha em massa crítica e mediocridade das lideranças reclamadas. Acresce que a arte e o engenho (para não falar de conhecimento e capacidade empreendedora) não têm fronteiras.
Falou-se, também … Falou-se de tanta coisa que se concluiu, com razoabilidade, que o melhor era voltar a falar nelas com mais tempo, e em muitas outras que ficaram por listar. Daí que esteja já aprazada para a tarde de 10 de Março pf. a 2ª edição da tertúlia que agora foi lançada.
Para mais, estando por essa altura reunida em Braga a fina-flor dos autores de jornais de parede sobre a temática do ensino superior nacional, seria um crime de lesa Universidade não aproveitar o seu enorme saber e “desbocamento” para voltar a dar alguma chama ao debate estatutário na UMinho (praticamente inexistente fora do fórum a que aqui aludo).
Que os que não desistiram, ainda, de querer uma UMinho renovada e revigorada anotem já na respectiva agenda a data.
A bem da nação,

J. Cadima Ribeiro

sexta-feira, fevereiro 15, 2008

Ecos da tertúlia de ontem pelo seu principal animador

O que quer o meu País fazer pela(s) Universidade(s)?

(título de mensagem, datada de Sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2008, disponível em Co-Labor)

Revista de imprensa

Notícia DN: DN_ONLINE
Tradições a que a justiça tem de traçar limites: http://dn.sapo.pt/2008/02/15/editorial/tradicoes_a_a_justica_de_tracar_limi.html
*
Notícia DN: DN_ONLINE
Ministro manda investigar licenciaturas-relâmpago: http://dn.sapo.pt/2008/02/15/sociedade/ministro_manda_investigar_licenciatu.html
*
Artigo SOL
Governo quer que Universidade integre consórcios científicos para resolver problemas financeiros:
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Interior.aspx?content_id=80556

(cortesia de Nuno Soares da Silva)

quinta-feira, fevereiro 14, 2008

Há quem discuta a reforma da Universidade, apesar de tudo

*
(título de mensagem, datada de 08/02/13, disponível em Que Universidade ?)

"Fundação sim! Fundação não!"

FUNDAÇÃO SIM! FUNDAÇÃO NÃO!

(título de mensagem, datada de Quarta-feira, 13 de Fevereiro de 2008, disponível em Co-Labor)
-
Comentário: entenda-se o texto de Alexandre Sousa para que se chama a atenção como o aperitivo que nos quis deixar para a tertúlia de hoje (O retorno do debate à UMinho)

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

Cursos públicos que revelem desemprego estrutural poderão ser fechados

«Serviço Social da Universidade Católica é o curso do ensino superior que, de acordo com o ministro da Ciência e Ensino Superior, Mariano Gago tem a maior percentagem de desempregados inscritos nos Centros de Emprego. Segue-se o curso de Sociologia da Universidade do Minho.
Se olharmos para o número de diplomados inscritos nos centros de emprego, ponderando com o número de licenciados que saem todos os anos (o critério que para o ministro permite aferir a empregabilidade) em terceiro lugar surge o curso de Filosofia também da Universidade Católica.
O Observatório da Ciência e Ensino Superior (OCES) analisou o percurso de 26 mil dos 34 mil licenciados inscritos nos Centros de Emprego por área de formação e ordenou os cursos com maior desemprego. Licenciaturas que o Diário Económico revela hoje.
Se o retrato for feito com base, apenas, no número absoluto de inscritos nos centros de emprego: Serviço Social do Instituto Miguel Torga é o curso com maior número de licenciados à procura do primeiro emprego. Segue-se, de acordo com este critério, o curso de Psicologia da Universidade Lusófona e o de Serviço Social, do Instituto Superior de Serviço Social. A licenciatura de Design da Escola Superior de Arte e Design de Matosinhos é o quarta na lista.
As recentes revelações de Mariano Gago no Parlamento provocaram uma onda de contestação por parte das escolas (...) mencionadas, sendo que estes são apenas os primeiros dados de um estudo global que o Governo divulgará em breve. Estes primeiros dados revelam que são as licenciaturas que têm no sector Estado a sua principal saída profissional as que estão no topo do 'ranking' dos cursos com maior número de licenciados desempregados. Uma realidade explicada pela "contracção no recrutamento das áreas de emprego público", explica Natália Alves da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação.
Cursos com desemprego podem fechar
O ministro da Ciência já avisou que os cursos públicos que revelem desemprego estrutural poderão ser fechadas ou ver o número de vagas diminuir. Cada ano que passa cerca de 70 mil diplomados saem das faculdades existindo neste momento 34 mil diplomados no desemprego. Feitas as contas, sublinha Mariano Gago, "são muito poucos" os licenciados que, um ano depois de terminarem o curso, ainda não conseguiram emprego.
[...]»
(reprodução parcial de notícia datada de ontem e intitulada "Conheça os quatro cursos com mais desemprego", publicada pelo Diário Económico)
*
Obs: o destaque é meu

terça-feira, fevereiro 12, 2008

O retorno do debate à UMinho

Caro(a) colega,
É já na próxima 5ª feira, 14 de Fevereiro, que terá lugar a primeira iniciativa do ciclo de tertúlias que nos propomos realizar desta data até à aprovação dos novos estatutos da Universidade do Minho.
A temática da tertúlia e os animadores convidados pode vê-los na notícia originalmente divulgada, conforme ligação que se segue:
Falando de debate estatutário, não resisto a deixar a nota de destaque para a diferente dinâmica a este respeito existente entre as distintas unidades orgânicas da UMinho, como resulta óbvio da informação que nos deixa Jaime Rocha Gomes em Prálem D`Azurém (Missão da Escola de Engenharia). Porque será que tal acontece?
Espero por si na 5ª feira, pelas 14,30 horas, na EEG (Anf. 1.01).
J. Cadima Ribeiro

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Encontro de "bloggers" de IES: convite à participação

*
(título de mensagem, datada de 10 de Fevereiro de 2008, disponível em Bloco de Notas e em Polikê ?)
-
Convite: embora isso esteja implícito na iniciativa que está anunciada para ter lugar em Braga em Março pf., não posso deixar de sublinhar que estou a contar com uma presença representativa de autores de blogues sedeados por estas bandas; aqui deixo público convite a Jaime Rocha Gomes (Prálem D`Azurém), Joaquim Sá (Liberdade na UMinho), Vasco Eiriz (Empreender), Luis Moutinho (UniverCidade-http://universitas.blogspot.com/) e Moisés Martins (Universidade Plural-http://universidadeplural.blogspot.com/), em particular.

domingo, fevereiro 10, 2008

"Publicar ou morrer"

Publicar ou morrer
"Hoje assiste-se a um "publicacionismo" e a um "citacionismo" que além de condicionarem o rumo da investigação científica, fazem com que se leia cada vez menos papers na íntegra e com que os papers não passem de meras mercadorias que em nada contribuem para o avanço do conhecimento. As conclusões são de Luís Castiel e de Javier Sanz-Valero."

(título e resumo de artigo, datado de 07-02-2008, disponível em Web - WebJornal - http://www.editonweb.com/Noticias/NoticiasDetalhe.aspx?nid=1533&editoria=2)

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

"Certos poderes precisam de construir a imagem de que eles próprios [...] se confundem com o interesse da instituição"

As vozes discordantes ou, dito de outro modo, os inimigos internos

(título de mensagem, datada de Sexta-feira, 8 de Fevereiro de 2008, disponível em Liberdade na UMinho)
-
Comentário: "são encorajadores os sinais de mudança" - oxalá tenha razão, caro colega!

Porto, Cávado e Ave, Viana do Castelo e Bragança formaram um consórcio para oferecer um mestrado

*
(título de mensagem, datada de 08/02/07, disponível em Blog de Campus)

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Revista de imprensa

Notícia DN: DN_ONLINE
Dificultada na universidade promoção de doutorados:
http://dn.sapo.pt/2008/02/07/sociedade/dificultada_universidade_promocao_do.html
*
Notícia JN
Universidade do Porto pode juntar Ciências e Engenharia:
Projecto de fusão reduz Porto a cinco faculdades - http://jn.sapo.pt/
*
Artigo Região Sul - Diáro Online
Formar desempregados
http://www.regiao-sul.pt/noticia.php?refnoticia=80850
-
(cortesia de Nuno Soares da Silva)

