Fórum de Discussão: o retorno a uma utopia realizável - a Universidade do Minho como projecto aberto, participado, ao serviço do engrandecimento dos seus agentes e do desenvolvimento da sua região

terça-feira, agosto 16, 2011

Progress

"Progress is impossible without change, and those who cannot change their minds cannot change anything."

George Bernard Shaw

(citação extraída de SBANC Newsletter, August 15, Issue 682 - 2011, http://www.sbaer.uca.edu)

segunda-feira, agosto 15, 2011

Exposição comemorativa 50º Aniversário do Início da Guerra do Ex-Ultramar


(título de mensagem, datada de 11 de Agosto de 2011, disponível em Empreender)

sexta-feira, agosto 12, 2011

"Universidades em risco de perder 100 milhões de euros por ano"

«Reitores temem não conseguir formar 100 mil alunos até 2014, quebrando o Contrato Confiança e comprometendo o financiamento das universidades.

As universidades e institutos politécnicos públicos estão em risco de falhar as metas estabelecidas pelo Governo e perderem assim parte do seu financiamento.
O chamado Contrato de Confiança, assinado em Janeiro de 2010 entre as instituições de ensino superior e o Executivo de José Sócrates, prevê que as universidades e politécnicos formem mais 100 mil diplomados até 2014, em troca de um reforço de financeiro de 100 milhões de euros por ano e mais 16 milhões para a acção escolar.
Mas decorrido um ano da execução do acordo, os reitores receiam não conseguir cumprir com a sua parte do acordo. Segundo o primeiro Relatório Preliminar de Acompanhamento feito pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES), chefiada por Alberto Amaral, e a que o Diário Económico teve acesso, o número de novos alunos inscritos no superior cresceu cerca de 10,5% no ano lectivo 2010/2011 face ao ano anterior. Ou seja, entraram mais 10.400 estudantes, dos quais seis mil para as universidades e 4.400 para os politécnicos. Para já, são estes os números que podem "dar uma primeira ideia sobre a possibilidade de cumprimento das metas de crescimento estabelecidas para o número de graduados, nos anos seguintes", lê-se no relatório.
Perante o número de novos estudantes, o vice-reitor da Universidade de Lisboa, Vasconcelos Tavares, mostra-se "apreensivo" quanto "à exequibilidade das metas traçadas". Também Ramôa Ribeiro, reitor da Universidade Técnica de Lisboa, o número de novos inscritos no superior "é insuficiente" para o cumprimento das metas e deveria ter sido mais do dobro. "Um número de novos inscritos na ordem dos 20 mil ou 25 mil seria desejável", sublinha o reitor da UTL. Vasconcelos Tavares concorda: seria desejável "um aumento de novas inscrições de estudantes na ordem dos 15%, por ano".
Contudo, Alberto Amaral desdramatiza: para o presidente da A3ES o número de novas inscrições no superior "é consistente com a previsão do aumento de graduados, ou seja, com o cumprimento do contrato".
Para além do número insuficiente de novos estudantes, os reitores temem que "o agravamento da situação económica obrigue os alunos a abandonar a universidade ou mesmo a não se inscreverem", confessa Ramôa Ribeiro.
Também a especialista em ensino superior, Luísa Cerdeira, considera a meta dos 100 mil diplomados em 2014 "demasiado ambiciosa", a não ser através de cursos com menor duração, como por exemplo os mestrados ou mestrados integrados. Para Luísa Cerdeira "seria muito importante que houvesse uma revisão do Contrato de Confiança" para que surgisse "um novo contrato-programa acordado entre as partes".

