Fórum de Discussão: o retorno a uma utopia realizável - a Universidade do Minho como projecto aberto, participado, ao serviço do engrandecimento dos seus agentes e do desenvolvimento da sua região

terça-feira, janeiro 16, 2007

Bolonha! E agora? - VIII

"Acredito, e já tenho comprovado, que neste momento os cursos estão mais práticos, os alunos são obrigados a participar mais activamente (quer nas aulas, quer na elaboração de trabalhos, etc.), não se limitando apenas a estar presentes nas aulas.
Outro ponto, que também já foi referido pelos meus colegas, será a motivaçao de cada um, o empenho, a força de vontade. Tudo isto será tão ou mais importante que propriamente aquilo que se aprende nas aulas."

Kellie Cerqueira

(extracto de mensagem disponível na entrada "fóruns" da plataforma electrónica de apoio à unidade curricular Economia Portuguesa e Europeia, da EEG/UMinho; Dezembro de 2006)

Os nossos responsáveis públicos querem "brincar de belmiro"

«[...] sugere-me que os nossos actuais responsáveis públicos não só querem "brincar de belmiro" (mas com recursos alheios dos outros portugueses todos, Risco 'pessoal' Zero e liberdade de movimentos da empresa privada), como ainda querem chamar "alguns" amigos, para a "reinação".»

Regina Nabais

(extracto de mensagem, intitulada ´"Vamo(s)" lá fazer de conta que ... somos empresários`, datada de 07/01/16, disponível no blogue da autora - Polikê?)

segunda-feira, janeiro 15, 2007

A imagem do estudante universitário

"A imagem do universitário português é a do individuo de copo de cerveja na mão ou então de cigarro na boca a jogar “uma bilharada” com os colegas, a ir constantemente a festas e jantares…"

Ricardo Rodrigues
(extracto de mensagem disponível na entrada "fóruns" da plataforma electrónica de apoio à unidade curricular Economia Portuguesa e Europeia, da EEG/UMinho; Dezembro de 2006)

domingo, janeiro 14, 2007

Uma parceria indústria-universidade bem sucedida

"Interiores funcionais

Uma parceria entre o Centro de Ciência e Tecnologia Têxtil da Universidade do Minho, a Tearfil e as Malhas Sonicarla deu origem a um inovador projecto de roupa interior(12Jan07)

Para desenvolver uma nova gama de roupa interior multifuncional, o grupo de Materiais Fibrosos do Centro de Ciência e Tecnologia Têxtil da Universidade do Minho contou com as parcerias estratégicas da Tearfil para o desenvolvimento dos fios e das Malhas Sonicarla para a concepção das peças seamless em malha jersey vanizado. «Embora já exista no mercado vestuário multifuncional, esses produtos não usam de forma racional as propriedades das fibras funcionais», afirma Raul Fangueiro. Deste modo, o grupo efectuou primeiramente um estudo antropométrico a fim de colocar as fibras na região do corpo onde as suas funções vão ser optimizadas e distribuídas de acordo com as necessidades. «Desenvolvemos uma técnica Patchwork, que tem como função colocar as fibras nos sítios mais indicados», explica.
As funcionalidades visadas foram a gestão da humidade, o controlo da temperatura e a bioactividade mediante a utilização de fios compostos por Dri-Release (gestor da humidade), Seacell Active (dermo-protector e anti-bacteriano), e/ou algodão. A gama inclui boxers, tangas, tops, t-shirts de Verão e de Inverno.
Para Raul Fangueiro tratou-se de um projecto «de parceria indústria-universidade que foi muito bem sucedido e abriu portas para outros novos projectos». Por seu lado, Carla Ferreira, administradora das Malhas Sonicarla, afirma peremptoriamente que «as universidades podem sempre contar com as Malhas Sonicarla como parceira em projectos inovadores como este»."

(notícia disponível em http://www.portugaltextil.com/index.php?option=com_content&task=view&id=78&Itemid=2, em 07/01/12)

“Public Education in an Integrated Europe: Studying to Migrate and Teaching to Stay?”

”This paper analyzes public provision of internationally applicable and country-specific education, when job opportunities available to those with internationally applicable education are uncertain. Migration provides a market insurance in case labor market opportunities in the home country are poor. An increasing international applicability of a given type of education encourages students to invest more effort when studying. Governments, on the other hand, face an incentive to divert the provision of public education away from internationally applicable education toward country-specific skills. This would mean educating too few engineers, economists and doctors, and too many lawyers.”

Panu Poutvaara (University of Helsinki and IZA Bonn)
Keywords: public education, migration, brain drain and brain gain, European Union, common labor market
Date: 2006-12
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:iza:izadps:dp2478&r=edu

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

sexta-feira, janeiro 12, 2007

“The patenting universities: Problems and perils”

”Starting from a review of more than 50 papers, this work will present a detailed overview of threats stemming from university patenting activity, then it will draw some policy implications and it will conclude with some suggestions for further research.”

Baldini, Nicola

Keywords: university patents; entrepreneurial university; open science; secrecy
Date: 2006-03-27
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:pra:mprapa:853&r=edu

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

A ideia era óptima

«De facto, a diferenciação dos produtos é uma porta para a atracção das empresas, mas para isso torna-se necessário formar mão-de-obra qualificada para pôr essa ideia em prática, e, mais do que isso, dar-lhes possibilidade para isso.
Há dias conversava com uma colega licenciada em Engenharia Ambiental, que fez uma proposta de investigação a um conhecido fabricante de automóveis. A ideia era óptima, a sua formação é superior, mas obteve uma resposta negativa, por "não ser do total interesse financeiro da empresa".
É necessário dizer mais?»


Cristela Mota

(extracto de mensagem disponível na entrada "fóruns" da plataforma electrónica de apoio à unidade curricular Economia Portuguesa e Europeia, da EEG/UMinho; Janeiro de 2007)

quinta-feira, janeiro 11, 2007

As burocracias dirigentes não asseguram futuro

"O debate sobre o relatório já tem caminho feito e conhece-se o trivial. É claro que as universidades vivem uma crise institucional fortíssima, que o seu modelo de governo está aprisionado por lógicas conservadoras, que as burocracias dirigentes não asseguram futuro, que a propensão para endossar responsabilidades em vez de as assumir é elevada, que a relação dos poderes autonómicos com o Estado é perversa. Também não é necessário repetir que o relatório tem qualidade e que trata de forma complexa um problema complexo, não sendo legítimo diminui-lo através da suspeição ou do anátema da parcialidade."
José Reis
(extracto de texto, intitulado "O Relatório - As universidades vivem uma crise institucional fortíssima e a relação dos poderes autonómicos com o Estado é perversa", disponível na integra em http://www.ces.uc.pt/opiniao/investigacoes_debates/048.php)

quarta-feira, janeiro 10, 2007

Serviços da Universidade do Minho querem destacar-se num "ranking" de censura

«Na era da "Sociedade da Informação", serviços da Universidade do Minho querem destacar-se num ranking de censura

A censura parece querer fazer escola na Universidade do Minho. Um designado moderador da UM-net, novamente vetou a circulação na rede interna de uma mensagem, agora subscrita pelo SPN e pelo SNESup.

Inimaginável! A mensagem que tentaram censurar, mas que naturalmente não abdicamos de divulgar tem o seguinte texto:

"Colegas
Na reunião de 3 de Janeiro último, dinamizada pelo SNESup e pelo SPN, [...]
[...] "

Quanto ao dito moderador da UM-net, o SPN apenas espera que para futuro aplique todo o seu zelo e o seu pendor censório não à informação sindical, porque vivemos num país democrático, mas sim às muitas mensagens spam que na sua rede proliferam.
Mas é à Reitoria da Universidade do Minho que o SPN atribui integralmente a responsabilidade política por este acto de censura, que se julgava já varrido da vida de uma universidade pública, uma instituição que deve primar por ser um lugar de cidadania, uma casa de democracia.
A falta de liberdade de expressão é incompatível com uma vivência universitária plena.

O Departamento de Ensino Superior do SPN
9 de Janeiro de 2007»


(extractos de mensagem disponível no sítio electrónico da FENPROF/SPN; o sublinhado é meu, assim como o critério de edição)

Serviço Público - Comunicado do SNESup

«SNESup – Sindicato Nacional do Ensino Superior
----------
Colegas
1. Desde que, na sequência do anúncio dos valores atribuidos às instituições do ensino superior no Orçamento do Estado para 2007, o Senhor Presidente do CRUP admitiu a possibilidade de envio de professores universitários para os excedentes (actualmente, para "mobilidade especial"), em termos que aliás criticámos publicamente na ocasião, o SNESup tem estado atento à evolução da situação em diversas Universidades, encorajando os seus associados a reportarem quaisquer projectos de redução de pessoal por razões financeiras.
Assim sendo, quando nos chegou por várias vias a informação, de que, em reunião da Assembleia de Universidade realizada em 11 de Dezembro último, o Senhor Reitor da Universidade do Minho, Prof. Doutor António Guimarães Rodrigues Dias, havia equacionado a redução de pessoal docente e não docente em 20 %, por via de constituição de excedentes e da não-renovação de contratos, o nosso Sindicato
- marcou de imediato uma reunião para 3 de Janeiro;
- pediu para ser recebido pelo Senhor Reitor, com vista a uma breve troca de impressões, antes da reunião, no que não foi atendido.
Dado que os nossos colegas do SPN anunciaram também a intenção de convocar uma reunião, o SNESup propôs que ela fosse conduzida conjuntamente, o que foi aceite.
2. Conforme já foi difundido em comunicado anterior, a reunião contou com a presença de 160 docentes, número claramente acima, como todos sabemos, da participação usual em reuniões para discussão de problemas profissionais nas universidades portuguesas de hoje, e aprovou o conjunto de conclusões que já difundimos.
É de salientar que, tendo o SNESup feito apresentação de uma análise jurídica sobre a não aplicabilidade da Lei 53/2006 ao pessoal docente do ensino superior (por a própria lei ressalvar expressamente os normativos específicos dos corpos especiais em matéria de mobilidade) tivemos o grato prazer de ver um dos membros da equipa reitoral, presente na reunião, subscrever a nossa análise, dando a entender que o cenário da constituição de excedentes estaria afastado. De forma que, amplamente demonstrada a preocupação do corpo docente com a situação laboral na Universidade e constituída na própria reunião o núcleo inicial da Comissão de Docentes e Investigadores, entendemos estarem reunidas condições para um esforço de dinamização mais alargada e para o desejado, e imprescindivel, diálogo com a Reitoria.
3. No entanto, e desses factos entendemos necessário dar conhecimento a todos os docentes do ensino superior, vive-se na Universidade um condicionamento da circulação de mensagens, designadamente através da Um - Net, que não favorece o debate e o diálogo.
Ainda em Dezembro, os colegas do SPN viram retido na Um - Net o comunicado que enviaram com a sua tomada de posição, enquanto que foi difundido um comunicado de resposta da Reitoria sem que a Universidade ficasse a conhecer o texto a que se respondia. Já em Janeiro, as conclusões da reunião de dia 3, que já conheceis, foram retidas na Um - Net tendo a representação do SNESup recebido a seguinte resposta:
“Exmo. Senhor
A sua mensagem não seguiu para a UM-Net visto não se enquadrar nas respectivas regras, nomeadamente no facto de a UM-Net ter como objectivos difundir informação sobre:
- a actividade da Universidade do Minho nas suas várias vertentes: académica, social, cultural e recreativa;
- eventos promovidos e/ou organizados pela Universidade do Minho;
- o ensino em geral.
Sugere-se que a divulgação da informação em causa seja efectuada directamente junto dos elementos da UMinho associados ao SNESup e do SPN.
Cumprimentos,
O Moderador”
4. A mensagem em apreço diz respeito à Universidade do Minho e ao ensino superior, e certamente se integra nas regras da UM-Net. Aliás, como já escrevemos ao Senhor Reitor, nos termos do artigo 502 º do Código do Trabalho, as associações sindicais têm o direito de proceder à distribuição – não apenas junto dos seus associados - de “ textos, convocatórias, comunicações ou informações relativos à vida sindical e aos interesses sócio-profissionais dos trabalhadores”, autorizando também o artigo 32 º do Decreto-Lei , nº 84/99, de 19 de Março (Lei Sindical da Administração Pública) “a distribuição de comunicados e de quaisquer outros documentos subscritos pelas associações sindicais”.
Mas, em termos mais amplos, nesta época de discussão de "modelos de governação", parece-nos excluído um modelo que proíba informar / ser informado e, afinal, proíba pensar a Universidade em que se vive e se exerce funções.
Saudações académicas e sindicais
A Direcção do SNESup
em 10-1-2007»
(reprodução integral de mensagem de correio electrónico entretanto recebida, com a origem e assinatura identificadas)

