Artigo SOL
Universidades de medicina ensinam através do Second Life:
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Tecnologia/Interior.aspx?content_id=77047
(cortesia de Nuno Soares da Silva)
Fórum de Discussão: o retorno a uma utopia realizável - a Universidade do Minho como projecto aberto, participado, ao serviço do engrandecimento dos seus agentes e do desenvolvimento da sua região
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quinta-feira, janeiro 24, 2008
terça-feira, janeiro 15, 2008
A "angústia" de Gomes Canotilho
"Eu percebo a «angústia» de Gomes Canotilho, o perigo da Universidade não poder apostar suficientemente na investigação, as verbas que podem vir a ficar só em alguns centros e em áreas tecnológicas. E isto enquanto certas forças, blindadas jurídica, ideológica ou psicologicamente bloqueiam mudanças que Bolonha nos está a exigir já, enquanto nos pedem um esforço pedagógico muito superior, numa difícil mas indispensável conciliação entre investigar e ensinar, para não falar na mudança que implica uma investigação em rede, etc., etc."
João Boavida
(extracto de artigo de opinião do autor identificado, datado de ontem e intitulado "A CULTURA É QUE DURA - Também tu, Brutus?", publicado no Diário as Beiras - http://www.asbeiras.pt/print.php?area=opiniao&numero=54514&ed=15012008)
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[cortesia de Nuno Soares da Silva]
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quinta-feira, dezembro 27, 2007
"I think, therefore I earn"
«Agora que quase todos os cursos universitários à bolonhesa lipo-aspiraram as disciplinas histórico-críticas e se converteram em licenciaturas meramente técnicas, e agora que o Ministério da Educação português decidiu, não por razões, mas por equívocos de natureza puramente administrativa, liquidar a Filosofia dos currículos pré-universitários chega-nos esta inspiradora notícia da velha Albion.
I think, therefore I earn
Philosophy graduates are suddenly all the rage with employers. What can they possibly have to offer?
Jessica Shepherd
I think, therefore I earn
Philosophy graduates are suddenly all the rage with employers. What can they possibly have to offer?
Jessica Shepherd
Tuesday November 20, 2007
Guardian
"A degree in philosophy? What are you going to do with that then?"
Philosophy students will tell you they've been asked this question more times than they care to remember.
"The response people seem to want is a cheery shrug and a jokey 'don't know'," says Joe Cunningham, 20, a final-year philosophy undergraduate at Heythrop College, University of London.
A more accurate comeback, according to the latest statistics, is "just about anything I want".
Figures from the Higher Education Statistics Agency show philosophy graduates, once derided as unemployable layabouts, are in growing demand from employers. The number of all graduates in full-time and part-time work six months after graduation has risen by 9% between 2002-03 and 2005-06; for philosophy graduates it has gone up by 13%.
It is in the fields of finance, property development, health, social work and the nebulous category of "business" that those versed in Plato and Kant are most sought after. In "business", property development, renting and research, 76% more philosophy graduates were employed in 2005-06 than in 2002-03. In health and social work, 9% more.
The Higher Education Careers Services Unit (Hecsu), which also collates data of this kind, agrees philosophers are finding it easier to secure work. Its figures show that, in 2001, 9.9% of philosophy graduates were unemployed six months after graduation. In 2006, just 6.7% were. On average, 6% of all graduates were unemployed six months after graduation.
[...]
The popular philosopher Simon Blackburn, a professor at Cambridge University, sees the improving career prospects of philosophy graduates as part of a wider change of public perception. "I guess the public image of a philosopher has tended to concentrate on an ancient Greek in a toga, or some unwashed hippy lying around not doing very much," he says. "I do detect a change in the way the public sees philosophers. I have been pleasantly surprised by the number of people who come to philosophy events nowadays."
[...]
News that employers and the public hold philosophers in higher regard should presumably be cause for celebration? Not entirely, says Blackburn. "It is also slightly worrying, because people turn to philosophers when they feel less confident and more insecure."
EducationGuardian.co.uk © Guardian News and Media Limited 2007»
Guardian
"A degree in philosophy? What are you going to do with that then?"
Philosophy students will tell you they've been asked this question more times than they care to remember.
"The response people seem to want is a cheery shrug and a jokey 'don't know'," says Joe Cunningham, 20, a final-year philosophy undergraduate at Heythrop College, University of London.
A more accurate comeback, according to the latest statistics, is "just about anything I want".
Figures from the Higher Education Statistics Agency show philosophy graduates, once derided as unemployable layabouts, are in growing demand from employers. The number of all graduates in full-time and part-time work six months after graduation has risen by 9% between 2002-03 and 2005-06; for philosophy graduates it has gone up by 13%.
It is in the fields of finance, property development, health, social work and the nebulous category of "business" that those versed in Plato and Kant are most sought after. In "business", property development, renting and research, 76% more philosophy graduates were employed in 2005-06 than in 2002-03. In health and social work, 9% more.
The Higher Education Careers Services Unit (Hecsu), which also collates data of this kind, agrees philosophers are finding it easier to secure work. Its figures show that, in 2001, 9.9% of philosophy graduates were unemployed six months after graduation. In 2006, just 6.7% were. On average, 6% of all graduates were unemployed six months after graduation.
[...]
The popular philosopher Simon Blackburn, a professor at Cambridge University, sees the improving career prospects of philosophy graduates as part of a wider change of public perception. "I guess the public image of a philosopher has tended to concentrate on an ancient Greek in a toga, or some unwashed hippy lying around not doing very much," he says. "I do detect a change in the way the public sees philosophers. I have been pleasantly surprised by the number of people who come to philosophy events nowadays."
[...]
News that employers and the public hold philosophers in higher regard should presumably be cause for celebration? Not entirely, says Blackburn. "It is also slightly worrying, because people turn to philosophers when they feel less confident and more insecure."
EducationGuardian.co.uk © Guardian News and Media Limited 2007»
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(reprodução parcial de extractos de mensagem, com distribuição universal na rede da UMinho, que me caiu na caixa de correio electrónico esta tarde, proveniente de João Carlos Mendes)
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Bolonha,
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terça-feira, dezembro 11, 2007
"Conselho Directivo do Instituto Superior Técnico demitiu-se em bloco"
Notícia PÚBLICO - Última Hora
«Antes o presidente da instituição pôs lugar à disposição
«Antes o presidente da instituição pôs lugar à disposição
Conselho Directivo do Instituto Superior Técnico demitiu-se em bloco
2007-12-11 15:24:00 Lusa
O Conselho Directivo do Instituto Superior Técnico demitiu-se ontem em bloco depois de o presidente da instituição, Carlos Matos Ferreira, ter posto o cargo à disposição, alegadamente devido às derrotas eleitorais que sofreu no âmbito da aplicação do novo regime jurídico e que geraram um clima de instabilidade na escola.
De acordo com o presidente da Associação de Estudantes (AE) do Instituto Superior Técnico (IST), Bruno Barracosa, durante a reunião da Assembleia de Representantes, que decorreu ontem à tarde, Carlos Matos Ferreira colocou o lugar à disposição, pedindo a votação de uma moção de confiança.
"Na assembleia de representantes, o presidente do Técnico disse que não tinha condições para continuar a não ser que fosse votada uma moção de confiança, e que se não obtivesse pelo menos um terço dos elementos de cada corpo se demitia", afirmou o representante da AE.
Na sequência desta decisão, toda a equipa do Conselho Directivo apresentou efectivamente a demissão, considerando não ter condições para trabalhar, explicou Bruno Barracosa, adiantando que de momento se vive uma situação de "grande instabilidade" na escola.
"A atitude do presidente é a de ameaça: se não me reforçam a posição e a liderança, demito-me. Isto numa altura em que se espera de um presidente que leve até ao fim a sua missão", afirmou Bruno Barracosa.