O que acontece se as instituições não cumprirem?
Segundo Vasconcelos Tavares, caso as instituições não cumpram com os objectivos do contrato, "está previsto que diminuam o orçamento" atribuído pelo Governo. O vice-reitor da UL diz que "não se pode atribuir a culpa de incumprimento do contrato às universidades". Isto porque as instituições "estão a fazer tudo para cumprir" o acordo e porque "as cativações e o congelamento das contratações dos professores vieram condicionar o número de vagas".
Também o reitor da Universidade Técnica de Lisboa, Ramôa Ribeiro, explica ao Diário Económico que se o futuro cenário passar pelo incumprimento das universidades "deverá haver consequências nos financiamentos anuais e no estabelecimento de contratos plurianuais". Já no caso de serem cumpridas as metas estabelecidas, Ramôa Ribeiro diz que "deverá haver autorização para o acréscimo de vagas de acesso"
.O Diário Económico tentou saber junto do Ministério da Educação e Ciência se pretende manter as actuais regras do Contrato de Confiança mas não obteve resposta até ao fecho desta edição.
Ana Petronilho»

(reprodução de artigo Diário Económico, de 11 de Agosto de 2011)
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[cortesia de Nuno Soares da Silva]

quarta-feira, agosto 10, 2011

"Reitores dizem que alunos têm de ser mais bem preparados"

«O presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas defendeu, esta terça-feira, que os alunos têm de sair mais bem preparados do Ensino Secundário, mas admitiu que "está a ser feito um esforço" nesse sentido.

Questionado pela Agência Lusa sobre os resultados dos exames nacionais do Ensino Secundário, António Rendas defendeu que "os alunos têm de ser mais bem preparados" e mostrou-se confiante de que "está a ser feito um esforço no sentido de que isso aconteça". No entanto, reconheceu que os resultados não serão imediatos.

O presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) e reitor da Universidade Nova de Lisboa escusou-se a fazer um comentário específico sobre a segunda fase: "No geral a situação não se alterou. Reflecte um padrão que já existe. O perfil dos alunos nas segundas fases é sempre mais fraco do que nas primeiras".

O número de disciplinas com médias negativas nos exames de segunda fase quase duplicou de 2010 para 2011. Este ano houve médias negativas em onze disciplinas, incluindo Português e Matemática, mais cinco do que no ano passado.

Prestaram exames de segunda fase os alunos que não compareceram ou reprovaram na primeira. Ao todo, em 200 mil inscritos, compareceram aos exames de segunda fase 145.538 alunos.

(reprodução integral de notícia Jornal de Notícias Online, de 9 de Agosto de 2011)
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[cortesia de Nuno Soares da Silva]

terça-feira, agosto 09, 2011

"Houve médias negativas em onze disciplinas"

Notícia JN
Disciplinas com médias negativas duplicaram na segunda fase:
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=1948787
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domingo, agosto 07, 2011

"Protesto em defesa de um melhor ensino público"

Notícia JN
Estudantes e professores chilenos marcam protesto para terça-feira:
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=1947456
*

sexta-feira, agosto 05, 2011

"Os parques tecnológicos brasileiros"

Os parques tecnológicos brasileiros

(título de mensagem, datada de 02/08/2011, disponível em Luis Nassif Online)

Mensagens de Verão (2)

«A dúvida pôs-se-me porque me parecia que não fazia sentido que o mandato do presidente de Escola/Instituto estivesse desfasado do do Conselho de Escola, em razão da lógica de constituição deste último órgão e das respectivas competências. Fiquei surpreendido pela falta de qualidade dos estatutos que a UOEI em causa tem. Mesmo tendo sido produzidos no tempo da gestão de [...], assumi que, para variar, tivessem um mínimo de qualidade, o que não se confirmou.»

J. Cadima Ribeiro

quinta-feira, agosto 04, 2011

"A primeira ligação de Internet no país"

Notícia CiênciaPT
Primeira ligação à Internet em Portugal realizou-se há mais de 25 anos na UMinho:
http://www.cienciapt.net/pt/index.php?option=com_content&task=view&id=104333&Itemid=279
*

quarta-feira, agosto 03, 2011

“Education, vocational training and R&D: towards new forms of labor market regulation”