terça-feira, janeiro 09, 2007

A imposição de limites às taxas de reprovação - II

«Do meu ponto de vista a melhor forma de incentivar os universitários a acabarem o seu curso não é impondo um limite ás taxas de reprovação, assim como tu referiste. Já são individuos maiores de idade e que têm que ter consciência que estão a ocupar um lugar que poderia ser de outra pessoa mas que não teve a mesma oportunidade. Talvez não seja a pessoa mais indicada para falar deste assunto pois já reprovei, mas não foi devido às borgas universitárias.
Acho, sim, que se deveria incentivar os alunos de outra forma, estimulando-os e tornando os cursos mais atractivos. Assim como implantar nos cursos, pelo menos o nosso, uma vertente mais práctica, pois a sensação que nós alunos temos é que quando acabamos o curso não estamos preperados para entrar no mercado de trabalho.
Em relação aos alunos borgueiros que tu referes acho que não são assim tantos e que infuenciam as mentalidades. Tenho também que referir as propinas que nós pagamos, e então uma pergunta se levanta, será que cada estudante de economia gasta cerca de 920€ por ano lectivo? E os alunos, como por exemplo, de medicina será que só gastam 920€?»
Catarina Neves
/...
«Começo por dizer que achei o artigo bastante interesssante, uma vez que convivemos com ele todos os dias.
Na minha opinião, um limite às taxas de reprovação não está mal pensado , desde que seja um limite razoável, claro! Porém, devo concordar que esse tal limite possivelmente não iria mudar a mentalidade da maioria dos universitários "borgueiros", pelo menos nos primeiros anos desta iniciativa; contudo, a médio/longo prazo, penso que teria sucesso !
Concluo, concordando com a minha colega, que diz não ser justo que aqueles que levam a Univrsidade a sério, não poderem usufruir dela por causa dos que cá andam a passear. De facto, quem vem para a universidade vem porque quer; ninguém obriga ninguém, por isso deviam levar as coisa um bocadinho mais a sério.»
Diana Machado

(extractos de mensagens disponíveis na entrada "fóruns" da plataforma electrónica de apoio à unidade curricular Economia Portuguesa e Europeia, da EEG/UMinho; Janeiro de 2007)

segunda-feira, janeiro 08, 2007

Ainda o comunicado do SNESup e do SPN

«SNESup – Sindicato Nacional do Ensino Superior
----------
Colegas
Na reunião de 3 de Janeiro último, dinamizada pelo SNESup e pelo SPN, em que participaram cerca de 160 docentes foram, após debate, aprovadas as seguintes conclusões:
"Os docentes da Universidade do Minho presentes na reunião de 3 de Janeiro de 2007,
1. Manifestam o seu apoio à acção desenvolvida pelo SNESup e pelo SPN [...].
2. Apoiar a constituição de uma Comissão de Docentes e Investigadores [...].
3. Reclamar a livre difusão na WebNet de mensagens [...].
O SNESup está a difundir este texto de conclusões ... que ainda não passou, ele também, na WebNet da Universidade do Minho ... a todos os docentes do ensino superior. Seguir-se-á um comunicado com explicações mais pormenorizadas.
Saudações académicas e sindicais
A Direcção
8-1-200»
(extractos de mensagem electrónica, proveniente do SNESup, entretanto recebida; por razões de economia de espaço, para não duplicar texto já disponível neste blogue, abaixo, não se reproduz a mensagem integral; o sublinhado é meu)

“Demand for Higher Education Programs: The Impact of the Bologna Process”

”The Bologna process aims at creating a European Higher Education Area where intercountry mobility of students and staff, as well as workers holding a degree, is facilitated. While several aspects of the process deserve wide public support, the reduction of the length of the first cycle of studies to three years, in several continental European countries where it used to last for four or five years, is less consensual. The paper checks the extent of public confidence in the restructuring of higher education currently underway, by looking at its implications on the demand for academic programs. It exploits the fact that some programs have restructured under the Bologna process and others have not, in Portugal. Precise quantification of the demand for each academic program is facilitated by the rules of access to higher education, in a nation-wide competition, where candidates must list up to six preferences of institution and program. We use regression analysis applied to count data, estimating negative binomial models. Results indicate that the programs that restructured to follow the Bologna principles were subject to higher demand than comparable programs that did not restructure, as if Bologna were understood as a quality stamp. This positive impact was reinforced if the institution was a leader, i.e. the single one in the country that restructured the program. Still an additional increase in demand was experienced by large programs that restructured to offer an integrated master degree, thus conforming to Bologna principles while not reducing the program duration.”

Ana Rute Cardoso (IZA and University of Minho)
Miguel Portela (Tinbergen Institute, NIPE-University of Minho and IZA)
Carla Sá (Tinbergen Institute and NIPE-University of Minho)
Fernando Alexandre (NIPE-University of Minho)
Keywords: education policy, European Higher Education Area, economic, social and cultural integration, count data
Date: 2006-12
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:iza:izadps:dp2532&r=edu

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

Bolonha! E agora? - VII

«Na minha opnião o processo de Bolonha é favoravel para os alunos, no entanto, no final do nosso curso poucos alunos estão preparados para de imediato enfrentar qualquer emprego. Em todos os cursos deveria existir um estágio para os alunos, nem que fosse apenas uma passagem por uma empresa ou um outro lugar onde fosse possivel observar e ter consciência do que realmente nos espera no mercado de trabalho. Alguns cursos são muito teóricos, e eu pergunto porque nao apostar mais na prática?»
João Cunha
/...
«Para quem não sabe, eu tenho uma relação com uma estudante de economia do 4º ano, ou seja, está no plano antigo. E há uns dias atrás a minha mãe fez-me esta pergunta: “tu andas menos um ano que ela!!! No final do curso vais saber o mesmo???”… Bem, eu fiquei uns bons segundos a olhar para minha mãe mas depois disse: “ supostamente sim”… E fiquei uns bons minutos a pensar naquilo.
Será que vamos saber o mesmo??? Será que afinal a intenção nunca foi saber??? Mas afinal porque razão os outros tiveram mais um ano na universidade???
Tive um professor que um dia me disse: “Vocês o que aqui aprendem são só bases teóricas. Irão receber depois formação para aquilo que vão fazer. Daqui levam a teoria e o pensamento.” Bem, eu acho que o professor tem razão. Mas porque razão andaram os outros cá 4 anos? Como podemos nós ser equiparados a eles? Não quero dizer que somos inferiores mas somos iguais? Mas nós não recebemos a mesma formação??? Não sei, ainda não há dados para comparar, mas daqui a 10 anos podemos ver qual o efeito de Bolonha e a taxa de emprego.
Saio com menos um ano de formação, mas será que saio formado???»
Eurico Cunha

(extractos de mensagens disponíveis na entrada "fóruns" da plataforma electrónica de apoio à unidade curricular Economia Portuguesa e Europeia, da EEG/UMinho; Janeiro de 2007)

domingo, janeiro 07, 2007

A imposição de limites às taxas de reprovação

"Acho o artigo muito interessante, no entanto não sou da mesma opinião que tu quando defendes que não devem ser impostos limites às taxas de reprovação. Pensa na quantidade de alunos que após terminar o 12º ano quer ingressar na universidade mas depara-se com um número baixo de vagas...Não seria melhor para todos se aqueles que estão na universidade a "fazer nada" dessem lugar àqueles que realmente vêem um curso superior como um objectivo de vida? Eu penso que a imposição de limites às taxas de reprovação mudaria sim a mentalidade de alguns estudantes, uma vez que se não se esforçassem não terminariam o seu curso, o que automaticamente tornaria as pessoas mais competentes e mais competitivas. Isto reflectir-se-ia quando ingressassem no mercado de trabalho, tornando-os melhores profissionais."