As demissões de ontem foram o culminar de um processo que se vinha a adensar desde o início da discussão do novo Regime Jurídico das Instituições do Ensino Superior (RJIES), altura em que o presidente do técnico "se colou à posição do ministro” adiantando que o IST poderia passar a Fundação de direito privado, sem ter previamente ouvido a escola, disse o representante dos estudantes.
"O papel de um presidente não é defender os seus próprios ideais. É auscultar os órgãos das escolas e decidir com base nisso, porque um presidente é um representante de pessoas e não de si próprio", afirmou Bruno Barracosa.
Em Outubro, o Conselho Científico chumbou a criação de uma assembleia ad hoc para apresentar uma proposta de criação de um modelo fundacional, uma decisão que o presidente do IST desvalorizou na altura, afirmando que a passagem a fundação poderia ainda ocorrer, assim que estivessem reunidas as condições.
Mas a 29 de Novembro, Carlos Matos Ferreira sofreu novo revés, quando a lista por ele liderada perdeu as eleições para a Assembleia Estatutária.
[...]
Os alunos estão preocupados com o clima de instabilidade que se vive na escola e com a "falta de legitimidade" da instituição em escolher agora um novo presidente por seis meses, até às próximas eleições, se Carlos Matos Ferreira efectivamente se demitir.
Bruno Barracosa afirma não ter a mínima dúvida de que a demissão se vai consumar, porque o presidente do IST "está isolado", e assegura que da parte dos estudantes não terá qualquer apoio.
[...]
A moção de confiança será votada em urna fechada e a data da votação será determinada pela mesa da assembleia, mas os alunos acreditam que a mesma decorrerá ainda antes do Natal.»
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(extractos de notícia do Público, com o título e a data identificados)
[cortesia de Nuno Soares da Silva]
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domingo, novembro 25, 2007
Notícias de Mª da Graça Carvalho e de outras coisas
Jornal on-line da Universidade de Évora:
http://www.ueline.uevora.pt/default.asp
O financiamento para o Ensino Superior em Portugal está na média Europeia
"A convite do Reitor da Universidade, Maria da Graça Carvalho falou para uma plateia, maioritariamente de docentes e investigadores, sobre os desafios que se colocam actualmente às universidades, ao nível da investigação e da formação.
Maria da Graça Carvalho considera que se exige muito das universidades a vários níveis, nomeadamente formação, investigação, ligação à sociedade, apoio às políticas públicas e desenvolvimento da região. O problema, considera a Professora, é o facto de as Universidades Europeias não estarem dotadas de meios para desempenhar estas tarefas. Financiamento e demasiada burocracia são alguns dos problemas colocados às universidades europeias."
O financiamento para o Ensino Superior em Portugal está na média Europeia
"A convite do Reitor da Universidade, Maria da Graça Carvalho falou para uma plateia, maioritariamente de docentes e investigadores, sobre os desafios que se colocam actualmente às universidades, ao nível da investigação e da formação.
Maria da Graça Carvalho considera que se exige muito das universidades a vários níveis, nomeadamente formação, investigação, ligação à sociedade, apoio às políticas públicas e desenvolvimento da região. O problema, considera a Professora, é o facto de as Universidades Europeias não estarem dotadas de meios para desempenhar estas tarefas. Financiamento e demasiada burocracia são alguns dos problemas colocados às universidades europeias."
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(extracto de notícia com o título identificado, disponível no sítio que se referencia acima)
[cortesia de Nuno Soares da Silva]
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segunda-feira, novembro 19, 2007
Os bons exemplos que nos vêm da Madeira
(título de mensagem, datada de 07/11/19, disponível em Bloco de Notas)
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Comentário: afinal, da Madeira também nos vêm bons exemplos, não é só da UMinho, da UAlgarve, da UPorto, da ...
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terça-feira, outubro 23, 2007
Coisas tristes, em tempo de implementação do RJIES
Cartas Abertas e Assembleias Várias
(título de mensagem, datada de ontem, disponível em Co-Labor)
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Comentário: mais comentários para quê? A realidade, de tão triste, dispensa-os bem.
(título de mensagem, datada de ontem, disponível em Co-Labor)
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Comentário: mais comentários para quê? A realidade, de tão triste, dispensa-os bem.
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sexta-feira, outubro 19, 2007
A aplicação do RJIES - curiosidades
A propósito de calendários eleitorais para a aplicação do RJIES e de objectividade e clareza dos articulados dos regulamentos, julgo valer a pena trazer aqui o exemplo da Universidade do Algarve. Atente-se no seguinte:
i) reunião do senado e calendário eleitoral:
- data da reunião do senado - 17 de Outubro;
- prazo limite para apresentação de listas - 31 de Outubro;
- acto eleitoral - 14 de Novembro.
ii) algumas curiosidades do articulado do regulamento eleitoral:
- Artigo 7.º (Da apresentação de candidaturas)
"3. As listas a que se refere o número anterior traduzirão necessariamente uma composição equilibrada dos subsistemas da Universidade do Algarve, para o que devem ser constituídas com uma ordem que alternem os membros pertencentes a cada subsistema, e congregarão docentes das várias áreas do saber desenvolvidas na Universidade. As listas serão ainda acompanhadas de uma súmula orientadora da acção a desenvolver, que não poderá exceder 2 (duas) páginas.
4. As listas dos candidatos a que se refere a alínea c) do n.º 1 do artigo 2.º são compostas por 3 (três) elementos efectivos e 3 (três) suplentes e devem traduzir uma composição equilibrada dos subsistemas da Universidade do Algarve.
4. As listas dos candidatos a que se refere a alínea c) do n.º 1 do artigo 2.º são compostas por 3 (três) elementos efectivos e 3 (três) suplentes e devem traduzir uma composição equilibrada dos subsistemas da Universidade do Algarve.
[...]
7. As listas que não obedeçam ao disposto nos números anteriores serão recusadas pela Comissão Eleitoral.
8. A recusa a que se refere o número anterior não é susceptível de recurso."
Como escrevia o colega que teve a simpatia de me fazer chegar a informação, é caso para dizer que estamos perante um calendário imbatível e um regulamento muito sui generis no que se refere à composição das listas.
Lido este e o da UMinho, fico a aguardar com grande expectativa outros exemplos que me possam chegar de exercícios de criatividade, democraticidade e transparência académicas.
J. Cadima Ribeiro
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segunda-feira, outubro 08, 2007
MCTES quebra mais uma promessa
Federação Nacional dos Professores
Financiamento do Ensino Superior: Ministro Mariano Gago quebra promessa
Financiamento do Ensino Superior: Ministro Mariano Gago quebra promessa
"[...]
As universidades e os politécnicos estão envolvidos no esforço de modernização do sistema de ensino superior, face aos desafios de Bolonha e do Espaço Europeu de Ensino Superior, mas não poderão desempenhar a sua parte no processo se o Governo, esquecendo as suas próprias promessas, lhes negar os meios necessários.
[...]":
http://www.fenprof.pt/?aba=1
(título e extracto de comunicado da FENPROF/FNP, de 4 de Outubro de 2007, disponível em FENPROF)
(título e extracto de comunicado da FENPROF/FNP, de 4 de Outubro de 2007, disponível em FENPROF)
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[cortesia de Nuno Soares da Silva]
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segunda-feira, agosto 27, 2007
Acta para memória futura
"[...]
O Sr. Agostinho Branquinho (PSD): — Sr. Presidente, peço a palavra.
O Sr. Presidente: — Para que efeito, Sr. Deputado?
O Sr. Agostinho Branquinho (PSD): — É para uma interpelação à Mesa, Sr. Presidente.
O Sr. Presidente: — Então, qual é o ponto da condução dos trabalhos a que V. Ex.ª quer referir-se?
O Sr. Agostinho Branquinho (PSD): — Sr. Presidente, como teve ocasião de verificar, no pedido de esclarecimento que formulei, coloquei ao Sr. Ministro apenas uma singela questão, uma única.
