Fórum de Discussão: o retorno a uma utopia realizável - a Universidade do Minho como projecto aberto, participado, ao serviço do engrandecimento dos seus agentes e do desenvolvimento da sua região

terça-feira, outubro 31, 2006

Sinto que começar um exercício de análise pelo fim não é um bom augúrio

"Em termos da literatura em estratégia, o debate centra-se numa abordagem processual, não no conteúdo, não na essência da estratégia da organização. Está em causa a elaboração de um relatório, quiçá o ponto de partida para um outro relatório, plano ou coisa parecida. Pouco mais. Os prazos são apertados e é necessário dar contributos para o relatório. Noto uma grande preocupação com análises SWOT para isto, análises SWOT para aquilo, e análises SWOT para aqueloutro. Sinto que começar um exercício de análise pelo fim – que é o que está em causa numa SWOT – não é um bom augúrio, mas também não me parece que haja tempo para mais."
Vasco Eiriz
(extracto de mensagem, intitulada "Episódios da vida académica 5", publicada pelo autor no seu blogue - Empreender -, em 06/10/31)

O processo de Bolonha pode não ser totalmente benéfico

"Concordo com a minha colega em tudo já que muitas pessoas não aprofundam a sua formação por falta de apoios financeiros. Ainda está em face de transição e integração mas o processo de Bolonha, na minha opinião, pode não ser totalmente benéfico, neste ponto, para muitos alunos. Uma vez terminada a licenciatura (3 anos) vão para o mercado de trabalho mais cedo e até podem retomar mais precocemente o investimento que fizeram ao longo do curso, no entanto num mercado de trabalho competitivo como o nosso, haverá necessidade de ter mais conhecimento para se poder destacar e não correr o risco de ser ultrapassado."

Patricia Silva

(extracto de mensagem disponível na entrada "fóruns" da plataforma electrónica de apoio à unidade curricular Economia Portuguesa e Europeia, da EEG/UMinho; Outubro 2006)

Do CAc da UMinho - II

Em sua opinião, quais têm sido, nos últimos cinco anos, os aspectos positivos e os aspectos negativos da acção do Conselho Académico na formulação das linhas gerais de política da Universidade em matéria de desenvolvimento e planeamento da investigação científica?

A UMinho tem um modelo de gestão hipercentralizado na figura do seu reitor. Nem no passado, nem agora (diria: muito menos agora, que a reitoria é particularmente insegura e, por isso, fechada) o reitor delegou capacidade de decisão estratégica no CAc. Aliás, retenha-se que o reitor é, estatutariamente e de facto, o presidente do órgão. Haverá, também, que manter presente que, existindo o Senado e a Assembleia da Universidade, percebe-se mal como é que aqueles órgãos superiores da Instituição poderiam conviver com um outro órgão que lhes disputasse o seu espaço natural de intervenção, se o pudessem e pretendessem exercer.
As grandes iniciativas em matéria de planeamento da investigação cientifica na minha Escola (EEG), quando exerci as funções de presidente e, mesmo depois, ou foram tomadas a nível da Direcção da Escola ou pelas próprias unidades de investigação. Da minha vivência passada, recordo que aquele que foi o passo mais decisivo que foi dado em matéria de organização da investigação dentro da Escola confrontou-se com esperadas dificuldades no CAc, só ultrapassadas pela conjugação da determinação da Direcção da Escola e da boa vontade demonstrada pela reitoria de então.
J. Cadima Ribeiro

segunda-feira, outubro 30, 2006

Do CAc da UMinho - I

Em sua opinião, quais têm sido, nos últimos cinco anos, os aspectos positivos e os aspectos negativos da acção do Conselho Académico ?