Patrícia Palha

(extracto de mensagem disponível na entrada "fóruns" da plataforma electrónica de apoio à unidade curricular Economia Portuguesa e Europeia, da EEG/UMinho; Janeiro de 2007)

sábado, janeiro 06, 2007

“O Moderador”, essa figura mítica

«Citando João Mendes jcrmendes@ilch.uminho.pt:
Uma ideia refrescante no universo tecno-burocrático que nos asfixia.
[…]
[…]

Um filósofo na administração
Mário Bettencourt Resendes
Jornalista
<http://dn.sapo.pt/2007/01/04/853495.jpg> <http://imgs.sapo.pt/images/c2/dn.sapo.pt/layout/10px.gif>
Há boas notícias, vindas do outro lado do Atlântico, para quem consagrou os seus anos universitários ao estudo e aprofundamento de disciplinas hoje consideradas como de "difícil saída profissional". Trata-se, concretamente, do caso de algumas empresas norte-americanas, que decidiram recrutar, para os seus conselhos de administração, quadros com formação superior em Filosofia. E admitem também alargar o processo com o recurso a historiadores ou sociólogos. […]
Impressiona, portanto, a decisão do Ministério da Educação de acabar com o exame nacional na disciplina, […]
[…]
Não se percebe é como a desvalorização da Filosofia poderá contribuir para corrigir estes desequilíbrios. Ignorantes sobre a História da "sabedoria", mais mal treinados para pensar e para compreender um mundo com contornos cada vez mais complexos, os jovens do futuro estarão, obviamente, bem mais desarmados perante a vida.

<http://imgs.sapo.pt/images/c2/dn.sapo.pt/layout/10px.gif>
A sua mensagem não seguiu para a UM-Net visto não se enquadrar nas respectivas regras.
Regras da lista UM-Net:
1 - A UM-Net é uma lista moderada. Isto significa que todas as mensagens enviadas são validadas por um moderador em função dos objectivos da lista.
2 - A UM-Net tem como objectivos difundir informação sobre:
- a actividade da Universidade do Minho nas suas várias vertentes: académica, social, cultural e recreativa;
- eventos promovidos e/ou organizados pela Universidade do Minho;
- o ensino em geral.
3- A UM-NET é uma lista de difusão de informação, não se podendo constituir nem como um "Forum de Opinião" nem como um "Forum de Discussão".
4 - Podem fazer parte da lista docentes e funcionários. O utilizador que pretender integrar ou abandonar a lista basta enviar uma mensagem para a lista, um-net@uminho.pt, manifestando a sua intenção.
Cumprimentos,
O Moderador»

(extractos de mensagem electrónica recebida na caixa de correio electrónico da Escola - EEG/UMinho -, na tarde de 07/01/05 ; os sublinhados são meus)

Comentário: depois disto, quem teve acesso à resposta (e, seguramente, João Mendes), não se pode queixar que desconhece as regras de acesso, isto é, de difusão de mensagens na um-net; fica, também, claro o elevadíssimo critério que anima aquele “sistema de informação”, a saber, cito: “difundir informação sobre:
- a actividade da Universidade do Minho nas suas várias vertentes: académica, social, cultural e recreativa; […]”.
A meu ver, resulta daqui absolutamente claro porque é que merecem difusão da um-net a realização de sessões de formação sobre "massagens relaxantes" e outras iniciativas de elevado interesse didáctico, informativo e recreativo e não “lixo” do tipo daquele que o colega em referência (e outros, antes dele) queria(m) fazer passar. Já viram o caos e a desqualificação que a um-net seria sem a figura e o elevado critério selectivo de “O Moderador”.
Quando tudo é tão claro, o que se pode pedir mais?

sexta-feira, janeiro 05, 2007

Sugestão de leitura

Aproveitando uma chamada de atenção que acabou de me cair na caixa de correio, aqui deixo mais uma sugestão de leitura. Os meus agradecimentos ao involuntário (?) colaborador, que se identifica como jcrmendes@ilch.uminho.pt.

"Notícia DN: DN_ONLINE Um filósofo na administração http://dn.sapo.pt/2007/01/04/opiniao/um_filosofo_administracao.html
Comentário: Uma excelente ideia, totalmente a contrapelo do que se passa na Universidade do Minho."
/...
J. Cadima Ribeiro

Reunião Sindical na Universidade do Minho

«Reunião Universidade do Minho
Na reunião de 3 de Janeiro último, dinamizada pelo SNESup e pelo SPN, em que participaram cerca de 160 docentes foram, após debate, aprovadas as seguintes conclusões:
"Os docentes da Universidade do Minho presentes na reunião de 3 de Janeiro de 2007,
1. Manifestam o seu apoio à acção desenvolvida pelo SNESup e pelo SPN após as declarações do Senhor Reitor na Assembleia da Universidade de 11 de Dezembro de 2006.
2. Apoiar a constituição de uma Comissão de Docentes e Investigadores integradas pelos representantes sindicais nas várias escolas e por docentes não sindicalizados, com o objectivo de dinamizar o debate e de acompanhar a situação laboral, constituindo-se em entidade de diálogo e negociação com a Reitoria.
3. Reclamar a livre difusão na WebNet de mensagens sobre a situação do ensino superior e da Universidade do Minho."
4-1-2007»


(transcrição de mensagem disponível na entrada "Notícias" do sítio do SNESup)

Comentário:
i) também eu fiquei surpreendido com o nível de adesão que a iniciativa colheu; fica a experança de voltarmos a ter uma comunidade viva na nossa academia, a prazo, pelo menos;
ii) anotei a presença de representantes assumidos da "nomenclatura", a quem louvo o terem dado a cara; da próxima vez, têm é que aparecer mais bem preparados e revelar mais jeito;
iii) pese embora a alusão que é feita na tomada de posição aprovada e que se lê acima, não ficou claro para mim que tenha sido percebida a importância estratégica da criação/dinamização de um sistema de informação/comunicação alternativo, como instrumento de luta e como peça de afirmação da liberdade de informação e de opinião negadas pela "nomenclatura".

/...

PS:

«Colegas

Na reunião de 3 de Janeiro último, dinamizada pelo SNESup e pelo SPN, em que participaram cerca de 160 docentes foram, após debate, aprovadas as seguintes conclusões: "Os docentes da Universidade do Minho presentes na reunião de 3 de Janeiro de 2007,

1. Manifestam o seu apoio à acção ...

2. Apoiar a constituição de uma Comissão ...

3. Reclamar a livre difusão na WebNet de ..."

A Comissão ficou integrada desde logo por um conjunto de colegas que se ofereceram para o efeito. Solicitamos que quaisquer outras manifestações de disponibilidade, para as quais apelamos, sejam comunicadas aos colegas Maria Eduarda Coquet (IEC, SNESup) e Pedro Oliveira (E. Engenharia, SPN) .

O SNESup

Nuno Ivo Gonçalves

O SPN

Mário de Carvalho

PS - desculpem mandar através dos endereços das escolas mas a um-net já recebeu este texto há mais de 24 horas e ainda não o divulgou.

Eduarda Coquet

Pedro Oliveira»

(transcrição parcial - por razões de economia de espaço, e redundância do texto face ao que aparece acima - de mensagem entretanto recebida na caixa de correio electrónico da Escola)

quinta-feira, janeiro 04, 2007

"A OCDE no sapatinho das universidades"

Secundando JVC (Reformar a Educação Superior), em mensagem de hoje, intitulada "Chamada de atenção", aqui deixo uma recomendação de leitura:
http://dn.sapo.pt/2007/01/04/economia/a_ocde_sapatinho_universidades.html

Façam bom proveito da leitura do artigo de João Caraça, isto é, não deixem de se questionar e questionar as "razões insondáveis" porque estamos continuadamente a elaborar sobre "as mesmas coisas" ou, se quiserem, a repetir diagnósticos, e, em matéria de política - que, neste caso, quer dizer acção (planeamento - decisão/acção - monitorização da acção) - , fazemos nada, como parece ajustado dizer.

J. Cadima Ribeiro

Drs. e Engs.

«Em Portugal neste momento há falta dos dois, de emprego e de trabalho. Comentou-se aqui que o português quer um emprego e não um trabalho. Concordo plenamente. A maioria pretende um emprego bem remunerado e, de preferência, com pouco para fazer em detrimento de trabalhos com baixos salários, bastante esforçados e que muitas vezes impliquem deslocações “muito chatas”. Isto verifica-se e muito no caso dos recém-licenciados que, ao verem as letras “Dr” ou “Eng” atrás do nome, enchem-se de orgulho e por vezes de arrogância e só aceitam trabalhar num emprego que se enquadre com a sua licenciatura e que tenha um salário “porreiro”, rejeitando os “trabalhos vergonhosos”.»


Ricardo Rodrigues

(extracto de mensagem disponível na entrada "fóruns" da plataforma electrónica de apoio à unidade curricular Economia Portuguesa e Europeia, da EEG/UMinho; Janeiro de 2007)

quarta-feira, janeiro 03, 2007

“Higher Education as a Form of European Integration: How Novel is the Bologna Process?”

“Higher Education as a Form of European Integration: How Novel is the Bologna Process?”

Anne Corbett
Keywords: multilevel governance; institutionalism; Europeanization; educational policy
Date: 2006-12-18
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:erp:arenax:p0226&r=edu

( “paper” disponível no sítio referenciado)

Custa-me entender o rumo do Governo

"Confesso não saber ao certo o método de cálculo das bolsas, mas partindo de princípio que estas são concedidas coerentemente, e que estão provavelmente indexadas, pelo menos parcialmente, ao valor das propinas de cada ano, não me parece que estas sejam o real problema. O verdadeiro problema chega àqueles alunos que, não estando abrangidos pelas bolsas, vêem o valor das propinas aumentar em flecha quando o nível de vida e o poder de compra dos seus agregados se mantém mais ou menos constante. A situação tende ainda a agravar-se quando o número de jovens por agregado familiar a frequentar o ensino superior é maior que um.
No que diz respeito aos empregos em part-time, sou da opinião que só não os tem quem os não quer, e que estes só podem fazer bem aos estudantes. Em Londres quase todos os estudantes têm um part-time, e isto não tem influência negativa no sucesso dos mesmos ou no prestígio das instituições que estes frequentam.
Quanto ao facto de se poder tornar mais barato estudar numa universidade privada do que numa universidade pública, parece-me de todo disparatada tal hipótese, pelo menos nas universidades privadas sobre as quais tenho informações. Concordo no entanto que há falta de apoio aos estudantes e ao ensino, e custa-me a entender o rumo da cruzada do nosso Governo para modernizar o país e o nível de formação de todos, quando se investe cada vez menos nessa mesma formação, como a colega afirmou e bem."


Carlos Nogueira

(extracto de mensagem disponível na entrada "fóruns" da plataforma electrónica de apoio à unidade curricular Economia Portuguesa e Europeia, da EEG/UMinho; Janeiro de 2007)

terça-feira, janeiro 02, 2007

De uma estratégia para o desenvolvimento do Minho a uma estratégia para o seu ensino superior

Na passada semana, última do ano 2006, desloquei-me a Viana do Castelo, em serviço comunitário, para proferir uma conferência a ser escutada, e comentada, por um público seleccionado, constituído por autarcas, dirigentes de estruturas empresariais e responsáveis de instituições de ensino superior sedeadas na região (pelo menos um esteve presente, segundo percebi).
O mote que me tinha sido dado pela organização fora “Que estratégia para a (sub)região Minho-Lima ?”, que glosei com grande liberdade, como uso fazer. Aliás, a liberdade esteve logo na pequena alteração, um “sub”, entre parêntesis, que decidi introduzir no título da intervenção. Não era um detalhe, no contexto do desafio que me era proposto.
Do que disse, retenho aqui as “Conclusões”, tal e qual.