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

O que já se sabe sobre os estatutos: tomada de posição

«Depois de ponderar o que transpareceu nas mensagens oficiais, oficiosas e não-oficiais da Assembleia Estatutária (AE), um grupo de professores da Universidade do Minho que não se reviu em nenhuma das listas candidatas à AE entendeu tomar posição activa no debate da revisão estatutária, consubstanciada, desde já, nos seguintes pontos:
1. A Universidade não vai passar a fundação. Razões? Não foram dadas, para além da referência a uma das supostas condições de passagem a fundação, ou seja, a necessidade de ter 50% de receitas próprias. Pelos vistos, a Universidade do Minho tem só 32%. E as três instituições que enunciaram a possibilidade dessa transformação (Porto, Aveiro e ISCTE) tê-las-ão? Como foi dito, o que estas instituições fizeram foi manter em aberto essa possibilidade, que ficou dependente de uma negociação com o Ministério. Porque é que a Universidade do Minho excluiu essa via?
2. Ainda a questão das datas. Havia uma data limite de comunicação favorável ao ministério que não foi cumprida por não se poder votar sem a presença dos membros co-optados, que só estariam convocados para data posterior. Terá sido desatenção? Se já se tinha tomado uma posição sem os consultar, que dizer da importância que a AE dá aos membros co-optados?
3. A AE vai propor um Senado e já tem ideias quanto à sua composição, havendo aparentemente consenso entre os membros da AE neste ponto. Já se fala até do Senado ter comissões. Põe-se a questão: porquê tanta ênfase num Senado, órgão puramente consultivo? Aliás, segundo o RJIES, os representantes das unidades orgânicas podem estar representados em reuniões do Conselho Geral, sem direito a voto. Será que a ideia de existir um Senado é a do Reitor dispor de um órgão, supostamente representativo da academia, que possa ser usado como instrumento de pressão sobre o Conselho Geral? Desta decisão transparece que os membros da AE se mantêm fiéis à história da UM e eventualmente à sua estrutura actual. Assim, surge a questão: afinal, o que de substancial muda com os novos estatutos da UM? Não será esta a tentativa de realizar a quadratura do círculo? Não rejeitamos a história da UM mas entendemos que não faz sentido que os protagonistas do passado voltem a ser os principais actores de uma reforma que nos parece necessária.
4. O Conselho Geral terá 35 membros, o máximo permitido pela lei. Porquê optar pelo maior número quando, há não muito tempo, se elogiavam as vantagens de um órgão executivo mais eficiente e com menos membros? Que sentido existe em propor um Senado e, simultaneamente, um Conselho Geral na sua dimensão máxima?
Fiéis aos princípios que enunciámos por ocasião do acto eleitoral que deu origem à Assembleia Estatutária e profundamente empenhados no sucesso da reforma da Universidade, entendemos dizer o seguinte:
i) parece-nos manifestamente errada a decisão de encerrar o debate sobre a evolução da nossa Universidade para fundação, seguro que é que o Ministério vai ter que clarificar os benefícios da adopção de um tal estatuto e que os espartilhos que estão criados às Instituições de Ensino Superior são gravosos em matéria de autonomia financeira e de agilidade de gestão;
ii) o Senado que se pretende criar sugere-se imbuído de uma ambição que não é compaginável com o estatuto que a lei nº 62/2007 lhe confere; a nosso ver, há que reconfigurá-lo e não fazer dele instrumento de preservação da inércia, em tempos que devem ser de criatividade e de eficácia;
iii) o Conselho Geral que defendemos, em nome da respectiva operacionalidade estratégica e eficácia de intervenção, deve ser uma estrutura tão pequena quanto a lei o permita.
Sendo evidente existirem problemas de comunicação entre os membros da AE e desta com a Academia, sugere-se que as notas informativas produzidas pela AE sejam mais detalhadas e explícitas no que respeita aos debates em curso no seu seio.
No seguimento da anterior tomada de posição e desta que agora fazemos pública, a título de contributo para o debate sobre a reforma estatutária e para um maior envolvimento da Academia nesse debate, queremos anunciar o lançamento de um ciclo de tertúlias sobre diversos sub-temas desse dossiê e convidar desde já a comunidade académica a participar nelas activamente. A primeira das ditas tertúlias está agendada para 14 de Fevereiro, pelas 14:30 horas, na Escola de Economia e Gestão.

Universidade do Minho, 6 de Fevereiro de 2008

O Grupo de Reflexão sobre a Universidade do Minho»
*
(mensagem distribuída na rede electrónica da UMinho na tarde de hoje)

Tertúlia sobre a revisão estatutária: convite à participação

«Caro(a) colega,
Tentando contribuir para o debate sobre a reforma estatutária em curso na Universidade do Minho e trazer para esse debate a Comunidade Académica, no seu todo, vimos convidá-lo a participar na tertúlia que terá lugar a 14 de Fevereiro, 5ª feira, a partir das 14,30 horas, na EEG, em Gualtar, em que estará em agenda a temática da opção pelo modelo fundacional, e demais aspectos de natureza organizacional relacionados.
A tertúlia que agora se anuncia será a primeira de um ciclo onde se procurará abordar os aspectos maiores da revisão estatutária. O sucesso da iniciativa será devedor da sua presença e participação activa.
Como animadores convidados desta primeira iniciativa estarão:
- Alexandre Sousa, da Universidade de Aveiro; e
- Lúcia Lima Rodrigues, da EEG/UMinho (membro da Assembleia Estatutária).
Contamos com a sua presença.
Cordiais cumprimentos,

Pelo grupo organizador

J. Cadima Ribeiro»
*
(mensagem-convite distribuída na rede electrónica da UMinho na tarde de hoje)

Revista de imprensa

Notícia DN: DN_ONLINE
Governo abre guerra às licenças sabáticas nas universidades:
http://dn.sapo.pt/2008/02/06/sociedade/governo_abre_guerra_licencas_sabatic.html
*
Notícia Correio da Manhã
Reitores pressionados:
http://www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=276636&idselect=10&idCanal=10&p=0
-
(cortesia de Nuno Soares da Silva)

terça-feira, fevereiro 05, 2008

Revista de imprensa

Notícia JN
Aumento de propinas e despedimentos à vista: http://jn.sapo.pt/2008/02/05/nacional/aumento_propinas_e_despedimentos_a_v.html
*
Notícia JN
Há mais de 100 licenciaturas públicas com menos de 20 alunos: http://jn.sapo.pt/2008/02/05/nacional/ha_mais_100_licenciaturaspublicas_me.html
*
Notícia JN
Números ilustrativos:
http://jn.sapo.pt/2008/02/05/nacional/numeros_ilustrativos.html
-
(cortesia de Nuno Soares da Silva)

Encontro de «bloggers» do Ensino Superior

Encontro de «bloggers» do Ensino Superior

[título de mensagem, datada de 08/02/05, disponível em Por Educar]

A festa continua

«A “Notícia” da reunião do Plenário do Senado de 28 de Janeiro

No período “antes da ordem do dia” do último Plenário do Senado, o Prof. Moisés Martins pediu para ser discutida uma notícia publicada no UMdicas. Argumentou o Professor Moisés que esta publicação, usando da mentira e do insulto, o enxovalhou. O Presidente do Senado decidiu incluir essa discussão nos Outros Assuntos. A reunião, com início pelas 10 horas, prosseguiu com os pontos agendados até cerca das 11h30, sendo a questão colocada pelo Prof. Moisés discutida na última hora e meia da reunião.
Devo assinalar, em primeiro lugar, que é deveras surpreendente que um tema que ocupou cerca de metade da reunião do Senado não seja sequer mencionado na “Notícia” que dele foi dada.
Mas afinal o que é que foi discutido? O Prof. Moisés proferiu uma declaração em que se insurgiu contra o modo como tinha sido tratado na notícia sobre a Primeira Mostra Científica do Curso de Geografia, publicada na última edição do UMdicas, cujo subtítulo, acompanhado da sua fotografia, foi “Por que não te callas?”.
Referindo que a notícia não correspondia à verdade, conforme testemunho escrito de diversos professores presentes na cerimónia, o Prof. Moisés questionou o Sr. Reitor e o Senado sobre o facto de um jornal da Universidade do Minho poder publicar uma notícia, sob anonimato, ofensiva para um professor, também Presidente do Instituto de Ciências Sociais. E perguntou, ainda, que sentido havia em a Universidade entregar a amadores a responsabilidade pela sua imagem externa. O Professor Moisés não entendia como é que era possível a Universidade ter como sua expressão externa (o UMdicas é distribuído para toda a região como encarte do Diário do Minho), uma publicação ilegal, não registada na Entidade Reguladora da Comunicação Social, sem jornalistas profissionais, e sem estatuto editorial conhecido.
O Administrador dos SASUM interveio, de seguida, para responder que ele e os seus serviços se sentiam acossados por um conjunto continuado de referências à sua actuação, e, surpreendentemente, distribuiu, muito prontamente, fotocópias de notícias sobre a mesma mostra publicadas em jornais da região. Afirmou ainda que a reacção do Prof. Moisés, ao abrigo do direito de resposta, ia ser publicada em próxima edição do UMdicas.
Em nome da Escola, o Prof. Miguel Bandeira, vice-presidente do Instituto de Ciências Sociais, leu uma declaração onde o Conselho do ICS, por unanimidade, repudiava as “afirmações falsas e insidiosas, […] uma atitude que, sendo ilegítima, por arbitrária e anónima, a não ser condenada, não garante, doravante, a todos os que laboram na Universidade do Minho o direito ao seu bom nome e o respeito pelos órgãos académicos legítimos”.
Vários membros do Senado entenderam que esta não era uma questão que merecesse ser debatida, que a mesma deveria ser resolvida com o direito de resposta ou por recurso aos tribunais. Houve mesmo quem sugerisse que uma condenação do UMdicas configuraria um acto de censura.
Em contrapartida, outros elementos do Senado, interrogaram-se sobre a atitude que a Universidade tomaria, caso algum jornal do país publicasse uma notícia ofensiva para a Universidade, ou para um dos seus membros. Certamente haveria lugar a uma tomada de uma posição institucional. Como se compreendia, então, que um jornal pago com o dinheiro da Universidade, fosse usado para insultar um docente?
Apesar de ter sido posta à votação no Senado a proposta de condenação do UMdicas, tal não veio a acontecer, dado alguns dos presentes na reunião não se considerarem suficientemente informados. A proposta foi, pois, retirada, sendo deliberado que este assunto seria agendado em futura reunião do Senado.
Pergunto-me se este era ou não um assunto suficientemente relevante para ser noticiado? E por que razão não se ouviram vozes de protesto pelo facto de a “Notícia” deixar de fora esta questão, sobretudo quando se advoga para a nossa Universidade o modelo de uma “universidade moderna”, que “deveria ser sem condição”, com “uma liberdade incondicional de questionamento e de proposição”.
Se, de facto, todos nos revelamos pelas posições públicas que assumimos, não nos revelamos menos pelos nossos silêncios cúmplices e comprometedores.
É verdade que não há relatos neutros. O que somos capazes de fazer são relatos que reflectem sempre pontos de vista. Ora, por muito discutíveis que sejam os nossos pontos de vista, a sua expressão plural é que constitui a essência mesma da democracia.
Pedro Oliveira»
*
(reprodução integral de mensagem, com distribuição universal na rede da UMinho, que me caiu na caixa de correio electrónico na tarde de ontem)
-
Ps: sobre este assunto vale a pena ler o que escreveu Jaime Rocha Gomes em Prálem D`Azurém, em texto intitulado "UMDicas e o Senado")