“Labor market regulation and its relations with education and training have been performing an historical trajectory which closely intertwined with developments in economic thought. Under the form of human capital theories, neo-classical economics set the bridge between labor market equilibrium and education outputs for decades. The functionalist approach behind that lasting relationship was to be challenged by economic crises and globalization, which imposed the unquestionable supremacy of the demand for skilled work. Likewise, even if only that more strict perspective of education would prevail, which fortunately is not the case, time and hazard came to undertake its denigration on the grounds of a severe loss of regulatory efficiency as globalization was setting up. In this paper we shed light on the increasing role which innovation is called to perform in labor market hetero regulation in the present phase of globalization. Depending on the institutional design throughout which R&D become embedded in nowadays societies, evidence clearly reveals how innovation strategies are to be found so asymmetrically implemented between developed and developing countries, thereby leading to the enlarging divide between the “new North” and “new South” globalization off springs.”

Lopes, Margarida
Date: 2011-05-07
Keywords: labor market regulation; education and training; innovation; knowledge.

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

domingo, julho 31, 2011

Mensagens de Verão

«A carta referente à aposentação [...] é o que é. Pena foi que o processo se tivesse arrastado tanto.
A passagem de testemunho precário não traz novidade (se se quiser desvalorizar a irregularidade estatutária no modo como o processo foi encaminhado).»

J. Cadima Ribeiro

quinta-feira, julho 28, 2011

"SNESup reuniu com Ministro e Secretário de Estado do Ensino Superior"

«Colegas,
reuniu hoje ao final da manhã uma delegação do SNESup com o Ministro da Educação e Ciência e o Secretário de Estado do Ensino Superior na sequência de um pedido de audiência realizado logo aquando da tomada de posse do Governo.
Numa reunião que decorreu de forma cordial, o SNESup começou por manifestar a sua disponibilidade para um diálogo institucional com o Ministério da Educação e Ciência e suas Secretarias de Estado, um diálogo que se espera regular com a participação dos vários parceiros (Ministério, instituições, associações sindicais) com vista a desbloquear algumas matérias concretas que preocupam os docentes do ensino superior e investigadores e que poderão ser facilmente ultrapassadas em reuniões regulares, inclusive a nível técnico.
O SNESup teve também oportunidade de chamar a atenção para a necessidade de envolver as associações sindicais na discussão dos eventuais ajustamentos da rede de Ensino Superior salvaguardando sempre que as soluções a serem encontradas devem preservar os direitos do pessoal de carreira, ou abrangido por mecanismos de valorização, sem perda de direitos.
As condições de exercício da actividade profissional dos docentes e investigadores foram também abordadas, tendo o SNESup alertado nomeadamente para a necessidade de estabilidade dos vínculos contratuais dos investigadores e professores auxiliares bem como professores adjuntos com doutoramento, a passagem dos assistentes abrangidos pelo regime transitório a professores auxiliares e o cumprimento do regime transitório do ECDESP.
Relativamente às instituições em regime fundacional o SNESup defendeu a importância de contratar o pessoal de carreira em regime de contrato de trabalho em funções públicas, conforme os Estatutos de Carreira já permitem, deixando o regime de direito privado baseado no Código do Trabalho, apenas para a admissão de pessoal especialmente contratado.
O SNESup chamou ainda a atenção para a situação dos investigadores actualmente contratados a termo por instituições públicas devendo ser procuradas soluções para a vinculação destes por tempo indeterminado quer no sistema de ensino superior, quer científico.
Quanto ao ensino superior particular e cooperativo foi destacada a necessidade de um diálogo tripartido entre o Ministério, a APESP e as associações sindicais com vista ao reforço das exigências de qualidade consagrando príncipios que visem melhorar as condições dos docentes e investigadores.
Deixamos aqui o link para o memorando que o SNESup fez chegar antecipadamente ao Ministério com vista à reunião em causa, onde podem ser encontradas em maior detalhe as propostas e preocupações apresentadas.
Saudações Académicas e Sindicais,
A Direcção do SNESup,
Em 26 de Julho de 2011

(reprodução de comunicado entretanto emitido pela entidade em referência)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

quarta-feira, julho 27, 2011

"Ensino superior deixa de fora dos quadros mais de 500 professores"