O Luiz Fagundes Duarte (PS): — Era tão singela, tão singela que não obteve resposta!
O Orador: — Portanto, gostava perguntar a V. Ex.ª, Sr. Presidente, o que é que o PSD tem de fazer para que o Sr. Ministro possa responder a uma questão tão simples como é a do calendário. É só isto.
Queremos saber, através de V. Ex.ª, o que é que podemos fazer para que o Sr. Ministro responda à simples questão de se aceita ou não o calendário que propusemos.
O Sr. Luís Marques Guedes (PSD): — Muito bem!
O Sr. Presidente: — Sr. Deputado, agradeço-lhe, mas a sua questão não foi um ponto sobre a condução dos trabalhos, foi um ponto sobre a condução da resposta do Sr. Ministro.
Risos.
Assim, tenho de dar a palavra, para explicações.
O Sr. Ministro dos Assuntos Parlamentares: — Sr. Presidente, é para lembrar ao Sr. Deputado Agostinho Branquinho — reinvesti-lo, se me permite, de todos os poderes que lhe assistem como Deputado — que quem definirá o calendário de aprovação desta proposta de lei será a Assembleia da República.
Aplausos do PS.
A Srª Manuela de Melo (PS): — Claro!
O Sr. Presidente: — Para pedir esclarecimentos, tem a palavra o Sr. Deputado Fernando Rosas.
O Sr. Fernando Rosas (BE): — Sr. Presidente, Sr. Ministro, a proposta de lei que hoje traz à nossa consideração é, nalgumas das suas disposições nucleares, um gesto desgraçado e prepotente que, sob um linguajar modernaço, constitui um dos mais graves ataques à integridade das universidades portuguesas como projecto cultural e científico, contra a sua autonomia, contra a democracia interna da sua gestão, que o Governo, ainda por cima, procura impor a este Parlamento e ao País pela força da sua maioria absoluta.
Sr. Ministro, contra este projecto tem a Universidade de Coimbra; contra este projecto tem a Universidade de Lisboa; contra este projecto tem a Universidade Técnica de Lisboa; contra este projecto tem a Universidade Nova de Lisboa, a Universidade de Aveiro, a Universidade do Porto e praticamente a totalidade das associações de estudantes. Contra este projecto tem todos os sindicatos do ensino superior, tem os trabalhadores não docentes da universidade. O Sr. Ministro tem o conjunto das forças vivas da universidade contra os aspectos mais gravosos deste projecto.
Assim, pergunto, Sr. Ministro, se V. Ex.ª se tornou politicamente surdo. É que toda a universidade está à espera que lhe seja dito se o senhor tenciona abordar esta questão pela via da negociação ou pela força e o senhor vem aqui comunicar-nos que é pela força!
A Sr.ª Manuela de Melo (PS): — Ai foi?!
O Orador: — O senhor vem aqui comunicar-nos que não há negociação a não ser no calendário que a maioria se prepara para impor, através de audições atrabiliárias, sem ouvir verdadeiramente os interessados e de uma forma contra a qual já se levantaram milhares de cidadãos em petições assinadas e entregues nesta Assembleia da República.
Pergunto-lhe, Sr. Ministro, se é assim que V. Exª tenciona reformar as universidades, pela força bruta de uma maioria que se impõe, não pela razão mas pela desrazoabilidade da coacção que a maioria dos votos implica neste caso concreto, que, ainda por cima, não corresponde a nenhuma espécie de compromisso eleitoral do Governo.
[...]"
O Sr. Presidente: — Para que efeito, Sr. Deputado?
O Sr. Agostinho Branquinho (PSD): — É para uma interpelação à Mesa, Sr. Presidente.
O Sr. Presidente: — Então, qual é o ponto da condução dos trabalhos a que V. Ex.ª quer referir-se?
O Sr. Agostinho Branquinho (PSD): — Sr. Presidente, como teve ocasião de verificar, no pedido de esclarecimento que formulei, coloquei ao Sr. Ministro apenas uma singela questão, uma única.
O Luiz Fagundes Duarte (PS): — Era tão singela, tão singela que não obteve resposta!
O Orador: — Portanto, gostava perguntar a V. Ex.ª, Sr. Presidente, o que é que o PSD tem de fazer para que o Sr. Ministro possa responder a uma questão tão simples como é a do calendário. É só isto.
Queremos saber, através de V. Ex.ª, o que é que podemos fazer para que o Sr. Ministro responda à simples questão de se aceita ou não o calendário que propusemos.
O Sr. Luís Marques Guedes (PSD): — Muito bem!
O Sr. Presidente: — Sr. Deputado, agradeço-lhe, mas a sua questão não foi um ponto sobre a condução dos trabalhos, foi um ponto sobre a condução da resposta do Sr. Ministro.
Risos.
Assim, tenho de dar a palavra, para explicações.
O Sr. Ministro dos Assuntos Parlamentares: — Sr. Presidente, é para lembrar ao Sr. Deputado Agostinho Branquinho — reinvesti-lo, se me permite, de todos os poderes que lhe assistem como Deputado — que quem definirá o calendário de aprovação desta proposta de lei será a Assembleia da República.
Aplausos do PS.
A Srª Manuela de Melo (PS): — Claro!
O Sr. Presidente: — Para pedir esclarecimentos, tem a palavra o Sr. Deputado Fernando Rosas.
O Sr. Fernando Rosas (BE): — Sr. Presidente, Sr. Ministro, a proposta de lei que hoje traz à nossa consideração é, nalgumas das suas disposições nucleares, um gesto desgraçado e prepotente que, sob um linguajar modernaço, constitui um dos mais graves ataques à integridade das universidades portuguesas como projecto cultural e científico, contra a sua autonomia, contra a democracia interna da sua gestão, que o Governo, ainda por cima, procura impor a este Parlamento e ao País pela força da sua maioria absoluta.
Sr. Ministro, contra este projecto tem a Universidade de Coimbra; contra este projecto tem a Universidade de Lisboa; contra este projecto tem a Universidade Técnica de Lisboa; contra este projecto tem a Universidade Nova de Lisboa, a Universidade de Aveiro, a Universidade do Porto e praticamente a totalidade das associações de estudantes. Contra este projecto tem todos os sindicatos do ensino superior, tem os trabalhadores não docentes da universidade. O Sr. Ministro tem o conjunto das forças vivas da universidade contra os aspectos mais gravosos deste projecto.
Assim, pergunto, Sr. Ministro, se V. Ex.ª se tornou politicamente surdo. É que toda a universidade está à espera que lhe seja dito se o senhor tenciona abordar esta questão pela via da negociação ou pela força e o senhor vem aqui comunicar-nos que é pela força!
A Sr.ª Manuela de Melo (PS): — Ai foi?!
O Orador: — O senhor vem aqui comunicar-nos que não há negociação a não ser no calendário que a maioria se prepara para impor, através de audições atrabiliárias, sem ouvir verdadeiramente os interessados e de uma forma contra a qual já se levantaram milhares de cidadãos em petições assinadas e entregues nesta Assembleia da República.
Pergunto-lhe, Sr. Ministro, se é assim que V. Exª tenciona reformar as universidades, pela força bruta de uma maioria que se impõe, não pela razão mas pela desrazoabilidade da coacção que a maioria dos votos implica neste caso concreto, que, ainda por cima, não corresponde a nenhuma espécie de compromisso eleitoral do Governo.
[...]"
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(extracto do Diário da Assembleia da Républica de 29 de Junho de 2007, I Série, Nº 100: reunião plenária de 28 de Junho de 2007 - ordem do dia)
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[cortesia da Nuno Silva]
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terça-feira, julho 31, 2007
Ecos de uma audição parlamentar: a posição da Associação Académica da UMinho
«Depois da Audição pública sobre a reforma do ensino superior a AAUM envia nova versão do parecer sobre o RJIES.