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

Encontro de “bloggers” do Ensino Superior?

“Atão” não é que, sem que nada o fizesse prever, recebi hoje duas mensagens falando-me da oportunidade de realização de um novo encontro de “bloggers” do(a) Ensino/Educação Superior e, para mais, questionando-me se estaria disponível para fazer de anfitrião. Perguntei-lhes logo se não seria coisa subversiva essa que me estavam a propor. De mais a mais, eu não sou desses. Limito-me a manter um modesto jornal de parede, onde falo do(a) Ensino/Educação Superior, é certo, mas onde falo muito mais de quanto é triste trabalhar hoje em dia numa dessas instituições.
Coisas…
Fiquei tão sem saber o que pensar e dizer que estou aqui, agora, a desabafar convosco.
Não acham a ideia bizarra? Se não podemos sequer ter expectativa de vir a constar do “Guinness book”, para quê então pensar no assunto?
Coisas esquisitas estas. Até parece que são artistas ou escritores ou coisa que lhe equivalha!

J. Cadima Ribeiro
-
Ps: última hora - de duas passou já para três o número de mensagens recebidas sob a dita epígrafe. Algo me diz que a circunstância de hoje ser véspera do dia de entrudo não será estranho a isto

domingo, fevereiro 03, 2008

Notícias de uma gestão profundamente lesiva dos interesses da Instituição

"Exmo Senhor [...]
A secretária do DCILM acabou de falar com a sua secretária, [...], que disse que os saldos de 2007 dos centros de custo das propinas de Doutoramento e de outras verbas próprias não iriam transitar para este ano de 2008.
Venho pois solicitar que informe a razão por que tal acontece, com o devido ofício ou nota informativa de quem de direito.
Agradeço ainda que me diga como é que se procederá ao pagamento de viagens e materiais adquiridos para os alunos de doutoramento que pagaram devidamente as suas propinas.
Grata pela informação
[...]"
(reprodução parcial de mensagem, de distribuição universal na rede da UMinho, que me caiu na caixa de correio electrónico em 08/02/01)
-
Comentário: sem comentários adicionais!

sábado, fevereiro 02, 2008

"O Senhor Ministro está para as reformas da educação superior [...] como eu estou [...] para os meus cozinhados"

Autonomia aplicada

(título de mensagem, datada de Sábado, 2 de Fevereiro de 2008, disponível em Polikê ?)

quinta-feira, janeiro 31, 2008

Anteprojecto de Estatutos do IPLeiria

"Anteprojecto de Estatutos do IPL
O IPL apresenta o seu Anteprojecto de Estatutos, que se encontra em discussão pública. Os contributos podem ser enviados para o e-mail novosestatutos@ipleiria.pt.

Anteprojecto de Estatutos do IPL"
*
[texto de abertura do sítio do IPLeiria
(http://www.ipleiria.pt/portal/ipleiria;jsessionid=d495b46d26d6d0e7660859219c90?p_id=13681&content.id=75322), chamando a atenção para o seu projecto de estatutos e para a oportunidade dos membros daquela academia participarem na discussão do documento]
-
Comentário: enquanto uns divulgam (bem cedo) alargadamente os seus projectos de estatutos, outros esforçam-se porque "o jogo" permaneça escondido. Abaixo, neste jornal de parede (O comunicado e o (meu) comentário-resposta / Ainda “o relato”) , dá-se expressiva notícia disso.

Ministro não vai autorizar a integração do Instituto Politécnico de Lisboa na Universidade de Lisboa

Fragmentação no ensino superior

(título de mensagem, datada de 30 de Janeiro de 2008, disponível em Empreender)

Mensagem do reitor da UÉvora à academia

«[...]
A redução do corpo docente deverá realizar-se, ao longo dos próximos três anos com recurso aos "mecanismos" naturais, que abaixo se mencionam e de outros que eventualmente a legislação pertinente possa prever. Desde já serão tomadas as seguintes medidas:
a) Não renovação, em geral, do contrato de docentes convidados;
b) Não renovação da requisição de professores do ensino secundário;
c) Incentivo à mobilidade especial (voluntária);
d) Incentivo à transferência para outras Instituições de Ensino Superior;
e) Maior exigência na concessão da "nomeação definitiva";
f) Mobilidade funcional no seio do futuro consórcio "Academia do Sul".
[...]
Évora e o Alentejo estão em mudança e, em consequência, a Universidade de Évora também deverá operar mudanças, devendo preparar-se para responder a todas as vertentes que são próprias de uma universidade europeia, assumindo, em simultâneo, um compromisso específico de serviço público para com o desenvolvimento da região em que se insere.
Uma universidade que se auto-atribui uma missão deste cariz deverá formatar-se de modo a dar respostas adequadas quer no domínio da produção do conhecimento, da inovação tecnológica e da criação artística, como também, com idêntica ênfase, no âmbito da socialização do conhecimento. Deverá ser, portanto, uma universidade que associe estreitamente a investigação científica, artística e tecnológica, ao ensino, à formação ao longo da vida e à divulgação científica, devendo estas actividades ser organizadas com indiscutível qualidade científica e sustentabilidade económica a médio e longo prazo.
[...]»
Jorge Araújo
Reitor da Universidade de Évora
*
(extractos de "Mensagem do Reitor à Academia", a 29 de Janeiro de 2008, tornada pública)
[cortesia de Nuno Soares da Silva]

quarta-feira, janeiro 30, 2008

Portugal tem falta de profissionais qualificados em tecnologias da informação

Notícia Diário Digital
TI com falta de 2 a 3 mil profissionais altamente qualificados: http://diariodigital.sapo.pt/dinheiro_digital/news.asp?section_id=3&id_news=93382

(cortesia de Nuno Soares da Silva)

“Farpas que doem”

“Como vem sendo habitual, reuni clandestinamente, há dias, com o director do jornal para avaliar os estragos produzidos pelas últimas crónicas saídas a público. Os cerca de trezentos convivas que nos rodeavam na altura forneceram-nos o enquadramento para que o encontro decorresse com a indispensável discrição.
Tomei então conhecimento, para meu espanto, que a análise recente que produziu maior impacto terá sido uma que se reportava ao percurso de um certo professor universitário, não nomeado, relativamente ao qual exprimia o meu temor de ver atingido pelo «raio da política».
A razão de ser do meu espanto é proporcional ao número de docentes da U.M. (vulgo, Universidade do Minho) que se sentiram incomodados pelo teor do artigo, que tinha destinatário singular, e tão mal disfarçado que até o director do jornal o identificou de uma penada.
É razão para ficarmos preocupados, eu e os leitores: então não é que já não sobra espaço a ninguém para ser ele próprio, seguir o seu destino individual, único! Parece até que nos movemos na selva que são os negócios, em que cada um só se interessa pelas boas ideias dos outros para lhas roubar à primeira distracção.
E há quem se espante que o povo exclame amiúde: «Valha-nos Deus e o Senhor dos Aflitos!». Então se, como digo, até entre as elites ilustradas grassa a cobiça do alheio…!?
Depois da informação que me chegou, temo até por esta minha singela coluna: assiste-me o receio que algum dia apareça qualquer candidato a analista disposto a pagar mais que eu e ficar-me com o magro espaço de jornal que o ilustre director me dispensa. Agora começo a entender bem melhor o sentido da preocupação que vi expressa há uns tempos de, num futuro próximo, só virmos a poder cruzar a rua com as costas voltadas para as paredes.”