"Os vectores estratégicos de viabilização do desenvolvimento do Minho/Lima:

i) Massa crítica (os recursos são a fonte da competência dos territórios; há limiares de massa crítica que importa mobilizar para ser competitivo no quadro económico actual - as parcerias regionais, transfronteiriças e, mesmo, internacionais podem ser necessárias, p.e., no turísmo, no “cluster” automóvel, nas energias alternativas, nas tecnologias de informação e comunicação, nos têxteis técnicos e funcionais);

ii) Projecto/estratégia (reposicionamento na cadeia de valor, apostando em áreas de negócio com uma forte componente tecnológica e de gestão - uma componente desse processo reside em passar da produção para a distribuição final);

iii) Inovação/criatividade (importa evoluir de uma e-região – na medida em que esta dimensão já tenha sido concretizada/consolidada - para uma c-região, i.e., do conhecimento - o que implica investimento em I&D e desenvolvimento de uma cultura receptiva à novidade e à diferença);

iv) Coordenação/cooperação (concentração de esforços no desenvolvimento de uma cadeia de inovação tecnológica envolvendo Empresas, Universidades e Unidades de Transferência de Tecnologia - operacionalização de um Fórum de Inovação Tecnológica; levar as instituições de formação superior, as unidades de I&D e as unidades de transferência de tecnologia a funcionarem em rede);

v) Parceria (tirar partido da rede de solidariedades locais e da capacidade de concertação existente, comprometendo operadores económicos, agentes sociais e decisores políticos - facilitar/estimular o diálogo entre actores existentes, associações empresariais, agências de desenvolvimento regional e local, comunidades territoriais, estruturas sectoriais)

vi) Ordenamento urbano (assumir uma política urbana activa, expressa no favorecimento de eixos urbanos e do funcionamento em rede, como peça central de angariação de massa crítica em matéria de equipamento, de oferta de serviços gerais e diferenciados - incluindo os culturais e recreativos - e de requalificação ambiental).

vii) Liderança (trabalhar na criação de uma liderança clara e de uma voz comum a partir do sentimento de comunidade)."

Olhando para este enunciado, dir-me-ão, provavelmente, que ele servirá a muitos outros territórios e ao país, no seu todo. Concordo, em pleno. O problema é que do diagnóstico à acção vai uma distância imensa.
Tendo enunciado estes princípios de estratégia para o desenvolvimento do Minho, com poucas mudanças de ênfase, podia ter elaborado sobre o papel do ensino superior no desenvolvimento do território em causa e sobre os caminhos possíveis para potenciar os seus impactes. O problema é que se a região apresenta como défices básicos a ausência de uma estratégia e de uma liderança, a situação agrava-se dramaticamente quando consideramos a realidade do seu ensino superior.

J. Cadima Ribeiro

domingo, dezembro 31, 2006

Frases soltas a fechar o ano

"Eu até posso concordar com o aumento das propinas, mas tanto?... Como é que é possível de um ano para outro pagar-se o dobro de propinas. Chegámos a pagar cerca de 60 contos e passámos, de repente, para 120.
Acho injusto que todos os alunos paguem as mesmas propinas. Deveria ser diferente. Os cursos que beneficiassem de mais material deveriam pagar mais do que os outros. Um exemplo na nossa universidade é o excessivo gasto com os alunos de medicina. Material e mais material, e pagam as mesmas propinas que os restantes alunos. Alunos estes que por vezes não têm sequer o material necessário."

Patrícia Campos

/...

"[...]
Para acabar, e para não "bater mais no ceguinho", tvz este sistema ainda não tenha mudado, pela seguinte ideia irónica: como somos os maiores consumidores mundiais de bacalhau, gostamos mesmo que as coisas fiquem é em "águas de bacalhau". Só vejo essa razão."


Helder Silva

/...

(extractos de mensagens disponíveis na entrada "fóruns" da plataforma electrónica de apoio à unidade curricular Economia Portuguesa e Europeia, da EEG/UMinho; Dezembro de 2006)

sexta-feira, dezembro 29, 2006

Vamos fazer por merecer um Ano Novo melhor!

Sinal da época que atravessamos, até a um-net reconfigurou a sua receptividade à difusão de informação menos grada à "nomenclatura". Disso é expressão a mensagem que se lê abaixo, entretanto recebida nas caixas de correio electrónico. Ainda há quem diga que a época perdeu significado simbólico!

"A actual situação na universidade do minho

Reunião sindical promovida por: SPN (FENPROF) e SNESup
Data: 3 de Janeiro (4ª feira)
Hora: 10h 30m
Local: Auditório I - Complexo Pedagógico II do Campus de Gualtar.

Caros Colegas
Esta reunião surge na sequência das declarações do Senhor Reitor da Universidade do Minho, anunciando em Assembleia de Universidade a intenção de até Setembro de 2007 colocar fora da instituição 100 docentes e cerca de 60 funcionários e de proceder a uma redução de 20% nos encargos com pessoal.
Vamos divulgá-la e, com a nossa participação, merecer um Ano Novo melhor.
As nossas melhores saudações
28/12/2006

Pelo Departamento de Ensino Superior
do Sindicato dos Professores do Norte

Mário Carvalho
"

O título que foi escolhido para anunciar a iniciativa é que me parece pouco rigoroso ou, por outra, excessivamente ambicioso. É que, para tratar "a actual situação na universidade do minho", precisariamos de muito mais tempo que a convocatória que se reproduz supõe, e a maior parte do que está em causa não releva da componente sindical. Mas já é alguma coisa que se pegue numa das pontas do novelo. Saudo, por isso, a bondade da iniciativa, apesar de tudo.
Fico, não obstante, com a curiosidade de confirmar se o ano 2007 permanecerá na história da Instituição como mais um marcado "por uma apagada e vil tristeza", que nos envergonha a todos, os que com ela vamos contemporizando.
Subscrevo, por isso, o que se escreve acima na convocatória quando se diz: vamos (fazer por) "merecer um Ano Novo melhor"!

J. Cadima Ribeiro

quinta-feira, dezembro 28, 2006

“Human Capital Dispersion and Incentives to Innovate”

“Do policies that alter the allocation of human capital across individuals affect the innovation capacity of an economy? To answer this question I extend Romer`s growth model to allow for individual heterogeneity. I find that the value of an invention rises with equality. If skills and talents are evenly distributed, inventions are more widely adopted in production and users are willing to bid a higher price. Therefore more inequality is associated with a larger share of the population employed in the business of invention. But, somehow surprisingly, the analysis suggests that although an equal society values inventions more than an unequal one, it may produce fewer of them, or, equivalently, generates inventions of a lower quality. A calibration of the model suggests a weak, but positive, relationship between the rate of innovation and inequality. Finally, in a two-country world, in which ideas, individuals, and capital circulate without restrictions, I find that the unequal economy tends to specialize into the business of innovation. The main implication of the analysis is that an observed difference in the innovation rate between two countries with similar levels of education can hardly be attributed to variations in domestic human capital policies.”

Maurizio Iacopetta
Keywords: human capital, inequality, innovation
Date: 2006-06
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:deg:conpap:c011_013&r=edu

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

quarta-feira, dezembro 27, 2006

Ensino Superior: em hora de balanço do ano 2006

« Universidades preparam-se para a Europa com cortes orçamentais
Além do anúncio dos cortes orçamentais para as universidades previstos para 2007, a adaptação de quase metade das licenciaturas às regras europeias definidas no Processo de Bolonha e a assinatura de um acordo de parceira entre o Governo português e o MIT marcaram o ensino superior neste ano.
Em Março, muitas universidades públicas apresentaram propostas para adaptar os cursos ao Processo de Bolonha, um compromisso assumido em 1999 pelos países europeus que visa harmonizar os graus e diplomas atribuídos, de modo a criar um "espaço europeu do ensino superior" que facilite a mobilidade e a e mpregabilidade dos estudantes.
O ano lectivo 2006/2007 arrancou com 42% das licenciaturas no ensino superior público adaptadas às regras de Bolonha, um modelo que acabou com os bacharelatos e passou a estar assente em apenas três ciclos licenciatura (com duração de três anos), mestrado (dois anos) e doutoramento (com um mínimo de três anos).
Já este mês, o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago, de acordo com a Lusa, afirmou que o número de licenciaturas do ensino superior público e privado adaptadas ao Processo de Bolonha vai aproximar-se dos 90% no próximo ano lectivo, adiantando-se ao prazo de conclusão do processo nos 45 países aderentes, que termina apenas em 2010.

Cortes polémicos
Polémico foi o corte no Orçamento de Estado para o ensino superi or, que prevê menos 4,8% relativamente à estimativa de execução para 2006. Feitas as contas, os sindicatos denunciaram que quatro em cada dez universidades e politécnicos terão no próximo ano falta de dinheiro para pagar os salários dos docentes, o que poderá levar ao despedimento de pessoal docente. Os reitores manifestaram descontentamento face aos cortes orçamentais. Os politécnicos mostraram-se preocupados com os cortes no orçamento para o sector e os estudantes indignaram-se, acusando o Ministério de "enterrar" o ensino superior.
A assinatura de acordos internacionais com institutos norte-americanos foi também marcante para o ensino superior, sobretudo no que respeita à parceria estabelecida com o Instituto de Tecnologias de Massachusetts (MIT). Ainda no mesmo mês, foi assinado um acordo entre o Estado e a universidade norte-americana Carnegie Mellon, tendo em vista a colaboração com universidades e laboratórios nacionais, estando previsto para breve o arranque da terceira parceria, com a Universidade de Austin (Texas).
[...]»