O R.J.I.E.S. é um documento de central importância no que diz respeito à reforma do Ensino Superior Português. Desta forma, traz consigo uma mudança deveras significativa, uma vez que, o actual panorama regulador do Ensino Superior Português vive abafado e confuso por um sem número de diplomas legais que foram surgindo muitas vezes como resposta particular e avulsa a problemas novos que a lei não contemplava. [...]
O R.J.I.E.S. é um documento de central importância no que diz respeito à reforma do Ensino Superior Português. Desta forma, traz consigo uma mudança deveras significativa, uma vez que, o actual panorama regulador do Ensino Superior Português vive abafado e confuso por um sem número de diplomas legais que foram surgindo muitas vezes como resposta particular e avulsa a problemas novos que a lei não contemplava. [...]
Assim sendo, A A.A.U.M. não pode deixar de manifestar a sua insatisfação face à anulação de alguns pontos que propôs aduzir ao novo Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior. Pontos esses que continuamos a defender de uma forma intransigente e que consideramos fulcrais para o desenvolvimento do Ensino Superior em Portugal, destacando, entre outros, os seguintes:
[...]
[...]
1- Caso se crie um quarto órgão de governo com poderes vinculativos (Conselho Académico/Senado).
[...]
A A.A.U.M. propõe uma reformulação do art. 77 para:
1. O governo das universidades e dos institutos universitários é exercido pelos seguintes órgãos:
a) Conselho Geral
b) Reitor
c) Conselho Académico / Senado
d) Conselho Gestão
2. (retirado o ponto 2. original e substituído pelo ponto 3.) Além dos órgãos previstos no número anterior, os estatutos podem prever a existência de outros órgãos de natureza consultiva.
[...].
Eleição
1. O reitor ou o presidente é eleito pelos corpos universitários nos termos definidos pelos estatutos de cada Instituição e segundo o procedimento previsto no regulamento competente.
[...].
2.Podem ser designados reitores de uma universidade:
a) Professores e Investigadores da categoria de topo de carreira da própria instituição.
[...]
2 – Caso não seja previsto um senado Vinculativo.
Entendemos que a representação dos elementos externos às Universidades no Conselho Geral não deve ultrapassar os 15% dos elementos que o constituem, correspondendo a representação dos estudantes no mesmo órgão a um mínimo de 30%.
A eleição do Reitor deve ser efectuada através de um colégio eleitoral o mais abrangente possível, de modo a representar toda a comunidade académica. Deste modo, é proposto a eleição de uma assembleia para o efeito, onde deverá constar a representação de todos os elementos da academia a fim de possibilitar uma discussão aberta e abrangente sobre o futuro da Instituição.
[...]
A A.A.U.M. propõe uma reformulação do art. 77 para:
1. O governo das universidades e dos institutos universitários é exercido pelos seguintes órgãos:
a) Conselho Geral
b) Reitor
c) Conselho Académico / Senado
d) Conselho Gestão
2. (retirado o ponto 2. original e substituído pelo ponto 3.) Além dos órgãos previstos no número anterior, os estatutos podem prever a existência de outros órgãos de natureza consultiva.
[...].
Eleição
1. O reitor ou o presidente é eleito pelos corpos universitários nos termos definidos pelos estatutos de cada Instituição e segundo o procedimento previsto no regulamento competente.
[...].
2.Podem ser designados reitores de uma universidade:
a) Professores e Investigadores da categoria de topo de carreira da própria instituição.
[...]
2 – Caso não seja previsto um senado Vinculativo.
Entendemos que a representação dos elementos externos às Universidades no Conselho Geral não deve ultrapassar os 15% dos elementos que o constituem, correspondendo a representação dos estudantes no mesmo órgão a um mínimo de 30%.
A eleição do Reitor deve ser efectuada através de um colégio eleitoral o mais abrangente possível, de modo a representar toda a comunidade académica. Deste modo, é proposto a eleição de uma assembleia para o efeito, onde deverá constar a representação de todos os elementos da academia a fim de possibilitar uma discussão aberta e abrangente sobre o futuro da Instituição.
[...]
3 - Contudo, entendemos e defendemos que para qualquer um dos cenários descritos anteriormente.
O Conselho de Gestão deve ser constituído por 5 elementos, sendo quatro deles obrigatórios, o Reitor, um Vice-Reitor, o Administrador e um Estudante. Pode ainda estar complementado por um elemento eleito do Conselho Geral. O direito ao voto deve ser exercido por todos os elementos possibilitando, desta forma, uma verdadeira representatividade de toda a Instituição.
As posições do Senado Académico devem ser vinculativas e deliberativas.
O Conselho Geral deve ser um órgão de gestão com competências preferencialmente estratégicas e o Senado Académico com responsabilidades exclusivamente académicas.
O Regime transitório para este novo RJIES, deverá ser no mínimo de 1 ano e os Estatutos têm de ser aprovados por uma assembleia eleita pelos corpos representantes da comunidade académica.
[...]
Cumprindo o mandato de defendermos, sempre e da melhor forma, os interesses dos alunos que representamos, a A.A.U.M. propõe que as seguintes medidas e orientações sejam aduzidas ao novo Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior pois entendemos que se tornará mais justo e mais fiel (ou mais adaptável) à realidade e às necessidades actuais do Ensino Superior em Portugal.
[...]
Pedro Couto Soares
Presidente da Direcção da AAUM»
O Conselho de Gestão deve ser constituído por 5 elementos, sendo quatro deles obrigatórios, o Reitor, um Vice-Reitor, o Administrador e um Estudante. Pode ainda estar complementado por um elemento eleito do Conselho Geral. O direito ao voto deve ser exercido por todos os elementos possibilitando, desta forma, uma verdadeira representatividade de toda a Instituição.
As posições do Senado Académico devem ser vinculativas e deliberativas.
O Conselho Geral deve ser um órgão de gestão com competências preferencialmente estratégicas e o Senado Académico com responsabilidades exclusivamente académicas.
O Regime transitório para este novo RJIES, deverá ser no mínimo de 1 ano e os Estatutos têm de ser aprovados por uma assembleia eleita pelos corpos representantes da comunidade académica.
[...]
Cumprindo o mandato de defendermos, sempre e da melhor forma, os interesses dos alunos que representamos, a A.A.U.M. propõe que as seguintes medidas e orientações sejam aduzidas ao novo Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior pois entendemos que se tornará mais justo e mais fiel (ou mais adaptável) à realidade e às necessidades actuais do Ensino Superior em Portugal.
[...]
Pedro Couto Soares
Presidente da Direcção da AAUM»
[extractos de tomada de posição da AAUMinho, no quadro da audição pública promovida pela Comissão Parlamentar de Educação, Ciência e Cultura, da AR, em vésperas de votação da proposta de lei (RJIES)]
(cortesia de Nuno Silva)
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Comentário: radicais, estas propostas do presidente da AAUMinho, não eram? Por contraponto, não era excessivamente modesta a reivindicação de que a representação dos estudantes no Conselho Geral pudesse ficar-se por 30% dos membros do orgão?
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sábado, maio 26, 2007
De vez em quando, uma boa notícia
De vez em quando, uma boa notícia, cada vez mais raras:
Portal do Governo [http://www.portugal.gov.pt/]:
Reconhecimento público da Universidade Internacional de Lisboa e Figueira da Foz
Portal do Governo [http://www.portugal.gov.pt/]:
Reconhecimento público da Universidade Internacional de Lisboa e Figueira da Foz
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segunda-feira, março 26, 2007
MBAs e enigmas
Numa altura em que está na berra a discussão sobre entendimentos e desendimentos de escolas lisboetas em torno da oferta, futura, de um MBA comum, patrocinado pelo MCTES e pelo MIT, cada um a seu modo, e em que se anuncia que Belmiro de Azevedo prossegue diligências para a criação de um projecto similar "a norte", aparece nos jornais - ou, pelo menos, no blogue de um jornal (Jornal de Negócios), hoje - um artigo de promoção do MBA da EGP (cf. Blog de Campus: "Quebrar as regras", por António Portela).