J. C.

(reprodução integral de texto do autor identificado, publicado no jornal Notícias do Minho, em 95/08/26, em coluna regular intitulada “Crónicas de Maldizer”)

terça-feira, janeiro 29, 2008

Ainda “o relato”

Ao que parece, “o senhor reitor não gostou” do “relato” do decorrer das duas reuniões até agora realizadas feito pelo grupo de membros da Assembleia Estatutária (AE) eleitos pela lista B. Aliás, já tinha(mos) percebido isso, atento(s) à tomada de posição pública que se seguiu, proveniente de um elemento da sua lista. Não gostou, digo, pese embora a natureza indisfarçavelmente inócua do texto divulgado.
Fazendo a leitura ao contrário, há que concluir que “o senhor reitor” apreciou a postura “cordata” assumida pelos ditos membros da AE até essa data o que, não me (nos) surpreendendo, deve deixar muito preocupada a comunidade universitária que, com o seu voto na lista B, quis dar um sinal de profundo descontentamento com o estado de coisas vigente na UMinho.
Para confirmar a bondade da leitura feita, vou (vamos) aguardar (com preocupação) pelos desenvolvimentos dos próximos capítulos.

J. Cadima Ribeiro

segunda-feira, janeiro 28, 2008

Comunicado do SNESup: mobilidade no Ensino Superior

«SNESup - Sindicato Nacional do Ensino Superior
MOBILIDADE ESPECIAL E LICENÇA EXTRAORDINÁRIA NO ENSINO SUPERIOR?
Colegas
O MCTES está a enviar às Escolas Superiores de Enfermagem (pelo menos às que foram objecto de recentes fusões) ofícios que pretendem identificar interessados em passarem a mobilidade especial e depois a licença extraordinária. Porque nos têm sido formulados alguns pedidos de esclarecimento, permitimo-nos alertar para o seguinte:
- é provável que estas iniciativas se repitam à medida que forem sendo aprovados os novos Estatutos das Universidades e Institutos Politécnicos, sobretudo se houver alteração no elenco das unidades orgânicas;
- estas passagens "voluntárias" a mobilidade especial e a licença extraordinária poderão dar origem a que a remuneração de referência considerada no início da situação de mobilidade especial - que será, como se sabe, progressivamente reduzida - seja a de tempo integral e não a de dedicação exclusiva, uma vez que o sistema é gerido por uma entidade pública empresarial que pode não ter a percepção de que a dedicação exclusiva é o regime regra no ensino superior;
- os interessados na atribuição de licença extraordinária poderão ver-se metidos numa armadilha pois, conforme já alertou o próprio Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado, não é obrigatorio deferir os pedidos de passagem a licença extraordinária por parte de quem está em mobilidade especial;
- os valores que serão pagos na situação de licença extraordinária consideram-se "subvenções" e não "remunerações" e como tal serão pagos apenas 12 meses do ano, sem subsídios de férias e de Natal .
Sem rejeitarmos à partida a possibilidade de existência de uma licença deste tipo, esperamos que o seu regime possa ser aperfeiçoado, com mais garantias para os interessados, através de negociação colectiva com a participação do SNESup.
Para consulta:
http://www.snesup.pt/htmls/_dlds/decreto_187_X_completo.pdf - Decreto da Assembleia da República 187/X (ainda não promulgado)
Saudações académicas e sindicais
A Direcção do SNESup
28-1-2008»
*
(reprodução integral de mensagem, com a proveniência e autoria identificadas, que me caiu na caixa de correio electrónico esta tarde)

Anúncio: "First euromediterranean start up contest for students"

«Subject: First euromediterranean start up contest for students
Dear colleagues,
ACCEDE-Provence is the student association of EUROMED Marseille School of Management specialized in entrepreneurship. Our aim is to help unemployed people to launch their business through market-studies and business-plans.
Every year in April, we organise a start-up contest in the south of France called "Le Phare de la Creation". It counts also a special award for students.
2008 will be a landmark in the history of ACCEDE because we will extend this start-up contest to all Euro Mediterranean universities business and engineering schools.
Please note that it does not involve setting up a business. It consists of building a project and being able to defend it in front of a jury composed of EUROMED Marseille teachers, bankers, accountants, entrepreneurs and lawyers.
It's important to mention that partnerships with airline companies will also be negotiated to enable foreign students to come free of charge.
May you give us the e-mail address of someone who is interested in this project and who would encourage all the students of your School to take partin this event.
Please send your replies to accede@euromed-marseille.com
you can also visit our web-site:
where everything is explained.
We will send you an email that you can send to students interested in this start up contest.
Thank you,
Accede Provence Team»
*
(reprodução integral de mensagem que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico)

sábado, janeiro 26, 2008

"Estranhos tempos estes que vivemos!"

"[...], ainda me lembro do tempo em que era considerado ser pernicioso para o povo mantê-lo informado, pois estaria tudo menos preparado para isso.
[...]"
*
(extracto de mensagem de correio electrónico recebida na sequência da divulgação do comunicado que se reproduz imediatamente abaixo)

sexta-feira, janeiro 25, 2008

O comunicado e o (meu) comentário-resposta

«Caro colega Rui Vieira de Castro,
É assim mesmo: a cada um a sua verdade! E a comunidade universitária?
Essa ...
Cordiais cumprimentos,

J. Cadima Ribeiro»
---
«De: Rui Manuel Costa Vieira Castro
Enviada: sex 25-01-2008 12:58
Para: iec-todos; ecum-todos; EEG - Todos; eng-todos; ics-todos; iep-todos; ILCH - Todos; Direito - Todos; Todos - Arquitectura; ecs-todos; UM Reitoria, Órgãos e Serviços; ESE - Todos
Assunto: Sobre o Relato das Reuniões da Assembleia Estatutária

Aos Professores e Investigadores da Universidade do Minho

Venho, enquanto membro da Assembleia eleito pelo corpo de professores e investigadores da Universidade, exprimir publicamente o meu desagrado face à mensagem dos professores Licínio Lima, Manuel Gama, Lúcia Rodrigues, Pedro Gomes, Miguel Bandeira e Pedro Oliveira, ontem divulgada na rede da Universidade.
Não está evidentemente em causa a legitimidade de os membros da AE prestarem contas à Academia e àqueles que os elegeram. Este foi, aliás, um compromisso assumido pelas duas listas que se apresentaram ao sufrágio do corpo de professores e investigadores.
Está sim em causa, no meu ponto de vista, o sentido da divulgação de um 'relato' do que se passou na referida reunião que não é mais do uma versão cuja adequação não é aferivel a não ser por quem nela participou.
A Assembleia Estatutária decidiu a distribuição, no final de cada reunião, de um comunicado, da responsabilidade da Assembleia, resumindo a discussão e as deliberações tomadas. Isso foi feito já no caso da reunião do dia 18 de Janeiro.
Ora, a mensagem ontem divulgada omite aspectos substantivos da discussão havida, mencionados no comunicado da AE, e dá como verdadeiros factos que o comunicado não refere.
Lamento, nesta circunstância, não poder deixar de entender a mensagem dos meus colegas da AE como tentativa de impor a sua leitura dos trabalhos como leitura legítima, tentando condicionar, de um modo que me parece abusivo, a actividade da AE e, no imediato, as condições de elaboração da própria acta da reunião.
Julgo que acções deste tipo não contribuem para a criação do ambiente mais adequado à elaboração de um documento tão relevante como são os Estatutos da Universidade.

Com os melhores cumprimentos,
Rui Vieira de Castro
[Membro da Assembleia Estatutária]»
*
(reprodução integral de mensagem, de distribuição universal na rede da UMinho, que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico, e do comentário-resposta que na altura me saiu)

Revista de imprensa

Artigo Diário Económico
Capital de risco universitário:
http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/opinion/columnistas/pt/desarrollo/1081643.html
*
Artigo Portugal Diário
Ciência dá força a «deitar cedo e cedo erguer»:
http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=907381
*
Notícia Jornal de Negócios
Tribunal obriga Jaime Silva a reintegrar 63 supranumerários:
http://www.jornaldenegocios.pt/default.asp?Session=&CpContentId=309916


(cortesia de Nuno Soares da Silva)

quinta-feira, janeiro 24, 2008

O mundo virtual está a ser utilizado por universidades de medicina

Artigo SOL
Universidades de medicina ensinam através do Second Life:
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Tecnologia/Interior.aspx?content_id=77047

(cortesia de Nuno Soares da Silva)

Percalços de uma reforma: a aparência de que alguma coisa está a mudar para que tudo fique na mesma?