(extrato de "notícia" do Jornal de Notícias de hoje, 2006/12/27, com o título que se indica à cabeça do artigo)

terça-feira, dezembro 26, 2006

Bolonha! E agora? - VI

"No inicio, quando o tema bolonha me chegou aos ouvidos achei que seria uma coisa péssima, que não iriamos estar preparados para "receber" tal processo, que as novas licenciaturas não nos deixariam aptos para entrar no mercado de trabalho e consequentemente seria muito mais dificil arranjar emprego na nossa area. Contudo, depois de fazer parte, durante um semestre deste processo, a minha opinião alterou-se significativamente. Penso que a que a licenciatura de economia (e falo apenas desta porque não tenho muito conhecimento das outras), não ficou pior. Exige é muito mais empenho por parte dos alunos e acho que isso é o que nos assusta.
Em relação ao mestrado, julgo que este não é fundamental mas...essencial se queremos estar melhor preparados. Já tinha esta opinião antes de o processo ser implementado, tanto mais agora que o curso perdeu algumas cadeiras, que podiam até não ser fundamentais mas se estavam lá por algum motivo era."


Diana Machado

(extracto de mensagem disponível na entrada "fóruns" da plataforma electrónica de apoio à unidade curricular Economia Portuguesa e Europeia, da EEG/UMinho; Dezembro de 2006)

segunda-feira, dezembro 25, 2006

“E-Governance of Universities: A Proposal of Benchmarking Methodology”

”This paper aims to provide a benchmarking proposal related to the area of e-governance of universities. An e-governance tool is proposed in order to disseminate both the mission and the institutional culture of each University into a formal scheme of benchmarking tools. A brief review of the literature related to e-governance models is made in order to justify the importance of e-business practices in universities. Some studies developed in the field of benchmarking in the universities were also selected, using different methodologies. Through the analysis of the most relevant studies, a set of indicators was built in order to evaluate the benchmark related to e-governance. In what concerns the electronic governance of universities the benchmark comes from the development of a manual of benchmarking that comprises new evaluation and control areas of the performance of universities, in terms of their contribution for the development of the regions where they are located. The creation of a manual of benchmarking applied to universities, is proposed. In order to validate, or even to improve the manual, it`s necessary to test it not only in universities, but also in other related stakeholders that take part of the institutional networks of universities. Once implemented, the proposed benchmark provides a better way to evaluate the current practices and to identify the best practices. It could also improve the performance of universities in what concerns the e-governance systems.”

Raposo, Mário
Leitão, João

Paço, Arminda
Keywords: Benchmarking; E-Governance; University. Date: 2006-10-16 URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:pra:mprapa:484&r=edu

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

"Bolonha ! E agora ?" - V

"Penso que este processo é muito importante para relançar e modificar a forma como é organizado o ensino superior. No entanto apesar de toda a abordagem e análise que foi feita a este processo penso que foi implementado de uma forma muito rápida sem ter uma verdadeira consciência do que se tratava. Para tal basta ver as muitas dúvidas que surgem nas cabeças dos estudantes na hora de fazerem contas ao número de cadeiras, à dependência entre as cadeiras, entre outro aspectos sobre os quais muitas vezes os responsáveis de cursos não conseguem dar respostas na hora porque nem eles próprios sabem como está a funcionar.
Penso que antes de se implementar um processo tão revolucionário para o ensino superior era necessário explicar e dar a entender muito bem a quem já frequenta os cursos e a quem pode vir a frequentá-los. Além disto e apesar de ser benéfico para os estudantes o facto de poderem acabar uma licenciatura em menos tempo penso que tem os seus aspectos negativos porque muitas vezes os alunos acabam os cursos muito novos e não têm a credibilidade que tinham os alunos que acabavam os cursos em quatro ou cinco anos."


Rui Freitas

(extracto de mensagem disponível na entrada "fóruns" da plataforma electrónica de apoio à unidade curricular Economia Portuguesa e Europeia, da EEG/UMinho; Dezembro de 2006)

sábado, dezembro 23, 2006

Um sistema de governo das instituições que está esgotado

"Mas esta evolução não nos deve fazer esquecer a necessidade de atacar os problemas e superar as insuficiências que hoje se verificam no sistema. E sabemos bem quais são: altas taxas de insucesso escolar; baixos níveis de eficiência; desajustamento entre a oferta de cursos e as necessidades efectivas do mercado de trabalho; um sistema de governo das instituições que está nitidamente esgotado e que, em muitos casos, não tem gerado nem a abertura, nem a liderança, nem a gestão adequadas. E, finalmente, precisamos de escolas capazes de atrair mais estudantes, com relevância internacional e com maior relação com a economia e com a sociedade."
José Sócrates
(extracto de "Intervenção do Primeiro-Ministro no debate mensal na Assembleia da República sobre Ensino Superior", em 21 de Dezembro pp.; texto disponível na integra em Higher Education - Univercity, isto é, no blogue com esse nome)
Comentário: o sublinhado feito é meu; do que diz o 1º ministro, tem que concluir-se que não é só o Minho que está mal servido em matéria de estruturas de governo das suas instituições de ensino superior e respectivos intérpretes; não me (nos) serve(deverá servir) de conforto, no entanto; fica-me, todavia, a dúvida se o 1º ministro se propõe atacar tão candentes problemas com um ministro da tutela que, para além de ser Gago, tem revelado tanta falta de jeito para assegurar a gestão política do ensino superior nacional.

sexta-feira, dezembro 22, 2006

A Euforia do Natal

"O Natal é uma época fantástica.
Muitas pessoas criticam o Natal porque os indivíduos gastam o que não têm. Porém, a satisfação de cada agente não varia apenas com o seu rendimento. Existem outras variaveis.
A verdade é que no Natal grande parte de nós está mais feliz e isso é que é importante.
Bom Natal"


Tiago Neves

(extracto de mensagem disponível na entrada "fóruns" da plataforma electrónica de apoio à unidade curricular Economia Portuguesa e Europeia, da EEG/UMinho; Dezembro de 2006)

Comentário: senti-me tentado a publicitar aqui a mensagem de natal que o reitor da UMinho nos (comunidade académica da UMinho) endereçou entretanto, via um-net. Desisti porque não podia deixar de sugerir-se provocação, da grossa. Não sei se ao meu colega em causa ocorreu que a mensagem pudesse ser percebida como tal. Não sei, digo!

quinta-feira, dezembro 21, 2006

Serviço Público - das fundações às ânsias de protagonismo público

Futuro do IPCA poderá passar pela manutenção da autonomia
O presidente do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA) defendeu ontem, em Barcelos, que a continuação do IPCA como instituição autónoma deve ser uma alternativa a estudar. Na sessão solene do “Dia do IPCA”, João Carvalho considerou que, tendo em conta o último relatório da OCDE sobre a reorganização do ensino superior em Portugal, o IPCA poderá ser «o modelo que actualmente melhor interessa à comunidade».
João Carvalho adiantou contudo que esta possibilidade terá que ser discutida com a comunidade interna do IPCA, a sociedade civil e as forças políticas da região. «O IPCA tem condições para ser um politécnico de excelência», disse.
Durante o próximo mês, o instituto irá criar um conselho consultivo que se encarregará de auscultar a sociedade civil, os políticos da região, os antigos alunos, a associação de estudantes, os professores e os funcionários. «Tomaremos posteriormente uma posição definitiva, conscientes de que será o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior a decidir sobre o futuro do IPCA», assegurou.
Este conselho consultivo dará depois origem de um órgão estratégico do qual farão parte representantes de escolas secundárias e profissionais e ainda as autarquias da região. Segundo explicou, este órgão será responsável, entre outras coisas, pela definição da missão e estratégia de desenvolvimento do IPCA e pela aprovação ou extinção de cursos.
Seja qual for o futuro da instituição o presidente do IPCA considera que a Universidade do Minho (UM) deve ser um parceiro privilegiado. Para o presidente, o IPCA deve assumir-se como uma instituição de ensino superior politécnica que prepara os alunos para o saber-fazer, devendo também alargar a sua formação para outras áreas importantes para a região como o ensino pós-secundário, a formação de curta duração, ao longo da vida e à distância.
A par do relatório da OCDE que defende o sistema binário (universitário e politécnico) em instituições diferentes, a posição de João Carvalho é sustentada pela recente posição do Conselho Coordenador dos Institutos Politécnicos (CCIP).
Este órgão, reunido segunda- feira, entende que os politécnicos devem ter um papel relevante na expansão das formações de 1.º ciclo, de pós-graduação e na investigação aplicada. Por outro lado, o CCIP considera que deve ser «desencorajada a intervenção das universidades nos domínios de formação politécnica».
João Carvalho notou ainda que a região necessita, não só de ensino universitário, mas também de ensino politécnico onde deve predominar «formação direccionada para o desempenho de uma actividade profissional».

Integração na UM parece agradar

A par da manutenção da autonomia do IPCA enquanto instituição assumidamente politécnica, no discurso de ontem, João Carvalho mencionou mais duas alternativas. A primeira, já discutida em 2002, consiste na integração do IPCA na UM. Neste caso, o presidente do IPCA entende que a instituição deveria ser reconhecida como o terceiro pólo da UM, a par de Gualtar (Braga) e Azurém (Guimarães).
Se assim for, o IPCA será transformado em pólo universitário, oferecendo cursos de cariz politécnico e universitário. Uma possibilidade que parece agradar ao presidente da instituição. «Estou certo que se for esta a decisão do Governo, a integração não é morrer. É viver de outra forma, é reorientar a missão do ensino superior em Barcelos», sustentou.
Em cima da mesa está também a participação do IPCA como unidade autónoma num consórcio ou numa fundação de capitais públicos juntamente com outras instituições de ensino superior. Esta possibilidade permitiria uma maior cooperação institucional, a criação de áreas de excelência de ensino e investigação e um melhor aproveitamento dos recursos financeiros e humanos.

IPCA quer lançar no mercado 500 licenciados por ano
[…]
Na sessão solene do “Dia do IPCA”, João Carvalho assinalou que o aumento do número de alunos torna «insustentável» a continuação nas actuais instalações. «O custo mensal de 16.700 euros poderá ser utilizado no investimento em livros, em equipamentos informáticos e em actividades associativas », disse.
[…] “

Marta Encarnação

(extractos de artigo disponível na secção “notícias” do Diário do Minho, em 2006-12-20)

Comentário: conhecendo-lhe o perfil habitualmente discreto, custa-me perceber que ânsia de protagonismo público se apoderou deste meu caro colega de Escola, a não ser que os lugares transformem as pessoas; percebo também mal de onde lhe vem o “estatuto” para se abalançar em propostas de tão “largo” e controverso alcance.
Nem tudo o que diz é descabido, nomeadamente aquilo que se refere à coordenação da oferta regional de ensino superior, embora para tanto não sejam precisas nem fundações nem relatórios da OCDE de encomenda ministerial. A isto também já me referi nesta sede, há algum tempo. O problema é que, para além das instituições e das exigências de bom uso dos recursos públicos, existem pessoas e há algumas que nunca se deviam propor para o exercício de certas funções, por manifesta falta de competência e, nalguns casos, também falta de perfil pessoal.
Obviamente, na medida em que se lhe encurta o horizonte em termos de carreira académica, alarga-se-lhe o espaço para uma (futura) carreira política.