«Universidades e politécnicos não estão a cumprir a excepção prevista na lei para contratações.
Mais de 500 professores do ensino superior que estão a terminar o doutoramento não estão a ser contratados pelas universidades nem pelos institutos politécnicos com a devida categoria profissional. As contas são do Sindicato Nacional do Ensino Superior (SNESup) que levantou o alerta ao ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato e ao secretário de Estado do Ensino Superior, João Queiró, que receberam ontem, pela primeira vez, os sindicatos do sector.
"Existem mais de 500 professores a terminar o doutoramento com os quais as universidades e politécnicos não estão a celebrar contratos", diz o presidente do SNESup, António Vicente.
Mas para a Fenprof este número "vai aumentar", assegura ao Diário Económico, João Cunha e Serra membro do secretariado nacional deste sindicato, já que prevê que cerca de "três mil docentes possam vir a estar nesta situação". Isto porque no momento existe "uma divergência de interpretação da lei do Orçamento de Estado de 2011 que proíbe as contratações e as melhorias salariais", explica João Cunha e Serra, o que faz com que "muitas instituições, como a Universidade da Madeira, não estejam a cumprir com a excepção prevista na lei para o superior e alegam que não vêem na lei suficiente apoio", acrescenta. O SNESup exige mesmo ao ministério "um sinal de clarificação acerca desta questão", reforça António Vicente. Segundo os sindicatos, o ensino superior está ao abrigo do artigo 44º do OE que "prevê condições especiais para o superior de contratação" esclarece João Cunha e Serra e que "garante a autonomia às instituições para admitir os professores", reforça António Vicente.
Em causa estão todos os docentes de universidades e politécnicos que até 2015, ao abrigo da lei do Estatuto da Carreira Docente, para poderem exercer "têm que ser qualificados com o doutoramento", explica a Fenprof. Só assim, podem vir a ser contratados nas categorias de professores auxiliares, no caso das universidades, e de professores-adjuntos, no caso dos institutos politécnicos.
Ana Petronilho»

(reprodução integral de notícia Diário Económico, de 27/07/11)
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[cortesia de Nuno Soares da Silva]

"Pessoal existente em INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR PÚBLICO"

Últimos Documentos

- [...]

(título - remetendo para ficheiro pdf - disponível nesta data em UM para todos)

terça-feira, julho 26, 2011

"Ensino Superior: Carreiras, financiamento e avaliação na agenda de sindicatos em reuniões com ministro"

«Lisboa, 26 jul (Lusa) - O financiamento do Ensino Superior, avaliação de professores universitários e as carreiras docentes são os assuntos principais que os sindicatos do setor vão levar hoje para uma reunião com o ministro da Educação, Ciência e Ensino Superior.

O coordenador da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), Mário Nogueira, disse à Agência Lusa que é preciso uma intervenção "muito rápida" no Ensino Superior para garantir financiamento, travar a transformação das universidades em fundações e uniformizar as regras de avaliação de professores.

Mário Nogueira defendeu "que se pare com a criação de fundações", argumentando que "não saiu nenhuma mais-valia em termos de cumprimento das obrigações de funcionamento" no caso das universidades que optaram por esse modelo de gestão.

© 2011 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.»

(reprodução integral de notícia da LUSA, em título)
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[cortesia de Nuno Soares da Silva]

domingo, julho 24, 2011

"Saiba como pode obter o mestrado se tem uma licenciatura anterior a Bolonha"