No jornal de parede electrónico de que sou editor (Universidade Alternativa) publiquei há poucos semanas uma nota sobre a temática da composição da assembleia estatutária da Universidade do Minho em que assinalava a curiosidade de haver um membro externo da dita assembleia que está, simultaneamente, na assembleia congénere da Universidade do Porto. Perante este facto, ironizando, questionava se os elementos externos que integram as assembleias estatutárias não deveriam ser todos os mesmos. Assim se poupariam muitos esforços e tempo.
Esta nota surgia na continuidade de uma primeira, da autoria de um colega, que, no seu blogue (Empreender), havia questionado o facto identicamente curioso de uma assembleia estatutária constituída ao abrigo da lei nº 62/2007 (RJIES) poder integrar entre os seus membros, com o estatuto de membro externo, isto é, cooptado, um ex-reitor da Instituição. Uma vez mais a título de comentário irónico, essa situação levou-me então a questionar se não seria esta uma política de recrutamento dos membros externos a manter aquando da constituição do futuro Conselho Geral. Assim se evitaria o desperdício de capital de experiência que a não preservação dessa prática implicaria.
Lembre-se que a lei estabelece sobre a constituição das assembleias estatutárias, à semelhança dos futuros conselhos gerais (órgãos de topo da instituições, responsáveis, nomeadamente, pela designação dos reitores ou presidentes), que aquelas integram, obrigatoriamente, “Cinco personalidades externas de reconhecido mérito não pertencentes à instituição com conhecimentos e experiência relevante para a instituição.”
A manifesta interpretação “desviante” do espírito da lei que aqui invoco estará longe de ser caso isolado. Na sua crueza, este exemplo serve para tornar patente quanto intenções de reforma que aparecem suportadas na produção de leis e na suposta clarividência do legislador (ou do príncipe) facilmente falham no seu alcance. Por isso, durante a fase de discussão da lei, falei da necessidade de se trazer para o processo os agentes da reforma necessária, professores, investigadores, técnicos que suportam o funcionamento das instituições, e também alguns interlocutores daquilo que deveria ser o caminho a trilhar pelas Instituições de Ensino Superior em matéria de relação com a comunidade. Possivelmente, só não deixei um alerta tão forte quanto deveria para o perigo, óbvio, da oligarquia de interesses que estava (está) instalada se assenhorear do processo. O perigo que se oferecia era que desembocássemos numa situação em que, parecendo que alguma coisa mudaria, ficasse tudo na mesma. O exemplo que deixo acima ilustra a verosimilhança desse risco.
Não é, entenda-se, que as personalidades em causa não sejam pessoas de grandes méritos e com contributos dados à Universidade dignos de reconhecimento. O problema é que deveriam ter tido a lucidez de se afastarem neste momento que deveria ser de renovação, e deviam tê-lo feito apesar de (ou sobretudo se) pressionadas a continuarem, porque essa pressão só poderia vir de quem não é capaz de replicar-lhes a obra e delas se serve como bóia para se manter à tona da água.
A inércia que persiste e a falta de ousadia que é patente têm ilustração também na forma como as instituições estão a reagir à possibilidade consagrada na lei de optarem pelo estatuto de fundações públicas de direito privado. Tratando-se, embora, de uma figura estatutária opaca, inventada por uma tutela animada de intenções ainda mais opacas, a verdade é que ninguém antecipava o que viria a passar-se, incluindo a postura que Vasco Eiriz, o colega a que fiz já alusão a abrir este texto, designou de posição de “Maria vai com todas”, e que eu chamaria antes de “Maria vai com as outras”. Esta figura de estilo é usada para sublinhar uma conduta em que ninguém quer arriscar, ficando todos à espera do passo que dê a “vizinha”. Daqui resulta que tanto a fundação aparece recusada por todos(as) quanto conquista a respectiva adesão. Depois de Aveiro, o ISCTE e o Porto, à última hora, terem dado o primeiro passo, vamos poder confirmar isso nos próximos meses.
Tudo o que se anota aqui é tanto mais paradoxal quanto a sociedade espera do Ensino Superior, crescentemente, liderança, iniciativa e inovação. Ora se, como anotava José Manuel Silva no seu blogue (Campo Lavrado), em entrada já deste ano, todo o líder deve possuir “curiosidade, criatividade, comunicação, carácter, coragem, convicção e carisma", temos que convir que não é isto que transpira desta reforma do ensino superior nacional, quer em termos da iniciativa que a desencadeou formalmente, quer em termos do processo de implementação que está a ter.
J. Cadima Ribeiro
(artigo de opinião publicado na edição de hoje do Jornal de Leiria)

quarta-feira, janeiro 23, 2008

Revista de imprensa

Notícia DN: DN_ONLINE
Professores querem renovação da faculdade: http://dn.sapo.pt/2008/01/23/sociedade/professores_querem_renovacao_faculda.html
*
Notícia JN
Detectados pagamentos ilegais na Universidade: http://jn.sapo.pt/2008/01/22/norte/detectados_pagamentos_ilegais_univer.html

(cortesia de Nuno Soares da Silva)

terça-feira, janeiro 22, 2008

Mais notícias de propaganda

Notícia Diário Digital
Portugal e Espanha querem promover ensino língua e cultura:
http://www.diariodigital.pt/news.asp?section_id=4&id_news=314559
(cortesia de Nuno Soares da Silva)
-
Comentário: eu preferia ver acções no domínio da língua e da cultura, e não só!

segunda-feira, janeiro 21, 2008

Os exemplos que vêm da Escola de Engenharia

Repensar a Escola de Engenharia: Os departamentos

(título de mensagem, datada de Segunda-feira, 21 de Janeiro de 2008, disponível em Prálem D`Azurém)
-
Comentário: ora aí está uma iniciativa válida da Escola de Engenharia, a replicar pelas demais Escolas da UMinho. Será que é um debate que queremos (temos a coragem de) fazer?

O Laboratório Internacional de Nanotecnologia

Fundação do Laboratório Internacional de Nanotecnologia

(título de notícia disponível no Portal do Governo [http://www.portugal.gov.pt/])

[cortesia de Nuno Soares da Silva]
-
Comentário: uma magnifica peça de propaganda do governo esta de que se dá notícia!

sábado, janeiro 19, 2008

Nada de novo na UMinho

"VOTE LISTA B OU LISTA A, NÃO DEIXE É DE VOTAR".
Este é o título curioso da última mensagem, datada de 30-11-2007, disponível em Universidade Cidadã
Aparentemente, dessa data até hoje não se terá passado rigorosamente nada em matéria estatutária na UMinho que merecesse ser divulgado/comentado ou, pelo menos, não se terá passado nada que pudesse interessar à Comunidade Académica.
J. Cadima Ribeiro

quinta-feira, janeiro 17, 2008

As outras «têm de fazer o seu caminho», diz o ministro

Notícia Portugal Diário
Fundações: maioria das universidades sem condições:

(cortesia de Nuno Soares da Silva)
-
Comentário: a maioria? Não será todas, antes (se excluirmos a insitituição "do coração" do ministro, que o deixou ficar mal)?
Ps: a propósito das ditas declarações de "Zé Mariano", cumpre-me recomendar, vivamente, a leitura da mensagem também de ontem de Regina Nabais, intitulada «'Tá gelado! Tá frio! 'Tá morno! 'Tá a aquecer! 'Tá quente! 'Tá a pegar fogo! !!!ACHOU!!!», disponível em Polikê ?.
Estes ministros do governo de Zé Sócrates são cá uns castiços! Valha-nos isso já que, como governantes, são fracos.

"O estranho mundo das cooptações"

O estranho mundo das cooptações

(título de mensagem, datada de 16 de Janeiro de 2008, disponível em Empreender)

quarta-feira, janeiro 16, 2008

As universidades de Aveiro, Porto e Minho assinam quarta-feira um protocolo de cooperação

Notícia Diário Digital
Portugal e Galiza vão formar doutorados em Nanomedicina:
http://www.diariodigital.pt/news.asp?section_id=61&id_news=313839

(cortesia de Nuno Soares da Silva)

As faculdades de letras ficaram presas à formação de professores

A partir de uma sugestão que encontrei em A destreza das dúvidas, cheguei à mensagem intitulada "Letras deprimidas", datada de Segunda-feira, 14 de Janeiro de 2008, disponível em
Julgo que vale a pena ler. Assim como vale a pena ler a mensagem disponível em A destreza das dúvidas, que a provocou.

To be successful

"To be successful, you have to be able to relate to people; they have to be satisfied with your personality to be able to do business with you and to build a relationship with mutual trust."

George Ross

(citação extraída de SBANC Newsletter, January 15, Issue 502-2008, http://www.sbaer.uca.edu)

terça-feira, janeiro 15, 2008

A "angústia" de Gomes Canotilho

"Eu percebo a «angústia» de Gomes Canotilho, o perigo da Universidade não poder apostar suficientemente na investigação, as verbas que podem vir a ficar só em alguns centros e em áreas tecnológicas. E isto enquanto certas forças, blindadas jurídica, ideológica ou psicologicamente bloqueiam mudanças que Bolonha nos está a exigir já, enquanto nos pedem um esforço pedagógico muito superior, numa difícil mas indispensável conciliação entre investigar e ensinar, para não falar na mudança que implica uma investigação em rede, etc., etc."
João Boavida
(extracto de artigo de opinião do autor identificado, datado de ontem e intitulado "A CULTURA É QUE DURA - Também tu, Brutus?", publicado no Diário as Beiras - http://www.asbeiras.pt/print.php?area=opiniao&numero=54514&ed=15012008)
*
[cortesia de Nuno Soares da Silva]

domingo, janeiro 13, 2008

Do Relatório da OCDE de 2006

Os dados que o ME devia anunciar!