Há poucos aspectos positivos a destacar da acção do Conselho Académico (CAc) que, basicamente, é um equívoco. Sendo uma espécie de parlamento, onde cada membro tem um voto, pretendeu-se cometer-lhe responsabilidades de definição estratégica em matéria científica e pedagógica. Ora, quer pela sua composição, quer pela sua posição subsidiária da política da reitoria, não tem condições para fazer nem uma coisa nem outra. Além de que as grandes orientações estratégicas, quer das Escolas quer da Universidade do Minho (UMinho), não se tomam numa tal sede. Nem as decisões mais arrojadas são susceptíveis de reunir consensos de circunstância, nem o papel e as propostas de um presidente de Escola se equivalem às de um estudante de graduação. Acresce que, num contexto de grande transformação da missão e dos modelos de funcionamento e financiamento do ensino superior, nem sequer é garantido que o posicionamento das Escolas se paute pela convergência de estratégias, havendo que salvaguardar a necessária concertação de posições dentro da Instituição numa sede muito mais qualificada que o CAc.
Concluindo: o CAc é um equívoco e tem tido um papel muito negativo na UMinho; de positivo, haverá a reter a oportunidade que constitui para, regularmente, algumas pessoas se encontrarem e trocarem ideias. Ocasionalmente, o CAc tem podido contar com presidências bem intencionadas que têm procurado limitar os danos que, estruturalmente, tal estrutura é susceptível de causar à Universidade, em razão do seu carácter inibidor de estratégias mais ousadas de afirmação das Escolas e das suas Unidades de Investigação.
J. Cadima Ribeiro

É tempo que passe aos actos

"O SNESup tem tomado nota com muito agrado da maioria das declarações de intenção do Prof. José Mariano Gago, mas é tempo que passe aos actos. "

(extracto de mensagem de correio electrónico, intitulada "MESTRADO OBRIGATÓRIO PARA NOVOS PROFESSORES DO BÁSICO E DO SECUNDÁRIO. E NO SUPERIOR ? ", proveniente de A Direcção do SNESup, recebida em 30-10-2006)

domingo, outubro 29, 2006

“Efficiency and Equity of European Education and Training Policies”

“This paper reviews empirical evidence, especially from Europe, on how education and training policies can be designed to advance both efficiency and equity. Returns to educational investments tend to decrease over the life cycle. Moreover, they seem to be highest for children from disadvantaged families at early stages and for the well-off at late stages of the life cycle. This creates complementarities between efficiency and equity at early stages and trade-offs at late stages. The paper goes on to discuss specific policies for efficiency and equity at each educational stage, ranging from early childhood education and schools over vocational and higher education to training and lifelong learning. The available evidence suggests that both efficiency and equity can be enhanced by output-oriented reforms properly designed to each stage, where the state generally sets a regulatory framework that ensures accountability and funding and uses the forces of choice and competition to deliver best results. Designed this way, education and training systems can advance efficiency and equity at the same time.”

Ludger Woessmann
Keywords: education, training, Europe, efficiency, equity, life cycle, trade-off
Date: 2006
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:ces:ceswps:_1779&r=edu

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

sábado, outubro 28, 2006

Os rituais académicos obedecem a uma lógica consumista

"Porém, enquanto até anos sessenta esta irreverência transportava em si uma cultura de dissensão, uma mistura de elementos de diversão e consumos culturais de vanguarda, onde a boémia se combinava com a consciência crítica e até com a acção política (como durante a crise de 1969), nos dias que correm as sociabilidades estudantis e os rituais académicos obedecem mais a uma lógica consumista e os excessos cometidos nas festividades académicas são, infelizmente, mais visíveis no abuso do álcool, nos comportamentos irracionais e na violência sobre os caloiros. O lado social e político da irreverência estudantil parecem irremediavelmente perdidos, pelo menos no contexto das festas académicas."
Elísio Estanque

(extracto de mensagem, intitulada "A praxe, a latada, e o machismo anacrónico", publicada pelo autor no seu blogue - BoaSociedade -, em 06/10/27)

“School Competition”

”This paper considers the influence of spatial competition on education and its effect on students' school choice and educational achievement by explicitely modeling educational production and the students' participation decision. Education at school is a function of teacher effort and class size. Students decide which school to attend on the basis of an assessment of the associated costs and prospective benefits from doing so. We analyze how competition between schools affects equilibrium resource spending and school diversity as well as the level and distribution of student attainment and welfare. The consideration of spatial aspects of school choice without recourse to vertical
differentiation is a unique contribution of this paper. We argue that schools in metropolitan areas with short ways to school and many potential students face fiercer competition which increases school productivity and student performance. This result confirms the findings in Hoxby (2000). Overall learning time in school is constant in the probability that students behave well if students are segregated by type. However, better behaved students have a higher achievement due to higher optimum resource spending. Finally, we support our argument by an empirical analysis of student performance in various matura schools in Switzerland.”