«As regras variam de faculdade para faculdade. Nalguns casos basta defender a tese. Noutros é preciso frequentar o mestrado todo.
Se tem uma licenciatura anterior a Bolonha (de quatro ou cinco anos) e quer tirar um mestrado, saiba que pode fazê-lo completando apenas algumas cadeiras e a tese final. No entanto, tenha o cuidado de verificar com a sua faculdade antes. É que nem todas seguem a recomendação do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas.
"Não fazemos essa creditação. Foi uma recomendação do CRUP, não uma obrigatoriedade. Connosco, o produto licenciatura e mestrado é muito diferente do antigo sistema", afirma José Ferreira Machado, director da Nova School of Business and Economics. "Quem tem uma licenciatura tem de fazer o mestrado todo. Nós não admitimos pessoas com experiência profissional nos nossos mestrados", sustenta Ferreira Machado.
É uma excepção à regra, mas não é a única. João Duque, presidente do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), declara sem rodeios que quer "fornecer conhecimentos, não oferecer diplomas". O ISEG "não tem nenhum programa" específico para licenciados pré-Bolonha, até porque "não tem possibilidades de aumentar mais os cursos, há limites orçamentais", revela o presidente do ISEG.
O que está em causa é a recomendação às universidades para creditarem "os diplomados que tenham terminado as suas licenciaturas ao abrigo do sistema de graus anterior ao Processo de Bolonha [que] deverão poder obter o grau de mestre, inscrevendo-se num ciclo de estudos de mestrado da especialidade, solicitando a creditação da formação adquirida na respectiva licenciatura e realizando uma dissertação de pendor científico ou profissional". A recomendação do CRUP inclui também outra regra: para os licenciados com mais de cinco anos de experiência, a creditação pode realizar-se "apresentando, em alternativa à dissertação, um relatório detalhado sobre a sua actividade profissional".
Além disso, segundo o CRUP, "as exigências complementares para a atribuição do grau de mestre para os diplomados que terminaram as suas licenciaturas nessa especialidade ao abrigo do sistema de graus anterior ao Processo de Bolonha, para além da dissertação ou do relatório, não deverão ultrapassar um máximo de 20 ECTS [créditos, segundo Bolonha]".
A Universidade de Coimbra usa, no entanto, o limite máximo de 30 ECTS . No ISCTE-IUL, "o número de créditos para completar o grau de mestre varia de curso para curso (entre um mínimo de 42 a um máximo de 60 créditos), mas existe o princípio de que o primeiro ano curricular do curso de mestrado a que se candidata será automaticamente alvo de dispensa por creditação da formação anterior pelo ISCTE-IUL", esclarece Carlos Sá da Costa, vice-reitor do ISCTE.
A hipótese de não precisar de completar cadeiras para fazer o mestrado - que, actualmente, equivale a dois anos após os três da licenciatura - só existe para quem já tem mais de cinco anos de experiência profissional. Responsável pelas áreas de pedagogia e primeiro e segundo ciclos da Universidade de Coimbra, Manuela Alarcão explica o processo de creditação. "A pessoa candidata-se e apresenta um currículo detalhado para que o Conselho Científico possa ter uma ideia de quem é e qual o percurso profissional que fez", esclarece. Assim que os serviços académicos reconhecerem a formação e até as competências que o candidato adquiriu, na faculdade e depois dela, "é-lhe creditada toda a formação académica e, eventualmente, alguma formação profissional.", diz Manuela Alarcão.
"Se houver alguma área do conhecimento que se veja que está em falta, a essa pessoa é indicada a necessidade de concretizar alguns ECTS em unidades curriculares, até um máximo de 30, segundo a recomendação da universidade. Além disso, é ainda exigido um relatório da actividade profissional cuja organização é definida pelo Conselho Científico, relatório esse que depois é sujeito a defesa pública", conclui.
Mas a procura deste tipo de creditação ainda é limitada. "Os casos que eu conheço têm a ver com pessoas que estão interessadas em seguir uma carreira de investigação académica ou pessoas que ficaram desempregadas", diz Helena Pereira, vice-reitora para os serviços académicos da Universidade Técnica de Lisboa. Também porque "isto ainda tem alguns custos, as pessoas têm de pagar um ano de propinas", adianta Helena Pereira.
Na Universidade de Lisboa a regulamentação sobre esta matéria deverá ser aprovada na reunião do Conselho Universitário de 28 de Julho. Portanto, se tem uma licenciatura pré-Bolonha e quer tirar um mestrado, o melhor é contactar a sua faculdade primeiro.