(título de mensagem, datada de 07/01/13, disponível em Outro Olhar)

sexta-feira, janeiro 11, 2008

A constituição da Assembleia Estatutária da UMinho: uma segunda curiosidade

Aos menos atentos, nos quais me incluo, terá passado despercebida a curiosidade de haver um membro externo da Assembleia Estatutária da UMinho (José Luis Encarnação) que está, simultaneamente, na assembleia congénere da Universidade do Porto.
Perante este facto, questiono-me se os elementos externos que integram as assembleias estatutárias das instituições de ensino superior nacionais não deveriam ser todos os mesmos. Imaginem o esforço e o tempo que se poupavam na elaboração destas peças formais.
Esta é, portanto, uma nota curiosa adicional à presença já sublinhada pelo colega Vasco Eiriz, no seu blogue (Empreender - "Ex-reitor, membro externo?"), de um ex-reitor da Insituição.
Para o futuro Conselho Geral fica a dúvida se esta política de recrutamento dos membros externos é para ter continuidade ou não. Seria enorme inconsistência e desperdício de capital de experiência se não fosse. Não concordam?

J. Cadima Ribeiro

O ministro explicou que "não se trata de aumentar de forma indiscriminada o orçamento das instituições"

Notícia DN/DN_ONLINE
Sócrates promete mais dinheiro para o superior: http://dn.sapo.pt/2008/01/11/nacional/socrates_promete_mais_dinheiro_para_.html
*
(cortesia de Nuno Soares da Silva)

Ligação inédita entre a empresa e o mundo universitário?

Qimonda estabelece cooperação inovadora com universidades portuguesas: http://www.cienciapt.info/pt/index.php?option=com_content&task=view&id=39116&Itemid=1
*
(cortesia de Nuno Soares da Silva)

quinta-feira, janeiro 10, 2008

Um reitor ousado

"Posição idêntica tem o Reitor da Universidade do Minho, António Guimarães Rodrigues, que não apresentará proposta alguma até dia 10, mas manterá a opção em aberto, pelo menos até que seja «publicada a necessária regulamentação e clarificação» da lei, que considera vaga.
«A opção pelo regime fundacional implica considerações sobre o modelo de gestão da instituição universitária, a verificação de condições técnicas da Universidade, a existência de garantias sobre o investimento fundacional e a garantia do financiamento futuro do Estado neste novo regime», afirmou Guimarães Rodrigues, sublinhando que a lei «não é esclarecedora sobre esta matéria»."
*
(extracto de notícia, datada de 08-01-09 e intitulada "Universidades: Quase todas rejeitam modelo fundacional", publicada pelo Diário Digital - http://www.diariodigital.pt/news.asp?section_id=61&id_news=312750)
[cortesia de Nuno Soares da Silva]
-
Comentário: ao contrário da generalidade das instituições de ensino superior nacionais, confirma-se que a UMinho tem um reitor ousado, pelo menos a usar os recursos gerados por outrém e a delapidar a imagem da Instituição, construída com esforço, ao longo de anos, por muitos outros.

Desesperadamente à procura de...

«o ministro anda de facto desesperadamente à procura duma instituição que se "fundacione" e rompa com o conluio que é comum no sector.»

Vasco Eiriz

(extracto de mensagem, datada de 08/01/10 e intituladas "O desespero do Manel e as indecisões da Maria", disponível em Empreender)

You can`t overestimate the need to plan

"You can't overestimate the need to plan and prepare. In most of the mistakes I've made, there has been this common theme of inadequate planning beforehand. You really can't over-prepare in business."

Chris Corrigan

(citação extraída de SBANC Newsletter, January 08, Issue 501-2008, http://www.sbaer.uca.edu/)

terça-feira, janeiro 08, 2008

Nyttige fraser til vitenskapelige publikasjoner

Em qualquer ocasião e muito mais a abrir um novo ano, umas notas de bom humor caiem sempre bem. Estas têm a curiosidade de terem proveniência escandinava.
Com a devida vénia ao meu colega de Departamento e de Centro de Investigação Odd Rune Straume, reproduzo de seguida uma mensagem que ele me fez chegar (e aos demais elementos da unidade de investigação):
*
«In order to ensure that we keep improving NIPEs research output, I found some phrases that should be very helpful when we try to get our research published. Enjoy!
Odd Rune
-
UNDERSTANDING AND WRITING SCIENTIFIC RESEARCH PAPERS
The following list of phrases and their definitions might help you understand the mysterious language of science. These special phrases are also applicable to anyone working on a Ph.D. dissertation or academic paper!
"IT HAS LONG BEEN KNOWN"...
I didn't look up the original reference.
"A DEFINITE TREND IS EVIDENT"...
These data are practically meaningless.
"WHILE IT HAS NOT BEEN POSSIBLE TO PROVIDE DEFINITE ANSWERS TO THE QUESTIONS"...
An unsuccessful experiment, but I still hope to get it published.
"THREE OF THE SAMPLES WERE CHOSEN FOR DETAILED STUDY"...
The other results didn't make any sense.
"TYPICAL RESULTS ARE SHOWN"...
This is the prettiest graph.
"THESE RESULTS WILL BE IN A SUBSEQUENT REPORT"...
I might get around to this sometime, if pushed/funded.
"IN MY EXPERIENCE"...
Once
"IN CASE AFTER CASE"...
Twice
"IN A SERIES OF CASES"...
Thrice
"IT IS BELIEVED THAT"...
I think.
"IT IS GENERALLY BELIEVED THAT"...
A couple of others think so, too.
"ACCORDING TO STATISTICAL ANALYSIS"...
Rumor has it.
"A STATISTICALLY-ORIENTED PROJECTION OF THE SIGNIFICANCE OF THESE FINDINGS"...
A wild guess.
"A CAREFUL ANALYSIS OF OBTAINABLE DATA"...
Three pages of notes were obliterated when I knocked over a glass of beer.
"IT IS CLEAR THAT MUCH ADDITIONAL WORK WILL BE REQUIRED BEFORE ACOMPLETE UNDERSTANDING OF THIS PHENOMENON OCCURS"...
I don't understand it.
"AFTER ADDITIONAL STUDY BY MY COLLEAGUES"...
They don't understand it either.
"THANKS ARE DUE TO JOE BLOTZ FOR ASSISTANCE WITH THE EXPERIMENT AND TO CINDY ADAMS FOR VALUABLE DISCUSSIONS"...
Mr. Blotz did the work and Ms. Adams explained to me what it meant.
"A HIGHLY SIGNIFICANT AREA FOR EXPLORATORY STUDY"...
A totally useless topic selected by my committee.»
*
Boa investigação e melhores publicações!
J. Cadima Ribeiro

"As universidades de Lisboa, Nova de Lisboa, Técnica de Lisboa, de Coimbra e do Minho decidiram adiar para Junho a decisão"

(titulo de mensagem, datada de 08/01/08, disponível em Ladrões de Bicicletas)
-
Comentário: a UMinho também? À sim?! Não sabia. (Alguém sabia? Será já a transparência prometida por ambas as listas candidatas à Assembleia Geral a funcionar?)

Universidade de Coimbra: não vai haver nenhuma tomada de posição

«A Universidade de Coimbra deverá ultrapassar o prazo estipulado pelo Governo para comunicar se quer ou não transformar-se em fundação pública de direito privado, admitiu hoje o vice-reitor Avelãs Nunes.
"É minha convicção que não vai haver nenhuma posição nesse sentido e que não há hipótese de a assembleia estatutária decidir [dentro deste prazo] abrir as negociações para iniciar o processo de transformação da Universidade de Coimbra em fundação pública de direito privado", adiantou o vice-reitor sublinhando "a indefinição" do novo regime jurídico.
O Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior estipulou um prazo até quinta-feira para as instituições do ensino superior comunicarem se pretendem ou não transformar-se em fundações públicas de direito privado.»
(extracto de Notícia PÚBLICO - Última Hora, intitulada "Universidade de Coimbra deverá adiar decisão sobre eventual passagem a fundação", seguindo despacho de 2008-01-07, 12:07:00, da Lusa)
*
[cortesia de Nuno Soares da Silva]

segunda-feira, janeiro 07, 2008

"Não é uma miragem uma cidade pequena ter uma universidade de excelência"

"Numa altura em que as universidades discutem as alterações estatutárias impostas pelo Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES), Gomes Canotilho veio, ainda, defender «os novos esquemas de organização», por considerar que, assentando noutra lógica de democracia – já não de representação, mas de delegação –, «tornam mais visível quem é que deve prestar contas».
«Eu digo que é outra lógica de democracia, que assenta na ideia de um Conselho [Geral], de um reitor, de um projecto e da legitimação através dos resultados», sustentou o catedrático."