Jaag, Christian
Keywords: Schools; Education; Competition
Date: 2006
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:pra:mprapa:339&r=edu

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

sexta-feira, outubro 27, 2006

Um curso mais virado para a prática

"Concordo plenamente com o que o colega Miguel escreveu até porque acho que os cursos se tornariam muito mais atractivos com uma componente mais prática.... E inclusivé, após o tratado de Bolonha, quando confrontado com a reformulção do curso, o Prof. John Drifield (peço desculpa se o nome está mal escrito...) disse que mesmo assim achava que o curso ainda tinha disciplinas a mais, ou seja, muitas dessas disciplinas poderiam ser substituidas por confrontações com a realidade.... Nem que fosse simulações, via internet, negociações entre "empresas virtuais" mas nas quais cada um teria que atingir um determinado objectivo e seria também avaliado por isso. Seria uma forma de cativar os alunos pois estariam a competir entre eles e ao mesmo tempo a serem avaliados pelo professor.
Concordo sobretudo com a última parte do artigo pois penso que um curso mais virado para a parte prática (sem nunca deixar de lado a teoria) facilitaria a integração de muitos jovens no mercado de trabalho o que reduziria as taxas de desemprego e diminuiria os custos por parte das empresas já que estas não teriam que gastar tanto tempo em formações.
De referir que o curso de medicina assim como o de enfermagem são dois exemplos de cursos a seguir e não é por acaso que o curso de medicina da UM vem referenciado como o melhor a nível nacional e possui a média mais alta....
Penso que também seria posssível aplicar esta vertente mais prática no curso de Economia, citando o miguel, "estabelecendo parcerias com as empresas" pois elas poderiam escolher o melhor trabalhador para o perfil que procuram, já que nos iriam conhecer ao longo do ano e nós ficavamos sempre com uma experiência profissional no currículo. »

Carlos Barros

(extracto de mensagem disponível na entrada "fóruns" da plataforma electrónica de apoio à unidade curricular Economia Portuguesa e Europeia, da EEG/UMinho; Outubro 2006)

quinta-feira, outubro 26, 2006

Instituto Internacional de Investigação

«BRAGA CRIA CONDIÇÕES PARA INSTALAÇÃO DO INSTITUTO IBÉRICO DE INVESTIGAÇÃO
(Presidente e Vice-Presidente da Câmara Municipal de Braga, reunidos em Santiago de Compostela com o Director do Instituto Internacional de Investigação Científica e Desenvolvimento Tecnológico)

Criar as condições para a instalação do “Instituto Internacional de Investigação Científica e Desenvolvimento Tecnológico”, um projecto luso-espanhol a desenvolver a partir de Braga, é um dos propósitos que a Câmara Municipal inscreve no seu plano de actividades para 2007 na área das Actividades Económicas.
Este centro ibérico de investigação, cuja instalação em Braga foi anunciada no decurso da última cimeira luso-espanhola, deverá evoluir estruturalmente a partir do próximo encontro dos dois governos peninsulares, a realizar em Novembro.
Tal como tornou público desde o início do processo, o Município de Braga mantém a sua disponibilidade para colaborar nesta instalação, tendo sempre em conta que tal facto é preponderante na atractividade que o concelho vai exercer sobre os “clusters” conectados com os ramos de investigação aí instalados.
A proposta de plano neste âmbito subscrita por Mesquita Machado reafirma igualmente a criação, no próximo ano, de um parque tecnológico, resultante das propostas do empresariado bracarense a investir do sector das novas tecnologias da comunicação.
"A aposta do Município de Braga é a de que este modelo empresarial emergente se torne um modelo predominante, a partir do qual se sustente um novo ciclo de crescimento económico, quer para o concelho, quer para o país", afirma-se.
A aposta nas novas tecnologias mantém-se, assim, uma prioridade municipal, o que implica um diálogo contínuo com as unidades de investigação e com o tecido empresarial.
Neste contexto recorda-se que Braga possui a maior rede de fibra óptica a nível nacional, "factor estratégico que potencia a sua competitividade". Recorda-se igualmente a Iniciativa “BragaDigital”, enquadrada nas “Cidades Digitais” e com vários projectos já em curso.
No que respeita aos parque industriais já existentes no concelho, este Pelouro, com competências delegadas na Vereadora Ana Paula Morais, propõe a requalificação da rede viária que os serve e, no caso de Celeirós, a reorganização do espaço público.
Em sede de revisão do “plano director municipal”, o Município de Braga propõe-se implementar a criação de “bolsas de terrenos”, onde possam vir a fixar-se pequenas e médias indústrias.»
[mensagem electrónica proveniente da Câmara Municipal de Braga (canal informativo - gabinete de comunicação), recebida hoje]
/...
Comentário: ? ? ?