Não é uma coincidência extraordinária? Com um projecto tão extraordinário em plena execução, que justificação fica para gerar um projecto alternativo ou diluí-lo num outro, nebuloso, como são todos os projectos que ainda não sairam da mente dos seus promotores? Terá sido Belmiro de Azevedo a projectar a campanha ou anda alguém a sabotar-lhe o terreno?
Se os meus caros colegas não tiverem mais nada com que se ocuparem, podem sempre dedicar-se a deslindar o enigma que vos trago.
Para vos aguçar o apetite para a leitura do texto promocional em causa, deixo-vos um pequeno extracto de abertura. Então, é assim:
«Por António Portela, aluno do MBA Executivo da Escola de Gestão do Porto: “How much change are you prepared to embrace?”, questionava-nos Steven Sonsino, perante o olhar atento do Professor Daniel Bessa, depois de observar os cerca de 60 alunos da sua turma do MBA Executivo a lançar aviões de papel feitos pelos próprios. Era a nossa segunda tentativa e todos os aviões voaram bem mais longe que da primeira vez. O Professor Sonsino acabava de mostrar a importância de uma boa liderança, sem recorrer a nenhuma teoria explicativa de um manual de liderança.»
Aprendam!
J. Cadima Ribeiro
Não é uma coincidência extraordinária? Com um projecto tão extraordinário em plena execução, que justificação fica para gerar um projecto alternativo ou diluí-lo num outro, nebuloso, como são todos os projectos que ainda não sairam da mente dos seus promotores? Terá sido Belmiro de Azevedo a projectar a campanha ou anda alguém a sabotar-lhe o terreno?
Se os meus caros colegas não tiverem mais nada com que se ocuparem, podem sempre dedicar-se a deslindar o enigma que vos trago.
Para vos aguçar o apetite para a leitura do texto promocional em causa, deixo-vos um pequeno extracto de abertura. Então, é assim:
«Por António Portela, aluno do MBA Executivo da Escola de Gestão do Porto: “How much change are you prepared to embrace?”, questionava-nos Steven Sonsino, perante o olhar atento do Professor Daniel Bessa, depois de observar os cerca de 60 alunos da sua turma do MBA Executivo a lançar aviões de papel feitos pelos próprios. Era a nossa segunda tentativa e todos os aviões voaram bem mais longe que da primeira vez. O Professor Sonsino acabava de mostrar a importância de uma boa liderança, sem recorrer a nenhuma teoria explicativa de um manual de liderança.»
Aprendam!
J. Cadima Ribeiro
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domingo, março 25, 2007
Escolas de Negócios, MBAs e trapalhadas
Em tempo de parábolas, nos últimos dias os jornais têm trazido abundantes notícias sobre acordos que se estabelecem entre universidades lisboetas para a implementação de MBAs conjuntos, sob a égide ou não do MIT, de deslealdades entre parceiros de supostos projectos comuns, futuros, e de iniciativas tomadas “a norte” para criar um projecto de alcance internacional concorrente.
Vou acompanhando o folhetim com alguma curiosidade sobre os episódios que se seguem, mas sem grande expectativa de ser surpreendido, tanto mais que vou conhecendo razoavelmente o meio e a maioria dos protagonistas. Aliás, por circunstâncias de enquadramentos institucionais passados, estive envolvido pessoalmente em diálogos mantidos “a norte”, vai para cinco anos, que visavam, basicamente, a mesma coisa, sendo os protagonistas em larga medida coincidentes, se tirarmos este vosso humilde servo.
É pois com algum conhecimento de causa que vos digo que não acredito que a agitação presente vá conduzir a muito mais que um rol de acusações recíprocas de falta de vontade das partes de concretizar o projecto e de ânsia de protagonismos, aparte a componente académica, que é aquela que menos importa nas iniciativas que estão em curso.
Para ser mais claro, sublinhe-se que:
i) Belmiro de Azevedo teve já um papel fundamental no desenrolar das coisas há 5 anos, amparando um dos projectos, embora fosse claro como água limpa que a unidade visada era inviável de se fazer em torno desse projecto, que tinha tido uma génese unilateral e consubstanciava a típica visão hegemónica do Porto sobre todo o território “a norte”;
ii) Ludgero Marques também era já outro dos protagonistas, secundado por Joaquim Azevedo, na altura o encarregada de missão da AIPortuense (vulgo, Associação Empresarial de Portugal);
iii) A FEP tinha também os mesmos dirigentes e mantinha-se ou era mantida pela reitoria do Porto olimpicamente fora do processo (embora se mostrasse desconfortável com a existência da EGP, por razões de solidariedade institucional formal estava impossibilitada de participar nos diálogos promovidos pela AIPortuense); e
iv) Na fase decisiva do processo, emergiu como reitor da UMinho o actual titular que, não percebendo nem a génese do processo nem a lógica dos actores no terreno, chamou a si o dossiê e, com isso, deu-lhe machadada decisiva.
Há outras pequenas histórias pelo meio que ditaram o desenlace do processo. Não sendo questão das lembrar nesta hora (ficarão optimamente num livro de memórias), há todavia uma que não resisto a contar, pelo que de caricato e ilustrativo mantém. É o caso de um reitor que, não se identificando com o processo, se manteve indisponível múltiplas semanas (por alegadas dificuldades de agenda) para receber o principal promotor institucional do projecto.
Quais são as grandes diferenças daquele para o presente momento?
A primeira diferença é que passaram mais de 5 anos, isto é, contam-se por mais de 5 anos o tempo perdido. A segunda exprime-se no facto de termos na tutela do sector um homem que é fan de tudo o que é internacional e, particularmente, do MIT (e suponho que também do Técnico) e faz absoluta questão de contribuir para o financiamento daquela universidade americana. A terceira está na circunstância de Joaquim Azevedo estar na Católica do Porto (se bem que me escape se está ou não também na AEP), embora isso possa ser mais ou menos irrelevante. A quarta reside na mudança operada na Universidade de Aveiro, que passou a ter uma reitora. A quinta e maior diferença residirá no facto de estarmos todos mais velhos e, admito, menos crédulos sobre a bondade com que certos actores se movimentam nestes terrenos. Desse ponto de vista, o que se vai passando por Lisboa em matéria de pequenas traições e de mesquinhez de objectivos parece-me elucidativo.
E deu Deus as nozes a quem não tinha dentes…
J. Cadima Ribeiro
Vou acompanhando o folhetim com alguma curiosidade sobre os episódios que se seguem, mas sem grande expectativa de ser surpreendido, tanto mais que vou conhecendo razoavelmente o meio e a maioria dos protagonistas. Aliás, por circunstâncias de enquadramentos institucionais passados, estive envolvido pessoalmente em diálogos mantidos “a norte”, vai para cinco anos, que visavam, basicamente, a mesma coisa, sendo os protagonistas em larga medida coincidentes, se tirarmos este vosso humilde servo.
É pois com algum conhecimento de causa que vos digo que não acredito que a agitação presente vá conduzir a muito mais que um rol de acusações recíprocas de falta de vontade das partes de concretizar o projecto e de ânsia de protagonismos, aparte a componente académica, que é aquela que menos importa nas iniciativas que estão em curso.
Para ser mais claro, sublinhe-se que:
i) Belmiro de Azevedo teve já um papel fundamental no desenrolar das coisas há 5 anos, amparando um dos projectos, embora fosse claro como água limpa que a unidade visada era inviável de se fazer em torno desse projecto, que tinha tido uma génese unilateral e consubstanciava a típica visão hegemónica do Porto sobre todo o território “a norte”;
ii) Ludgero Marques também era já outro dos protagonistas, secundado por Joaquim Azevedo, na altura o encarregada de missão da AIPortuense (vulgo, Associação Empresarial de Portugal);
iii) A FEP tinha também os mesmos dirigentes e mantinha-se ou era mantida pela reitoria do Porto olimpicamente fora do processo (embora se mostrasse desconfortável com a existência da EGP, por razões de solidariedade institucional formal estava impossibilitada de participar nos diálogos promovidos pela AIPortuense); e
iv) Na fase decisiva do processo, emergiu como reitor da UMinho o actual titular que, não percebendo nem a génese do processo nem a lógica dos actores no terreno, chamou a si o dossiê e, com isso, deu-lhe machadada decisiva.