(extracto de notícia, datada de 7 de Janeiro de 2008 e intitulada “Universidade de Coimbra é cada vez mais uma universidade provinciana”, publicada no Diário de Coimbra - http://www.diariocoimbra.pt/)
[cortesia de Nuno Soares da Silva]

A frase do dia - III

"Re: E que tal um infantário?
[...]
Caros(as) Colegas:
Sinto-me como se sentirá um fumador em lugar proibido.
Com efeito, ao endereçar esta mensagem penso nos colegas que ficam furiosos com esta invasão do seu domicílio electrónico.
Têm a sua razão e merecem respeito.
Mas também merecem respeito - até porque nem sequer é vício - aqueles que gostam da UM e querem debater problemas de interesse geral desta (e tantos são!).
Não haverá, dentro da UM, um espaço electrónico de fácil acesso pautado pelo respeito mútuo e pela liberdade de expressão para esse efeito?
É uma pergunta para a qual ainda não tenho resposta.
Um abraço,
António Cândido"
(reprodução integral de mensagem de hoje, com distribuição universal na rede da UMinho, que me caiu na caixa de correio electrónico)
-
Nota: o destaque é meu

domingo, janeiro 06, 2008

Se existir um verdadeiro "challenger", a inércia rompe-se

«Se tudo correr normalmente, com pena minha, não haverá heróis nem heroínas. Ou seja, nenhuma instituição quererá arriscar. Todas seguirão a estratégia mais confortável a que eu chamo "Maria vai com todas". Através desta estratégia, a Maria – uma tipa desprotegida, tonta, avessa ao risco, conservadora, que raramente pensa pela sua cabeça e está sempre a olhar para a vizinha – irá procurar proteger-se.»
Vasco Eiriz
(extracto de mensagem, datada de 08/01/05 e intitulada "Maria vai com todas ", disponível em Empreender)

sábado, janeiro 05, 2008

A relação entre a Universidade e a Empresa clama por uma inversão de procedimentos

"O atraso científico e tecnológico é também a consequência da falta de uma estratégia de desenvolvimento, insuficientemente procurada pelas universidades, nem sempre admitida como indispensável pelos governos, nem sequer requerida pela própria sociedade. O esboço de uma tal estratégia de desenvolvimento exige, entretanto, maior investimento. Com efeito, o desenvolvimento científico e tecnológico não será uma realidade, nem sequer um projecto, enquanto o financiamento médio por investigador em Portugal for de cerca de 1/3 da média da Europa, que por sua vez é de cerca de ½ da média dos Estados Unidos, e enquanto a percentagem de licenciados em Portugal for de apenas ½ da OCDE.
[...]
As divergências de pontos de vista entre a Universidade e a Sociedade aconselharam recentemente, e sobretudo no estrangeiro, à experimentação de novas modalidades de gestão universitária. Primeiro, verificou-se um relativo afastamento dos académicos, responsabilizados por um certo imobilismo das instituições. Depois, verificou-se um relativo falhanço dos gestores, mais propensos ao imediatismo das aplicações, mas que tolhem muito a criatividade, que é a base da inovação. Quer tudo isto significar que o futuro da relação entre a Universidade e a Sociedade, particularmente o universo das empresas, tem de assentar numa partilha de responsabilidades, o mesmo é dizer, na cooperação. Só assim ficarão as universidades melhor preparadas para responder às carências dos empresários. Só assim ficarão os empresários melhor preparados para responder às necessidades da sociedade."
Avelino de Freitas de Meneses
(extractos de artigo de opinião do autor identificado, datado de 2007-11-23 e intitulado "A Universidade, a inovação e as empresas", publicado em AÇOREANO ORIENTAL ONLINE - http://acorianooriental.sapo.pt/noticias/opiniao/)
*
[cortesia de Nuno Soares da Silva]

sexta-feira, janeiro 04, 2008

Os membros externos da AE: mais do mesmo!

(título de mensagem, datada de 08/01/03, disponível em Prálem D`Azurém)
-
Comentário: será que ocorreu ao "Zé Mariano" que se pudesse passar com os Conselhos Gerais (e Assembleias Estatutárias) o que se está a passar, bem ilustrado pelo caso da UMinho? Quando será que alguns distintos colegas (indelevelmente ligados à história da gestão universitária em Portugal) se convencem que o melhor contributo que podem dar à Universidade Portuguesa de hoje é afastarem-se? É mesmo uma pena o que se vai passando, e uma oportunidade perdida de dar um salto em termos de paradigma de Universidade.

quinta-feira, janeiro 03, 2008

Ex-reitor, membro externo?

«Membros externos
E se a sua universidade, em processo de escolha de "membros externos" para integrar uma assembleia estatutária, escolhesse um ex-reitor precisamente como "membro externo"? Mesmo que lhe ocorram só elogios à pessoa em causa e ela ter sido provavelmente o principal reitor da curta história da sua universidade, não lhe causaria estranheza o estatuto de "membro externo" a um ex-reitor? Afinal o que são "membros externos"? Será que o que está em causa são "membros ex" sem "ternos"? Será que eu compreendo cada vez menos a gestão universitária?»
Vasco Eiriz
(extracto de mensagem, datada de 08/01/03 e intitulada "Distribuição de Dividendos", disponível em Empreender)

O nonagésimo sexto projecto de cooperação entre universidades a norte para a criação de uma escola de negócios

A escola de negócios do norte; aí vem ela outra vez!

(título de mensagem, datada de 08/01/03, disponível em Empreender)

Vamos descarregar na bola a frustração com os tempos que correm?

"Abertura do Campo de Práticas de Golfe

O Campo de Práticas de Golfe da Universidade do Minho abriu ao público hoje, dia 2 de Janeiro de 2008. A coordenação pedagógica das aulas está a cargo do profissional Geoff Hutchinson.
[...]"
(extracto de mensagem, com distribuição universal na rede da UMinho, que me caiu na caixa de correio electrónico em 08/01/02)
-
Comentário (de Nuno Soares da Silva): ah ah ah ah ah; já vamos poder dar umas “tacadas”.

quarta-feira, janeiro 02, 2008

Novo fórum na UMinho, a abrir o ano

"CAROS COLEGAS, FUNCIONÁRIOS E ALUNOS

NA SEQUÊNCIA DE ALGUMAS DAS MINHAS INTERVENÇÕES SOBRE AS CONDIÇÕES DE VIDA NO CONTEXTO LABORAL DA UM, TEM-ME SIDO MANIFESTADA SENSIBILIDADE SOBRE ESSA QUESTÃO, COM ORIGEM EM VÁRIAS ESCOLAS. SURGIU ASSIM A IDEIA DE UM ESPAÇO DE INTERVENÇÃO PÚBLICA SOBRE ESTA PROBLEMÁTICA, QUE É INDISSOCIÁVEL DAS FORMAS DE EXERCÍCIO DO PODER A VÁRIOS NÍVEIS. ESSE PROJECTO FOI AMADURECENDO E ESTÁ AGORA DISPONÍVEL EM
http://liberdadeuminho.blogspot.com/

LINHA EDITORIAL

É necessário transformar a submissão e o medo numa atitude emancipada. Aos que acreditam numa universidade alicerçada na opressão, na injustiça e na privação da liberdade dizemos: esse é o caminho para fazer da Universidade do Minho uma caricatura. Por isso, este espaço público tem como objectivo criar um movimento de promoção da dignidade e da qualidade da existência humana dentro da UM. E assim se realizará todo o potencial criativo e produtivo da instituição. Bem-vindas as vozes sem voz.

CORDIAIS SAUDAÇÕES ACADÉMICAS.

JOAQUIM SÁ
"
(reprodução integral de mensagem, com distribuição universal na rede da UMinho, que me caiu entretanto na caixa de correio electrónico)
-
Comentário: bem-vindo a esta luta, caro colega; nunca seremos demais!

Falando de liderança, a abrir o ano

"[...] Pelo meio vai falando sobre liderança e estabelece a lista de Cs que todo o líder deve possuir: curiosidade, criatividade, comunicação, carácter, coragem, convicção e carisma."
José Manuel Silva
(extracto de mensagem, datada de 08/01/01 e intitulada "Ano novo, vida nova", disponível em Campo Lavrado)

segunda-feira, dezembro 31, 2007

Adeus tristeza!

Adeus tristeza. Viva 1997!