Serviço Público - Mensagem para os colegas da UM

"Caro Colega
O SNESup soube hoje que não tinha chegado aos endereços profissionais de uma grande parte, se não de todos, os colegas da UM, a nossa mensagem de 3 ª feira quanto ao acordo alcançado para realizar em conjunto com os colegas do SPN a reunião de 3 de Janeiro e sobre a proposta de criação de uma Fundação para o Minho para gestão de recursos.
A nossa mensagem continha anexos, um dos quais o eco no DN do comunicado de 2 ª feira do SPN que encontrou dificuldades de circulação e outro uma notícia do Público sobre a Fundação. Junto este segundo anexo. Essa mensagem foi enviada do endereço institucional do SNESup e não passou. Envio a presente mensagem de minha casa e solicito, caso o entenda conveniente, a sua divulgação no seu site.
O meu nome, e a qualidade de Vice-Presidente da Direcção constam de www.snesup.pt, secção "Quem Somos ?".
Com os meus agradecimentos
Nuno Ivo Gonçalves

Vice-Presidente da Direcção do SNESup"

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"Colegas
Tendo na passada 2 ª feira o SPN reagido, tal como o SNESup, às intenções do Senhor Reitor da Universidade do Minho anunciadas em Assembleia de Universidade, e manifestado também a intenção de convocar uma reunião para o princípio do ano, aberta a não-sindicalizados, propusemos já aos nossos colegas que se realize uma única reunião.
Essa proposta foi aceite e portanto a reunião será coordenada em conjunto pelo SNESup e pelo SPN e terá lugar no dia 3 de Janeiro (4ª feira) a partir das 10 h 30 m, no Campus de Gualtar, Complexo Pedagógico II, Auditorio I.
Chamamos entretanto a atenção para a proposta de criação de uma Fundação para gerir os recursos da U. Minho, IPCA e IPVC, formulada pelo Presidente da Comissão Instaladora do IP do Cávado e do Ave, Prof. João Carvalho.
Saudações académicas e sindicais e votos de Feliz Natal. Quanto a um Próspero Ano Novo teremos, tudo indica, de lutar por ele.
A Direcção do SNESup
19-12-2006"
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(reprodução de mensagem recebida em 20-12-2006, proveniente da entidade identificada; o anexo que é referido e que, por razões técnicas, não se reproduz aqui, está disponível no sítio oficial do SNESup - http://www.snesup.pt)

quarta-feira, dezembro 20, 2006

You have to put in many tiny efforts…

"You have to put in many, many, many tiny efforts that nobody sees or appreciates before you achieve anything worthwhile."
Brain Tracy

(citação extraída de SBANC Newsletter, December 12, 2006, Issue 451-2006, http://www.sbaer.uca.edu )

terça-feira, dezembro 19, 2006

Serviço Público - reitor da UMinho ameaça com vaga de despedimentos

"Caros Colegas do SPN,
Junto envio o comunicado do SPN. Este foi enviado para a UMnet mas foi recusada a sua distribuição. Assim, agradeço que ajudem na divulgação do mesmo pelos restantes colegas da UM.
Saudações cordiais
Pedro Oliveira
Departamento de Produção e Sistemas
Universidade do Minho"
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"Reitor da U.M. ameaça com vaga de despedimentos para 2007

O Reitor da Universidade do Minho anunciou, na Assembleia da Universidade de 11 de Dezembro, que até Setembro de 2007 serão colocados fora da instituição 100 docentes e cerca de 60 funcionários, alegando o decréscimo do número de alunos e as restrições orçamentais.

Infelizmente o Sr. Reitor não facultou os números em que se baseou para afirmar que existe um excesso de docentes e funcionários na ordem dos 20%, porque os dados que a própria UM envia para o Observatório da Ciência e Ensino Superior não sustentam essa tese.

Perante estas intenções cabe perguntar ao Sr. Reitor o seguinte:

· Face às restrições orçamentais, impostas pelo MCTES, possivelmente invocadas para a justificação das medidas agora propostas, já tomou o Sr. Reitor alguma posição pública perante a tutela? Caso exista, de facto não é conhecida!
· Qual acha o Senhor Reitor que deve ser a sua missão: servir de correia de transmissão das directivas do MCTES ou defender a instituição e a sua autonomia?

Entende o Sindicato dos Professores do Norte que as medidas propostas, para além de injustificáveis, são também inaceitáveis. Numa gestão democrática, medidas tão extremas nunca poderão nem deverão ser tomadas sem a sua discussão e explicação fundamentada a toda a comunidade académica.

Acresce que estas medidas são propostas para a UM, uma universidade que apenas tem preenchida metade dos seus lugares do quadro de professores (51%), estando claramente abaixo da média nacional (66%), valor por si manifestamente insuficiente.

Promover a diversidade e o combate á endogamia faz-se promovendo a abertura de concursos, com publicitação a nível nacional. Os lugares vagos não são postos a concurso com a justificação do aumento dos encargos salariais. Mas assim, como poderá a Universidade estar aberta a outras visões?

Tem sido colocado na agenda mediática para o ensino superior a necessidade de haver uma “liderança forte”. Nós, SPN, queremos dizer com toda a clareza que essa “liderança forte” não é, por certo, despedir muito ou ser muito rápido a despedir. Não parece ser esse o entendimento do Sr. Reitor da UM.

Liderar é saber construir uma estratégia de desenvolvimento, é saber responder aos desafios que se colocam a uma instituição em cada momento, é saber envolver a instituição e as pessoas que a corporizam nesse projecto que é sempre condicionado pela envolvente externa.

“Liderança forte” consiste por certo em afirmar a instituição no exterior e nunca claudicar, neste caso, claudicar a 20%.

Com este pretenso anúncio, que mais não é do que preparar a Universidade para os despedimentos que a Reitoria concebeu, a UM parece querer aparecer como vanguarda do desenvolvimento da política neoliberal que o MCTES está impondo ao Ensino Superior, nomeadamente através da redução cega do orçamento de Estado para o sector. Objectivamente, com esta proposta a UM surge como um parceiro diligente e zeloso do próprio MCTES.

Observa-se que, na reunião com a FENPROF, de 31 de Julho de 2006, o próprio Ministro manifestou surpresa perante o despedimento de mais de 20 docentes da UM que então estava em curso, referindo não ser a UM uma instituição com dificuldades financeiras que o justificassem.

O Sr. Reitor da UM parece esquecer que a UM tem um capital humano de que o país e a região necessitam e que a sua missão é saber envolver e catalisar os seus elementos em novos projectos que potenciem a afirmação da Universidade.

É necessário contrariar esta visão redutora do Ensino Superior, de modo a não ampliar a margem de manobra para a prossecução das políticas lesivas do MCTES.

O SPN apela a que todos os docentes se envolvam na discussão destas medidas nos diferentes órgãos institucionais em que têm assento.

O Sindicato dos Professores do Norte (FENPROF) está atento e compromete-se a convocar uma reunião aberta a todos os docentes da Universidade do Minho no início de Janeiro.

18 de Dezembro de 2006

Pelo Departamento de Ensino Superior
do Sindicato dos Professores do Norte


Mário Carvalho"
-------------------
(respondendo ao apelo formulado acima, reproduz-se mensagem hoje recebida, por via electrónica, com a autoria que se identifica)
Comentário: a este título, reafirmo o que já aqui expressei em mensagens datadas de 06/12/15, e intituladas, respectivamente, "Serviço Público II - Sessão de esclarecimento do SNESup na Universidade do Minho" e "Serviço Público")

segunda-feira, dezembro 18, 2006

Bolonha! E agora? - IV

«Sinceramente penso que o processo de bolonha veio revitalizar o ensino superior em Portugal, de modo a que possamos de uma melhor forma compará-lo ao ensino superior nos restantes países da União Europeia (sobretudo), de modo a que possamos verficar até que ponto evoluiu o ensino superior português com todas as ajudas comunitárias que recebeu.
Mas será que este "simples" processo de reestruturação de cursos do ensino superior é suficiente? Para quando uma reestrutaração do ensino secundário adaptado ao ensino superior? Não me refiro a níveis de conteúdo (se bem que também possa passar por tal nível), mas sobretudo a nível de preparação para capacidade de autonomia do estudante que qualquer universidade exige logo desde o início, por forma a tornar o ingresso no ensino superior mais fácil aos novos estudantes?
Concordo que Bolonha seja um grande passo para o ensino superior português em termos de credibilidade internacional, mas não descuremos os outros sectores de ensino que servem de base ao ensino superior, como sendo o ensino básico e secundário, que também merecem ser estruturados.»


António Salgado

(extracto de mensagem disponível na entrada "fóruns" da plataforma electrónica de apoio à unidade curricular Economia Portuguesa e Europeia, da EEG/UMinho; Dezembro de 2006)

domingo, dezembro 17, 2006

“Can Risk Aversion Explain Schooling Attainments? Evidence From Italy”

”Using unique Italian panel data, in which individual differences in behavior toward risk are measured from answers to a lottery question, we investigate if (and to what extent) risk aversion can explain differences in schooling attainments. We formulate the schooling decision process as a reduced-form dynamic discrete choice. The model is estimated with a degree of flexibility virtually compatible with semiparametric likelihood techniques. We analyze how grade transition from one level to the next varies with preference heterogeneity (risk aversion), parental human capital, socioeconomic variables and persistent unobserved (to the econometrician) heterogeneity. We present evidence that schooling attainments decrease with risk aversion, but despite a statistically significant effect, differences in attitudes toward risk account for a modest portion of the probability of entering higher education. Differences in ability(ies) and in parental human capital are much more important. in the most general version of the model, the likelihood function is the joint probability of schooling attainments, and post-schooling wealth and risk aversion.”