Há outras pequenas histórias pelo meio que ditaram o desenlace do processo. Não sendo questão das lembrar nesta hora (ficarão optimamente num livro de memórias), há todavia uma que não resisto a contar, pelo que de caricato e ilustrativo mantém. É o caso de um reitor que, não se identificando com o processo, se manteve indisponível múltiplas semanas (por alegadas dificuldades de agenda) para receber o principal promotor institucional do projecto.
Quais são as grandes diferenças daquele para o presente momento?
A primeira diferença é que passaram mais de 5 anos, isto é, contam-se por mais de 5 anos o tempo perdido. A segunda exprime-se no facto de termos na tutela do sector um homem que é fan de tudo o que é internacional e, particularmente, do MIT (e suponho que também do Técnico) e faz absoluta questão de contribuir para o financiamento daquela universidade americana. A terceira está na circunstância de Joaquim Azevedo estar na Católica do Porto (se bem que me escape se está ou não também na AEP), embora isso possa ser mais ou menos irrelevante. A quarta reside na mudança operada na Universidade de Aveiro, que passou a ter uma reitora. A quinta e maior diferença residirá no facto de estarmos todos mais velhos e, admito, menos crédulos sobre a bondade com que certos actores se movimentam nestes terrenos. Desse ponto de vista, o que se vai passando por Lisboa em matéria de pequenas traições e de mesquinhez de objectivos parece-me elucidativo.
E deu Deus as nozes a quem não tinha dentes…
J. Cadima Ribeiro
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quarta-feira, março 21, 2007
O acordo com o MIT revisitado
Embora já algo velhinha (de 27 de Janeiro pp.), não resisto a reproduzir parcialmente uma mensagem que encontrei em http://missaoecarreiraescolaengenharia.blogspot.com/, sobre a temática muito discutida do acordo celebrado pelo MCTES com o MIT.
Aparte uma ilustração do que foi o processo, encontra-se aí uma leitura pessoal das suas implicações. É, de certo modo, uma revisitação do debate gerado na altura da assinatura do acordo.
Aparte uma ilustração do que foi o processo, encontra-se aí uma leitura pessoal das suas implicações. É, de certo modo, uma revisitação do debate gerado na altura da assinatura do acordo.
Segue-se o texto e a identificação do respectivo autor:
«MIT
Tive ocasião de na passada sexta-feira ir assistir a uma conferência em Gualtar promovida pelo acordo MIT-Universidade do Minho, em que participaram investigadores que falaram sobre presumivelmente o que de melhor se faz na Escola de Engenharia e também uma professora/investigadora do MIT.
Sobre a apresentação dos nossos investigadores, nada a dizer. De facto desde a apresentação de Estela Bicho à de Miguel Gama, não sendo um especialista nestas áreas, achei pelo menos interessante. Se estão na vanguarda ou não, não o saberei, mas pelo menos os robôs com capacidades cognitivas parecem-me ser algo de futurista. Já Miguel Gama apresentou algo que já vi noutros sítios e que também me entusiasma, ou seja, a libertação controlada de fármacos.
Nós também no nosso cantinho da investigação em química têxtil já fizemos algum trabalho nessa área para têxteis médicos ou funcionais. Não fomos foi convidados a expôr os nossos trabalhos. Não que isso me preocupe, mas demonstra o que já disse noutra ocasião sobre todo este processo do MIT: foi muito pouco democrático e transparente.
O Presidente da Escola, responsável máximo desta colaboração, quem escolheu para esta colaboração? Os polímeros! Os biomateriais vieram por acréscimo ou por serem uma investigação de grande visibilidade na UM? Se eu fosse responsável também os escolheria porque têm de facto trabalho reconhecido já feito, demonstrado pelas publicações em revistas de reconhecido mérito. Mas olhava também em meu redor e não para o umbigo e via se mais alguma investigação poderia ser de interesse para o acordo com o MIT!
Podem responder que a electrónica estava lá representada nessa conferência (Estela Bicho e Higino) embora tenho a sensação que não fazem parte das áreas escolhidas. Mas haverá só mais a electrónica para além dos escolhidos? Talvez por não ter havido uma auscultação a todos os centros e uma dinamização de todos para este desafio do MIT, na conferência estavam muito poucos docentes de Engenharia. Que conhecesse contei meia dúzia.
Estava cheio de alunos, ávidos de informação e esperançados de conseguir uma bolsa. Sim, porque este tão propalado program, resume-se a isso: bolsas para doutoramenteos e não sei se também pos-docs! Claro que os alunos contemplados são dos cursos e dos centros de investigação ligados essencialmente aos departamentos já mencionados. E os outros alunos? Os de engenharia civil, engenharia têxtil, engenharia mecânica, informática, etc?
E os investigadores dos outros centros? Os do Centro de Ciencia e Tecnologia Têxtil por exemplo? Deste centro já surgiram mais patentes do que de qualquer outro, por exemplo. Sim porque na indústria as publicações não contam! Conta a inovação que tenha aplicação.
É certo que há uma área, a do automóvel, que é de extremo interesse para o País. Mas nesta área já não são só os metais que estão a ser substituídos por compósitos, mas os polímeros(plásticos) também. E compósitos de quê? De fibras! Para além dos compósitos os têxtes técnicos estão em toda a parte do automóvel: os não-tecidos como isolamento, os revestimentos dos tabliers e das portas são tecidos revestidos com poliuretano ou PVC, os estofos são têxteis especiais quando não são de cabedal. E então? Onde estão os investigadores têxteis neste programa?
[...]
Penso dum provincianismo atroz escolher uma Universidade para desenvolver o nosso País, por muito boa que essa Universidade seja. E desta forma, enviando alunos para fazer doutoramentos, então é de rir. Os novos doutores, voltarão para Portugal e vão fazer o quê? Vão fazer pós-docs? Só se for. A indústria não tem capacidade para os absorver. Primeiro era necessário desenvolver a indústria, e isso não se faz com PhDs. A investigação tem de ser junto com a indústria! E isso significa em Portugal, não por e-mail e teleconferências.
É a minha opinião e penso que de grande parte da indústria, seja a chamada indústria tradicional ou as novas indústrias. Quem poderá beneficiar são as indústria que já têm núcleos de I&D importantes, e essas estão lá fora (as poucas nacionais com núcleos de I&D não dão neste momento para as encomendas).
As Universidades nacionais também não recrutarão tão cedo. Para onde vão estes doutores? Ficam lá, nos EUA, é o mais certo. Chama-se a isto fuga de cérebros e estamos a gastar dinheiro dos nossos impostos para dar uma ajudazinha à fuga que já existe.
Somos de facto originais!»
Jaime Rocha Gomes
«MIT
Tive ocasião de na passada sexta-feira ir assistir a uma conferência em Gualtar promovida pelo acordo MIT-Universidade do Minho, em que participaram investigadores que falaram sobre presumivelmente o que de melhor se faz na Escola de Engenharia e também uma professora/investigadora do MIT.
Sobre a apresentação dos nossos investigadores, nada a dizer. De facto desde a apresentação de Estela Bicho à de Miguel Gama, não sendo um especialista nestas áreas, achei pelo menos interessante. Se estão na vanguarda ou não, não o saberei, mas pelo menos os robôs com capacidades cognitivas parecem-me ser algo de futurista. Já Miguel Gama apresentou algo que já vi noutros sítios e que também me entusiasma, ou seja, a libertação controlada de fármacos.