“É habitual nesta ocasião proceder-se ao balanço do ano findo. Não querendo ir contra a tradição, também eu me proponho, nesta edição, proceder à eleição dos mais e dos menos de 1996, quer dizer, dos acontecimentos e dos personagens que mais cativaram a minha atenção, se bem que nem sempre pelas melhores razões.
A listagem é comprida, pelo que a economia de esforço e a gestão criteriosa de espaço no jornal obrigam-me a ser parco na justificação dos destaques.
Seguindo o velho princípio, cultivado no cinema e nas telenovelas, de reservar para o último episódio as boas novas, isto é, o casamento do herói com a princesa e a reconciliação das famílias desavindas, começarei pela nomeação dos destaques de sinal menos. A esse título retenho:
i) a prestação medíocre do Partido Socialista e do Eng.º Guterres no seu primeiro ano de governo; em razão disso, temo o pior pelo que se reporta ao segundo;
ii) a postura do eleitorado que votou Guterres que, colocado perante a evidência de um governo sem arte nem saber, se recusa a admitir que só as moscas mudaram (pelo menos, a atentar nas sondagens eleitorais);
iii) o comportamento desbocado e deslocado do Dr. Mário Soares, permanentemente disponível para falar do que não sabe e fazer corpo com amigos da onça, chame-se ela como se chamar;
iv) o despudor do Prof. Cavaco Silva que, de cima do seu altar de pretensão, descorre sobre a regionalização e sobre o mundo com o mesmo à-vontade com que no passado afirmou que nunca se enganava. Assemelha-se nisso muito ao seu conviva dos velhos tempos de governo, o Dr. Mário Soares;
v) a desventura de Diana de Inglaterra, que não vai descalça mas nem por isso vai mais segura (pelo que se afigura, o tempo não vai de feição para príncipes e princesas, daí talvez a afirmação de que a tradição já não é o que era);
vi) a prestação miserável do PSD de Braga, ao falhar mais uma vez a oportunidade de concorrer à Câmara Municipal de Braga; depois vão admirar-se que alguém diga que mantêm um pacto secreto com o Engº Mesquita Machado para a perpetuação deste no poder;
vii) a desvergonha de um PIDDAC para 1997 que esconde o eleitoralismo rasteiro sob o manto diáfano da ausência de estratégia para o país (contra a força da ideia de que «mama quem berra», que vi proposta num jornal de Leiria, o que marca presença mesmo é a bajulação miudinha dos votos dos eleitores de Lisboa e Porto);
viii) a navegação à vista do Presidente da Câmara Municipal de Braga, bem evidenciada no caos em que se transformou o trânsito citadino e na procura de resolução sobre pressão dos acontecimentos e da peleja que se aproxima; obviamente que o Eng.º Mesquita Machado sempre poderá queixar-se da falta de civismo dos habitantes da urbe, mas estou em crer que os demais portugueses não serão menos bárbaros que os bracarenses;
ix) a infelicidade da Rute, que se deixou levar pela cantiga do bandido e se vê agora obrigada a vender por boa a paixão de António Guterres pela educação.
Os destaques mais, como seria de prever, são bem menos. Não fora assim e as novas seitas e religiões teriam muito menos cultores; presumo que o mesmo sucederia com as mais antigas. Seja como for, assinale-se a esse título:
i) o razoável comportamento do ano económico, pese embora o governo socialista tudo tenha feito para que a dinâmica económica não fosse além da prestação do próprio governo; fica-se na dúvida, nas presentes circunstâncias, se não seria mais benéfico para a evolução do PIB a ausência de gestão administrativa pública;
ii) o descrédito em que caíram alguns dos «senhores do Norte»: Fernando Gomes, Narciso Miranda, Ludgero Marques; tal qual como acontece com as senhoras quando se baixam, também neste caso tudo ficou mais à vista quando, para se fazerem ouvir, tiveram que passar a usar os bicos dos pés;
iii) o alvorecer de um novo ano, que sempre permite recriar a ideia, ingénua, que neste ano tudo vai ser diferente; quer dizer, desta vez é que é para valer: adeus tristeza!”

J. C.

(reprodução integral de texto do autor identificado, publicado no jornal Notícias do Minho, em 97/01/10, em coluna regular intitulada “Crónicas de Maldizer”)
-
Comentário: memória de um tempo triste, para que não julguemos tristes apenas os tempos que atravessamos; não torna os nossos dias menos tristes. É verdade!

sábado, dezembro 29, 2007

Bolonha, ainda


(título de mensagem, datada de 07/12/28, disponível em Colina Sagrada)

sexta-feira, dezembro 28, 2007

A importância de uma universidade pode ser aferida pela capacidade de criar e transmitir conhecimento útil à sociedade

Empresas e universidades
*
(título de mensagem, da autoria de Vasco Eiriz e datada de 07/12/28, disponível em Empreender)

quinta-feira, dezembro 27, 2007

A frase do dia - V

"[...] se a gestão de topo for suficientemente inconsciente, pode até decidir que financiamentos de projectos nacionais ou internacionais concessionados servem bem para pagar remunerações certas e permanentes, ou coisas sortidas que o valham..."
(extracto de mensagem, datada de 07/12/27 e intitulada "Canja de galinha para o farnel do pescador", disponível em Polikê ?)
-
Comentário: por qualquer associação estranha, lendo a frase que reproduzo acima, lembrei-me imediatamente da reitoria da UMinho. Será por o pai natal ter andado por aí nestes dias?

"I think, therefore I earn"

«Agora que quase todos os cursos universitários à bolonhesa lipo-aspiraram as disciplinas histórico-críticas e se converteram em licenciaturas meramente técnicas, e agora que o Ministério da Educação português decidiu, não por razões, mas por equívocos de natureza puramente administrativa, liquidar a Filosofia dos currículos pré-universitários chega-nos esta inspiradora notícia da velha Albion.

I think, therefore I earn
Philosophy graduates are suddenly all the rage with employers. What can they possibly have to offer?
Jessica Shepherd
Tuesday November 20, 2007
Guardian
"A degree in philosophy? What are you going to do with that then?"
Philosophy students will tell you they've been asked this question more times than they care to remember.
"The response people seem to want is a cheery shrug and a jokey 'don't know'," says Joe Cunningham, 20, a final-year philosophy undergraduate at Heythrop College, University of London.
A more accurate comeback, according to the latest statistics, is "just about anything I want".
Figures from the Higher Education Statistics Agency show philosophy graduates, once derided as unemployable layabouts, are in growing demand from employers. The number of all graduates in full-time and part-time work six months after graduation has risen by 9% between 2002-03 and 2005-06; for philosophy graduates it has gone up by 13%.
It is in the fields of finance, property development, health, social work and the nebulous category of "business" that those versed in Plato and Kant are most sought after. In "business", property development, renting and research, 76% more philosophy graduates were employed in 2005-06 than in 2002-03. In health and social work, 9% more.
The Higher Education Careers Services Unit (Hecsu), which also collates data of this kind, agrees philosophers are finding it easier to secure work. Its figures show that, in 2001, 9.9% of philosophy graduates were unemployed six months after graduation. In 2006, just 6.7% were. On average, 6% of all graduates were unemployed six months after graduation.
[...]
The popular philosopher Simon Blackburn, a professor at Cambridge University, sees the improving career prospects of philosophy graduates as part of a wider change of public perception. "I guess the public image of a philosopher has tended to concentrate on an ancient Greek in a toga, or some unwashed hippy lying around not doing very much," he says. "I do detect a change in the way the public sees philosophers. I have been pleasantly surprised by the number of people who come to philosophy events nowadays."
[...]
News that employers and the public hold philosophers in higher regard should presumably be cause for celebration? Not entirely, says Blackburn. "It is also slightly worrying, because people turn to philosophers when they feel less confident and more insecure."
EducationGuardian.co.uk © Guardian News and Media Limited 2007»
*
(reprodução parcial de extractos de mensagem, com distribuição universal na rede da UMinho, que me caiu na caixa de correio electrónico esta tarde, proveniente de João Carlos Mendes)

O peso de mulheres licenciadas na sociedade portuguesa

Notícia DN (DN_ONLINE)
Mulheres licenciadas aumentam 60 vezes em meio século: http://dn.sapo.pt/2007/12/26/sociedade/mulheres_licenciadas_aumentam_vezes_.html
*
(cortesia de Nuno Soares da Silva)

terça-feira, dezembro 25, 2007

“Este Minho é uma festa”

1. Só quem alguma vez viveu no Minho pode entender quanto a gente se diverte: são as festas; são as romarias; são as excursões ao S. Bentinho e ao Corte Inglês, em Vigo; são, enfim, as declarações dos nossos políticos a respeito da construção da ponte do Prado, anunciada para ocorrer a curto-prazo. É o sentido da festa, da romaria que aí pulula e que encontra maneira de se exprimir em gestos tão simples como a promessa de disponibilização de 100.000 contos do PIDDAC do próximo ano para a construção da dita ponte, solenemente veiculada pelo Dr. Martinho Gonçalves.
2. Este espírito que refiro é tão intrínseco é tão contagioso que atinge mesmo os estudantes de passagem pela Universidade do Minho, oriundos das mais distintas parcelas do território nacional. É vê-los, daí, na semana de recepção ao caloiro ou por ocasião do enterro da gata – e, tirando estas datas, todo o restante ano – a trautear os últimos êxitos do Quim Barreiros ou a canção do bandido, em versão livre.
Deste estilo musical, retenho como expressão suprema uma canção que usa no refrão uma frase que reclama a melhoria da qualidade do ensino ministrado, e uma outra, entoada ao jeito de palavra de ordem, que exige o alargamento da época de exames a um total de três meses.
Desta forma, deduz-se, do semestre lectivo ficaria ainda uma semana, período mais que suficiente para a apresentação das matérias que é importante que os estudantes aprendam.
3. Como nota dissonante deste culto oferece-se o esfriamento que atravessa a «noite bracarense» que, como é bem conhecido, chegou a ser a mais badalada do país. Ficaram, deste modo, os estudantes com um problema mais a tolher-lhes as vidas (o preenchimento das noites), já que, por obstinação do reitor da U.M., não são viabilizadas actividades nocturnas nos complexos pedagógicos existentes. Reduz-se assim, consideravelmente, a possibilidade de multiplicar as chamadas dos exames de fim de época e, portanto, o sucesso escolar.
4. Posto que, mesmo sem querer, acabei por desembocar na questão da política educativa, deixem que exprima o meu apreço pelo Secretário de Estado do Ensino Superior, visto que será o único ser na terra capaz de viver uma paixão a frio, conforme exprimiu recentemente a propósito da sua (e do governo, no seu conjunto) paixão pela educação. Num tempo em que a inovação tem importância tão estratégica, nunca é demais sublinhar esta singularidade. Será caso para dizer, doravante, que as grandes paixões servem-se frias.”

J. C.

(reprodução integral de crónica do autor identificado, publicada no jornal Notícias do Minho, em 96/12/20, em coluna regular intitulada “Crónicas de Maldizer”)