Testemunhos de quem optou por tirar o mestrado
Alexandra Lauw ficou desempregada depois de seis anos a trabalhar numa empresa privada, mas não ficou parada. "Os meses iam passando e tive que arranjar outras alternativas - o mestrado foi uma delas, e resultou", conta Alexandra, que frequentou a UTL. "O meu curriculum vitae foi avaliado por uma comissão e tendo em conta a minha experiência profissional e formação complementar realizada depois da licenciatura, foi-me comunicado que não teria de fazer nenhuma cadeira, apenas a tese.", continua a engenheira florestal, que já pensa no doutoramento.
"Decidi tirar mestrado porque, após mais de dez anos numa empresa privada, regressei ao mundo da investigação e tornei a ser bolseira de investigação do Centro de Estudos Florestais", explica Vanda Oliveira, do Instituto Superior de Agronomia. "Ora quando se decide enveredar pela investigação na óptica de carreira os graus académicos são extremamente valorizados e tirar o mestrado tornou-se o óbvio a fazer", resume. Para isso, teve de completar uma dissertação num área nova para ela. Hoje, trabalha no Centro de Estudos Florestais.
"Curiosamente notou-se um pouco a discrepância de idades, mas encontrei também alguns colegas um pouco mais velhos, não sei se por as pessoas apostarem também na formação a qualquer idade", diz Pedro Matias. Formado em Engenharia Informática, entrou na sua licenciatura em 1989 e completou agora o seu mestrado, na mesma área, na Universidade de Coimbra. Teve apenas de fazer uma cadeira e a dissertação. "Soube-me a pouco, fiquei com vontade de enveredar por um doutoramento ou outro mestrado", acrescenta.
Andrea Duarte»

(reprodução de artigo Diário Económico, de 23/07/11)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

"Empreendedorismo tecnológico é o futuro"

«O livro de Pedro Manuel Saraiva baseia-se em casos práticos de sucesso.
Raúl Santos sonhava criar uma empresa. Ganhou um concurso de ideias na Universidade de Coimbra (UC) e nasceu a Crioestaminal. Hoje a empresa conta com 40 mil clientes, emprega perto de 90 colaboradores altamente qualificados e tem uma facturação anual acima dos dez milhões de euros. Este é apenas um dos exemplos do empreendedorismo de base tecnológica, um tipo de empreendedorismo que faz todo o sentido em Portugal, segundo Pedro Manuel Saraiva, autor de "Empreendedorismo".
"Dentro das várias vertentes do empreendedorismo, todas elas sendo válidas, este [o empreendedorismos de base tecnológica] é aquele que pode ajudar-nos a caminhar mais rapidamente para o progresso que queremos percorrer: competitividade à escala global, incremento das exportações, mão-de-obra altamente qualificada", considera Pedro Manuel Saraiva.
Mas, para isso, Portugal tem ainda um longo caminho a percorrer. Uma das formas de crescer é apostar nas chamadas "empresas-gazela", ou empresas "jovens mas que estão a crescer muito rapidamente porque são intensivas em conhecimento e que trabalham, normalmente, em mercados à escala global", explica Saraiva. "Temos apenas cerca de 300 "gazelas" em Portugal e o número não tem crescido muito ao longo da última década", continua o autor e professor da UC. No entanto, defende, "se o país em vez de ter 300 "gazelas", tivesse 600, seríamos bastante diferentes em termos dos indicadores que queremos ver evoluir rapidamente, como o crescimento do PIB e criação de postos de trabalho qualificados".
E é também na criação destas empresas que as universidades podem ter um papel fundamental, sustenta Pedro Manuel Saraiva. "Falar do empreendedorismo, em 2011, obriga-nos a falar do papel vital que as instituições do ensino superior devem nele desempenhar. Desde logo, pela vertente da sensibilização e da formação na área", resume o autor.
Além do ensino e da produção de conhecimento, a universidade tem agora uma terceira missão: a de encorajar a inovação e o empreendedorismo. Esta é a visão de Pedro Manuel Saraiva e, já agora, também a do novo governo, que quer incentivar a educação para o empreendedorismo. Pedro Manuel Saraiva pensa sobretudo na universidade, onde defende que "não [devia] haver nenhum aluno a frequentar o ensino superior em Portugal, independentemente do curso, sem ter alguma exposição, através de um módulo ou outro tipo de experiência, que o tornasse mais conhecedor do que é o empreendedorismo".
Os portugueses são mais empreendedores do que eram há uma geração, mas ainda há questões a resolver, lembra Saraiva. "Temos de trabalhar aspectos de atitude, porque tudo passa por aí, somos ainda um país onde tipicamente não se gosta de arriscar muito e onde quem erra, por vezes, ainda que errando bem intencionalmente, é excessivamente penalizado e esses são traços culturais que gradualmente temos de combater", sugere.
Casos práticos para seguir as pistas
O livro, editado pela Imprensa da Universidade de Coimbra, tem dois meses e já esgotou a primeira edição. Um dos motivos talvez seja os muitos casos práticos que vai apresentando, ou o site associado (www.uc.pt/imprensa_uc/empreendedorismo), que permite "navegar para aprofundar o que entender em cada um desses casos", segundo o autor. No entanto, não deixa de ser um livro técnico, um manual de "como fazer" para interessados em empreendedorismo, que já pressupõe algum interesse no tema. "Não quero dizer que, seguindo o livro passo-a-passo, uma ideia de negócio vai ser necessariamente [transformada numa realidade], mas ficam as pistas dadas, do ponto de vista técnico, para que essa transição seja eficaz e para que se diminua a probabilidade de insucesso", diz Pedro Manuel Saraiva. O autor é professor catedrático na UC e já criou várias empresas, a primeira das quais em 1993. Observou também de perto a realidade das ‘spin-offs" da UC.
Andrea Duarte»