Christian Belzil (GATE CNRS)
Marco Leonardi (Università di Milano)
Keywords: dynamic discrete choices, éducation, human capital, risk aversion
Date: 2006-10
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:gat:wpaper:0607&r=edu

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

sábado, dezembro 16, 2006

Bolonha! E agora? - III

«Penso que escolher entre continuar os estudos ou entrar no meio laboral, depende exclusivamente das ambições e sonhos de cada um. Bolonha veio, no meu ver, permitir uma igualdade de oportunidades dentro da UE, assim como igualar as qualificações entre os estudantes europeus.
À questão se o estudante está ou não preparado, não devemos responder, pois isso cabe a quem decidiu implementar Bolonha. Quanto à mentalidade dos cada vez mais jovens licenciados, esta pode ou não verificar-se, pois tudo depende da vivência de cada um, do sentido de responsabilidade, da capacidade de concentração, da ambição...!»
Carlos Gonçalves
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«Na minha opinião o processo de Bolonha vai ser muito positivo, mas surgem sempre milhares de questões: "como é que as empresas encaram esta mudança?"; "(...) até que ponto estarão as empresas preparadas para enquadrar estes jovens? Até que ponto existe possibilidade de formação?".
Eu própria me questiono sobre como será o meu futuro? Será que vou conseguir o emprego onde possa pôr em prático tudo o que aprendi? Mas também acho que estas são as questões de qualquer estudante quer esteja no processo de bolonha ou não.
Concordo plenamente com o conteúdo do artigo, excepto quando fala na questão da maturidade, aqui concordo com a opinião do meu colega Mouzinho, a maturidade não se vê pela idade, depende muito das vivências de cada um, da educação e até do meio onde vivem.»
Rita Morais
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(extractos de mensagens disponíveis na entrada "fóruns" da plataforma electrónica de apoio à unidade curricular Economia Portuguesa e Europeia, da EEG/UMinho; Dezembro de 2006)

sexta-feira, dezembro 15, 2006

Serviço Público II - Sessão de esclarecimento do SNESup na Universidade do Minho

"SESSÃO DE ESCLARECIMENTO
Tendo em conta o quadro de evolução que se perspectiva para o enquadramento do pessoal docente das instituições de ensino superior, e os propósitos anunciados pelo Senhor Reitor na última Assembleia da Universidade quanto à redução em 2007 do pessoal docente em 20%, designadamente por via de colocação de pessoal nos excedentários, o SNESup vai realizar no dia 3 de Janeiro (4ª feira) pelas 10 h 30 m uma sessão de esclarecimento sobre
- enquadramento institucional e laboral das instituições do ensino superior, no quadro dos vários cenários que vêm sendo apresentados, inclusive o do Relatório da OCDE;
- legislação sobre mobilidade laboral (excedentários) e sua aplicabilidade às universidades;
- direitos do pessoal em regime de contrato administrativo de provimento.
Brevemente será indicado o local da reunião.
A reunião é aberta a todos os docentes e investigadores, inscritos ou não no SNESup."


A Direcção do SNESup

(mensagem de correio electrónico recebida em 15-12-2006, proveniente da entidade explicitada)

Comentário: afinal, vai ser necessário apressar a leitura da lei nº 53/2006, a que se refere a minha anterior mensagem. Mais uma vez, a UMinho pretende ser exemplo. Infelizmente, nalguns casos, é-o pelas piores razões. Nos derradeiros anos, isso vem acontecendo com maior frequência.

Serviço Público

Mão amiga (que ainda as há na UMinho, felizmente) fez-me chegar a notícia da publicação, por estes dias (7 de Dezembro), da Lei nº 53/2006, que Estabelece o regime comum de mobilidade entre serviços dos funcionários e agentes da Administração Pública visando o seu aproveitamento racional.
É um texto interessante e revelador em matéria de filosofia da actual governação, para ler com tempo. A título de aperitivo, deixo-vos as duas seguintes passagens do Capítulo I:
- Artº 2 – 1. A presente lei aplica-se a todos os serviços da administração directa e indirecta do Estado, com excepção das entidades públicas empresariais.
- Artº 3 – 2. São instrumentos de mobilidade geral:
a) A transferência;
b) A permuta;
c) A requisição;
d) O destacamento;
e) A afectação específica;
f) A cedência especial.

Em suma, muita coisa para ler. Os que o quiserem fazer, poderão aceder ao documento integral, em pdf, no sítio do SNESuphttp://www.snesup.pt - , na entrada Tabelas/Legislação > Legislação > Função Pública.
A sua leitura tem a virtualidade adicional de nos distrair do que se diz no Relatório da OCDE sobre o Ensino Superior em Portugal (a que se refere detalhadamente e com grande acuidade João Vasconcelos Costa, em sucessivas mensagens recentes, no seu blogue - Reformar a Educação Superior).

J. Cadima Ribeiro

quinta-feira, dezembro 14, 2006

"Bolonha! E agora?" - II

"A implementação do Tratado de Bolonha, em um mercado de trabalho condicionado, leva a pensar numa maior dificuldade para os futuros licenciados. No entanto é necessário pensar que este tipo de ensino já funcionava em outros países da UE com relativo sucesso, sendo a sua implementação uma tentativa de aproximação do ensino português a esses países.
Para nós, torna-se fundamental uma continua formação, pois é esse o objectivo do Tratado de Bolonha, e a nossa maturação e ascensão em termos profissionais passa por aí. Na minha opinião, a aceitação das empresas portuguesas a esta realidade será favorável, pois ao apostarem em um licenciado cujo ensino em que esteve inserido se aproxima do ensino europeu, trará mais garantias de sucesso para a empresa."
João Pires
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"Não concordo quando referes a questão da maturidade pois penso que a idade é importante no BI mas é ainda mais importante a "idade" que possuimos dentro da cabeça.
Quanto a Bolonha, somos pioneiros e como tal as cobaias, para o bem e para o mal! A FEP, por ex., poderá depois aprender com os nossos erros tentando não os cometer...
Muitas vezes levanta-se a questão, se é possível aprender em 3 anos o que dantes se aprendia em 5. Eu penso que se alguém acha que não se sente preparado em 3 anos, porque não continuar e tirar uma pós-graduação e posteriormente o mestrado? Tem ainda a vantagem de o fazer numa universidade diferente daquela em que efectuou a licenciatura, caso assim o entenda!
Estamos no início, mas penso que o curso poderia continuar com os 3 anos, mas depois fazer um semestre de estagio, estágio esse que contaria para a nota... Assim penso que seria talvez a única maneira de os professores poderem ver se em 3 anos conseguiram preparar-nos para o mercado de trabalho!
Fica a sugestão....."
Carlos Barros
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(extractos de mensagens disponíveis na entrada "fóruns" da plataforma electrónica de apoio à unidade curricular Economia Portuguesa e Europeia, da EEG/UMinho; Dezembro de 2006)

Crise! Qual crise?

Numa altura em que tanto se fala de crise (financeira e não só) nas universidades públicas, é gratificante constatar que nem todas(os) enfrentam essa angústia. Se não crêem, atentem na mensagem (isto é, nos extractos da dita) que passo a reproduzir:
"[...]
A Época Natalícia proporciona a todos um espírito de confraternização. Neste sentido e dado que o convívio entre todos aqueles que diariamente se cruzam nas suas vidas profissionais é uma mais valia, a Presidência da Escola de [...] tem o prazer de informar que terá lugar no próximo dia 20 de Dezembro, às 20:00 horas, o jantar de Natal da Escola de [...], que se realizará no Restaurante Panorâmico [...]. A Ementa segue em anexo.
Uma parte significativa deste jantar, será oferecido pela Presidência da Escola, cabendo a cada participante apenas 5 Euros.
Solicita-se a todos os que pretendam participar no referido jantar, que nos confirmem a sua presença até ao dia 18 de Dezembro e que se faça acompanhar de um presente para efectuar a respectiva troca.
Poderá efectuar a sua inscrição por Email para [...]".
Para além do mais, não acham enternecedora a mensagem? Pena é que Natal não seja todos os dias.
Retomando entretanto a temática central do momento, "a crise" ou, se quiserem, o tão falado relatório da OCDE sobre a malfadada crise, tenho que vos confessar a dificuldade que encontro em conciliar o desafogo financeiro que se deduz da mensagem de correio electrónico (datada de 06/12/13) que se reproduz acima com o racionamente de papel e outras despesas correntes vivido na Insituição, há vários meses, segundo o que me é relatado (e eu não ouso pôr em dúvida a fidedignidade das minhas fontes).
Alguma explicação razoável haverá, estou seguro!

J. Cadima Ribeiro

quarta-feira, dezembro 13, 2006

Relatório da OCDE

"Colegas
Está já publicado no nosso site < http://www.snesup.pt > o anunciado relatório da OCDE.
No seminário realizado na passada 2 ª feira pelo Conselho Nacional de Educação em colaboração com o CIPES já havia sido dissecado o cenário institucional agora proposto (fundação, com privatização dos vínculos de docentes e funcionários não docentes ).
Saudações académicas e sindicais"

A Direcção do SNESup

(extracto de mensagem de correio electrónico, emitida pela entidade identificada, recebida em 13-12-2006)

Leaders are made

"Leaders are made, they are not born. They are made by hard effort, which is the price which all of us must pay to achieve any goal that is worthwhile."
Vince Lombardi

(citação extraída de SBANC Newsletter, December 5, 2006, Issue 450-2006, http://www.sbaer.uca.edu )

"Bolonha! E agora?"

"No final deste ano lectivo muitos jovens concluirão as suas licenciaturas de apenas 3 anos. Surge, então, a questão: continuar a estudar, fazendo o denominado 2º ciclo, ou entrar de imediato no mercado de trabalho?
Se a nova estrutura do curso estiver bem organizada, será de esperar que estes jovens estejam devidamente preparados para as saídas profissionais que a eles se destinam. No entanto, existirão algumas funções mais complexas tecnicamente e que, provavelmente, exigirão um grau de conhecimento mais especializado e aprofundado que só poderá ser adquirido com o 2º ciclo.
Os jovens que optem pela continuação dos estudos para o 2º ciclo fazem-no na expectativa de melhores saídas profissionais: mais qualificadas e melhor remuneradas. Contudo, existe a possibilidade, muito provável, de estas expectativas não se concretizarem e de ainda haver comparações com os jovens licenciados a trabalhar há um ou dois anos e que registam progressões...
Podemos ainda analisar esta questão através de outra perspectiva: como é que as empresas encaram esta mudança?
As empresas também se encontrarão numa posição difícil no momento de contratar, não só pelo facto de haver a dúvida da preparação profissional adquirida, mas também devido à componente maturidade, uma vez que os recém - licenciados são cada vez mais jovens. Isto porque, há um crescente número de funções atribuídas a recém – licenciados que, não tendo associada uma grande qualificação técnica, exigem cada vez maior responsabilidade. Assim, até que ponto estarão as empresas preparadas para enquadrar estes jovens? Até que ponto existe possibilidade de formação?
No final de tudo existirão melhores e piores opções. Mas o tempo encarregar-se-á de mostrar qual a opção mais adequada para cada caso. Somos pioneiros de uma nova era cheia de dificuldades mas que se pode revelar bastante favorável."