The general who wins the battle

"The general who wins the battle makes many calculations in his temple before the battle is fought. The general who loses makes but few calculations beforehand."

Sun Tzu

(citação extraída de SBANC Newsletter, October 24, 2006, Issue 444-2006, http://www.sbaer.uca.edu/ )

quarta-feira, outubro 25, 2006

Quem gere não pode ser eleito por quem é gerido

"A proposta que estamos a preparar mantém o Reitor e a Equipa Reitoral e prevê um Conselho Geral onde têm assento pessoas de mérito intelectual ou científico inquestionáveis, conceituadas publicamente. Esse Conselho elegeria o Reitor, segundo modelos ainda a definir. É uma proposta ainda a afinar e a discutir. Entendo que quem gere não pode ser eleito por quem é gerido, porque quem gere pode ser obrigado a tomar decisões que podem contrariar os interesses de quem é gerido. É, portanto, errado gerir em subordinação aos interesses dos geridos. Por outro lado, se quem é gerido escolher os gestores, a tendência é para a escolha de um gestor que agrade sempre. Nas empresas, aliás, por norma, não se pode ser simultaneamente funcionário e membro do Conselho de Administração. A este nível, os princípios de gestão nos dois meios, no ensino superior e nas empresas, devem ser comuns."
Marques dos Santos (reitor da U. Porto)
[extracto de declarações do reitor da Universidade do Porto a boletim dos antigos alunos (UPorto, Set. 2006) e a jornal da academia (UUP, Outubro 2006), retidas por João Vasconcelos Costa, no seu blogue - Reformar a Educação Superior - em mensagem datada de 06/10/25, sob o titulo "Duas entrevistas a não perder"]

terça-feira, outubro 24, 2006

Competir consigo próprio

"O docente está na sala, não para debitar informação, mas para orientar o conhecimento. Responde a saudáveis provocações, curiosidades, orquestra reflexões e até aprende conjuntamente com os alunos. O curso de Medicina da Universidade do Minho afastou-se, desde o início, do sistema tradicional. É, reconhecidamente, vanguardista, mas recusa títulos porque, dizem os responsáveis, enforma de um vício de exigência o de competir consigo próprio."

Denisa Sousa

(extracto de notícia do Jornal de Notícias, de 2006-10-23, intitulada "Medicina da UM alcança prestígio além-fronteiras"; disponível na integra em http://www.plataformaminho.pt/index.php?id_categoria=5&id_item=1271)

“A Simple Model of Educational Production”

”There is a large body of literature on the effect of educational resources on student performance, such as teacher qualification, class size, and physical resources in school. It is dominated by empirical studies which often find ambiguous effects of resource spending on student outcomes. The unique contribution of this paper is the provision of a framework to study educational production with differentiated input factors, which allows for closedform solutions. We try to interpret the empirical findings on the basis of a simple theoretical model of educational production: Class size, employed school resources and student effort are endogenously determined in order to account for differences in educational achievement. We also discuss the choice of integrated vs. segregated classes. Optimum class size and school quality increase with higher discipline, while in equilibrium overall classroom disruption is equal in all classes.”

Jaag, Christian
Keywords: Schools; Education; Educational Production
Date: 2006
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:pra:mprapa:338&r=edu

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

É uma vergonha!

É uma vergonha a demagogia com que o governo português está a gerir o dossiê do financiamento das instituições de ensino superior, enquanto fala de reforma do mesmo e de exigência de qualificação do seu desempenho.
É vergonhosa e demagógica a forma como o governo está a agitar a bandeira do reforço do financiamento da investigação. Basta dizer que, do financiamento FCT atribuído às unidades de investigação, muitas, se não todas, não receberam no presente ano, ainda, senão 10% da dotação total, apesar de estarmos a dois meses do final do ano financeiro e se multiplicarem as auditorias, conferindo a boa aplicação integral das verbas da dotação. Acresce que a dita dotação vai no 4º ano sem sofrer actualização.
É confrangedora a passividade com que as instituições e os seus principais intérpretes assistem a tudo isto, e profundamente desqualificada a forma como aquelas estão a reagir ao enquadramento em construção e às políticas nebulosas e autistas da tutela.
É absolutamente chocante que haja na UMinho quem prefira que não se dê expressão “pública” deste desconforto e deste protesto, como quem varre o lixo para debaixo do tapete, enquanto assobia para o lado.
É uma vergonha que professores universitários e técnicos superiores não sejam capazes de exprimir diferenças de opinião senão pela calada da noite e sob forma anónima.
É uma vergonha!