(reprodução de notícia Diário Económico, de 23/07/11)

[cortesia de Nuno Soares da Silva]

sábado, julho 23, 2011

"Portugal ganha medalha de ouro pela primeira vez nas Olimpíadas da Matemática"

«O jovem Miguel Martins dos Santos, de Alcanena, conseguiu resultado inédito na prova mais importante da matemática, disputada este ano na Holanda.
Pela primeira vez, Portugal obteve uma medalha de ouro nas Olimpíadas Internacionais da Matemática, que este ano se realizaram em Amesterdão (Holanda). Miguel Martins dos Santos, da Escola Secundária de Alcanena, finalista do 10.º ano, conseguiu 28 pontos na sua prova, batendo estudantes de mais de uma centena de países e de anos de escolaridade mais avançados. Este ano, as olimpíadas contaram com 574 alunos que passaram por diversas provas.
O jovem português será homenageado amanhã na cerimónia de encerramento da prova, ainda na capital holandesa, e chega a Lisboa com a comitiva nacional na tarde de Domingo, dia 24, onde terá à sua espera um comité de recepção do qual fará parte o ministro da educação, Nuno Crato, ex-presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática e grande divulgador da disciplina.
A equipa portuguesa traz da Holanda mais duas medalhas de bronze, conseguidas por João Magalhães dos Santos e Raúl Penaguião, ambos estudantes do 12.º ano, e uma menção honrosa, atribuída a Luís Duarte, aluno do 10.º ano. Os resultados superam os de edições anteriores – há dois anos, Pedro Vieira tinha conseguido uma medalha de prata, e o nosso país já conta com 12 medalhas de bronze e 18 menções honrosas.
Miguel Martins Santos não terá férias tão cedo, no entanto. Em Setembro, deverá rumar à Costa Rica, acompanhado de João Magalhães dos Santos, para disputar mais uma edição das Olimpíadas Ibero-americanas de Matemática.
ricardo.nabais@sol.pt»

(reprodução de Notícia SOL Online, de 23 de Julho de 2011)
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[cortesia de Nuno Soares da Silva]

quinta-feira, julho 21, 2011