Nós também no nosso cantinho da investigação em química têxtil já fizemos algum trabalho nessa área para têxteis médicos ou funcionais. Não fomos foi convidados a expôr os nossos trabalhos. Não que isso me preocupe, mas demonstra o que já disse noutra ocasião sobre todo este processo do MIT: foi muito pouco democrático e transparente.
O Presidente da Escola, responsável máximo desta colaboração, quem escolheu para esta colaboração? Os polímeros! Os biomateriais vieram por acréscimo ou por serem uma investigação de grande visibilidade na UM? Se eu fosse responsável também os escolheria porque têm de facto trabalho reconhecido já feito, demonstrado pelas publicações em revistas de reconhecido mérito. Mas olhava também em meu redor e não para o umbigo e via se mais alguma investigação poderia ser de interesse para o acordo com o MIT!
Podem responder que a electrónica estava lá representada nessa conferência (Estela Bicho e Higino) embora tenho a sensação que não fazem parte das áreas escolhidas. Mas haverá só mais a electrónica para além dos escolhidos? Talvez por não ter havido uma auscultação a todos os centros e uma dinamização de todos para este desafio do MIT, na conferência estavam muito poucos docentes de Engenharia. Que conhecesse contei meia dúzia.
Estava cheio de alunos, ávidos de informação e esperançados de conseguir uma bolsa. Sim, porque este tão propalado program, resume-se a isso: bolsas para doutoramenteos e não sei se também pos-docs! Claro que os alunos contemplados são dos cursos e dos centros de investigação ligados essencialmente aos departamentos já mencionados. E os outros alunos? Os de engenharia civil, engenharia têxtil, engenharia mecânica, informática, etc?
E os investigadores dos outros centros? Os do Centro de Ciencia e Tecnologia Têxtil por exemplo? Deste centro já surgiram mais patentes do que de qualquer outro, por exemplo. Sim porque na indústria as publicações não contam! Conta a inovação que tenha aplicação.
É certo que há uma área, a do automóvel, que é de extremo interesse para o País. Mas nesta área já não são só os metais que estão a ser substituídos por compósitos, mas os polímeros(plásticos) também. E compósitos de quê? De fibras! Para além dos compósitos os têxtes técnicos estão em toda a parte do automóvel: os não-tecidos como isolamento, os revestimentos dos tabliers e das portas são tecidos revestidos com poliuretano ou PVC, os estofos são têxteis especiais quando não são de cabedal. E então? Onde estão os investigadores têxteis neste programa?
[...]
Penso dum provincianismo atroz escolher uma Universidade para desenvolver o nosso País, por muito boa que essa Universidade seja. E desta forma, enviando alunos para fazer doutoramentos, então é de rir. Os novos doutores, voltarão para Portugal e vão fazer o quê? Vão fazer pós-docs? Só se for. A indústria não tem capacidade para os absorver. Primeiro era necessário desenvolver a indústria, e isso não se faz com PhDs. A investigação tem de ser junto com a indústria! E isso significa em Portugal, não por e-mail e teleconferências.
É a minha opinião e penso que de grande parte da indústria, seja a chamada indústria tradicional ou as novas indústrias. Quem poderá beneficiar são as indústria que já têm núcleos de I&D importantes, e essas estão lá fora (as poucas nacionais com núcleos de I&D não dão neste momento para as encomendas).
As Universidades nacionais também não recrutarão tão cedo. Para onde vão estes doutores? Ficam lá, nos EUA, é o mais certo. Chama-se a isto fuga de cérebros e estamos a gastar dinheiro dos nossos impostos para dar uma ajudazinha à fuga que já existe.
Somos de facto originais!»
Jaime Rocha Gomes
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terça-feira, março 20, 2007
Serviço público - novo regime das provas de agregação
«NOVO REGIME DAS PROVAS DE AGREGAÇÃO
Colegas:
O MCTES divulgou em 15 de Março um comunicado onde, a certo passo, se pode ler:
"Entre os decretos-leis aprovados hoje encontra-se o que procede à aprovação do novo regime jurídico do título académico de agregado. O titulo académico de agregado visa atestar, num determinado ramo do conhecimento ou sua especialidade, a excelência do currículo académico, profissional, científico e pedagógico, uma elevada capacidade de investigação, um alto nível cultural numa determinada área e a aptidão para dirigir e realizar trabalho científico independente.
Para além da introdução de uma definição moderna e clara do que o título atesta e das provas que conduzem à sua atribuição, institui-se a obrigatoriedade de, quando o candidato seja docente ou investigador da universidade onde requer a realização das provas, a maioria dos membros do júri ser externa a esta universidade, de modo a contribuir para a desejável abertura institucional, bem como a obrigatoriedade de a votação do júri ser nominal e fundamentada, terminando com o inaceitável secretismo actual.
Refira-se, também, que este diploma permite, nomeadamente: a equiparação entre os aprovados em provas de habilitação cientifica e os aprovados em provas de agregação; a utilização de línguas estrangeiras nos documentos a serem utilizados nas provas, desde que autorizado pela Universidade; e a divulgação de composição dos júris, dos resultados de apreciação liminar e das provas públicas via Internet."
Chamando a atenção para a adopção da introdução da votação nominal justificada, desde sempre exigida pelo SNESup, e para a introdução da regra da maioria externa, esclarecemos que, ao contrário do que seria desejável, não houve qualquer consulta aos Sindicatos nesta matéria.
Colegas:
O MCTES divulgou em 15 de Março um comunicado onde, a certo passo, se pode ler:
"Entre os decretos-leis aprovados hoje encontra-se o que procede à aprovação do novo regime jurídico do título académico de agregado. O titulo académico de agregado visa atestar, num determinado ramo do conhecimento ou sua especialidade, a excelência do currículo académico, profissional, científico e pedagógico, uma elevada capacidade de investigação, um alto nível cultural numa determinada área e a aptidão para dirigir e realizar trabalho científico independente.
Para além da introdução de uma definição moderna e clara do que o título atesta e das provas que conduzem à sua atribuição, institui-se a obrigatoriedade de, quando o candidato seja docente ou investigador da universidade onde requer a realização das provas, a maioria dos membros do júri ser externa a esta universidade, de modo a contribuir para a desejável abertura institucional, bem como a obrigatoriedade de a votação do júri ser nominal e fundamentada, terminando com o inaceitável secretismo actual.
Refira-se, também, que este diploma permite, nomeadamente: a equiparação entre os aprovados em provas de habilitação cientifica e os aprovados em provas de agregação; a utilização de línguas estrangeiras nos documentos a serem utilizados nas provas, desde que autorizado pela Universidade; e a divulgação de composição dos júris, dos resultados de apreciação liminar e das provas públicas via Internet."
Chamando a atenção para a adopção da introdução da votação nominal justificada, desde sempre exigida pelo SNESup, e para a introdução da regra da maioria externa, esclarecemos que, ao contrário do que seria desejável, não houve qualquer consulta aos Sindicatos nesta matéria.
Saudações académicas e sindicais
A Direcção do SNESup
Em 19-3-2007»
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(mensagem de correio electrónico recebida em 07/03/19, com a autoria que se identifica)
Comentário: e não é que se perdeu mais uma das grandes referências medievais até agora preservadas na Universidade portuguesa; a saber: o voto secreto na apreciação do mérito dos candidatos. Que lindas histórias vão deixar de se poder contar em razão deste modernismo.
A Direcção do SNESup
Em 19-3-2007»
/...
(mensagem de correio electrónico recebida em 07/03/19, com a autoria que se identifica)
Comentário: e não é que se perdeu mais uma das grandes referências medievais até agora preservadas na Universidade portuguesa; a saber: o voto secreto na apreciação do mérito dos candidatos. Que lindas histórias vão deixar de se poder contar em razão deste modernismo.
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sábado, março 17, 2007
A propaganda vai fazendo o seu caminho!