J. Cadima Ribeiro

segunda-feira, outubro 23, 2006

A verba para júris ultrapassou já o orçamentado

"Caros colegas,
No seguimento da informação veículada na reunião de Conselho de Departamento do passado dia 13 de Setembro, a Direcção do Departamento de Economia vem comunicar a todos os membros do Departamento que a verba para júris ultrapassou já o orçamentado, não sendo por isso possível ao Departamento suportar as despesas de deslocação dos colegas a outras instituições.
Com os melhores cumprimentos,"
(mensagem de correio electrónico, assinada pelo Director do Departamento de Economia da EEG/UMinho, recebida hoje)
Comentário: assim vai a Universidade Portuguesa, por enquanto...

domingo, outubro 22, 2006

Um Portugal do 1º mundo

«Assim, será necessário, para obtermos um “Portugal do 1º mundo”, a introdução de planeamento a médio e longo prazo no Estado, com gestão por objectivos, incluindo indicadores de qualidade de serviço e benchmarking interno e externo.»


Sara Veloso

(extracto de mensagem, intitulada "Estado sim, mas em doses qb", datada de 06/10/21, disponível no blogue de apoio à unidade curricular Economia Portuguesa - http://economiaportuguesa.blogspot.com -, da EEG/UMinho; doc. da série artigos de análise/opinião)

“The Effects of Accessibility to University Education on Enrollment Decisions, Geographical Mobility, and Social Recruitment “

“This paper focuses on how accessibility to higher education affects university enrollment decisions in Sweden. The analysis refers to the autumn semester of 1996 and is based on approximately 835,000 individuals aged 1929. The empirical results show that the probability of enrollment increases with accessibility to university education. The findings also reveal that accessibility adds to the likelihood of enrollment within the region of residence. Both these results are robust with regard to different specifications of accessibility. Moreover the empirical results indicate that the enrollment decisions of individuals with a less privileged background are more sensitive to accessibility to university education than those of individuals from a more advantageous background. The influence of accessibility on enrollment decreases significantly with individual ability, parental education, and parental earnings.”
Eliasson, Kent (National Institute for Working Life)
Keywords: University enrollment; accessibility; geographical mobility; social recruitment
Date: 2006-09-11
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:hhs:umnees:0690&r=edu

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

sábado, outubro 21, 2006

As universidades europeias devem ser capazes de definir uma estratégia própria

"Se o sucesso das universidades norte-americanas, e da sua inserção no respectivo sistema de inovação, deve sem dúvida ser inspirador para a Europa, as suas congéneres europeias devem ser capazes de definir uma estratégia própria, coerente com a Agenda de Lisboa, articulando o modelo social e competitividade, e dinamizando uma mudança da cultura do sistema, mais do que apenas seguir os passos ditados pelo exterior."

Tiago Santos Pereira

(extracto de artigo de opinião, intitulado "MIT - A nova universidade europeia", publicado no Diário Económico, em 06/10/18; disponível em http://www.ces.uc.pt/opiniao/investigacoes_debates/038.php)

sexta-feira, outubro 20, 2006

Panorâmica da educação em Portugal

“A verdade é que, embora com um progresso notório em termos de anos frequentados, os alunos portugueses vêem-se cada vez mais ameaçados ao pôr os olhos no mercado de trabalho! A mim, pessoalmente, assusta-me! Às vezes ponho-me a pensar…no tempo dos meus avós, apenas se tirava o 4º ano do ensino básico…talvez no tempo dos meus pais, o 12º ano do secundário…chego à minha vida universitária e já nem uma licenciatura me garante um emprego! Frustrante! Já penso num mestrado e quiçá num doutoramento! Por isso, não me admiro com o desânimo por parte dos futuros alunos no que diz respeito ao acesso ao ensino superior!!!!
No entanto, por muito poucos que os anos frequentados já sejam, cada vez reduzem mais os anos das licenciaturas. No nosso caso (economia) já vai em 3! (muito pouco, no meu entender!)”


Ana Caseiro

(extracto de mensagem disponível na entrada "fóruns" da plataforma electrónica de apoio à unidade curricular Economia Portuguesa e Europeia, da EEG/UMinho; Outubro 2006)