Andreia Patrícia da Costa Araújo
(extracto de mensagem disponível na entrada "fóruns" da plataforma electrónica de apoio à unidade curricular Economia Portuguesa e Europeia, da EEG/UMinho; Dezembro de 2006)

terça-feira, dezembro 12, 2006

Ainda a propósito de entre a realidade e a ficção: diálogos virtuais a propósito do triunfo do barroco numa universidade aqui mesmo ao lado

7 - "É triste ver como a assessoria jurídica despachou o pedido de impugnação das eleições. Acho que se [...], ou alguém ligado à lista de [...] tivesse escrito o parecer, o mesmo não seria muito diferente.
Atendendo a que já há dois anos fizeram um parecer "por encomenda", estou a ver que daquele lado não vem nada de bom. Ou seja, para a próxima vamos ter que nos manifestar assim que for nomeada uma comissão eleitoral, caso à frente da mesma esteja alguém tão ligado a [...] como F[...]. Depois, há que chatear [...]"

/...

8 - "[...]. Não sou capaz de acrescentar nada ao já dito."
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9 - "[...]"
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Comentário: as reticências onde deveriam constar nomes não se destinam, no essencial, a preservar o anonimato dos protagonistas; antes, constituem uma espécie de quebra-cabeças matinal que proponho aos que adoram fazer palavras-cruzadas ou resolver enigmas, sobretudo pela manhã, sublinho. Tenho consciência que o exercício tem um grau elevado de dificuldade, mas não é em vão que este é um blogue que tem como destinatários os universitários.

segunda-feira, dezembro 11, 2006

Entre a realidade e a ficção: diálogos virtuais a propósito do triunfo do barroco numa universidade aqui mesmo ao lado

1 - “Recebido que foi [...] o parecer da assessoria jurídica da reitoria sobre […] reclamação oportunamente feita da existência de irregularidades nas eleições realizadas […], por dever de informação e obrigação de transparência, divulgo-vos […] o doc. recebido.
Não me deterei com comentários. Deixo apenas as notas seguintes:
i) o doc. constituí, a meu ver, uma quase obra-prima do barroco; o quase resulta de uma lamentável mancha na parte final da peça quando, à falta de argumentos de forma, se resvala para a conclusão de irrelevância da não contagem de alguns votos (como se se pudesse desconconsiderar um único voto que fosse);
ii) a natureza de quase obra-prima do barroco materializa-se na elegância da forma e no modo quase perfeito como se foge a analisar as questões de facto (implicitamente confirmando as múltiplas irregularidades, sucessivas, que foram denunciadas);
iii) se a assessora for um produto da nossa escola de direito, temos que dar-lhes os parabéns pelo produto que estão a veicular para o mercado; não esperava que atingissem tal patamar de perfeição tão cedo;
iv) sobre o reitor, notarão que cumpriu o seu papel de, sobre a matéria de facto, "dizer nada", como se a ética e a transparência não lhe dissessem respeito; não me surpreendeu!“
/...
2 - “Agradeço-lhe ter distribuído o "parecer" da assessoria jurídica. Como dizem os espanhóis, "es precioso"....
[…] viu nele o triunfo do barroco. Eu vejo nele um caso exemplar de manifestação da cultura da U[...]. Os seus principais valores estão lá todos... Senão, vejamos:
1. Admite que possa ter razão, mas devia ter falado antes...
*Primeiro princípio: a forma prevalece sempre sobre a substância !*
2. Se espera preocupações de justiça distributiva ou procedimental, pode esperar sentado... Quando estiver cansado de esperar, recorra aos tribunais... É sintomático o incentivo que lhe dão para ir a tribunal... (não se acanhe!). É a admissão da completa incapacidade da instituição em dirimir conflitos internos.
*Segundo princípio: quem quer justiça, vá à Justiça! *
(Porque haveria de a procurar numa universidade quando existem instituições próprias dedicadas a essas matérias...???)
3. Em caso de dúvida, dá-se sempre razão a quem já está "por cima"... Assim como assim, não se agita o "sistema", não se altera a correlação de forças, e sempre se promove o "respeitinho"...
*Terceiro princípio: promover a obediência em vez da competência!*
(Se fizer muita questão em valorizar a competência, terá que a procurar numa Universidade, mas daquelas com U grande...)
Em suma, material de primeira para um próximo paper!”
/...
3 – “Tem inteira razão no que diz. Eu não podia ir tão longe, acho. […].
Enquanto assim for, continuará a faltar-me estímulo para gastar mais energias do que as já gasto com a instituição. Em todo o caso, sempre lhe digo que o tempo de prova a quem está no poder […] já foi dado […].”
/...
4 – “Por diversas razões, só agora li o teu email bem assim como o parecer da Assessoria Jurídica. Este último é uma verdadeira desgraça! Está impugnado de ridículos vários. […]
E não haverá nada a fazer contra esta miséria? “
/...
5 - “É sempre possível fazer algo mais […].”
/...
6 – “[…]”
/...

(extractos de diálogos virtuais, entre a ficção e a realidade, a pretexto do triunfo do barroco numa universidade aqui mesmo ao lado)

domingo, dezembro 10, 2006

Somos mais eficientes que a Universidade da Califórnia

"Um pormenor interessante é que destes dados podemos verificar que há 124.000 funcionários (docentes e não docentes) para 209.000 alunos na UC e apenas 23.261 (embora em 2003, mas o número não deve ser muito diferente em 2006) para 173.897 alunos na UP.
Os rácios são, respectivamente, 1,7 alunos/funcionário na UC e 7,5 alunos por funcionário na UP.
Afinal, somos aparentemente mais eficientes do que a Universidade da Califórnia !"

J. P. Cravino

(extracto de mensagem, intitulada "Fecho e fusões de universidades", disponível no blogue do seu autor - J. P. Cravino`s Blog - em 06/12/09)

sábado, dezembro 09, 2006

“Can Risk Aversion Explain Schooling Attainments? Evidence From Italy”

”Using unique Italian panel data, in which individual differences in behavior toward risk are measured from answers to a lottery question, we investigate if (and to what extent) risk aversion can explain differences in schooling attainments. We formulate the schooling decision process as a reduced-form dynamic discrete choice. The model is estimated with a degree of flexibility virtually compatible with semiparametric likelihood techniques. We analyze how grade transition from one level to the next varies with preference heterogeneity (risk aversion), parental human capital, socioeconomic variables and persistent unobserved (to the econometrician) heterogeneity. We present evidence that schooling attainments decrease with risk aversion, but despite a statistically significant effect, differences in attitudes toward risk account for a modest portion of the probability of entering higher education. Differences in ability(ies) and in parental human capital are much more important. in the most general version of the model, the likelihood function is the joint probability of schooling attainments, and post-schooling wealth and risk aversion.”

Christian Belzil (GATE CNRS)
Marco Leonardi (Università di Milano)
Keywords: dynamic discrete choices, éducation, human capital, risk aversion
Date: 2006-10
URL: http://d.repec.org/n?u=RePEc:gat:wpaper:0607&r=edu

(resumo de “paper”, disponível no sítio referenciado)

sexta-feira, dezembro 08, 2006

"Estamos prontos para a revolução de Bolonha?"

«Pode dizer-se que é curta a experiência de montar e liderar um grupo de trabalho virado para a construção de análises e explicações, e não é grande a prática de ensino com total disponibilização de tempo do professor, a todo o momento, para se encontrar com o grupo e discutir ensinando, mas também, conjuntamente descobrindo. E é isso que se impõe com o processo de Bolonha.
Isto leva-me a pensar, que a adopção do Processo de Bolonha, com todos os méritos que arrasta, sem dúvida, e acreditando na motivação geralmente apresentada para a sua generalização na União Europeia, a maior facilidade de intercomunicação e de transferência de competências entre estados membros, talvez careça de uma preparação intelectual de uma boa parte das elites universitárias e, sem dúvida alguma, uma aprendizagem dos docentes "viciados" no sistema clássico.
São muitas as questões que se levantam neste tipo de preocupação e que o nosso sistema de ensino deixa a descoberto. Uma delas diz respeito à consagração do modelo de aulas tuteladas, onde a forma pedagógica de actuar é bastante diferente da forma clássica da aula teórica, mas também da aula prática. O professor integra-se num grupo de trabalho e com ele, liderando-o e coordenando as suas tarefas e a sua interacção, vai acompanhando o grupo, até à produção de um produto final. E tudo isso está interligado com uma nova forma de classificar o aluno, sendo a classificação permanente e baseada, muito mais do que até agora, no contacto com o aluno, observando a sua performance e a sua atitude perante a questão de descobrir respostas e soluções para os problemas que lhe vão surgindo. O papel e a responsabilidade do professor aumentam significativamente neste contexto.
Talvez mais impressionante, é a alteração exigida na mentalidade e na percepção dos alunos quanto às matérias que lhes cabe estudar. A clássica observação "o professor não deu esta matéria", observação que se exaltava não poderá ser invocada. A matéria, tal como até aqui, será objecto de um programa aprovado e publicamente conhecido. Mas não há fronteiras estritas no que toca ao âmbito de cada tema que tal programa enuncie. Poderá mesmo imaginar-se que, em muitos casos haverá uma negociação tácita sobre os limites de âmbito de cada tema. O que tal implica é que o diálogo entre professor e aluno será muito superior ao actual. O professor lança temas como desafio aos alunos, em pequenos grupos e, com eles, investigando bibliograficamente, via Internet ou em fontes de todo o tipo, procura chegar a conclusões e portanto a autênticas "pequenas teses" sobre os temas objecto do desafio.
Daqui resultam as indeclináveis perguntas. Será que os nossos professores estão preparados para este tipo ou esta nova forma de ensinar? Será que temos tudo preparado para um programa de treino e aprendizagem dos próprios professores universitários mais clássicos, para este tipo de actuação?
Esta é apenas a ponta de um icebergue que terá por baixo de si questões ainda mais preocupantes, como sejam: o que significa uma licenciatura de três anos e que relação têm com os antigos bacharelatos? Que ligação têm os mestrados previstos com as licenciaturas enunciadas? Como vai o mercado reagir no que toca à procura de licenciados e de mestres? Será que o doutoramento é, não apenas um grau e uma fase da carreira docente, mas também, visto pelo mercado, uma graduação suplementar e desejável ou mesmo pagável de um licenciado ou mestre que se pretende mais competente e portanto distinguido pela procura do mercado como tal?»

Bernadette Cunha

(mensagem datada de 06/12/07, disponível no blogue de apoio à unidade curricular Economia Portuguesa , da EEG/UMinho; http://economiaportuguesa.blogspot.com)