«Governo avança com avaliação obrigatória
O Governo vai submeter à Assembleia da República uma proposta de Lei que visa a introdução de um sistema obrigatório de auto-avaliação e avaliação externa das instituições de ensino superior, “sob pena de cancelamento das acreditações de estabelecimentos ou ciclos de estudo” de quem não se submeter aos processos. A medida foi ontem anunciada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.
No documento que vai ser apresentado no Parlamento, é indicado que o sistema de avaliação da qualidade vai incluir a participação de peritos estrangeiros. A internacionalização e a empregabilidade são factores de peso nos resultados das avaliações. A intervenção dos estudantes no novo mecanismo está igualmente contemplada.
[...]»
(extracto de mensagem datada de 07/03/16, intitulada "Governo avança com avaliação obrigatória", disponível em Blog de Campus)
/...
Comentário: o marketing político (vulgo, propaganda) vai fazendo o seu caminho; a comunicação social tem aí um papel estratégico; os ideólogos partidários e assessores de marketing sabem-no bem.
Ps: falando de "aparelhos ideológicos de estado", como alguém lhes chamou vai para uns anos, vale também a pena ler a mensagem, de hoje, disponível em Nós-sela - "Será que fora da função pública ganha mais quem é menos qualificado?"-.
Coincidência curiosa esta de dois contextos tão distintos terem inspirado leituras que vão desembocar no mesmo elemento organizador. Não fora ter já publicitado o meu texto, por esta circunstância ter-me-ia inibido de produzir o comentário que aqui podem ler.
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quarta-feira, março 07, 2007
Efervescência na "blogo-esfera"
Se ainda não repararam, o blogue Co-Labor tem estado efervescente. Muito activo, enquadrando o projecto de lei de criação da suposta agência de acreditação, auditoria e mais não sei quantos qualificativos (palavrões), que o MCTES tem em preparação, está também JVC, nos seus ApontamEntoS.
Confrontado com estas demonstrações de energia, sou obrigado a reconhecer que a minha juventude é apenas uma vaga memória. Conforto-me lendo o que escrevem e reconhecendo-lhes a vitalidade.
Como dizia há uns anos um mediático nosso colega universitário, valha-nos a circunstância da Universidade se renovar cada ano, com a chegada de novos alunos. Com esse assomo periódico de juventude, é suposto renovarmo-nos todos, professores incluídos. O risco da actual conjuntura reside em que deixe de ser assim.
Não sendo capazes de acompanhar-lhes o passo, façam como eu: leiam o que entretanto vão escrevendo (e os demais, também), informem-se sobre os caminhos que percorre o ensino superior nacional (mesmo se, nalguns casos, melhor fora que não tivesse saído do lugar em que já esteve) e, se puderem, esbocem um sorriso, que pode ser irónico.
J. Cadima Ribeiro
Confrontado com estas demonstrações de energia, sou obrigado a reconhecer que a minha juventude é apenas uma vaga memória. Conforto-me lendo o que escrevem e reconhecendo-lhes a vitalidade.
Como dizia há uns anos um mediático nosso colega universitário, valha-nos a circunstância da Universidade se renovar cada ano, com a chegada de novos alunos. Com esse assomo periódico de juventude, é suposto renovarmo-nos todos, professores incluídos. O risco da actual conjuntura reside em que deixe de ser assim.
Não sendo capazes de acompanhar-lhes o passo, façam como eu: leiam o que entretanto vão escrevendo (e os demais, também), informem-se sobre os caminhos que percorre o ensino superior nacional (mesmo se, nalguns casos, melhor fora que não tivesse saído do lugar em que já esteve) e, se puderem, esbocem um sorriso, que pode ser irónico.
J. Cadima Ribeiro
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quarta-feira, fevereiro 28, 2007
Notícias de Harvard, a começar a semana - um comentário
As notícias de Harvard, de que dei aqui conta ontem e anteontem, mereceram 1 (um) comentário, que reproduzo abaixo, depois de me ter caído na caixa de correio electrónico em 07/02/26, à semelhança da mensagem original. O autor do comentário é pbarbosa@ilch.uminho.pt.
O debate na UMinho mostra-se animado!
/...
«A inspirar-nos nos melhores, teríamos de fazer uma grande reforma do nosso sistema universitário...
O 'core curriculum' é o conjunto das disciplinas que ***todos*** os alunos, independentemente do curso, têm de frequentar. É um conceito que se aplica ao sistema universitário americano em geral e não apenas a Harvard: baseia-se na ideia de que há requisitos comuns, tranversais, que devem incluir um determinado número de créditos de cada uma das principais áreas do conhecimento: das 'liberal arts' (humanidades, língua materna e estrangeira, etc.) às ciências exactas, naturais e sociais.
É essa transversalidade que garante duas coisas:
a) a formação geral de indivíduos minimamente informados acerca das preocupações centrais (e formas de pensar) das principais áreas do conhecimento;
b) a sobrevivência de áreas do conhecimento que, sendo fundamentais, têm um horizonte de empregabilidade reduzido.
Uma forma inteligente de encarar a gestão do curriculum.»
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terça-feira, fevereiro 27, 2007
Notícias de Harvard, a começar a semana - II
Reproduzo de seguida a 2ª parte de uma mensagem que me caiu na caixa de correio electrónico ontem, e de que dei notícia da 1ª parte na ocasião, sob o mesmo epígrafe. Parece-me valer a pena a respectiva leitura, se bem que, como frisei na altura, possa provocar algumas cócegas.
Outro tanto acontece, aliás, com as declarações produzidas por alguns reitores, retidas por Blog de Campus, sob o título, de ontem, "Reitores pouco favoráveis ao fim do sistema de eleições". Note-se a subtileza do título (...pouco favoráveis ao fim do sistema ...). São mesmo uns malandrões, os editores do blogue, digo!
/...
/...
«[...]
One point likely to raise eyebrows among academic traditionalists is the rationale for the newly mandated study of Empirical Reasoning, which will cover math, logic and statistics. It is being added, the committee report says, because graduates of Harvard "will have to decide, for example, what medical treatments to undergo, when a defendant in court has been proven guilty, whether to support a policy proposal and how to manage their personal finances." Does this mean balancing a checkbook is on a par with balancing equations? What about learning for learning's sake? What about the study of history, which Harvard will no longer require, even though its recently announced new president, Drew Gilpin Faust--the first woman to head the institution--is a renowned historian?
The plan's advocates say the curriculum is flexible enough that students will still be able to take courses in whatever interests them, be it ancient art or cutting-edge science. What's crucial, they say, is that the new approach emphasizes the kind of active learning that gets students thinking and applying knowledge. "Just as one doesn't become a marathon runner by reading about the Boston Marathon," says the committee report, "so, too, one doesn't become a good problem solver by listening to lectures or reading about statistics." Acknowledging how important extracurricular activities have become on campus, the report calls for a stronger link between the endeavors students pursue inside and outside the classroom. Those studying poverty, for example, absorb more if they also volunteer at a homeless shelter, suggests Bok, whose 2005 book, Our Underachieving Colleges, cites a finding that students remember just 20% of the content of class lectures a week later.
There were, however, some contemporary concerns that didn't make the final cut. In October, before finalizing its recommendations, the committee proposed mandating the study of "reason and faith." That drew sharp criticism from faculty members like psychology professor Steven Pinker. "The juxtaposition of the two words makes it sound like 'faith' and 'reason' are parallel and equivalent ways of knowing," he wrote in the Harvard Crimson. "But universities are about reason, pure and simple." Though 71% of incoming students say they attend religious services and many already elect to study religion, the committee gave in, ultimately substituting a "culture and belief" requirement. It turned out to be more practical.
Find this article at:
<http://www.time.com/time/magazine/article/0,9171,1592855,00.html> http://www.time.com/time/magazine/article/0,9171,1592855,00.html»
(extracto de mensagem electrónica proveniente de jcrmendes@ilch.uminho.pt)
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